A6
Se oriente, rapaz
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 D/F# G E7 A
Pela constelação do Cruzeiro do Sul
A6
Se oriente, rapaz
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7
Pela constatação de que
C7 F G
A aranha Vive do que tece
D A A6 A7
Vê se não se esquece
Em7 Bbm6 A7 D7
Pela simples razão
G#7 G7 C7 E7
De que tudo merece
B7 E7
Consideração
A
Considere, rapaz
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 D/F# G E7 A
A possibilidade de ir pro Japão
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 D/F# E7 A
Num cargueiro do Lloyd lavando o porão
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 C7 F G
Pela curiosidade de ver onde o sol se esconde
D7 A A6 A7
Vê se compreende
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 C7 E7
Pela simples razão de que tudo depende
B7 E7 A4/7 A7
De determinação
D7
Determine, rapaz
F E7 Eb7 D7
Onde vai ser seu curso de pós-graduação
D7
Se oriente, rapaz
F7 E7 Eb7 D7 Bm7 Bb5-/7
Pela rotação da Terra em torno do Sol
A6/7
Sorridente, rapaz
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 D/F# G E7 A
Pela continuidade do sonho de Adão
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Oriente
Oriente (1972) - Gilberto Gil
Oriente
Oriente (1972)- Gilberto Gil
A6
Se oriente, rapaz
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 D/F# G E7 A
Pela constelação do Cruzeiro do Sul
A6
Se oriente, rapaz
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7
Pela constatação de que
C7 F G
A aranha Vive do que tece
D A A6 A7
Vê se não se esquece
Em7 Bbm6 A7 D7
Pela simples razão
G#7 G7 C7 E7
De que tudo merece
B7 E7
Consideração
A
Considere, rapaz
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 D/F# G E7 A
A possibilidade de ir pro Japão
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 D/F# E7 A
Num cargueiro do Lloyd lavando o porão
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 C7 F G
Pela curiosidade de ver onde o sol se esconde
D7 A A6 A7
Vê se compreende
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 C7 E7
Pela simples razão de que tudo depende
B7 E7 A4/7 A7
De determinação
D7
Determine, rapaz
F E7 Eb7 D7
Onde vai ser seu curso de pós-graduação
D7
Se oriente, rapaz
F7 E7 Eb7 D7 Bm7 Bb5-/7
Pela rotação da Terra em torno do Sol
A6/7
Sorridente, rapaz
Em7 Bbm6 A7 D7 G#7 G7 D/F# G E7 A
Pela continuidade do sonho de Adão
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Mancada
Mancada (1967) - Gilberto Gil
Tom: G7+
Intro: G D/F# Em9 A7 D7 G D5+/F# D/F# Am4/7 Ab5-/7 G7+
G7+ C#m5-/7
O dinheiro que eu lhe dei
F#5+/7 Bm7
Pro tamborim
E7/9- Am7 D7/9- G7+
Não vá gastar depois jogar a culpa em mim
C#m5-/7
O dinheiro que eu lhe dei
F#5+/7 Bm7
Não é meu não
E7/9- Am7 D7/9- G7+ (Am4/7 Ab5-/7 G7+)
É da escola por favor não mete a mão
Dm
Você lembra muito bem
G6/9- C#m5-/7
No outro carnaval
F#5+/7 Bm7 F#m5-/7
Você chorou porque não pode desfilar
B7 Em Em7+ Em7
A fantasia que eu mandei você comprar
Em7+ A7 G/B Ab/C
Não ficou pronta porque o dinheiro
A/C# C/D F/G
Que eu lhe dei pra costurar
G7/9-
Você, hum, hum
C7+/9
Eu nem vou dizer
G7+
Pra não lhe envergonhar
Mancada
Mancada (1967) - Gilberto Gil
Tom: G7+
Intro: G D/F# Em9 A7 D7 G D5+/F# D/F# Am4/7 Ab5-/7 G7+
G7+ C#m5-/7
O dinheiro que eu lhe dei
F#5+/7 Bm7
Pro tamborim
E7/9- Am7 D7/9- G7+
Não vá gastar depois jogar a culpa em mim
C#m5-/7
O dinheiro que eu lhe dei
