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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Jongo Trio

Jongo Trio - Conjunto vocal e instrumental formado em São Paulo, SP, em 1965, integrado inicialmente por Toninho (Antônio Pinheiro Filho, São Paulo), percussão; Sabá (Sebastião Oliveira da Paz, Belém PA 1926—), contrabaixo; e Cido (Aparecido Bianchi, Ribeirão Preto SP 1935—), piano.

O grupo começou a aparecer na época dos shows do Teatro Paramount, de São Paulo, a partir do Fino da Bossa, gravando logo em seguida o LP Dois na bossa, acompanhando Elis Regina e Jair Rodrigues, pela Philips.

Ainda em 1965 lançou seu primeiro disco, Jongo Trio, pela Farroupilha, com Feitinha pro poeta (Baden Powell e Lula Freire), Terra de ninguém (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle) e O menino das laranjas (Theo de Barros).

Entre 1966 e 1967, o conjunto dissolveu-se: Toninho e Sabá foram para o Som-3, conjunto liderado por César Mariano, enquanto Cido se tornava diretor musical dos shows da Rhodia e depois arranjador de jingles.

Novamente formado em 1970 — agora como Jongo Trio e Companhia, integrado por Toninho, Claiber (Humberto Claiber, São Paulo 1937—), contrabaixista e ex-integrante do Sambalanço, e Paulo Roberto, pianista — gravou pela Ebrau o LP Jongo, com Garota do Pasquim (Nonato Buzar e Carlos Imperial), Menina (Paulinho Nogueira) e Azul da cor do mar (Tim Maia).

Dois anos depois saiu pela Copacabana o LP Jongo Trio, com Morena Boca de Ouro (Ary Barroso) e Sandália de prata (César Roldão Vieira).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - São Paulo 1998.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Tom Jobim: biografia e obra

Tom fez parte do núcleo embrionário da bossa. Tempos de bom gosto e poesia na música... e agora?


Tom Jobim (Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim), compositor, instrumentista, regente e arranjador, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25/1/1927, e faleceu em Nova York, Estados Unidos, em 08/12/1994. Nascido no bairro da Tijuca, na Zona Norte, ainda criança foi morar em Ipanema.


Começou tocando violão e aos 14 anos seu padrasto levou-o a estudar piano com Hans Joachim Koellreuter. Mais tarde foi aluno de Lúcia Branco (piano) e Tomás Terán (violão). Trabalhou durante algum tempo num escritório de arquitetura, carreira que pensava seguir, mas que deixou para se tornar pianista e estudar harmonia.

Em 1949 casou com Teresa, sua namorada desde a adolescência, continuando a tocar piano em inferninhos e boates cariocas. Três anos depois, foi trabalhar na gravadora Continental, onde transcrevia para a pauta as melodias de compositores que não conheciam música.

Em 1952 passou a fazer arranjos para as gravações e, a partir desse ano, sua carreira tomou impulso, com o lançamento do samba Faz uma semana (com Juca Stockler), interpretado por Ernâni Filho na Todamérica. Teve suas primeiras músicas gravadas em 1953: Incerteza (com Newton Mendonça) na voz de Mauricy Moura; no mesmo ano, em junho, Ernâni Filho lançou Faz uma semana (c/Juca Stockler) e Pensando em você

Em 1954 seu samba-canção Teresa da praia (com Billy Blanco), fez grande sucesso na gravação de Dick Farney e Lúcio Alves, lançada com a intenção de desmentir os boatos de inimizade entre dois dos mais importantes cantores da época.

Logo depois, compôs com Billy Bianco a Sinfonia do Rio de Janeiro, gravada num LP de dez polegadas, pela Continental, em 1954, com interpretações de Dick Farney, Gilberto Milfont, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Lúcio Alves, Os Cariocas, Jorge Goulart, Nora Ney e Emilinha Borba. O LP foi regravado em 1960 com novo elenco. A Sinfonia do Rio de Janeiro foi incluída no filme Esse Rio que eu amo, de Carlos Hugo Christensen.  

Em 1959 apresentou-se na televisão em São Paulo com o programa Bom-Tom, e compôs, em parceria com Dolores Duran, Se é por falta de adeus (gravada por Dóris Monteiro), além de A chuva caiu (com Luiz Bonfá), que foi sucesso na voz de Ângela Maria

No ano seguinte, gravou um LP de dez polegadas com Luís Bonfá. Ainda em 1956, seu samba Foi a noite (com Newton Mendonça) fez sucesso e, a convite de Vinícius de Moraes, musicou a peça Orfeu da Conceição, montada com cenários de Oscar Niemeyer no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, cuja gravação foi também lançada em LP de dez polegas da na Odeon. Entre as músicas da peça, obteve grande êxito Se todos fossem iguais a você (com Vinícius de Moraes), gravada por vários cantores, como Morgana, Maysa e outros.

Em 1957 fez dois sucessos com Dolores Durán: Estrada do sol e Por causa de você. O samba A felicidade (com Vinícius de Morais), foi incluído na  trilha sonora do filme Orfeu do Carnaval, do diretor francês Marcel Camus, que recebeu a Palma de Ouro do Festival de Cannes, França, e o Oscar de melhor filme estrangeiro em Hollywood, EUA.

A seguir, tornou-se diretor artístico da gravadora Odeon, cargo que ocupou até 1958. Nesse ano Eliseth Cardoso, acompanhada por orquestra e pelo violão de João Gilberto, gravou, em seu LP Canção do amor demais (etiqueta Festa), várias músicas suas com Vinícius de Moraes, entre elas Chega de saudade. Este disco tornou-se um verdadeiro marco na música brasileira, quer pela originalidade das melodias e letras, quer pela orquestração. É considerado o ponto de partida para os elementos que caracterizariam a bossa nova. Pouco depois, Chega de saudade foi regravada em 78 rpm por João Gilberto, e a partir daí a bossa nova tornou-se êxito nacional.

Em 1959 João Gilberto lançou o LP Chega de saudade (Odeon), incluindo, além da música-título, o samba Desafinado (com Newton Mendonça), considerado dos mais expressivos da bossa nova. Mais tarde, com Samba de uma nota só (com Newton Mendonça), tornou-se sucesso internacional na interpretação de alguns dos cantores mais famosos do mundo, como Ella Fitzgerald, Frank Sinatra e outros. 

Em fins da década de 1950 e começo da seguinte, compôs várias músicas com Aloysio de Oliveira, sucesso nas gravações de Sylvia Telles, como Dindi, Demais, Inútil paisagem, Só tinha de ser com você.

Assinou, em 1962, a trilha do filme Porto das caixas, de Paulo César Sarraceni. No mesmo ano, a convite da Audio Fidelity norte-americana e com o patrocínio do Itamarati, viajou aos EUA com outros integrantes do grupo da bossa nova, apresentando-se a 21 de novembro no Festival de Bossa nova, no Carnegie Hall,
em Nova York.

Um dos maiores sucessos de sua carreira Garota de Ipanema, foi composto em parceria com Vinícius de Morais, em fins de 1962, pouco antes da viagem, e lançado em 1963 por Pery Ribeiro na Odeon. Nos EUA gravou, ao piano, o LP Antônio Carlos Jobim, acompanhado de orquestra, lançado no Brasil pela Elenco, e um LP com o saxofonista Stan Getz, João Gilberto e Milton Banana, retornando ao Brasil em agosto de 1963.

Foi nessa época que Stan Getz e Charles Byrd lançaram nos EUA uma versão instrumental de Desafinado, que de início vendeu um milhão de cópias. Nesse ano, lançou pela Elenco um LP com o pianista Sérgio Mendes e, no ano seguinte, fez os arranjos para outro LP, Sérgio Mendes & Bossa Rio, gravado na Philips. Ainda em 1963, estreou finalmente em disco solo, com The composer of  Desafinado plays, com arranjos de Claus Ogerman. Fundou então sua própria editora nos EUA, a Corcovado Music, e lançou o disco Bossa Nova York, com Sérgio Mendes, Art Farmer e outros.

Lançou em 1964 o LP Caymmi visita Tom, com a participação de Dorival, Danilo, Nana e Dori. Compõe a trilha do filme Santo módico, de Sacha Gordine. No ano seguinte, gravou o disco The wonderful world of Antonio Carlos Jobim, em que lançou as músicas Bonita e Surfboard.

