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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Abel Silva

O compositor Abel Ferreira da Silva nasceu em Cabo Frio (RJ), em 28 de fevereiro de 1943, mas foi criado no bairro do Catete, para onde se mudou com a família, aos dois anos de idade. Estudou na Faculdade Nacional de Filosofia e Direito, liderando nas décadas de 60 e 70 os movimentos estudantis. Formado em Letras, em 1969, atuou na Escola de Comunicação, tendo sido editor do jornal Opinião e da revista de cultura Anima, ao lado do poeta e amigo Capinam.

Nessa época morou no Solar da Fossa, onde conviveu com Torquato Neto, Caetano Veloso e Gal Costa. Enveredou-se pela poesia e, no auge da repressão militar, em 1971, lançou o romance O Afogado. Em 74 publicou o livro de contos Açougue das Almas e em 79 seu primeiro livro de poesias, intitulado Asas.

Sua carreira de compositor começou por acaso. De sua amizade com Fagner surgiu a primeira parceria, Bodas de Sangue e depois Asa partida. Já como poeta-letrista, Abel marcou presença junto a compositores e intérpretes nordestinos, como João do Vale, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Robertinho do Recife e Amelinha.

Entres suas composições mais famosas encontramos: Festa do Interior e Espírito Esportivo (parcerias com Moraes Moreira), Brisa do Mar e Simples Carinho (com João Donato), Quando o amor acontece e Desenho de giz (com João Bosco), Água na boca (com Tunai) e Transparências (com Roberto Menescal).

Sua parceira mais constante foi a compositora Suely Costa, com quem Abel Silva criou obras-primas, como Jura secreta, Alma, O primeiro jornal, entre outras. Os melhores intérpretes de suas canções foram Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, Fagner, Cauby Peixoto, entre outros. Atualmente é Diretor Administrativo da União Brasileira de Compositores (UBC).

Fonte: Abel Silva - samba & choro

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros - Caetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.

Em 1969 junto com seu amigo Gilberto Gil gravou um disco o qual recebeu o título de Barra 69. Os dois cantores tiveram que se exilar em Londres por causa da ditadura militar no Brasil e partiram para Londres na Inglaterra onde foram influenciados pelos rítmos que soavam pela Europa.

Dessa experiência, novos discos foram lançados com a colaboraçao de vários amigos como Chico Buarque, Gal Costa e sua irmã Maria Bethânia. Com estas duas cantoras e contando ainda com a participação de Gilberto Gil, - expoentes máximos do Tropicalismo (Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira) Caetano e os demais resolveram formar o grupo Doces Bárbaros em 1976, no Anhembi (São Paulo).

A turnê do espetáculo durou menos de um mês, já que Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, em Florianópolis. Pouco depois, o show foi retomado e bateu o recorde de bilheteria do Canecão (RJ), onde permaneceu por dois meses.

Em seguida, foi lançado o álbum Doces Bárbaros Ao Vivo, fortemente influenciado pela contemporânea fusão do jazz-funk, com um toque brasileiro. As letras, poéticas e cheia de paixão são um verdadeiro documento de uma era, escritas com maestria numa atmosfera pesada marcada pela ditadura militar.

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros

Doces Bárbaros - Caetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.

Em 1969 junto com seu amigo Gilberto Gil gravou um disco o qual recebeu o título de Barra 69. Os dois cantores tiveram que se exilar em Londres por causa da ditadura militar no Brasil e partiram para Londres na Inglaterra onde foram influenciados pelos rítmos que soavam pela Europa.

Dessa experiência, novos discos foram lançados com a colaboraçao de vários amigos como Chico Buarque, Gal Costa e sua irmã Maria Bethânia. Com estas duas cantoras e contando ainda com a participação de Gilberto Gil, - expoentes máximos do Tropicalismo (Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira) Caetano e os demais resolveram formar o grupo Doces Bárbaros em 1976, no Anhembi (São Paulo).

A turnê do espetáculo durou menos de um mês, já que Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, em Florianópolis. Pouco depois, o show foi retomado e bateu o recorde de bilheteria do Canecão (RJ), onde permaneceu por dois meses.

