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sábado, 1 de agosto de 2009

Isaías e seus Chorões

Grupo de choro formado por Isaías Bueno de Almeida (São Paulo, 1937 - bandolim), Israel Bueno de Almeida (São Paulo, 1943 - violão de 7 cordas), Waldomiro Marçola (violão), Dorival Malavasi (São Paulo, 1934 - cavaquinho), Clodoaldo Coelho da Silva (São Paulo, 1936 - pandeiro), Valdir Guidi (reco-reco, cacheta e ganzá), Vicente de Paula Salvia - Viché - piano), Roberto Sion (flauta) e Toninho Carrasqueira (flauta) em São Paulo.

Entre os integrantes também faziam parte dois filhos do clarinetista de orquestra Benedito Bueno de Almeida. Isaías começou a tocar bandolim com 10 anos de idade em 1947 e, logo depois, seu irmão Israel, quatro anos mais novo, iniciou-se no cavaquinho.

Em 1953, começaram a atuar em programas de calouros, chegando a formar um conjunto com o violonista Antonio Edgard Gianor, lendário modernizador de harmonias. Três anos depois, foi apresentado por Jacob do Bandolim na segunda "Noite dos Choristas" e, a partir daí, tornou-se o mais respeitado bandolinista de São Paulo.

Sempre disposto a improvisar, não teve para isso o apoio de Jacob do Bandolim. Ao contrário do irmão, totalmente apegado ao gênero "Choro", Israel passou depois para o violão, tocando bossa-nova, e para a guitarra, integrando conjuntos de iê-iê-iê.

Mais tarde, enveredou pelo jazz, estudou violão clássico e assimilou o violão de 7 cordas, fechando um ciclo que o trouxe de volta ao choro. Com o programa "O Choro das sextas-feiras" apresentado na TV Cultura a partir de 1973, no qual atuava ao lado do Conjunto Atlântico, Isaías passou a ser destaque nacional.

Em 1974, recebeu o Prêmio APCA de revelação do ano. O começo dos anos 70 marcou também o nascimento de Isaías e Seus Chorões, que contava, além de Israel, com gente também vinda de famílias de músicos, como o cavaquinista Dorival, filho do saxofonista Ernesto Malavasi, e o pandeirista Clodoaldo Coelho da Silva, cujo pai, Álvaro, chegou a atuar com o Bando da Lua.

O grupo participou de diversos programas sobre choro na TV Cultura de São Paulo, além de ter acompanhado artistas importantes no cenário da MPB: Paulinho da Viola, Arthur Moreira Lima e Altamiro Carrilho, entre outros.

Depois de gravar os discos "O fino do bandolim", com choros clássico e "O regional brasileiro na música dos Beatles", o grupo lançou, na virada dos 80, o LP "Pé na cadeira". O repertório resgatou músicas raras de pioneiros como Joaquim Callado, Carramona (Albertino Pimentel) e Nelson Alves.

Duas personalidades importantes do bandolim tocado em São Paulo figuram entre os autores: Amador Pinho, espécie de professor informal de Isaías, e Mario Moretti, bandolinista virtuoso ainda em atividade. O LP foi remasterizado para CD no ano de 1999 e lançado pela gravadora Kuarup.

Fontes: http://www.samba-choro.com.br/artistas/isaiaseseuschoroes; www.diconáriompb.com.br.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

João Penca e seus Miquinhos Amestrados

joao penca

João Penca é um trio vocal e os Miquinhos são os músicos que acompanham o trio, de formação variada, um dos mais importantes na retomada do rockabilly, o rock-and-roll mais básico e dançante, anos de 1980, e também um dos pioneiros da renovação deste mesmo estilo com letras bem-humoradas e irreverentes.

O ggrupo formou-se em 1981 com Bob Gallo (Marcelo Ferreira Knudsen, Rio de Janeiro 1959-), Avelar Love (Luís Carlos de Avellar Júnior, Rio de Janeiro 1958-) e Leo Jaime, vocais, Selvagem Big Abreu (Sérgio Ricardo Abreu, Rio de Janeiro 1960-), violão e guitarra.

Participaram de dois LPs de Eduardo Dusek, Cantando no banheiro (Polygram, 1982) e Brega-chique (Polygram, 1984); o primeiro incluiu Rock da cachorra, de Leo Jaime, que se tornou um dos maiores sucessos de 1983.

Neste mesmo ano , o grupo gravou seu único disco, Os maiores sucessos de João Penca e seus Miquinhos Amestrados, pelo selo Ariola/Polygram, e Leo Jaime deixou o grupo para seguir carreira solo.

Outro sucesso do grupo foi Suga suga (1991), imcluída na novela Vamp, da TV Globo.

Fonte: Enciclopédia da Música Popular -Art Editora e PubliFolha.

João Penca e seus Miquinhos Amestrados

joao penca

João Penca é um trio vocal e os Miquinhos são os músicos que acompanham o trio, de formação variada, um dos mais importantes na retomada do rockabilly, o rock-and-roll mais básico e dançante, anos de 1980, e também um dos pioneiros da renovação deste mesmo estilo com letras bem-humoradas e irreverentes.

O ggrupo formou-se em 1981 com Bob Gallo (Marcelo Ferreira Knudsen, Rio de Janeiro 1959-), Avelar Love (Luís Carlos de Avellar Júnior, Rio de Janeiro 1958-) e Leo Jaime, vocais, Selvagem Big Abreu (Sérgio Ricardo Abreu, Rio de Janeiro 1960-), violão e guitarra.

Participaram de dois LPs de Eduardo Dusek, Cantando no banheiro (Polygram, 1982) e Brega-chique (Polygram, 1984); o primeiro incluiu Rock da cachorra, de Leo Jaime, que se tornou um dos maiores sucessos de 1983.

Neste mesmo ano , o grupo gravou seu único disco, Os maiores sucessos de João Penca e seus Miquinhos Amestrados, pelo selo Ariola/Polygram, e Leo Jaime deixou o grupo para seguir carreira solo.

Outro sucesso do grupo foi Suga suga (1991), imcluída na novela Vamp, da TV Globo.

Fonte: Enciclopédia da Música Popular -Art Editora e PubliFolha.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Biquini Cavadão


Em 1983, Bruno, Álvaro e Miguel, colegas de terceiro ano do Colégio São Vicente de Paulo, decidiram tocar, junto com mais alguns amigos, num sarau, uma espécie de festival de música. Com o sucesso de sua apresentação, eles decidiram fazer daquela ousadia um habito. Após muitas formações, receberam do amigo Herbert Vianna a sugestão do nome "Biquini Cavadão". Bruno passou apenas a cantar, Miguel assumiu totalmente o teclado e Alvaro foi novamente chamado para o grupo, desta vez tocando bateria, ao invés de violão.

Após vários meses fizeram Tédio, e esta música foi o chamariz para que Carlos Beni (ex-Kid Abelha) insistisse em gravá-los.A demo, que contou com Herbert na guitarra, foi parar na Rádio Fluminense FM , berço de várias bandas de rock nos anos 80. O sucesso da demo, os levou à Polygram para gravar um compacto no começo de 85.

Faltava um guitarrista: Carlos Coelho apareceu logo após o segundo show profissional realizado pela banda. A sua integração se deu rapidamente colaborando nas composições e gravando todos os programas de TV. Era como se ele apenas tivesse faltado no dia de tirar fotos para a capa do compacto...

No meio de 85, lançam um Mix com Tédio (remix) e No mundo da lua, que também chega às paradas de sucesso. No final daquele ano eles gravam o primeiro lp: Cidades em Torrente. Além dos dois hits iniciais, eles ainda emplacam Timidez, Inseguro de vida e Múmias. O disco chega a atingir a marca de 60 mil cópias vendidas em fevereiro de 86. São eleitos a revelação de 85 e excursionam por quase todo o país.

Em 87, lançam o lp A Era da Incerteza. Apesar de não ter tantos sucessos quanto o primeiro disco, chegam a marca de 50 mil copias, embalados por músicas como Ida e volta e 1/4.

