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domingo, 9 de dezembro de 2007

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de  Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano - Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela.

O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil. Um de seus maiores sucessos foi a gravação de Leva eu (Sodade)" ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir...").

Lançaram dois LPs pela Odeon (1961 e 1963), reeditados, em 2000, na coletânea Seleção de Ouro - 20 Sucessos - Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano, contendo as faixas Uirapuru (Murillo Latini e Jacobina), Leva eu sodade (Alventino Cavalcanti e Tito Neto), Suas mãos (Pernambuco e Antônio Maria), A lenda do Abaeté (Dorival Caymmi), Azulão (Jayme Ovalle e Manuel Bandeira), Minha graúna (Avarese e Tito Neto), Dorinha (Ary Monteiro e Tito Neto), Tammy (Jay Livingston e Ray Evans), Fiz a cama na varanda (Ovídio Chaves e Dilu Melo), "Down by the riverside", Greenfields (Terry Gilkyson, Richard Deher, Romeo Nunes e Frank Miller), Vaqueiro prevenido (Jacobina e Manoel Macedo), Ellie Lou (You left me there in Charleston) (Sigmam, Loose, Olias e Romeo Nunes), Canção de ninar meu bem (Gracindo Junior e Bidu Reis), A lenda do Rio Amazonas (Jairo Aguiar), Urutau (Murillo Latini e Jacobina), Eu e você (Roberto Muniz e Jairo Aguiar), Devaneio (Djalma Ferreira e Luiz Antônio), Boa noite (Francisco J. Silva e Isa M. da Silva), Nobody knows the trouble I've seen (Nat King Cole e Gordon Jenkins).

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de  Ébano

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano - Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela.

O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil. Um de seus maiores sucessos foi a gravação de Leva eu (Sodade)" ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir...").

Lançaram dois LPs pela Odeon (1961 e 1963), reeditados, em 2000, na coletânea Seleção de Ouro - 20 Sucessos - Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano, contendo as faixas Uirapuru (Murillo Latini e Jacobina), Leva eu sodade (Alventino Cavalcanti e Tito Neto), Suas mãos (Pernambuco e Antônio Maria), A lenda do Abaeté (Dorival Caymmi), Azulão (Jayme Ovalle e Manuel Bandeira), Minha graúna (Avarese e Tito Neto), Dorinha (Ary Monteiro e Tito Neto), Tammy (Jay Livingston e Ray Evans), Fiz a cama na varanda (Ovídio Chaves e Dilu Melo), "Down by the riverside", Greenfields (Terry Gilkyson, Richard Deher, Romeo Nunes e Frank Miller), Vaqueiro prevenido (Jacobina e Manoel Macedo), Ellie Lou (You left me there in Charleston) (Sigmam, Loose, Olias e Romeo Nunes), Canção de ninar meu bem (Gracindo Junior e Bidu Reis), A lenda do Rio Amazonas (Jairo Aguiar), Urutau (Murillo Latini e Jacobina), Eu e você (Roberto Muniz e Jairo Aguiar), Devaneio (Djalma Ferreira e Luiz Antônio), Boa noite (Francisco J. Silva e Isa M. da Silva), Nobody knows the trouble I've seen (Nat King Cole e Gordon Jenkins).

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Trio Nagô

O conjunto vocal e instrumental Trio Nagô foi formado em Fortaleza CE em 1950 por Evaldo Gouveia, Mário Alves (Fortaleza 1914—), e Epaminondas de Sousa (Fortaleza 1928—).

Com repertório folclórico e temas nordestinos, Evaldo Gouveia e Mário Alves, ao violão, e Epaminondas, no atabaque, apresentaram-se inicialmente com o nome de Trio Iracema, na Rádio Clube do Ceará, fazendo programas também nas Rádio Poti, de Natal RN, Araripe, do Crato CE, Borborema, de Campina Grande PB, e na Rádio Tamandaré, de Recife PE.

O trio recebeu convite para participar dos festejos de aniversário da TV Tupi, de São Paulo SP, representando o Ceará, permanecendo na cidade por um mês, seguindo depois para uma temporada na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre RS.

De volta ao Ceará, passou pelo Rio de Janeiro, onde cantou no programa de César de Alencar, com grande êxito. Terminando o contrato que o prendia à Rádio Clube do Ceará, o trio se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio Jornal do Brasil e pela gravadora Sinter.

Apresentou-se nas boates Vogue, do Rio de Janeiro, e Oásis, de São Paulo. Gravou no primeiro disco o rasqueado Moça bonita (Gilvan Chaves e Alcir Pires Vermelho) e o maracatu Paisagem sertaneja (Hortênsio Aguiar).

Em 1952 iniciou programa semanal na Rádio Record, de São Paulo, que ficou no ar até 1957. Em 1953 o conjunto foi contratado pela Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, prosseguindo as gravações na Sinter, destacando-se o baião Mulatinha sarará (Walter Tourinho e Isaias Ferreira) e a toada Aquarela cearense (Valdemar Ressurreição).