Em seguida, foi lançado o álbum Doces Bárbaros Ao Vivo, fortemente influenciado pela contemporânea fusão do jazz-funk, com um toque brasileiro. As letras, poéticas e cheia de paixão são um verdadeiro documento de uma era, escritas com maestria numa atmosfera pesada marcada pela ditadura militar.

sábado, 29 de julho de 2006

Divino maravilhoso

Caetano e Gil, pela primeira vez em um festival, formaram uma parceria, e com a mudança de nome da “Gracinha”, a Maria da Graça, para Gal Costa, diziam que tudo era perigoso no seu Divino Maravilhoso. Na foto: Gal Costa defendendo "Divino Maravilhoso". Festival de 1968.

Divino maravilhoso (1968) - Caetano Veloso
A      C#
Atenção ao dobrar uma esquina
A C#
Uma alegria, atenção menina
D E
Você vem, quantos anos você tem?
A C#
Atenção, precisa ter olhos firmes
D E
Pra este sol, para esta escuridão
A
Atenção
G#m7(b5) C#7
Tudo é perigoso
F#m D G
Tudo é divino maravilhoso
A D C#7(b9) F#m
Atenção para o refrão
A Em
É preciso estar atento e forte
A Em
Não temos tempo de temer a morte (2x)
A C#
Atenção para a estrofe e pro refrão
A C#
Pro palavrão, para a palavra de ordem
D E
Atenção para o samba exaltação
A
Atenção
G#m7(b5) C#7
Tudo é perigoso
F#m D G
Tudo é divino maravilhoso
A D C#7(b9) F#m
Atenção para o refrão
A Em
É preciso estar atento e forte
A Em
Não temos tempo de temer a morte (2x)
A C#
Atenção para as janelas no alto
A C#
Atenção ao pisar o asfalto, o mangue
D E
Atenção para o sangue sobre o chão
A
Atenção
G#m7(b5) C#7
Tudo é perigoso
F#m D G
Tudo é divino maravilhoso
A D C#7(b9) F#m
Atenção para o refrão
A Em
É preciso estar atento e forte
A Em
Não temos tempo de temer a morte (2x)

terça-feira, 18 de julho de 2006

São Salvador

Gal Costa

São Salvador - Dorival Caymmi
Tom: F7+
Int.: (C7+ F7+)


F7+ C7+ F7+ C7+
São Salvador, Bahia de São Salvador
F7+ C7+
A terra de Nosso Senhor
C#º Dm7
Pedaço de terra que é meu
G7 Dm7 G7 Dm7
São Salvador, Bahia de São Salvador
G7 Dm7
A terra do branco mulato
D7 F/G
A terra do preto doutor
C7+ F7+ C7+
São Salvador, Bahia de São Salvador
F7+ Gm7
A terra do Nosso Senhor
C7+ F7+
Do Nosso Senhor do Bonfim
Dm7 G7/9 Em7 A7/9- Dm7 G7/9 C7+ D#5-/7
Oh Bahia, Bahia cidade de São Salvador
Dm7 G7/9 C7+ Dm7 G7/9 C7+
Bahia oh, Bahia, Bahia cidade de São Salvador

Pra dizer adeus

Pra dizer adeus (canção, 1966) - Edu Lobo e Torquato Neto
Intro: A6/7 A5+/7 D7/9 D7/9- Gm7+
C7/9 D#/F F5-/7 A#7+ D5+/7

Gm6
Adeus
D/F# Fm6
Vou pra não voltar
C/E D#5-/6 C/D
E onde quer que eu vá
D7/9- Gm7+ D7/9+
Sei que vou sozinho
Gm7+ D/F#
Tão sozinho amor
Fm6
Nem é bom pensar
C/E D#5-/6 C/D
Que eu não volto mais
D7/9- Gm7+ C7/9
Desse meu caminho
F4 F5-/7 A#7+ G4
Ah, pena eu não saber
G5-/7 Cm7 Cm7
Como te contar
A6/7 A5+/7
Que o amor foi tanto
Am7 D7/9- Gm6
E no entanto eu queria dizer
D/F#
Vem
Fm6
Eu só sei dizer
C/E
Vem
D#5-/6 C/D
Nem que seja só
D7/9- Gm7+ D7/9+
Pra dizer adeus

