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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Caetano Veloso: biografia e obra

Figura das mais importantes da MPB contemporânea, Caetano sempre produziu arte e polêmica.

Caetano Veloso (Caetano Emanuel Viana Teles Veloso), compositor, escritor e cantor, nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 7/8/1942. Filho de um funcionário do Departamento de Correios e Telégrafos, desde pequeno já compunha algumas músicas e pintava.


Concluído o curso no Ginásio Severino Vieira, mudou-se para Salvador BA, para fazer o colegial (clássico). Por essa época, começou a aprender violão e, com a irmã, Maria Bethânia, cantava pelos bares da capital baiana. Além de música, escrevia críticas de cinema, publicadas no Diário de Notícias, de Salvador.

Foi nesse período que conheceu o diretor de teatro Álvaro Guimarães, o Alvinho, que o convidou a musicar as peças Boca de ouro, de Nelson Rodrigues (na qual apareceu também como ator) e A exceção e a regra, de Bertolt Brecht.

Ingressando na Faculdade de Filosofia, da Universidade Federal da Bahia, em 1963 tornou-se amigo de Gilberto Gil, Gal Costa (então Maria da Graça) e Tom Zé, e juntos começaram a montar shows musicais.

Em 1964, dirigiu o show Nós, por exemplo, que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador, e em seguida Nova bossa velha e velha bossa nova, encenada no mesmo teatro.

Em 1965 foi para o Rio de Janeiro, acompanhando Maria Bethânia, que havia sido convidada para substituir Nara Leão no show Opinião. Em maio desse ano, estreou no disco com É de manhã, interpretado por Maria Bethânia, num compacto da RCA Victor. No segundo semestre, sob a direção de Augusto Boal e ao lado de Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Tom Zé, apresentou-se no show Arena canta Bahia, realizado no T.B.C., de São Paulo. Ainda em 1965, músicas suas foram incluídas no curta-metragem Viramundo, dirigido por Geraldo Sarno.

De volta a Salvador, compôs Boa palavra e a inscreveu no FNMP, da TV Excelsior, de São Paulo, realizado em junho de 1966, com interpretação de Maria Odete, obtendo o quinto lugar. Ainda nesse ano voltou ao Rio de Janeiro e, em outubro, com Um dia, recebeu o prêmio de melhor letra no II FMPB, da TV Record, de São Paulo.

Com Gal Costa, no começo de 1967, gravou Domingo, seu primeiro LP, lançado pela Philips, e através de suas apresentações no programa Esta Noite se Improvisa, da TV Record, começou a se tornar conhecido. Também em 1967, compôs a trilha sonora do filme Proeza de Satanás na terra do leva-e-traz, dirigido por Paulo Gil Soares.

Em outubro, no III FMPB, o mesmo em que Gilberto Gil obteve o segundo lugar com Domingo no parque, sua marcha-rancho Alegria, alegria, acompanhada pelas guitarras elétricas do conjunto argentino Beat Boys, classificou-se em quarto lugar. Os dois baianos foram as figuras marcantes desse festival, em que apareceram como inovadores de nossa música e iniciadores do movimento tropicalista. Logo depois casou com Dedé.

No início de 1968, lançou seu primeiro LP individual, pela Philips, com arranjos de Rogério Duprat e acompanhamento dos conjuntos RC-7 e Os Mutantes, incluindo, entre outros, Superbacana e Tropicália.

Por essa época participou de diversos programas de televisão, como A Buzina do Chacrinha e Jovem Guarda, além de haver musicado três filmes: Brasil ano 2000, de Walter Lima Júnior, Copacabana me engana, de Antônio Carlos Fontoura, e Os herdeiros de Carlos Diegues.

Em maio, por utilizar guitarra elétrica no acompanhamento de suas músicas, foi impedido de concorrer na I Bienal do Samba, da TV Record, de São Paulo. Ainda nesse ano, o grupo tropicalista concretizou o movimento, lançando o LP Tropicália ou Panis et circensis, que incluia, entre outras, Batmacumba, Lindonéia e Panis et Circences (com Gilberto Gil), além de sua reinterpretação de Coração materno, antigo sucesso de Vicente Celestino.

Distanciando-se ainda mais da linha tradicional da música popular brasileira, em setembro inscreveu É proibido proibir no III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, que lhe valeu prolongada vaia e a desclassificação. No mês seguinte, conseguiu o terceiro lugar no IV FMPB, com Divino maravilhoso (com Gilberto Gil), interpretado por Gal Costa. Em novembro, o programa Divino Maravilhoso, exclusivo do grupo tropicalista, estreou na TV Tupi, de São Paulo.

Em 1969, foi com Gilberto Gil para Londres, Inglaterra, mas antes apresentaram-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, num último show, gravado e lançado pela Philips, em 1972, no LP Barra 69. Antes da viagem, fez ainda outro LP, na Philips, e um compacto com a música Charles Anjo 45 (Jorge Ben Jor).

Em Londres gravou um LP, cantando em inglês, e mandou para o Brasil London, London, gravado por Gal, De noite na cama, gravado por Erasmo Carlos, Como dois e dois, gravado por Roberto Carlos, Não tenha medo, gravado por Elis Regina, Deixa sangrar, gravado por Gal Costa, e A tua presença morena, gravado por Maria Bethânia.

Em 1971 veio visitar os pais e apresentou-se no programa Som Livre Exportação, da TV Globo. Ainda em 1971, no mês de outubro, participou de um programa na TV Tupi, ao lado de João Gilberto e Gal Costa.

Para o Carnaval de 1972, deixou gravado o frevo Chuva, suor e cerveja, que teve grande êxito. De volta ao Brasil em 1972, lançou o LP Transa e, em novembro do mesmo ano, apresentou-se com Chico Buarque, no Teatro Castro Alves, num show gravado e lançado, em dezembro, no LP Chico e Caetano juntos e ao vivo.

Nesse mesmo ano, dirigiu a produção do LP Drama — anjo exterminado, de Maria Bethânia, e compôs a trilha sonora do filme São Bernardo, de Leon Hirszman. Iniciou, no TUCA, em São Paulo, uma série de shows pelo país, causando polêmica por seu estilo cênico.

No início de 1973, lançou o LP Araçá azul. Gravou o LP Temporadas de verão, com Gal Costa e Gilberto Gil, em 1974. Em 1975 lançou pela Philips os LPs Jóia e Qualquer coisa. No ano seguinte, em parceria com Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia, apresentaram o espetáculo Doces bárbaros, que deu origem a um LP homônimo Doces bárbaros ao vivo (Polygram), que se transformou num marco da discografia brasileira.

Em 1977 saíram mais dois LPs: Muitos carnavais.., e Bicho, ambos pela Philips, e, no ano seguinte, vieram Muito (Philips) e Maria Bethânia e Caetano Veloso ao vivo. Ainda em 1978, lançou seu primeiro livro, Alegria, alegria, uma coletânea de ensaios no período em que foi crítico de cinema em Salvador.

Em 1979 lançou Cinema transcendental (Polygram); em 1981, Brasil (Phonogram), em parceria com Gilberto Gil, Maria Bethânia e João Gilberto, e Outras palavras (Polygram). No ano seguinte, obteve grande êxito com o LP Cores, nomes (Polygram).

Em 1983 apresentou-se em show com Maria Bethânia e gravou Uns, pela Polygram. No ano seguinte, lançou um disco dançante, Velô, com destaque para a faixa Língua, interpretada com Elza Soares. Em 1986 gravou seu primeiro disco nos EUA, Caetano Veloso (Nonesuch), em que interpreta antigos sucessos seus e de outros compositores. Ainda em 1986, lançou no Brasil Totalmente demais (Polygram), gravado ao vivo, com destaque para sua composição Vaca profana, e Melhores momentos de Chico e Caetano (Sigla), com participação de vários artistas. No ano seguinte saiu o LP Caetano.

