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segunda-feira, 31 de julho de 2006

Cifras de Agostinho dos Santos

Chora tua tristeza

Agostinho dos Santos
Chora tua tristeza (samba, 1960) - Oscar Castro-Neves e Luverci Fiorini

Introd.: C7M/9 G#6 C7M/9 G#6 
C7M/9                 Bm7/b5   E7
Cho____ra que a triste______za
Am7/9 D7/13 Gm7 C7/9
Fo____ge do teu olhar
F7M Bb7/9
Brincando de esquecer
C7M/9 C6 Am7/9
saudade vai passar
D7/13 D7/b13 Dm7 C#7/9







Agostinho dos Santos
E o amor já vai chegar então
C7M/9              Bm7/b5    E7
Can_____ta que a bele____za
Am7/9 Gm7 C7/9
Vol_____ta prá te encantar
F7M Bb7/9 C7M/9 Am7
Num sonho tão pequeno que o dia escondeu
D7/13 D7/b13 G7/4(9) G7/9 C7M/9 F#m7/b5 B7/b9
Guardan__________do prá te dar

Em7 F#m7/b5 B7/b9 Em7
É tão boni_____to gostar e querer ficar
Dm9 G7/4(9) G7/9
Com alguém para quem pos______sa dizer
C7M/9                  Bm7/b5    E7
O______lha quantas estre_____las
Am7/9 Gm7 C7/9
Nas___cem prá te encontrar
F7M Bb7/9 C7M/9 Am7/9
Depois do céu azul a noite vai chegar
D7/13 D7/b13 G7/4(9) G7/9 Em7/b5 A7/#5
E eu prá te amar
D7/13 D7/b13 G7/4(9) G7/9 C7M/9
E eu prá te amar
Em7                 F#m7/b5 B7/b9            Em7
É tão boni_____to gostar e querer ficar
Dm9 G7/4(9) G7/9
Com alguém para quem pos______sa dizer

C7M/9 Bm7/b5 E7
O______lha quantas estre_____las
Am7/9 Gm7 C7/9
Nas___cem prá te encontrar
F7M Fm6 C7M/9 Am7/9
Depois do céu azul a noite vai chegar
D7/13 D7/b13 G7/4(9) G7/9 Em7/b5 A7/#5
E eu prá te amar
D7/13 D7/b13 G7/4(9) G7/9 C7M/9
E eu prá te amar

O amor e a rosa

Agostinho dos Santos
O amor e a rosa (samba, 1960) - Pernambuco e Antônio Maria

A7M         Bb°   Bm7       C°
Guarda a rosa que eu te dei
Dbm7 Db7/5+ Dm7 G9
Esquece os males que eu te fiz
Dbm7 C7 Bm11 Bb11+
A rosa vale mais
A A7/5+
que a tua dor
 D7M                Dm7  







Agostinho dos Santos
Se tudo passou se o amor acabou
A A7
A rosa deve ficar
D7M Dm7
Num canto qualquer do teu coração
C7+ F7+ Bm11 Bb11+
O amor reviverá
 A7M       F#7       Bm7    E7
Guarda a rosa que eu te dei
A7M A7 Dm7
Esquece os males que eu te fiz
A7M Cº Bm7 E7 A
A rosa vale mais que a tua dor

Serenata suburbana

Agostinho dos Santos
A princípio, “Serenata Suburbana” era uma valsa seresteira que Orlando Correia gravou em 1955, sem o menor sucesso. Quatro anos depois, Paulo Molin, que havia sido menino prodígio cantando nas rádios de Recife, relançou-a em ritmo de guarânia, muito em moda na ocasião (“Levo a vida em serena-a-ta/ somente a cantar...”). Em seguida, virou sucesso na voz de Dalva de Andrade, cantora que aparecia como uma espécie de sucessora, pelo estilo, de sua xará Dalva de Oliveira. Daí em diante esta guarânia pernambucana se internacionalizou, ganhando letra em espanhol de Aristides Valdez.


Agostinho dos Santos
Serenata Suburbana (guarânia, 1960) - Capiba
Bm                       F#7
Levo a vida em serenata
Bm F#7 Bm
Somente a cantar
Bm
Quem não me conhece
D C#7
Tem a impressão
F#7
De que eu sou tão feliz...
Bm F#7
Mas não é isso não, não...
Bm F#7
Se eu canto em serenata
B G#m C#m F#7
É para não chorar
B F#7
Ninguém sabe a dor que eu sinto dentro de mim
B
Ninguém sabe porque eu vivo tão triste assim
G#7 C#m
Se eu fosse realmente muito feliz
Em Bm
Não chorava em todo canto
F#7 Bm
Nem cantava para abafar meu pranto.
F#7 B
Hum, hum, hum, hum, hum, hum
F#7 B Bm
Hum, hum, hum, hum, hum, hum

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Meu benzinho

Agostinho dos Santos
Meu benzinho (My little one) - George Howe e David Gussin

Em
Luz dos meus olhos
B7
Desejos em flor
B7/5+ Em
Que mal conhece o que é o amor
E7 Am
A noite cálida vai deixar
Gb7 B7/5+ Em


