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domingo, 28 de novembro de 2010

Medalha dourada

Jorge Veiga
Medalha dourada (samba, 1950) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Medalha dourada / Gênero musical: Samba / Intérprete: Jorge Veiga / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Conjunto - Geraldo Medeiros / Gravadora Continental / Número do Álbum 16173 / Data de Gravação 1949-1950 / Data de Lançamento 04/1950 / Lado B / Disco 78 rpm:


Ai, eu quisera ter a sua medalha doirada
Que vive dependurada no seu pescoço mimoso
Ai, quem me dera ser a franja do seu vestido
Que cobre esse corpinho tão formoso

Ai, eu quisera ter a sua medalha doirada
Que vive dependurada no seu pescoço mimoso
Ai, quem me dera ser a franja do seu vestido
Que cobre esse corpinho tão formoso

Por me querer tanto, tanto
Me desprezas tanto assim
Não sei porque foges de mim
Enquanto você vaidosa (?) e não me vê
Eu fico maluquinho por você

sábado, 27 de novembro de 2010

O sultão

O caricaturista do samba
O sultão (samba, 1950) - Gil Lima, Miguel Lima e Oldemar Magalhães

Título da música: O sultão / Gênero musical: Samba / Intérprete:  Jorge Veiga / Compositores: Gil Lima, Miguel Lima e Oldemar Magalhães / Gravadora Continental / Número do Álbum 16342 / Data de Gravação 00/1950 / Data de Lançamento 00/1951 / Lado A / Disco 78 rpm:


O sultão pode ter cem mulheres
E viver amparado nas mesmas
Não é justo eu ser censurado
Por gostar da Iracema e da Inês

O sultão pode ter cem mulheres
De uma vez
Por que é que eu não posso
Ter umas duas ou três

O sultão pode ter cem mulheres
E viver amparado nas mesmas
Não é justo eu ser censurado
Por gostar da Iracema e da Inês

O sultão pode ter cem mulheres
De uma vez
Por que é que eu não posso
Ter umas duas ou três

Se, por acaso, alguém
Censurar os meus atos
Quando analisar os fatos
Vai lamentar o que fez...

Eu me baseio no sultão
Ele tem toda a razão
Está baseado nas leis
Outra vez!

Me deu um breve

Jorge Veiga
Me deu um breve (samba, 1950) - Olavo Raimundo e Oldemar Magalhães

Título da música: Me deu um breve / Gênero musical: Samba / Intérprete: Jorge Veiga / Compositores: Oldemar Magalhães, Raimundo Olavo / Acompanhamento Conjunto / Geraldo Medeiros / Gravadora Continental / Número do Álbum 16173 / Data de Gravação 1949-1950 / Data de Lançamento 04/1950 / Lado A / Disco 78 rpm:


Não gosto de samba / Que não tem pandeiro
Não vou em celeiro / Que não tem Xangô
Não levo meu santo / Pra qualquer lado
Eu já fui curado / Pelo meu protetor

Não gosto de samba / Que não tem pandeiro
Não vou em celeiro / Que não tem Xangô
Não levo meu santo / Pra qualquer lado
Eu já fui curado / Pelo meu protetor

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ai...Ari

Jorge Veiga
Ai...Ari (samba, 1949) - Jorge de Castro e Wilson Batista

Título da música: Ai... ari / Gênero musical: Samba / Intérprete: Jorge Veiga / Compositores: Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Acompanhamento Conjunto / K-Ximbinho / Gravadora Continental / Número do Álbum 15978 / Data de Gravação 23/09/1948 / Data de Lançamento 01/1949 / Lado A / Disco 78 rpm


Ai...Ari, ai...Ari
Tu tem gaita, meu bloco
Vai sair
Ai...Ari, ai...Ari
Tu tem gaita, meu bloco
Vai sair

Ari, acontecendo pode crer
No dia que brigou contra você
Ari, eu sou Flamengo
Torço tanto até o fim
Você que está com a banca
Vê se faz algo por mim

Ai...Ari, ai...Ari
Tu tem gaita, meu bloco
Vai sair
Ai...Ari, ai...Ari
Tu tem gaita, meu bloco
Vai sair

