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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Saudade resto de amor

Araci de Almeida
Saudade resto de amor (samba, 1953) - Adelino Moreira e Norival Reis

Título da música: Saudade resto de amor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci de Almeida / Compositores: Moreira, Adelino - Reis, Norival / Gravadora Continental / Número do Álbum 16695 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:


Saudade resto de amor
De alguém que tanto eu amei
Amei e perdi
Perdi mas não chorei

Hoje você vive a lamentar
Seu triste fim
Hoje a saudade também dá
Cabo de mim
Vamos sentindo a mesma dor
Saudade resto de amor

Saudade resto de amor
De alguém que tanto eu amei
Amei e perdi
Perdi mas não chorei

Hoje você vive a lamentar
Seu triste fim
Hoje a saudade também dá
Cabo de mim
Vamos sentindo a mesma dor
Saudade resto de amor

domingo, 21 de novembro de 2010

Barra da Tijuca

Lúcio Alves
Barra da Tijuca (samba-canção, 1955) - Norival Reis e Irani de Oliveira

Título da música: Barra da tijuca / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Lúcio Alves / Compositores: Oliveira, Irani de - Reis, Norival / Acompanhamento Orquestra / Radamés Gnattali / Gravadora Continental / Número do Álbum 17055 / Data de Gravação 04/04/1955 / Data de Lançamento 01/1955 / Lado B / Disco 78 rpm:


Barra da Tijuca
Que bom lugar pra se amar
Barra da Tijuca
Você me faz recordar
Um certo alguém que eu amei
Não sei porque não me quis
Barra da Tijuca
Você me faz infeliz...

Quando a noite vem
Surgem em meu caminho
Casais e namorados
E eu sempre sozinho
Beijos e abraços
Fico a contemplar
Barra da Tijuca
Que bom lugar pra se amar...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ilu-Ayê (Terra da Vida)

Ilu-Ayê (samba-enredo / carnaval, 1972) - Cabana e Norival Reis

Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô
Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô

Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu-Ayê
Tempo passou, ôô
E no terreirão da casa-grande
Negro diz tudo que pode dizer

É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha

Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa do povo
É o dono do carnaval

Ilu-Ayê (Terra da Vida)

Ilu-Ayê (samba-enredo / carnaval, 1972) - Cabana e Norival Reis

Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô
Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô

Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu-Ayê
Tempo passou, ôô
E no terreirão da casa-grande
Negro diz tudo que pode dizer

É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha

Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa do povo
É o dono do carnaval

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O samba é bom assim

O samba é bom assim (samba, 1959) - Norival Reis e Hélio Nascimento
Jamelão

Pra mim, pra mim
O samba é bom
Quando é cantado assim
Pra mim

( repete )

Ai, eu vou me embora
O que me dão para levar
Levo penas e saudades
No caminho, vou chorar

Dou-lhe tapa, dou-lhe murro, estouro
Não faça cara de choro
Pra ninguém chorar
Te dou uma surra
Te jogo no mato
Pros bichinhos lhe apanhar

Mas pra mim
Eu fui batizado
Na Matriz de Cascadura
Quem é bom, já nasce feito
Quem é bom não se mistura
Pra mim, pra mim.

O samba é bom assim

O samba é bom assim (samba, 1959) - Norival Reis e Hélio Nascimento
Jamelão

Pra mim, pra mim
O samba é bom
Quando é cantado assim
Pra mim

( repete )

Ai, eu vou me embora
O que me dão para levar
Levo penas e saudades
No caminho, vou chorar

Dou-lhe tapa, dou-lhe murro, estouro
Não faça cara de choro
Pra ninguém chorar
Te dou uma surra
Te jogo no mato
Pros bichinhos lhe apanhar

Mas pra mim
Eu fui batizado
Na Matriz de Cascadura
Quem é bom, já nasce feito
Quem é bom não se mistura
Pra mim, pra mim.

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Norival Reis

Norival Reis (Norival Torquato Reis), compositor e instrumentista, nasceu em Angra dos Reis/RJ em 24/3/1924. Criado em Dona Clara, bairro situado entre os subúrbios cariocas de Madureira e Osvaldo Cruz, freqüentou desde pequeno o G.R.E.S. da Portela e o G.R.E.S. Império Serrano.