O terceiro disco só viria em 1989. Mesmo sendo considerado o mais fraco de todos os discos do Biquini (apenas 25 mil cópias), emplaca três hits nas rádios: Teoria, Meu reino e Bem vindo ao mundo adulto.

Em 90 o remix de Bem Vindo põe o grupo de volta às paradas no Rio. No ano seguinte é a vez de Meu Reino '91 (um lar em Brixton) fazer sucesso alguns meses antes do lançamento do lp Descivilização. Zé Ninguém dá a partida para uma série de primeiros lugares em várias rádios do Brasil.

Em 92, Impossível e Vento, ventania arrancam o lp para as 70 mil cópias. Vento, ventania é eleita a música do ano e o Biquini, novamente, grupo revelação. Outras faixas como, Cai água, cai barraco, Arcos e Vesúvio também estouram pelo país.

No começo de 93 eles participaram do Hollywood Rock abrindo a noite de Red Hot Chilli Peppers e Alice in Chains. No meio do ano, se transferem para a Sony Music e lançam, como aperitivo para o novo lp, a regravação de Chove chuva, de Jorge Ben Jor.

No começo de 94, a Polygram lança O Melhor do Biquini Cavadão contendo um resumo dos 9 anos carreira enquanto a banda se tranca em uma velha casa para compor o seu novo disco Agora. Músicas como O idiota eletrônico, Sobrancelhas e Por que você não estava aqui começam a despontar. Eles fecham o ano de 94 regravando Ilegal, imoral ou engorda para o disco Rei em homenagem a Roberto Carlos.

Passam o ano de 95 excurcionando comemorando os dez anos com shows no Brasil e Estados Unidos. Preparam-se para lançar um songbook e criam o primeiro e-mail de um conjunto de rock no Brasil: biquinicav@ax.ibase.org.br, passando a se comunicar também pela Internet.

No ano de 96, como conseqüencia deste fato, foram a primeira banda a ter um site oficial no Brasil. Foram visitados constantemente por brasileiros espalhados pelos quatro cantos do país e diversos pontos do mundo, como Europa, Japão, Costa Rica, Argentina e Tailandia.

Também neste ano o Biquini esteve presente em dois lançamentos literários. Sheik lançou seu livro de poesias Borboletas no Estômago do Cachorro Louco e a banda finalmente lançou o seu RockBook, livro de partituras com biografia e dados estatísticos. Rescindiram o contrato com a Sony Music e passaram o final do ano compondo e gravando o novo disco previsto para sair em 97.

Começam o ano de 97 gravando e mixando o disco biquini.com.br. Durante os meses de março e Abril, negociam com gravadoras e acabam fechando com a BMG. Entram novamente em estúdio e regravam algumas faixas, além de incluir outras inéditas. Bruno viaja para New York e grava vozes para alguns remixes. Enquanto isso, o disco O Melhor do Biquini Cavadão ultrapassa as 100 mil cópias. O departamento de marketing da BMG sugere o lançamento em 98 e o grupo passa a ensaiar um novo show.

Em parceria com a UNISYS do Brasil, biquini.com.br apresenta uma faixa interativa desenvolvida pela 10Minutos e se torna o primeiro disco de audio lançado no país com um kit de acesso à Internet. Janaína estréia nas rádios se tornando um sucesso nacional. O clip é indicado para a categoria "escolha da audiência" e é super bem votado. O disco cresce nas vendagens ao mesmo tempo em que a Polygram lança um projeto especial contendo Remixes da banda. Tédio e Sabor do sol entram com força nas rádios do país a partir do segundo semestre.

O Biquini lança o disco biquini.com.br no Canecão, com direção de Ernesto Piccolo e cenários de Analu Prestes. O show incluiu 4 bailarinas backing vocals sobre uma passarela e um fundo inspirado em placas de computador. A tour seguiu pelos estados do sul e sudeste. O Biquini encerrou o ano de 98 com À vontade, um projeto no Ballroom, Rio de Janeiro, onde durante as quartas de novembro contaram com convidados especiais. Jorge Benjor, Zé Ramalho, Kid Abelha, Herbert Vianna e Frejat foram alguns dos nomes presentes da festa. Em dezembro, voltaram a entrar em estúdio para compor novas faixas para o novo disco previsto para 99.

O ano de 2002 começou com uma tour pelo Nordeste, presença no Planeta Atlântida, férias em Fevereiro e a continuidade do trabalho lançado em 2001. A banda excursionou por todo país se apresentando também em grandes festivais como o de Lençóis na Bahia e o de Crato, no Ceará. No meio do ano, Bruno, junto com o produtor Luis Carlos "Meu Bom", gravaram o CD Superfantástico - Quando Eu Era Pequeno, um tributo às músicas infantis com presença de diversos artistas. O Biquini Cavadão compareceu gravando Carimbador maluco (Raul Seixas) do especial Plunct Plact Zummm.

No começo de Outubro, a banda marco presença no Ceará Music 2002, encerrando o festival às 7 da manhã para mais de 30 mil pessoas. O evento foi gravado e depois editado e dirigido por Carlos Coelho para sua estréia como diretor de um clipe: Toda Forma de Poder, clássico dos Engenheiros do Hawaii. Fecharam o ano com mais de 100 shows pela tour 80, 77 deles só em 2002.

Com 18 anos de estrada, o Biquini Cavadão tem hoje metade de sua vida dedicada à musica.

Fonte: Site Oficial

Algumas músicas cifradas:

Biquini Cavadão


Em 1983, Bruno, Álvaro e Miguel, colegas de terceiro ano do Colégio São Vicente de Paulo, decidiram tocar, junto com mais alguns amigos, num sarau, uma espécie de festival de música. Com o sucesso de sua apresentação, eles decidiram fazer daquela ousadia um habito. Após muitas formações, receberam do amigo Herbert Vianna a sugestão do nome "Biquini Cavadão". Bruno passou apenas a cantar, Miguel assumiu totalmente o teclado e Alvaro foi novamente chamado para o grupo, desta vez tocando bateria, ao invés de violão.

Após vários meses fizeram Tédio, e esta música foi o chamariz para que Carlos Beni (ex-Kid Abelha) insistisse em gravá-los.A demo, que contou com Herbert na guitarra, foi parar na Rádio Fluminense FM , berço de várias bandas de rock nos anos 80. O sucesso da demo, os levou à Polygram para gravar um compacto no começo de 85.

Faltava um guitarrista: Carlos Coelho apareceu logo após o segundo show profissional realizado pela banda. A sua integração se deu rapidamente colaborando nas composições e gravando todos os programas de TV. Era como se ele apenas tivesse faltado no dia de tirar fotos para a capa do compacto...

No meio de 85, lançam um Mix com Tédio (remix) e No mundo da lua, que também chega às paradas de sucesso. No final daquele ano eles gravam o primeiro lp: Cidades em Torrente. Além dos dois hits iniciais, eles ainda emplacam Timidez, Inseguro de vida e Múmias. O disco chega a atingir a marca de 60 mil cópias vendidas em fevereiro de 86. São eleitos a revelação de 85 e excursionam por quase todo o país.

Em 87, lançam o lp A Era da Incerteza. Apesar de não ter tantos sucessos quanto o primeiro disco, chegam a marca de 50 mil copias, embalados por músicas como Ida e volta e 1/4.

O terceiro disco só viria em 1989. Mesmo sendo considerado o mais fraco de todos os discos do Biquini (apenas 25 mil cópias), emplaca três hits nas rádios: Teoria, Meu reino e Bem vindo ao mundo adulto.

Em 90 o remix de Bem Vindo põe o grupo de volta às paradas no Rio. No ano seguinte é a vez de Meu Reino '91 (um lar em Brixton) fazer sucesso alguns meses antes do lançamento do lp Descivilização. Zé Ninguém dá a partida para uma série de primeiros lugares em várias rádios do Brasil.

Em 92, Impossível e Vento, ventania arrancam o lp para as 70 mil cópias. Vento, ventania é eleita a música do ano e o Biquini, novamente, grupo revelação. Outras faixas como, Cai água, cai barraco, Arcos e Vesúvio também estouram pelo país.