F#5+/7 Bm7
Não é meu não
E7/9- Am7 D7/9- G7+ (Am4/7 Ab5-/7 G7+)
É da escola por favor não mete a mão
Dm
Você lembra muito bem
G6/9- C#m5-/7
No outro carnaval
F#5+/7 Bm7 F#m5-/7
Você chorou porque não pode desfilar
B7 Em Em7+ Em7
A fantasia que eu mandei você comprar
Em7+ A7 G/B Ab/C
Não ficou pronta porque o dinheiro
A/C# C/D F/G
Que eu lhe dei pra costurar
G7/9-
Você, hum, hum
C7+/9
Eu nem vou dizer
G7+
Pra não lhe envergonhar
Lunik 9
Lunik 9 (1967) - Gilberto Gil
D7+ Em7 F#m7 D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A5+/7 Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
D#m7
Momento histórico, simples resultado
do desenvolvimento da ciência viva
F7+
Afirmação do homem normal,
G Dm7
gradativa sobre o universo natural
Cm7 F7/9-
Sei lá que mais
A#7+ Am7 D7
Ah, sim! Os místicos também
Gm7
profetizando em tudo o fim do mundo
C7
E em tudo o início dos tempos do além
Cm7 F7/9
Em cada consciência, em todos os confins
A#7+ Fm7 A#m Fm7
Da nova guerra ouvem-se os clarins
A#m Fm7 A#m
Guerra diferente das tradicionais,
C7 F7/9
guerra de astronautas nos espaços siderais
G# C#
E tudo isso em meio às discussões,
A# D#
muitos palpites, mil opiniões
F7 G7
Um fato só já existe que ninguém pode negar,
7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!
C7+ Gm7 C7+ Gm7 C7+
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Gm7 C7+ Gm7 C7 F
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Fm7 Em7
Nos jornais, manchetes, sensação,
D#7+ Dm7
reportagens, fotos, conclusão:
G7/9- C7+ Am7
A lua foi alcançada afinal, muito bem,
Dm7 G7/9- C7
confesso que estou contente também
F#º Em7 D#7+
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Dm7 G7/9- Em7 A7 Dm7
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
G7/9 Em7 A7
O que será do verso sem luar?
Am7 D7 G7/9 Gm7 C6/7
O que será do mar, da flor, do violão?
F#º Fm7 Em7 D#7+
Tenho pensado tanto, mas nem sei
D7+ Em7 F#m7 D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A7 G Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
Lunik 9
Lunik 9 (1967) - Gilberto Gil
D7+ Em7 F#m7 D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A5+/7 Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
D#m7
Momento histórico, simples resultado
do desenvolvimento da ciência viva
F7+
Afirmação do homem normal,
G Dm7
gradativa sobre o universo natural
Cm7 F7/9-
Sei lá que mais
A#7+ Am7 D7
Ah, sim! Os místicos também
Gm7
profetizando em tudo o fim do mundo
C7
E em tudo o início dos tempos do além
Cm7 F7/9
Em cada consciência, em todos os confins
A#7+ Fm7 A#m Fm7
Da nova guerra ouvem-se os clarins
A#m Fm7 A#m
Guerra diferente das tradicionais,
C7 F7/9
guerra de astronautas nos espaços siderais
G# C#
E tudo isso em meio às discussões,
A# D#
muitos palpites, mil opiniões
F7 G7
Um fato só já existe que ninguém pode negar,
7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!
C7+ Gm7 C7+ Gm7 C7+
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Gm7 C7+ Gm7 C7 F
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Fm7 Em7
Nos jornais, manchetes, sensação,
D#7+ Dm7
reportagens, fotos, conclusão:
G7/9- C7+ Am7
A lua foi alcançada afinal, muito bem,
Dm7 G7/9- C7
confesso que estou contente também
F#º Em7 D#7+
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Dm7 G7/9- Em7 A7 Dm7
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
G7/9 Em7 A7
O que será do verso sem luar?