Em 1967, com o sucesso internacional de suas músicas, viajou novamente aos EUA para a gravação do LP Francis Albert, Sinatra e Antônio Carlos Jobim. Trabalhou ainda com Andy Williams, Nelson Riddle e Clauss Ogerman, entre outros, e em fins de 1967 voltou ao Brasil.

Participou em 1968 do show Discomunal (lançado em disco pelo MIS), ao lado de Chico Buarque, Eumir Deodato, Baden Powell, entre outros. No mesmo ano, ganhou o primeiro lugar no III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com Sabiá (com Chico Buarque), interpretada por Cynara e Cybele.

Seu segundo LP com Sinatra foi gravado em 1969, sendo lançado em 1971 com o titulo de Sinatra & Company, com participação de Eumir Deodato e Don Costa. Em 1970, fez a trilha para o filme Os aventureiros, de Louis Gilbert.

Entre 1968 e 1970 foram lançados no Brasil outros LPs gravados ainda nos EUA: Wave (AM Records), com arranjos de Clauss Ogerman, incluindo, além da música-título, Batidinha; Tide (AM Records), com Carinhoso (Pixinguinha) e Takatanga; e Stone Flower (CTI/ Polydor), com Sabiá e Chovendo na roseira, entre outras.

Um de seus maiores sucessos na década de 1970, Águas de março, foi lançado na série Disco de bolso de O Pasquim, em 1972. Em 1973 lançou pela Phonogram o LP Matita perê, com as músicas Águas de março, Ana Luísa e Crônica da casa assassinada, música incluída no filme de mesmo nome, de Paulo César Saraceni.

No Rio de Janeiro, em 1974, foi feita a remontagem de Orfeu da Conceição. A Certain Mr Jobim, LP que havia sido lançado pela Warner nos EUA, em 1967, foi posto à venda no Brasil, pela Continental, em 1975, incluindo, entre outras, Bonita (com Ray Gilbert) e Se todos fossem iguais a você. Em 1974, novamente nos EUA, participou da gravação do LP Elis e Tom, em que cantava com Elis Regina várias composições suas, entre as quais O que tinha de ser e Soneto da separação (ambas com Vinicius de Moraes).

Após 15 anos ausente dos palcos brasileiros, estreou em 1977 show no Canecão, no Rio de Janeiro, ao lado de Miúcha, Vinícius de Morais e Toquinho, gravado em disco. Gravou em seguida o LP Miúcha & Antônio Carlos Jobim, RCA Victor, que teria uma segunda versão em 1979, também pela RCA Victor.

Em 1980, gravou o álbum duplo Terra Brasilis e compôs Eu te amo (com Chico Buarque), para o filme homônimo de Arnaldo Jabor. Gravou com Edu Lobo o disco Tom & Edu, Edu & Tom, em 1981, incluindo o sucesso Luiza, composta para a novela Brilhante da TV Globo.

Em 1982, compôs a trilha do filme Gabriela, de Bruno Barreto. No ano seguinte, ao lado de Chico Buarque e Djavan, gravou a trilha do filme Para viver um grande amor, de Miguel Faria Júnior, lançada em disco pela CBS. Em 1984, foi homenageado pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos, com um especial para a TV Manchete: A música segundo Tom Jobim. Compôs e gravou, em 1985, a trilha da minissérie O tempo e o vento (TV Globo), baseada em obra homônima de Érico Verissimo, tendo na faixa principal a música Passarim. Foi nesse ano condecorado pelo governo francês com o título de Grand Commandeur des Arts et des Lettres. Participou ainda da trilha do filme Fonte da saudade, de Marco Altberg, baseado no livro Trilogia do assombro, de sua irmã Helena Jobim.

Em 1986, lançou o bolero Anos dourados, tema da minissérie homônima da TV Globo, que o homenagearia, no ano seguinte, com o especial Antônio, o brasileiro, dedicado aos seus 60 anos. Lançou o disco Passarim, que lhe daria no ano seguinte seu primeiro disco de ouro. Ainda por ocasião de seu 60 aniversário, Sérgio Cabral lançou a biografia Tom Jobim, com patrocínio da construtora CBPO/Odebrecht.

Em 1988, Ana Lontra Jobim lançou o livro de fotos Ensaio poético sobre Tom Jobim, patrocinado pela IEM (Record, Rio de Janeiro), e a editora Expressão e Cultura publicou o livro Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com texto e poemas seus e fotos de Zeka Araújo. No mesmo anos, compôs a trilha do filme A menina do lado, de Alberto Salvá.

Em 1989, apresentou no Carnegie Hall de Nova York show em homenagem aos 25 anos de Garota de Ipanema. No ano seguinte, foi eleito membro da Academia Nacional de Música Popular Americana, passando a integrar o Hall of Fame ao lado dos irmãos Gershwin, Cole Porter e Irving Berlin, entre outros. Nessa época, Garota de Ipanema ultrapassou as três milhões de execuções, tornando-o o segundo autor estrangeiro mais executado nos EUA, abaixo apenas dos Beatles.

Ao lado de Milton Nascimento e Chico Buarque, apresentou-se em show na inauguração da Universidade Livre de Música de São Paulo, que o nomearia reitor e, depois, presidente do Conselho Diretor. Foi também nomeado Doutor Honoris Causa pela UERJ.

Em 1991, ao lado de Sting, Elton John, Gilberto Gil e Caetano Veloso, participou des how em prol da Fundação Mata Virgem, no Carnegie Hall, em New York.

Em 1992, ao lado de Gal Costa, Plácido Domingo, Sting e Winton Marsalis, participou do principal show da Rio Eco-92, lançando o manifesto ecológico Forever green. Foi, nesse ano, tema do samba-enredo Se todos fossem iguais a você, da escola de samba Mangueira. Participou, também, do show No Tom da Mangueira, na quadra de samba da Mangueira, para arrecadar fundos para o desfile carnavalesco. Comemorou os 30 anos do show da bossa nova no Carnegie Hall com um espetáculo ao lado de João Gilberto, no Rio de Janeiro. O show se transformou no especial de fim de ano da TV Globo: João e Antônio.

Em 1993, foi homenageado pelo Free Jazz Festival, gravou ao lado de Milton Nascimento um programa especial para a TV Bandeirantes: Tom & Milton, participou com Antônio Callado, Antônio Houaiss e Antônio Cândido, do filme Três Antônios e um Jobim, de Dodô Brandão, cujos diálogos foram lançados em livro por Zuenir Ventura (Relume-Dumará, Rio de Janeiro). Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Lisboa.

Em 1994, gravou a faixa Fly me to the moon, para o disco de Frank Sinatra, Duets II. Lançou em novembro seu último disco, Antônio Brasileiro, com participações de Sting e Dorival Caymmi.

Foi homenageado em 1997 com o show All Jobim and more, no Carnegie Hall, Nova York, com a participação de Sting, Al Jarreau, Leila Pinheiro, Joe Lovano e Eugene Maslov, entre outros.

Na década de 1990, foram lançados novos livros sobre ele, entre os quais Tom Jobim -,A simplicidade do gênio, de José L. Sánchez (Record, Rio de Janeiro, 1995), Antônio Carlos Jobim, um homem iluminado, de Helena Jobim (Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1996), incluindo um CD, e Antônio Carlos Jobim — uma biografia, de Sérgio Cabral (Lumiar, Rio de Janeiro, 1997).