Os argonautas

Maria Bethânia

Os argonautas - Caetano Veloso

Tom: Am
Intro: Am Bm5-/7 E7 Am Bm5-/7
E7 F G7 C Bm5-/7 E7 Am


Am     Bm5-/7    E   Am      C Bm5-/7
O barco, meu coração não aguenta
E7 F
Tanta tormenta, alegria
G C
Meu coração não contenta
C#m5-/7 E7 Am Bm5-/7 E7 Am F G A
O dia, o marco, meu coração, o porto, não
C#m B7 E7 A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
Am Bm5-/7 E7 Am C Bm5-/7
O barco, noite no céu tão bonito
E7 F
Sorriso solto perdido
G7 C
Horizonte, madrugada
B7 E7 Am Bm5-/7 E7 Am
O riso, o arco, da madrugada
F G A
O porto, nada
C#m B7 E7 A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
Am Bm5-/7 E7 Am C Bm5-/7 E7
O barco, o automóvel brilhante
F G7
O trilho solto, o barulho
C
Do meu dente em tua veia
E7 Am Bm5-/7 E7 Am
O sangue, o charco, barulho lento
F G A
O porto silêncio
C#m B7 E7 A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)

O que tinha de ser

Gal Costa

O que tinha de ser - Tom Jobim e Vinícius de Moraes

(Am)                  E7
Por que foste na vida
Am A7
A última esperança
Dm Gm A7 Dm
Encontrar-te me fez criança
Dm6 Am
Porque já eras minha
B7
Sem eu saber sequer
Porque sou o teu homem
E7 Am
E tu minha mulher
E7
Porque tu me chegaste
A7
Sem me dizer que vinhas
Dm Gm A7 Dm
E tuas mãos foram minhas com calma
Eb° Am
Porque foste em minh’alma
F Dm6
Como um amanhecer
E7 Am F Am
Porque foste o que tinha de ser

O cantador

Gal Costa

O cantador - Dory Caymmi e Nelson Motta
  A          D
Amanhece, preciso ir
A B G#m C#m
Meu caminho é sem volta e sem ninguém
F#m B
Eu vou pra onde a estrada levar
E D
Cantador só sei cantar
A
Ah, eu canto a dor
E A
Canto a vida e a morte, canto o amor
E A B/A
Cantador não escolhe o seu cantar
G#m
Canta o mundo que vê
C#m D#o
E pro mundo que vi, meu canto é dor
G# C#m
Mas é forte pra espantar a morte
F#m
Pra todos ouvirem minha voz
B E
Mesmo longe
A D
De que servem meu canto e eu
A B G#m
Se em meu peito há um amor que não morreu
C#m F#m B
Ah, se eu soubesse ao menos chorar
E D
Cantador, só sei cantar
A
Ah, eu canto a dor
E A
De uma vida perdida sem amor

Nova estação

Gal Costa

Nova estação - Luiz Guedes e Thomas Roth
Dm7/9 G6/7 Dm7/9 G6/7   Dm7/9
Nova esperança bate coração
Bb7+ Am7 Em7
Renascer cada dia como a luz da manhã
Dm7/9 G6/7 Dm7/9 G6/7 Dm7/9
Despertar sem medo, enganar a dor
Bb7+ Am7 Em7
Disfarçar essa mágoa que anda solta no ar
(Cm7 F7/9) (bm7 E7/9)
Ter que acreditar no regresso da estação
(Dm7/9 G6/7)
Como o sol volta a brilhar, como as chuvas de verão
(Cm F6/7) Bb7+ Am5-/7 Gm7
Ter que acreditar só pra ter razão
Bbm7 Bb7/9 D7/9+ Cm7 Bm7 (Dm7/9 G6/7)
De sonhar mais uma vez
Dm7/9 G6/7 Dm7/9 G6/7 Dm7/9
Nova esperança bate coração
Bb7+ Am7 Em7
Renascer cada dia como a luz da manhã
Dm7/9 G6/7 Dm7/9 G6/7 Dm7/9
Semear a terra certo de colher
Bb7+ Am7 Em7
Da semente o fruto, depois descansar

Modinha para Gabriela

Gabriela

Nada mais adequado a uma história escrita por um baiano e passada na Bahia do que um tema musical composto e cantado por baianos. Foi assim que Dorival Caymmi, contrariando seus hábitos, concordou em fazer por encomenda a “Modinha para Gabriela”, que Gal Costa gravou para a telenovela homônima.

E, com sua habitual competência, desincumbiu-se da tarefa explicando sinteticamente e com muita graça, sobre uma melodia suave, o comportamento livre da personagem: “Eu sou sempre assim / não desejo o mal / amo natural / eticetra e tal / Gabrie-e-la... Gabrie-e-la.”