Am7 D7 G7/9 Gm7 C6/7
O que será do mar, da flor, do violão?
F#º Fm7 Em7 D#7+
Tenho pensado tanto, mas nem sei
D7+ Em7 F#m7 D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A7 G Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Roda
![]() |
| Gilberto Gil |
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Meu povo preste atencão na roda que eu te fiz
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quero mostrar a quem vem aquilo que o povo diz
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Posso falar pois eu sei eu tiro os outros por mim
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quando almoço não janto e quando canto é assim
Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou começar
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai sa- ir quero ver quem vai fi- car
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a me ouvir quem não quiser escu- tar
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quem tem dinheiro no mundo quando mais tem quer ganhar
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7
E a gente que não tem nada fica pior do que está
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7
Seu moço tenha vergonha acabe a descaração
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Deixe o dinhero do pobre e roube outro ladrão
Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou prosseguir
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai fi- car quero ver quem vai sa- ir
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a escutar quem não quiser me ou- vir
Bm7 E Amaj7 Bm7
Se morre o rico e o pobre enterre o rico
Em7 A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
E eu quero ver quem que separa o pó do rico do meu
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Se lá embaixo há igualdade aqui em cima há de haver
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quem quer ser mais do que é um dia há de sofrer
Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou prosseguir
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai fi- car quero ver quem vai sa- ir
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a escutar quem não quiser me ou- vir
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Seu moço tenha cuidado com sua exploração
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Se não lhe dou de presente a sua cova no chão
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quero ver quem vai dizer quero ver quem vai mentir
Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E
Quero ver quem vai negar aquilo que eu disse aqui
Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou terminar
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai sa- ir quero ver quem vai fi- car
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a me ouvir quem não quiser escu- tar
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Agora vou terminar agora vou discorrer
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quem sabe tudo e diz logo fica sem nada di- zer
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quero ver quem vai voltar quero ver quem vai fugir
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quero ver quem vai ficar quero ver quem vai trair
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Por isso eu fecho essa roda a roda que eu te fiz
A7 Bm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
A roda que é do povo, onde se diz o que diz ...
Roda
Roda (1966) - Gilberto Gil e João Augusto
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Meu povo preste atencão na roda que eu te fiz
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quero mostrar a quem vem aquilo que o povo diz
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Posso falar pois eu sei eu tiro os outros por mim
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quando almoço não janto e quando canto é assim
Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou começar
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai sa- ir quero ver quem vai fi- car
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a me ouvir quem não quiser escu- tar
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quem tem dinheiro no mundo quando mais tem quer ganhar
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7
E a gente que não tem nada fica pior do que está
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7
Seu moço tenha vergonha acabe a descaração
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Deixe o dinhero do pobre e roube outro ladrão
Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou prosseguir
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai fi- car quero ver quem vai sa- ir
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a escutar quem não quiser me ou- vir
Bm7 E Amaj7 Bm7
Se morre o rico e o pobre enterre o rico
Em7 A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
E eu quero ver quem que separa o pó do rico do meu
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Se lá embaixo há igualdade aqui em cima há de haver
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quem quer ser mais do que é um dia há de sofrer
Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou prosseguir
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai fi- car quero ver quem vai sa- ir
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a escutar quem não quiser me ou- vir
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Seu moço tenha cuidado com sua exploração
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Se não lhe dou de presente a sua cova no chão
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quero ver quem vai dizer quero ver quem vai mentir
Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E
Quero ver quem vai negar aquilo que eu disse aqui
Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou terminar
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai sa- ir quero ver quem vai fi- car
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a me ouvir quem não quiser escu- tar
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Agora vou terminar agora vou discorrer
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quem sabe tudo e diz logo fica sem nada di- zer
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quero ver quem vai voltar quero ver quem vai fugir
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quero ver quem vai ficar quero ver quem vai trair
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Por isso eu fecho essa roda a roda que eu te fiz
A7 Bm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
A roda que é do povo, onde se diz o que diz ...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Louvação
![]() |
| Torquato Neto |
Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!
Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado
Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra
Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer
Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera
Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar
E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado
Louvação
Louvação (canção, 1966) - Gilberto Gil e Torquato Neto
Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!
Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado
Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra
Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer
Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera
Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar
E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado
Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!
Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado
Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra
Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer
Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera
Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar
E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Doces Bárbaros
Doces Bárbaros - Caetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.
Em 1969 junto com seu amigo Gilberto Gil gravou um disco o qual recebeu o título de Barra 69. Os dois cantores tiveram que se exilar em Londres por causa da ditadura militar no Brasil e partiram para Londres na Inglaterra onde foram influenciados pelos rítmos que soavam pela Europa.
Dessa experiência, novos discos foram lançados com a colaboraçao de vários amigos como Chico Buarque, Gal Costa e sua irmã Maria Bethânia. Com estas duas cantoras e contando ainda com a participação de Gilberto Gil, - expoentes máximos do Tropicalismo (Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira) Caetano e os demais resolveram formar o grupo Doces Bárbaros em 1976, no Anhembi (São Paulo).
A turnê do espetáculo durou menos de um mês, já que Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, em Florianópolis. Pouco depois, o show foi retomado e bateu o recorde de bilheteria do Canecão (RJ), onde permaneceu por dois meses.
Em seguida, foi lançado o álbum Doces Bárbaros Ao Vivo, fortemente influenciado pela contemporânea fusão do jazz-funk, com um toque brasileiro. As letras, poéticas e cheia de paixão são um verdadeiro documento de uma era, escritas com maestria numa atmosfera pesada marcada pela ditadura militar.
Doces Bárbaros
Doces Bárbaros - Caetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.
Em 1969 junto com seu amigo Gilberto Gil gravou um disco o qual recebeu o título de Barra 69. Os dois cantores tiveram que se exilar em Londres por causa da ditadura militar no Brasil e partiram para Londres na Inglaterra onde foram influenciados pelos rítmos que soavam pela Europa.
Dessa experiência, novos discos foram lançados com a colaboraçao de vários amigos como Chico Buarque, Gal Costa e sua irmã Maria Bethânia. Com estas duas cantoras e contando ainda com a participação de Gilberto Gil, - expoentes máximos do Tropicalismo (Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira) Caetano e os demais resolveram formar o grupo Doces Bárbaros em 1976, no Anhembi (São Paulo).
A turnê do espetáculo durou menos de um mês, já que Gil e o baterista Chiquinho Azevedo foram presos por porte de maconha, em Florianópolis. Pouco depois, o show foi retomado e bateu o recorde de bilheteria do Canecão (RJ), onde permaneceu por dois meses.
Em seguida, foi lançado o álbum Doces Bárbaros Ao Vivo, fortemente influenciado pela contemporânea fusão do jazz-funk, com um toque brasileiro. As letras, poéticas e cheia de paixão são um verdadeiro documento de uma era, escritas com maestria numa atmosfera pesada marcada pela ditadura militar.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Expresso 2222
Identificado com o elepê do mesmo nome, básico na discografia de Gilberto Gil e em que se destaca o seu vigoroso punch ao violão, aprimorado durante o exílio londrino, “Expresso 2222” foi lançada inicialmente em um compacto duplo, encartado numa edição especial da revista Bondinho, em fevereiro de 72.
A imagem do expresso está muito ligada a reminiscências do autor, que na infância viajava nos trens da Companhia Leste Brasileiro pelo interior da Bahia. Em seu livro Todas as letras Gil conta que a canção nasceu quando, um dia em Londres, anotou num caderno uma frase fortemente rítmica que lhe veio à mente: “Começou a circular o Expresso 2222, que parte direto de Bonsucesso pra depois.”