Tom Jobim morreu no dia 8 de dezembro 1994, em Nova York, no hospital Mount Sinai, durante uma angioplastia. Seu corpo foi enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Obra 

Acho que sim (c/Billy Blanco), samba, 1961; Adeus (c/Robert Mazoier), 1964; Água de beber (c/Vinícius de Morais), 1961; Águas de março, 1972; Ai quem me dera (c/Marino Pinto), 1981; Un altro addio (c/Vinícius de Morais e Sérgio Bardotti), 1991; Amor em paz, 1960; Amor sem adeus (c/Luís Bonfá), 1960; O amor só traz tristeza (c/Vinícius de Morais), s.d.; Ana Luiza, 1973; Andam dizendo (c/Vinícius de Morais), 1962; Andorinha, 1970; Ângela, 1970; Anos dourados (c/Chico Buarque), 1986; Antigua, 1967; Arpoador (dBilly Blanco), 1954, Arquitetura de morar, 1976; Ataque dos jagunços, 1983; Aula de matemática (c/Marino Pinto), 1958; Bangzália (c/Chico Buarque), 1985; O barbinha branca (c/Luis Bonfá), 1956; Bate-boca (c/Chico Buarque), 1997; Batidinha, 1967; Batucada, s.d.; Bebei, 1987; Berceuse (c/Robert Mazoier), 1964; Blusa vermelha (Red Blouse), 1967; Bonita, 1964; Borzeguim, 1981; Boto (c/Jararaca), 1976; Brasília, sinfonia da alvorada (c/Vinícius de Morais), 1961; Brazilian, s.d.; Brigas (Podes voltar) (c/Newton Mendonça), 1958; Brigas nunca mais (c/Vinícius de Morais), 1959; A cachorrinha (c/Vinícius de Morais), s.d.; Cai a tarde, 1959; Cala meu amor, 1958; Caminho da mata, 1983; Caminho de pedra (c/Vinícius de Morais), 1958; Caminhos cruzados (c/Newton Mendonça), 1958; Caminhos sem fim (c/Vinícius de Morais), s.d.; Canção da eterna despedida (c/Vinícius de Morais), 1959; Canção de amor e paz(c/Vinícius de Morais), 1967; Canção do amor demais (c/Vinícius de Morais), 1958; Canção em modo menor (Coração em prece) (c/Vinícius de Morais), 1962; Canta, canta mais (c/Vinícius de Morais), 1959; Canto da Bahia (dRobert Mazoier), 1964; Captam Bacardi, 1967; Caribe, 1970; Carta do Tom (c/Chico Buarque, Toquinho e Vinícius de Morais), s.d.; Casório, 1983; Cavaleiro monge (c/Fernando Pessoa), 1985; Um certo Capitão Rodrigo (c/Ronaldo Bastos), 1985; Chanson pour Micheile, 1985; Chansong, 1987; Chega de saudade (c/Vinícius de Morais), 1958; A chegada dos candangos (Vinícius de Morais), 1961; Chegada dos retirantes, 1983; Children’s game, 1970; Chora, coração (c/Vinícius de Morais), 1973; Choro, 1970; Choro complicado, s.d.; Choro em lá maior, s.d.; Chovendo na roseira, 1971; A chuva caiu (c/Luís Bonfá), 1956; Cidadão da Gávea (c/Vinícius de Morais), 1980; Coffee deiight, 1958; Coisas do dia (Sete horas) (c/Billy Blanco), samba, 1954; Copacabana (c/Billy Blanco), 1954; Coral (c/Vinícius de Morais), 1961; Corcovado, 1960; Correnteza, 1973; Crônica da casa assassinada, 1973; Dax rides, s.d.; De você, eu gosto (c/Aluísio de Oliveira), 1959; Dedinho de prosa (Tiquinho de amor), s.d.; Demais (c/Aluísio de Oliveira), 1959; Derradeira primavera (c/Vinícius de Morais), 1962; Desafinado (c/Newton Mendonça), 1958; Descendo o morro (c/Billy Blanco), 1954; Deus e o diabo na terra do sol, 1970; O dia que você gostar de mim, 1986; Diálogo, 1967; Dindi (c/Aluísio de Oliveira), 1959; Dinheiro em penca (c/Cacaso), 1979; Discussão (c/Newton Mendonça), 1958; Domingo azul do mar (c/Newton Mendonça), s.d.; Domingo sincopado, 1956; Double Rainbow(c/Gene Lees), 1974; The Dreamer, s.d.; E o amor já chegou (c/Paulo Soledade), s.d.; É preciso dizer adeus (c/Vinícius de Morais), 1958; Ela é carioca (c/Vinícius de Morais), 1963; Engano (c/Luís Bonfá), 1964; Entre a cruz e a caldeirinha, s.d.; Espelho das águas, 1981; Esperança perdida (c/Billy Blanco), 1955; Esquecendo você, 1959; Estamos aí (c/Chico Buarque), 1977; Este seu olhar, 1959; Estrada branca (c/Vinícius de Morais), 1958; Estrada do sol (c/Dolores Duran), 1958; Eu e o meu amor (c/Vinícius de Morais), 1956; Eu não existo sem você (c/Vinícius de Morais), 1957; Eu preciso de você (C/Aluisio de Oliveira), 1959; Eu quero (C/Billy Blanco), s.d.; Eu sei que vou te amar (c/Vinícius de Morais), 1959; Eu te amo (c/Chico Buarque), 1980; Exaltação ao amor (c/Vinícius de Morais), s.d.; Fala, meu amor (c/Vinícius de Morais), 1967; Falando de amor, 1979; O fantasminha Pluft, s.d.; Favela (c/Vinícius de Morais), 1963; Faz uma semana (c/João Stockler), 1953; A felicidade (c/Vinícius de Morais), 1959; Fim de romance (c/Alcides de Sousa Fernandes), s.d.; Flor do mato, 1981; Foi a noite (c/Newton Mendonça), 1956; Foi você (c/Alcides de Sousa Fernandes), s.d.; Forever Green (c/Paulo Jobim), 1994; Fotografia, 1959; Frase perdida (c/Marino Pinto), 1957; Frevo (c/Vinícius de Morais), 1959; Frevo de Orfeu (c/Vinícius de Morais), 1996; Gabriela, 1987; Garota de Ipanema (c/Vinícius de Morais), 1960; Garoto, 1959; Gracioso, 1959; O grande amor (c/Vinícius de Morais), 1960; Hino ao sol (c/Billy Blanco), 1954; O homem (c/Vinícius Morais), 1961; lf You Ever Come to Me (c/Ray Gilbert), 1967; Ilhéus (c/Vinícius de Morais), 1983; Imagina (c/Chico Buarque), 1983; Impossível (c/Alcides Fernandes), s.d.; Incerteza (c/Newton Mendonça) 1953; Insensatez (cNinícius de Morais), 1960; Inútil paisagem (c/Aluísio de Oliveira), 1963; Io ao che ti amero (c/Vinícius de Morais e Sergio Bardotti), 1991; Isto eu não faço, 1960; I Was Just One More for You (c/Billy Blanco e Ray Gilbert), 1994; Janelas abertas (c/Vinícius de Morais), 1958; Jangada de vela, s.d.; O jardim abandonado, 1973; Lamento (c/Vinícius de Morais), 1964; Lamento no morro (c/Vinícius de Morais) 1956; Lá no meu sertão tem um riacho, s.d.; Latin Manhattan, 1958; Latino (c/Mïchael Frank), s.d.; Lenda (em memória de Jorge Jobim), s.d.; Lígia, 1972; El lobo (God and the Devil in the Land of the Sun), 1970; Longe é o céu, sd.; Luar e batucada (c/Newton Mendonça), 1957; Luciana (c/Vinícius de Morais), 1958; Luísa, 1981; Mágoa (c/Marino Pinto), 1958; O mar (c/Billy Blanco), 1954; Maria da Graça (c/Vinícius de Morais), 1958; Maria e dia (c/Paulo Jobim e Ronaldo Bastos), 1981; Maria orgulhosa, s.d.; Marina del rey, 1980; Matei-me no trabalho (c/Billy Blanco), 1954; Matita perê (c/Paulo Cesar Pinheiro), 1973; Meditação (c/Newton Mendonça), 1959; Meninos, eu vi (c/Chico Buarque), 1983; Meu amigo Radamés, 1994; Meu mundo é você (c/Aloísio de Oliveira) 1983; Milagre de Maria (c/Robert Mazoier), 1964; Milagre e palhaços, 1973; Modinha (c/Vinícius de Morais), 1958; Mojave, 1967; A montanha (c/Billy Blanco), 1954; Monólogo de Orfeu (c/Vinícius de Morais), 1956; Moonlight Daiquiri, 1958; O morro (c/Billy Blanco), 1954; O morro não tem vez (c/Vinícius de Morais), 1963; Morte de Orfeu (Macumba) (c/Vinícius de Morais), 1956; Mulher sempre mulher (c/Vinícius de Morais), 1956; Na hora do adeus (c/Vinícius de Morais), 1960; Nas horas mortas (c/Billy Bianco), s.d.; Na solidão da noite, ad. ; Não devo sonhar (c/Helena Jobim), 1956; Não fui só eu (c/Paulo Soledade), s.d.; Noites do Rio (c/Billy Blanco), 1954; Um nome de mulher (c/Vinícius de Morais), 1957; No More Blues (c/Vinícius de Morais e Jessei Hendricks), 1962; O nosso amor (c/Vinícius de Morais), 1959; Nuvens douradas, 1973; O que tinha de ser (c/Vinícius de Morais), 1959; O que vai ser de mim, 1955; Oficina, 1980; Olha, Maria (Amparo) (c/Chico Buarque e Vinícius de Morais), 1970; Olha pro céu (Longe é o céu), 1960; Onde andará o amor? (c/Vinícius de Morais), s.d.; Orfeu da Conceição (Overture) (c/Vinícius de Morais), 1956; Origens, 1983; Outra vez, 1954; Para não sofrer, 1963; Passarim, 1985; Pato preto, 1989; Paulo vôo livre (A lenda dos homens- asa), 1995; Pé grande (Sonho desfeito) (c/Armando Cavalcanti e Paulo Soledade), 1956; Pelos caminhos da vida (c/Vinícius de Morais), 1959; Pensando em você, 1953; Pensando na vida, 1983; O pequeno príncipe, 1957; Perdido nos teus olhos (c/Newton Mendonça), 1959; Piano na Mangueira (c/Chico Buarque), 1992; Pista de grama, s.d.; O planalto deserto (c/Vinícius de Morais), 1961; Pois é (Dedicação) (c/Chico Buarque), 1970; Pollo game, s.d.; Por causa de você (c/Dolores Durán), 1957; Por onde andará o amor (Quem numa tarde triste andou procurando), s.d.; Por toda a minha vida (c/Vinícius de Morais), 1959; Porto das caixas, s.d.; Pra fora, s.d.; Pra mode chatear, 1984; Pra não sofrer, 1963; Praia branca (c/Vinícius de Morais), 1958; As praias desertas, 1958; Preciso de você, s.d.; Promessas (c/Newton Mendonça), 1983; Pulando carniça, 1983; Quando o amor é o amor, s.d.; Quando é noite de luar (c/Newton Mendonça), s.d.; Que é que vai ser de mim, 1954; Quebra pedra (Stone Flower), 1970; A queda, 1967; Querida, 1991; Radamés y Pelé, 1994; Rancho nas nuvens, 1973; Remember, 1970; Retrato em branco e preto (c/Chico Buarque), 1968; O rio da minha aldeia (c/Fernando Pessoa), 1985; Rio de Janeiro (c/Billy Blanco), 1955; Rockanália, 1970; Rodrigo, meu capitão (c/Ronaldo Bastos), 1985; Sabiá (c/Chico Buarque), 1968; Samba Belo Horizonte (c/Vinícius de Morais), s.d.; O samba de amanhã (c/Billy Blanco), 1954; Samba de Maria Luísa, 1994; Samba de uma nota só (c/Newton Mendonça), 1959; Samba do avião, 1962; Samba do grande amor (c/Chico Buarque), 1983; Samba levanta poeira, s.d.; Samba não é brinquedo (d/Luís Bonfá), 1956; Samba para Ari e Caymmi, s.d.; Samba torto (c/Aluísio de Oliveira), 1960; Sambinha bossa nova, 1970; São Paulo, s.d.; Saudade (Vai, conta a ela toda a verdade), s.d.; Saudade do Brasil, 1974; Se é por falta de adeus (c/Dolores Durán), 1955; Se todos fossem iguais a você (c/Vinícius de Morais), 1957, Sem você (c/Vinícius de Morais), 1959; Senhora Dona Bibiana (c/Ronaldo Bastos), 1985; Sinfonia do Rio de Janeiro (c/Billy Bianco), 1954; Só danço samba (c/Vinícius de Morais), 1962; Só em teus braços, 1959; Só saudade (c/Newton Mendonça), 1956; Só tinha de ser com você (c/Aluísio de Oliveira), 1964; Sol, sal, céu (c/Billy Bianco), s.d.; Solidão (c/Alcides Fernandes), 1954; Somewhere in the Hills (c/Ray Gilbert), 1994; Soneto da separação (c/Vinícius de Morais), 1959; Sonho desfeito (c/Marino Pinto), 1956; Spanish Varanda, 1980; Sucedeu assim (c/Marino Pinto), 1957; Sue Ann, 1970; Surfboard, 1964, Takatanga, 1970; Tema de amor de Gabriela, 1980; Tema Jazz, 1970; Tema novo, s.d.; Tema para Ana, 1995; Tempo de amar (c/Paulo Soledade), só.; Tempo do mar, 1973; Teresa da praia (c/Billy Blanco), 1954; Teresa, meu amor, 1970; Teu castigo (c/Newton Mendonça), 1956; This Happy Madness (c/Vinícius de Morais e Ray Gilbert), 1971; Tide, 1970; Toda tristeza guardo comigo, sd.; O trabalho e a construção (c/Vinícius de Morais), 1961; Treck, 1970; Trem de ferro (c/Manoel Bandeira), 1986; Trem para Cordisburgo, 1973; Triste, 1967; Turma do funil (c/Chico Buarque), 1979; Two Kites, 1980; A valsa, s.d.; Valsa das rosas, s.d.; Valsa do amor de nós dois (c/Vinícius de Morais), 1962; Valsa do Porto das Caixas, 1964; Valsa romântica, s.d.; Velho riacho, 1962; Vem viver ao meu lado (c/Alcides de Sousa Fernandes), 1956; Vida bela (c/Vinícius de Morais), 1958; A violeira (c/Chico Buarque), 1983; Vivo sonhando, 1963; Você pra mim foi um sonho (c/Newton Mendonça), s.d., Você vai ver (c/Ana Jobim), 1980; Wave (Vou te contar), 1960; Zíngaro, 1965; Zona Sul (c/Billy Blanco), 1954.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFOLHA - 2a. Edição - 1998.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Manfredo Fest


