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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Furinha

Furinha - 1956
Furinha (Demerval Fonseca Neto), instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 9/6/1903, e faleceu provavelmente nos anos 1970. Nasceu no bairro do Catumbi.

Toda a família tocava de ouvido e, por volta de 1920, começou a tocar cavaquinho e, logo depois, bandurra (espécie de bandolim). Começou a compor ao iniciar seu trabalho em orquestra.

Em 1926 participou da Orquestra Raul Lipoff, tocando banjo, e com ela apresentava-se em festas e bailes. Em 1927 lançou pela Odeon o choro Tudo teu, sua primeira composição gravada.

Em 1929 obteve sucesso com a gravação do choro Verinha, pelo trompetista Djalma Guimarães, na Odeon. No ano seguinte, Francisco Alves gravou, na Odeon, sua composição Tristeza havaiana (com Lamartine Babo), com acompanhamento da Orquestra Pan-American, no qual faz um solo de guitarra havaiana.

Em 1931 passou a integrar a Orquestra de Simon Bountman, no Cassino do Copacabana Palace Hotel, na qual atuou até 1935, passando a exercer a partir de então sua profissão de dentista.

Teve várias outras composições gravadas, entre as quais Distância infinita, pelo cantor Paulo Tapajós, e Onde estás, por Vero (Radamés Gnattali).

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha – 2ª. Edição – 1998; jorgecarvalhodemello – Foto do Furinha (Demerval da Fonseca Neto) (a foto e a data provável do falecimento).

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Os rouxinóis

Os rouxinóis (marcha-rancho/carnaval, 1958) - Lamartine Babo
Rouxinóis de Paquetá

Os rouxinóis entre as flores procuram seus amores
É lindo o cântico das aves
As melodias se renovam tão suaves
Salve os rouxinóis!

Surgem orquestras nos arrebóis
Sustenidos são feridos e se ouvem à meia voz os bemóis
Porque os rouxinóis foram buscar Amor-perfeito
E no canteiro já desfeito da Amizade
Só encontraram Saudade

Sem sonhos os rouxinóis se vêem a sós tristonhos
E se consolam com as sutis cigarras
Cigarras sutis cada qual mais feliz
Pois cantam, cantam, cantam, depois se desencantam
Cantar até morrer é o seu infinito prazer

Estão nos arrebóis os rouxinóis silentes
Descrentes de seus amores pelas lindas flores
Nesta canção, pensando bem
O amor dos rouxinóis é o nosso amor também

Sem sonhos os rouxinóis se vêem a sós tristonhos
E se consolam com as sutis cigarras
Cigarras sutis cada qual mais feliz
Estão nos arrebóis os rouxinóis silentes
Descrentes de seus amores pelas lindas flores

Nesta canção, pensando bem
O amor dos rouxinóis é o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também.

Os rouxinóis

Os rouxinóis (marcha-rancho/carnaval, 1958) - Lamartine Babo
Rouxinóis de Paquetá

Os rouxinóis entre as flores procuram seus amores
É lindo o cântico das aves
As melodias se renovam tão suaves
Salve os rouxinóis!

Surgem orquestras nos arrebóis
Sustenidos são feridos e se ouvem à meia voz os bemóis
Porque os rouxinóis foram buscar Amor-perfeito
E no canteiro já desfeito da Amizade
Só encontraram Saudade

Sem sonhos os rouxinóis se vêem a sós tristonhos
E se consolam com as sutis cigarras
Cigarras sutis cada qual mais feliz
Pois cantam, cantam, cantam, depois se desencantam
Cantar até morrer é o seu infinito prazer

Estão nos arrebóis os rouxinóis silentes
Descrentes de seus amores pelas lindas flores
Nesta canção, pensando bem
O amor dos rouxinóis é o nosso amor também

Sem sonhos os rouxinóis se vêem a sós tristonhos
E se consolam com as sutis cigarras
Cigarras sutis cada qual mais feliz
Estão nos arrebóis os rouxinóis silentes
Descrentes de seus amores pelas lindas flores

Nesta canção, pensando bem
O amor dos rouxinóis é o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Alma dos violinos

Alma dos violinos (valsa, 1942) - Alcir Pires Vermelho e Lamartine Babo

Sinto n'alma um violino
Um violino que acompanha
O meu triste adeus
Que vai por trás de uma montanha
Montanha pequenina