O curioso é que este final “pra depois” sugeriu-lhe uma parada imediata, levando-o “a deixar aquilo ali como um vinho, num barril de carvalho, para envelhecer”, só voltando à composição um ano mais tarde. Então completou e musicou “Expresso 2222”, mantendo a linha originária da frase em razão da naturalidade das síncopes iniciais.
“É evidente — afirma Gil — que a idéia da viagem está ligada às drogas, os modificadores e expansores de consciência da época.” A gravação, inteiramente despojada, com violão, percussão e nada mais, é uma expressiva demonstração da vitalidade rítmica do compositor como intérprete, capaz de prescindir de grandes recursos técnicos e instrumentais para produzir um sucesso como este, de longa permanência desde que tenha o seu violão, descendente direto dos violões de Caymmi e de João Gilberto (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Expresso 2222 (1972) - Gilberto Gil
Começou a circular o Expresso 2222
Que parte direto de Bonsucesso pra depois
Começou a circular o Expresso 2222
Da Central do Brasil
Que parte direto de Bonsucesso
Pra depois do ano 2000
Dizem que tem muita gente de agora
Se adiantando, partindo pra lá
Pra 2001 e 2 e tempo afora
Até onde essa estrada do tempo vai dar
Do tempo vai dar
Do tempo vai dar, menina, do tempo vai
Segundo quem já andou no Expresso
Lá pelo ano 2000 fica a tal
Estação final do percurso-vida
Na terra-mãe concebida
De vento, de fogo, de água e sal
De água e sal, de água e sal
Ô, menina, de água e sal
Dizem que parece o bonde do morro
Do Corcovado daqui
Só que não se pega e entra e senta e anda
O trilho é feito um brilho que não tem fim
Oi, que não tem fim
Que não tem fim
Ô, menina, que não tem fim
Nunca se chega no Cristo concreto
De matéria ou qualquer coisa real
Depois de 2001 e 2 e tempo afora
O Cristo é como quem foi visto subindo ao céu
Subindo ao céu
Num véu de nuvem brilhante subindo ao céu
Expresso 2222
Identificado com o elepê do mesmo nome, básico na discografia de Gilberto Gil e em que se destaca o seu vigoroso punch ao violão, aprimorado durante o exílio londrino, “Expresso 2222” foi lançada inicialmente em um compacto duplo, encartado numa edição especial da revista Bondinho, em fevereiro de 72.
A imagem do expresso está muito ligada a reminiscências do autor, que na infância viajava nos trens da Companhia Leste Brasileiro pelo interior da Bahia. Em seu livro Todas as letras Gil conta que a canção nasceu quando, um dia em Londres, anotou num caderno uma frase fortemente rítmica que lhe veio à mente: “Começou a circular o Expresso 2222, que parte direto de Bonsucesso pra depois.”
O curioso é que este final “pra depois” sugeriu-lhe uma parada imediata, levando-o “a deixar aquilo ali como um vinho, num barril de carvalho, para envelhecer”, só voltando à composição um ano mais tarde. Então completou e musicou “Expresso 2222”, mantendo a linha originária da frase em razão da naturalidade das síncopes iniciais.