Começou a trabalhar na gravadora Continental, e, influenciado pelo convívio com vários compositores, decidiu-se a compor. Em 1945, fez sua primeira marchinha, Até vestida, realizando logo depois O barão. De sua autoria foram gravados com sucesso Hoje ou amanhã (com Rutinaldo de Morais), pela dupla Joel e Gaúcho; A lua se escondeu (com Alcibíades Nogueira), por Rui Rei; e A saudade não foi leal (com Jorge Duarte), por Ângela Maria.

Em 1969 entrou para a ala dos compositores da Portela, levado por Cabana, com quem compôs Ilu ayê, samba-enredo dessa escola para o Carnaval de 1972, e em 1975, em parceria com Davi Antônio Correia, compôs Macunaíma, também samba-enredo vencedor.

Composições suas foram escolhidas como sambas-enredo ainda nos anos de 1983 (Hoje tem marmelada, com Jorge Macedo e Davi Antônio Correa) e 1984 (ABC dos orixás, com Dedé da Portela).

Estuda cavaquinho, toca um pouco de violão e é conhecido como um dos maiores especialistas em técnica de acústica e gravação de som, tendo ficado nacionalmente conhecido por ser o responsável pelo som personalizado do cavaquinho de Waldir Azevedo, para o qual criou um sistema especial de câmaras de eco improvisadas, antes de existir o aparelho no Brasil.

Obras: Amigo do rei (c/Alberto Rego), marcha, 1953; Barra da Tijuca (c/Irani Oliveira), samba, 1955; Hoje ou amanhã (c/Rutinaldo Silva), samba, 1952; Iaiá da Bahia (c/José Batista), batucada, 1957, Ilu ayê (Terra da vida) (c/Cabana), samba-enredo, 1972; A lua se escondeu (c/Alcíbiades Nogueira), marcha, 1952; Macunaíma (c/Davi Antonio Correia), samba-enredo, 1975; O morro canta assim (c/José Batista), samba, 1956; O samba é bom assim (c/Hélio Nascimento), samba, 1958; A saudade não foi leal (c/Jorge Duarte), samba, 1961.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

Norival Reis

Norival Reis (Norival Torquato Reis), compositor e instrumentista, nasceu em Angra dos Reis/RJ em 24/3/1924. Criado em Dona Clara, bairro situado entre os subúrbios cariocas de Madureira e Osvaldo Cruz, freqüentou desde pequeno o G.R.E.S. da Portela e o G.R.E.S. Império Serrano.

Começou a trabalhar na gravadora Continental, e, influenciado pelo convívio com vários compositores, decidiu-se a compor. Em 1945, fez sua primeira marchinha, Até vestida, realizando logo depois O barão. De sua autoria foram gravados com sucesso Hoje ou amanhã (com Rutinaldo de Morais), pela dupla Joel e Gaúcho; A lua se escondeu (com Alcibíades Nogueira), por Rui Rei; e A saudade não foi leal (com Jorge Duarte), por Ângela Maria.

Em 1969 entrou para a ala dos compositores da Portela, levado por Cabana, com quem compôs Ilu ayê, samba-enredo dessa escola para o Carnaval de 1972, e em 1975, em parceria com Davi Antônio Correia, compôs Macunaíma, também samba-enredo vencedor.

Composições suas foram escolhidas como sambas-enredo ainda nos anos de 1983 (Hoje tem marmelada, com Jorge Macedo e Davi Antônio Correa) e 1984 (ABC dos orixás, com Dedé da Portela).

Estuda cavaquinho, toca um pouco de violão e é conhecido como um dos maiores especialistas em técnica de acústica e gravação de som, tendo ficado nacionalmente conhecido por ser o responsável pelo som personalizado do cavaquinho de Waldir Azevedo, para o qual criou um sistema especial de câmaras de eco improvisadas, antes de existir o aparelho no Brasil.

Obras: Amigo do rei (c/Alberto Rego), marcha, 1953; Barra da Tijuca (c/Irani Oliveira), samba, 1955; Hoje ou amanhã (c/Rutinaldo Silva), samba, 1952; Iaiá da Bahia (c/José Batista), batucada, 1957, Ilu ayê (Terra da vida) (c/Cabana), samba-enredo, 1972; A lua se escondeu (c/Alcíbiades Nogueira), marcha, 1952; Macunaíma (c/Davi Antonio Correia), samba-enredo, 1975; O morro canta assim (c/José Batista), samba, 1956; O samba é bom assim (c/Hélio Nascimento), samba, 1958; A saudade não foi leal (c/Jorge Duarte), samba, 1961.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora