Mostrando postagens com marcador herve cordovil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador herve cordovil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Carolina (Bonfiglio de Oliveira)

Bonfiglio de Oliveira
Carolina (marcha/carnaval, 1934) - Bonfiglio de Oliveira e Hervé Cordovil

Carolina
Carolina
Vai dizendo, por favor
Carolina
Carolina
Que você me tem amor

Carlos Galhardo
Carolina por você
Muita gente vai brigar
Você tem não sei o quê
E quem passa tem que olhar

Desde quando vi você
Nunca mais vivi em paz
Você tem não sei o quê
E quem passa olha pra trás

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

O que é que você fazia?

A pequena notável
O que é que você fazia? (marcha, 1936) - Hervé Cordovil e Noel Rosa

Título da música: O que é que voce fazia ? / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Carmen Miranda  / Compositores: Cordovil, Herve - Rosa, Noel / Gravadora Odeon / Número do Álbum: 11324 / Data de Gravação: 00/1936 / Data de Lançamento: 00/1936  / Lado A  /  Disco 78 rpm:


Deitado num trilho de um trem
Estando amarrado e amordaçado
Sabendo que o maquinista
Não é seu parente
Nem olha pra frente
O que é que você fazia?
Eu nesse caso nem me mexia

Sentado, olhando um cachorro
Que da sua mão tirou o seu pão
Sabendo que o seu bilhete
Que está premiado
Também foi roubado
O que é que você fazia?
Eu nesse caso nem me mexia

Se um dia sua sogra bebesse
Um gole pequeno de um grande veneno
E por um capricho da sorte
Ou de algum doutorzinho
Ela ficasse mais forte
O que é que fazia o senhor?
Eu nesse caso matava o doutor
E o que é que a senhora fazia?
Eu nesse caso desaparecia

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Uma loura



Dick Farney

Uma loura (samba-canção 1951) - Hervé Cordovil
Dick Farney


Todos nós temos na vida
Um caso...
Uma loura...
Você, você também tem

Uma loura é um frasco de perfume
Que evapora...
É o aroma...
De uma pétala de flor

Espuma fervilhante de champagne
Numa taça muito branca de cristal
É um sonho....
Um poema...

Você já teve na vida
Um caso...
Uma loura...
Pois eu, eu tive também

Espuma fervilhante de champagne
Numa taça muito branca de cristal
É um sonho...
Um poema...

Você já teve na vida
Um caso...
Uma loura...
Pois eu (tem direito, né?), eu tive também!

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Biquini de bolinha amarelinha

Jovem Guarda - Ronnie Cord

Biquini de bolinha amarelinha - 1960 - Versão de Hervé Cordovil
    C                 G7
Ana Maria entrou na cabine
C
E foi vestir um biquíni legal
C7 F
Mas era tão pequenino o biquíni
G7 C
Que Ana Maria está sentindo-se mau
Ai, ai, ai, mas ficou sensacional

Refrão:
________________________________________________
G7 C G7
Era um biquíni de bolinha amarelinha tão
C
Mau cabia na Ana Maria
G7 C G7
Biquini de bolinha amarelinha tão pequinininho
G C
Que na palma da mão se escondia
_________________________________________________

C G7
Ana Maria toda envergonhada
C
Não que sair da cabine assim
C7 F
Ficou com medo que a rapaziada
G7 C
Olhasse tudo por tim por tim
Ai, ai, ai, a garota tá pra mim

( Repete Refrão)

C G7
Ana Maria olhou-se no espelho
C
E fosse quase despida afinal
C7 F
Ficou com o rosto todinho vermelho
C G7 C
E escondeu o maió no dedal
C
Acabou toda folia
G7
Da mocinha da cabine
C
Mas quem é que não queria
G7 C
Ver a moça no biquíni

Rua Augusta

Em atividade desde os anos trinta, quando se tornou parceiro de Noel Rosa (“Triste Cuíca”), e autor de vários sucessos na era do baião (“Pé de Manacá”, “Cabeça Inchada”, “Sabiá na Gaiola”) e do samba de boate (“Uma Loura”), Hervê Cordovil foi um dos mais respeitados maestros-arranjadores da Rádio e TV Record, ao lado de Gabriel Migliori, Renato de Oliveira, Ciro Pereira e outros.

