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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Meu sofrer

Gastão Formenti
Meu sofrer (Queixumes) (modinha, 1930) - Noel Rosa e Henrique Brito

Título da música: Meu sofrer / Gênero musical: Modinha / Intérprete: Gastão Formenti / Compositores: Brito, Henrique - Rosa, Noel / Acompanhamento: violões / Gravadora Brunswick / Número do Álbum 10120 / Data de Lançamento 12/1930 / Lado lado B / Rotações: Disco 78 rpm:


Sem estes teus tão lindos olhos,
Eu não seria sofredor
Os meus ferinos abrolhos
Nasceram do teu amor.
Eu hoje sou um trovador
E gosto até de assim penar,
Vou te dizer os meus queixumes:
Ciúmes tenho do seu olhar.
Quero sempre te ver bem junto a mim,
Porque te esquivas, assim, coração
De uma paixão?
O teu olhar traz alegria
Mas também traz o amargor,
Sem ele, então, não viveria
Vida não há sem dor.

sábado, 30 de outubro de 2010

Rubens Soares


Rubens Soares, compositor, nasceu em 29/5/1911 no Rio de Janeiro, RJ, e faleceu em 13/6/1998 na mesma cidade. De 1928 a 1945 foi lutador de boxe da categoria peso médio, sagrando-se campeão várias vezes, além de membro da Polícia Especial, treinador de cavalos e treinador de boxe diplomado. Depois das lutas, reunia-se no bar com os amigos, compondo sambas de Carnaval. 

Em 1936, É bom parar (com Noel Rosa), um de seus maiores sucessos, foi gravada por Francisco Alves, na Victor, ganhando o primeiro prêmio no concurso oficial de músicas carnavalescas da prefeitura do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o mesmo cantor lançou, pela mesma fábrica, o samba de Carnaval Lá vem ela chorando (com Demazinho), e em 1940 Solteiro é melhor (com Felisberto Silva), registrado na Columbia. 

Para o Carnaval de 1941, compôs em parceria com Sílvio Caldas a marcha Capim mimoso, gravada por este na Victor; do mesmo ano foi Poleiro de pato é no chão, samba gravado por Francisco Alves, na etiqueta Columbia. 

Em 1942 fez grande sucesso no Carnaval com a batucada Nega do cabelo duro (com David Nasser), lançado pelos Anjos do Inferno, na Columbia. No mesmo ano compôs o samba Eu quero uma mulher (com Evaldo Rui), interpretado por Francisco Alves em disco Odeon. Outro grande sucesso foi Nasci para o samba (com David Nasser), gravado por Nelson Gonçalves em 1956, na Victor. 

Obra

É bom parar (c/ Noel Rosa), samba, 1936; Nasci para o samba (c/Davi Nasser), samba, 1956; Nega do cabelo duro (c/Davi Nasser), batucada, 1942; Poleiro de pato é no chão, samba, 1941; Solteiro é melhor (c/Felisberto Silva), samba, 1940.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Rubens Soares


Rubens Soares, compositor, nasceu em 29/5/1911 no Rio de Janeiro, RJ, e faleceu em 13/6/1998 na mesma cidade. De 1928 a 1945 foi lutador de boxe da categoria peso médio, sagrando-se campeão várias vezes, além de membro da Polícia Especial, treinador de cavalos e treinador de boxe diplomado. Depois das lutas, reunia-se no bar com os amigos, compondo sambas de Carnaval. 

Em 1936, É bom parar (com Noel Rosa), um de seus maiores sucessos, foi gravada por Francisco Alves, na Victor, ganhando o primeiro prêmio no concurso oficial de músicas carnavalescas da prefeitura do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o mesmo cantor lançou, pela mesma fábrica, o samba de Carnaval Lá vem ela chorando (com Demazinho), e em 1940 Solteiro é melhor (com Felisberto Silva), registrado na Columbia. 