Em 1989 lançou o álbum Estrangeiro (Polygram), cujo show obteve grande sucesso. Em 1991 lançou com enorme sucesso o CD Circuladô, cujo show deu origem ao CD Circuladô ao vivo (Polygram, 1992), em que se destaca sua interpretação de Jokerman, de Bob Dylan. [

Recebeu em 1993 o Prêmio Sharp pelo conjunto de sua obra. No mesmo ano voltou a compor com Gilberto Gil e lançou, em comemoração aos 25 anos do movimento tropicalista, o CD Tropicália 2 (Polygram / Warner), com destaque para a faixa Haiti.

Em 1994 lançou um CD com boleros, cantado em espanhol, Fina estampa (Polygram), que deu origem ao show homônimo, cujo imenso sucesso de público e crítica levou ao CD Fina estampa ao vivo, lançado em 1995. Ainda em 1994, reuniu-se com Gal Costa, Maria Bethânia e Gilberto Gil no show Os doces bárbaros na Mangueira, realizado na quadra da escola de samba Mangueira, em comemoração aos 18 anos do show anterior.

Em 1996, compôs a trilha sonora do filme Tieta do agreste, de Cacá Diegues, lançada em um CD homônimo. No final de 1997 lançou o livro de ensaios e memórias Verdade tropical e o CD Livro (Polygram), o primeiro com músicas inéditas desde 1993.

Ainda em 1997, em outubro, participou de um concerto na República de San Marino, em homenagem a Federico Fellini e sua mulher, Giulietta Masina.

Em 1998, lançou o CD Prenda Minha, com o qual atingiu, no ano seguinte, pela primeira vez, a faixa de mais de um milhão de cópias vendidas, puxado pela regravação de Sozinho, música de Peninha.

Em 2000, dirigiu a produção do CD João violão e voz, de João Gilberto. Nesse mesmo ano, foi conteplado com o Prêmio Grammy Awards, na categoria World Music, pelo CD Livro, lançado nos Estados Unidos, em 1999. Ainda em 2000, na primeira edição do Grammy Latino, seu disco Livro foi premiado na categoria Melhor Disco de MPB. Em dezembro desse mesmo ano, lançou o CD Noites do Norte, cuja faixa-título foi inspirada no texto homônimo de Joaquim Nabuco.

Em 2001, recebeu o Prêmio Multishow de Música, na categoria Melhor Cantor. Nesse mesmo ano, fez turnê pelo Brasil com o show Noites do Norte. Ainda neste ano, participou do filme Fale com ela (Hable con Ella), de Almodóvar, cantando a canção Cucurrucucú Paloma. Também nesse ano, lançou o CD duplo Noites do Norte ao vivo.

Em 2002, gravou, com Jorge Mautner, o CD Eu não peço desculpas, contendo suas composições Feitiço, O namorado, Cajuína, Tarado, Homem bomba e Graça Divina, as três últimas em parceria com Jorge Mautner. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, apresentou-se para 100.000 pessoas na Praia de Copacabana (RJ), ao lado de Gilberto Gil e Gal Costa e Maria Bethânia, no show Doces Bárbaros, que encerrou o projeto Pão Music. Ainda em 2002, foi lançada a caixa Todo Caetano.

Em 2003, sua interpretação de Burn it Blue (Elliot Goldenthal e Julie Traymor), ao lado da mexicana Lila Downs, representando o filme Frida, na cerimônia de entrega do Oscar, foi o primeiro registro de participação de um cantor brasileiro no evento. Nesse mesmo ano, recebeu o Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, pelo CD Eu não peço desculpas, trabalho em parceria com Jorge Mautner. Ainda em 2003, seu filme Cinema falado foi relançado em DVD. Também nesse ano, foi lançado o livro Letra só, seleção de letras de autoria do compositor, organizada por Eucanaã Ferraz.

No dia 25 de janeiro de 2004, apresentou-se na esquina das avenidas Ipiranga e São João, em São Paulo, na comemoração dos 450 anos da cidade. Nesse mesmo ano, lançou o CD A foreign sound, contendo canções norte-americanas. Também em 2004, apresentou-se no Carnegie Hall, em Nova York, e fez turnê do disco A forein sound pelo Brasil. Ainda nesse ano, participou da trilha sonora, registrada em CD, do filme Meu tio matou um cara, de Jorge Furtado, como intérprete (Pra te lembrar, de Nei Lisboa) e como compositor (Se essa rua e Habla de mi).

Em 2005, apresentou-se, ao lado de Milton Nascimento, no Canecão (RJ), com o show Milton e Caetano. No repertório, Paula e Bebeto, A terceira margem do rio, As várias pontas de uma estrela, Senhor do tempo, Sereia e Perigo, parcerias de ambos incluídas na trilha sonora do filme O Coronel e o lobisomem, além de outros clássicos do cinema, como Luz de Tieta (Tieta) e Luz do sol (Índia, a filha do sol), de sua autoria, e A felicidade (Orfeu", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, entre outros. O espetáculo contou com cenário de Hélio Eichbauer.

Também em 2005, lançou o livro O mundo não é chato (Companhia das Letras), coletânea de ensaios e críticas publicadas ao longo de sua trajetória em jornais e revistas organizada pelo poeta Eucanaã Ferraz. Compôs, em parceria com José Miguel Wisnik, a trilha sonora do espetáculo Onqotô, do Grupo Corpo, lançada em CD homônimo, também nesse ano.

Em 2006, lançou o CD , contendo canções inéditas de sua exclusiva autoria: Outro, Minhas lágrimas, Rocks, Deusa urbana, Waly Salomão, Não me arrependo, Musa híbrida, Odeio, Homem, Porquê?, Um sonho e O herói.

Após realizar vários shows de lançamento do disco , apresentou-se, em 2007, na Fundição Progresso (RJ), tendo a seu lado Pedro Sá (guitarra), Marcello Calado (bateria) e Ricardo Dias Gomes (baixo). Com direção de Mauro Lima, o show foi gravado ao vivo para lançamento em CD e DVD. Nesse ano, lançou o CD Multishow ao vivo: Caetano Veloso - Cê, gravado ao vivo na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

Em 2008, ao lado da Banda Cê, apresentou-se no Vivo Rio (Museu de Arte Moderna, RJ) com a série de shows Obra em progresso, recebendo no palco um convidado especial por semana. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro ao lado de Roberto Carlos, em homenagem a Tom Jobim e aos 50 anos da bossa nova. Ainda em 2008, gravou, no Teatro Oi Casa Grande (RJ) o DVD Obra em Progresso.

Tendo ao seu lado a banda Cê, formada por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo e teclados) e Marcelo Callado, lançou, em 2009, o CD Zil e Zie, com suas composições Perdeu, Sem cais (c/ Pedro Sá), Por quem?, Lobão tem razão, A cor amarela, A base de Gantánamo, Falso Leblon, “Menina da Ria, Lapa e Diferentemente, além de Incompatibilidade de gênios (João Bosco e Aldir Blanc) e Ingenuidade (Serafim Adriano).

Em 2010, após turnê pela Europa, fez apresentação única do show “Zil e Zie” no espaço Vivo Rio (RJ) registrada ao vivo para edição em CD e DVD, ao lado da banda Cê, formada Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria). Nesse mesmo ano, a cantora Maria Bethânia registrou, no CD e DVD Amor, Festa e Devoção, suas canções Dama do Cassino, Pronta pra cantar, Queixa e Reconvexo.