Numa trilha em que aparecem canções de vários jovens compositores — Alceu Valença, Moraes Moreira, Dori Caymmi, a dupla Bosco-Blanc — “Modinha para Gabriela”, que Caymmi prefere chamar de “Modinha de Gabriela”, foi o destaque principal (A Canção no Tempo – Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Modinha para Gabriela (1975) - Dorival Caymmi

Tom: Dm
Dm                       C7
Quando eu vim para esse mundo
Gm Dm
Eu não atinava em nada
Gm
Hoje eu sou Gabriela
A Dm
Gabriela ê meus camaradas
D      Bm  Em         A     D        Bm      Em
Eu nasci assim eu cresci assim e sou mesmo assim
A D Bm Em A D Bm Em A D A D
Vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela
D Bm Em A D
Quem me batizou quem me nomeou
Bm Em A D
Pouco me importou é assim que eu sou
Bm Em A D Bm Em A D A D
Gabriela sempre Gabriela
D          Em         A     D   
Eu sou sempre igual não desejo o mal
Bm Em A D
Amo o natural etc e tal
Bm Em A D Bm Em A D A Dm
Gabriela sempre Gabriela

Jogada pelo mundo

Gal Costa


Jogada pelo mundoAry Barroso
     A7+           Bm7   F#m7
A felicidade não manda avisar
B6/7 B5+/7 Bm7 E7/9- A7+
Quando vai chegar a ninguém, a ninguém
C#m7 E/D C#m7
Pode vir de noite ou de dia
C7 Bm7 F#5+/7 Bm7 E5+/7
É sempre um motivo de alegria
            Bm7            E7/9-Eu tenho o sol, a flor e o marA7+        C7/9Tenho o luar e o arrebolBm7        E7/9 E7/9-Tenho as mais lindas alvoradasC#m7       F#5+/7Tenho montanhas azuladasC7+           Bm7    E7/9-Tenho a canção dos pescadoresA7+          F#m7Tenho essa vida de mil amoresB6/7Molho os meus pésBm7 E7/9- E7Nas águas limpas dos igarapés
           Bm7             E7/9-Eu tenho o sol, a flor e o marA7+        A7Tenho o luar e o arrebolTenho as mais lindas alvoradasD7+Tenho montanhas azuladasBm7             E7/9-Pois tendo tudo não tenho nadaA7+  C#7/9-   F#m7Ando jogada por este mundoD7+Não tenho um bemBm7   E5+/7 A7+Nem o amor de ninguém
     A7+          C#7/9- F#m7A felicidade não manda avisarB6/7  B5+/7 Bm7 E7/9- A7+Quando vai chegar a ninguém, a ninguém

Joana Francesa

Gal Costa

Joana Francesa - Chico Buarque
Em7(b5)             A7   Em7(b5)                  A7
Tu ris, tu mens trop Tu pleures, tu meurs trop
Bb6 F6/A Fm6/Ab G7 F6/A G7/B
Tu as le tropique Dans le sang et sur la peau
Cm7 Dm7 Eb7M Abm6 G7(b13)
Geme de loucu____ra e de torpor
C7(9) F7(13)
Já é madruga____da
Bb7M F7(b9/13)
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Em7(b5) A7 Em7(b5) A7
Ma_____ta-me de rir Fa_____la-me de amor
Bb6 F6/A
Songes et mensonges
Fm6/Ab G7 F6/A G7/B
Sei de lon___ge e sei de cor
Cm7 Dm7 Eb7M Abm6 G7(b13)
Geme de prazer e de pavor
C7(9) F7(13)
Já é madruga____da
Bb7M
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Gb7M F7(b13) Bbm7 Bbm(add9)/Ab
Vem molhar meu co_____lo Vou te consolar
Gb7M F7(b13) Bbm7 Bbm(add9)/Ab
Vem, mulato mo_____le Dançar dans mes bras
Gb7M F7(b13) Ebm/Ab Ab/Gb
Vem, moleque me dizer Onde é que está
Fm7(b5)
Ton soleil, ta brai___se