Com a sua versatilidade, fez aos cinqüenta anos “Rua Augusta”, para o repertório do filho Ronnie Cord, composição que focalizava a famosa passarela onde a juventude paulistana ia na época paquerar, bem no íngreme trecho que fica entre a avenida Paulista e a rua Estados Unidos. Além de endereço da boate Lancaster, “o templo do twist”, a Augusta era o centro dos “rachas”, motivo para a letra de Hervê: “Entrei na rua Augusta a 120 por hora / botei a turma toda do passeio pra fora / fiz curva em duas rodas sem usar a buzina / parei a quatro dedos da vitrina... Legal!”

A terceira estrofe da canção foi cortada pela censura: “Comigo não tem mais esse negócio de farda / não paro o meu carro nem se for na esquina / tirei a 130 a maior fina do guarda/ tirei o maior grosso da menina.”

Com uma harmonia muito simples, vinculada ao blues, “Rua Augusta” é considerada por Erasmo Carlos e Tony Campelo “o primeiro hino do rock brasileiro”. Foi o maior sucesso de Ronnie Cord (Ronaldo Cordovil), um dos ídolos do período pré-Jovem Guarda, que veio a falecer aos 46 anos em 6 de janeiro de 86 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Rua Augusta - (rock, 1964) - Hervé Cordovil

Intro: A E A

Subi a Rua Augusta a 120 por hora
Botei a turma toda do passeio pra fora
D
Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina
E
Parei a quatro dedos da esquina
D
Hay, hay, Johnny
A
Hay, hay, Alfredo
A7 E
Quem é da nossa gang não tem medo
D
Hay, hay, Johnny
A
Hay, hay, Alfredo
E A (A E A)
Quem é da nossa gang não tem medo
A
Meu carro não tem luz, não tem farol, não tem buzina
Tem três carburadores, todos os três envenedados
D
Só para na subida quando acaba a gasolina
E
Só passa se tiver sinal fechado

A
Subi a 130 com destino à cidade
E no Anhangabaú eu botei mais velocidade
D
Com três pneus carecas derrapando na raia
E
Subi a Avenida Prestes Maia

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Esquina da sorte

Araci de Almeida
Esquina da sorte (marcha, 1938) - Lamartine Babo e Hervé Cordovil

Título da música: Esquina da sorte / Gênero musical: Marcha / Intérpretes: Araci de Almeida e Lamartine Babo / Compositores: Cordovil, Herve - Babo, Lamartine / Acompanhamento: Diabos do Céu / Gravadora Victor / Número do Álbum 34286 / Data de Gravação 25/01/1938 / Data de Lançamento 02/1938 / Lado B / Disco 78 rpm:


8.083, 50 mil-réis! 8.083!

Na esquina da sorte
onde mora o meu amor
encontrei um bilhete
enrolado numa flor

Um bilhete azulzinho
Cinco abraços, dez beijos
E depois do carinho
um milhão de desejos
Um encontro mais forte
Outro encontro depois
E a não ser nossa sorte
nada além de nós dois!

E no fim do bilhete
outro encontro marcado
Um cinema, um sorvete
Tudo bem combinado!
Umas frases amigas
e umas brigas depois
E a não ser nossas brigas
nada além de nós dois!

Zero, zero, zero, zero...
Pra que tanto zero?
Zero, zero, zero, zero...

Menina Oxygené

Menina Oxygené (marcha) - 1934 - Hervé Cordovil e Lamartine Babo

Menina, menina oxygené
O teu cabelo preto, menina (chorus ingratus)
virou marrom glacê

Teus olhos, meu bem, mudaram de cor
e de formato também
Ficaram azuis, teu namorado azulou
e nunca mais voltou

Tua boca de ruge, com a falta de cor
ficou da cor de "ferruge"
Parece metal, teu namorado que é pobre
foi quem gastou o cobre

Teus braços, meu bem
com tanto sinal fazem lembrar a Central!
E lá na Central teu namorado, menina
fugiu com a Leopoldina

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Mulher rendeira



Demônios da Garoa
Cercada pela lenda de que teria sido feita por Lampião, "Mulher Rendeira" é um antigo tema popular, muito cantado nos sertões nordestinos ao tempo do rei do cangaço. Por isso foi incluído no premiado filme "O Cangaceiro", de Lima Barreto, que o celebrizou no país e no exterior. Na ocasião, sofreu uma adaptação do compositor Zé do Norte (Alfredo Ricardo do Nascimento), autor de outras músicas do filme, que manteve a sua estrutura original.