Obra (atualizada até 1998)

Abandono, s.d.; Acrilírico (c/Rogério Duprat), 1969; Adeus, meu Santo Amaro, s d.; Aí de mim, Copacabana (c/Torquato Neto), 1968; Alegria, alegria, marcha-rancho, 1967; Alexandre, samba-reggae, 1997; Alteza (c/Wally Salomão), s.d.; O amor, s.d.; Amo-te mesmo muito, s.d.; Amotor (c/Rogério Duprat), s.d.; Ângulos (c/Eduardo Gudim e Arrigo Barnabé), s.d.; Anunciação (c/Rogério Duarte), 1968; Araçá Blues, 1972; Aracaju (c/Tomás Improta e Vinícius Cantuária), 1979; Os argonautas, fado, 1969; Asa, 1975; Atrás do trio elétrico, frevo, 1969; Avarandado, 1966; Ave-Maria, 1968; As ayabás (c/Gilberto Gil), s.d.; Baby, 1968; Baby doll de nylon (c/Robertinho do Recife), s.d.; Barato modesto, samba, 1975; O bater do tambor, s.d.; Batmacumba (c/Gilberto Gil), 1968; Beira-mar (c/Gilberto Gil), 1967; Beleza pura, 1979; Boa palavra, 1967; Bonina (c/Capinan), s.d.; Brilhante, s.d.; Cá já, 1978; Cajuína, 1979; Campeão olímpico de Jesus (c/Wally Salomão), s.d.; Canção de protesto, s.d.; Um canto de afoxé para o Bloco do Ilê (c/Moreno Veloso), 1982; Canto do bola de neve, 1987; Capitão Lampião (c/Torquato Neto), s.d.; Cara a cara, frevo, 1974; Caras e bocas (c/Maria Bethânia), s.d.; Cauby! Cauby!, s.d.; Cavaleiro, 1965; Cavaleiro de Jorge, 1982; Certeza de beleza, 1983; Chuva, suor e cerveja, 1972; Cido (c/Nestor de Oliveira), s.d.; Cidade pequenina (c/Roberto Menescal), s.d.; Cinema novo (c/Gilberto Gil), 1993; Cinema Olímpia, 1970; Circuladô de fulô (c/Haroldo de Campos), 1992; O ciúme, 1987: Clara, 1968; Clarisse (c/Capinam), 1968; Comeu, 1984; Comigo me desavim, s.d.; Como dois e dois, 1970; O conteúdo (c/Maria Bethânia), 1974; Coração imprevisto (c/Eugênia Melo e Castro), 1988; Coração vagabundo, 1967; Da gema (c/Wally Salomão), s.d.; Da maior importância, l973; Dada (c/Gilberto Gil), 1993; De cara (c/Lenny), 1972; De conversa, 1972; De manhã, s.d.; De noite na cama, 1970; De palavra em palavra, 1972; Dedicatória, s.d.; Deixa sangrar, 1969; Depois do Carnaval (c/Macalé), 1968; Deus e o diabo, 1974; Deus vos salve esta casa santa (c/Torquato Neto), 1968; Um dia, 1966; Diamante verdadeiro, s.d.; Dias, dias, dias (c/Augusto de Campos), 1979; Divino maravilhoso (c/Gilberto Gil), 1968; Doideca, 1997; Dom de iludir, 1986; Domingo, 1967; Drama, 1973; Duas manhãs, s.d.; É de manhã, 1965; É proibido proibir, 1968; Eclipse oculto, 1983; Ela e eu, s.d.; Ele me deu um beijo na boca, 1982; Eles (c/Gilberto Gil), 1968; The Empty Boat, 1969; Enquanto seu lobo não vem, 1968; Épico, 1972; Escândalo, s.d.; Escapulário (c/Oswald de Andrade), 1975; Esse cara, 1972; Estrela do meu céu (c/Toninho Horta), s.d.; Estrela grande, s.d.; Eu e água, s.d.; Eu sou neguinha?, 1987; Eu te amo, 1976; Falou, amizade, 1988; Farol da barra (c/Galvão), s.d.; Festa imodesta, samba, 1974; A filha da Chiquita Bacana, 1976; Final do Leblon, s.d. Flor da imaginação (c/Ivone Lara), s.d.; Flor do cerrado, 1974; Força estranha, s.d.; Um frevo novo, 1973; From Far Away (c/Jorge Mautner), balada, 1972; O fundo (c/João Donato), s.d.; Gema, 1981; Gênesis, 1976; Gente, 1977; Gilberto misterioso (c/Sousândrade), 1972; Giulietta Masina, 1987; Grafitti (c/Antônio Cícero e Wally Salomão), 1984; A grande borboleta, 1977; O grande lance é fazer romance (c/Vinícius Cantuária), s.d.; O grão (c/Sérgio Dias), s.d.; Gravidade, 1975; Guá (c/Pedrinho Albuquerque), 1975; Haiti (c/Gilberto Gil), 1993; Hino a Nossa Senhora da Purificação, s.d.; O homem velho, 1984; A hora da estrela de cinema, s.d.; Iansã (c/Gilberto Gil), 1972; If You Hold a Stone, 1971; In the Hot Sun of a Christmas Day, 1971; Irene, 1966; Itapuã, 1992; It’s a Long Way, 1972; Janelas abertas n’ 2, 1971; Jeito de corpo, 1981; Jóia, 1975; José, 1987; Júlia/Moreno, 1972; La barca (c/Moacir Albuquerque), 1972; O leãozinho, 1977; Lia (c/Gilberto Gil), s.d.; Lindonéia (c/Gilberto Gil), 1968; Língua, 1984; A Little More Blue, 1971; Livros, 1997; London, London, 1970; Lost in the Paradise (c/Torquato Neto), 1968; Louco por você, 1979; Love, love, love, 1978; Lua de São Jorge, 1979; Lua lua lua, 1974; Luz da noite (c/Maria Bethânia), 1974; Luz do sol, 1986; Luz e mistério (c/Beto Guedes), 1987; Mãe, s.d.; Os mais doces bárbaros, 1976; Malacaxeta 2 (c/Pepeu Gomes), s.d.; Mamãe coragem (c/Torquato Neto), 1968; Manhatã, 1997; Mansidão, 1982; Maria Bethânia, 1971; Maria, Maria (c/Capinam), 1968; Marinheiro só, 1969; Massa real, s.d.; Mel (c/Wally Salomão), s.d.; Menino Deus, s.d.; Menino do Rio, 1979: Os meninos dançam, 1979; Merda, 1986; Meu bem, meu mal, 1982; Meu é assim (c/Eugênia Melo e Castro), só.; Midas (c/Fauzi Arap), 1974; Milagres do povo, 1985; Minha mulher, 1975; Minha voz, minha vida, 1997; Motriz, s.d.; A mulher, s.d.; Muito, 1978; Muito romântico, 1978; Muitos carnavais, 1977; Não enche, 1997; Não identificado, 1968; Não posso me esquecer do adeus, 1966; Não quero ver você dançar (c/Sérgio Dias), 1980; Não tenha medo (c/Perinho Santana), 1970; Naturalmente (c/João Donato), 1975; Nave Maria (c/Roberto de Carvalho), s.d.; Navio negreiro, 1997; Negror dos tempos, 1973; Nenhuma dor (c/Torquato Neto), 1967; Neolithic Man, 1972; Nicinha, 1975; Nine Out of Ten, 1972; No Carnaval (c/João Viana de Carvalho), 1965; No dia em que eu vim-me embora (c/Gilberto Gil), 1968; Noite de cristal, s.d.; Noite de hotel, 1987; O nome da cidade, s.d.; Nosso estranho amor, 1980; Nossos momentos, s.d.; Nostalgia (That’s What Rock’n’roll is ali About), 1972; Novidade, s.d.; Nu com a minha música, 1981; Odara, 1977; Onde andarás (c/Ferreira Gullar), 1968; Onde eu nasci passa um rio, 1967; Onde o Rio é mais baiano, 1997; Oração ao tempo, 1979; A outra banda da terra, 1983; Outras paisagens (c/João Donato), s.d.; Outras palavras, 1981; Pagodespel (c/João Bosco, Chico Buarque e Oswald de Andrade), s.d.; Paisagem útil, 1968; Panis et circensis (c/Gilberto Gil), 1968; Pássaro estrelado, s.d.; Pássaro proibido (c/Maria Bethânia), 1976; Os passistas, 1997; Paula e Bebeto (c/Milton Nascimento), só.; Peixe, 1976; Pele, s.d.; Pelos olhos, 1975; O penúltimo cordão (c/Danilo Caymmi e Sérgio Fayne), 1968; Peter Gast, 1983; Piaba, 1977; Pipoca moderna (c/Banda de Pífaros de Caruaru), 1975; Podres poderes, 1984; Porteira, s.d.; Pra chatear, 1967; Pra ninguém, 1997; Primeira pessoa do singular, s.d.; Pulsar (c/Augusto de Campos), 1979; Purificar o Subaé, 1981; Qual é, baiana ? (c/Moacir de Albuquerque), 1972; Qualquer coisa, 1975; Quando (c/Gal Costa e Gilberto Gil), 1976; Que tristeza, s.d.; Queda-d’água, s.d.; Queixa, 1982; Queixa, 1992; Quem me dera, 1967; O quereres, 1984; Quero ir a Cuba, 1983; A rã (clJoão Donato), s.d.; Rapte-me, camaleoa, 1981; Relance (c/Pedro Novaes), 1973; Remelexo, 1967; Rio Negro (c/Vinícius Cantuária), só.; Rosa vermelha, 1967; Salva-vida, 1983; Samba em paz, samba, 1965; Sampa, 1978; São João, Xangô menino (c/Gilberto Gil), 1976; Saudosismo, 1968; Sem grilos (c/Moacir Albuquerque), 1973; Sem se atrapalhar (c/Moacir Albuquerque), 1973; Sentido (c/Nando Chagas, Arthur Maria, José Lopez, Pedro Gil e Francisco Farias), s.d.; Sete mil vezes, 1982; Shoot me Dead, 1971; Shy moon, 1984; Sim, foi você, 1966; Sim/Não (c/Bolão), 1981; Sol negro, 1965; Sorvete, 1984; Sucesso bendito, s.d.; Sugar Cane Fields Forever, 1972; Superbacana, 1968; Surpresa (c/João Donato), 1982; Sutis diferenças (c/Vinícius Cantuária), s.d.; Tá combinado, s.d.; Talismã (c/Wally Salomão), s.d.; Tapete mágico, s.d.; Taturano (c/Chico de Assis), s.d.; Tem que ser você, 1981; Tempo de estio, 1978; Tenda, s.d.; Terra, 1978; Tigresa, 1977; Tomara, s.d.; Torno a repetir, 1968; TR (c/Rogério Duprat), s.d..; Trampolim (c/Maria Bethânia), frevo, 1973; Trem das cores, 1982; Trem fantasma (c/Rita Lee, Sérgio Batista e Arnaldo Batista), 1968; Três travestis, s.d.; Trilhos urbanos, 1979; Triste Bahia (c/Gregório de Matos), 1972; Tropicália, 1968; A tua presença morena, 1970; Tudo de novo, s.d.; Tudo sobre Eva, s.d.; Tudo tudo tudo, 1975; Two naira fifty kobo, 1977; Um dia desses eu me caso com você (c/Torquato Neto), s.d.; Um índio, 1976; Um Tom, 1997; Uns, 1983; Vaca profana, 1986; Vai levando (c/Chico Buarque), s.d.; “Vamo” comer (c/Tony Costa), 1987; As várias pontas de uma estrela (c/Milton Nascimento), 1982; Vera gata, 1981; Vida real, s.d.; Villain (c/Arto Lindsay e Peter Scherer), 1991; Você é linda, 1983; Você é minha, 1997; Você não entende nada, 1971; A voz de uma pessoa vitoriosa (c/Wally Salomão), s.d.; A voz do morto, 1968; A voz do vivo, 1969; You Don’t Know me, 1972.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998; Dicionário Cravo Albin da MPB; Caetano Veloso- Biografia - UOL Educação; Wikipédia - A Enciclopédia Livre.

