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domingo, 9 de janeiro de 2011

João da Gente

João da Gente (João de Wilton Morgado ou João da Silva Morgado), compositor, teatrólogo e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 08/12/1882, e faleceu na mesma cidade, em 18/01/1937.

Filho do construtor português Eduardo Penafiel da Silva (que, por ser primogênito, adotou o sobrenome de Morgado, tornando-se Eduardo Morgado). Nascido em Vila Isabel, foi batizado João da Silva Morgado, recebendo, mais tarde, da Igreja de Portugal, o título de conde e o nome de João de Wilton Morgado.


Em 1897 estreou no teatro, como amador, no Centro Cômico do Rio de Janeiro. Foi funcionário federal, teatrólogo, jornalista, escritor, mas era conhecido principalmente como um dos mais populares compositores carnavalescos das primeiras décadas deste século, no Rio de Janeiro.

Foi repórter e cronista carnavalesco dos jornais cariocas Jornal do Brasil, Correio da Manhã (desde cerca de 1904 até 1937), Diário de Notícias (1908), A Imprensa (1908), A Época (1915) e O País (1916).

Colaborou ainda nos jornais mineiros Araguari e Queluz, no Correio da Noite, de Guaratinguetá SP, na revista Santa Cruz, de São Paulo SP, e no jornal O Município, de São João da Boa Vista SP. Na revista O Teatro, escreveu com os pseudônimos de João da Gente e John Wilton. Colaborou também em vários jornais de Lisboa, Portugal.

Como teatrólogo, é autor dos dramas Silvina e Cruz e perdão, e das comédias Por causa das dúvidas, O engano, O paletó não é meu, Tio Tibério etc. Escreveu ainda Arpejos (versos) e Cintilações (prosa).

Grande entusiasta do Carnaval, em 1915 organizou a Mi-Carême, festa dos campeões carnavalescos, realizada no domingo de Páscoa com muito sucesso. Foi também idealizador e organizador de vários blocos carnavalescos, instituindo prêmios para as fantasias e carros alegóricos. Organizador ainda das tradicionais batalhas de confete, era figura obrigatória em comissões julgadoras dos desfiles carnavalescos.

Foi membro da comissão de frente do Clube dos Democráticos e, durante muitos anos, chefe político do Segundo distrito eleitoral, tendo organizado muitos comícios e passeatas com carros alegóricos.

Foi compositor, sobretudo, de dezenas de sambas e marchas carnavalescas, como a marcha Deixa ela e os sambas Olá (gravado por Fernando, na Odeon, em 1925) e Vem comigo, este, campeão do Carnaval de 1929, gravado por Francisco Alves e muito cantado na Festa Penha.

Obra

Falso amor, samba, 1932; Guiomar, samba, 1930; No chore, samba, 1931; Não jures, samba, 1928; Não se esqueça de seu bem, samba, 1930; Não se roda, samba, 1923; Olá, samba, 1925; Orgulhosa, samba, 1930; Sai, jereré, samba, 1928; Tristeza (c/Heitor dos Prazeres), samba, 1929; Vem comigo, samba, 1929.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira -Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Eneida


Eneida (Eneida Costa de Morais), jornalista e escritora, nasceiu em Belém, PA, em 23/10/1904, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/4/1971. Com apenas 15 anos, foi secretária da revista literária A Semana, em Belém, e em 1929 lançou o livro de versos Terra verde.

No mesmo ano, foi para o Rio de Janeiro, onde se radicou, tendo trabalhado em vários jornais cariocas (inclusive A Manhã, do barão de Itararé), fixando-se como cronista do Diário de Notícias, da década de 1950 até a morte.

Conhecida como a maior foliã do Carnaval da cidade, criou o famoso Baile do Pierrô, realizado todos os anos em boates de Copacabana, aos quais compareciam os maiores artistas plásticos, escritores e cantores, todos fantasiados de pierrô. 

Em 1958 lançou no Rio de Janeiro o livro História do Carnaval carioca e mais tarde participou de júris nos desfiles de escolas de samba. 

Em 1965 desfilou na ala dos pierrôs do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, quando este venceu o desfile de escolas de samba do Carnaval carioca, com o enredo A História do Carnaval Carioca, tirado de seu livro.

Autora de livros de contos e de crônicas, tornou-se responsável pelo relançamento de antiga cantora de auditório da Rádio Nacional, Marlene, quando escreveu e apresentou o show Carnavália (que reunia ainda os cantores Blecaute e Nuno Roland), encenado no Teatro Casa Grande, do Rio de Janeiro, e produzido por Sidney Miller e Paulo Afonso Grisolli, em 1968. 

