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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Saudade resto de amor

Araci de Almeida
Saudade resto de amor (samba, 1953) - Adelino Moreira e Norival Reis

Título da música: Saudade resto de amor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci de Almeida / Compositores: Moreira, Adelino - Reis, Norival / Gravadora Continental / Número do Álbum 16695 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:


Saudade resto de amor
De alguém que tanto eu amei
Amei e perdi
Perdi mas não chorei

Hoje você vive a lamentar
Seu triste fim
Hoje a saudade também dá
Cabo de mim
Vamos sentindo a mesma dor
Saudade resto de amor

Saudade resto de amor
De alguém que tanto eu amei
Amei e perdi
Perdi mas não chorei

Hoje você vive a lamentar
Seu triste fim
Hoje a saudade também dá
Cabo de mim
Vamos sentindo a mesma dor
Saudade resto de amor

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Quem telefona

Araci de Almeida
Quem telefona (samba-canção, 1952) - J. Piedade e W Goulart

Título da música: Quem telefona / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Araci de Almeida / Compositores: Piedade, J - Goulart, W / Acompanhamento Conjunto - Gnattali, Radamés / Gravadora Continental / Número do Álbum 16538 / Data de Lançamento 1952-1952 / Lado A / Disco 78 rpm:


Quem telefona
É você, não sou eu
Quem me abandonou
Foi você, não fui eu
Se você chora
Eu choro também
Os sentimentos são iguais
Pra nosso bem
Não telefone nunca mais

O passado
Sempre iludiu nós dois
Golpe errado
Foi deixarmos tudo pra depois
Mas agora
Tudo já chegou ao seu lugar
Pra nós dois
É melhor não telefonar

Quem telefona
É você, não sou eu
Quem me abandonou
Foi você, não fui eu
Se você chora
Eu choro também
Os sentimentos são iguais
Pra nosso bem
Não telefone nunca mais

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Papagaio

Araci de Almeida
Papagaio (marcha, 1940) - J. Piedade e Sá Roris

Título da música: Papagaio / Gênero musical: Marcha / Intérpretes: Almeida, Arací de / Compositores: Piedade, J - Sá Roris / Gravadora Victor / Número do Álbum: 34539 / Data de Gravação 00/1939 / Data de Lançamento 00/1940 / Lado A / Disco 78 rpm:


Dá cá o pé, meu louro
Papagaio deixa de malcriação
Papagaio rico, rico
Vem cá, meu louro
Que eu te dou meu coração!

Dá cá o pé, meu louro
Papagaio deixa de malcriação
Papagaio rico, rico
Vem cá, meu louro
Que eu te dou meu coração!

Uma vez o papagaio
Descuidou-se, foi ao chão
Foi cair, foi cair no galinheiro
Quando veio um gavião
Ele gritou: -Nessa eu não caio
Alto lá, seu gavião
Veja que eu sou um papagaio

Ele gritou: -Nessa eu não caio
Alto lá, seu gavião
Veja que eu sou um papagaio

domingo, 7 de novembro de 2010

A minha vida

Araci de Almeida
A minha vida (samba, 1945) - Amado Régis

Título da música: A minha vida / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci de Almeida / Compositor: Regis, Amado / Gravadora Odeon / Número do Álbum: 12633 / Data de Gravação: 00/1945 / Data de Lançamento: 00/1945 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm:


A minha vida tem se transformado tanto
Depois que me acostumei a viver sozinha
Cheguei a conclusão de que foi inútil o meu pranto
Ele pode viver muito bem sem meu carinho

Ele não sente saudade
Sei perfeitamente bem
Procurar por ele não vou
Porque já não me comvém

Trocou a minha amizade
Pelo amor de outra mulher
Não posso querer bem
A quem não me quer...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pedro Viola

Araci de Almeida
Pedro Viola (samba-canção, 1939) - Laurindo de Almeida

Lançamento: 1939 / Disco n°: 11.848 / Gravadora: Odeon / Rotações: 78 RPM / Título: Pedro viola / Intérprete: Araci de Almeida / Compositor: Laurindo Almeida.

Pedro Viola vivia no samba
Em Estacio de Sá / Parece que a sorte
Queria que Pedro saísse de lá

Um dia ele viu a Rosinha bonita
E se apaixonou / O samba esqueceu
A viola largou / E deixou de cantar

Mas Pedro Viola não adivinhou
Que não ia gostar / Sentindo saudades
Deixou o barraco / E veio sambar...

