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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Foi você

Nelson Gonçalves
Foi você (samba, 1949) - Geraldo Gomes, Paquito e Romeu Gentil

Título da música: Foi você / Gênero musical: Samba / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositores: Gomes, Geraldo - Paquito - Gentil, Romeu / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800590 / Data de Gravação 00/1948 / Data de Lançamento 00/1949 / Lado A / Disco 78 rpm


Foi você a causa da minha dor
Foi você quem destruiu nosso amor
Foi você quem me ensinou a viver
E muito aprendi de tanto sofrer

Foi você a causa da minha dor
Foi você quem destruiu nosso amor
Foi você quem me ensinou a viver
E muito aprendi de tanto sofrer

Você não tem consciência
E veio me procurar
Depois de um ano de ausência
Quer voltar
E se acha com direito
De mandar embora
A mulher que eu botei
No seu lugar (eu não...)

Você não tem consciência
E veio me procurar
Depois de um ano de ausência
Quer voltar
E se acha com direito
De mandar embora
A mulher que eu botei
No seu lugar (eu não...)

Foi você a causa da minha dor
Foi você quem destruiu nosso amor
Foi você quem me ensinou a viver
E muito aprendi de tanto sofrer

Foi você a causa da minha dor
Foi você quem destruiu nosso amor
Foi você quem me ensinou a viver
E muito aprendi de tanto sofrer

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O homem da capa preta

Nelson Gonçalves
O homem da capa preta (marcha, 1942) - André Gargalhada e Paquito

Título da música: O homem da capa preta / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositores: Gargalhada, André - Paquito / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800019 / Data de Gravação 00/1942 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado A / Disco 78 rpm


Ô Marieta oô, ô Marieta!
Toma cuidado com homem da capa preta
Ô Marieta oô, ô Marieta!
Toma cuidado com homem da capa preta

Não conheço bem o homem
Mas eu tenho a impressão
Que ele anda pelo escuro
Bancando assombração
Já avisei a todo mundo
Só faltava a Marieta
Toma cuidado com o homem da capa preta!

Ô Marieta oô, ô Marieta!
Toma cuidado com homem da capa preta
Ô Marieta oô, ô Marieta!
Toma cuidado com homem da capa preta

Não conheço bem o homem
Mas eu tenho a impressão
Que ele anda pelo escuro
Bancando assombração
Já avisei a todo mundo
Só faltava a Marieta
Toma cuidado com o homem da capa preta!

Podia ser pior

Nelson Gonçalves
Podia ser pior (samba, 1942) -Luís Soberano, Paquito e Nelson Trigueiro

Título da música: Podia ser pior / Gênero musical: Samba / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositores: Soberano, Luiz - Trigueiro, Nelson - Paquito / Gravadora Victor / Número do Álbum 34854 / Data de Gravação 00/1941 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado A / Disco 78 rpm


Vou comprar, vou comprar!

Vou comprar um automóvel para eu viajar
Não posso mais / À pé pela rua andar!
Outros me tiram dali / Outros jogam pra cá
Um esbarra daqui / Outros tiram acolá
(???) é que ainda vai reclamar

O outro dia na cidade / Levei tanto encontrão
Rasgaram a minha roupa / Veja que situação!
Agora pensei melhor / Ainda podia ser pior
Pra dar descanso ao meu coração
Vou comprar um carro em segunda mão

Vou comprar um automóvel para eu viajar
Não posso mais / À pé pela rua andar!
Outros me tiram dali / Outros jogam pra cá
Um esbarra daqui / Outros tiram acolá
(???) é que ainda vai reclamar

Vou comprar, vou comprar!

Vou comprar um automóvel para eu viajar
Não posso mais / À pé pela rua andar!
Outros me tiram dali / Outros jogam pra cá
Um esbarra daqui / Outros tiram acolá
(???) é que ainda vai reclamar

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Luís Soberano


Luís Soberano (Ednésio Luís da Silva), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20/01/1920, e faleceu na mesma cidade em 30/07/1981. Filho de alagoanos foi criado no bairro do Estácio, onde desde pequeno cantava nas festas da escola. Mais tarde começou a tocar pandeiro em rodas de amigos, tornando-se excelente malabarista.