Na Continental, gravou Aquarela cearense em ritmo de samba e Boiadeiro (Armando Cavalcanti e Klécius Caldas). Para a Victor, gravou os LPs Um passeio com o Trio Nagô e Ouvindo o Trio Nagô.

Em 1956, o trio excursionou pela Europa, representando o Brasil na festa do conhaque e do café em Paris, França. Com a saída de Mário Alves, em 1962, o conjunto se desfez, sendo reorganizado meses depois, com a entrada de Manuel Batista.

Trio Nagô

O conjunto vocal e instrumental Trio Nagô foi formado em Fortaleza CE em 1950 por Evaldo Gouveia, Mário Alves (Fortaleza 1914—), e Epaminondas de Sousa (Fortaleza 1928—).

Com repertório folclórico e temas nordestinos, Evaldo Gouveia e Mário Alves, ao violão, e Epaminondas, no atabaque, apresentaram-se inicialmente com o nome de Trio Iracema, na Rádio Clube do Ceará, fazendo programas também nas Rádio Poti, de Natal RN, Araripe, do Crato CE, Borborema, de Campina Grande PB, e na Rádio Tamandaré, de Recife PE.

O trio recebeu convite para participar dos festejos de aniversário da TV Tupi, de São Paulo SP, representando o Ceará, permanecendo na cidade por um mês, seguindo depois para uma temporada na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre RS.

De volta ao Ceará, passou pelo Rio de Janeiro, onde cantou no programa de César de Alencar, com grande êxito. Terminando o contrato que o prendia à Rádio Clube do Ceará, o trio se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio Jornal do Brasil e pela gravadora Sinter.

Apresentou-se nas boates Vogue, do Rio de Janeiro, e Oásis, de São Paulo. Gravou no primeiro disco o rasqueado Moça bonita (Gilvan Chaves e Alcir Pires Vermelho) e o maracatu Paisagem sertaneja (Hortênsio Aguiar).

Em 1952 iniciou programa semanal na Rádio Record, de São Paulo, que ficou no ar até 1957. Em 1953 o conjunto foi contratado pela Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, prosseguindo as gravações na Sinter, destacando-se o baião Mulatinha sarará (Walter Tourinho e Isaias Ferreira) e a toada Aquarela cearense (Valdemar Ressurreição).

Na Continental, gravou Aquarela cearense em ritmo de samba e Boiadeiro (Armando Cavalcanti e Klécius Caldas). Para a Victor, gravou os LPs Um passeio com o Trio Nagô e Ouvindo o Trio Nagô.

Em 1956, o trio excursionou pela Europa, representando o Brasil na festa do conhaque e do café em Paris, França. Com a saída de Mário Alves, em 1962, o conjunto se desfez, sendo reorganizado meses depois, com a entrada de Manuel Batista.

Trio Surdina

O Trio Surdina surgiu em 1952, produzido por Paulo Tapajós, então diretor artístico da Rádio Nacional. Formado por Fafá Lemos (violino e solos de assobio), Chiquinho (acordeom) e ele próprio (violão), o trio gravou dois LPs de 10 polegadas, a convite de Nilo Sérgio, pela Musidisc.

Realizadas no próprio estúdio da Rádio Nacional, nessas gravações foram incluídos mais dois elementos no grupo, o contrabaixista Vidal e o ritmista Bicalho.

Lançado em 1953, o primeiro LP, Trio Surdina, trazia, entre outras, suas músicas O relógio da vovó (com Fafá Lemos e Chiquinho do Acordeom) e Duas contas (Garoto), e ainda Na madrugada (Nilo Sérgio).

Trio Surdina

O Trio Surdina surgiu em 1952, produzido por Paulo Tapajós, então diretor artístico da Rádio Nacional. Formado por Fafá Lemos (violino e solos de assobio), Chiquinho (acordeom) e ele próprio (violão), o trio gravou dois LPs de 10 polegadas, a convite de Nilo Sérgio, pela Musidisc.

Realizadas no próprio estúdio da Rádio Nacional, nessas gravações foram incluídos mais dois elementos no grupo, o contrabaixista Vidal e o ritmista Bicalho.

Lançado em 1953, o primeiro LP, Trio Surdina, trazia, entre outras, suas músicas O relógio da vovó (com Fafá Lemos e Chiquinho do Acordeom) e Duas contas (Garoto), e ainda Na madrugada (Nilo Sérgio).

Trio Melodia

O conjunto vocal Trio Melodia foi formado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro RJ em 1943, a fim de suprir as necessidades do programa Um Milhão de Melodias. Era constituído por Paulo Tapajós, chefe de departamento da emissora e ex-integrante do duo Irmãos Tapajós, e pelos cantores Nuno Roland e Albertinho Fortuna, que continuaram suas carreiras paralelamente.

O trio gravou apenas na Continental e estreou em disco em 1945, com a toada De papo pro á (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e o samba Pregões cariocas (João de Barro ).

Nuno Roland e Albertinho Fortuna também cantaram solos nas gravações do conjunto, caso de Nuno Roland no grande sucesso Lancha nova, marcha de João de Barro e Antônio Almeida, no Carnaval de 1950.