Ari, moro num triste barracão
Onde não tem água, luz nem condução
A minha tribo é grande
Temo não chegar ao fim
Você que está com a banca
Vê se faz algo por mim

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Cosme e Damião

Jorge Veiga
Cosme e Damião (samba, 1955) - Jorge de Castro e Wilson Batista

Título da música: Cosme e damião / Gênero musical: Samba / Intérprete: Jorge Veiga /Compositores: Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5461 / Data de Gravação 1954-1955 / Data de Lançamento 00/1955 / Lado B / Disco 78 rpm:


Parei meu carro na Praça Paris
Eu ia à Conceição
De repente eu ouvi um boa-noite
Era o Cosme e o Damião
Destacaram um papel amarelo
Que situação!
É que distraidamente
Eu estacionei na contra-mão...

Conversei o Cosme
Dei um cigarro pro Damião
Expliquei aos bons soldados
Que mostrava o Pão de Açúcar à Conceição
Eles acharam graça
E um me respondeu cheio de fé:
-Tureleques e bileques,
Nem que o senhor fosse o Café!
(Pois é!...)

Parei meu carro na Praça Paris
Eu ia à Conceição
De repente eu ouvi um boa-noite
(Como vai?...)
Era o Cosme e o Damião
Destacaram um papel amarelo
Que situação!
É que distraidamente
Eu estacionei na contra-mão...

Conversei o Cosme
Dei um cigarro pro Damião
Expliquei aos bons soldados
Que mostrava o Pão de Açúcar à Conceição
Eles acharam graça
E um me respondeu cheio de fé:
-Tureleques e bileques,
Nem que o senhor fosse o Café!
(Dei marcha-ré no chevrolet!...
Me dê o boné....)

sábado, 6 de novembro de 2010

Eu tenho uma nega

Jorge Veiga
 Eu tenho uma nega (marcha, 1954) - Gomes Cardim, Manezinho Araújo e David Raw

Título da música:  Eu tenho uma nega / Gênero musical:  Marcha / Intérprete: Jorge Veiga / Compositores: Raw, David - Cardim, Gomes - Araújo, Manezinho / Gravadora Copacabana / Número do Álbum: 5185 / Data de Gravação: 00/1953 / Data de Lançamento: 00/1954 / Lado: lado B /Rotações: Disco 78 rpm:


Eu tenho uma nega
O quê, o quê, o quê?
Uma nega só não chega
O que é que eu vou fazer? (bis)

Ai, quem me dera
Virar do avesso
E cair na gandaia
Com as negas, tudo isso
Ai, quem me dera
Ter cem de uma vez
Uma nega só não chega
Pra quem vem do português (bis)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Última barbada

Última barbada (samba, 1947) - Alberto Maia - Interpretação de  Jorge Veiga



Todo fim de mês o Edgar faz isso
Se mete na corrida e lá se vai o aluguel
Quando ele chega, vem encabulado
Sorri e diz Neguinha, estou arruinado

Recebi o pagamento e fui até ao prado
Chegando lá, vi o programa e fiz a acumulada
A Flora disse que era uma barbada
Que o cavalo Zum-zum-zum não podia perder

A saída foi boa, um corpo na frente
Foi bem aplaudido por toda gente
Mas a chegada é que foi de amargar
Fui ver o meu cavalo, estava em último lugar!

Última barbada

Última barbada (samba, 1947) - Alberto Maia - Interpretação de  Jorge Veiga



Todo fim de mês o Edgar faz isso
Se mete na corrida e lá se vai o aluguel
Quando ele chega, vem encabulado
Sorri e diz Neguinha, estou arruinado

Recebi o pagamento e fui até ao prado
Chegando lá, vi o programa e fiz a acumulada
A Flora disse que era uma barbada
Que o cavalo Zum-zum-zum não podia perder

A saída foi boa, um corpo na frente
Foi bem aplaudido por toda gente
Mas a chegada é que foi de amargar
Fui ver o meu cavalo, estava em último lugar!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Vou te abandonar

Em março de 1930, um mês depois do sucesso de Na Pavuna, de Almirante e Homero Dornellas, Heitor dos Prazeres lança , sem grande sucesso, uma composição chamada Vou te abandonar. Ela é gravada por um conjunto nomeado “Grupo Prazeres” que apresenta flauta, violões, batucada, coro e solista e interpretado na época por Paulo da Portela.