Manfredo Fest (Manfredo Irmin Fest), instrumentista, compositor e arranjador, nasceu em Porto Alegre, RS, em 13/5/1936, e faleceu em Tampa Bay, Florida, EUA, em 8/10/1999. Começou a estudar piano aos cinco anos, com o pai, imigrante alemão que foi concertista.

Com apenas dez por cento da capacidade visual normal, fez seus estudos em Braille, formando-se em piano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Organizou em Porto Alegre vários conjuntos, que atuavam em festas, reuniões e bailes.

Mudou-se em 1961 para São Paulo SP, em busca de melhores oportunidades, formando seu primeiro trio, que atuava em boates, como a Baiúca e as do Hotel Jaraguá e Cambridge Hotel. No ano seguinte, gravou com o trio seu primeiro disco, Bossa-nova-nova bossa, pela RGE, em que foram incluídas também músicas de sua autoria, como Eu sou feliz, feita em parceria com sua esposa Lili Fest que, além de ter sido sua principal parceira, era quem transcrevia suas composições.

Em 1963 gravou outro LP pela RGE, Evolução, e dois anos depois lançou, pela mesma gravadora, o LP Manfredo Fest Trio, com músicas de Edu Lobo, Durval Ferreira, Baden Powell e Vera Brasil.

Em 1965 gravou para a Fermata o LP Some Peoples, com uma série de sucessos dos Beatles em ritmo de samba. Em 1966 lançou outro LP, Alma brasileira. No ano seguinte foi para os EUA., fixando-se em Los Angeles, onde formou novo trio.

Passou depois a trabalhar com Sérgio Mendes, fazendo a abertura de seus shows. Com o conjunto gravou ainda, em 1969, o LP Bossa Rio e, no ano seguinte, Alegria, ambos produzidos por Sérgio Mendes, além de um disco do show ao vivo no Japão.

Em 1970 deixou Sérgio Mendes, formando novos grupos e gravando dois anos depois um LP, o Bossa Rock Blues n° 1. Em 1973 foi para Chicago liderar o conjunto Batucada, formando no ano seguinte um novo trio. Em 1976 gravou o LP Brazilian Dorian Dream pelo seu próprio selo, o T&M Productions. Deste disco fazia parte a sua composição Jungle Cat. Gravou em 1978 o LP Manifestations, para a gravadora Tabu Records, em Los Angeles.