O samba durou / A noite acabou
E pedro voltou / Mas seu barracão
Tristonho e vazio / Lá em cima do morro
Ele encontrou...

O tempo passou / Mas o pobre sambista
Não se conformou / A velha saudade
Bateu nom seu peito / Coitado, chorou...

Vivendo sozinho / Contando os zincos
Do seu barracao / Foi que Pedro Viola
Morreu abraçado ao seu violão...

Pedro Viola

Araci de Almeida
Pedro Viola (samba-canção, 1939) - Laurindo de Almeida

Lançamento: 1939 / Disco n°: 11.848 / Gravadora: Odeon / Rotações: 78 RPM / Título: Pedro viola / Intérprete: Araci de Almeida / Compositor: Laurindo Almeida.

Pedro Viola vivia no samba
Em Estacio de Sá / Parece que a sorte
Queria que Pedro saísse de lá

Um dia ele viu a Rosinha bonita
E se apaixonou / O samba esqueceu
A viola largou / E deixou de cantar

Mas Pedro Viola não adivinhou
Que não ia gostar / Sentindo saudades
Deixou o barraco / E veio sambar...

O samba durou / A noite acabou
E pedro voltou / Mas seu barracão
Tristonho e vazio / Lá em cima do morro
Ele encontrou...

O tempo passou / Mas o pobre sambista
Não se conformou / A velha saudade
Bateu nom seu peito / Coitado, chorou...

Vivendo sozinho / Contando os zincos
Do seu barracao / Foi que Pedro Viola
Morreu abraçado ao seu violão...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vai ver que é

Vai ver que é (marcha/carnaval, 1959) - Carvalhinho e Paulo Gracindo

Se veste de baiana
Pra fingir que é mulher
Vai ver que é
Vai ver que é

No baile do teatro
Ele diz que é Salomé
Vai ver que é
Araci de Almeida e
Joel de Almeida
Vai ver que é

Cuidado minha gente
Com esse tipo de rapaz
................
................
Nervosinho bate o pé
Vai ver que é
Vai ver que é

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Ary Cordovil

Ary Cordovil
Ary Cordovil (Nicanor de Paula Ribeiro Filho), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 5/5/1923. Cantava sambas desde a época em que estudava no Colégio Arte e Instrução. Concluído o ginásio, começou a trabalhar no ministério da Justiça, quando já cantava em gafieiras e circos.

Em 1944 teve sua primeira composição gravada - Olha ela aí, Valdemar (com Gil Lima) - por Araci de Almeida, na Odeon. Trabalhou na extinta Polícia Especial até 1948, quando passou a se apresentar em programas de calouros da Rádio Transmissora.

De 1949 a 1951, atuou na Rádio Mayrink Veiga. Por 1949, Jorge Veiga gravou sua composição Fui um louco, com muito sucesso. De 1950 a 1958, integrou o Conjunto Pereira Filho. Em 1954 fez uma excursão à Argentina e, em 1956, gravou Formiga que quer se perder cria asas (Raimundo Olavo).

Em 1957 começou a apresentar-se em programas de televisão. Um de seus maiores sucessos foi a marchinha Pistoleira (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), lançada no Carnaval de 1964 pela CBS. No Carnaval de 1966, lançou pela CBS o samba Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho), que seria o mais cantado do ano.

Em 1967 gravou outro grande sucesso na CBS, a música do tempo dos cangaceiros de Lampião, Maria Bonita, assinado pelo ex-cangaceiro Volta Seca, e lançou, também pela CBS, o LP Ari Cordovil em ritmo contagiante. Ainda em 1967, por iniciativa de um entusiasmado diretor norte-americano da CBS, em visita à fábrica no Brasil, este LP foi lançado nos E.U.A. com o título The Sound of Ary Cordovil.

Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Eu sei sofrer

A última composição de Noel Rosa, com 26 anos, gravada por Araci de Almeida e Benedito Lacerda exatamente no dia de sua morte:

Eu sei sofrer (samba, 1937) - Noel Rosa

Quem é que já sofreu mais do que eu ?
Quem é que já me viu chorar ?
Sofrer foi o prazer que Deus me deu
Eu sei sofrer sem reclamar
Quem sofreu mais do que eu
Não nasceu
Com certeza Deus já me esqueceu
Mesmo assim, não cansei de viver
E na dor eu encontro prazer
Saber sofrer é uma arte
E pondo a modéstia de parte
Eu posso dizer
Que sei sofrer

(repete a 1a. estrofe)