Entre os sucessos do trio, destacou-se o rojão Catirina (Jararaca), no mesmo ano. Até 1955 gravaram, em 78 rpm, 37 discos com 62 músicas.

Trio Melodia

O conjunto vocal Trio Melodia foi formado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro RJ em 1943, a fim de suprir as necessidades do programa Um Milhão de Melodias. Era constituído por Paulo Tapajós, chefe de departamento da emissora e ex-integrante do duo Irmãos Tapajós, e pelos cantores Nuno Roland e Albertinho Fortuna, que continuaram suas carreiras paralelamente.

O trio gravou apenas na Continental e estreou em disco em 1945, com a toada De papo pro á (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e o samba Pregões cariocas (João de Barro ).

Nuno Roland e Albertinho Fortuna também cantaram solos nas gravações do conjunto, caso de Nuno Roland no grande sucesso Lancha nova, marcha de João de Barro e Antônio Almeida, no Carnaval de 1950.

Entre os sucessos do trio, destacou-se o rojão Catirina (Jararaca), no mesmo ano. Até 1955 gravaram, em 78 rpm, 37 discos com 62 músicas.

Trio Madrigal

O conjunto vocal Trio Madrigal era formado pelo maestro Alceu Bocchino na Rádio Mayrink Veiga, em 1946, com Edda Cardoso (Rio de Janeiro RJ 1925—), Magda Marialba (Rio de Janeiro 1921—), ex-integrante do coro clássico do Cassino da Urca, e Margarida Oliveira, irmã de Dalva de Oliveira, que, seis meses depois, retirou-se para casar, substituída por Lolita Koch Freire (Pernambuco 1915—), cantora de música sacra e de câmara.

Capaz de interpretar os mais difíceis e sugestivos arranjos, em 1947 o trio foi convidado pela Rádio Nacional a ocupar o lugar das Três Marias, que tinham se transferido para a Rádio Tupi. Em 1949 estrearam em disco, gravando na Continental com Ivon Curi a valsa Mademoiselle Hortensia (Louiguy e Jacques Plante). Em 1951 obtiveram sucesso com o baião Chuva miudinha (Manezinho Araújo e Fernando Lobo).

Cantavam em todos os programas da Rádio Nacional, sozinhas, acompanhando cantores ou junto com o Trio Melodia, com o qual gravaram 38 músicas. Os dois trios reunidos lançaram pela Continental seleções de grande sucesso: Cantigas de roda, Cantigas de São João e Cantigas de Natal (1951); Festa de São João (1952), com Almirante e Jorge Goulart Cantigas populares (1952) e Tudo é baião (1954). Cantigas de roda ganhou o prêmio de honra da Associação Brasileira de Discos.

No ano seguinte, o Trio Madrigal obteve o mesmo prêmio com o fox Bom-dia Mister Eco (Bill Pitman e Belinda Pitman), cuja gravação exigiu muitos ensaios e a criatividade do técnico Norival Reis, que idealizou uma câmara de eco. A partir da gravação da valsa Lili (Deutsche e Kaper), em 1953, Magda foi substituída por Yelda Tavares Gomes da Silva (Niterói RJ 1929—), soprano, que mais tarde cantaria óperas e daria recitais.

Gravaram até 1955, em 78 rpm, um total de 49 discos com 81 músicas, dentro de um repertório bem variado, que incluiu canções folclóricas, regionais e internacionais, bem como jingles. Em 1956 participaram do filme Tira a mão daí, de J. Rui. Nesse ano, o conjunto dissolveu-se.

Trio Madrigal

O conjunto vocal Trio Madrigal era formado pelo maestro Alceu Bocchino na Rádio Mayrink Veiga, em 1946, com Edda Cardoso (Rio de Janeiro RJ 1925—), Magda Marialba (Rio de Janeiro 1921—), ex-integrante do coro clássico do Cassino da Urca, e Margarida Oliveira, irmã de Dalva de Oliveira, que, seis meses depois, retirou-se para casar, substituída por Lolita Koch Freire (Pernambuco 1915—), cantora de música sacra e de câmara.

Capaz de interpretar os mais difíceis e sugestivos arranjos, em 1947 o trio foi convidado pela Rádio Nacional a ocupar o lugar das Três Marias, que tinham se transferido para a Rádio Tupi. Em 1949 estrearam em disco, gravando na Continental com Ivon Curi a valsa Mademoiselle Hortensia (Louiguy e Jacques Plante). Em 1951 obtiveram sucesso com o baião Chuva miudinha (Manezinho Araújo e Fernando Lobo).

Cantavam em todos os programas da Rádio Nacional, sozinhas, acompanhando cantores ou junto com o Trio Melodia, com o qual gravaram 38 músicas. Os dois trios reunidos lançaram pela Continental seleções de grande sucesso: Cantigas de roda, Cantigas de São João e Cantigas de Natal (1951); Festa de São João (1952), com Almirante e Jorge Goulart Cantigas populares (1952) e Tudo é baião (1954). Cantigas de roda ganhou o prêmio de honra da Associação Brasileira de Discos.