Esta composição é um dos exemplos mais antigos de um procedimento que se tornou corrente nas gravações de samba, que é a “chamada” do coro pelo solista, no último verso da estrofe, para a retomada do refrão. Tal “chamada” se faz pela antecipação do primeiro verso do refrão. Assim, como o refrão deste samba começa com “Eu vivo...”, o solista, depois de terminar a estrofe, adiciona a frase: “Agora eu vivo...”, dando a deixa para a volta do coro.

Tal procedimento originou-se sem dúvida das necessidades práticas de disciplinar o canto em coro nas situações de ensaio ou desfiles dos blocos no carnaval. Mas ela se incorporou às normas do samba como uma espécie de pontuação musical, cantada e não apenas gritada, feita mesmo em gravações, situação que em princípio dispensa a prática de chamar a atenção do coro (fonte: Dois Sambas de 1930 e a Constituição do Gênero - Carlos Sandroni - cadernos do coloquio2001.p65).

Vou te abandonar (samba, 1930)
- Heitor dos Prazeres (Intérprete: Jorge Veiga)

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

Eu sinto na verdade
Mas sou forçado a fazer assim
Esta vida é falsidade, meu bem
Ainda zombas de mim
Agora eu digo:

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

Eu vou enganado
Mas essa dor, por Deus do céu
Hoje eu vivo envergonhado assim
Pobre passado cruel
Agora eu digo:

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

Vou te abandonar

Em março de 1930, um mês depois do sucesso de Na Pavuna, de Almirante e Homero Dornellas, Heitor dos Prazeres lança , sem grande sucesso, uma composição chamada Vou te abandonar. Ela é gravada por um conjunto nomeado “Grupo Prazeres” que apresenta flauta, violões, batucada, coro e solista e interpretado na época por Paulo da Portela.

Esta composição é um dos exemplos mais antigos de um procedimento que se tornou corrente nas gravações de samba, que é a “chamada” do coro pelo solista, no último verso da estrofe, para a retomada do refrão. Tal “chamada” se faz pela antecipação do primeiro verso do refrão. Assim, como o refrão deste samba começa com “Eu vivo...”, o solista, depois de terminar a estrofe, adiciona a frase: “Agora eu vivo...”, dando a deixa para a volta do coro.

Tal procedimento originou-se sem dúvida das necessidades práticas de disciplinar o canto em coro nas situações de ensaio ou desfiles dos blocos no carnaval. Mas ela se incorporou às normas do samba como uma espécie de pontuação musical, cantada e não apenas gritada, feita mesmo em gravações, situação que em princípio dispensa a prática de chamar a atenção do coro (fonte: Dois Sambas de 1930 e a Constituição do Gênero - Carlos Sandroni - cadernos do coloquio2001.p65).

Vou te abandonar (samba, 1930)
- Heitor dos Prazeres (Intérprete: Jorge Veiga)

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

Eu sinto na verdade
Mas sou forçado a fazer assim
Esta vida é falsidade, meu bem
Ainda zombas de mim
Agora eu digo:

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

Eu vou enganado
Mas essa dor, por Deus do céu
Hoje eu vivo envergonhado assim
Pobre passado cruel
Agora eu digo:

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

Senhor Comissário

Jorge Veiga

Senhor Comissário (samba, 1945)
- Benedito Lacerda e Haroldo Lobo

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Senhor Comissário

Jorge Veiga

Senhor Comissário (samba, 1945)
- Benedito Lacerda e Haroldo Lobo

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Noiva da gafieira

O samba Noiva da gafieira, interpretado por Jorge Veiga, é dono de uma abertura instrumental singela e de uma letra que refaz os passos de um cantor casanova que é autuado por um guarda indisposto. “Essa pequena que o senhor está vendo comigo, aqui sentada, é minha namorada / Fique sabendo que entre nós dois não acontece nada”.