Quanta gente que nunca sofreu
Sem sentir, muitos prantos verteu
Já fui amado
Enganado
Senti quando fui desprezado
Ninguém padeceu mais do que eu
(repete a 1a. estrofe)

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Esquina da sorte

Araci de Almeida
Esquina da sorte (marcha, 1938) - Lamartine Babo e Hervé Cordovil

Título da música: Esquina da sorte / Gênero musical: Marcha / Intérpretes: Araci de Almeida e Lamartine Babo / Compositores: Cordovil, Herve - Babo, Lamartine / Acompanhamento: Diabos do Céu / Gravadora Victor / Número do Álbum 34286 / Data de Gravação 25/01/1938 / Data de Lançamento 02/1938 / Lado B / Disco 78 rpm:


8.083, 50 mil-réis! 8.083!

Na esquina da sorte
onde mora o meu amor
encontrei um bilhete
enrolado numa flor

Um bilhete azulzinho
Cinco abraços, dez beijos
E depois do carinho
um milhão de desejos
Um encontro mais forte
Outro encontro depois
E a não ser nossa sorte
nada além de nós dois!

E no fim do bilhete
outro encontro marcado
Um cinema, um sorvete
Tudo bem combinado!
Umas frases amigas
e umas brigas depois
E a não ser nossas brigas
nada além de nós dois!

Zero, zero, zero, zero...
Pra que tanto zero?
Zero, zero, zero, zero...

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Escandalosa

Há composições que são a cara de determinados intérpretes, perdendo a graça se cantadas por outros. Este é o caso de "Escandalosa", que parece ter sido feita para Emilinha Borba, embora Araci de Almeida também a tenha gravado.
Emilinha Borba

Foi cantando e dançando "Escandalosa", com graça e sensualidade, que Emilinha consolidou, em 1947, seu prestígio de estrela dos auditórios radiofônicos. Lançada numa época em que começava a imperar em nosso meio a moda da música latino-americana, a canção foi feita em ritmo de rumba. Ainda em 47, Emilinha Borba obteve outro sucesso com "Se Queres Saber", de Peterpan.

Escandalosa (rumba, 1947) - Moacir Silva e Djalma Esteves

Um dia / Uma vez lá em Cuba
Dançando uma rumba / Disseram que eu era
Escandalosa

Dancei / Mas não me incomodei
Pois a rumba é por si / Maliciosa
Escandalosa

A rumba / Tem um ritmo louco
e remexe meu corpo assim
Escandalosa

Com muchacho sabido / Bem juntinho de mim
Confessando ao meu ouvido / és deliciosa
Escandalosa

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Não me diga adeus

Contrastando com a animação de É com esse que eu vou, foi também grande sucesso no carnaval de 48 o canto pungente de Araci de Almeida em Não me diga adeus: "Não, não me diga adeus / pense nos sofrimentos meus / se alguém lhe dá conselho / pra você me abandonar / não devemos nos separar".


Araci de Almeida
O fato, porém, não é exceção no repertório carnavalesco. Tristes como este samba-lamento fazem-lhe companhia vários sucessos de outros carnavais como Ai, que saudades da Amélia (42), Pastorinhas (38), Foi ela (35) e a valsa Pierrô e Colombina (15/16), isso para ficar apenas nos mais conhecidos.

Não me diga adeus (samba/carnaval, 1948) - Luís Soberano, J. Correia da Silva e Paquito

Am      G7             C          F7           E7      Am E7
Não. . . . não me diga adeus / Pense nos sofrimentos meus
Am Dm
Se alguém lhe dá conselhos / Pra você me abandonar......
Am F Am E7 Am F
Não devemos nos separar / Não vá me deixar  
Am F Am F Am E7
Por favor / Que a saudade é cruel/ Quando existe amor
Am G7 C F7 E7 Am
Não . . . .não me diga adeus / Pense nos sofrimentos meus

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Tenha pena de mim

Aracy de Almeida
Freqüentadores do Café Nice faziam, vez por outra, incursões a um tal Clube da Malha, que ficava num barracão no alto do Morro de Mangueira. Lá bebiam e confraternizavam com os boêmios do lugar, formando animadas rodas de samba. Como nessas reuniões bebia-se muito, estava sempre a postos um rapaz, empregado da birosca que reabastecia o grupo. Para isso tinha, a todo o momento, que descer e subir o morro, pois a birosca ficava lá embaixo.