Em 1992 gravou em Minneapolis um disco de produção independente chamado Manfredo Fest and Friends, onde se destaca A Blues for Oscar, homenagem ao pianista de jazz Oscar Peterson.

A partir de 1993, começou a gravar pelo selo Concord, nos EUA, pelo qual já lançou quatro CDs, nos quais gravou versões instrumentais de músicas brasileiras como Caminhos cruzados (Tom Jobim), Passarim (Tom Jobim e Paulo Jobim), Começar  de novo (Ivan Lins e Vítor Martins) e Amazonas (João Donato), bem como versões de standards da música norte- americana, como Over the Rainbow (Harold Arlen e E. Y. Harburg) e Summertime (George Gershwin, Ira Gershwin e DuBose Heyward).

Fez uma tournée em 1996 pela Alemanha e Dinamarca, com seu filho Phil Fest, guitarrista, e o harmonicista Hendrik Meurkens, presenças constantes em seus discos mais recentes. No início de 1998 gravou um CD ao vivo no Vartan Live Jazz, em Denver, Cobrado, com regravações de algumas de suas músicas. Seu estilo combinava bossa-nova e jazz.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Chico Batera

Chico Batera
Chico Batera (Francisco José Tavares de Souza), instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8/4/1943. Iniciou sua carreira em 1960, tocando bateria no show de Carlos Machado, na boate Night and Day, no Rio de Janeiro.

No início do movimento da bossa nova tocou nas boates do Beco das Garrafas com Johnny Alf, Bossa 3 e Sérgio Mendes, que o levou para os EUA.

Em 1966, no Rio de Janeiro, formou um conjunto, o Folclore, Samba e Bossa Nova, que representou o Brasil em um festival de jazz em Berlim, então República Federal da Alemanha.

No Brasil, tocou com Luís Carlos Vinhas na boate Flag, integrou o Trio 3-D e atuou ao lado de Copinha, Sérgio Barroso e Dom Salvador, com quem voltou aos EUA, apresentando-se em Minneapolis, New York e no Texas. Fixando-se na cidade norte-americana de Los Angeles, dedicou-se à percussão, especializando-se em instrumentos exóticos, como frigideira, tamanco, tímpano, sinos chineses, chaves, badalos, queixada, triângulo, caxixi e vibrafone.

Depois, trabalhou em gravadoras, na percussão de trilhas sonoras para Michel Legrand e Gerald Wilson, além de gravar LPs com Elia Fitzgerald, Frank Sinatra, Tom Jobim e o conjunto The Doors.

Participou também de grupos musicais latino-americanos. Gravou um LP com João Gilberto no México, antes de retornar ao Brasil, em 1972. Participou da gravação do disco A matança do porco, do grupo Som Imaginário, e, em 1973, foi com Gal Costa a Cannes, França. 

No mesmo ano, fez, ainda com Gal, o show Índia, no Teatro Teresa Raquel, do Rio de Janeiro, e acompanhou Elis Regina. Em 1995 apresentou- se em show com repertório de seu disco Dia/Noite

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

sábado, 17 de abril de 2010

Dom Um

Dom Um (Dom Um Romão), instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 03/08/1925. Iniciou-se profissionalmente no final da década de 1940, tocando bateria em cabarés da Lapa e orquestras de bailes.

Integrou a orquestra da Rádio Tupi, acompanhando cantoras como Dircinha e Linda Batista. No programa de Aérton Perlingeiro, na mesma rádio, participou da Noite das Estrelas, com Elis Regina.

Nos anos 50, tornou-se baterista da boite Vogue do Rio de Janeiro. Em 1955, formou, com Toninho (piano) e Manuel Gusmão (contra-baixo), o Copa Trio, com o qual apresentou-se no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro.

Em 1958 participou do álbum Canção do amor demais, de Elizeth Cardoso, disco precursor da bossa-nova. Por volta de 1959, participou das jam-sessions da boate Little Club, passando a atuar em shows de boates no Beco das Garrafas, em Copacabana, então quartel-general da bossa-nova.

Em 1961, como baterista do Brazilian Jazz Sextet, liderado por Sérgio Mendes, participou do III Festival Sul Americano de Jazz, no Uruguai. No ano seguinte gravou, com o conjunto do pianista J. T. Meireles, o LP O som, da Philips, e integrou a primeira formação do Bossa Rio Sextet, de Sérgio Mendes, participando, em novembro, do Festival da Bossa Nova, realizado no Carnegie Hali, em Nova York, EUA. Na época, gravou na etiqueta norte-america na Riverside Cannonball’s Bossa-nova, com o saxofonista norte-americano Julian Cannonball Aderley.

Em 1963, novamente com o grupo musical do pianista J. T. Meireles, gravou o LP Meireles e os Copa 5, pela Philips, e no ano seguinte, com o Copa Trio, atuou no show O fino da bossa, no Teatro Paramount, de São Paulo SP.

Ainda em 1964, com o Copa Trio, agora com o pianista Dom Salvador e o baixista Manuel Gusmão, participou de vários shows, inclusive do primeiro de Elis Regina, no Rio de Janeiro, em novembro, na boate Bottle’s. Com o trio, acompanhou o Quarteto em Cy e outros cantores. Em seguida, Jorge Ben veio a integrar o grupo que passou a se chamar Copa 4.

Gravou ainda nesse ano o LP Dom Um, pela Philips, com arranjos de Paulo Moura e Waltel Branco, em que se destacaram as faixas Telefone (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), África (Waltel Branco), Berimbau (João Meio e Codó), Dom Um sete (Waltel Branco) e Zona Sul (Luís Henrique A. Soares).

Em 1965 coordenou o disco de estréia de Flora Purim, então sua esposa (Flora é MPB, RCA) e, no final do ano, foi novamente para os E.U.A., a convite de Norman Grantz, produtor de Ella Fitzgerald. Lá apresentou-sé com Stan Getz e Astrud Gilberto em universidades e várias cidades e, depois, na Europa. Em Nova York, trabalhou com diversos conjuntos norte-americanos e também ao lado de brasileiros, como Luiz Bonfá e Tom Jobim, com quem gravou diversos discos.

Em 1966, nos EUA, voltou a trabalhar com Sérgio Mendes, atuando no conjunto Brasil 66, com o qual gravou o LP Fool on the Hill (A&M Records), e excursionou pelo Brasil nesse mesmo ano. Em 1967 participou do LP de Tom Jobim com Frank Sinatra (Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim), além do LP solo de Tom Jobim, Wave (A&M Records).

No ano seguinte deixou o conjunto de Sérgio Mendes e, permanecendo nos EUA, integrou vários grupos norte-americanos, participando de shows e gravações. Com Luís Bonfá, participou do disco The movie song album de Tony Bennett.

Em 1972 passou a ser o percussionista do grupo Weather Report, no lugar de Airto Moreira. Nesse mesmo ano apresentou-se com o grupo no Japão, gravando ao vivo o disco 1 Sing the Body Electric. Em 1973 excursionou com o grupo Blood, Sweat and Tears, e lançou seu primeiro disco solo nos EUA, Dom Um Romão. Com o Weather Report participou da gênese do estilo free jazz e gravou também os LPs Mysterious Traveller e Sweetnighter, antes de abandonar o grupo em 1976, ano em que lançou o LP solo Hotmosphere (Pablo Records).

No início dos anos de 1980, radicou-se em Wechis, Suíça, apesar de manter o famoso estúdio Black Beans, em New Jersey, EUA. Em 1985, com seu Quinteto Dom Um Romão, participou do 1 Festival de Jazz de Lisboa, Portugal. O quinteto era formado por Izio Gross (piano), Wilson D’Oliveira (sax-tenor), Hal Thurmond (bateria) e Norbert Dömling (baixo), com ele na percussão. Com o conjunto acompanhou diversos músicos norte-americanos, como Tony Bennet e Robert Palmer, além do grupo Blood, Sweet and Tears.