sábado, 1 de agosto de 2009

Rogério Duprat

rogerio druprat

Rogério Duprat - regente, arranjador e compositor - nasceu no Rio de Janeiro em 07/02/1932 e faleceu em São Paulo em 26/10/2006. Em São Paulo estudou violoncelo inicialmente com Calisto Corazza e em 1953 passou a integrar a Orquestra Sinfônica Estadual. Na mesma ocasião estudou harmonia, contraponto e composição com Olivier Toni e Cláudio Santoro.

Em 1955 passou para a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, e no ano seguinte foi violoncelista, fundador e diretor da Orquestra de Câmara de São Paulo.

A partir de 1960 compôs para teatro, televisão, gravações e cinema, e tomou parte no movimento Música Nova, em 1961, em São Paulo, com Damiano Cozzella, Willy Correia de Oliveira, Gilberto Mendes, Régis Duprat, Júlio Medaglia e Sandino Hohagem.

Em 1962 fez estudos na Alemanha e França, com Pierre Boulez (1925-) e Karlheinz Stockhausen (1928-). Em 1963 compôs música experimental em computador com Damiano Cozzella e foi ainda regente e arranjador da TV Excelsior, de São Paulo, cargos que ocupou até o ano seguinte, quando recebeu vários prêmios pela música para o filma A Ilha (Walter Hugo Khouri), assumindo em seguida o cargo de professor-assistente do Departamento de Música da UnB, onde participou de happenings e manifestações de música aleatória.

Em 1965 foi premiado pela trilha sonora do filme Noite vazia (Walter Hugo Khouri). De volta a São Paulo em 1966, recebeu prêmios pelas trilhas sonoras dos filmes Corpo ardente (Walter Hugo Khouri) e As Cariocas (Fernando de Barros, Walter Hugo Khouri e Roberto Santos).

Em 1967 obteve o prêmio de melhor arranjador, no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, com Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967), além do Roquete Pinto, como melhor arranjador do ano. No mesmo ano participou do movimento tropicalista de música popular.

Em 1968 recebeu o troféu Galo de Ouro pelo melhor arranjo do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, e foi diretor musical do programa Divino Maravilhoso, da TV Tupi.

Compôs mais de 40 trilhas sonoras para o cinema braqsileiro e, em 1987, recebeu o Prêmio Kikito de melhor música original do XVIII Festival de Cinema de Gramado, com o filme Marvada carne de André Klotzel.

Autor de inúmeros arranjos, orquestrações e composições para diversos instrumentos, foi também diretor artístico das produtoras fonográficas Pauta e Vice-Versa.

Afastado das atividades artísticas por problemas de audição, reapareceu em 1997 como arranjador da faixa Tempo/Espaço do CD Liga lá, de Lulu Santos (BMG, 1997).

Fonte:Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

Rogério Duprat

rogerio druprat

Rogério Duprat - regente, arranjador e compositor - nasceu no Rio de Janeiro em 07/02/1932 e faleceu em São Paulo em 26/10/2006. Em São Paulo estudou violoncelo inicialmente com Calisto Corazza e em 1953 passou a integrar a Orquestra Sinfônica Estadual. Na mesma ocasião estudou harmonia, contraponto e composição com Olivier Toni e Cláudio Santoro.

Em 1955 passou para a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, e no ano seguinte foi violoncelista, fundador e diretor da Orquestra de Câmara de São Paulo.

A partir de 1960 compôs para teatro, televisão, gravações e cinema, e tomou parte no movimento Música Nova, em 1961, em São Paulo, com Damiano Cozzella, Willy Correia de Oliveira, Gilberto Mendes, Régis Duprat, Júlio Medaglia e Sandino Hohagem.

Em 1962 fez estudos na Alemanha e França, com Pierre Boulez (1925-) e Karlheinz Stockhausen (1928-). Em 1963 compôs música experimental em computador com Damiano Cozzella e foi ainda regente e arranjador da TV Excelsior, de São Paulo, cargos que ocupou até o ano seguinte, quando recebeu vários prêmios pela música para o filma A Ilha (Walter Hugo Khouri), assumindo em seguida o cargo de professor-assistente do Departamento de Música da UnB, onde participou de happenings e manifestações de música aleatória.

Em 1965 foi premiado pela trilha sonora do filme Noite vazia (Walter Hugo Khouri). De volta a São Paulo em 1966, recebeu prêmios pelas trilhas sonoras dos filmes Corpo ardente (Walter Hugo Khouri) e As Cariocas (Fernando de Barros, Walter Hugo Khouri e Roberto Santos).

Em 1967 obteve o prêmio de melhor arranjador, no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, com Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967), além do Roquete Pinto, como melhor arranjador do ano. No mesmo ano participou do movimento tropicalista de música popular.

Em 1968 recebeu o troféu Galo de Ouro pelo melhor arranjo do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, e foi diretor musical do programa Divino Maravilhoso, da TV Tupi.

Compôs mais de 40 trilhas sonoras para o cinema braqsileiro e, em 1987, recebeu o Prêmio Kikito de melhor música original do XVIII Festival de Cinema de Gramado, com o filme Marvada carne de André Klotzel.