O tal rapaz - que se chamava Valdomiro José da Rocha, mas era conhecido como Babaú - tinha vocação musical e, um dia, aproveitando a presença dos visitantes, mostrou ao compositor Ciro de Souza um esboço de samba de sua autoria. Ao contrário do que acontece geralmente, o samba do principiante era muito bom: "Ai, Ai meu Deus / tenha pena de mim /(...)/ trabalho não tenho nada / não saio do miserê / ai, ai meu Deus/ isso é pra lá de sofrer...".


Araci de Almeida
Então, Ciro (segundo depoimento que realizou para o Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro, em 09.08.84) deu uma ajeitada nos versos, acrescentou-lhe uma segunda parte e logo o samba do Babaú estava fazendo sucesso no carnaval, cantado por Araci de Almeida. Tanto sucesso que até provocou um protesto de Sílvio Caldas, inconformado com o fato de Ciro de Souza ter entregue a música a Araci. Uma curiosidade: o nome original do samba era "Ai, Ai Meu Deus", que foi substituído por "Tenha Pena de Mim" por recomendação da censura, que vetava a palavra "Deus" em títulos de canções.

Tenha Pena de Mim (samba, 1938) - Ciro de Souza e Babaú

Ai, ai meu Deus / Tenha pena de mim!
Todos vivem muito bem / Só eu quem vive assim
Trabalho, não tenho nada / Não saio do miserê
Ai, ai meu Deus / Isso é pra lá de sofrer

Sem nunca ter / Nem conhecer felicidade
Sem um afeto / Um carinho ou amizade
Eu vivo tão tristonha / Fingindo-me contente
Tenho feito força / Pra viver honestamente

terça-feira, 4 de abril de 2006

Araci de Almeida

Araci de Almeida

Araci Teles de Almeida (19/08/1914 - 20/06/1988), cantora, nasceu e foi criada no subúrbio carioca de Encantado; o pai, Baltasar Teles de Almeida, era chefe de trens da Central do Brasil. Estudou num colégio em Engenho de Dentro, onde foi colega do radialista Alziro Zarur, e passou depois para o Colégio Nacional, no Meyer. Costumava cantar hinos religiosos na Igreja Batista e, quando conheceu Custódio Mesquita, por intermédio de um amigo, cantou para ele Bom dia, meu amor (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), conseguindo que aquele compositor a levasse para cantar na Rádio Educadora (depois Tamoio), em 1933.

Já no ano seguinte, gravou para o Carnaval seu primeiro disco, pela Columbia, com a música Em plena folia (Julieta de Oliveira), e, em 1935, assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul. Nesse ano, gravou, pela Columbia, Riso de criança (Noel Rosa), de quem se tornaria uma das principais intérpretes.

Transferindo-se para a Victor, participou do coro de diversas gravações, e lançou ainda em 1935, como solista, Triste cuíca (Noel Rosa e Hervé Cordovil), Cansei de pedir, Amor de parceria (ambas de Noel Rosa) e Tenho uma rival (Valfrido Silva). A partir de então, tornou-se conhecida como intérprete de sambas, músicas carnavalescas e, principalmente, de Noel Rosa, tendo sido apelidada por César Ladeira de O Samba em Pessoa.

Foi casada com um famoso goleiro de futebol (Rei), de quem se separou. Trabalhou também na Rádio Philips (fazendo dupla com Sílvio Caldas, no Programa Casé), na Cajuti, Mayrink Veiga e Ipanema, excursionando com Carmen Miranda ao Rio Grande do Sul. Em 1936, foi para a Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e gravou com sucesso duas músicas de Noel Rosa: Palpite infeliz e O 'x' do problema. No ano seguinte, atuou na Rádio Nacional e destacou-se com os sambas Tenha pena de mim (Ciro de Sousa e Babaú), Eu sei sofrer (Noel Rosa e Vadico) e Último desejo, de Noel Rosa, que faleceu nesse ano. Gravou, em 1938, Século do progresso (Noel Rosa) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), e, em 1939, lançou em disco Chorei quando o dia clareou (Davi Nasser e Nelson Teixeira) e Camisa amarela (Ary Barroso).

Para o Carnaval de 1940, gravou a marcha Passarinho do relógio (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e, no ano seguinte, Passo do canguru (dos mesmos autores). Em 1942, lançou o samba Fez bobagem (Assis Valente), Caramuru (B. Toledo, Santos Rodrigues e Alfeu Pinto), Tem galinha no bonde e A mulher do leiteiro (ambas de Milton de Oliveira e Haroldo Lobo). Fez sucesso no Carnaval de 1948 com Não me diga adeus (Paquito, Luís Soberano e João Correia da Silva) e, em 1949, gravou João Ninguém (Noel Rosa) e Filosofia (Noel Rosa e André Filho).