Em7(b5) A7 Em7(b5) A7
Quem me enfeitiçou O mar, marée, bateau
Bb6 F6/A Fm6/Ab G7 F6/A G7/B
Tu as le parfum De la cachaça e de suor
Cm7 Dm7 Eb7M Abm6 G7(b13)
Geme de preguiça e de calor
C7(9) F7(13)
Já é madruga____da
Bb7M F7(b9/13)
Acorda, acorda, acorda,
Bb7M F7(b9/13)
acorda, acord'accord
Bb7M F7(b9/13)
D'accord, d'accord, d'accord,
Bb7M F7(b9/13)
d'accord, d'accord, d'accord, d'accord
Bb7M Bbº
Acorda, acorda, acorda, acorda, acord'accord

Já era tempo

Gal Costa


Já era tempoAry Barroso e Vinícius de Moraes

Tom: Am
Am7           Dm7        E7
Já era tempo de você voltar
Am7 Am/G Bm7/-5 E7
Me beijar, e esquecer
Am7 Em7 Gb7
Já era mais que tempo de você refletir
E7 Am7
Que as palavras muitas vezes
E7 Am7 E7 Am7 Bb7/9
Não provém do coração/ Do coração


Am7          Dm7              E7
Já fazem meses que você, meu bem
Am7 Am/G Bm7/-5 E7
Disse adeus, partiu
Am7 Em7 Gb7
Já era tempo de você chegar, como eu
E7 Dm7 Am7 E7 Am7
Com os olhos rasos dágua mas sem mágoa


Em7        A9-              D7+
Triste de quem tem e vive à toa
F/G G7 C7+
Triste de quem ama e não perdoa
Bm7/-5 E7 Am7 B7
Ai de quem não cede e de quem sempre tem razão
E7
Ninguém sabe mais que o coração


Am7
Por isso eu peço
Dm7 E7 Am7 Am/G Bm7/-5 E7
Volta aos braços meus, sem adeus / Só perdão
Am7 Em7 Gb7
Porque na hora em que você chegar, como eu
E7 Am7 E7 Am7
Com os olhos rasos dágua mas sem mágoa
F7+ E7 Am7
Primeiro eu vou fingir espanto
F7+ E7 Am7 D7/9 Am7
Depois sorrir banhada em pranto

Flor do cerrado

Gal Costa

Flor do cerrado - Caetano Veloso
Tom: D7+
D7M
Todo fim de ano é fim de mundo
E7(9)
e todo fim de mundo é tudo
que já está no ar Tudo que já está
Em7(9) A7(13)
Todo ano é bom todo mundo
Em7(9) A7(13) D7M(9)
é fim Você tem amor em mim Todo
mundo sabe e você sabe
E7(9)
que a cidade vai sumir por debaixo do mar É a cidade
Em7(9) A7(13) Em7(9) A7(13) Am7
que vai avançar E não o mar Você não vê
D7(9)
Mas da próxima vez
G
que eu for a Brasília
F C B7 E7 A7 \\ Am7
Eu trago uma flor do cerrado pra você
D7(9) G
Mas da próxima vez que eu for a Brasília
F C B7 E7 A7
Eu trago uma flor do cerrado pra você
D7M(9)
Tem que ter um

jeito e vai dar certo e
E7(9)
Zé me diz que ninguém vai precisar morrer
Em7(9) A7(#5) D7M(9) A7(13)
Para ser Para tudo ser Eu você
D7M(9)
Todo fim de mundo é fim de nada é madrugada
E7(9)
e ninguém tem
Em7(9)
mesmo nada a perder Eu quero ver Olho pra você
A7(13) Am7
Tudo vai nascer
D7(9) G
Mas da próxima vez que eu for a Brasília
F C B7 E7 A7
Eu trago uma flor do cerrado pra você
Am7 D7(9)
Mas da próxima vez
G
que eu for a Brasília
F C B7 E7 A7
Eu trago uma flor do cerrado pra você

Flor de maracujá

Gal Costa

Flor de maracujá - João Donato e Lyslas Enio
C6/9
Lá no avarandado na luz do meio dia
Dm7 Em Dm7 G7 C6/9
O segredo dos teus olhos tanta coisa me dizia

O cabelo solto ao vento, o teu jeito de olhar
Dm7 Em Dm7 G7 C6/9
E no seu corpo moreno, a flor de maracujá
G4
Dia de sol, cheiro de flor
C6/9
Gosto de mar, amor
G4
Na tua cor, luz do luar
C6/9
Vento que vem do mar
C6/9
Roda, gira vira o vento, meu amor vai te largar
Dm7 Em Dm7 G7 C6/9
Bem pra lá do fim do mundo onde eu vou te chamar