Autor de inúmeros arranjos, orquestrações e composições para diversos instrumentos, foi também diretor artístico das produtoras fonográficas Pauta e Vice-Versa.

Afastado das atividades artísticas por problemas de audição, reapareceu em 1997 como arranjador da faixa Tempo/Espaço do CD Liga lá, de Lulu Santos (BMG, 1997).

Fonte:Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Torquato Neto

Torquato Neto nasceu em Teresina, Piauí, em 1944. Mudou-se para Salvador, Bahia, aos 16 anos, onde conheceu Gilberto Gil , Caetano Veloso e foi assistente no filme Barravento, de Glauber Rocha.

Mudou-se mais tarde para o Rio de Janeiro. Conheceu os poetas Décio Pignatari e Augusto de Campos, o artista visual Hélio Oiticica e o cineasta Ivan Cardoso, com os quais colaboraria e manteria um diálogo crítico.

Torquato foi parte do grupo de artistas envolvidos com a Tropicália, assim como defendeu em seus artigos polêmicos outros movimentos atuantes na década de 60, como a Poesia Concreta e o Cinema Marginal, em especial o de Rogério Sganzerla, Júlio Bressane e Ivan Cardoso.

Um poeta desconhecido-muito-conhecido, através das letras de muitas canções famosas, os poemas de Torquato Neto seriam reunidos por Wally Salomão no volume "Os Últimos Dias de Paupéria", na década de 80. Em 2005, a Editora Rocco lançou os dois volumes de sua "Torquatália".

Torquato Neto cometeu suicídio aos 28 anos, no Rio de Janeiro, em 1972.

Torquato Neto

Torquato Neto nasceu em Teresina, Piauí, em 1944. Mudou-se para Salvador, Bahia, aos 16 anos, onde conheceu Gilberto Gil , Caetano Veloso e foi assistente no filme Barravento, de Glauber Rocha.

Mudou-se mais tarde para o Rio de Janeiro. Conheceu os poetas Décio Pignatari e Augusto de Campos, o artista visual Hélio Oiticica e o cineasta Ivan Cardoso, com os quais colaboraria e manteria um diálogo crítico.

Torquato foi parte do grupo de artistas envolvidos com a Tropicália, assim como defendeu em seus artigos polêmicos outros movimentos atuantes na década de 60, como a Poesia Concreta e o Cinema Marginal, em especial o de Rogério Sganzerla, Júlio Bressane e Ivan Cardoso.

Um poeta desconhecido-muito-conhecido, através das letras de muitas canções famosas, os poemas de Torquato Neto seriam reunidos por Wally Salomão no volume "Os Últimos Dias de Paupéria", na década de 80. Em 2005, a Editora Rocco lançou os dois volumes de sua "Torquatália".

Torquato Neto cometeu suicídio aos 28 anos, no Rio de Janeiro, em 1972.

sábado, 1 de novembro de 2008

Tom Zé

Tom Zé (Antônio José Santana Martins), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Irará BA, em 11/10/1936. Estudou música na UFBA, em Salvador BA. Cursou composição e estrutura com Ernst Widmer; história da música com H. J. Koellreuter; contraponto com Yulo Brandão; violoncelo com Piero Bastianelli e Walter Smetak; harmonia com Mary Oliveira; instrumentação com Lindembergue Cardoso; orquestração com Sérgio Magnani.

Em 1964 participou dos shows Nós, por exemplo e Velha bossa nova e nova bossa velha, que reuniram pela primeira vez os integrantes do tropicalismo — movimento do qual foi um dos fundadores: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Em 1965, em São Paulo, ao lado do mesmo grupo, participou como ator e cantor do espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal, que incluía sua música Cachorro do inglês (com Chico de Assis). No mesmo ano, gravou na RGE sua composição Maria do colégio da Bahia.

Em 1968, participou do LP Tropicália ou Panis et circensis, da Philips, com a faixa Parque industrial (sua autoria) e gravou na Rozemblit seu primeiro LP individual. Ainda em 1968, obteve o primeiro lugar no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, com São São Paulo meu amor e o quarto lugar e prêmio de melhor letra com 2001 (com Rita Lee).

Em 1970 lançou o LP Tom Zé, pela RGE. Em 1972, pela Continental, lançou o LP Tom Zé, relançado em 1984 com o tftulo Se o caso é chorar. Em 1973 gravou o LP Todos os olhos, também na Continental.

Sua produção inovadora, que incorpora formas brasileiras tradicionais e recursos da música erudita contemporânea, afastou-o do grande consumo de massa. Ainda assim, continuou gravando.

Lançou em 1976, na Continental, o LP Estudando o samba. Trabalhou na agência de publicidade DPZ, em 1977, e, no ano seguinte, gravou o LP Correio da Estação do Brás, sempre pela Continental. Apresentou show homônimo no Teatro da FGV, utilizando instrumentos experimentais de sua criação, realizando depois concerto com esses instrumentos no Teatro Municipal, de São Paulo. Em 1984 gravou o LP Nave Maria, agora pela RGE.

Desenvolveu carreira internacional a partir de 1989, quando foi descoberto pelo músico norte-americano David Byrne (ex-Talking Heads), que fez dele o primeiro contratado de sua gravadora nova-iorquina Luaka Bop.

Em 1991, nos EUA, o disco The best of Tom Zé foi o terceiro do ano na votação dos críticos e o quarto na votação do público, em concurso da revista Down Beat. Em 1992 gravou, pela Luaka Bop, The Hips of Tradition, e participou do festival de jazz de Zurique, Suíça.

A partir de 1992, fez várias tournées pela Europa e EUA, recebendo elogios da crítica especializada. Em 1993, foi o primeiro e único músico brasileiro a apresentar-se no MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), e o primeiro e único compositor da América Latina a apresentar-se no Walker Art Center, de Minneapolis, EUA. Em 1995 e 1996 apresentou-se, com seu grupo ou sozinho, em shows nas capitais e grandes cidades do Brasil.

Em 1997 voltou ao Brasil, com grande sucesso, e criou, para balé do Grupo Corpo, a trilha sonora Parabelo, em parceria com José Miguel Wisnik, recebendo, no mesmo ano, prêmio da APCA por essa obra. Participou também das comemorações dos 30 anos do Tropicalismo.

Como ator, atuou, no espetáculo Rock Horror Show, direção de Rubens Correia (1975), e no filme Sábado, de Ugo Giorgetti (1994), entre outros.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Tom Zé

Tom Zé (Antônio José Santana Martins), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Irará BA, em 11/10/1936. Estudou música na UFBA, em Salvador BA. Cursou composição e estrutura com Ernst Widmer; história da música com H. J. Koellreuter; contraponto com Yulo Brandão; violoncelo com Piero Bastianelli e Walter Smetak; harmonia com Mary Oliveira; instrumentação com Lindembergue Cardoso; orquestração com Sérgio Magnani.

Em 1964 participou dos shows Nós, por exemplo e Velha bossa nova e nova bossa velha, que reuniram pela primeira vez os integrantes do tropicalismo — movimento do qual foi um dos fundadores: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Em 1965, em São Paulo, ao lado do mesmo grupo, participou como ator e cantor do espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal, que incluía sua música Cachorro do inglês (com Chico de Assis). No mesmo ano, gravou na RGE sua composição Maria do colégio da Bahia.

Em 1968, participou do LP Tropicália ou Panis et circensis, da Philips, com a faixa Parque industrial (sua autoria) e gravou na Rozemblit seu primeiro LP individual. Ainda em 1968, obteve o primeiro lugar no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, com São São Paulo meu amor e o quarto lugar e prêmio de melhor letra com 2001 (com Rita Lee).

Em 1970 lançou o LP Tom Zé, pela RGE. Em 1972, pela Continental, lançou o LP Tom Zé, relançado em 1984 com o tftulo Se o caso é chorar. Em 1973 gravou o LP Todos os olhos, também na Continental.

Sua produção inovadora, que incorpora formas brasileiras tradicionais e recursos da música erudita contemporânea, afastou-o do grande consumo de massa. Ainda assim, continuou gravando.