Entre 1948 e 1952, trabalhou na boate carioca Vogue, sempre cantando o repertório de Noel Rosa; graças ao sucesso de suas interpretações nessa temporada, lançou pela Continental dois álbuns de 78 rpm com músicas desse compositor: o primeiro deles, lançado em setembro de 1950, continha Conversa de botequim (com Vadico), Feitiço da Vila (com Vadico), O X do problema, Palpite infeliz, Não tem tradução e Último desejo; no segundo, lançado em março de 1951, interpretou Pra que mentir (com Vadico), Silêncio de um minuto, Feitio de oração (com Vadico), Três apitos, Com que roupa? e O orvalho vem caindo (com Kid Pepe).

Mudou-se para São Paulo SP, em 1950, e viveu durante 12 anos nessa cidade. Em 1955, trabalhou no filme Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga, e lançou, pela Continental, um LP de dez polegadas só com músicas de Noel Rosa, no qual foi acompanhada pela orquestra de Vadico, cantando, entre outras, Coisas nossas, Fita amarela e as composições inéditas Meu barracão, Cor de cinza, Voltaste e A melhor do planeta (com Almirante). Três anos depois, lançou pela Polydor o LP Samba em pessoa. Em 1962 a RCA, reaproveitando velhas matrizes, editou o disco Chave de ouro.

Em 1964 gravou com a dupla Tonico e Tinoco o cateretê Tô chegando agora (Mário Vieira) e apresentou-se com Sérgio Porto e Billy Blanco na boate Zum-Zum (Rio de Janeiro). Em 1965 fez vários shows no Rio de Janeiro: Samba pede passagem, no Teatro Opinião, Conversa de botequim, dirigido por Miele e Boscoli, no Crepúsculo, e um espetáculo na boate Le Club com o cantor Murilo de Almeida. No ano seguinte, a Elenco lançava o disco Samba é Araci de Almeida. Com o cômico Pagano Sobrinho, fez É Proibido Colocar Cartazes, programa de calouros da TV Record, de São Paulo, em 1968. No ano seguinte, a dupla apresentou-se na boate paulistana Canto Terzo. Ainda em 1969, fez o show Que maravilha!, no Teatro Cacilda Becker, de São Paulo, ao lado de Jorge Ben Jor, Toquinho e Paulinho da Viola.

Participou como jurada do programa de calouros A Buzina do Chacrinha e do programa Sílvio Santos. Em 1988 saiu o LP póstumo Araci de Almeida ao vivo e à vontade, pela Continental, documentando uma apresentação da cantora no teatro Lira Paulistana em 1980. CDs Orlando Silva, Carmen Barbosa e Araci de Almeida, 1991, Revivendo CD-012; Noel Rosa por Araci de Almeida e Mário Reis, 1992, Revivendo CD 027; Mestres da MPB: Araci de Almeida (2 CDs), 1995, Continental 0630/0776-2.

Araci de Almeida

Araci de Almeida

Araci Teles de Almeida (19/08/1914 - 20/06/1988), cantora, nasceu e foi criada no subúrbio carioca de Encantado; o pai, Baltasar Teles de Almeida, era chefe de trens da Central do Brasil. Estudou num colégio em Engenho de Dentro, onde foi colega do radialista Alziro Zarur, e passou depois para o Colégio Nacional, no Meyer. Costumava cantar hinos religiosos na Igreja Batista e, quando conheceu Custódio Mesquita, por intermédio de um amigo, cantou para ele Bom dia, meu amor (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), conseguindo que aquele compositor a levasse para cantar na Rádio Educadora (depois Tamoio), em 1933.

Já no ano seguinte, gravou para o Carnaval seu primeiro disco, pela Columbia, com a música Em plena folia (Julieta de Oliveira), e, em 1935, assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul. Nesse ano, gravou, pela Columbia, Riso de criança (Noel Rosa), de quem se tornaria uma das principais intérpretes.

Transferindo-se para a Victor, participou do coro de diversas gravações, e lançou ainda em 1935, como solista, Triste cuíca (Noel Rosa e Hervé Cordovil), Cansei de pedir, Amor de parceria (ambas de Noel Rosa) e Tenho uma rival (Valfrido Silva). A partir de então, tornou-se conhecida como intérprete de sambas, músicas carnavalescas e, principalmente, de Noel Rosa, tendo sido apelidada por César Ladeira de O Samba em Pessoa.