Freqüentou várias escolas de samba, fixando-se na Paz e Amor, de Bento Ribeiro. Com o jornalista Júlio Pires, começou a freqüentar os pontos de músicos e compositores da Praça Tiradentes. Conheceu ali Germano Augusto, Kid Pepe, Portelo Júnior, Milton Passos, Jaime Vogeler, Buci Moreira, Augusto Calheiros, integrantes da “turma do copo”.

Por essa época, já era requisitado para tocar em bailes e festivais. Com os companheiros da “turma do copo” resolveu alugar os fundos de uma igreja, na Estrada do Macaco, em Vila Valqueire, onde organizou uma quermesse com espetáculos semanais, nos quais se apresentava com o seu pessoal e outros artistas. Passando a trabalhar como pandeirista, foi contratado pelas rádios Transmissora, Educadora, Tupi e Nacional.

Em 1940 começou a trabalhar com Napoleão Tavares, participando de espetáculos em quase todos os cassinos do Rio de Janeiro. Viajou para São Paulo SP com o Trio de Ouro e tornou-se sério concorrente de Russo do Pandeiro.

Em 1941 teve pela primeira vez uma composição sua gravada, o samba Não sinto saudade (com Orlando M. Braga e Vasco Gomes), interpretado pelo Quarteto de Bronze, na Victor. No final de 1944, o português Manuel Monteiro gravou na Victor o samba Tudo pode acontecer (com Romeu Gentil e Antônio dos Santos). No ano seguinte, ingressou na Orquestra de Fon-Fon.

Para o Carnaval de 1948, lançou dois grandes sucessos, o samba Não me diga adeus (com Paquito e João Correia da Silva), gravado por Araci de Almeida, na Odeon, e o samba Enlouqueci (com Valdomiro Braga e João Sales), gravado por Linda Batista na Victor. No ano seguinte, o Trio de Ouro gravou na Odeon o samba Salve a princesa Isabel (com Paquito). No final do ano, Dircinha Batista gravou, na Odeon, o samba Quem já sofreu, e Araci de Almeida lançou com sucesso, pela Odeon, o samba Na beira da praia (ambos com Felisberto Martins).

Viajou para o exterior com a Orquestra de Fon-Fon. Várias de suas composições foram gravadas por outros intérpretes, inclusive Paquetá (com Fernando Pais de Oliveira) e os pontos de macumba Xangô, Oxum, Jerônimo com Ganja, Zumba e São Benedito é preto, por Zezé Gonzaga, na década de 1970. Não me diga adeus e Enlouqueci tiveram numerosas regravações no mundo todo.

Obra

Não me diga adeus (c/Paquito e João Correia da Silva), samba, 1947; Não sinto saudade (c/Orlando M. Braga e Vasco Gomes), samba, 1941; Tudo pode acontecer (c/Romeu Gentil e Antônio dos Santos), samba, 1944.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.

Luís Soberano


Luís Soberano (Ednésio Luís da Silva), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20/01/1920, e faleceu na mesma cidade em 30/07/1981. Filho de alagoanos foi criado no bairro do Estácio, onde desde pequeno cantava nas festas da escola. Mais tarde começou a tocar pandeiro em rodas de amigos, tornando-se excelente malabarista.

Freqüentou várias escolas de samba, fixando-se na Paz e Amor, de Bento Ribeiro. Com o jornalista Júlio Pires, começou a freqüentar os pontos de músicos e compositores da Praça Tiradentes. Conheceu ali Germano Augusto, Kid Pepe, Portelo Júnior, Milton Passos, Jaime Vogeler, Buci Moreira, Augusto Calheiros, integrantes da “turma do copo”.

Por essa época, já era requisitado para tocar em bailes e festivais. Com os companheiros da “turma do copo” resolveu alugar os fundos de uma igreja, na Estrada do Macaco, em Vila Valqueire, onde organizou uma quermesse com espetáculos semanais, nos quais se apresentava com o seu pessoal e outros artistas. Passando a trabalhar como pandeirista, foi contratado pelas rádios Transmissora, Educadora, Tupi e Nacional.

Em 1940 começou a trabalhar com Napoleão Tavares, participando de espetáculos em quase todos os cassinos do Rio de Janeiro. Viajou para São Paulo SP com o Trio de Ouro e tornou-se sério concorrente de Russo do Pandeiro.

Em 1941 teve pela primeira vez uma composição sua gravada, o samba Não sinto saudade (com Orlando M. Braga e Vasco Gomes), interpretado pelo Quarteto de Bronze, na Victor. No final de 1944, o português Manuel Monteiro gravou na Victor o samba Tudo pode acontecer (com Romeu Gentil e Antônio dos Santos). No ano seguinte, ingressou na Orquestra de Fon-Fon.

Para o Carnaval de 1948, lançou dois grandes sucessos, o samba Não me diga adeus (com Paquito e João Correia da Silva), gravado por Araci de Almeida, na Odeon, e o samba Enlouqueci (com Valdomiro Braga e João Sales), gravado por Linda Batista na Victor. No ano seguinte, o Trio de Ouro gravou na Odeon o samba Salve a princesa Isabel (com Paquito). No final do ano, Dircinha Batista gravou, na Odeon, o samba Quem já sofreu, e Araci de Almeida lançou com sucesso, pela Odeon, o samba Na beira da praia (ambos com Felisberto Martins).

Viajou para o exterior com a Orquestra de Fon-Fon. Várias de suas composições foram gravadas por outros intérpretes, inclusive Paquetá (com Fernando Pais de Oliveira) e os pontos de macumba Xangô, Oxum, Jerônimo com Ganja, Zumba e São Benedito é preto, por Zezé Gonzaga, na década de 1970. Não me diga adeus e Enlouqueci tiveram numerosas regravações no mundo todo.

Obra

Não me diga adeus (c/Paquito e João Correia da Silva), samba, 1947; Não sinto saudade (c/Orlando M. Braga e Vasco Gomes), samba, 1941; Tudo pode acontecer (c/Romeu Gentil e Antônio dos Santos), samba, 1944.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.

sábado, 15 de novembro de 2008

Boi da cara preta

Em 1959 os jornais noticiam que a ingestão de carne bovina, onde foi usado algum tipo de hormônio, pode influenciar na masculinidade dos "machões". Paquito, Romeu Gentil e José Gomes fazem sucesso no Carnaval deste ano, numa vitoriosa interpretação de Jackson do Pandeiro.

Boi da cara preta (marcha/carnaval, 1959) - Paquito, Romeu Gentil e José Gomes

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta
(Menino)

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta

Coitado do Valdemar
Tá dando o que falar
Comeu carne de boi e falou fino
E deu pra se rebolar
(Que azar!)

Boi da cara preta

Em 1959 os jornais noticiam que a ingestão de carne bovina, onde foi usado algum tipo de hormônio, pode influenciar na masculinidade dos "machões". Paquito, Romeu Gentil e José Gomes fazem sucesso no Carnaval deste ano, numa vitoriosa interpretação de Jackson do Pandeiro.

Boi da cara preta (marcha/carnaval, 1959) - Paquito, Romeu Gentil e José Gomes

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta
(Menino)

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta

Coitado do Valdemar
Tá dando o que falar
Comeu carne de boi e falou fino
E deu pra se rebolar
(Que azar!)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A água lava tudo

A água lava tudo (marcha/carnaval, 1955) - Jorge Gonçalves, Paquito e Romeu Gentil

Você notou
Que eu estou tão diferente
Você notou
Que eu estou tão diferente

A água lava lava lava tudo
A água só não lava
A língua dessa gente

Já vieram me contar
Que lhe viram por aí
Em lugar tão diferente

A água lava lava lava tudo
A água só não lava
A língua dessa gente.

A água lava tudo

A água lava tudo (marcha/carnaval, 1955) - Jorge Gonçalves, Paquito e Romeu Gentil

Você notou
Que eu estou tão diferente
Você notou
Que eu estou tão diferente

A água lava lava lava tudo
A água só não lava
A língua dessa gente

Já vieram me contar
Que lhe viram por aí
Em lugar tão diferente

A água lava lava lava tudo
A água só não lava
A língua dessa gente.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Jacarepaguá

Jacarepaguá (marcha/carnaval, 1949) - Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto
Vocalistas Tropicais

É hoje, que eu vou me acabar
Com chuva ou sem chuva, eu vou pra lá
Eu vou, eu vou, pra Jacarepaguá
Mulher é mato, e eu preciso me arrumar.

(bis)

Copacabana tem
Romances ao luar
Em Paquetá também
A gente pode amar
Porém o lugar neste mundo, maior é pra mim
Jacarepaguá.

Jacarepaguá

Jacarepaguá (marcha/carnaval, 1949) - Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto
Vocalistas Tropicais

É hoje, que eu vou me acabar
Com chuva ou sem chuva, eu vou pra lá
Eu vou, eu vou, pra Jacarepaguá
Mulher é mato, e eu preciso me arrumar.

(bis)

Copacabana tem
Romances ao luar
Em Paquetá também
A gente pode amar
Porém o lugar neste mundo, maior é pra mim
Jacarepaguá.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Salve a princesa

Salve a princesa (samba/carnaval, 1948) - Paquito e Luís Soberano
Trio de Ouro

Liberdade! Abre as asas sobre nós...

Salve a princesa Isabel
Deu liberdade a todos
Foi no dia 13 de maio
Preto não é mais lacaio
Preto não tem mais senhor

Foi no dia 13 de maio
Preto não é mais lacaio
Preto não tem mais senhor

Desde o dia em que a princesa assinou
A Lei Áurea concedendo abolição
Preto teve o direito de ser cidadão
Hoje o preto pode ser doutor
Deputado e senador
Não há mais preconceito de cor!

Salve a princesa

Salve a princesa (samba/carnaval, 1948) - Paquito e Luís Soberano
Trio de Ouro

Liberdade! Abre as asas sobre nós...

Salve a princesa Isabel
Deu liberdade a todos
Foi no dia 13 de maio
Preto não é mais lacaio
Preto não tem mais senhor

Foi no dia 13 de maio
Preto não é mais lacaio
Preto não tem mais senhor

Desde o dia em que a princesa assinou
A Lei Áurea concedendo abolição
Preto teve o direito de ser cidadão
Hoje o preto pode ser doutor
Deputado e senador
Não há mais preconceito de cor!

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Paquito

Paquito (Francisco da Silva Fárrea Júnior), compositor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 9/2/1915 e faleceu na mesma cidade em 31/7/1975. Compositor de músicas carnavalescas, geralmente satirizando os dramas da "vida apertada" dos moradores dos subúrbios cariocas, obteve seu primeiro grande sucesso no carnaval de 1941 com O trem atrasou (com Estanislau Silva e Artur Vilarinho), gravado por Roberto Paiva.

Lançou o samba Não me diga adeus (com Luís Soberano e João Correia da Silva), gravado por Araci de Almeida, para o carnaval de 1948. Tornou-se, a partir do ano seguinte, presença constante nas paradas carnavalescas, começando nessa época a compor com Romeu Gentil, que seria seu grande parceiro durante toda a vida.

Jacarepaguá (com uma melodia semelhante à da rumba Cubanchero), o primeiro grande êxito da dupla, em parceria com Marino Pinto, foi gravado pelos Vocalistas Tropicais para o carnaval de 1949.

Seguiram-se vários sucessos, como a marcha Daqui não saio, também gravada pelos Vocalistas Tropicais e grande sucesso do carnaval de 1950, satirizando o problema de moradia no Rio de Janeiro; Tomara que chova, gravado pelos Vocalistas Tropicais e por Emilinha Borba para o Carnaval de 1951; a Marcha do conselho gravada por Roberto Paiva em 1954; e no ano seguinte A água lava tudo, marcha da dupla com Jorge Gonçalves, gravada depois por Emilinha Borba.

Em 1956, Jackson do Pandeiro fazia grande sucesso com Boi da cara preta, marcha da dupla com José Gomes e em 1961 surgia Bobeei, sendo Bigorrilho o último sucesso da dupla, gravado em 1964 por Jorge Veiga e inspirado no samba de Pixinguinha O malhador.

Foi um dos fundadores da SBACEM, da qual foi fiscal, morrendo depois de longa doença.

Obras

Água lava tudo (c/Romeu Gentil e Jorge Gonçalves), marcha, 1955; Bigorrilho (c/Romeu Gentil e Sebastião Gomes), samba, 1964; Bigu (c/Romeu Gentil e Sebastião Gomes), samba, 1965; Boi da cara preta (c/Romeu Gentil e José Gomes), marcha, 1956; Daqui não saio (c/Romeu Gentil), samba, 1950; Jacarepaguá (c/Romeu Gentil e Marino Pinto), marcha, 1949; Não me diga adeus (c/Luís Soberano e João Correia da Silva), samba, 1947; Nem de vela acesa (c/Romeu Gentil), marcha, 1950; Salve a princesa (c/Luís Soberano), samba, 1948; Tomara que chova (c/Romeu Gentil), marcha, 1951; O trem atrasou (c/Estanislau Silva e Artur Vilarinho), samba, 1941.