No começo de 93 eles participaram do Hollywood Rock abrindo a noite de Red Hot Chilli Peppers e Alice in Chains. No meio do ano, se transferem para a Sony Music e lançam, como aperitivo para o novo lp, a regravação de Chove chuva, de Jorge Ben Jor.

No começo de 94, a Polygram lança O Melhor do Biquini Cavadão contendo um resumo dos 9 anos carreira enquanto a banda se tranca em uma velha casa para compor o seu novo disco Agora. Músicas como O idiota eletrônico, Sobrancelhas e Por que você não estava aqui começam a despontar. Eles fecham o ano de 94 regravando Ilegal, imoral ou engorda para o disco Rei em homenagem a Roberto Carlos.

Passam o ano de 95 excurcionando comemorando os dez anos com shows no Brasil e Estados Unidos. Preparam-se para lançar um songbook e criam o primeiro e-mail de um conjunto de rock no Brasil: biquinicav@ax.ibase.org.br, passando a se comunicar também pela Internet.

No ano de 96, como conseqüencia deste fato, foram a primeira banda a ter um site oficial no Brasil. Foram visitados constantemente por brasileiros espalhados pelos quatro cantos do país e diversos pontos do mundo, como Europa, Japão, Costa Rica, Argentina e Tailandia.

Também neste ano o Biquini esteve presente em dois lançamentos literários. Sheik lançou seu livro de poesias Borboletas no Estômago do Cachorro Louco e a banda finalmente lançou o seu RockBook, livro de partituras com biografia e dados estatísticos. Rescindiram o contrato com a Sony Music e passaram o final do ano compondo e gravando o novo disco previsto para sair em 97.

Começam o ano de 97 gravando e mixando o disco biquini.com.br. Durante os meses de março e Abril, negociam com gravadoras e acabam fechando com a BMG. Entram novamente em estúdio e regravam algumas faixas, além de incluir outras inéditas. Bruno viaja para New York e grava vozes para alguns remixes. Enquanto isso, o disco O Melhor do Biquini Cavadão ultrapassa as 100 mil cópias. O departamento de marketing da BMG sugere o lançamento em 98 e o grupo passa a ensaiar um novo show.

Em parceria com a UNISYS do Brasil, biquini.com.br apresenta uma faixa interativa desenvolvida pela 10Minutos e se torna o primeiro disco de audio lançado no país com um kit de acesso à Internet. Janaína estréia nas rádios se tornando um sucesso nacional. O clip é indicado para a categoria "escolha da audiência" e é super bem votado. O disco cresce nas vendagens ao mesmo tempo em que a Polygram lança um projeto especial contendo Remixes da banda. Tédio e Sabor do sol entram com força nas rádios do país a partir do segundo semestre.

O Biquini lança o disco biquini.com.br no Canecão, com direção de Ernesto Piccolo e cenários de Analu Prestes. O show incluiu 4 bailarinas backing vocals sobre uma passarela e um fundo inspirado em placas de computador. A tour seguiu pelos estados do sul e sudeste. O Biquini encerrou o ano de 98 com À vontade, um projeto no Ballroom, Rio de Janeiro, onde durante as quartas de novembro contaram com convidados especiais. Jorge Benjor, Zé Ramalho, Kid Abelha, Herbert Vianna e Frejat foram alguns dos nomes presentes da festa. Em dezembro, voltaram a entrar em estúdio para compor novas faixas para o novo disco previsto para 99.

O ano de 2002 começou com uma tour pelo Nordeste, presença no Planeta Atlântida, férias em Fevereiro e a continuidade do trabalho lançado em 2001. A banda excursionou por todo país se apresentando também em grandes festivais como o de Lençóis na Bahia e o de Crato, no Ceará. No meio do ano, Bruno, junto com o produtor Luis Carlos "Meu Bom", gravaram o CD Superfantástico - Quando Eu Era Pequeno, um tributo às músicas infantis com presença de diversos artistas. O Biquini Cavadão compareceu gravando Carimbador maluco (Raul Seixas) do especial Plunct Plact Zummm.

No começo de Outubro, a banda marco presença no Ceará Music 2002, encerrando o festival às 7 da manhã para mais de 30 mil pessoas. O evento foi gravado e depois editado e dirigido por Carlos Coelho para sua estréia como diretor de um clipe: Toda Forma de Poder, clássico dos Engenheiros do Hawaii. Fecharam o ano com mais de 100 shows pela tour 80, 77 deles só em 2002.

Com 18 anos de estrada, o Biquini Cavadão tem hoje metade de sua vida dedicada à musica.

Fonte: Site Oficial

Algumas músicas cifradas:

domingo, 6 de janeiro de 2008

Novos Baianos

Os Novos Baianos foram um exemplo lapidar de um grupo pautado na base cultural brasileira, mas com toda uma preocupação de ter um som com elementos universais. Ativo entre os anos de 69 e 79, o grupo lançou oito trabalhos que viraram marcos no contexto da música popular brasileira e até do rock brasileiro dos anos setenta.

Utilizando-se de diversos gêneros musicais brasileiros, o grupo cozinhou em seu caldeirão João Gilberto, Luiz Gonzaga, choro, afoxé, e toda a parafernália eletrica de Dodô a Jimmy Hendrix. Os Novos Baianos tornaram-se emblemáticos dentro da indústria cultural brasileira pela constante referência às matrizes musicais nordestinas incorporando também tangos, sambas e boleros, operando a clássica infusão tropicalista, divulgada alguns anos antes pelos seus conterrâneos tropicalistas Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Tom Zé.

Influenciados pela contracultura e pela emergente Tropicália, Luiz Dias Galvão (Juazeiro/Ba, letras) Moraes Moreira (Antônio Carlos de Moraes Pires Moreira -Ituaçu/Ba, 08/07/47), Paulinho Boca de Cantor (Paulo Roberto de Figueiredo -Santa Inês/Ba, 28/07/47), Baby do Brasil - ex-Baby Consuelo (Consuelo Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade -Niterói/RJ, 12/05/52) tocam juntos pela primeira vez em Salvador, no show Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio, em 69. Ainda neste ano se inscrevem no V Festival de MPB da TV Record, com a música De Vera.

Primeiro LP com influência Tropicalista

O primeiro disco é tido como um petisco tropicalista para os colecionadores e marca a estréia musicada do poeta Galvão, que com seu lirismo louco e canábico soube retratar bem os vários temas ligados à sua geração e que mantém elo identificatório até com as gerações mais novas. Estrada, futebol, as ladeiras e belezas da Bahia, tudo foi cantado pela lira juazeirense de Galvão.

Nas apresentações em palco e gravações, o grupo era acompanhado inicialmente pelo grupo "Os Leifs" , do qual faziam parte Pepeu Gomes e seu irmão baterista, Jorginho Gomes. O guitarrista Pepeu Gomes, que logo iria s casar com a vocalista da banda, ao se incorporar definitivamente ao grupo, passa, juntamente com Moraes Moreira, a ter um papel de arranjador musical no Novos Baianos, o que ficou mais perceptível nos últimos discos.

Em 71, se fixam no Rio de Janeiro em uma cobertura e no ano seguinte mantém contato com João Gilberto, que passa alguns dias com eles. Sobre o episódio, Galvão comentaria mais tarde que, quando viu um senhor usando terno e gravata, achou que se tratava de um agente da Polícia Federal.

O estouro nacional com o segundo LP
A influência do já consagrado bossanovista foi sentida no próximo album, o clássico Acabou Chorare ,lançado pela Som Livre, e seria decisiva em outros albuns quando se tentou uma fusão de rock com MPB. Este disco se configurou no único momento de carreira da banda em que foram unanimidade de público e crítica.

A projeção nacional vem com os hits, Preta Pretinha , Besta é tu e a regravação de Brasil pandeiro, homenagem do grupo a outro baiano, o compositor santoamarense , Assis Valente.