Moraes Neto
Diante dos olhos meus
Meus olhos tão imensos
Oh! Perguntem aos lenços
Quando dizem adeus

Sinto n'alma um violino
Um violino tão sonoro
Que acompanha melodias
Quando eu canto e choro
Eu choro porque os risos
Dei ao meu amor
Meu grande amor
Nestas valsas que eu componho
Vive o meu sonho

Alma dos violinos

Alma dos violinos (valsa, 1942) - Alcir Pires Vermelho e Lamartine Babo

Sinto n'alma um violino
Um violino que acompanha
O meu triste adeus
Que vai por trás de uma montanha
Montanha pequenina



Moraes Neto
Diante dos olhos meus
Meus olhos tão imensos
Oh! Perguntem aos lenços
Quando dizem adeus

Sinto n'alma um violino
Um violino tão sonoro
Que acompanha melodias
Quando eu canto e choro
Eu choro porque os risos
Dei ao meu amor
Meu grande amor
Nestas valsas que eu componho
Vive o meu sonho

Perdão amor

Perdão amor (fox-canção, 1941) - Lamartine Babo
Orlando Silva

Se magoei teu lindo coração
Perdão amor
Se é por minha causa o teu sofrer
Foi sem querer

Vítima do ocaso e da ilusão
Beijei tua mão
Se magoei teu lindo coração
Perdão amor, perdão, perdão

Se os teus sorrisos foram embora
Minh'alma chora
Se amar é crime
Esquecerei que já te amei

Hei de devolver os seus dissertos
Cartas, rosas murchas, seus cabelos
Se é que ainda tens meu coração
Não mandes não!

Perdão amor

Perdão amor (fox-canção, 1941) - Lamartine Babo
Orlando Silva

Se magoei teu lindo coração
Perdão amor
Se é por minha causa o teu sofrer
Foi sem querer

Vítima do ocaso e da ilusão
Beijei tua mão
Se magoei teu lindo coração
Perdão amor, perdão, perdão

Se os teus sorrisos foram embora
Minh'alma chora
Se amar é crime
Esquecerei que já te amei

Hei de devolver os seus dissertos
Cartas, rosas murchas, seus cabelos
Se é que ainda tens meu coração
Não mandes não!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Só nós dois no salão (E esta valsa)

Só nós dois no salão (E esta valsa) (valsa, 1937) - Lamartine Babo
Francisco Alves

Só nos dois num salão e esta valsa
E uma orquestra de anjos divinos
Uns acordes de um toque de sinos
Nos finais desta valsa de amor.

Pelo chão
Umas pétalas de flor
Luz azul percorrendo o salão
Só nós dois
Mais ninguém
Mais ninguém
Só nós dois
A saudade virá depois.

Só nós dois no salão (E esta valsa)

Só nós dois no salão (E esta valsa) (valsa, 1937) - Lamartine Babo
Francisco Alves

Só nos dois num salão e esta valsa
E uma orquestra de anjos divinos
Uns acordes de um toque de sinos
Nos finais desta valsa de amor.

Pelo chão
Umas pétalas de flor
Luz azul percorrendo o salão
Só nós dois
Mais ninguém
Mais ninguém
Só nós dois
A saudade virá depois.

terça-feira, 11 de março de 2008

Na virada da montanha

Na virada da montanha (samba, 1936) - Ary Barroso e Lamartine Babo

Francisco Alves

A saudade vem chegando
A tristeza me acompanha
Só porque... só porque...
O meu amor morreu
na virada da montanha
O meu amor morreu
na virada da montanha

E quem passa na cidade
Vê no alto
A casa verde de sapé
Ainda...
A trepadeira no carramanchão
Amor-perfeito pelo chão
Em quantidade

A saudade vem chegando
A tristeza me acompanha
Só porque... só porque...
O meu amor morreu
na virada da montanha
O meu amor morreu
na virada da montanha

Pobre casa abandonada
Além
No alto
Sozinha sem ter lá ninguém
Caindo velhinha ao ver
os prédios da cidade
Ó velha casa,
Sombra eterna da saudade

Na virada da montanha

Na virada da montanha (samba, 1936) - Ary Barroso e Lamartine Babo
Francisco Alves