“É evidente — afirma Gil — que a idéia da viagem está ligada às drogas, os modificadores e expansores de consciência da época.” A gravação, inteiramente despojada, com violão, percussão e nada mais, é uma expressiva demonstração da vitalidade rítmica do compositor como intérprete, capaz de prescindir de grandes recursos técnicos e instrumentais para produzir um sucesso como este, de longa permanência desde que tenha o seu violão, descendente direto dos violões de Caymmi e de João Gilberto (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Expresso 2222 (1972) - Gilberto Gil
Começou a circular o Expresso 2222
Que parte direto de Bonsucesso pra depois
Começou a circular o Expresso 2222
Da Central do Brasil
Que parte direto de Bonsucesso
Pra depois do ano 2000
Dizem que tem muita gente de agora
Se adiantando, partindo pra lá
Pra 2001 e 2 e tempo afora
Até onde essa estrada do tempo vai dar
Do tempo vai dar
Do tempo vai dar, menina, do tempo vai
Segundo quem já andou no Expresso
Lá pelo ano 2000 fica a tal
Estação final do percurso-vida
Na terra-mãe concebida
De vento, de fogo, de água e sal
De água e sal, de água e sal
Ô, menina, de água e sal
Dizem que parece o bonde do morro
Do Corcovado daqui
Só que não se pega e entra e senta e anda
O trilho é feito um brilho que não tem fim
Oi, que não tem fim
Que não tem fim
Ô, menina, que não tem fim
Nunca se chega no Cristo concreto
De matéria ou qualquer coisa real
Depois de 2001 e 2 e tempo afora
O Cristo é como quem foi visto subindo ao céu
Subindo ao céu
Num véu de nuvem brilhante subindo ao céu
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Soy loco por ti, América
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| Capinam |
Esta canção-homenagem ao revolucionário Che é um baião, enxertado de ritmos latino-americanos, com letra no mais castiço portunhol, onde palmeiras tropicais se misturam a trincheiras “del hombre muerto”: “Soy loco por ti America / soy loco por ti de amores / estou aqui de passagem / sei que adiante / um dia vou morrer / de susto, de bala ou vício.”
O arranjo rumbado e o piano percussivo remetem a uma ambientação sonora — estilo latin America — dos filmes de Carmen Miranda, um dos símbolos do tropicalismo, disfarçando com perspicácia a referência a Guevara e, por extensão, à revolução cubana. Assim, incluída no disco à última hora, “Soy Loco por Ti América” salientou-se, sobretudo, pelo contraste com as demais faixas, apesar de sua melodia trivial.
Foi, de certa forma, o primeiro sinal de futuras incursões realizadas por Caetano no universo da música hispano-americana, cultivada em discos e shows e acumulando um considerável repertório do gênero (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores
la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esse rancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo de conhecê-la
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite
se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta te comover
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer de bruços
Nos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa, guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira,
nos braços de quem me queira
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Geléia geral
![]() |
| Torquato e Gil |
Há também alusões sarcásticas a passagens da literatura brasileira como o Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade (“Pindorama, país do futuro / (...) / com o roteiro do sexto sentido”), a “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias (“Minha terra é onde o sol é mais limpo”), ou a Memórias sentimentais de João Miramar, também de Oswald, conforme salienta o brasilianista Charles Perrone (em Masters of contemporary brazilian song).
No refrão são abordados, no mesmo estilo destrambelhado, do folclore brasileiro ao rock and roll: “Ê, bumba-yê-yê-boi / ano que vem, mês que foi / É, bumba-yê-yê-yê / é a mesma dança meu boi.”
No aspecto musical, vale mencionar que este refrão é construído sobre a repetição de seis compassos, divididos em ternários e binários, fazendo o arranjo de Rogério Duprat citações de O Guarany, de Carlos Gomes (sob o verso declamado sobre as “relíquias do Brasil”) e da canção “All the Way”, após o verso “um elepê de Sinatra”. Essas considerações mostram a relevância da extensa e discutida letra que Torquato Neto, o teórico do tropicalismo, fez para “Geléia Geral”, composição gravada por Gilberto Gil em Panis et circensis, o disco básico da relativamente escassa discografia do movimento.
A expressão “Geléia Geral”, que também seria título de uma coluna de Torquato no jornal carioca Última Hora, em 71/72, tem sua origem anterior à canção: Décio Pignatari havia escrito para revista de literatura Invenção um artigo sobre os princípios da linguagem concretista, que terminava afirmando que “na geléia geral brasileira alguém tem que fazer o papel de medula e de osso”, referindo-se à postura do grupo concretista.