Paquito

Paquito (Francisco da Silva Fárrea Júnior), compositor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 9/2/1915 e faleceu na mesma cidade em 31/7/1975. Compositor de músicas carnavalescas, geralmente satirizando os dramas da "vida apertada" dos moradores dos subúrbios cariocas, obteve seu primeiro grande sucesso no carnaval de 1941 com O trem atrasou (com Estanislau Silva e Artur Vilarinho), gravado por Roberto Paiva.

Lançou o samba Não me diga adeus (com Luís Soberano e João Correia da Silva), gravado por Araci de Almeida, para o carnaval de 1948. Tornou-se, a partir do ano seguinte, presença constante nas paradas carnavalescas, começando nessa época a compor com Romeu Gentil, que seria seu grande parceiro durante toda a vida.

Jacarepaguá (com uma melodia semelhante à da rumba Cubanchero), o primeiro grande êxito da dupla, em parceria com Marino Pinto, foi gravado pelos Vocalistas Tropicais para o carnaval de 1949.

Seguiram-se vários sucessos, como a marcha Daqui não saio, também gravada pelos Vocalistas Tropicais e grande sucesso do carnaval de 1950, satirizando o problema de moradia no Rio de Janeiro; Tomara que chova, gravado pelos Vocalistas Tropicais e por Emilinha Borba para o Carnaval de 1951; a Marcha do conselho gravada por Roberto Paiva em 1954; e no ano seguinte A água lava tudo, marcha da dupla com Jorge Gonçalves, gravada depois por Emilinha Borba.

Em 1956, Jackson do Pandeiro fazia grande sucesso com Boi da cara preta, marcha da dupla com José Gomes e em 1961 surgia Bobeei, sendo Bigorrilho o último sucesso da dupla, gravado em 1964 por Jorge Veiga e inspirado no samba de Pixinguinha O malhador.

Foi um dos fundadores da SBACEM, da qual foi fiscal, morrendo depois de longa doença.

Obras

Água lava tudo (c/Romeu Gentil e Jorge Gonçalves), marcha, 1955; Bigorrilho (c/Romeu Gentil e Sebastião Gomes), samba, 1964; Bigu (c/Romeu Gentil e Sebastião Gomes), samba, 1965; Boi da cara preta (c/Romeu Gentil e José Gomes), marcha, 1956; Daqui não saio (c/Romeu Gentil), samba, 1950; Jacarepaguá (c/Romeu Gentil e Marino Pinto), marcha, 1949; Não me diga adeus (c/Luís Soberano e João Correia da Silva), samba, 1947; Nem de vela acesa (c/Romeu Gentil), marcha, 1950; Salve a princesa (c/Luís Soberano), samba, 1948; Tomara que chova (c/Romeu Gentil), marcha, 1951; O trem atrasou (c/Estanislau Silva e Artur Vilarinho), samba, 1941.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Bigorrilho

Jorge Veiga
O carnaval de 64 foi marcado pelo surpreendente sucesso do samba-coco “Bigorrilho”. Muito mais coco do que samba, a composição é baseada em em tema folclórico, aproveitando também o verso “trepa Antônio, siri tá no pau”, do samba O malhador, de Pixinguinha, Donga e Mauro de Almeida, gravado por Bahiano em 1918.

No antigo samba a expressão “siri tá no pau” era entoada por um corinho, em resposta a cada verso cantado pelo Bahiano. Além do ritmo, que enseja aos dançarmos uma coreografia original, concorreu para a o sucesso de “Bigorrilho” uma boa dose de malícia disfarçada na aparente ingenuidade da letra: “Lá em casa tinha um bigorrilho / bigorrilho fazia mingau / bigorrilho foi quem me ensinou / a tirar o cavaco do pau / trepa Antônio, siri tá no pau...”

O êxito de “Bigorrilho” ultrapassou o período carnavalesco, tornando-se por algum tempo número obrigatório nos shows de seu lançador, Jorge Veiga (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Bigorrilho (samba-coco, 1964) - Sebastião Gomes, Paquito e Romeu Gentil

Lá em casa tinha um bigorrilho
Bigorrilho fazia mingau
Bigorrilho foi quem me ensinou
A tirar o cavaco do pau
Trepa Antônio
O siri tá no pau
Eu também sei tirar
O cavaco do pau

Dona Dadá, Dona Didi
Seu marido entrou aí
Ele tem que sair
Ele tem que sair
Ele tem que sair

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Tomara que chova

Tomara que chova (marcha/carnaval, 1951) - Paquito e Romeu Gentil


Vocalistas Tropicais

D 
Tomara que chova
A7 D
Tres dias sem parar,
D
Tomara que chova
A7 D
Tres dias sem parar.