Para o Carnaval de 1941, compôs em parceria com Sílvio Caldas a marcha Capim mimoso, gravada por este na Victor; do mesmo ano foi Poleiro de pato é no chão, samba gravado por Francisco Alves, na etiqueta Columbia. 

Em 1942 fez grande sucesso no Carnaval com a batucada Nega do cabelo duro (com David Nasser), lançado pelos Anjos do Inferno, na Columbia. No mesmo ano compôs o samba Eu quero uma mulher (com Evaldo Rui), interpretado por Francisco Alves em disco Odeon. Outro grande sucesso foi Nasci para o samba (com David Nasser), gravado por Nelson Gonçalves em 1956, na Victor. 

Obra

É bom parar (c/ Noel Rosa), samba, 1936; Nasci para o samba (c/Davi Nasser), samba, 1956; Nega do cabelo duro (c/Davi Nasser), batucada, 1942; Poleiro de pato é no chão, samba, 1941; Solteiro é melhor (c/Felisberto Silva), samba, 1940.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A polêmica

Polêmica

Episódios do folclore musical brasileiro: a polêmica entre Noel Rosa e Wilson Batista.

Na época, Wilson Batista era um jovem e talentoso sambista, porém um sambista desconhecido, que sonhava com a fama e apostava que a conseguiria. Ele acabou entrando para história como um dos grandes compositores sambistas da década de 40.

Mas, naquele ano de 1934, ele ainda se apresentava em lugares obscuros do interior do Rio de Janeiro. A polêmica com Noel Rosa foi, portanto, um jeito de aparecer para o grande público.

Noel já era um sambista conhecido e, na medida que respondia aos ataques de Wilson, mais este último ficava na boca do povo. Mas ataque de sambista é feito em verso e batuque. A polêmica entre os dois foi mais um desafio.

Noel havia composto Rapaz folgado, uma crítica velada à música Lenço no pescoço, de Wilson. Ele deu o troco e fez o samba Mocinho da Vila, criação fraca na letra e na melodia, que dava alfinetadas em Noel e em seu bairro. Noel ignorou (por enquanto, Wilson 2 x Noel 1).

A segunda provocação veio melhor. Um bom samba, Conversa fiada, que satiriza Feitiço da Vila, grande sucesso de Noel. Já não dava para ignorar (Wilson 3 x Noel 2, ainda no primeiro tempo).

Noel respondeu. E a resposta foi definitiva. Ele compôs Palpite infeliz, que já nasceu obra-prima e encerrou a disputa (placar final: Noel 4 x Wilson 3, porque obra-prima vale dois gols... pelo menos na MPB).

Fonte: MPB Compositores - Noel Rosa - Ed. Globo.

A polêmica

Polêmica

Episódios do folclore musical brasileiro: a polêmica entre Noel Rosa e Wilson Batista.

Na época, Wilson Batista era um jovem e talentoso sambista, porém um sambista desconhecido, que sonhava com a fama e apostava que a conseguiria. Ele acabou entrando para história como um dos grandes compositores sambistas da década de 40.

Mas, naquele ano de 1934, ele ainda se apresentava em lugares obscuros do interior do Rio de Janeiro. A polêmica com Noel Rosa foi, portanto, um jeito de aparecer para o grande público.

Noel já era um sambista conhecido e, na medida que respondia aos ataques de Wilson, mais este último ficava na boca do povo. Mas ataque de sambista é feito em verso e batuque. A polêmica entre os dois foi mais um desafio.

Noel havia composto Rapaz folgado, uma crítica velada à música Lenço no pescoço, de Wilson. Ele deu o troco e fez o samba Mocinho da Vila, criação fraca na letra e na melodia, que dava alfinetadas em Noel e em seu bairro. Noel ignorou (por enquanto, Wilson 2 x Noel 1).

A segunda provocação veio melhor. Um bom samba, Conversa fiada, que satiriza Feitiço da Vila, grande sucesso de Noel. Já não dava para ignorar (Wilson 3 x Noel 2, ainda no primeiro tempo).