Comprova o sucesso de "Mulher Rendeira" o grande número de gravações que recebeu na época, inclusive fora do Brasil. Tem até uma gravação de um antigo cabra do bando de Lampião, o cangaceiro Volta Seca.

Mulher rendeira (toada, 1953) - Adaptação de Hervé Cordovil

-----D --------------G ----A7------------- D
Olê, mulher rendeira / Olê, mulher rendá
---------------------------Em ----------------A7--------- D
Tu me ensina a fazer renda / Que eu te ensino a namorar

-------------------------A7 --------------------------D
Lampião desceu a serra / Deu um baile em Cajazeira
---------------------A7----------------------------- D
Botou moça donzela / Prá cantar “Mulher Rendeira”


----------------------A7-------------------------- D
As moças da Vila Bela / Não tem mais ocupação
----------------------A7 ---------------------D
E só vivem na janela / Namorando Lampião

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Esta noite serenô

Esta Noite Serenô (baião, 1951) - Hervé Cordovil
Dalva de Oliveira

Morena quem te contou
Que esta noite serenou
Eu deitado no teu colo

Sereno não me molhou

Se caísse chuva forte, morena

Eu talvez não sentiria
Teu amor é uma guarita, morena

Onde eu me esconderia
Tão bom, tão bom, tão bom

Se fizesse muito frio, morena

Eu talvez não sentiria
Eu deitado no teu colo, morena

Teu amor me aqueceria
Tão bom, tão bom, tão bom

domingo, 7 de maio de 2006

Sabiá lá na gaiola

Sabiá lá na Gaiola (baião, 1950) - Hervé Cordovil e Mário Vieira
Carmélia Alves

Sabiá lá na gaiola / fez um buraquinho
Voou, voou, voou, voou / E a menina que gostava
Tanto do bichinho / Chorou, chorou, chorou, chorou

Sabiá fugiu pro terreiro / Foi cantar lá no abacateiro
E a menina vive a chamar / Vem cá sabiá, vem cá

Sabiá lá na gaiola...

A menina diz soluçando / Sabiá estou te esperando
Sabiá responde de lá / Não chores que eu vou voltar

Pé de manacá

Pé de manacá (baião, 1950) - Hervé Cordovil e Mariza Pinto Coelho
Isaura Garcia

--------------------------C --------------F -----------C
Lá de trás daquele morro / tem um pé de manacá.
--------------G7---------- C -------G7
Nóis vai casá e vai prá lá / Cê qué?
-------------------E7 -------------------Am
Eu quero te beijá / eu quero te agradá,
-------------------G-------------- C -------G7
eu quero me casá e te levá prá lá / Cê vai?
----------------------E7--------------- Am
Eu panho toda a flor do pé de manacá
------------------G-------------- C -------G7---- C
e faço uma coroa prá te enfeitá / Cê qué?

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Cabeça inchada

Cabeça inchada (baião, 1949) - Hervé Cordovil
Carmélia Alves

C ------------G7 ------------------------C
Eu tou doente, morena / Doente eu tou, morena
---------------G7 ------------------------C
Cabeça inchada, morena / tou, tou e tou.

----------F ----------G7----------- C
Ai, morena, moreninha, meu amor
---------------------------G7
Você diz que me namora, morena
---------C ---------------G7
Mentira, morena, namora morena
--------------C
Namora, não.

----------F ---------G7----------- C
Ai morena, moreninha meu amor
-----------------------------G7
Você diz que por mim chora, morena
-------C ----------------------G7
Mentira, morena / Não chora morena
----------------C
Não chora não.

sábado, 8 de abril de 2006

Hervé Cordovil

Herve Cordovil
Hervé Cordovil, compositor, pianista e regente, nasceu em Viçosa MG (3/2/1914) e faleceu em São Paulo SP (16/7/1979). Foi criado no Rio de Janeiro RJ. O pai era médico e político e a mãe tinha formação musical. Estudou música desde pequeno e, entre 1924 e 1930, no Colégio Militar, foi aluno de Romeu Malta, que era também maestro da banda do colégio. Nessa época, começou a compor, mas foi desencorajado por Eduardo Souto, diretor da Casa Edison, a quem mostrou suas primeiras músicas.