Em 1973, o Salgueiro apresentou enredo homenageando a escritora.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Carvalhinho

Carvalhinho (José Prudente de Carvalho), compositor, nasceu em Aracaju, SE, em 29/3/1913, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 30/7/1970. Aos 12 anos mudou-se para o Rio de Janeiro.

Autor de marchinhas e sambas, já na década de 1940 fazia sucesso nos carnavais, com Vou me acabar (com Romeu Gentil), 1945, e O periquito da madame (com Afonso Teixeira e Nestor de Holanda), 1947.

Em 1952 foi um dos compositores mais populares do Carnaval, quando a marchinha Acho-te uma graça (com Benedito Lacerda e Haroldo Lobo) foi gravada pelo locutor César de Alencar. No ano seguinte, novo êxito com a marchinha Cossaco.

Em 1956, a música mais cantada do Carnaval foi Quem sabe, sabe, que compôs com Joel de Almeida, aproveitando um jingle então muito popular no rádio e na televisão.

Seu maior sucesso foi o samba Madureira chorou (com Júlio Monteiro), lançado no Carnaval de 1958 e inspirado na morte por afogamento da estrela do teatro de revista Záquia Jorge, que se apresentava em um teatro daquele subúrbio do Rio de Janeiro. O samba foi gravado por Joel de Almeida e chegou a ser lançado na França com o título Si tu vas à Rio, em interpretação do grupo vocal Les Compagnons de la Chanson.

Para o mesmo Carnaval, compôs ainda, em parceria com Paulo Gracindo, o samba Derrubaram a galeria, que comentava o desaparecimento do Hotel Avenida e sua famosa Galeria Cruzeiro, ponto de reunião dos foliões carioca e reduto tradicional dos velhos Carnavais.

No ano seguinte, com o mesmo parceiro, obteve grande sucesso com a marchinha Vai ver que é . Entre seus últimos sucessos estão ainda Meu patuá (com Zilda do Zé e Jorge Silva), samba de 1964, premiado num concurso promovido pelo animador de televisão Chacrinha, e Saravá, com os mesmos parceiros, samba do ano seguinte, gravado por Orlando Dias.

Afastando-se do meio artístico para chefiar a seção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da cidade de Sapucaia RJ, morreu logo depois.

Obra

Fiquei na saudade (c/Jorge Silva e Zilda do Zé), samba 1965; Madureira chorou (c/Júlio Monteiro), samba 1957; Quem sabe, sabe (c/Joel de Almeida), marcha, 1956.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Djalma

Djalma (Djalma Fernandes da Silveira), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28/04/1931. Nascido no bairro do Salgueiro, participava da extinta escola de samba Depois Eu Digo, da qual seu pai, o China (Antônio Fernandes de Oliveira), foi um dos fundadores.

Em 1946 transferiu-se com a família para Vila Isabel, onde seu pai fundou o G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel, na qual ingressou como integrante da bateria. Em 1950 conheceu Birica (Severo Gomes de Aquino), com quem fez sua primeira música, o samba Arvoredo silenciado. Continuou a compor com outros parceiros, entre os quais Ormindo e seu irmão Jarbas (Jarbas Fernandes da Silveira).

Em 1956 seu samba-enredo Obras da natureza (com Birica) foi o vencedor do concurso na escola. Em 1957 passou para o G.R.E.S. Unidos da Tijuca e em 1959 voltou para a Unidos de Vila Isabel, sendo eleito presidente da sua ala dos compositores. Fora de escolas de samba, atuou também em vários festivais. Além de percussionista, é pintor.

Obra

Epopéia do Teatro Municipal (c/ Paulo Brasão e Rodolfo de Sousa), samba, 1965; Lua (c/Jonas), samba, s.d.; Não adianta mais (c/Arroz), samba, s.d.; Obras da natureza (c/Birica), samba-enredo, 1956; Ouro mascavo (c/Jonas e Arroz), samba, 1971.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFOLHA. 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ninguém tasca

Ninguém tasca (1973, samba/carnaval) - Marinho da Muda e João Quadrado

(Coro)
Essa Nêga é minha
Essa não
Essa Nêga é minha
Essa não

Vou dar bolacha em que mexer com a minha Nêga
Já dei colher demais, agora chega
Há dez mulheres para cada um no Rio de Janeiro
A Nêga é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro, ôooi
A Nêga é minha, ninguém tasca eu vi primeiro

Diz!