A7
A minha grande mágoa
G D
É lá em casa não ter água
A7 D A7
E eu preciso me lavar
D
De promessa eu ando cheia
A7
Quando conto a minha vida
D
Ninguem quer acreditar
A7
Trabalho não me cansa
D
Me cansa é pensar
A7
Se lá em casa não tem água
D
Nem pra cozinhar.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Daqui não saio

Daqui Não Saio (marcha/carnaval, 1950) - Paquito e Romeu Gentil
Vocalistas Tropicais

(Dm) ----------A7 ----------------------Dm
Daqui não saio / Daqui ninguém me tira. (bis)
-------Gm------------- Dm --------Gm ----------------------Dm
Onde é que eu vou morar / O senhor tem paciência de esperar
--------------------------A7-------------------------- Dm
Ainda mais com quatro filhos / Aonde é que vou parar (bis)

C7------------------------- C -------------------A7
Sei que o senhor tem razão / Pra querer a casa pra morar
-----------F----------------------- C7------------------- F
Mas aonde eu vou ficar / No mundo ninguém perde por esperar
---------------------A7 ---------------------Dm
Mas já dizem por aí / Que a vida vai melhorar

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Não me diga adeus

Contrastando com a animação de É com esse que eu vou, foi também grande sucesso no carnaval de 48 o canto pungente de Araci de Almeida em Não me diga adeus: "Não, não me diga adeus / pense nos sofrimentos meus / se alguém lhe dá conselho / pra você me abandonar / não devemos nos separar".


Araci de Almeida
O fato, porém, não é exceção no repertório carnavalesco. Tristes como este samba-lamento fazem-lhe companhia vários sucessos de outros carnavais como Ai, que saudades da Amélia (42), Pastorinhas (38), Foi ela (35) e a valsa Pierrô e Colombina (15/16), isso para ficar apenas nos mais conhecidos.

Não me diga adeus (samba/carnaval, 1948) - Luís Soberano, J. Correia da Silva e Paquito

Am      G7             C          F7           E7      Am E7
Não. . . . não me diga adeus / Pense nos sofrimentos meus
Am Dm
Se alguém lhe dá conselhos / Pra você me abandonar......
Am F Am E7 Am F
Não devemos nos separar / Não vá me deixar  
Am F Am F Am E7
Por favor / Que a saudade é cruel/ Quando existe amor
Am G7 C F7 E7 Am
Não . . . .não me diga adeus / Pense nos sofrimentos meus

sábado, 29 de abril de 2006

O trem atrasou

Incluído por Roberto Paiva em seu disco de estréia na Victor, "O Trem Atrasou" foi o primeiro grande sucesso de sua carreira. Descoberto numa pilha de partituras rejeitadas pela gravadora, o samba chamou a atenção do cantor principalmente pelo tema da letra, que reproduzia uma situação vivida constantemente pelos trabalhadores cariocas: "Patrão o trem atrasou / por isso estou chegando agora / trago aqui o memorando da Central / o trem atrasou meia hora / o senhor não tem razão / pra me mandar embora".


Roberto Paiva
O próprio Roberto, ao tempo de estudante, quando morava no subúrbio de Riachuelo, teve várias vezes que recorrer a memorandos da Central para justificar atrasos de chegada ao colégio. Além de se destacar no repertório carnavalesco, "O Trem Atrasou" é uma das mais antigas canções de protesto de nossa música, tendo sido regravada por uma especialista do gênero, a cantora Nara Leão, no elepê "Cinco na Bossa", em 1965.

O Trem Atrasou (samba/carnaval, 1941)
- Paquito, E. Silva e A. Vilarinho

Patrão, o trem atrasou / Por isso estou chegando agora
Trago aqui um memorando da Central / O trem atrasou, meia hora
O senhor não tem razão / Pra me mandar embora !

O senhor tem paciência / É preciso compreender
Sempre fui obediente / Reconheço o meu dever
Um atraso é muito justo / Quando há explicação
Sou um chefe de família / Preciso ganhar meu pão
E eu tenho razão.