Estreou como pianista e compositor em 1931, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, e na Orquestra de Romeu Silva. Em 1933, já como um dos pianistas mais solicitados pelas rádios cariocas, transferiu-se para a Rádio Philips. No ano seguinte, compôs com Lamartine Babo um dos seus primeiros jingles, a marcha Madame do barril. No ano seguinte sua composição Triste cuíca (com Noel Rosa) foi lançada por Araci de Almeida. Ainda em 1935, trabalhou como maestro da orquestra do filme Estudantes, de Wallace Downey, e, a partir de então, musicou diversas peças de teatro, entre elas Da favela ao Catete, escrita por Freire Júnior, participando como pianista de diversas gravações.

Em 1936 formou-se em direito, mas, antes de acabar o curso, sua carreira como compositor popular já se firmara com a marcha Carolina (com Bonfiglio de Oliveira), que, gravada pelo então desconhecido Carlos Galhardo, fez muito sucesso no Carnaval de 1934. Ainda em 1936, compôs com Noel Rosa a marcha Não resta a menor dúvida, para o filme Alô, alô Carnaval, de Ademar Gonzaga, compondo depois para vários outros filmes. Nesse ano transferiu-se para a Rádio Guarani, de Belo Horizonte MG, em que, por dois anos seguidos, teve de compor e apresentar, diariamente, uma canção nova.

Nessa época compôs, com a prima Marisa Pinto Coelho, Pé de manacá, que fez grande sucesso na voz de Isaura Garcia, em 1950. Em 1938, de volta ao Rio de Janeiro, compôs a marcha Esquina da sorte (com Lamartine Babo), jingle para uma casa lotérica, gravada por Lamartine e Araci de Almeida, na Victor, para o Carnaval do ano. Em 1940, foi trabalhar na Rádio Tupi, de São Paulo.

Entre 1941 e 1945, trabalhou como advogado em Manhuaçu MG. Foi durante esse período que compôs o baião Cabeça inchada, grande sucesso em 1951, quando foi gravado por Carmélia Alves, e que teve mais de 50 gravações diferentes na Europa. Em 1945 voltou a São Paulo, passando a trabalhar como maestro orquestrador na Rádio Record, emissora em que se aposentou 26 anos depois.

Em 1946 compôs, com Mário Vieira, Sabiá lá na gaiola, outro grande sucesso gravado por Carmélia Alves, em 1950. Compôs com Correia Júnior, em 1966, Canto ao Brasil, peça sinfônica orquestrada por Gabriel Migliori e executada pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. No conjunto de sua obra destacam-se as marchas Seu Abóbora (com Lamartine Babo), gravada por Carmen Miranda em 1935, Seu Gaspar, gravada por Sílvio Caldas em 1938, e Esta noite serenou, gravada por Dalva de Oliveira em 1951; a toada Me leva (com Rochinha), gravada por Ivon Curi em 1951; o samba-canção Uma loura, gravado por Dick Farney em 1951; além dos já citados baiões Pé de manacá, Sabiá na gaiola e Cabeça inchada.

Compôs ainda algumas músicas jovens, como Rua Augusta e Boliche legal, ambas em 1964, e a versão Biquini de bolinha amarelinha. Tem músicas feitas em parceria com seus filhos Ronnie Cord e René Cordovil, também compositores. Em 1977 participou do show comemorativo 30 anos de baião, realizado no Teatro Municipal, de São Paulo, com Luiz Gonzaga, Carmélia Alves e Humberto Teixeira. Em 1997 foi publicado 0 livro Hervé Cordovil - Um gênio da música popular brasileira, de autoria de Maria do Carmo T. Passiago (João Scortecci Editora, São Paulo).