(Coro)
A Nêga é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro, ôooi
A Nêga é minha, ninguém tasca eu vi primeiro

Quando ela estava naquela
Vida aí, bate e passa e a gosto
Não havia nenhum matusquela
Querendo olhar pro seu rosto
Hoje ela anda bonita
E vive no meu barracão

(Coro)
Um, dois, três
Fica assim de gavião, ôooi
No meu barraco, fica assim de gavião............

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Risadinha

Risadinha (Francisco Ferraz Neto), compositor e cantor, nasceu em São Paulo SP, em 18/3/1921, faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 3/6/1976. Estudou em escolas públicas e, sem nunca ter aprendido música, começou a compor em 1935.

Jardim de ilusões
(com Rubens Santos) foi sua primeira composição. Depois de ter trabalhado durante dez anos em circos, boates e teatros paulistas, fez sua estréia na Rádio Cosmos, em São Paulo, passando, em 1938, para a Rádio Cruzeiro do Sul.

Em 1945 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se apresentou na Rádio Mayrink Veiga e depois na Nacional, destacando-se como cantor e compositor de Carnaval.

Gravou seu primeiro disco pela Odeon, em 1950, cantando Faran-fan-fan (O. Silva e Olegário Lima) e o choro Lar vazio (Wilson Batista e Nóbrega Macedo). Especializou-se no samba de breque, tornande-se um dos melhores intérpretes do gênero, e durante mais de dez anos marcou sua presença nos Carnavais, sempre com músicas de sucesso.

Lançou, para o Carnaval de 1953, Se eu errei (com Humberto de Carvalho e Edu Rocha), composição que teve cerca de 20 regravações; em 1956 destacou-se com Saco de papel (com Haroldo Lobo) e Vou botar pra jambrar (com Jarbas Reis). Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP pela Continental — Na batida do samba, canta Risadinha com Vadico e sua orquestra — e participou do filme Vou te contá, de Alfredo Palácios.

Para o Carnaval de 1960 fez Cacareco é o maior (com José Roy), que ele mesmo gravou com sucesso; para o de 1963, Cadê Brigitte (com José Roy); para o de 1964, Deixa meu pranto (com Ivo Santos), Quem me vê sorrir (com Ivo Santos) e Garota bossa nova.

Ainda na década de 1960, lançou outro LP pela Continental, De Cabral a Brasília, e, em 1975, um ano antes de morrer, recebeu o título de cidadão carioca, da Câmara dos Deputados do Estado do Rio de Janeiro. Como compositor usava o pseudônimo de Francisco Neto.

Obras

Cacareco é o maior (c/José Roy), 1960; Cadê Brigitte (com José Roy), 1963; Deixa meu pranto (c/ivo Santos), 1964; Jardim de ilusões (c/Rubens Santos), 1935; Saco de papel (c/Haroldo Lobo), 1956; Se eu errei (c/Humberto de Carvalho e Edu Rocha), 1953.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Risadinha

Risadinha (Francisco Ferraz Neto), compositor e cantor, nasceu em São Paulo SP, em 18/3/1921, faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 3/6/1976. Estudou em escolas públicas e, sem nunca ter aprendido música, começou a compor em 1935.

Jardim de ilusões
(com Rubens Santos) foi sua primeira composição. Depois de ter trabalhado durante dez anos em circos, boates e teatros paulistas, fez sua estréia na Rádio Cosmos, em São Paulo, passando, em 1938, para a Rádio Cruzeiro do Sul.

Em 1945 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se apresentou na Rádio Mayrink Veiga e depois na Nacional, destacando-se como cantor e compositor de Carnaval.

Gravou seu primeiro disco pela Odeon, em 1950, cantando Faran-fan-fan (O. Silva e Olegário Lima) e o choro Lar vazio (Wilson Batista e Nóbrega Macedo). Especializou-se no samba de breque, tornande-se um dos melhores intérpretes do gênero, e durante mais de dez anos marcou sua presença nos Carnavais, sempre com músicas de sucesso.

Lançou, para o Carnaval de 1953, Se eu errei (com Humberto de Carvalho e Edu Rocha), composição que teve cerca de 20 regravações; em 1956 destacou-se com Saco de papel (com Haroldo Lobo) e Vou botar pra jambrar (com Jarbas Reis). Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP pela Continental — Na batida do samba, canta Risadinha com Vadico e sua orquestra — e participou do filme Vou te contá, de Alfredo Palácios.

Para o Carnaval de 1960 fez Cacareco é o maior (com José Roy), que ele mesmo gravou com sucesso; para o de 1963, Cadê Brigitte (com José Roy); para o de 1964, Deixa meu pranto (com Ivo Santos), Quem me vê sorrir (com Ivo Santos) e Garota bossa nova.