Lançou em 1976, na Continental, o LP Estudando o samba. Trabalhou na agência de publicidade DPZ, em 1977, e, no ano seguinte, gravou o LP Correio da Estação do Brás, sempre pela Continental. Apresentou show homônimo no Teatro da FGV, utilizando instrumentos experimentais de sua criação, realizando depois concerto com esses instrumentos no Teatro Municipal, de São Paulo. Em 1984 gravou o LP Nave Maria, agora pela RGE.

Desenvolveu carreira internacional a partir de 1989, quando foi descoberto pelo músico norte-americano David Byrne (ex-Talking Heads), que fez dele o primeiro contratado de sua gravadora nova-iorquina Luaka Bop.

Em 1991, nos EUA, o disco The best of Tom Zé foi o terceiro do ano na votação dos críticos e o quarto na votação do público, em concurso da revista Down Beat. Em 1992 gravou, pela Luaka Bop, The Hips of Tradition, e participou do festival de jazz de Zurique, Suíça.

A partir de 1992, fez várias tournées pela Europa e EUA, recebendo elogios da crítica especializada. Em 1993, foi o primeiro e único músico brasileiro a apresentar-se no MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), e o primeiro e único compositor da América Latina a apresentar-se no Walker Art Center, de Minneapolis, EUA. Em 1995 e 1996 apresentou-se, com seu grupo ou sozinho, em shows nas capitais e grandes cidades do Brasil.

Em 1997 voltou ao Brasil, com grande sucesso, e criou, para balé do Grupo Corpo, a trilha sonora Parabelo, em parceria com José Miguel Wisnik, recebendo, no mesmo ano, prêmio da APCA por essa obra. Participou também das comemorações dos 30 anos do Tropicalismo.

Como ator, atuou, no espetáculo Rock Horror Show, direção de Rubens Correia (1975), e no filme Sábado, de Ugo Giorgetti (1994), entre outros.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros - Caetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.

Em 1969 junto com seu amigo Gilberto Gil gravou um disco o qual recebeu o título de Barra 69. Os dois cantores tiveram que se exilar em Londres por causa da ditadura militar no Brasil e partiram para Londres na Inglaterra onde foram influenciados pelos rítmos que soavam pela Europa.

Dessa experiência, novos discos foram lançados com a colaboraçao de vários amigos como Chico Buarque, Gal Costa e sua irmã Maria Bethânia. Com estas duas cantoras e contando ainda com a participação de Gilberto Gil, - expoentes máximos do Tropicalismo (Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira) Caetano e os demais resolveram formar o grupo Doces Bárbaros em 1976, no Anhembi (São Paulo).

A turnê do espetáculo durou menos de um mês, já que Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, em Florianópolis. Pouco depois, o show foi retomado e bateu o recorde de bilheteria do Canecão (RJ), onde permaneceu por dois meses.

Em seguida, foi lançado o álbum Doces Bárbaros Ao Vivo, fortemente influenciado pela contemporânea fusão do jazz-funk, com um toque brasileiro. As letras, poéticas e cheia de paixão são um verdadeiro documento de uma era, escritas com maestria numa atmosfera pesada marcada pela ditadura militar.

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros - Caetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.

Em 1969 junto com seu amigo Gilberto Gil gravou um disco o qual recebeu o título de Barra 69. Os dois cantores tiveram que se exilar em Londres por causa da ditadura militar no Brasil e partiram para Londres na Inglaterra onde foram influenciados pelos rítmos que soavam pela Europa.

Dessa experiência, novos discos foram lançados com a colaboraçao de vários amigos como Chico Buarque, Gal Costa e sua irmã Maria Bethânia. Com estas duas cantoras e contando ainda com a participação de Gilberto Gil, - expoentes máximos do Tropicalismo (Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira) Caetano e os demais resolveram formar o grupo Doces Bárbaros em 1976, no Anhembi (São Paulo).

A turnê do espetáculo durou menos de um mês, já que Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, em Florianópolis. Pouco depois, o show foi retomado e bateu o recorde de bilheteria do Canecão (RJ), onde permaneceu por dois meses.

Em seguida, foi lançado o álbum Doces Bárbaros Ao Vivo, fortemente influenciado pela contemporânea fusão do jazz-funk, com um toque brasileiro. As letras, poéticas e cheia de paixão são um verdadeiro documento de uma era, escritas com maestria numa atmosfera pesada marcada pela ditadura militar.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Arnaldo Batista

Arnaldo Batista (Arnaldo Dias Baptista), cantor e compositor, nasceu em São Paulo-SP no dia 6 de julho de 1948. É mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes. Sua carreira musical tem início em 1962, quando ele forma com seu irmão Cláudio César o grupo The Thunders.

Em 1966, convida seu outro irmão, Sérgio Dias, a se juntar ao grupo Six Sided Rockers, que já contava com a presença de Rita Lee. O grupo daria origem aos Mutantes.

Ali ele desenvolve seus talentos de compositor e arranjador, mas depois de vários problemas e brigas internas, causadas principalmente por seu vício em drogas, ele sai da banda em 1973. Segue, então, carreira de produtor musical, mas o insucesso o motiva a tentar carreira solo.

Lança Lóki? em 1974, considerado seu melhor trabalho. Em 1977 recusa o convite de seu irmão Sérgio para retornar ao Mutantes, formando o grupo Patrulha do Espaço. O novo projeto não vai muito longe, apesar da gravação de um disco de estúdio que só seria lançado parcialmente dez anos depois com o nome de Elo Perdido, assim como uma gravação ao vivo de um show da banda (Faremos Uma Noitada Excelente).

Deixa a Patrulha em 1978, que continua no underground rockeiro. Em 1982 lança outro marco em sua carreira, Singin' Alone, altamente lisérgico, desesperado, decepcionado, obra que cria um rock profundamente experimental, geradora de novos padrões estéticos. No mesmo ano é internado na ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público de São Paulo devido a seu comportamento agressivo, causado pelo uso excessivo de drogas. Durante a internação Arnaldo sofre um acidente, caindo da janela do terceiro andar. Passou quatro meses e onze dias em coma, mas sobreviveu, com uma séria fratura no crânio que deixaria seqüelas permanentes. Continuou gravando.

Em 1987 lança sua mais radical experiência. Pelo selo independente Baratos e Afins sai a gravação caseira Disco Voador. A gravação é feita em dois canais e surge como um disco quase "terapêutico" para Arnaldo. Há de se considerar ainda, que em 1989, o produtor Carlos Eduardo Miranda produz o álbum tributo Sanguinho Novo - Arnaldo Baptista Revisitado com bandas ascendentes no rock nacional como Sepultura, Ratos de Porão entre outros nomes.

Em 1996 foi contratado pela gravadora Virgin para o relançamento de Singin' Alone. Aproveitou para regravar o clássico dos Mutantes Balada do louco, que foi lançado como faixa-bônus. Em 2004 lançou seu último trabalho solo de inéditas, Let It Bed, produzido por John Ulhoa, do Pato Fu.

Em 2006 ocorre o retorno do grupo Mutantes e Arnaldo volta a tocar ao lado do irmão Sérgio Dias e do baterista Dinho Leme após 33 anos de sua saída da banda e 30 do fim do grupo. Rita Lee, vocal feminino na formação original, e que fora casada com Arnaldo (especula-se que desentendimentos conjugais teriam levado a saída desta do grupo) não retorna à banda. Zélia Duncan aceita integrar o conjunto.

Esta formação recente durou até Setembro de 2007, quando Zélia comunicou sua saída do grupo para retomar sua carreira solo. Poucos dias depois do anúncio, Arnaldo comunicou que também deixaria a banda para cuidar de projetos pessoais.

Há quinze anos morando em um pacato sítio em Juiz de Fora, Minas Gerais com sua esposa Lucinha Barbosa, Arnaldo passa seu tempo pintando quadros, escrevendo, tocando e compondo.

Fonte: dados retirados da Wikipédia.

Arnaldo Batista

Arnaldo Batista (Arnaldo Dias Baptista), cantor e compositor, nasceu em São Paulo-SP no dia 6 de julho de 1948. É mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes. Sua carreira musical tem início em 1962, quando ele forma com seu irmão Cláudio César o grupo The Thunders.