Por essa época, o grupo incorpora à sua formação o subgrupo A Cor do Som, composto por Pepeu Gomes, seu irmão Jorginho Gomes (Jorge Eduardo de Oliveira Gomes -Salvador/Ba, 23/08/54) na bateria, Dadi (Eduardo Magalhães de Carvalho - Rio de Janeiro/RJ, 16/08/52), no baixo; e José Roberto Martins Macedo (São Paulo, 15/08/50), o Baixinho, na percussão e Bolacha (Carlos Alberto Oliveira) na percussão. O subgrupo acaba por servir de sólida base ritmica para o som elétrico dos Novos Baianos.

Com este novo núcleo eles tinham um regional onde os vários membros tocam percussão, bandolim, cavaquinho e pandeiro passeando prelos choros, rocks frevos e baiões como se tudo isso tivesse nascido junto . O núcleo vocal era formado por Baby Consuelo, Moraes e Paulinho Boca de Cantor.

Em 73, já fixados num sítio no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, passam a dividir o tempo entre a música e futebol contando com a presença de visitantes ilustres como o ex-atacante do Flamengo, Afonsinho. Neste aspecto, os Novos Baianos conseguiram realizar uma obra de qualidade duradoura e inovadora, em termos rítmicos e líricos.

Em pleno clima de fechamento das liberdades democráticas por conta do regime militar, viviam como uma comunidade quase que anárquica. Fruto dessa convivência existencial e artística, o grupo lança o álbum Novos Baianos Futebol Clube, de 73, lançado pela Continental.

Destaques desse LP são as faixas: O samba da minha terra, de Dorival Caymmi, numa releitura com arranjos que se dissolvem numa orgia de guitarras; e Alimente, um chorinho-baião instrumental. No ano seguinte, lançam Novos Baianos, ainda com Moraes Moreira, que parte para carreira-solo. Este álbum tem como destaque a faixa O rei da Bola, um frevo afro de Moraes, Pepeu e Galvão, que homenageia o futebol brasileiro.

O início do fim

Desfalcado de Moraes, co-autor da maioria das letras em parceria com Galvão, os Novos Baianos tem na figura de Pepeu Gomes o seu eixo instrumental, fato que fica perceptível no álbum seguinte Vamos para o Mundo. O grupo ganha o reforço do dançarino Gato Félix para dar maior enfoque cênico às apresentações. Neste álbum predominam as faixas instrumentais que são calcadas no choro, samba, baião e outros gêneros enraizados na cultura popular nordestina.

O próximo álbum, Caia na estrada e perigas ver pela gravadora Tapecar traz a regravação samba eletrizado Ziriguidum de Jackson do Pandeiro, e o choro Brasileirinho, de Waldir Azevedo. A faixa-título, um frevorock-carnavalizado, tem a letra baseada nos dísticos escritos em fundos de caminhões.

Em 76, Dadi deixa os Novos Baianos e forma um novo A Cor do Som, sendo substituído por outro irmão de Pepeu, Didi (Eduardo Gomes Oliveira Salvador/Ba ). As modificações na formação da banda incluem, também, a entrada de Charles Negrita na percussão e a saída de Gato Félix.

Já enfraquecidos pelo processo embrionário das carreiras-solo de Pepeu, Baby e Paulinho, o grupo lança, em 77, um disco cheio de frevos e sambas carnavalescos chamado Praga de Baiano. Neste momento os Novos Baianos já tinham se tornado uma banda de trio elétrico do carnaval de Salvador, tendo sido Baby a primeira cantora a cantar neste tipo de evento.

O último trabalho, Farol da Barra, lançado em 78, traz o último sucesso do grupo, a bossa que é a faixa título, parceria de Caetano Veloso e Galvão. Além disso dois compositores da tradicional MPB são homenageados: Ary Barroso, com Isto aqui, o que é? Dorival Caymmi com Lá vem a baiana. No ano seguinte, os integrantes do grupo de forma consensiosa resolvem encerrar as atividades.

Em 87, Baby , Pepeu, Morais e Paulinho Boca de Cantor voltam a se reunir para uma única apresentação na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) na reabertura do espaço. Outro reencontro acontece no Carnaval de 90, quando Baby, Pepeu, Moraes e Paulinho cantam num trio elétrico nas ruas de Salvador. Neste mesmo ano, Moraes e Pepeu retomam a antiga parceria num novo LP e numa turnê pelo Brasil.

Em 97, o poeta, letrista e cantor Galvão depois de publicar a autobiografia do grupo intitulada Anos 70: Novos e Baianos consegue reunir a formação original da banda e lançar o CD (duplo) Infinito Circular, que reúne antigas e novas composições do grupo, dentre elas a faixa-título, cantada por Galvão, que faz um resumo da ideologia libertária destes. Para os velhos fãs, clássicos cantados por Moraes, Paulinho, Pepeu e Baby. O futuro do grupo de acordo com as últimas declarações depende da disponibilidade de tempo oferecida pelos projetos individuais de cada membro dos "Novos Baianos".

Novos Baianos

Os Novos Baianos foram um exemplo lapidar de um grupo pautado na base cultural brasileira, mas com toda uma preocupação de ter um som com elementos universais. Ativo entre os anos de 69 e 79, o grupo lançou oito trabalhos que viraram marcos no contexto da música popular brasileira e até do rock brasileiro dos anos setenta.

Utilizando-se de diversos gêneros musicais brasileiros, o grupo cozinhou em seu caldeirão João Gilberto, Luiz Gonzaga, choro, afoxé, e toda a parafernália eletrica de Dodô a Jimmy Hendrix. Os Novos Baianos tornaram-se emblemáticos dentro da indústria cultural brasileira pela constante referência às matrizes musicais nordestinas incorporando também tangos, sambas e boleros, operando a clássica infusão tropicalista, divulgada alguns anos antes pelos seus conterrâneos tropicalistas Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Tom Zé.

Influenciados pela contracultura e pela emergente Tropicália, Luiz Dias Galvão (Juazeiro/Ba, letras) Moraes Moreira (Antônio Carlos de Moraes Pires Moreira -Ituaçu/Ba, 08/07/47), Paulinho Boca de Cantor (Paulo Roberto de Figueiredo -Santa Inês/Ba, 28/07/47), Baby do Brasil - ex-Baby Consuelo (Consuelo Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade -Niterói/RJ, 12/05/52) tocam juntos pela primeira vez em Salvador, no show Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio, em 69. Ainda neste ano se inscrevem no V Festival de MPB da TV Record, com a música De Vera.

Primeiro LP com influência Tropicalista

O primeiro disco é tido como um petisco tropicalista para os colecionadores e marca a estréia musicada do poeta Galvão, que com seu lirismo louco e canábico soube retratar bem os vários temas ligados à sua geração e que mantém elo identificatório até com as gerações mais novas. Estrada, futebol, as ladeiras e belezas da Bahia, tudo foi cantado pela lira juazeirense de Galvão.

Nas apresentações em palco e gravações, o grupo era acompanhado inicialmente pelo grupo "Os Leifs" , do qual faziam parte Pepeu Gomes e seu irmão baterista, Jorginho Gomes. O guitarrista Pepeu Gomes, que logo iria s casar com a vocalista da banda, ao se incorporar definitivamente ao grupo, passa, juntamente com Moraes Moreira, a ter um papel de arranjador musical no Novos Baianos, o que ficou mais perceptível nos últimos discos.

Em 71, se fixam no Rio de Janeiro em uma cobertura e no ano seguinte mantém contato com João Gilberto, que passa alguns dias com eles. Sobre o episódio, Galvão comentaria mais tarde que, quando viu um senhor usando terno e gravata, achou que se tratava de um agente da Polícia Federal.

O estouro nacional com o segundo LP
A influência do já consagrado bossanovista foi sentida no próximo album, o clássico Acabou Chorare ,lançado pela Som Livre, e seria decisiva em outros albuns quando se tentou uma fusão de rock com MPB. Este disco se configurou no único momento de carreira da banda em que foram unanimidade de público e crítica.

A projeção nacional vem com os hits, Preta Pretinha , Besta é tu e a regravação de Brasil pandeiro, homenagem do grupo a outro baiano, o compositor santoamarense , Assis Valente.