Noel respondeu. E a resposta foi definitiva. Ele compôs Palpite infeliz, que já nasceu obra-prima e encerrou a disputa (placar final: Noel 4 x Wilson 3, porque obra-prima vale dois gols... pelo menos na MPB).

Fonte: MPB Compositores - Noel Rosa - Ed. Globo.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mulata fuzarqueira

Mulata fuzarqueira (samba, 1931) - Noel Rosa

Noel Rosa e
Bando de Tangarás


Mulata fuzarqueira, artigo raro

Que samba de dar rasteira

E passa as noite inteira em claro



Não quer mais saber de preparar as gordura

Nem usar mais das costura

O bom exemplo já te dei

Mudei a minha conduta

Mas agora me aprumei



Mulata fuzarqueira da gamboa

Só anda com tipo à toa

Embarca em qualquer canoa



Mulata, vou contar as minhas mágoa

Meu amor não tem R

Mas é amor debaixo d'água

Não gosto de te ver sempre a fazer certos papel

A se passar pros coronel

Nasceste com uma boa sina

Se hoje andas bem no luxo

É passando a beiçolina



Mulata, tu tem que te preparar

Pra receber o azar

Que algum dia há de chegar

Aceita o meu braço e vem entrar nas comida

Pra começar outra vida

Comigo tu podes viver bem

Pois aonde um passa fome

Dois podem passar também




Mulata fuzarqueira

Mulata fuzarqueira (samba, 1931) - Noel Rosa

Noel Rosa e
Bando de Tangarás


Mulata fuzarqueira, artigo raro

Que samba de dar rasteira

E passa as noite inteira em claro



Não quer mais saber de preparar as gordura

Nem usar mais das costura

O bom exemplo já te dei

Mudei a minha conduta

Mas agora me aprumei



Mulata fuzarqueira da gamboa

Só anda com tipo à toa

Embarca em qualquer canoa



Mulata, vou contar as minhas mágoa

Meu amor não tem R

Mas é amor debaixo d'água

Não gosto de te ver sempre a fazer certos papel

A se passar pros coronel

Nasceste com uma boa sina

Se hoje andas bem no luxo

É passando a beiçolina



Mulata, tu tem que te preparar

Pra receber o azar

Que algum dia há de chegar

Aceita o meu braço e vem entrar nas comida

Pra começar outra vida

Comigo tu podes viver bem

Pois aonde um passa fome

Dois podem passar também




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

É preciso discutir

É preciso discutir (samba, 1931) - Noel Rosa

Francisco Alves:
-Na introdução deste samba
Quero avisar por um modo qualquer
Que esta briga
É por causa de uma mulher...

Mário Reis:
-E eu aviso também
Que neste samba agora me meto
Para cantar com Francisco Alves
Em dueto....
Mário Reis e Francisco Alves

É preciso discutir
Mas não quero discussão
Da discussão sai a razão
Mas às vezes sai salgada
A questão é complicada
Quero ver a decisão

A mulher tem que ser minha
A mulher não traz letreiro
Foi comigo que ela vinha
Mas fui eu que viu primeiro
Ela é minha porque vi
Mas quem segurou fui eu
A conversa já me diz
A mulher não escolheu

É preciso discutir
Mas não quero discussão
Da discussão sai a razão
Mas às vezes sai salgada
A questão é complicada
Quero ver a decisão

É preciso discutir

É preciso discutir (samba, 1931) - Noel Rosa

Francisco Alves:
-Na introdução deste samba
Quero avisar por um modo qualquer
Que esta briga
É por causa de uma mulher...