Hervé Cordovil

Herve Cordovil
Hervé Cordovil, compositor, pianista e regente, nasceu em Viçosa MG (3/2/1914) e faleceu em São Paulo SP (16/7/1979). Foi criado no Rio de Janeiro RJ. O pai era médico e político e a mãe tinha formação musical. Estudou música desde pequeno e, entre 1924 e 1930, no Colégio Militar, foi aluno de Romeu Malta, que era também maestro da banda do colégio. Nessa época, começou a compor, mas foi desencorajado por Eduardo Souto, diretor da Casa Edison, a quem mostrou suas primeiras músicas.

Estreou como pianista e compositor em 1931, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, e na Orquestra de Romeu Silva. Em 1933, já como um dos pianistas mais solicitados pelas rádios cariocas, transferiu-se para a Rádio Philips. No ano seguinte, compôs com Lamartine Babo um dos seus primeiros jingles, a marcha Madame do barril. No ano seguinte sua composição Triste cuíca (com Noel Rosa) foi lançada por Araci de Almeida. Ainda em 1935, trabalhou como maestro da orquestra do filme Estudantes, de Wallace Downey, e, a partir de então, musicou diversas peças de teatro, entre elas Da favela ao Catete, escrita por Freire Júnior, participando como pianista de diversas gravações.

Em 1936 formou-se em direito, mas, antes de acabar o curso, sua carreira como compositor popular já se firmara com a marcha Carolina (com Bonfiglio de Oliveira), que, gravada pelo então desconhecido Carlos Galhardo, fez muito sucesso no Carnaval de 1934. Ainda em 1936, compôs com Noel Rosa a marcha Não resta a menor dúvida, para o filme Alô, alô Carnaval, de Ademar Gonzaga, compondo depois para vários outros filmes. Nesse ano transferiu-se para a Rádio Guarani, de Belo Horizonte MG, em que, por dois anos seguidos, teve de compor e apresentar, diariamente, uma canção nova.

Nessa época compôs, com a prima Marisa Pinto Coelho, Pé de manacá, que fez grande sucesso na voz de Isaura Garcia, em 1950. Em 1938, de volta ao Rio de Janeiro, compôs a marcha Esquina da sorte (com Lamartine Babo), jingle para uma casa lotérica, gravada por Lamartine e Araci de Almeida, na Victor, para o Carnaval do ano. Em 1940, foi trabalhar na Rádio Tupi, de São Paulo.

Entre 1941 e 1945, trabalhou como advogado em Manhuaçu MG. Foi durante esse período que compôs o baião Cabeça inchada, grande sucesso em 1951, quando foi gravado por Carmélia Alves, e que teve mais de 50 gravações diferentes na Europa. Em 1945 voltou a São Paulo, passando a trabalhar como maestro orquestrador na Rádio Record, emissora em que se aposentou 26 anos depois.

Em 1946 compôs, com Mário Vieira, Sabiá lá na gaiola, outro grande sucesso gravado por Carmélia Alves, em 1950. Compôs com Correia Júnior, em 1966, Canto ao Brasil, peça sinfônica orquestrada por Gabriel Migliori e executada pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. No conjunto de sua obra destacam-se as marchas Seu Abóbora (com Lamartine Babo), gravada por Carmen Miranda em 1935, Seu Gaspar, gravada por Sílvio Caldas em 1938, e Esta noite serenou, gravada por Dalva de Oliveira em 1951; a toada Me leva (com Rochinha), gravada por Ivon Curi em 1951; o samba-canção Uma loura, gravado por Dick Farney em 1951; além dos já citados baiões Pé de manacá, Sabiá na gaiola e Cabeça inchada.

Compôs ainda algumas músicas jovens, como Rua Augusta e Boliche legal, ambas em 1964, e a versão Biquini de bolinha amarelinha. Tem músicas feitas em parceria com seus filhos Ronnie Cord e René Cordovil, também compositores. Em 1977 participou do show comemorativo 30 anos de baião, realizado no Teatro Municipal, de São Paulo, com Luiz Gonzaga, Carmélia Alves e Humberto Teixeira. Em 1997 foi publicado 0 livro Hervé Cordovil - Um gênio da música popular brasileira, de autoria de Maria do Carmo T. Passiago (João Scortecci Editora, São Paulo).