Mas, na delegacia, o comissário-de-dia o reconhece, pede um samba, e o liberta em tom disfarçadamente hostil: “Parece bobo, sô! Vá dando o pirandelo logo depressa!” (LP Alô! Alô! Canta Jorge Veiga com Jorge Veiga e conjunto Copacabana, 1959 - CLP . 11052).

Noiva da gafieira (samba, 1946) -
Domingos Ludovic, Guimarães Santos e Waldemar Pujol)

Fui autuado como contraventor
Na lei do meu país
Porque sou muito infeliz
Eu estava sentado
Num banco alinhado
Lá na Praça da Bandeira
Venha cá brocha faceira

Chegou seu municipa
Lançando o cassetete
Me mandou levantar
Eu disse: Ô moço, espera lá!
Que isso não são horas
De ninguém namorar

Eu me queimei e respondi
Espera lá, seu guarda
É que o senhor está muito enganado
Não seja assim tão aprovado
Fique sabendo que eu sou moço-família
E sou rapaz direito
Nunca faltei com o respeito

Esta pequena que o senhor está vendo
Aqui comigo sentada
Pois é a minha namorada
Fique sabendo que entre nós dois
Não acontece nada
Ela é sabida, é escolada

Diz que então por isso mesmo
Disse o guarda pra mim
É que eu vou lhe autuar
Chega pra mim, vamo até lá
O comissãrio-de-dia
É que vai resolver sua situação
Seu atrevido, intrujão

Ah, pelo que vejo
Você é um vago-mestre
Que nem casa tem
Vive dormindo lá no trem
Eu sou da brincadeira
Eu vim da gafieira
Minha noiva também
Eu nunca fiz mal à ninguém

Quando eu cheguei no distrito
Muito aflito
Para me justificar
Pedi, minha gente onde falar
O comissário-de-dia já me conhecia
E era um bom homem
Já ouviu falar pelo meu nome
E disse assim pra mim:
Pois vai cantando alguma coisa
Que eu quero escutar
O seu coisinha, mete lá!

Quando larguei o velho samba
Ele ficou de pernas bambas
E disse: eu vou lhe soltar
Se espiga, vá-se embora,
Vá pro China, pra Japã..
Parece bobo, sô!
Vá dando o pirandelo logo depressa!
Vâmo!

Noiva da gafieira

O samba Noiva da gafieira, interpretado por Jorge Veiga, é dono de uma abertura instrumental singela e de uma letra que refaz os passos de um cantor casanova que é autuado por um guarda indisposto. “Essa pequena que o senhor está vendo comigo, aqui sentada, é minha namorada / Fique sabendo que entre nós dois não acontece nada”.

Mas, na delegacia, o comissário-de-dia o reconhece, pede um samba, e o liberta em tom disfarçadamente hostil: “Parece bobo, sô! Vá dando o pirandelo logo depressa!” (LP Alô! Alô! Canta Jorge Veiga com Jorge Veiga e conjunto Copacabana, 1959 - CLP . 11052).

Noiva da gafieira (samba, 1946) -
Domingos Ludovic, Guimarães Santos e Waldemar Pujol)

Fui autuado como contraventor
Na lei do meu país
Porque sou muito infeliz
Eu estava sentado
Num banco alinhado
Lá na Praça da Bandeira
Venha cá brocha faceira

Chegou seu municipa
Lançando o cassetete
Me mandou levantar
Eu disse: Ô moço, espera lá!
Que isso não são horas
De ninguém namorar

Eu me queimei e respondi
Espera lá, seu guarda
É que o senhor está muito enganado
Não seja assim tão aprovado
Fique sabendo que eu sou moço-família
E sou rapaz direito
Nunca faltei com o respeito

Esta pequena que o senhor está vendo
Aqui comigo sentada
Pois é a minha namorada
Fique sabendo que entre nós dois
Não acontece nada
Ela é sabida, é escolada

Diz que então por isso mesmo
Disse o guarda pra mim
É que eu vou lhe autuar
Chega pra mim, vamo até lá
O comissãrio-de-dia
É que vai resolver sua situação
Seu atrevido, intrujão

Ah, pelo que vejo
Você é um vago-mestre
Que nem casa tem
Vive dormindo lá no trem
Eu sou da brincadeira
Eu vim da gafieira
Minha noiva também
Eu nunca fiz mal à ninguém

Quando eu cheguei no distrito
Muito aflito
Para me justificar
Pedi, minha gente onde falar
O comissário-de-dia já me conhecia
E era um bom homem
Já ouviu falar pelo meu nome
E disse assim pra mim:
Pois vai cantando alguma coisa
Que eu quero escutar
O seu coisinha, mete lá!