Por essa época, o grupo incorpora à sua formação o subgrupo A Cor do Som, composto por Pepeu Gomes, seu irmão Jorginho Gomes (Jorge Eduardo de Oliveira Gomes -Salvador/Ba, 23/08/54) na bateria, Dadi (Eduardo Magalhães de Carvalho - Rio de Janeiro/RJ, 16/08/52), no baixo; e José Roberto Martins Macedo (São Paulo, 15/08/50), o Baixinho, na percussão e Bolacha (Carlos Alberto Oliveira) na percussão. O subgrupo acaba por servir de sólida base ritmica para o som elétrico dos Novos Baianos.

Com este novo núcleo eles tinham um regional onde os vários membros tocam percussão, bandolim, cavaquinho e pandeiro passeando prelos choros, rocks frevos e baiões como se tudo isso tivesse nascido junto . O núcleo vocal era formado por Baby Consuelo, Moraes e Paulinho Boca de Cantor.

Em 73, já fixados num sítio no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, passam a dividir o tempo entre a música e futebol contando com a presença de visitantes ilustres como o ex-atacante do Flamengo, Afonsinho. Neste aspecto, os Novos Baianos conseguiram realizar uma obra de qualidade duradoura e inovadora, em termos rítmicos e líricos.

Em pleno clima de fechamento das liberdades democráticas por conta do regime militar, viviam como uma comunidade quase que anárquica. Fruto dessa convivência existencial e artística, o grupo lança o álbum Novos Baianos Futebol Clube, de 73, lançado pela Continental.

Destaques desse LP são as faixas: O samba da minha terra, de Dorival Caymmi, numa releitura com arranjos que se dissolvem numa orgia de guitarras; e Alimente, um chorinho-baião instrumental. No ano seguinte, lançam Novos Baianos, ainda com Moraes Moreira, que parte para carreira-solo. Este álbum tem como destaque a faixa O rei da Bola, um frevo afro de Moraes, Pepeu e Galvão, que homenageia o futebol brasileiro.

O início do fim

Desfalcado de Moraes, co-autor da maioria das letras em parceria com Galvão, os Novos Baianos tem na figura de Pepeu Gomes o seu eixo instrumental, fato que fica perceptível no álbum seguinte Vamos para o Mundo. O grupo ganha o reforço do dançarino Gato Félix para dar maior enfoque cênico às apresentações. Neste álbum predominam as faixas instrumentais que são calcadas no choro, samba, baião e outros gêneros enraizados na cultura popular nordestina.

O próximo álbum, Caia na estrada e perigas ver pela gravadora Tapecar traz a regravação samba eletrizado Ziriguidum de Jackson do Pandeiro, e o choro Brasileirinho, de Waldir Azevedo. A faixa-título, um frevorock-carnavalizado, tem a letra baseada nos dísticos escritos em fundos de caminhões.

Em 76, Dadi deixa os Novos Baianos e forma um novo A Cor do Som, sendo substituído por outro irmão de Pepeu, Didi (Eduardo Gomes Oliveira Salvador/Ba ). As modificações na formação da banda incluem, também, a entrada de Charles Negrita na percussão e a saída de Gato Félix.

Já enfraquecidos pelo processo embrionário das carreiras-solo de Pepeu, Baby e Paulinho, o grupo lança, em 77, um disco cheio de frevos e sambas carnavalescos chamado Praga de Baiano. Neste momento os Novos Baianos já tinham se tornado uma banda de trio elétrico do carnaval de Salvador, tendo sido Baby a primeira cantora a cantar neste tipo de evento.

O último trabalho, Farol da Barra, lançado em 78, traz o último sucesso do grupo, a bossa que é a faixa título, parceria de Caetano Veloso e Galvão. Além disso dois compositores da tradicional MPB são homenageados: Ary Barroso, com Isto aqui, o que é? Dorival Caymmi com Lá vem a baiana. No ano seguinte, os integrantes do grupo de forma consensiosa resolvem encerrar as atividades.

Em 87, Baby , Pepeu, Morais e Paulinho Boca de Cantor voltam a se reunir para uma única apresentação na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) na reabertura do espaço. Outro reencontro acontece no Carnaval de 90, quando Baby, Pepeu, Moraes e Paulinho cantam num trio elétrico nas ruas de Salvador. Neste mesmo ano, Moraes e Pepeu retomam a antiga parceria num novo LP e numa turnê pelo Brasil.

Em 97, o poeta, letrista e cantor Galvão depois de publicar a autobiografia do grupo intitulada Anos 70: Novos e Baianos consegue reunir a formação original da banda e lançar o CD (duplo) Infinito Circular, que reúne antigas e novas composições do grupo, dentre elas a faixa-título, cantada por Galvão, que faz um resumo da ideologia libertária destes. Para os velhos fãs, clássicos cantados por Moraes, Paulinho, Pepeu e Baby. O futuro do grupo de acordo com as últimas declarações depende da disponibilidade de tempo oferecida pelos projetos individuais de cada membro dos "Novos Baianos".

Os Originais do Samba

Originais do Samba

Conjunto de samba formado na década de 1960, no Rio de Janeiro. Teve duas formações, a primeira com Bigode (pandeiro e voz), Bidi (cuíca e voz), Chiquinho (ganzá e voz), Lelei (tamborim e voz), Mussum (reco-reco e voz) e Rubão (surdo e voz) e a segunda com Bigode (voz, pandeiro e coreografia), Zeca do Cavaco (José Carlos Antônio Júnior - São Paulo/1970 - cavaco e banjo), Sócrates (Francisco de Assis Silva Pereira - São Paulo/1951 - guitarra), Rubinho Lima (Rubens Pedreira Lima - São Paulo/1973 - percussão), Valtinho Tato (Valtenir Aparecido Toledo - São Paulo/1954 - percussão) e Gigi (José Delfino Rodrigues da Costa - São Paulo/1951 - reco-reco e tamborim).

O seu integrante mais famoso foi Antonio Carlos Bernardes, carioca nascido em 1941, conhecido como Mussum, que atuou em televisão como ator cômico. Ao lado de Renato Aragão, Zacarias e Dedé Santana, compôs o grupo Os Trapalhões, que manteve um programa por vários anos na Rede Globo. Atuou em diversos filmes de Renato Aragão, como integrante do grupo. Faleceu em 1994, em São Paulo.

Rubens Fernandes (Rubão), nasceu no Rio de Janeiro e faleceu, em São Paulo, em 1977. Arlindo Vaz Germino (Bigode) nasceu em 1942, no Rio de Janeiro. Murilo da Penha Aparecida e Silva (Bidi) nasceu no Rio de Janeiro, em 1932. Francisco de Souza Serra (Chiquinho), carioca, nasceu em 1943. Wanderley Duarte (Lelei) nasceu no Rio de Janeiro, em 1946.

No início da década de 1960, ainda com o nome Os Sete Morenos, o grupo se apresentou no Clube dos Baianos, na Praça Tiradentes. Em 1961, o nome do conjunto mudou para Os Originais do Samba. Por esta época, Carlos Machado o contratou para atuar no show O teu cabelo não nega, sobre o compositor Lamartine Babo, que entrou em cartaz na boate Fred's e no Copacabana Palace, ambos no Rio de Janeiro.

Neste mesmo ano, o grupo viajou para o México, acompanhando a Companhia de Carlos Machado, fazendo temporada com o show O teu cabelo não nega, naquele país, por seis meses. Excursionou, também, em Porto Rico. Depois, por várias cidades brasileiras e, por fim, apresentou o show em São Paulo.

No ano de 1968, os produtores Mièle e Bôscoli convidaram o grupo para se apresentar ao lado de Elis Regina na I Bienal do Samba, interpretando a música Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro. A música foi vencedora e o grupo foi contratado pela gravadora RCA Victor.

No ano seguinte, gravou o primeiro LP: Os originais do samba, do qual despontaram os primeiros sucessos do grupo: Cadê Teresa, de Jorge Ben e E lá se vão meus anéis, de Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro.