Apresentou- se no projeto Som das ondas, na praia do Arpoador, Rio de Janeiro, em 1992. No ano seguinte, lançou o álbum Saudades (Water Lily Acoustics). Em 1997 fez show na Casa de Cultura Laura Alvin, Rio de Janeiro, na série Quintas Acústicas. Na mesma ocasião, realizou workshop sobre bateria no teatro Cultura Inglesa, em São Paulo. Depois de 30 anos sem gravar no Brasil, registrou o CD Rhythm traveler e participou dos CDs de Itamara Koorax e de Nelson Ângelo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Dom Um

Dom Um (Dom Um Romão), instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 03/08/1925. Iniciou-se profissionalmente no final da década de 1940, tocando bateria em cabarés da Lapa e orquestras de bailes.

Integrou a orquestra da Rádio Tupi, acompanhando cantoras como Dircinha e Linda Batista. No programa de Aérton Perlingeiro, na mesma rádio, participou da Noite das Estrelas, com Elis Regina.

Nos anos 50, tornou-se baterista da boite Vogue do Rio de Janeiro. Em 1955, formou, com Toninho (piano) e Manuel Gusmão (contra-baixo), o Copa Trio, com o qual apresentou-se no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro.

Em 1958 participou do álbum Canção do amor demais, de Elizeth Cardoso, disco precursor da bossa-nova. Por volta de 1959, participou das jam-sessions da boate Little Club, passando a atuar em shows de boates no Beco das Garrafas, em Copacabana, então quartel-general da bossa-nova.

Em 1961, como baterista do Brazilian Jazz Sextet, liderado por Sérgio Mendes, participou do III Festival Sul Americano de Jazz, no Uruguai. No ano seguinte gravou, com o conjunto do pianista J. T. Meireles, o LP O som, da Philips, e integrou a primeira formação do Bossa Rio Sextet, de Sérgio Mendes, participando, em novembro, do Festival da Bossa Nova, realizado no Carnegie Hali, em Nova York, EUA. Na época, gravou na etiqueta norte-america na Riverside Cannonball’s Bossa-nova, com o saxofonista norte-americano Julian Cannonball Aderley.

Em 1963, novamente com o grupo musical do pianista J. T. Meireles, gravou o LP Meireles e os Copa 5, pela Philips, e no ano seguinte, com o Copa Trio, atuou no show O fino da bossa, no Teatro Paramount, de São Paulo SP.

Ainda em 1964, com o Copa Trio, agora com o pianista Dom Salvador e o baixista Manuel Gusmão, participou de vários shows, inclusive do primeiro de Elis Regina, no Rio de Janeiro, em novembro, na boate Bottle’s. Com o trio, acompanhou o Quarteto em Cy e outros cantores. Em seguida, Jorge Ben veio a integrar o grupo que passou a se chamar Copa 4.

Gravou ainda nesse ano o LP Dom Um, pela Philips, com arranjos de Paulo Moura e Waltel Branco, em que se destacaram as faixas Telefone (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), África (Waltel Branco), Berimbau (João Meio e Codó), Dom Um sete (Waltel Branco) e Zona Sul (Luís Henrique A. Soares).

Em 1965 coordenou o disco de estréia de Flora Purim, então sua esposa (Flora é MPB, RCA) e, no final do ano, foi novamente para os E.U.A., a convite de Norman Grantz, produtor de Ella Fitzgerald. Lá apresentou-sé com Stan Getz e Astrud Gilberto em universidades e várias cidades e, depois, na Europa. Em Nova York, trabalhou com diversos conjuntos norte-americanos e também ao lado de brasileiros, como Luiz Bonfá e Tom Jobim, com quem gravou diversos discos.

Em 1966, nos EUA, voltou a trabalhar com Sérgio Mendes, atuando no conjunto Brasil 66, com o qual gravou o LP Fool on the Hill (A&M Records), e excursionou pelo Brasil nesse mesmo ano. Em 1967 participou do LP de Tom Jobim com Frank Sinatra (Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim), além do LP solo de Tom Jobim, Wave (A&M Records).

No ano seguinte deixou o conjunto de Sérgio Mendes e, permanecendo nos EUA, integrou vários grupos norte-americanos, participando de shows e gravações. Com Luís Bonfá, participou do disco The movie song album de Tony Bennett.

Em 1972 passou a ser o percussionista do grupo Weather Report, no lugar de Airto Moreira. Nesse mesmo ano apresentou-se com o grupo no Japão, gravando ao vivo o disco 1 Sing the Body Electric. Em 1973 excursionou com o grupo Blood, Sweat and Tears, e lançou seu primeiro disco solo nos EUA, Dom Um Romão. Com o Weather Report participou da gênese do estilo free jazz e gravou também os LPs Mysterious Traveller e Sweetnighter, antes de abandonar o grupo em 1976, ano em que lançou o LP solo Hotmosphere (Pablo Records).

No início dos anos de 1980, radicou-se em Wechis, Suíça, apesar de manter o famoso estúdio Black Beans, em New Jersey, EUA. Em 1985, com seu Quinteto Dom Um Romão, participou do 1 Festival de Jazz de Lisboa, Portugal. O quinteto era formado por Izio Gross (piano), Wilson D’Oliveira (sax-tenor), Hal Thurmond (bateria) e Norbert Dömling (baixo), com ele na percussão. Com o conjunto acompanhou diversos músicos norte-americanos, como Tony Bennet e Robert Palmer, além do grupo Blood, Sweet and Tears.

Apresentou- se no projeto Som das ondas, na praia do Arpoador, Rio de Janeiro, em 1992. No ano seguinte, lançou o álbum Saudades (Water Lily Acoustics). Em 1997 fez show na Casa de Cultura Laura Alvin, Rio de Janeiro, na série Quintas Acústicas. Na mesma ocasião, realizou workshop sobre bateria no teatro Cultura Inglesa, em São Paulo. Depois de 30 anos sem gravar no Brasil, registrou o CD Rhythm traveler e participou dos CDs de Itamara Koorax e de Nelson Ângelo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quarteto Novo


Quarteto Novo é um conjunto instrumental que foi formado em 1966 na cidade de São Paulo. Originalmente Trio Novo, integrado por Theo de Barros (contrabaixo e violão), Heraldo do Monte (viola e guitarra) e Airto Moreira (bateria).

O conjunto foi criado para acompanhar o cantor e compositor Geraldo Vandré em apresentações e gravações. Classificada Disparada (Geraldo Vandré e Theo de Barros) para o II FMPB, da TV Record, de São Paulo, o Trio Novo, encarregado de acompanhar o cantor Jair Rodrigues na música, teve sua formação alterada, pois, por força de contrato com a Rhodia, estavam impedidos de participar do festival. O trio se apresentou então com Aires (viola), Manini (bateria) e Edgar Gianullo (violão).

Com entrada do flautista Hermeto Pascoal, o trio passou a Quarteto Novo, e participou dos programas de televisão que Geraldo Vandré comoandou em São Paulo, na TV Record e na TV Bandeirantes.

Em 1967, com músicas de Geraldo Vandré e dos seus integrantes, o conjunto gravou na Odeon o LP Quarteto Novo, importante experiência de estilização de ritmos nordestinos. Nesse mesmo ano o quarteto acompanhou Edu Lobo e Marília Medalha na apresentação de Ponteio (Edu Lobo e Capinam), que venceu o III FMPB.

O conjunto se dissolveu em 1969, e o LP foi reeditado em 1973.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

Quarteto Novo


Quarteto Novo é um conjunto instrumental que foi formado em 1966 na cidade de São Paulo. Originalmente Trio Novo, integrado por Theo de Barros (contrabaixo e violão), Heraldo do Monte (viola e guitarra) e Airto Moreira (bateria).

O conjunto foi criado para acompanhar o cantor e compositor Geraldo Vandré em apresentações e gravações. Classificada Disparada (Geraldo Vandré e Theo de Barros) para o II FMPB, da TV Record, de São Paulo, o Trio Novo, encarregado de acompanhar o cantor Jair Rodrigues na música, teve sua formação alterada, pois, por força de contrato com a Rhodia, estavam impedidos de participar do festival. O trio se apresentou então com Aires (viola), Manini (bateria) e Edgar Gianullo (violão).

Com entrada do flautista Hermeto Pascoal, o trio passou a Quarteto Novo, e participou dos programas de televisão que Geraldo Vandré comoandou em São Paulo, na TV Record e na TV Bandeirantes.