Em 1966, convida seu outro irmão, Sérgio Dias, a se juntar ao grupo Six Sided Rockers, que já contava com a presença de Rita Lee. O grupo daria origem aos Mutantes.

Ali ele desenvolve seus talentos de compositor e arranjador, mas depois de vários problemas e brigas internas, causadas principalmente por seu vício em drogas, ele sai da banda em 1973. Segue, então, carreira de produtor musical, mas o insucesso o motiva a tentar carreira solo.

Lança Lóki? em 1974, considerado seu melhor trabalho. Em 1977 recusa o convite de seu irmão Sérgio para retornar ao Mutantes, formando o grupo Patrulha do Espaço. O novo projeto não vai muito longe, apesar da gravação de um disco de estúdio que só seria lançado parcialmente dez anos depois com o nome de Elo Perdido, assim como uma gravação ao vivo de um show da banda (Faremos Uma Noitada Excelente).

Deixa a Patrulha em 1978, que continua no underground rockeiro. Em 1982 lança outro marco em sua carreira, Singin' Alone, altamente lisérgico, desesperado, decepcionado, obra que cria um rock profundamente experimental, geradora de novos padrões estéticos. No mesmo ano é internado na ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público de São Paulo devido a seu comportamento agressivo, causado pelo uso excessivo de drogas. Durante a internação Arnaldo sofre um acidente, caindo da janela do terceiro andar. Passou quatro meses e onze dias em coma, mas sobreviveu, com uma séria fratura no crânio que deixaria seqüelas permanentes. Continuou gravando.

Em 1987 lança sua mais radical experiência. Pelo selo independente Baratos e Afins sai a gravação caseira Disco Voador. A gravação é feita em dois canais e surge como um disco quase "terapêutico" para Arnaldo. Há de se considerar ainda, que em 1989, o produtor Carlos Eduardo Miranda produz o álbum tributo Sanguinho Novo - Arnaldo Baptista Revisitado com bandas ascendentes no rock nacional como Sepultura, Ratos de Porão entre outros nomes.

Em 1996 foi contratado pela gravadora Virgin para o relançamento de Singin' Alone. Aproveitou para regravar o clássico dos Mutantes Balada do louco, que foi lançado como faixa-bônus. Em 2004 lançou seu último trabalho solo de inéditas, Let It Bed, produzido por John Ulhoa, do Pato Fu.

Em 2006 ocorre o retorno do grupo Mutantes e Arnaldo volta a tocar ao lado do irmão Sérgio Dias e do baterista Dinho Leme após 33 anos de sua saída da banda e 30 do fim do grupo. Rita Lee, vocal feminino na formação original, e que fora casada com Arnaldo (especula-se que desentendimentos conjugais teriam levado a saída desta do grupo) não retorna à banda. Zélia Duncan aceita integrar o conjunto.

Esta formação recente durou até Setembro de 2007, quando Zélia comunicou sua saída do grupo para retomar sua carreira solo. Poucos dias depois do anúncio, Arnaldo comunicou que também deixaria a banda para cuidar de projetos pessoais.

Há quinze anos morando em um pacato sítio em Juiz de Fora, Minas Gerais com sua esposa Lucinha Barbosa, Arnaldo passa seu tempo pintando quadros, escrevendo, tocando e compondo.

Fonte: dados retirados da Wikipédia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Os Mutantes

Mutantes

Os Mutantes. Conjunto vocal e instrumental formado em 1966, em São Paulo SP, por Arnaldo (Arnaldo Dias Batista, São Paulo 1948—), piano, contrabaixo e composição; Sérgio (Sérgio Dias Batista, São Paulo 1951—), guitarra, violão e composição; e Rita Lee, flauta, harpa e composição.

O grupo começou com o nome de Wooden Faces, passando mais tarde a chamar-se Six Sided Rockers, com seis integrantes. Apresentaram-se em programas de televisão, como Astros do Disco e Jovem Guarda, ambos na TV Record, de São Paulo. Com a saída de três integrantes, o grupo mudou o nome para O Conjunto, e gravou um compacto pela Continental com o rock O suicida (de sua autoria). Trocando novamente o nome para Os Mutantes, estrearam na programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, na TV Record, em 1966.

Ainda nesse ano, fizeram o coro para a gravação de Nana Caymmi de Bom-dia (Gilberto Gil). Depois dessa experiência, foram convidados para acompanhar Gilberto Gil na música Domingo no parque, no III FMPB, da TV Record, em 1967. Nesse mesmo ano, lançaram pela Polydor o primeiro disco como Os Mutantes: um compacto com O relógio (de sua autoria).

Com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão, gravaram em 1968 o LP Tropicália ou Panis et circensis, pela Philips, e sozinhos, pela mesma gravadora, o seu primeiro LP Mutantes, com O relógio, Batmacumba (Gilberto Gil e Caetano Veloso) e Trem fantasma (com Caetano Veloso). No mesmo ano, acompanharam Caetano Veloso na música É proibido proibir, na eliminatória paulista do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro. Na parte final desse festival, defenderam, de autoria dos três, Caminhante noturno, que obteve o sétimo lugar.

Apresentaram também no IV FMPB, em 1968, as músicas Dom Quixote (de sua autoria) e 2001 (Rita Lee e Tom Zé). Em 1969, com o grupo baiano, fizeram um show na boate Sucata, no Rio de Janeiro, e lançaram o segundo LP Mutantes, onde interpretaram suas músicas Dom Quixote, Caminhante noturno e Algo mais. Nesse ano, foram à Europa e apresentaram-se no MIDEM, em Cannes, França, e em Lisboa, Portugal. De volta ao Brasil, fizeram o show O planeta dos Mutantes, no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro. Voltaram à França para um espetáculo no Olympia, de Paris. O conjunto aumentou com a entrada do baterista Dinho e do baixista Liminha.

Em 1970 concorreram ao V FIC com a música Ando meio desligado (Arnaldo e Sérgio) e lançaram o LP A divina comédia com Ando meio desligado e Desculpe, baby (Arnaldo e Rita Lee).

Em 1971 lançaram pela Polydor o LP Jardim elétrico com a faixa-título, Technicolor e It’s very nice pra chuchu (todas de sua autoria). Em 1972, depois de apresentar Mande um abraço pra velha (de sua autoria) e lançar o LP No país dos Bauretz, o grupo se desfez com a saída de Rita Lee, que passou a atuar sozinha.

Em 1973 o conjunto reapareceu com Sérgio (guitarra), Liminha (baixo), Dinho (bateria) e Manito (teclados). Arnaldo lançou em 1974, pela Philips, um LP individual, Loki, com Será que eu vou virar bolor? e Cê tá pensando que eu sou loki? (ambas de sua autoria). Com a saída de Manito e Dinho do conjunto, em 1974, entraram Túlio (teclados) e Rui Mota (baixo). Em 1975, Liminha foi substituído por Antônio Pedro Medeiros e, com essa formação, lançaram os LPs Tudo foi feito pelo Sol, 1975, e Mutantes ao vivo, 1977; e um compacto, Cavaleiros negros, 1976, todos pela Som Livre.. Em 1982, Arnaldo Batista lançou seu segundo disco solo, Singin’ alone, pela gravadora independente Baratos Afins.

Pianista exímio, de formação erudita, Arnaldo é considerado o elo entre o pop tropicalista dos anos de 1960 e 1970 e o rock brasileiro renascido a partir da década de 1980. Por volta de 1988, o grupo norte-americano Toter Totz gravou um LP independente que incluiu vários samplers dos Mutantes e uma regravação de Batmacumba.

Em sua fase progressiva, sem Rita Lee, os Mutantes gravaram em 1973 o LP A e o Z, lançado somente em 1992. Em 1996 foi lançado o disco-tributo aos Mutantes, Triângulo sem bermudas, pela gravadora Natasha, com vários artistas, incluindo Kid Abelha, Pato Eu, Lulu Santos, Arnaldo Antunes e Planet Hemp, interpretando clássicos do grupo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

Os Mutantes

Mutantes

Os Mutantes. Conjunto vocal e instrumental formado em 1966, em São Paulo SP, por Arnaldo (Arnaldo Dias Batista, São Paulo 1948—), piano, contrabaixo e composição; Sérgio (Sérgio Dias Batista, São Paulo 1951—), guitarra, violão e composição; e Rita Lee, flauta, harpa e composição.