Ainda na década de 1960, lançou outro LP pela Continental, De Cabral a Brasília, e, em 1975, um ano antes de morrer, recebeu o título de cidadão carioca, da Câmara dos Deputados do Estado do Rio de Janeiro. Como compositor usava o pseudônimo de Francisco Neto.

Obras

Cacareco é o maior (c/José Roy), 1960; Cadê Brigitte (com José Roy), 1963; Deixa meu pranto (c/ivo Santos), 1964; Jardim de ilusões (c/Rubens Santos), 1935; Saco de papel (c/Haroldo Lobo), 1956; Se eu errei (c/Humberto de Carvalho e Edu Rocha), 1953.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mangueira, minha madrinha querida

Mangueira, minha madrinha querida (Tengo-tengo) (carnaval, 1972), Zuzuca

Tengo-Tengo
Santo Antônio, Chalé (bis)
Minha gente, é muito samba no pé!

Em noite linda
Em noite bela
Viemos à avenida
Desfilar em passarela
O batizado será lembrado
Pelo Salgueiro de agora
Alô Laurindo, alô Viola
Alô Mangueira de Cartola

Tengo-Tengo
Santo Antônio, Chalé (bis)
Minha gente, é muito samba no pé!

Ô ô ô, oh meu Senhor
Foi Mangueira (bis)
Estação Primeira
Que me batizou

Mangueira, minha madrinha querida

Mangueira, minha madrinha querida (Tengo-tengo) (carnaval, 1972), Zuzuca

Tengo-Tengo
Santo Antônio, Chalé (bis)
Minha gente, é muito samba no pé!

Em noite linda
Em noite bela
Viemos à avenida
Desfilar em passarela
O batizado será lembrado
Pelo Salgueiro de agora
Alô Laurindo, alô Viola
Alô Mangueira de Cartola

Tengo-Tengo
Santo Antônio, Chalé (bis)
Minha gente, é muito samba no pé!

Ô ô ô, oh meu Senhor
Foi Mangueira (bis)
Estação Primeira
Que me batizou

Ilu-Ayê (Terra da Vida)

Ilu-Ayê (samba-enredo / carnaval, 1972) - Cabana e Norival Reis

Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô
Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô

Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu-Ayê
Tempo passou, ôô
E no terreirão da casa-grande
Negro diz tudo que pode dizer

É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha

Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa do povo
É o dono do carnaval

Ilu-Ayê (Terra da Vida)

Ilu-Ayê (samba-enredo / carnaval, 1972) - Cabana e Norival Reis

Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô
Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô

Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu-Ayê
Tempo passou, ôô
E no terreirão da casa-grande
Negro diz tudo que pode dizer

É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha

Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa do povo
É o dono do carnaval

Alô, alô, taí Carmen Miranda

Alô, alô, taí Carmen Miranda (carnaval, 1972) - Wilson Diabo, Heitor Rocha e Maneco

Uma pequena notável
Cantou muito samba
É motivo de carnaval
Pandeiro, camisa listrada
Tornou a baiana internacional
Seu nome corria chão
Na boca de toda gente

Que grilo é esse?
Vou embarcar nessa onda (bis)
É o Império Serrano que canta
Dando uma de Carmem Miranda

Cai, cai, cai, cai
Quem mandou escorregar (bis)
Cai, cai, cai, cai
É melhor se levantar, oi

Alô, alô, taí Carmen Miranda

Alô, alô, taí Carmen Miranda (carnaval, 1972) - Wilson Diabo, Heitor Rocha e Maneco

Uma pequena notável
Cantou muito samba
É motivo de carnaval
Pandeiro, camisa listrada
Tornou a baiana internacional
Seu nome corria chão
Na boca de toda gente

Que grilo é esse?
Vou embarcar nessa onda (bis)
É o Império Serrano que canta
Dando uma de Carmem Miranda

Cai, cai, cai, cai
Quem mandou escorregar (bis)
Cai, cai, cai, cai
É melhor se levantar, oi

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Independência ou morte

Independência ou morte (samba-enredo, 1971) - Zé Di

Valeu o sacrifício dos Andradas
E as preces da princesa Leopoldina
A morte de Tiradentes não foi em vão
São hoje símbolos vivos da nossa nação

A maçonaria muito contribuiu
Na surdina do nome conseguiu
E o príncipe regente se fez imperador
Num gesto de coragem e de amor

Independência ou Morte Dom Pedro primeiro bradou
E o sonho dos brasileiros se concretizou

Oh, meu Brasil segue avante
Olha o futuro que lhe espera
Ninguém segura esse gigante
Raiou-se o sol de primavera