Em 1970, gravou o disco Samba é de lei. Com o sucesso de Tá chegando fevereiro, de Jorge Ben e João Melo, o grupo recebeu três Discos de Ouro da gravadora RCA Victor. No ano posterior, o grupo apresentou-se no IV Festival Universitário de Música Popular Brasileira da TV Tupi, do Rio de Janeiro.

No ano de 1972, no LP O samba é a corda , Os Originais a caçamba, gravou as músicas Esperanças perdidas (Adeilton Alves e Délcio Carvalho) e Do lado direito da rua direita, de Luis Carlos e Chiquinho, alcançando um grande êxito nas paradas de sucesso da época. Um ano depois, o disco É preciso cantar, lançou com sucesso outra composição interpretada pelo grupo: É preciso cantar (Adeilton Alves e Délcio Carvalho).

Em 1974, o grupo lançou um de seus maiores sucessos, Tragédia no fundo do mar (Assassinaram o camarão), de Zere e Ibraim, do LP Pra que tristeza. Deste mesmo disco, destacam-se ainda outras composições, como A dona do primeiro andar, Boato (João Roberto Kelly) , O aniversário de Tarzã, Nego véio quando morre e Saudade e flores.

Dos vários artistas que o grupo acompanhou em shows ou em gravações, destacam-se Chico Buarque, Toquinho e Vinicius de Moraes, Paulinho da Viola, Elza Soares, Elis Regina, Jorge Ben , Martinho da Vila e Jair Rodrigues. Entre os artistas internacionais que o grupo acompanhou estão Duke Ellington e Earl Grant. Foi o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Teatro Olympia, em Paris. O conjunto também participou do Carnival Friends of Brazil Club, na cidade de São Francisco, na Califórnia.

Em 1997, o grupo completou 30 anos de carreira e comemorou lançando um CD pela gravadora RGE, Os Originais de todos os sambas, contando com uma nova formação. No ano de 1998, a convite de Rildo Hora participou do disco Casa de samba 3, no qual, junto com o grupo Os Morenos, interpretou a faixa Do lado direito da Rua Direita, de Luis Carlos e Chiquinho.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Os Originais do Samba

Originais do Samba

Conjunto de samba formado na década de 1960, no Rio de Janeiro. Teve duas formações, a primeira com Bigode (pandeiro e voz), Bidi (cuíca e voz), Chiquinho (ganzá e voz), Lelei (tamborim e voz), Mussum (reco-reco e voz) e Rubão (surdo e voz) e a segunda com Bigode (voz, pandeiro e coreografia), Zeca do Cavaco (José Carlos Antônio Júnior - São Paulo/1970 - cavaco e banjo), Sócrates (Francisco de Assis Silva Pereira - São Paulo/1951 - guitarra), Rubinho Lima (Rubens Pedreira Lima - São Paulo/1973 - percussão), Valtinho Tato (Valtenir Aparecido Toledo - São Paulo/1954 - percussão) e Gigi (José Delfino Rodrigues da Costa - São Paulo/1951 - reco-reco e tamborim).

O seu integrante mais famoso foi Antonio Carlos Bernardes, carioca nascido em 1941, conhecido como Mussum, que atuou em televisão como ator cômico. Ao lado de Renato Aragão, Zacarias e Dedé Santana, compôs o grupo Os Trapalhões, que manteve um programa por vários anos na Rede Globo. Atuou em diversos filmes de Renato Aragão, como integrante do grupo. Faleceu em 1994, em São Paulo.

Rubens Fernandes (Rubão), nasceu no Rio de Janeiro e faleceu, em São Paulo, em 1977. Arlindo Vaz Germino (Bigode) nasceu em 1942, no Rio de Janeiro. Murilo da Penha Aparecida e Silva (Bidi) nasceu no Rio de Janeiro, em 1932. Francisco de Souza Serra (Chiquinho), carioca, nasceu em 1943. Wanderley Duarte (Lelei) nasceu no Rio de Janeiro, em 1946.

No início da década de 1960, ainda com o nome Os Sete Morenos, o grupo se apresentou no Clube dos Baianos, na Praça Tiradentes. Em 1961, o nome do conjunto mudou para Os Originais do Samba. Por esta época, Carlos Machado o contratou para atuar no show O teu cabelo não nega, sobre o compositor Lamartine Babo, que entrou em cartaz na boate Fred's e no Copacabana Palace, ambos no Rio de Janeiro.

Neste mesmo ano, o grupo viajou para o México, acompanhando a Companhia de Carlos Machado, fazendo temporada com o show O teu cabelo não nega, naquele país, por seis meses. Excursionou, também, em Porto Rico. Depois, por várias cidades brasileiras e, por fim, apresentou o show em São Paulo.

No ano de 1968, os produtores Mièle e Bôscoli convidaram o grupo para se apresentar ao lado de Elis Regina na I Bienal do Samba, interpretando a música Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro. A música foi vencedora e o grupo foi contratado pela gravadora RCA Victor.

No ano seguinte, gravou o primeiro LP: Os originais do samba, do qual despontaram os primeiros sucessos do grupo: Cadê Teresa, de Jorge Ben e E lá se vão meus anéis, de Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro.

Em 1970, gravou o disco Samba é de lei. Com o sucesso de Tá chegando fevereiro, de Jorge Ben e João Melo, o grupo recebeu três Discos de Ouro da gravadora RCA Victor. No ano posterior, o grupo apresentou-se no IV Festival Universitário de Música Popular Brasileira da TV Tupi, do Rio de Janeiro.

No ano de 1972, no LP O samba é a corda , Os Originais a caçamba, gravou as músicas Esperanças perdidas (Adeilton Alves e Délcio Carvalho) e Do lado direito da rua direita, de Luis Carlos e Chiquinho, alcançando um grande êxito nas paradas de sucesso da época. Um ano depois, o disco É preciso cantar, lançou com sucesso outra composição interpretada pelo grupo: É preciso cantar (Adeilton Alves e Délcio Carvalho).

Em 1974, o grupo lançou um de seus maiores sucessos, Tragédia no fundo do mar (Assassinaram o camarão), de Zere e Ibraim, do LP Pra que tristeza. Deste mesmo disco, destacam-se ainda outras composições, como A dona do primeiro andar, Boato (João Roberto Kelly) , O aniversário de Tarzã, Nego véio quando morre e Saudade e flores.

Dos vários artistas que o grupo acompanhou em shows ou em gravações, destacam-se Chico Buarque, Toquinho e Vinicius de Moraes, Paulinho da Viola, Elza Soares, Elis Regina, Jorge Ben , Martinho da Vila e Jair Rodrigues. Entre os artistas internacionais que o grupo acompanhou estão Duke Ellington e Earl Grant. Foi o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Teatro Olympia, em Paris. O conjunto também participou do Carnival Friends of Brazil Club, na cidade de São Francisco, na Califórnia.

Em 1997, o grupo completou 30 anos de carreira e comemorou lançando um CD pela gravadora RGE, Os Originais de todos os sambas, contando com uma nova formação. No ano de 1998, a convite de Rildo Hora participou do disco Casa de samba 3, no qual, junto com o grupo Os Morenos, interpretou a faixa Do lado direito da Rua Direita, de Luis Carlos e Chiquinho.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros - Caetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.

Em 1969 junto com seu amigo Gilberto Gil gravou um disco o qual recebeu o título de Barra 69. Os dois cantores tiveram que se exilar em Londres por causa da ditadura militar no Brasil e partiram para Londres na Inglaterra onde foram influenciados pelos rítmos que soavam pela Europa.

Dessa experiência, novos discos foram lançados com a colaboraçao de vários amigos como Chico Buarque, Gal Costa e sua irmã Maria Bethânia. Com estas duas cantoras e contando ainda com a participação de Gilberto Gil, - expoentes máximos do Tropicalismo (Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira) Caetano e os demais resolveram formar o grupo Doces Bárbaros em 1976, no Anhembi (São Paulo).

A turnê do espetáculo durou menos de um mês, já que Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, em Florianópolis. Pouco depois, o show foi retomado e bateu o recorde de bilheteria do Canecão (RJ), onde permaneceu por dois meses.