O grupo começou com o nome de Wooden Faces, passando mais tarde a chamar-se Six Sided Rockers, com seis integrantes. Apresentaram-se em programas de televisão, como Astros do Disco e Jovem Guarda, ambos na TV Record, de São Paulo. Com a saída de três integrantes, o grupo mudou o nome para O Conjunto, e gravou um compacto pela Continental com o rock O suicida (de sua autoria). Trocando novamente o nome para Os Mutantes, estrearam na programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, na TV Record, em 1966.

Ainda nesse ano, fizeram o coro para a gravação de Nana Caymmi de Bom-dia (Gilberto Gil). Depois dessa experiência, foram convidados para acompanhar Gilberto Gil na música Domingo no parque, no III FMPB, da TV Record, em 1967. Nesse mesmo ano, lançaram pela Polydor o primeiro disco como Os Mutantes: um compacto com O relógio (de sua autoria).

Com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão, gravaram em 1968 o LP Tropicália ou Panis et circensis, pela Philips, e sozinhos, pela mesma gravadora, o seu primeiro LP Mutantes, com O relógio, Batmacumba (Gilberto Gil e Caetano Veloso) e Trem fantasma (com Caetano Veloso). No mesmo ano, acompanharam Caetano Veloso na música É proibido proibir, na eliminatória paulista do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro. Na parte final desse festival, defenderam, de autoria dos três, Caminhante noturno, que obteve o sétimo lugar.

Apresentaram também no IV FMPB, em 1968, as músicas Dom Quixote (de sua autoria) e 2001 (Rita Lee e Tom Zé). Em 1969, com o grupo baiano, fizeram um show na boate Sucata, no Rio de Janeiro, e lançaram o segundo LP Mutantes, onde interpretaram suas músicas Dom Quixote, Caminhante noturno e Algo mais. Nesse ano, foram à Europa e apresentaram-se no MIDEM, em Cannes, França, e em Lisboa, Portugal. De volta ao Brasil, fizeram o show O planeta dos Mutantes, no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro. Voltaram à França para um espetáculo no Olympia, de Paris. O conjunto aumentou com a entrada do baterista Dinho e do baixista Liminha.

Em 1970 concorreram ao V FIC com a música Ando meio desligado (Arnaldo e Sérgio) e lançaram o LP A divina comédia com Ando meio desligado e Desculpe, baby (Arnaldo e Rita Lee).

Em 1971 lançaram pela Polydor o LP Jardim elétrico com a faixa-título, Technicolor e It’s very nice pra chuchu (todas de sua autoria). Em 1972, depois de apresentar Mande um abraço pra velha (de sua autoria) e lançar o LP No país dos Bauretz, o grupo se desfez com a saída de Rita Lee, que passou a atuar sozinha.

Em 1973 o conjunto reapareceu com Sérgio (guitarra), Liminha (baixo), Dinho (bateria) e Manito (teclados). Arnaldo lançou em 1974, pela Philips, um LP individual, Loki, com Será que eu vou virar bolor? e Cê tá pensando que eu sou loki? (ambas de sua autoria). Com a saída de Manito e Dinho do conjunto, em 1974, entraram Túlio (teclados) e Rui Mota (baixo). Em 1975, Liminha foi substituído por Antônio Pedro Medeiros e, com essa formação, lançaram os LPs Tudo foi feito pelo Sol, 1975, e Mutantes ao vivo, 1977; e um compacto, Cavaleiros negros, 1976, todos pela Som Livre.. Em 1982, Arnaldo Batista lançou seu segundo disco solo, Singin’ alone, pela gravadora independente Baratos Afins.

Pianista exímio, de formação erudita, Arnaldo é considerado o elo entre o pop tropicalista dos anos de 1960 e 1970 e o rock brasileiro renascido a partir da década de 1980. Por volta de 1988, o grupo norte-americano Toter Totz gravou um LP independente que incluiu vários samplers dos Mutantes e uma regravação de Batmacumba.

Em sua fase progressiva, sem Rita Lee, os Mutantes gravaram em 1973 o LP A e o Z, lançado somente em 1992. Em 1996 foi lançado o disco-tributo aos Mutantes, Triângulo sem bermudas, pela gravadora Natasha, com vários artistas, incluindo Kid Abelha, Pato Eu, Lulu Santos, Arnaldo Antunes e Planet Hemp, interpretando clássicos do grupo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Tropicalismo

Tropicalismo - Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira, até então dominada pela estética da bossa nova.

Liderado pelos músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil, o tropicalismo usa as idéias do Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade para aproveitar elementos estrangeiros que entram no país e, por meio de sua fusão com a cultura brasileira, criar um novo produto artístico. Também se baseia na contracultura, usando valores diferentes dos aceitos pela cultura dominante, incluindo referências consideradas cafonas, ultrapassadas ou subdesenvolvidas.

O movimento é lançado com a apresentação das músicas Alegria, alegria, de Caetano, e Domingo no parque, de Gil, no Festival de MPB da TV Record em 1967. Acompanhadas por guitarras elétricas, as canções causam polêmica em uma classe média universitária nacionalista, contrária às influências estrangeiras nas artes brasileiras.

O disco Tropicália ou Panis et Circensis (1968), manifesto do movimento, vai da estética brega do tango-dramalhão Coração materno, de Vicente Celestino (1894-1968), à influência dos Beatles e do rock em Panis et Circences, cantada por Os Mutantes. O refinamento da bossa nova está presente nos arranjos de Rogério Duprat (1932-), nos vocais de Caetano e na presença de Nara Leão (1942-1989).

O tropicalismo manifesta-se, ainda, em outras artes, como na escultura Tropicália (1965), do artista plástico Hélio Oiticica, e na encenação da peça O Rei da Vela (1967), do diretor José Celso Martinez Corrêa (1937-).

O movimento acaba com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968. Caetano e Gil são presos e, depois, exilam-se na Inglaterra. Em 1997, quando se comemoram os 30 anos do tropicalismo, são lançados dois livros que contam a história do movimento: Verdade Tropical, de Caetano Veloso, e Tropicália - A História de uma Revolução Musical, do jornalista Carlos Calado.

Fonte: Tropicália

Tropicalismo

Tropicalismo - Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira, até então dominada pela estética da bossa nova.

Liderado pelos músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil, o tropicalismo usa as idéias do Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade para aproveitar elementos estrangeiros que entram no país e, por meio de sua fusão com a cultura brasileira, criar um novo produto artístico. Também se baseia na contracultura, usando valores diferentes dos aceitos pela cultura dominante, incluindo referências consideradas cafonas, ultrapassadas ou subdesenvolvidas.

O movimento é lançado com a apresentação das músicas Alegria, alegria, de Caetano, e Domingo no parque, de Gil, no Festival de MPB da TV Record em 1967. Acompanhadas por guitarras elétricas, as canções causam polêmica em uma classe média universitária nacionalista, contrária às influências estrangeiras nas artes brasileiras.

O disco Tropicália ou Panis et Circensis (1968), manifesto do movimento, vai da estética brega do tango-dramalhão Coração materno, de Vicente Celestino (1894-1968), à influência dos Beatles e do rock em Panis et Circences, cantada por Os Mutantes. O refinamento da bossa nova está presente nos arranjos de Rogério Duprat (1932-), nos vocais de Caetano e na presença de Nara Leão (1942-1989).

O tropicalismo manifesta-se, ainda, em outras artes, como na escultura Tropicália (1965), do artista plástico Hélio Oiticica, e na encenação da peça O Rei da Vela (1967), do diretor José Celso Martinez Corrêa (1937-).

O movimento acaba com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968. Caetano e Gil são presos e, depois, exilam-se na Inglaterra. Em 1997, quando se comemoram os 30 anos do tropicalismo, são lançados dois livros que contam a história do movimento: Verdade Tropical, de Caetano Veloso, e Tropicália - A História de uma Revolução Musical, do jornalista Carlos Calado.

Fonte: Tropicália