Mário Reis:
-E eu aviso também
Que neste samba agora me meto
Para cantar com Francisco Alves
Em dueto....
Mário Reis e Francisco Alves

É preciso discutir
Mas não quero discussão
Da discussão sai a razão
Mas às vezes sai salgada
A questão é complicada
Quero ver a decisão

A mulher tem que ser minha
A mulher não traz letreiro
Foi comigo que ela vinha
Mas fui eu que viu primeiro
Ela é minha porque vi
Mas quem segurou fui eu
A conversa já me diz
A mulher não escolheu

É preciso discutir
Mas não quero discussão
Da discussão sai a razão
Mas às vezes sai salgada
A questão é complicada
Quero ver a decisão

Não faz, amor

A amizade entre Cartola e Noel Rosa (que também virou filme, em breve nos cinemas), pena, resultou em apenas dois sambas conhecidos: Qual foi o mal que eu te fiz e Não faz, amor. Este segundo foi comprado por Francisco Alves, de um Cartola doente, ardendo em febre. O Rei da Voz procurou Noel, pediu a ele que fizesse as segundas e gravou. Nem no disco nem na partitura aparece o nome de Noel, que abriu mão dos créditos dando a música de presente ao amigo (fonte: http://lameblogadas.blogspot.com/).

Não faz, amor (samba, 1932) - Cartola e Noel Rosa

Não faz, amor, deixa-me dormir
Oh, minha flor, tenha dó de mim
Sonhei, acordei assustado
Receoso que tivesses me enganado
(Eu não durmo sossegado)

Só tens ambição e vaidade
Não pensas na felicidade
E eu não descanso um momento
Por pensar que o teu amor é só fingimento
Mas eu vou entrar com meu jogo
E vou pôr à prova de fogo
A tua sincera amizade
Para ver se tu falaste verdade

Amar sem jurar é bem raro
O verbo cumprir custa caro
Amor é bem fácil de achar
O que acho mais difícil é saber amar
O mundo tem suas surpresas
Mas nós temos nossas defesas
Por isso eu estou prevenido
Pra saber se sou ou não traído

Não faz, amor

A amizade entre Cartola e Noel Rosa (que também virou filme, em breve nos cinemas), pena, resultou em apenas dois sambas conhecidos: Qual foi o mal que eu te fiz e Não faz, amor. Este segundo foi comprado por Francisco Alves, de um Cartola doente, ardendo em febre. O Rei da Voz procurou Noel, pediu a ele que fizesse as segundas e gravou. Nem no disco nem na partitura aparece o nome de Noel, que abriu mão dos créditos dando a música de presente ao amigo (fonte: http://lameblogadas.blogspot.com/).

Não faz, amor (samba, 1932) - Cartola e Noel Rosa

Não faz, amor, deixa-me dormir
Oh, minha flor, tenha dó de mim
Sonhei, acordei assustado
Receoso que tivesses me enganado
(Eu não durmo sossegado)

Só tens ambição e vaidade
Não pensas na felicidade
E eu não descanso um momento
Por pensar que o teu amor é só fingimento
Mas eu vou entrar com meu jogo
E vou pôr à prova de fogo
A tua sincera amizade
Para ver se tu falaste verdade

Amar sem jurar é bem raro
O verbo cumprir custa caro
Amor é bem fácil de achar
O que acho mais difícil é saber amar
O mundo tem suas surpresas
Mas nós temos nossas defesas
Por isso eu estou prevenido
Pra saber se sou ou não traído

Tudo que você diz


Tudo que você diz (samba, 1933) - Noel Rosa

Tudo que você diz
Com a maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade

Tudo que você diz
Com maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade
Mário Reis e Francisco Alves

Toda a gente fingida
Paga o mal que fez nesta vida
Por encher de ilusão
O pobre coração

Pode crer que a mentira
O sossego sempre nos tira
Fale sempre a verdade
Mesmo sem ter vontade

Tudo que você diz
Com maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade

Tudo que você diz


Tudo que você diz (samba, 1933) - Noel Rosa

Tudo que você diz
Com a maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade

Tudo que você diz
Com maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade
Mário Reis e Francisco Alves

Toda a gente fingida
Paga o mal que fez nesta vida
Por encher de ilusão
O pobre coração

Pode crer que a mentira
O sossego sempre nos tira
Fale sempre a verdade
Mesmo sem ter vontade