Festa de rua

Gal Costa

Festa de rua - Dorival Caymmi
Tom: G9


G9 Bb6/7 Am9 D7/9
Cem barquinhos brancos
G7+ C7/9 Bm7
Nas ondas do mar
Bb6/7 Am7 D6/7 G7+
Uma galeota a Jesus levar
Am7
Meu Senhor dos Navegantes
D7/9 G7+
Venha me valer (4x)

G7+ C7+ Bm7
A Conceição da Praia está embandeirada
Bb5+/7 Am7
De tudo quanto é canto muita gente vem
E7/9- Am7
De toda parte vem um baticum de samba
Am/G D/F# Am7
Batuque, capoeira e também candomblé
D7/9 G7+
O sol está queimando mas ninguém dá fé

Eu te amo

Gal Costa

Eu te amo - Caetano Veloso
C7+           Am7
Eu nunca te disse
D7 G7/6
Mas agora saiba
C7+ F7+ A#7+
Nunca acaba, nunca
D#7+ D7
O nosso amor
Am7 D7
Da cor do azeviche
Gm7 C7/9
Da jabuticaba
F#m7 B7/9- E6/7 E5+/7 A7/9 A7/9- Dm7
E da cor da luz do sol
G7
Eu te amo
Dm7 G7
Vou dizer que eu te amo
Dm7 G7
Sim, eu te amo
C7+ F6/7
Minha flor
A#7/9 Am7 Gm7
Eu nunca te disse
C7 F7+
Não tem onde caiba
A#7/9
Eu te amo
Em7 A7/9-
Sim, eu te amo
D7 G7 Am G5+/7
Serei pra sempre o teu cantor

Espinha de bacalhau

Severino Araújo
Gal Costa


Espinha de bacalhau - Severino Araújo e Fausto Nilo


          C6/9      Cº              C/E
Eu também sei desconsolar num tom difícil de tocar
Em5-/7 A7 Dm7
É meu talento além do som daquela onda eu fui dançar
F7+
Dancei tão bem adocicando o teu batom como um bombom
G7 C6/9
Te lambuzei com a minha frase mais redonda
B7 C6/9
Atriz atroz da insensatez, fui traduzindo em português
A7 F7+
O amor que fez tua falsidade mais profunda
Ab7+ C6/9
E corro atrás da vida fácil em que você quer me levar
C#º Dm7 G7 C6/9
Quero morar num bangalô, chorar na mesa nunca mais
Cº C/E
Saxofone ou Satanás me intoxica com teu gás
Em5-/7 A7
O lado bom do coração que nos separa dos metais
F7+
Se a vida é cara, gigolô, só meu amor conhece a cor
G7 C6/9
Das harmonias da Orquestra Tabajara
B7 C6/9
Sei que é difícil respirar quando a paixão quer sufocar
A7 F7+
Meu coração, por isso eu canto na garganta, ah meu amor
Ab7+ C6/9
O nosso veneno é no caroço da canção
C#º Dm7 G7 C6/9
É como um vício e tem sabor que a fala presa não desfaz
Solo: Am7 Dm7 E7/9- Bb6/11+ A7 Dm7 Am7 B7 E7/9- Am7 G7

F6
Não sei quem pintou tua cor, tua tez, teu sabor
C7
Com a mocidade onde eu pecava -
F7+
minha emoção já não dava essa voz
Cm7
Talvez sonhando dancei nu ao lado do abajour,
D7/9-
e devo ter te beijado com paixão
G#º F7+ D7/9
Foi quando um popular me despertou, me deu notícias
Gm7 C7 F7+
Que esse amor de gafieira não tem mais
F7+ E7 F7+
Apresentei o meu sorriso e alguém de lá me perguntou
D#7 D7/9 Gm7
Onde é que eu estou que não agarro essa morena pra dançar
Bb7+
E eu lhe falei não é preciso padecer na solidão
C7 F7+
Meu coração, a solidão não vale a pena
E7 F7+
Sei que é difícil respirar quando a paixão quer sufocar
D7/9 Bb7+
Meu coração, por isso eu canso na garganta, ah meu amor
C#7+ F7+
O nosso veneno é no caroço da canção
F#º Gm7
É como um vício e tem sabor
C7 F7+ F7 Bb Bbm F7+
que a fala presa não desfaz