Em 1967, com músicas de Geraldo Vandré e dos seus integrantes, o conjunto gravou na Odeon o LP Quarteto Novo, importante experiência de estilização de ritmos nordestinos. Nesse mesmo ano o quarteto acompanhou Edu Lobo e Marília Medalha na apresentação de Ponteio (Edu Lobo e Capinam), que venceu o III FMPB.

O conjunto se dissolveu em 1969, e o LP foi reeditado em 1973.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

Durval Ferreira

Durval Ferreira (Durval Inácio Ferreira), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 26/1/1935, e faleceu na mesma cidade em 17/6/2007. Começou a aprender violão com a mãe, que tocava bandolim, e desde então interessou-se por música, estudando sozinho.

Mais tarde se aperfeiçoaria no contato com músicos como João Donato, Luís Eça, Johnny Alf, Cannonball Adderley, Herbie Mann, Tom Jobim e outros.

Em 1958 fez sua primeira composição, Sambop (com Maurício Einhorn) gravada dois anos depois por Claudete Soares no LP Nova geração em ritmo de samba (Copacabana). Em 1959 apresentou-se pela primeira vez em público no festival de bossa nova realizado no Liceu Franco-Brasileiro, do Rio de Janeiro, e em seguida em espetáculo da Faculdade de Arquitetura; nessa época, organizou seu primeiro conjunto e acompanhou a cantora Leny Andrade.

Em 1962 integrou o conjunto de Ed Lincoln e, como guitarrista, tocou no Sexteto Bossa Rio, de Sérgio Mendes, durante o Festival de Bossa Nova, do Carnegie Hall, de Nova Iorque, EUA. Três anos depois foi violonista do conjunto Tamba Trio em gravações, participando ainda do conjunto Os Gatos, com o qual gravou o LP Aquele som dos Gatos (Philips), e, em 1966, Os Gatos (Philips),incluindo sua composição E nada mais (com Lula Freire).

Compôs a trilha sonora de Estranho triângulo, direção de Pedro Camargo, e participou, em 1968, do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com a música Rua d'Aurora (com Fátima Gaspar e Tibério Gaspar).

Tem inúmeras composições gravadas por artistas brasileiros e norte-americanos, destacando-se Batida diferente (com Maurício Einhorn), gravada por Roberto Menescal e seu Conjunto, na Elenco, pelo Tamba Trio, na Philips, e com várias outras gravações no Brasil e exterior; Tristeza de nós dois (com Maurício Einhorn e Bebeto), gravada em 1962 pelo conjunto de Sérgio Mendes e também com inúmeras gravações: Estamos aí (com Maurício Einhorn e Regina Werneck), 1963, gravada por Leny Andrade, na Odeon; Nuvem, com o mesmo parceiro, gravada pelo conjunto Os Gatos, de Eumir Deodato, na Philips.

Sua composição com Maurício Einhorn e Hélio Mateus, Avião, foi uma das últimas gravações do cantor Agostinho dos Santos, antes de sua morte em acidente aéreo.

Participou, como jurado, do III e IV FIC, produziu as vinhetas da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, sozinho (FM) e em parceria com Orlandivo (AM). Foi diretor artístico da CID.

Fontes: CliqueMusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Durval Ferreira

Durval Ferreira (Durval Inácio Ferreira), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 26/1/1935, e faleceu na mesma cidade em 17/6/2007. Começou a aprender violão com a mãe, que tocava bandolim, e desde então interessou-se por música, estudando sozinho.

Mais tarde se aperfeiçoaria no contato com músicos como João Donato, Luís Eça, Johnny Alf, Cannonball Adderley, Herbie Mann, Tom Jobim e outros.

Em 1958 fez sua primeira composição, Sambop (com Maurício Einhorn) gravada dois anos depois por Claudete Soares no LP Nova geração em ritmo de samba (Copacabana). Em 1959 apresentou-se pela primeira vez em público no festival de bossa nova realizado no Liceu Franco-Brasileiro, do Rio de Janeiro, e em seguida em espetáculo da Faculdade de Arquitetura; nessa época, organizou seu primeiro conjunto e acompanhou a cantora Leny Andrade.

Em 1962 integrou o conjunto de Ed Lincoln e, como guitarrista, tocou no Sexteto Bossa Rio, de Sérgio Mendes, durante o Festival de Bossa Nova, do Carnegie Hall, de Nova Iorque, EUA. Três anos depois foi violonista do conjunto Tamba Trio em gravações, participando ainda do conjunto Os Gatos, com o qual gravou o LP Aquele som dos Gatos (Philips), e, em 1966, Os Gatos (Philips),incluindo sua composição E nada mais (com Lula Freire).

Compôs a trilha sonora de Estranho triângulo, direção de Pedro Camargo, e participou, em 1968, do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com a música Rua d'Aurora (com Fátima Gaspar e Tibério Gaspar).

Tem inúmeras composições gravadas por artistas brasileiros e norte-americanos, destacando-se Batida diferente (com Maurício Einhorn), gravada por Roberto Menescal e seu Conjunto, na Elenco, pelo Tamba Trio, na Philips, e com várias outras gravações no Brasil e exterior; Tristeza de nós dois (com Maurício Einhorn e Bebeto), gravada em 1962 pelo conjunto de Sérgio Mendes e também com inúmeras gravações: Estamos aí (com Maurício Einhorn e Regina Werneck), 1963, gravada por Leny Andrade, na Odeon; Nuvem, com o mesmo parceiro, gravada pelo conjunto Os Gatos, de Eumir Deodato, na Philips.

Sua composição com Maurício Einhorn e Hélio Mateus, Avião, foi uma das últimas gravações do cantor Agostinho dos Santos, antes de sua morte em acidente aéreo.

Participou, como jurado, do III e IV FIC, produziu as vinhetas da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, sozinho (FM) e em parceria com Orlandivo (AM). Foi diretor artístico da CID.

Fontes: CliqueMusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Miúcha

Miúcha

Miúcha (Heloísa Maria Buarque de Hollanda), cantora, nasceu no Rio de Janeiro em 30/11/1937 e mudou-se para São Paulo aos oito anos de idade, com a família. O pai, Sergio Buarque de Hollanda, era amigo de músicos e gostava de promover saraus e noitadas musicais. Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes eram alguns que apareciam com freqüência.

Miúcha começou a tocar violão e cantar com os seis irmãos, influenciada pelo repertório da casa, que passava por Ataulfo Alves, Ismael Silva, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa.

Na década de 60 conseguiu uma bolsa para estudar História da Arte em Paris. Durante umas férias viajou com amigos para a Itália e Grécia, e lá começou a cantar e tocar em todos os lugares por onde passavam.

Com a experiência, de volta a Paris, passou a se apresentar no bar "La Candelaria", onde se apresentava também a chilena Violeta Parra. Graças a Violeta conheceu João Gilberto, com quem acabou se mudando para Nova York e casando. Foi em Nova York sua estréia em disco: The Best of Two Worlds, com João Gilberto e Stan Getz, gravado em 1975.

No mesmo ano, excursionou com Getz, e juntos participaram do Festival de Jazz de Newport. Ainda em 1975 fez sua primeira gravação ao lado de Tom Jobim, cantando na faixa Bôto, do LP Urubu.

Com Tom Jobim gravou dois discos, Miúcha e Antônio Carlos Jobim (1977) e Miúcha e Tom Jobim (1979), em que lançou alguns dos maiores sucessos de sua carreira: Maninha (composta pelo irmão Chico Buarque em homenagem a ela), Pela luz dos olhos teus (Vinicius), Vai levando (Chico Buarque e Caetano Veloso), Samba do avião, Falando de amor (ambas de Tom Jobim) e Dinheiro em penca (Tom Jobim e Cacaso), que serviria de inspiração para o irmão Chico criar a música Paratodos, título de seu disco em 1993.

Em 1977 participou do famoso show no Canecão ao lado de Vinicius, Toquinho e Tom, que rendeu um disco histórico. O espetáculo ficou em cartaz no Rio por quase um ano, seguindo depois para outras cidades na América do Sul e Europa.