Tudo que você diz
Com maior lealdade
É mentira
É usar de falsidade
Fale a verdade

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A razão dá-se a quem tem

A razão dá-se a quem tem (samba, 1932) -
Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves
Francisco Alves
e Mário Reis

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Sei que não posso suportar
(Se meu amor me deixar)
Se de saudades eu chorar
(Eu não posso me queixar)
Abandonado sem vintém
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
Quem muito riu chora também
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Eu vou chorar só em lembrar
(Se meu amor me deixar)
Dei sempre golpe de azar
(Eu não posso me queixar)
Pra parecer que vivo bem
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
A esconder que amo alguém
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

A razão dá-se a quem tem

A razão dá-se a quem tem (samba, 1932) -
Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves
Francisco Alves
e Mário Reis

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Sei que não posso suportar
(Se meu amor me deixar)
Se de saudades eu chorar
(Eu não posso me queixar)
Abandonado sem vintém
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
Quem muito riu chora também
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Eu vou chorar só em lembrar
(Se meu amor me deixar)
Dei sempre golpe de azar
(Eu não posso me queixar)
Pra parecer que vivo bem
(Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém)
A esconder que amo alguém
(A razão dá-se a quem tem)

Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem

Qual foi o mal que eu te fiz

Qual foi o mal que eu te fiz? (samba, 1932) - Cartola e Noel Rosa
Francisco Alves

Diz
qual foi o mal que eu te fiz?
Eu não
te farei essa ingratidão
Foi um palco contra nossa amizade
Não creias, não pode ser verdade

Não creias nestas mentiras
Que roubam nossa alegria
Os invejosos se vingam
Armados de hipocrisia

A mentira infelizmente
O mais forte amor destrói
Mas se eu não tenho remorso
O meu coração não dói

Diz
qual foi o mal que eu te fiz?
Eu não
te farei essa ingratidão
Foi um palco contra nossa amizade
Não creias, não pode ser verdade

Disseste que te enganei
Não sou tão fingido assim
Talvez queiras um pretexto
Para viver longe de mim

Disseram que eu traia
A nossa grande amizade
E tão criminosa a culpa
Que não pode ser verdade

Qual foi o mal que eu te fiz

Qual foi o mal que eu te fiz? (samba, 1932) - Cartola e Noel Rosa
Francisco Alves

Diz
qual foi o mal que eu te fiz?
Eu não
te farei essa ingratidão
Foi um palco contra nossa amizade
Não creias, não pode ser verdade

Não creias nestas mentiras
Que roubam nossa alegria
Os invejosos se vingam
Armados de hipocrisia

A mentira infelizmente
O mais forte amor destrói
Mas se eu não tenho remorso
O meu coração não dói

Diz
qual foi o mal que eu te fiz?
Eu não
te farei essa ingratidão
Foi um palco contra nossa amizade
Não creias, não pode ser verdade

Disseste que te enganei
Não sou tão fingido assim
Talvez queiras um pretexto
Para viver longe de mim

Disseram que eu traia
A nossa grande amizade
E tão criminosa a culpa
Que não pode ser verdade

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Cidade mulher

Cidade mulher (marcha, 1936) - Noel Rosa
Orlando Silva

Cidade de amor e ventura
Que tem mais doçura
Que uma ilusão
Cidade mais bela que o sorriso
Maior que o paraíso
Melhor que a tentação
Cidade que ninguém resiste
Na beleza triste
De um samba-canção
Cidade de flores sem abrolhos
Que encantando nossos olhos
Prende o nosso coração

Cidade notável
Inimitável
Maior e mais bela que outra qualquer
Cidade sensível
Irresistível
Cidade do amor, cidade mulher

Cidade de sonho e grandeza
Que guarda riqueza
Na terra e no mar
Cidade do céu sempre azulado
Teu sol é namorado
Das noites de luar
Cidade padrão de beleza
Foi a natureza
Quem te protegeu
Cidade de amores sem pecado
Foi juntinho ao Corcovado
Que Jesus Cristo nasceu.