No ano seguinte, o Trio Madrigal obteve o mesmo prêmio com o fox Bom-dia Mister Eco (Bill Pitman e Belinda Pitman), cuja gravação exigiu muitos ensaios e a criatividade do técnico Norival Reis, que idealizou uma câmara de eco. A partir da gravação da valsa Lili (Deutsche e Kaper), em 1953, Magda foi substituída por Yelda Tavares Gomes da Silva (Niterói RJ 1929—), soprano, que mais tarde cantaria óperas e daria recitais.

Gravaram até 1955, em 78 rpm, um total de 49 discos com 81 músicas, dentro de um repertório bem variado, que incluiu canções folclóricas, regionais e internacionais, bem como jingles. Em 1956 participaram do filme Tira a mão daí, de J. Rui. Nesse ano, o conjunto dissolveu-se.

Trio de Ouro

O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? - Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1973).

Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla.

Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.

Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.

Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim ES 1926 ), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).

Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.

CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Trigêmeos Vocalistas

Trigêmeos Vocalistas, Os - Conjunto organizado em 1937, em São Paulo SP, pelos irmãos Armando Carezzato (São Paulo 1917—), e os gêmeos Raul Carezzato (São Paulo 1921—) e Humberto Carezzato.

Depois de se apresentarem individualmente desde crianças, apareceram como o Trio Carezzato, no programa de calouros dirigido por Nilo Melo, no Teatro Colombo, de São Paulo. Foram então contratados para se apresentar na boate Tabu e na Rádio Difusora, de São Paulo, mudando o nome para Os Trigêmeos Vocalistas.

Em 1939 o conjunto foi contratado por Raul Roulien, para uma temporada no Cassino Atlântico, do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo que ingressou na Rádio Nacional; passou depois para a Rádio Globo, voltando novamente para a Nacional.

Gravou em 1940, na Victor, Sacrifício demais (Assis Valente e Leandro Medeiros) e Vieni! Vieni! (Vicente Scotto). O conjunto apresentou-se em Punta del Este e La Ascensión, Uruguai, atuando ainda com Geysa Bôscoli em Buenos Aires, Argentina, fazendo parte do elenco da Rádio Nacional.

Gravou para o Carnaval de 1949, na Odeon, a marcha Os boca negra (Jaú e Dovasal Monteiro Pires). Nesse mesmo ano, fez sucesso com a gravação da rumba El cumbanchero (Rafael Hernández) e o corrido mexicano Don Pedrito (Djalma Esteves e Célio Monteiro), em discos Columbia.

No ano seguinte o sucesso veio com os foxes Eu vou sapatear (Nicola Bruni) e Vaqueiros de Marajó (Stan Jones, versão de Santos Rodrigues), na mesma gravadora. Em 1951, gravou, ainda na Columbia, o fox Tictoc-bum (Charles Trenet, versão de Santos Rodrigues).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Quatro Diabos

Quatro Diabos - Conjunto vocal integrado pelos estudantes da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Carlos Monteiro de Sousa (Carlos José Monteiro de Sousa, Niterói/RJ 1916 id. 1975), líder do conjunto, e mais tarde maestro e arranjador, Nelson Eduarao Souto (Rio de Janeiro 1917—id. 1979), Roberto Gonzaga e Luis Domes Carneiro.

O grupo estreou em 1934 na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, no Esplêndido Programa, de Valdo Abreu, onde se apresentou cantando Porteira infernal, composição dos próprios integrantes. Só no disco de estréia, na Odeon, porque o cantor Arnaldo Pescuma juntou-se a eles, apareceram como os Cinco Diabos, lançando para o carnaval de 1935 as marchas Muita gente tem falado de você (Mano Paulo e Arnaldo Pescuma) e A mais bonita do planeta (Nelson Souto e Roberto Gonzaga).

Depois, no filme carnavalesco Alô, alô Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, de 1935, todos os cinco cantaram a marcha Menina internacional (João de Barro e Alberto Ribeiro), com Dircinha Batista. Nesse ano os quatro excursionaram com Carmen Miranda e Aurora Miranda a Belo Horizonte MG e gravaram um disco com a marcha Meu coração (Kid Pepe e Jose Fernandes) e o samba Você foi a culpada (Kid Pepe e Buci Moreira).

Em 1936 cantaram no filme Alô, alô Carnaval, de Ademar Gonzaga, a marcha Muito riso e pouco siso (João de Barro e Alberto Ribeiro), novamente com Dircinha Batista, e gravaram para o Carnaval um disco com os sambas Bombardeio de cidade (Mano Travassos de Araújo) e Sou escravo do destino (Kid Pepe, Germano Augusto e José da Silva).

Fonte: Enciclopédia da música Brasileira - Art Editora

Quatro Diabos

Quatro Diabos - Conjunto vocal integrado pelos estudantes da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Carlos Monteiro de Sousa (Carlos José Monteiro de Sousa, Niterói/RJ 1916 id. 1975), líder do conjunto, e mais tarde maestro e arranjador, Nelson Eduarao Souto (Rio de Janeiro 1917—id. 1979), Roberto Gonzaga e Luis Domes Carneiro.