Foi casada com um famoso goleiro de futebol (Rei), de quem se separou. Trabalhou também na Rádio Philips (fazendo dupla com Sílvio Caldas, no Programa Casé), na Cajuti, Mayrink Veiga e Ipanema, excursionando com Carmen Miranda ao Rio Grande do Sul. Em 1936, foi para a Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e gravou com sucesso duas músicas de Noel Rosa: Palpite infeliz e O 'x' do problema. No ano seguinte, atuou na Rádio Nacional e destacou-se com os sambas Tenha pena de mim (Ciro de Sousa e Babaú), Eu sei sofrer (Noel Rosa e Vadico) e Último desejo, de Noel Rosa, que faleceu nesse ano. Gravou, em 1938, Século do progresso (Noel Rosa) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), e, em 1939, lançou em disco Chorei quando o dia clareou (Davi Nasser e Nelson Teixeira) e Camisa amarela (Ary Barroso).

Para o Carnaval de 1940, gravou a marcha Passarinho do relógio (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e, no ano seguinte, Passo do canguru (dos mesmos autores). Em 1942, lançou o samba Fez bobagem (Assis Valente), Caramuru (B. Toledo, Santos Rodrigues e Alfeu Pinto), Tem galinha no bonde e A mulher do leiteiro (ambas de Milton de Oliveira e Haroldo Lobo). Fez sucesso no Carnaval de 1948 com Não me diga adeus (Paquito, Luís Soberano e João Correia da Silva) e, em 1949, gravou João Ninguém (Noel Rosa) e Filosofia (Noel Rosa e André Filho).

Entre 1948 e 1952, trabalhou na boate carioca Vogue, sempre cantando o repertório de Noel Rosa; graças ao sucesso de suas interpretações nessa temporada, lançou pela Continental dois álbuns de 78 rpm com músicas desse compositor: o primeiro deles, lançado em setembro de 1950, continha Conversa de botequim (com Vadico), Feitiço da Vila (com Vadico), O X do problema, Palpite infeliz, Não tem tradução e Último desejo; no segundo, lançado em março de 1951, interpretou Pra que mentir (com Vadico), Silêncio de um minuto, Feitio de oração (com Vadico), Três apitos, Com que roupa? e O orvalho vem caindo (com Kid Pepe).

Mudou-se para São Paulo SP, em 1950, e viveu durante 12 anos nessa cidade. Em 1955, trabalhou no filme Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga, e lançou, pela Continental, um LP de dez polegadas só com músicas de Noel Rosa, no qual foi acompanhada pela orquestra de Vadico, cantando, entre outras, Coisas nossas, Fita amarela e as composições inéditas Meu barracão, Cor de cinza, Voltaste e A melhor do planeta (com Almirante). Três anos depois, lançou pela Polydor o LP Samba em pessoa. Em 1962 a RCA, reaproveitando velhas matrizes, editou o disco Chave de ouro.

Em 1964 gravou com a dupla Tonico e Tinoco o cateretê Tô chegando agora (Mário Vieira) e apresentou-se com Sérgio Porto e Billy Blanco na boate Zum-Zum (Rio de Janeiro). Em 1965 fez vários shows no Rio de Janeiro: Samba pede passagem, no Teatro Opinião, Conversa de botequim, dirigido por Miele e Boscoli, no Crepúsculo, e um espetáculo na boate Le Club com o cantor Murilo de Almeida. No ano seguinte, a Elenco lançava o disco Samba é Araci de Almeida. Com o cômico Pagano Sobrinho, fez É Proibido Colocar Cartazes, programa de calouros da TV Record, de São Paulo, em 1968. No ano seguinte, a dupla apresentou-se na boate paulistana Canto Terzo. Ainda em 1969, fez o show Que maravilha!, no Teatro Cacilda Becker, de São Paulo, ao lado de Jorge Ben Jor, Toquinho e Paulinho da Viola.

Participou como jurada do programa de calouros A Buzina do Chacrinha e do programa Sílvio Santos. Em 1988 saiu o LP póstumo Araci de Almeida ao vivo e à vontade, pela Continental, documentando uma apresentação da cantora no teatro Lira Paulistana em 1980. CDs Orlando Silva, Carmen Barbosa e Araci de Almeida, 1991, Revivendo CD-012; Noel Rosa por Araci de Almeida e Mário Reis, 1992, Revivendo CD 027; Mestres da MPB: Araci de Almeida (2 CDs), 1995, Continental 0630/0776-2.