Quando larguei o velho samba
Ele ficou de pernas bambas
E disse: eu vou lhe soltar
Se espiga, vá-se embora,
Vá pro China, pra Japã..
Parece bobo, sô!
Vá dando o pirandelo logo depressa!
Vâmo!

Perdeu-se uma valise

Perdeu-se uma valise, de Jorge Veiga com Daniel Lustoza, conta a história de uma figura que, animado com a recompensa divulgada nos jornais, decide entregar uma bolsa que encontrou com 200 mil cruzeiros. No entanto, sua honestidade é recompensada com apenas 2 cruzeiros (imagem: LP Alô! Alô! Canta Jorge Veiga com Jorge Veiga e conjunto Copacabana, 1959 - CLP . 11052).

Perdeu-se uma valise (samba, 1959)
- Jorge Veiga e Daniel Lustoza

Perdeu-se uma valise
Com 200 mil cruzeiros
Quem entregar dá-se uma boa gratificação
Não é que a soma seja bondosa
Sim, porque a valise é de estimação

Li o anúncio e fui entregar
No 1028, Rua Escobar
Apareceu um cara tão mal-encarado
Que até deu-me receio de lhe confessar

Estava numa loura muito pendurado
Miséria no meu bolso era de amargar
Abriu uma carteira deu-me dois cruzeiros
Compre um metro de cordas para se enforcar
Eu perdi a minha sogra
E quem achou veio entregar
Fiquei contrariado, não quis aceitar
Porque livrei-me de uma bomba que ia estourar
(breque)

"Dinheiro achado não tem dono
Quem mandou entregar?" (fim do breque)
É que tenho o passo do rapaz pagado
Alguém me chama de pato sem poder provar

Eu peço mil desculpas
A quem tiver me ouvindo
E quem nasceu pra ser cachorro
Há de morrer latindo

"Au, au, au, au,
Passa fora cachorro!
Vai morder a perna do Paulo Gracindo."

Perdeu-se uma valise

Perdeu-se uma valise, de Jorge Veiga com Daniel Lustoza, conta a história de uma figura que, animado com a recompensa divulgada nos jornais, decide entregar uma bolsa que encontrou com 200 mil cruzeiros. No entanto, sua honestidade é recompensada com apenas 2 cruzeiros (imagem: LP Alô! Alô! Canta Jorge Veiga com Jorge Veiga e conjunto Copacabana, 1959 - CLP . 11052).

Perdeu-se uma valise (samba, 1959)
- Jorge Veiga e Daniel Lustoza

Perdeu-se uma valise
Com 200 mil cruzeiros
Quem entregar dá-se uma boa gratificação
Não é que a soma seja bondosa
Sim, porque a valise é de estimação

Li o anúncio e fui entregar
No 1028, Rua Escobar
Apareceu um cara tão mal-encarado
Que até deu-me receio de lhe confessar

Estava numa loura muito pendurado
Miséria no meu bolso era de amargar
Abriu uma carteira deu-me dois cruzeiros
Compre um metro de cordas para se enforcar
Eu perdi a minha sogra
E quem achou veio entregar
Fiquei contrariado, não quis aceitar
Porque livrei-me de uma bomba que ia estourar
(breque)

"Dinheiro achado não tem dono
Quem mandou entregar?" (fim do breque)
É que tenho o passo do rapaz pagado
Alguém me chama de pato sem poder provar

Eu peço mil desculpas
A quem tiver me ouvindo
E quem nasceu pra ser cachorro
Há de morrer latindo

"Au, au, au, au,
Passa fora cachorro!
Vai morder a perna do Paulo Gracindo."

sábado, 26 de janeiro de 2008

Brigitte Bardot

Brigitte Bardot (marcha / carnaval, 1961) - Miguel Gustavo

Brigitte Bardot, Bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

Brigitte Bardot, Bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -Não é
Será o nariz ? -Não é
Será o tornozelo ? -Não é
Será o cotovelo ? -Não é

Jorge Veiga

Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é....

BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -Não é
Será o nariz ? -Não é
Será o tornozelo ? -Não é
Será o cotovelo ? -Não é

Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é....

Brigitte Bardot

Brigitte Bardot (marcha / carnaval, 1961) - Miguel Gustavo

Brigitte Bardot, Bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

Brigitte Bardot, Bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -Não é
Será o nariz ? -Não é
Será o tornozelo ? -Não é
Será o cotovelo ? -Não é

Jorge Veiga

Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é....

BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -Não é
Será o nariz ? -Não é
Será o tornozelo ? -Não é
Será o cotovelo ? -Não é

Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é....

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Ary Cordovil

Ary Cordovil
Ary Cordovil (Nicanor de Paula Ribeiro Filho), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 5/5/1923. Cantava sambas desde a época em que estudava no Colégio Arte e Instrução. Concluído o ginásio, começou a trabalhar no ministério da Justiça, quando já cantava em gafieiras e circos.

Em 1944 teve sua primeira composição gravada - Olha ela aí, Valdemar (com Gil Lima) - por Araci de Almeida, na Odeon. Trabalhou na extinta Polícia Especial até 1948, quando passou a se apresentar em programas de calouros da Rádio Transmissora.

De 1949 a 1951, atuou na Rádio Mayrink Veiga. Por 1949, Jorge Veiga gravou sua composição Fui um louco, com muito sucesso. De 1950 a 1958, integrou o Conjunto Pereira Filho. Em 1954 fez uma excursão à Argentina e, em 1956, gravou Formiga que quer se perder cria asas (Raimundo Olavo).

Em 1957 começou a apresentar-se em programas de televisão. Um de seus maiores sucessos foi a marchinha Pistoleira (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), lançada no Carnaval de 1964 pela CBS. No Carnaval de 1966, lançou pela CBS o samba Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho), que seria o mais cantado do ano.

Em 1967 gravou outro grande sucesso na CBS, a música do tempo dos cangaceiros de Lampião, Maria Bonita, assinado pelo ex-cangaceiro Volta Seca, e lançou, também pela CBS, o LP Ari Cordovil em ritmo contagiante. Ainda em 1967, por iniciativa de um entusiasmado diretor norte-americano da CBS, em visita à fábrica no Brasil, este LP foi lançado nos E.U.A. com o título The Sound of Ary Cordovil.

Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Bigorrilho

Jorge Veiga
O carnaval de 64 foi marcado pelo surpreendente sucesso do samba-coco “Bigorrilho”. Muito mais coco do que samba, a composição é baseada em em tema folclórico, aproveitando também o verso “trepa Antônio, siri tá no pau”, do samba O malhador, de Pixinguinha, Donga e Mauro de Almeida, gravado por Bahiano em 1918.

No antigo samba a expressão “siri tá no pau” era entoada por um corinho, em resposta a cada verso cantado pelo Bahiano. Além do ritmo, que enseja aos dançarmos uma coreografia original, concorreu para a o sucesso de “Bigorrilho” uma boa dose de malícia disfarçada na aparente ingenuidade da letra: “Lá em casa tinha um bigorrilho / bigorrilho fazia mingau / bigorrilho foi quem me ensinou / a tirar o cavaco do pau / trepa Antônio, siri tá no pau...”

O êxito de “Bigorrilho” ultrapassou o período carnavalesco, tornando-se por algum tempo número obrigatório nos shows de seu lançador, Jorge Veiga (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Bigorrilho (samba-coco, 1964) - Sebastião Gomes, Paquito e Romeu Gentil

Lá em casa tinha um bigorrilho
Bigorrilho fazia mingau
Bigorrilho foi quem me ensinou
A tirar o cavaco do pau
Trepa Antônio
O siri tá no pau
Eu também sei tirar
O cavaco do pau

Dona Dadá, Dona Didi
Seu marido entrou aí
Ele tem que sair
Ele tem que sair
Ele tem que sair