A ligação de Décio e dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos com Caetano Veloso ensejou o aproveitamento da expressão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Geléia geral (1968) - Gilberto Gil e Torquato Neto
Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia
Resplandente, cadente, fagueira num calor girassol com alegria
Na geléia geral brasileira que o Jornal do Brasil anuncia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
A alegria é a prova dos nove e a tristeza é teu porto seguro
Minha terra é onde o sol é mais limpo e Mangueira é onde o samba é mais puro
Tumbadora na selva-selvagem, Pindorama, país do futuro
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
É a mesma dança na sala, no Canecão, na TV
E quem não dança não fala, assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil:
Doce mulata malvada, um LP de Sinatra, maracujá, mês de abril
Santo barroco baiano, superpoder de paisano, formiplac e céu de anil
Três destaques da Portela, carne-seca na janela, alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade, hospitaleira amizade, brutalidade jardim
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
Plurialva, contente e brejeira miss linda Brasil diz "bom dia"
E outra moça também, Carolina, da janela examina a folia
Salve o lindo pendão dos seus olhos e a saúde que o olhar irradia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
Um poeta desfolha a bandeira e eu me sinto melhor colorido
Pego um jato, viajo, arrebento com o roteiro do sexto sentido
Voz do morro, pilão de concreto tropicália, bananas ao vento
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
Geléia geral
A canção “Geléia Geral” representa uma síntese dos cânones do próprio movimento tropicalista, além de ser modelo de seu contorno poético. Seus versos contêm arremedos de ufanismo patriótico (“Formiplac e céu de anil / (...) / salve o lindo pendão dos seus olhos”) e citações, as mais diversas, explícitas ou implícitas, distribuídas por suas estrofes e o trecho declamado entre elas.
Há também alusões sarcásticas a passagens da literatura brasileira como o Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade (“Pindorama, país do futuro / (...) / com o roteiro do sexto sentido”), a “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias (“Minha terra é onde o sol é mais limpo”), ou a Memórias sentimentais de João Miramar, também de Oswald, conforme salienta o brasilianista Charles Perrone (em Masters of contemporary brazilian song).
No refrão são abordados, no mesmo estilo destrambelhado, do folclore brasileiro ao rock and roll: “Ê, bumba-yê-yê-boi / ano que vem, mês que foi / É, bumba-yê-yê-yê / é a mesma dança meu boi.”
No aspecto musical, vale mencionar que este refrão é construído sobre a repetição de seis compassos, divididos em ternários e binários, fazendo o arranjo de Rogério Duprat citações de O Guarany, de Carlos Gomes (sob o verso declamado sobre as “relíquias do Brasil”) e da canção “All the Way”, após o verso “um elepê de Sinatra”. Essas considerações mostram a relevância da extensa e discutida letra que Torquato Neto, o teórico do tropicalismo, fez para “Geléia Geral”, composição gravada por Gilberto Gil em Panis et circensis, o disco básico da relativamente escassa discografia do movimento.
A expressão “Geléia Geral”, que também seria título de uma coluna de Torquato no jornal carioca Última Hora, em 71/72, tem sua origem anterior à canção: Décio Pignatari havia escrito para revista de literatura Invenção um artigo sobre os princípios da linguagem concretista, que terminava afirmando que “na geléia geral brasileira alguém tem que fazer o papel de medula e de osso”, referindo-se à postura do grupo concretista.
A ligação de Décio e dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos com Caetano Veloso ensejou o aproveitamento da expressão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Geléia geral (1968) - Gilberto Gil e Torquato Neto
Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia
Resplandente, cadente, fagueira num calor girassol com alegria
Na geléia geral brasileira que o Jornal do Brasil anuncia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
A alegria é a prova dos nove e a tristeza é teu porto seguro
Minha terra é onde o sol é mais limpo e Mangueira é onde o samba é mais puro
Tumbadora na selva-selvagem, Pindorama, país do futuro
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
É a mesma dança na sala, no Canecão, na TV
E quem não dança não fala, assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil:
Doce mulata malvada, um LP de Sinatra, maracujá, mês de abril
Santo barroco baiano, superpoder de paisano, formiplac e céu de anil
Três destaques da Portela, carne-seca na janela, alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade, hospitaleira amizade, brutalidade jardim
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
Plurialva, contente e brejeira miss linda Brasil diz "bom dia"
E outra moça também, Carolina, da janela examina a folia
Salve o lindo pendão dos seus olhos e a saúde que o olhar irradia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
Um poeta desfolha a bandeira e eu me sinto melhor colorido
Pego um jato, viajo, arrebento com o roteiro do sexto sentido
Voz do morro, pilão de concreto tropicália, bananas ao vento
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
sábado, 29 de julho de 2006
Divino maravilhoso
Caetano e Gil, pela primeira vez em um festival, formaram uma parceria, e com a mudança de nome da “Gracinha”, a Maria da Graça, para Gal Costa, diziam que tudo era perigoso no seu Divino Maravilhoso. Na foto: Gal Costa defendendo "Divino Maravilhoso". Festival de 1968.Divino maravilhoso (1968) - Caetano Veloso
A C#
Atenção ao dobrar uma esquina
A C#
Uma alegria, atenção menina
D E
Você vem, quantos anos você tem?