Independência ou morte

Independência ou morte (samba-enredo, 1971) - Zé Di

Valeu o sacrifício dos Andradas
E as preces da princesa Leopoldina
A morte de Tiradentes não foi em vão
São hoje símbolos vivos da nossa nação

A maçonaria muito contribuiu
Na surdina do nome conseguiu
E o príncipe regente se fez imperador
Num gesto de coragem e de amor

Independência ou Morte Dom Pedro primeiro bradou
E o sonho dos brasileiros se concretizou

Oh, meu Brasil segue avante
Olha o futuro que lhe espera
Ninguém segura esse gigante
Raiou-se o sol de primavera

terça-feira, 10 de março de 2009

Bloco de Sujo

Bloco de Sujo (samba/carnaval, 1969) - Luiz Reis e Luís Antônio

Olha o bloco de sujo
Que não tem fantasia
Mas que traz alegria
Para o povo sambar
Olha o bloco de sujo
Vai batendo na lata
Alegria barata
Carnaval é pular.

Olha o bloco de sujo
Que não tem fantasia
Mas que traz alegria
Para o povo sambar
Olha o bloco de sujo
Vai batendo na lata
Alegria barata
Carnaval é pular.

Plác, plac, plac
Bate a lata
Plac, plac, plac
Bate a lata
Plac, plac, plac
Se não tem tamborim
Plac, plac, plac
Bate a lata
Plac, plac, plac
Bate a lata
Plac, plac, plac
Carnaval é assim!

Bloco de Sujo

Bloco de Sujo (samba/carnaval, 1969) - Luiz Reis e Luís Antônio

Olha o bloco de sujo
Que não tem fantasia
Mas que traz alegria
Para o povo sambar
Olha o bloco de sujo
Vai batendo na lata
Alegria barata
Carnaval é pular.

Olha o bloco de sujo
Que não tem fantasia
Mas que traz alegria
Para o povo sambar
Olha o bloco de sujo
Vai batendo na lata
Alegria barata
Carnaval é pular.

Plác, plac, plac
Bate a lata
Plac, plac, plac
Bate a lata
Plac, plac, plac
Se não tem tamborim
Plac, plac, plac
Bate a lata
Plac, plac, plac
Bate a lata
Plac, plac, plac
Carnaval é assim!

Bahia de todos os deuses

Bahia de todos os deuses (samba-enredo/carnaval, 1969 ) - Bala e Manoel Rosa

Bahia, os meus olhos estão brilhando,
Meu coração palpitando
De tanta felicidade.
És a rainha da beleza universal,
Minha querida Bahia,
Muito antes do Império
Foste a primeira capital.

Preto Velho Benedito já dizia
Felicidade também mora na Bahia,
Tua história, tua glória
Teu nome é tradição,
Bahia do velho mercado
Subida da Conceição.
És tão rica em minerais,
Tens cacau, tens carnaúba,
Famoso jacarandá,
Terra abençoada pelos deuses,
E o petróleo a jorrar

Nega baiana,
Tabuleiro de quindim,
Todo dia ela está
Na igreja do Bonfim, oi
Na ladeira tem, tem capoeira,
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um !

Bahia de todos os deuses

Bahia de todos os deuses (samba-enredo/carnaval, 1969 ) - Bala e Manoel Rosa

Bahia, os meus olhos estão brilhando,
Meu coração palpitando
De tanta felicidade.
És a rainha da beleza universal,
Minha querida Bahia,
Muito antes do Império
Foste a primeira capital.

Preto Velho Benedito já dizia
Felicidade também mora na Bahia,
Tua história, tua glória
Teu nome é tradição,
Bahia do velho mercado
Subida da Conceição.
És tão rica em minerais,
Tens cacau, tens carnaúba,
Famoso jacarandá,
Terra abençoada pelos deuses,
E o petróleo a jorrar

Nega baiana,
Tabuleiro de quindim,
Todo dia ela está
Na igreja do Bonfim, oi
Na ladeira tem, tem capoeira,
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um !

domingo, 18 de janeiro de 2009

Amor de carnaval

Amor de carnaval (samba/carnaval, 1968) - Zé Keti

Vamos brincar
Oba, oba, oba, meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola teu coração

Oba, oba, oba, meu bem, me dê a mão
Vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval
Papai, mamãe não quer que eu namore pra casar
Ainda é cedo
Amor de carnaval desaparece na fumaça
Saudade é coisa que dá e passa

Oba, oba, oba, meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola o teu coração

Oba, oba, oba, meu bem, me dê a mão
Vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval
Porque é carnaval.