Em seguida, foi lançado o álbum Doces Bárbaros Ao Vivo, fortemente influenciado pela contemporânea fusão do jazz-funk, com um toque brasileiro. As letras, poéticas e cheia de paixão são um verdadeiro documento de uma era, escritas com maestria numa atmosfera pesada marcada pela ditadura militar.

Os Carbonos

Os Carbonos - Grupo vocal e instrumental paulistano formado pelos sobrinhos dos Trigêmeos Vocalistas, os irmãos Mário Bruno Gonçalves Carezzato (São Paulo SP 1941-), teclados, e os gêmeos Raul e Humberto Carezzato Sobrinho (São Paulo SP 1946-), vocais e contrabaixo, além de Antônio Carlos de Abreu (São Paulo SP 1946-), bateria, e Ricardo Fernandes de Morais (São Paulo SP 1953-), guitarra-base.

Iniciaram a carreira com o nome The Witchcraft, depois, como Os Quentes, gravaram um compacto na Mocambo/Rozenblit. Em 1966, por sugestão da gravadora Beverly, o grupo se especializou em reproduzir fielmente os sucessos alheios, procedimento então inusitado no Brasil.

Com o nome Os Carbonos, o grupo foi um dos precursores do cover dos anos de 1980 e 1990. Lançaram cerca de 20 LPs e participaram das gravações de artistas como Paulo Sérgio, Nelson Ned, Wanderley Cardoso, Terry Winter, Morris Albert e a dupla João Mineiro e Marciano.

Como The Magnetic Sounds, gravaram discos e acompanharam os cantores Gilbert e Norma Aguiar na série de LPs Super erótica (1972-1973, New Records). Gravaram também com os nomes Andróides, The Mackenzie Group, Carbono 14 e outros, além de se apresentarem em bailes, principalmente no Norte-Nordeste.

No final da década de 1990, passaram a acompanhar o cantor Gilliard em discos e shows.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Os Carbonos

Os Carbonos - Grupo vocal e instrumental paulistano formado pelos sobrinhos dos Trigêmeos Vocalistas, os irmãos Mário Bruno Gonçalves Carezzato (São Paulo SP 1941-), teclados, e os gêmeos Raul e Humberto Carezzato Sobrinho (São Paulo SP 1946-), vocais e contrabaixo, além de Antônio Carlos de Abreu (São Paulo SP 1946-), bateria, e Ricardo Fernandes de Morais (São Paulo SP 1953-), guitarra-base.

Iniciaram a carreira com o nome The Witchcraft, depois, como Os Quentes, gravaram um compacto na Mocambo/Rozenblit. Em 1966, por sugestão da gravadora Beverly, o grupo se especializou em reproduzir fielmente os sucessos alheios, procedimento então inusitado no Brasil.

Com o nome Os Carbonos, o grupo foi um dos precursores do cover dos anos de 1980 e 1990. Lançaram cerca de 20 LPs e participaram das gravações de artistas como Paulo Sérgio, Nelson Ned, Wanderley Cardoso, Terry Winter, Morris Albert e a dupla João Mineiro e Marciano.

Como The Magnetic Sounds, gravaram discos e acompanharam os cantores Gilbert e Norma Aguiar na série de LPs Super erótica (1972-1973, New Records). Gravaram também com os nomes Andróides, The Mackenzie Group, Carbono 14 e outros, além de se apresentarem em bailes, principalmente no Norte-Nordeste.

No final da década de 1990, passaram a acompanhar o cantor Gilliard em discos e shows.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de  Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano - Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela.

O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil. Um de seus maiores sucessos foi a gravação de Leva eu (Sodade)" ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir...").

Lançaram dois LPs pela Odeon (1961 e 1963), reeditados, em 2000, na coletânea Seleção de Ouro - 20 Sucessos - Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano, contendo as faixas Uirapuru (Murillo Latini e Jacobina), Leva eu sodade (Alventino Cavalcanti e Tito Neto), Suas mãos (Pernambuco e Antônio Maria), A lenda do Abaeté (Dorival Caymmi), Azulão (Jayme Ovalle e Manuel Bandeira), Minha graúna (Avarese e Tito Neto), Dorinha (Ary Monteiro e Tito Neto), Tammy (Jay Livingston e Ray Evans), Fiz a cama na varanda (Ovídio Chaves e Dilu Melo), "Down by the riverside", Greenfields (Terry Gilkyson, Richard Deher, Romeo Nunes e Frank Miller), Vaqueiro prevenido (Jacobina e Manoel Macedo), Ellie Lou (You left me there in Charleston) (Sigmam, Loose, Olias e Romeo Nunes), Canção de ninar meu bem (Gracindo Junior e Bidu Reis), A lenda do Rio Amazonas (Jairo Aguiar), Urutau (Murillo Latini e Jacobina), Eu e você (Roberto Muniz e Jairo Aguiar), Devaneio (Djalma Ferreira e Luiz Antônio), Boa noite (Francisco J. Silva e Isa M. da Silva), Nobody knows the trouble I've seen (Nat King Cole e Gordon Jenkins).

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de  Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano - Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela.

O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil. Um de seus maiores sucessos foi a gravação de Leva eu (Sodade)" ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir...").

Lançaram dois LPs pela Odeon (1961 e 1963), reeditados, em 2000, na coletânea Seleção de Ouro - 20 Sucessos - Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano, contendo as faixas Uirapuru (Murillo Latini e Jacobina), Leva eu sodade (Alventino Cavalcanti e Tito Neto), Suas mãos (Pernambuco e Antônio Maria), A lenda do Abaeté (Dorival Caymmi), Azulão (Jayme Ovalle e Manuel Bandeira), Minha graúna (Avarese e Tito Neto), Dorinha (Ary Monteiro e Tito Neto), Tammy (Jay Livingston e Ray Evans), Fiz a cama na varanda (Ovídio Chaves e Dilu Melo), "Down by the riverside", Greenfields (Terry Gilkyson, Richard Deher, Romeo Nunes e Frank Miller), Vaqueiro prevenido (Jacobina e Manoel Macedo), Ellie Lou (You left me there in Charleston) (Sigmam, Loose, Olias e Romeo Nunes), Canção de ninar meu bem (Gracindo Junior e Bidu Reis), A lenda do Rio Amazonas (Jairo Aguiar), Urutau (Murillo Latini e Jacobina), Eu e você (Roberto Muniz e Jairo Aguiar), Devaneio (Djalma Ferreira e Luiz Antônio), Boa noite (Francisco J. Silva e Isa M. da Silva), Nobody knows the trouble I've seen (Nat King Cole e Gordon Jenkins).

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Capital Inicial

Capital  Inicial

Capital Inicial - Grupo brasiliense formado em 1982 por Dinho (Fernando Ouro Preto, Curitiba PR 1964—), no vocal; Loro Jones (Antônio Marcos Lopes de Sousa, Rio de Janeiro 1961—), na guitarra; Flávio Lemos (Rio de Janeiro 1963—), no contrabaixo; e seu irmão Felipe Lemos (Rio de Janeiro 1962—), na bateria. Os dois últimos vieram do Aborto Elétrico, o primeiro grupo punk de Brasília DF, formado em 1978 e desfeito em 1982.

O grupo adotou o estilo new-wave e fez sucesso já a partir do primeiro disco, um compacto (Epic/CBS, 1984) com as faixas Descendo o rio Nilo e Leve desespero, ambas de autoria do grupo (a segunda incluída na trilha do filme Areias escaldantes, de Francisco de Paula).

Radicados em São Paulo desde 1985 e contratados pela Polydor, gravaram o primeiro LP em 1986, Capital Inicial, incluindo sucessos como Psicopata (Loro, Pedro Pimenta e os irmãos Lemos), Música urbana (Renato Russo, André Pretorius e os irmãos Lemos), Fátima e Veraneio vascaína (ambas de Flávio Lemos e Renato Russo), esta última um protesto contra a violência policial.

Outros sucessos do grupo incluem Mickey Mouse em Moscou (1990). Gravaram ainda três LPs na Polygram, Independência (1987), Você não precisa entender (1988), Todos os lados (1990) e mais Eletricidade (1992, BMG), Rua 47 (1994, QC) e Ao vivo (1996, Rede Brasil).