Depois disso Miúcha manteve uma carreira bem-sucedida, gravando discos e excursionando com freqüência pelas Américas, Europa e Japão. Seu disco mais recente, Rosa amarela (1999), foi lançado primeiro no Japão, e inclui clássicos como Doce de coco (Jacob do Bandolim) e composições recentes, como Assentamento (Chico Buarque).

Fontes: Brasil Memórias; Wikipédia; CliqueMusic.

Miúcha

Miúcha

Miúcha (Heloísa Maria Buarque de Hollanda), cantora, nasceu no Rio de Janeiro em 30/11/1937 e mudou-se para São Paulo aos oito anos de idade, com a família. O pai, Sergio Buarque de Hollanda, era amigo de músicos e gostava de promover saraus e noitadas musicais. Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes eram alguns que apareciam com freqüência.

Miúcha começou a tocar violão e cantar com os seis irmãos, influenciada pelo repertório da casa, que passava por Ataulfo Alves, Ismael Silva, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa.

Na década de 60 conseguiu uma bolsa para estudar História da Arte em Paris. Durante umas férias viajou com amigos para a Itália e Grécia, e lá começou a cantar e tocar em todos os lugares por onde passavam.

Com a experiência, de volta a Paris, passou a se apresentar no bar "La Candelaria", onde se apresentava também a chilena Violeta Parra. Graças a Violeta conheceu João Gilberto, com quem acabou se mudando para Nova York e casando. Foi em Nova York sua estréia em disco: The Best of Two Worlds, com João Gilberto e Stan Getz, gravado em 1975.

No mesmo ano, excursionou com Getz, e juntos participaram do Festival de Jazz de Newport. Ainda em 1975 fez sua primeira gravação ao lado de Tom Jobim, cantando na faixa Bôto, do LP Urubu.

Com Tom Jobim gravou dois discos, Miúcha e Antônio Carlos Jobim (1977) e Miúcha e Tom Jobim (1979), em que lançou alguns dos maiores sucessos de sua carreira: Maninha (composta pelo irmão Chico Buarque em homenagem a ela), Pela luz dos olhos teus (Vinicius), Vai levando (Chico Buarque e Caetano Veloso), Samba do avião, Falando de amor (ambas de Tom Jobim) e Dinheiro em penca (Tom Jobim e Cacaso), que serviria de inspiração para o irmão Chico criar a música Paratodos, título de seu disco em 1993.

Em 1977 participou do famoso show no Canecão ao lado de Vinicius, Toquinho e Tom, que rendeu um disco histórico. O espetáculo ficou em cartaz no Rio por quase um ano, seguindo depois para outras cidades na América do Sul e Europa.

Depois disso Miúcha manteve uma carreira bem-sucedida, gravando discos e excursionando com freqüência pelas Américas, Europa e Japão. Seu disco mais recente, Rosa amarela (1999), foi lançado primeiro no Japão, e inclui clássicos como Doce de coco (Jacob do Bandolim) e composições recentes, como Assentamento (Chico Buarque).

Fontes: Brasil Memórias; Wikipédia; CliqueMusic.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ana Lúcia

Ana Lucia

Cantora catarinense revelada em São Paulo na era da bossa nova, Ana Lúcia era puro romantismo e balanço cool no seu primeiro Lp, gravado na extinta Chantecler em 1959.

Em sua carreira que foi mais constante até 1964, quando abandonou tudo para casar-se, gravou apenas três Lps, deixando para sempre sua marca na MPB, sendo idolatrada pelos fãs da bossa que pagam fortunas nos sebos por seus velhos vinis.

Neste disco, há clássicos da MPB, como O que tinha de ser, Cheiro de saudade, Da cor do pecado, entre outras menos conhecidas e não menos interessantes. Os arranjos são de Guerra Peixe, Elcio Álvares, Rafael Puglielli e do mestre Johnny Alf. Trata-se de uma relíquia a ser guardada em lugar especial na estante de discos.(Rodrigo Faour)

Ana Lúcia - COLEÇÃO AS DIVAS

FAIXAS:

01.Cheiro de saudade
02.O que tinha de ser
03.Esquecendo você
04.Destinos
05.Nada no meu coração
06.Tema do adeus
07.Chicote
08.Da cor do pecado
09.Mundo mau
10.A outra face
11.O tempo e o vento
12.Amar não é brinquedo

Fazem parte desta obra, os compositores Djalma Ferreira, Luiz Antônio, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Herve Cordovil, Salathiel Coelho, Ribeiro Filho, Nelson Figueiredo, Bororó, Sidney Moraes, Henrique Lobo, Johnny Alf...

Ana Lúcia

Ana Lucia

Cantora catarinense revelada em São Paulo na era da bossa nova, Ana Lúcia era puro romantismo e balanço cool no seu primeiro Lp, gravado na extinta Chantecler em 1959.

Em sua carreira que foi mais constante até 1964, quando abandonou tudo para casar-se, gravou apenas três Lps, deixando para sempre sua marca na MPB, sendo idolatrada pelos fãs da bossa que pagam fortunas nos sebos por seus velhos vinis.

Neste disco, há clássicos da MPB, como O que tinha de ser, Cheiro de saudade, Da cor do pecado, entre outras menos conhecidas e não menos interessantes. Os arranjos são de Guerra Peixe, Elcio Álvares, Rafael Puglielli e do mestre Johnny Alf. Trata-se de uma relíquia a ser guardada em lugar especial na estante de discos.(Rodrigo Faour)

Ana Lúcia - COLEÇÃO AS DIVAS

FAIXAS:

01.Cheiro de saudade
02.O que tinha de ser
03.Esquecendo você
04.Destinos
05.Nada no meu coração
06.Tema do adeus
07.Chicote
08.Da cor do pecado
09.Mundo mau
10.A outra face
11.O tempo e o vento
12.Amar não é brinquedo

Fazem parte desta obra, os compositores Djalma Ferreira, Luiz Antônio, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Herve Cordovil, Salathiel Coelho, Ribeiro Filho, Nelson Figueiredo, Bororó, Sidney Moraes, Henrique Lobo, Johnny Alf...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Telefone

Telefone (samba bossa, 1964), Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli
Agostinho dos Santos

Tuém tuém, ocupado pela décima vez
Tuém, telefono e não consigo falar
Tuém tuém, tô ouvindo há mais de um mês
Tuém, já começa quando eu penso em discar


Eu já estou desconfiado
Que ela deu meu telefone pra mim


Tuém tuém, e dizer que a vida inteira esperei
Tuém, que dei duro e me matei pra encontrar
Tuém tuém, toda lista quase que eu decorei
Tuém, dia e noite não parei de discar


E só vendo com que jeito
Pedia pra eu ligar


Tuém tuém, não entendo mais nada
Pra que que eu fui topar?
Trim trim, não me diga que agora atendeu
Será que eu, eu consegui agora encontrar
A moça atendeu
"Alô"

Telefone

Telefone (samba bossa, 1964), Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli
Agostinho dos Santos

Tuém tuém, ocupado pela décima vez
Tuém, telefono e não consigo falar
Tuém tuém, tô ouvindo há mais de um mês
Tuém, já começa quando eu penso em discar


Eu já estou desconfiado
Que ela deu meu telefone pra mim


Tuém tuém, e dizer que a vida inteira esperei
Tuém, que dei duro e me matei pra encontrar
Tuém tuém, toda lista quase que eu decorei
Tuém, dia e noite não parei de discar


E só vendo com que jeito
Pedia pra eu ligar


Tuém tuém, não entendo mais nada
Pra que que eu fui topar?
Trim trim, não me diga que agora atendeu
Será que eu, eu consegui agora encontrar
A moça atendeu
"Alô"

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Deixa

Deixa (samba, 1963) - Baden Powell e Vinícius de Moraes
Am7
Deixa
F7M G7 C7M Gm7 C7
Fale quem quiser falar meu bem
F7M
Deixa
Dm7 E7 Am7
Deixa o coração falar também
F7M Am7
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Em7
Então a gente
B7 Em7 E7 Am7
Deixa, deixa , deixa ,deixa
F7M G7 C7M Gm7 C7
Ninguem vive mais do que uma vez
F7M
Deixa
Dm7 E7 Am7
Diz que sim pra não dizer talvez
B7
Deixa
E7 Am7
A paixão também existe
F#°
Deixa
E7 Am7
Não me deixes ficar triste