A saudade vem chegando
A tristeza me acompanha
Só porque... só porque...
O meu amor morreu
na virada da montanha
O meu amor morreu
na virada da montanha

E quem passa na cidade
Vê no alto
A casa verde de sapé
Ainda...
A trepadeira no carramanchão
Amor-perfeito pelo chão
Em quantidade

A saudade vem chegando
A tristeza me acompanha
Só porque... só porque...
O meu amor morreu
na virada da montanha
O meu amor morreu
na virada da montanha

Pobre casa abandonada
Além
No alto
Sozinha sem ter lá ninguém
Caindo velhinha ao ver
os prédios da cidade
Ó velha casa,
Sombra eterna da saudade

domingo, 9 de março de 2008

Rasguei a minha fantasia

Rasguei a minha fantasia (marcha/carnaval, 1935) - Lamartine Babo
Mário Reis

Rasguei a minha fantasia
O meu palhaço
Cheio de laço e balão
Rasguei a minha fantasia
Guardei os guizos no meu coração

Fiz palhaçada
O ano inteiro sem parar
Dei gargalhada
Com tristeza no olhar
A vida é assim...
A vida é assim...
O pranto é livre
Eu vou desabafar

Tentei chorar
Ninguém no choro acreditou
Tentei amar
E o amor não chegou
A vida é assim...
A vida é assim...
Comprei uma fantasia de pierrô

Rasguei a minha fantasia

Rasguei a minha fantasia (marcha/carnaval, 1935) - Lamartine Babo
Mário Reis

Rasguei a minha fantasia
O meu palhaço
Cheio de laço e balão
Rasguei a minha fantasia
Guardei os guizos no meu coração

Fiz palhaçada
O ano inteiro sem parar
Dei gargalhada
Com tristeza no olhar
A vida é assim...
A vida é assim...
O pranto é livre
Eu vou desabafar

Tentei chorar
Ninguém no choro acreditou
Tentei amar
E o amor não chegou
A vida é assim...
A vida é assim...
Comprei uma fantasia de pierrô

quinta-feira, 6 de março de 2008

Lola

Lola (fox, 1933) - Lamartine Babo

Hoje eu li um anúncio no jornal
Anúncio muito interessante
Um rapaz alegre, jovial
Procura uma mulher constante
Lamartine Babo

Para evitar qualquer engano
Diz o moço que tem
Tem bangalô e um bom piano
Automóvel também
Hoje em dia provar ninguém tem

Lola, Lola
Hás de ser a minha namorada
Na próxima noite enluarada
Tenho muitos beijos pra nós dois
E depois...e depois...e depois...

Lola, Lola
Nosso casamento vai ter graça
Vamos cometer essa desgraça
Vem morrer de fome
Mal me faz
Imitar nossos pais

Teremos um, teremos dois
Teremos um batalhão
Teremos muitos filhos
Haja região
E se o primeiro for mulher
Chamar-se-á Conceição
Se for guri
Será o nosso jovem

Querida Lola, Lola
O Brasil é grande
É um colosso
Vamos à Goiás e a Mato Grosso
E seremos lá no Paraguai
Com mamãe e o papai

Lola

Lola (fox, 1933) - Lamartine Babo

Hoje eu li um anúncio no jornal
Anúncio muito interessante
Um rapaz alegre, jovial
Procura uma mulher constante
Lamartine Babo

Para evitar qualquer engano
Diz o moço que tem
Tem bangalô e um bom piano
Automóvel também
Hoje em dia provar ninguém tem

Lola, Lola
Hás de ser a minha namorada
Na próxima noite enluarada
Tenho muitos beijos pra nós dois
E depois...e depois...e depois...