O grupo estreou em 1934 na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, no Esplêndido Programa, de Valdo Abreu, onde se apresentou cantando Porteira infernal, composição dos próprios integrantes. Só no disco de estréia, na Odeon, porque o cantor Arnaldo Pescuma juntou-se a eles, apareceram como os Cinco Diabos, lançando para o carnaval de 1935 as marchas Muita gente tem falado de você (Mano Paulo e Arnaldo Pescuma) e A mais bonita do planeta (Nelson Souto e Roberto Gonzaga).

Depois, no filme carnavalesco Alô, alô Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, de 1935, todos os cinco cantaram a marcha Menina internacional (João de Barro e Alberto Ribeiro), com Dircinha Batista. Nesse ano os quatro excursionaram com Carmen Miranda e Aurora Miranda a Belo Horizonte MG e gravaram um disco com a marcha Meu coração (Kid Pepe e Jose Fernandes) e o samba Você foi a culpada (Kid Pepe e Buci Moreira).

Em 1936 cantaram no filme Alô, alô Carnaval, de Ademar Gonzaga, a marcha Muito riso e pouco siso (João de Barro e Alberto Ribeiro), novamente com Dircinha Batista, e gravaram para o Carnaval um disco com os sambas Bombardeio de cidade (Mano Travassos de Araújo) e Sou escravo do destino (Kid Pepe, Germano Augusto e José da Silva).

Fonte: Enciclopédia da música Brasileira - Art Editora

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Quatro Ases e um Coringa

Quatro Ases e um Coringa - Grupo carioca formado no Rio de Janeiro na década de 40 por três irmãos (Evenor, José e Permínio Pontes de Medeiros) e um amigo André Batista Vieira). Inicialmente um quarteto, adotaram o nome Quatro Ases e Um Coringa com a entrada do último elemento, Pijuca.

Trabalharam nas maiores emissoras de rádio da época (Mayrink Veiga, Nacional, Tupi) ao lado de figuras como Fernando Lobo e César Ladeira. Tornaram-se, ao lado dos Anjos do Inferno, um dos conjuntos vocais mais populares da década de 40.

Gravaram o primeiro disco em 1941, e depois disso realizaram diversas gravações, principalmente de marchas de carnaval. Foram do elenco do Cassino Copacabana. Por volta de 1952 alguns integrantes da formação original saíram, e foram substituídos por outros cantores (Jorge, Nilo Falcão e Miltinho) até a dissolução final, em 1957.

Os maiores sucessos do grupo foram na década de 40: Viva quem tem bigode (David Nasser e Rubens Soares), No Ceará é assim (Carlos Barroso), Trem de ferro (Trenzinho) (Lauro Maia), Baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), Onde estão os tamborins (Pedro Caetano), Cabelos brancos (Herivelto Martins e Marino Pinto), Baião de Dois (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira).


Quatro Ases e um Coringa

Quatro Ases e um Coringa - Grupo carioca formado no Rio de Janeiro na década de 40 por três irmãos (Evenor, José e Permínio Pontes de Medeiros) e um amigo André Batista Vieira). Inicialmente um quarteto, adotaram o nome Quatro Ases e Um Coringa com a entrada do último elemento, Pijuca.

Trabalharam nas maiores emissoras de rádio da época (Mayrink Veiga, Nacional, Tupi) ao lado de figuras como Fernando Lobo e César Ladeira. Tornaram-se, ao lado dos Anjos do Inferno, um dos conjuntos vocais mais populares da década de 40.

Gravaram o primeiro disco em 1941, e depois disso realizaram diversas gravações, principalmente de marchas de carnaval. Foram do elenco do Cassino Copacabana. Por volta de 1952 alguns integrantes da formação original saíram, e foram substituídos por outros cantores (Jorge, Nilo Falcão e Miltinho) até a dissolução final, em 1957.

Os maiores sucessos do grupo foram na década de 40: Viva quem tem bigode (David Nasser e Rubens Soares), No Ceará é assim (Carlos Barroso), Trem de ferro (Trenzinho) (Lauro Maia), Baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), Onde estão os tamborins (Pedro Caetano), Cabelos brancos (Herivelto Martins e Marino Pinto), Baião de Dois (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira).


Quarteto em Cy

Quarteto em Cy

Quarteto em Cy - Conjunto vocal formado em Salvador BA pelas irmãs Cyva (Cyva de Sá Leite, Ibirataia BA 1939-), Cybele (Cybele de Sá Leite, Ibirataia 1940-), Cynara (Cynara de Sá Leite, Ibirataia 1945-) e Cylene (Cylene de Sá Leite 1946-).

Inicialmente Cynara e Cylene, Cyva e Cybele cantavam em duplas em Salvador. Depois, uniram-se, formando o quarteto, que estreou na TV Itapoã, em Salvador. Em 1959, Cyva foi para o Rio de Janeiro RJ tentar carreira artística, e depois as outras a seguiram. Conheceram, então, Vinícius de Moraes, que sugeriu o nome para o quarteto.