Em 1992, Dinho foi substituído por Murilo Lima (Murilo Ferreira Lima, Santos SP 1968—), que permaneceu no grupo até o início de 1998.

CD:

O melhor de Capital Inicial, 1994, Polygram 521787-2.

Letras do Capital Inicial:


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Capital Inicial

Capital  Inicial

Capital Inicial - Grupo brasiliense formado em 1982 por Dinho (Fernando Ouro Preto, Curitiba PR 1964—), no vocal; Loro Jones (Antônio Marcos Lopes de Sousa, Rio de Janeiro 1961—), na guitarra; Flávio Lemos (Rio de Janeiro 1963—), no contrabaixo; e seu irmão Felipe Lemos (Rio de Janeiro 1962—), na bateria. Os dois últimos vieram do Aborto Elétrico, o primeiro grupo punk de Brasília DF, formado em 1978 e desfeito em 1982.

O grupo adotou o estilo new-wave e fez sucesso já a partir do primeiro disco, um compacto (Epic/CBS, 1984) com as faixas Descendo o rio Nilo e Leve desespero, ambas de autoria do grupo (a segunda incluída na trilha do filme Areias escaldantes, de Francisco de Paula).

Radicados em São Paulo desde 1985 e contratados pela Polydor, gravaram o primeiro LP em 1986, Capital Inicial, incluindo sucessos como Psicopata (Loro, Pedro Pimenta e os irmãos Lemos), Música urbana (Renato Russo, André Pretorius e os irmãos Lemos), Fátima e Veraneio vascaína (ambas de Flávio Lemos e Renato Russo), esta última um protesto contra a violência policial.

Outros sucessos do grupo incluem Mickey Mouse em Moscou (1990). Gravaram ainda três LPs na Polygram, Independência (1987), Você não precisa entender (1988), Todos os lados (1990) e mais Eletricidade (1992, BMG), Rua 47 (1994, QC) e Ao vivo (1996, Rede Brasil).

Em 1992, Dinho foi substituído por Murilo Lima (Murilo Ferreira Lima, Santos SP 1968—), que permaneceu no grupo até o início de 1998.

CD:

O melhor de Capital Inicial, 1994, Polygram 521787-2.

Letras do Capital Inicial:


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Tamba Trio

Tamba Trio 1962

Um dos grupos mais importantes da bossa nova, caracterizou-se sempre pela sofisticação na concepção musical e nos arranjos. No início acompanhavam principalmente cantoras, como Maysa e Leny Andrade, e ainda contavam com o pianista Luís Carlos Vinhas e o violonista Roberto Menescal.

A formação definitiva (Luís Eça, piano, Hélcio Milito, bateria, Bebeto Castilho, baixo e sopros) estreou em março de 1962 no Bottle's Bar, no Beco das Garrafas. Lá realizaram os primeiros pocket-shows. Foi referência definitiva para uma série de trios instrumentais-vocais que surgiram na época.

Com microfones presos às lapelas, destacavam as realizações vocais que acrescentavam aos ricos arranjos instrumentais. O trio também realizou trabalhos com um enfoque erudito, tendo como resultado os discos Tamba Trio e Cordas e Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos, que representam o encontro clássico-popular.

Depois de várias paralisações e a morte do pianista Luiz Eça em 1992, o trio voltou à atividade, com Weber Iago em seu lugar. Entre inéditos e coletâneas, o grupo já tem 15 discos lançados.

Fonte: CliqueMusic

Tamba Trio

Tamba Trio 1962

Um dos grupos mais importantes da bossa nova, caracterizou-se sempre pela sofisticação na concepção musical e nos arranjos. No início acompanhavam principalmente cantoras, como Maysa e Leny Andrade, e ainda contavam com o pianista Luís Carlos Vinhas e o violonista Roberto Menescal.

A formação definitiva (Luís Eça, piano, Hélcio Milito, bateria, Bebeto Castilho, baixo e sopros) estreou em março de 1962 no Bottle's Bar, no Beco das Garrafas. Lá realizaram os primeiros pocket-shows. Foi referência definitiva para uma série de trios instrumentais-vocais que surgiram na época.

Com microfones presos às lapelas, destacavam as realizações vocais que acrescentavam aos ricos arranjos instrumentais. O trio também realizou trabalhos com um enfoque erudito, tendo como resultado os discos Tamba Trio e Cordas e Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos, que representam o encontro clássico-popular.

Depois de várias paralisações e a morte do pianista Luiz Eça em 1992, o trio voltou à atividade, com Weber Iago em seu lugar. Entre inéditos e coletâneas, o grupo já tem 15 discos lançados.

Fonte: CliqueMusic

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Zimbo Trio

Zimbo Trio

Formado pelo paulista de Bauru, Amílton Godoi (nascido em 1941), ao piano, o paraense de Belém, Luís Chaves (1931), no contrabaixo, e o paulistano Rubinho, Rubens Barsotti (1932), o Zimbo Trio surgiu em São Paulo em plena efervescência da bossa nova, em 1964.

Na epidemia de trios instrumentais do período, ele logo se destacou numa ninhada de cobras que trazia entre muitos os depurados Tamba Trio (Luís Eça, Bebeto, Hélcio Milito), Bossa 3 (Luís Carlos Vinhas, Tião Netto, Edison Machado) e Sambalanço Trio (César Camargo Mariano, Humberto Cleiber e Airto Moreira).

Lançado num show na boate Oásis, em São Paulo, ao lado da cantora e atriz Norma Benguel, o Zimbo alcançaria sucesso nos grandes shows de origem universitária que tomavam a cidade, incluindo o clássico O Fino da Bossa, do qual sairia o programa homônimo da TV Record comandado por Elis Regina.

A pegada vigorosa de arquitetura clássica do piano de Amílton (de formação erudita, estudou na escola de Magda Tagliaferro), o baixo conciso de Luís Chaves e a bateria sutil de Rubinho (que também solava sem as baquetas, utilizando as caixas como tumbadoras) transformaram-se em uma grife de qualidade instrumental capaz de erguer uma ponte entre as dissensões da MPB na época.

O arranjo do ZT para Garota de Ipanema (que eles foram um dos primeiros a gravar) era número imprescindível em suas apresentações. Por isso, eles tanto eram convocados ao programa O Fino, de Elis (com quem gravariam o memorável disco O Fino do Fino, de 1965) quanto ao tradicionalista Bossaudade, de Elizeth Cardoso, com quem excursionariam pelo Japão, além de gravar dois discos ao vivo na boate carioca Sucata, em 1969 e 1970.

Ao lado de Elizeth e seu descobridor, Jacob do Bandolim, o Zimbo ainda participaria de um dos shows mais importantes já realizados no país, no teatro João Caetano no Rio, em fevereiro de 1968, sob a direção de Hermínio Bello de Carvalho. O encontro da bossa modernizadora do trio com o choro nada conservador do exímio Jacob, unidos pela eternidade vocal de Elizeth, virou marco histórico, editado em nada menos de três LPs.

Ao longo de uma carreira de inúmeras excursões ao exterior, o grupo ainda difundiu seu saber fundando em 1973 o CLAM (Centro Livre de Aprendizado Musical), por onde passaram feras como a pianista paulista Eliane Elias, hoje uma renomada jazzista nos EUA, onde está radicada desde os 80.

Em 1974, ao lado da Orquestra Sinfônica de Buenos Aires eles provaram sua ressonância erudita atuando no Pequeno Concerto para o Zimbo Trio, escrito especialmente para eles pelo maestro Ciro Pereira. Com vários discos gravados ao lado de solistas instrumentais (Canhoto da Paraíba, Hector Costita, Heraldo do Monte e até o saxofonista de jazz americano Sonny Stitt) e centrados em repertórios de grandes autores (Milton Nascimento, Tom Jobim) à alta qualidade o Zimbo Trio aliou a façanha de ter resistido a todas os movimentos em um trajeto de longevidade à prova de modismos."

Tárik de Souza
ENSAIO - 28/4/1994