A C#
Atenção, precisa ter olhos firmes
D E
Pra este sol, para esta escuridão
A
Atenção
G#m7(b5) C#7
Tudo é perigoso
F#m D G
Tudo é divino maravilhoso
A D C#7(b9) F#m
Atenção para o refrão
A Em
É preciso estar atento e forte
A Em
Não temos tempo de temer a morte (2x)
A C#
Atenção para a estrofe e pro refrão
A C#
Pro palavrão, para a palavra de ordem
D E
Atenção para o samba exaltação
A
Atenção
G#m7(b5) C#7
Tudo é perigoso
F#m D G
Tudo é divino maravilhoso
A D C#7(b9) F#m
Atenção para o refrão
A Em
É preciso estar atento e forte
A Em
Não temos tempo de temer a morte (2x)
A C#
Atenção para as janelas no alto
A C#
Atenção ao pisar o asfalto, o mangue
D E
Atenção para o sangue sobre o chão
A
Atenção
G#m7(b5) C#7
Tudo é perigoso
F#m D G
Tudo é divino maravilhoso
A D C#7(b9) F#m
Atenção para o refrão
A Em
É preciso estar atento e forte
A Em
Não temos tempo de temer a morte (2x)
quinta-feira, 27 de julho de 2006
Cifras de Gilberto Gil
A Linha e o linho, A novidade, A paz, Aquele abraço, Cérebro eletrônico, Domingo no parque, Drão, Esotérico, Estrela, Lente do amor, Madalena, Marina, Não chores mais (Woman no cry), Palco, Panis et Circences, Procissão, Refazenda, Se eu Quiser Falar com Deus, Sítio do Pica-pau-amarelo, Super-Homem a canção, Vamos fugir, Xodó.
domingo, 23 de julho de 2006
Copo vazio
Chico Buarque
(De: Gilberto Gil)G7(9) C B7 Em7
É sempre bom lembrar Que um copo vazio
A7(9) D7
Está cheio de ar
G7(9) C B7 Em7
É sempre bom lembrar Que o ar sombrio de um rosto
A7(9) D7
Está cheio de um ar vazio
B7 C D7 G7(9)
Vazio daquilo que no ar do copo Ocupa um lugar
C B7
É sempre bom lembrar, guardar de cor
Em7 A7 D7 G
Que o ar vazio de um rosto sombri__o Está cheio de dor
G7(9) C B7 Em7 A7(9)
É sempre bom lembrar Que um copo vazio
D7
Está cheio de ar
C7 B7 Em7
Que o ar no copo Ocupa o lugar do vinho
C7 B7 Em(add9)
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor
Bb7 A7 D6/9
Que a dor ocupa a metade da verdade
A verdadeira natureza interior
A7 D7(9) B7
Uma metade cheia Uma metade vazia
E7(9)
Uma metade tristeza Uma metade alegria
C D7 G7(9)
A magia da verdade inteira Todo-poderoso amor
C D7 G7(9)
A magia da verdade inteira Todo-podero___so amor
C B7 Em7 A7
É sempre bom lembrar Que um copo vazio
D7 G
Está cheio de ar
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