Em maio de 1963, o conjunto gravou com Catulo de Paula a trilha sonora do filme Sol sobre a lama, de Alex Viany. Em 1964 o quarteto fez o primeiro show, na boate carioca Bottle's, e em seguida acompanhou Vinícius de Moraes e Dorival Caymmi em show produzido por Aluísio de Oliveira na boate carioca Zum-Zum, gravando o primeiro LP - Quarteto em Cy - pela Forma, onde se destacaram suas interpretações de Reza (Edu Lobo e Rui Guerra) e Berimbau (Baden Powell e Vinícius de Moraes).

Em 1965 lançou, também pela Forma, o LP Som definitivo, com, entre outras, Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes) e Das rosas (Dorival Caymmi); e, em 1966, gravou o LP Quarteto em Cy, pela Elenco, com Pedro pedreiro (Chico Buarque de Hollanda) e Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes).

Sem Cylene, que saiu do grupo para casar e foi substituída por Regina, cantora carioca que mudou seu nome para Cyregina, o quarteto foi aos EUA, ainda em 1966, apresentando-se em televisão. Na volta, participou do Show do crioulo doido, de Sérgio Porto, no Teatro Toneleros, no Rio de Janeiro.

A partir de 1967, Cynara e Cybele, sem se desligarem do quarteto, começaram a cantar em dupla, defendendo Carolina (Chico Buarque de Hollanda), no II FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, em que foram classificadas em terceiro lugar. Ainda no mesmo ano, o grupo lançou o LP Marré em Cy pela Elenco.

Em 1968, Cynara e Cybele cantaram a música vencedora do III FIC: Sabiá (Chico Buarque de Hollanda e Tom Jobim); e o quarteto gravou, nesse mesmo ano, o LP Em Cy maior, pela Elenco, com Samba do crioulo doido (Sérgio Porto) e Juliana (Dorival Caymmi).

Através do produtor Aluísio de Oliveira, casado com Cyva, o quarteto foi contratado para atuar nos EUA. Cynara e Cybele deixaram o conjunto nessa ocasião e foram substituídas por Cynthia e Cymíramis, ficando apenas Cyva, do quarteto original. No entanto, em janeiro de 1970, ainda nos EUA, o grupo se desfez, sendo reestruturado em 1972, quando Cyva voltou ao Brasil. A partir de então o quarteto foi formado por Cyva e Cynara e mais Soninha (Sônia Maria Ferreira de Medeiros Albuquerque, Rio de Janeiro 1947-) e Dorinha (Dora Tapajós Gomes, Rio de Janeiro 1950-).

O conjunto gravou, em 1972, pela Odeon, o LP Quarteto em Cy, com Quando o carnaval chegar (Chico Buarque de Hollanda) e Tudo o que você podia ser (Lô e Márcio Borges). Em 1975, lançou pela Philips o LP Antologia do samba-canção, com pot-pourri de Ary Barroso, Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins e outros, e em 1979 saiu Cobra de vidro, LP gravado com o MPB-4. No ano seguinte Cybele voltou ao grupo em lugar de Dorinha, e essa formação permanece há 18 anos, sempre sob a direção musical de Célia Vaz.

Na década de 1980 gravaram os discos Quarteto em Cy interpreta Caetano, Milton, Gonzaguinha e Ivan (1981, Philips); Pontos de luz (1983, Som Livre); A arte do Quarteto em Cy (1984, Philips); e Para fazer feliz a quem se ama (1989, CBS).

Em 1989 o quarteto apresentou-se em Tóquio, participando de um festival de bossa nova, de shows na boate Kay e de um especial para a TV japonesa, juntamente com Carlos Lyra e Leila Pinheiro. Em 1992 viajou pela Espanha, com Carlos Lyra, Gilson Peranzetta e Maria Creuza, participando das comemorações dos 500 anos do descobrimento da América a convite do governo espanhol.

O quarteto voltou a se apresentar no Japão em 1997. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Sharp de Música como o melhor grupo vocal do ano e lançou pela Polygram o CD Bate boca, em que interpreta músicas de Chico Buarque e Tom Jobim ao lado do MPB-4. Na década de 1990 foram lançados os discos Chico em Cy (1991, CID); Vinícius em Cy (1993, CID); Trinta anos (1994, Polygram) e Brasil em Cy (1996, CID).

Fonte: Adaptado da Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

Quarteto em Cy

Quarteto em Cy

Quarteto em Cy - Conjunto vocal formado em Salvador BA pelas irmãs Cyva (Cyva de Sá Leite, Ibirataia BA 1939-), Cybele (Cybele de Sá Leite, Ibirataia 1940-), Cynara (Cynara de Sá Leite, Ibirataia 1945-) e Cylene (Cylene de Sá Leite 1946-).

Inicialmente Cynara e Cylene, Cyva e Cybele cantavam em duplas em Salvador. Depois, uniram-se, formando o quarteto, que estreou na TV Itapoã, em Salvador. Em 1959, Cyva foi para o Rio de Janeiro RJ tentar carreira artística, e depois as outras a seguiram. Conheceram, então, Vinícius de Moraes, que sugeriu o nome para o quarteto.

Em maio de 1963, o conjunto gravou com Catulo de Paula a trilha sonora do filme Sol sobre a lama, de Alex Viany. Em 1964 o quarteto fez o primeiro show, na boate carioca Bottle's, e em seguida acompanhou Vinícius de Moraes e Dorival Caymmi em show produzido por Aluísio de Oliveira na boate carioca Zum-Zum, gravando o primeiro LP - Quarteto em Cy - pela Forma, onde se destacaram suas interpretações de Reza (Edu Lobo e Rui Guerra) e Berimbau (Baden Powell e Vinícius de Moraes).

Em 1965 lançou, também pela Forma, o LP Som definitivo, com, entre outras, Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes) e Das rosas (Dorival Caymmi); e, em 1966, gravou o LP Quarteto em Cy, pela Elenco, com Pedro pedreiro (Chico Buarque de Hollanda) e Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes).

Sem Cylene, que saiu do grupo para casar e foi substituída por Regina, cantora carioca que mudou seu nome para Cyregina, o quarteto foi aos EUA, ainda em 1966, apresentando-se em televisão. Na volta, participou do Show do crioulo doido, de Sérgio Porto, no Teatro Toneleros, no Rio de Janeiro.

A partir de 1967, Cynara e Cybele, sem se desligarem do quarteto, começaram a cantar em dupla, defendendo Carolina (Chico Buarque de Hollanda), no II FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, em que foram classificadas em terceiro lugar. Ainda no mesmo ano, o grupo lançou o LP Marré em Cy pela Elenco.

Em 1968, Cynara e Cybele cantaram a música vencedora do III FIC: Sabiá (Chico Buarque de Hollanda e Tom Jobim); e o quarteto gravou, nesse mesmo ano, o LP Em Cy maior, pela Elenco, com Samba do crioulo doido (Sérgio Porto) e Juliana (Dorival Caymmi).

Através do produtor Aluísio de Oliveira, casado com Cyva, o quarteto foi contratado para atuar nos EUA. Cynara e Cybele deixaram o conjunto nessa ocasião e foram substituídas por Cynthia e Cymíramis, ficando apenas Cyva, do quarteto original. No entanto, em janeiro de 1970, ainda nos EUA, o grupo se desfez, sendo reestruturado em 1972, quando Cyva voltou ao Brasil. A partir de então o quarteto foi formado por Cyva e Cynara e mais Soninha (Sônia Maria Ferreira de Medeiros Albuquerque, Rio de Janeiro 1947-) e Dorinha (Dora Tapajós Gomes, Rio de Janeiro 1950-).

O conjunto gravou, em 1972, pela Odeon, o LP Quarteto em Cy, com Quando o carnaval chegar (Chico Buarque de Hollanda) e Tudo o que você podia ser (Lô e Márcio Borges). Em 1975, lançou pela Philips o LP Antologia do samba-canção, com pot-pourri de Ary Barroso, Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins e outros, e em 1979 saiu Cobra de vidro, LP gravado com o MPB-4. No ano seguinte Cybele voltou ao grupo em lugar de Dorinha, e essa formação permanece há 18 anos, sempre sob a direção musical de Célia Vaz.

Na década de 1980 gravaram os discos Quarteto em Cy interpreta Caetano, Milton, Gonzaguinha e Ivan (1981, Philips); Pontos de luz (1983, Som Livre); A arte do Quarteto em Cy (1984, Philips); e Para fazer feliz a quem se ama (1989, CBS).

Em 1989 o quarteto apresentou-se em Tóquio, participando de um festival de bossa nova, de shows na boate Kay e de um especial para a TV japonesa, juntamente com Carlos Lyra e Leila Pinheiro. Em 1992 viajou pela Espanha, com Carlos Lyra, Gilson Peranzetta e Maria Creuza, participando das comemorações dos 500 anos do descobrimento da América a convite do governo espanhol.

O quarteto voltou a se apresentar no Japão em 1997. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Sharp de Música como o melhor grupo vocal do ano e lançou pela Polygram o CD Bate boca, em que interpreta músicas de Chico Buarque e Tom Jobim ao lado do MPB-4. Na década de 1990 foram lançados os discos Chico em Cy (1991, CID); Vinícius em Cy (1993, CID); Trinta anos (1994, Polygram) e Brasil em Cy (1996, CID).

Fonte: Adaptado da Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

domingo, 29 de outubro de 2006

MPB-4

MPB-4

Rui Alexandre Faria, nascido em Cambuci, em1938, Milton Lima dos Santos Filho, de Campos, 1944, Antônio José Waghabi Filho, de Itaocara, 1945, e Aquiles Rique Reis, de Niterói, 1949, todas cidades do Estado do Rio de Janeiro, formam o mais antigo conjunto de que se tenha notícia, no mundo, a manter, desde a criação, os mesmos integrantes.