Lola, Lola
Nosso casamento vai ter graça
Vamos cometer essa desgraça
Vem morrer de fome
Mal me faz
Imitar nossos pais

Teremos um, teremos dois
Teremos um batalhão
Teremos muitos filhos
Haja região
E se o primeiro for mulher
Chamar-se-á Conceição
Se for guri
Será o nosso jovem

Querida Lola, Lola
O Brasil é grande
É um colosso
Vamos à Goiás e a Mato Grosso
E seremos lá no Paraguai
Com mamãe e o papai

quarta-feira, 5 de março de 2008

Marchinha do amor

Marchinha do amor (marcha/carnaval, 1932) - Lamartine Babo

Com a letra A
Começa o amor que a gente tem
Com a letra A
Começa o nome do meu bem

Mário Reis e
Francisco Alves

Ai, quem dera ser um jasmim
Pra você beijar
Pra você beijar no seu jardim
Ai, quem dera ser um jasmim
Pra você beijar
Recordando-se de mim

Ai, quem me dera ser um ladrão
Pra poder roubar
Pra poder roubar seu coração
Ai, quem me dera ser um ladrão
Pra poder roubar
O seu lindo coração

Ai, quem me dera ser professor
Para ensinar
Para ensinar o verbo amar
E se eu pudesse ser professor
Eu tirava o A
Desse adeus que traz a dor

Marchinha do amor

Marchinha do amor (marcha/carnaval, 1932) - Lamartine Babo

Com a letra A
Começa o amor que a gente tem
Com a letra A
Começa o nome do meu bem

Mário Reis e
Francisco Alves

Ai, quem dera ser um jasmim
Pra você beijar
Pra você beijar no seu jardim
Ai, quem dera ser um jasmim
Pra você beijar
Recordando-se de mim

Ai, quem me dera ser um ladrão
Pra poder roubar
Pra poder roubar seu coração
Ai, quem me dera ser um ladrão
Pra poder roubar
O seu lindo coração

Ai, quem me dera ser professor
Para ensinar
Para ensinar o verbo amar
E se eu pudesse ser professor
Eu tirava o A
Desse adeus que traz a dor

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Cor de prata

Cor de prata (samba/carnaval, 1931) - Lamartine Babo

A lua vem saindo
Cor de prata
Cor de prata
Cor de prata
Que saudades da mulata
Braguinha

Minha mulata
Foi-se embora da cidade
Vejam só que crueldade
Foi com outro e me deixou
Abandonado
Pela estrada do passado
Vou perdendo a mocidade
Na saudade que ficou

Eu fui pra roça
Construir minha palhoça
Lá no alto da montanha
Perto de Nosso Senhor
E quando a lua
Lá na mata me acompanha
Sinto o cheiro da mulata
Na montanha tudo é flor

Cor de prata

Cor de prata (samba/carnaval, 1931) - Lamartine Babo

A lua vem saindo
Cor de prata
Cor de prata
Cor de prata
Que saudades da mulata
Braguinha

Minha mulata
Foi-se embora da cidade
Vejam só que crueldade
Foi com outro e me deixou
Abandonado
Pela estrada do passado
Vou perdendo a mocidade
Na saudade que ficou

Eu fui pra roça
Construir minha palhoça
Lá no alto da montanha
Perto de Nosso Senhor
E quando a lua
Lá na mata me acompanha
Sinto o cheiro da mulata
Na montanha tudo é flor

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Os calças largas

Lamartine Babo
A primeira marchinha de Lamartine gravada, foi a divertida "Os Calças-Largas", em que o compositor debochava dos rapazes que usavam calças boca-de-sino. Em 1937, com a censura imposta pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, carnavalescos irreverentes como Lamartine Babo ficaram proibidos de utilizar a sátira em suas composições. Sem a irreverência costumeira, as marchinhas não foram mais as mesmas.

Os calças largas (marcha/carnaval, 1927) - Lamartine Babo e Gonçalves de Oliveira

Acho graça dessa gente convencida
Passeando na Avenida
Passeando na Avenida

Quando passa uma linda criatura
Ficam todos na secura
Ficam todos na secura

Essa gente de jaquetas bem curtinhas
Tem a cara bonitinha
Tem a cara bonitinha

Oh! Que turma esquisita e encrencada
Calça larga bem folgada
Rastejando na calçada

Vem, meu bem
Que os calças largas
Não te podem sustentar
Sem vintém
Almoçam brisas
E à noite vão dançar

Lá na casa de um doutor na Piedade
Foi uma calamidade
Foi uma calamidade

Da tal gente estava a sala infestada
Minha capa foi furtada
Minha capa foi furtada

Do tal charleston é bom não se falar
Faz lembrar peru de água
Quando a gente o quer matar

E os bonecos artificiais são concorrentes
Lá da Praça Tiradentes
Lá da Praça Tiradentes