Rui, Miltinho e Aquiles criaram o grupo em 1962, em Niterói, e a eles juntou-se, em seguida, Waghabi - que, pelo tipo físico, tinha o apelido de Magro, que mantém ainda hoje. No início, eram o Quarteto do CPC, pois apresentavam-se nos espetáculos promovidos pelo Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes.

Foi Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, que os batizou de MPB-4 - e nascia, aí, a sigla MPB, para designar aquele tipo de música popular brasileira voltada para a história urbana da constituição da música popular.

O primeiro disco, um compacto - aqueles disquinhos com uma música de cada lado - saiu em 1964. No ano seguinte eles juntaram as quatro vozes com as das meninas baianas, descobertas por Aloísio de Oliveira, do Quarteto em Cy, num espetáculo montado em São Paulo por Chico de Assis.

Chico de Assis foi um dos incentivadores do jovem Chico Buarque de Hollanda e entra nessa história não só por haver aproximado o xará Buarque do MPB-4 quanto por haver dado o ultimato aos meninos fluminenses: ou vocês largam a faculdade e resolvem fazer música profissionalmente, em tempo integral, ou é melhor desistir. Eles largaram a faculdade, depois de uma reunião - que varou a noite - realizada ali no então célebre bar Redondo, na Av. Ipiranga, em São Paulo.

Começava uma das histórias mais bonitas e íntegras da canção brasileira. Com uma formação de extrema simplicidade - o violão de Miltinho, a tumbadora do Magro, um eventual chocalho de Aquiles e a voz de Rui (inicialmente era só isso), o grupo alcançou um grau de sofisticação que poucas vezes um quarteto vocal conseguiu.

O uníssono é perfeito, as vocalizações (quase sempre escritas por Magro) mudaram o conceito de arranjo vocal e ainda hoje constituem a fórmula em que se baseiam os arranjos vocais. Trabalharam - em shows, peças de teatro, comícios, ou que manifestação tenha sido importante para nossa história recente - com os maiores artistas de seu tempo (houve época em que Chico Buarque não entrava em palco sem eles) e o conjunto de seus discos memoráveis forma uma antologia do que melhor se produziu na MPB - afinal, eles são homônimos da sigla e de certa forma responsáveis por ela - nos últimos 40 anos.

Mauro Dias / MPB ESPECIAL / 4/6/1973

MPB-4

MPB-4

Rui Alexandre Faria, nascido em Cambuci, em1938, Milton Lima dos Santos Filho, de Campos, 1944, Antônio José Waghabi Filho, de Itaocara, 1945, e Aquiles Rique Reis, de Niterói, 1949, todas cidades do Estado do Rio de Janeiro, formam o mais antigo conjunto de que se tenha notícia, no mundo, a manter, desde a criação, os mesmos integrantes.

Rui, Miltinho e Aquiles criaram o grupo em 1962, em Niterói, e a eles juntou-se, em seguida, Waghabi - que, pelo tipo físico, tinha o apelido de Magro, que mantém ainda hoje. No início, eram o Quarteto do CPC, pois apresentavam-se nos espetáculos promovidos pelo Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes.

Foi Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, que os batizou de MPB-4 - e nascia, aí, a sigla MPB, para designar aquele tipo de música popular brasileira voltada para a história urbana da constituição da música popular.

O primeiro disco, um compacto - aqueles disquinhos com uma música de cada lado - saiu em 1964. No ano seguinte eles juntaram as quatro vozes com as das meninas baianas, descobertas por Aloísio de Oliveira, do Quarteto em Cy, num espetáculo montado em São Paulo por Chico de Assis.

Chico de Assis foi um dos incentivadores do jovem Chico Buarque de Hollanda e entra nessa história não só por haver aproximado o xará Buarque do MPB-4 quanto por haver dado o ultimato aos meninos fluminenses: ou vocês largam a faculdade e resolvem fazer música profissionalmente, em tempo integral, ou é melhor desistir. Eles largaram a faculdade, depois de uma reunião - que varou a noite - realizada ali no então célebre bar Redondo, na Av. Ipiranga, em São Paulo.

Começava uma das histórias mais bonitas e íntegras da canção brasileira. Com uma formação de extrema simplicidade - o violão de Miltinho, a tumbadora do Magro, um eventual chocalho de Aquiles e a voz de Rui (inicialmente era só isso), o grupo alcançou um grau de sofisticação que poucas vezes um quarteto vocal conseguiu.

O uníssono é perfeito, as vocalizações (quase sempre escritas por Magro) mudaram o conceito de arranjo vocal e ainda hoje constituem a fórmula em que se baseiam os arranjos vocais. Trabalharam - em shows, peças de teatro, comícios, ou que manifestação tenha sido importante para nossa história recente - com os maiores artistas de seu tempo (houve época em que Chico Buarque não entrava em palco sem eles) e o conjunto de seus discos memoráveis forma uma antologia do que melhor se produziu na MPB - afinal, eles são homônimos da sigla e de certa forma responsáveis por ela - nos últimos 40 anos.

Mauro Dias / MPB ESPECIAL / 4/6/1973