Agostinho dos Santos
A a n s i e d a d e em seu lugar

Em B7
Se amanhã outro amor disser
B7/5+ Em
Que te reclama, deseja e quer
E7 Am Am6
Eu mesmo assim estarei a esperar
Em
Que um desengano te faça
B7/5+ Em
Voltar a mim

(Meu amor eu te quero tanto, tanto, tanto
Que nada neste mundo, nada mais senão
Tua presença me envolve e me acalma
Conhecer-te foi a maior felicidade
que encontrei nesta vida
A eternidade não vale um só dos teus carinhos
Bendigo aos céus que cruzaram os nossos caminhos)

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Ninguém é de ninguém

Agostinho dos Santos
Ninguém é de ninguém (bolero, 1960) - U.Silva / T. Gomes / L. Mergulhões
    G                  Em
Ninguém é de ninguém
Am
Na vida tudo passa
D7
Ninguém é de ninguém
G
Até quem nos abraça







Agostinho dos Santos
Bm7/-5 E Am
Não há recordação que não tenha seu fim
Em A7
Ninguém é de ninguém
D7
O mundo é mesmo assim


G Em Am
Já tive a sensação que amava com fervor
D7 G
Já tive a ilusão que tinha um grande amor
Bm7/-5 E Am
Talvez alguém pensou no amor que eu sonhei
Cm
E que perdi também
G Am
E assim vivi a vida
D7 G
Ninguém é de ninguém

Mi oración

Boleros inesquecíveis

Mi oración - Georges Boulanger - versión de M. Moriega
(balada "My prayer" de "The Platters" para bolero)


Agostinho dos Santos

 D                    Do
Orar es estar junto a ti /
Gm A7
Es pensar solo en ti
D A7/5+
Con ferviente pasión /
D Do
Orar es soñar con tu amor
Gm
En un mundo de paz /
D D7
Cual divina oración

Gm C7 F
Besar tu boquita sensual
Gm Bb7 A7 A7/5+
Poder estrechar tu figura ideal


D Do Gm A7
Orar es poder convertir / Una dulce ilusión
D7+ Do Em7 A7
En milagro de amor / Es vivir un ensueño
D
Cual sentida oración


Hablado:


Al caer de la tarde / Cuando todo esta en calma
Una tristeza muy grande / Envuelve mi alma
Y mi oración dice así:


D Fo Gm
Orar, es soñar con tu amor / En un mundo de paz
A7 D D7 Gm C7 F
Cual divina oración / Besar tu boquita sensual
Gm Bb7 A7 A7/5+
Poder estrechar tu figura ideal
D                Do
Orar es poder convertir
Gm A7 D7+ Do
Una dulce emoción / En milagro de amor
Em7 A7 D Gm D
Es vivir un ensueño / Cual sentida oración

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Estou pensando em ti

Anísio Silva - Agostinho dos Santos - Maysa

Estou pensando em ti (Bolero, 1960) - Raul Sampaio e Benil Santos



Agostinho dos Santos

G                  Gº    G

Estou pensando em ti chorando

G#º

E num lamento lá fora o vento

Am7 E7

Chora comigo

Am7 D

Estou pensando em ti chorando

D

Anjo divino, que o meu destino

G Em Am D

Modificou



G Gº G

Estou pensando em ti chorando

Dm G7

Abro a janela a noite é bela

C C#º

Mas que me importa

C C#º G Em

Estou pensando em ti chorando tanto

Am

Onde te encontras

D G

Hás de sentir a mágoa do meu pranto



G Gº G

Estou pensando em ti chorando

Dm G7

Abro a janela a noite é bela

C C#º

Mas que me importa

C C#º G Em

Estou pensando em ti chorando tanto

Am

Onde te encontras

D G

Hás de sentir a mágoa do meu pranto



C Cm G G7M/6

Estou pensando em ti ......

domingo, 11 de junho de 2006

Tudo ou nada

Agostinho dos Santos
Tudo ou nada (samba-canção, 1958) - Fernando César  / Interpretação: Agostinho dos Santos

F                  Bb7        F7+
Cansei de pela vida andar a procurar
Bb7 Am7 C7
Alguém que enfim ocupe o seu lugar
D7 Gm Am7 D7
Não há ninguém não há nem pode haver
Gm Gm7
Cansei de procurar em outro coração
C7
Amor à luz difusa da razão
Gm7 C7 F D7 G7 C7
Não há ninguém não há nem pode haver
F Bb F7+
Cansei agora eu sei o amor não se procura
Bb7 Am7
É o criador e a própria criatura
D7 Gm Am7 D7
Só é amor o amor pelo amor
Gm Bbm7
Eu sei da minha vida
Am7
A rota está traçada
Dm7 Gm
Terá de ser assim, ou tudo ou nada
C7 F Db7 F
Ou seu amor ou mais ninguém

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Fim de caso

Fim de caso (samba-canção, 1959) - Dolores Duran


Agostinho dos Santos

C7+ 
Eu desconfio
Em7 A7 Dm7
Que o nosso caso está na hora de acabar
Bm7/5- E7 Am7
Há um adeus em cada gesto em cada olhar
D7 G7 G7/5+
Mas nós não temos é coragem de falar

C7+
Nos já tivemos
Em7 A7/9- Dm7
A nossa fase de carinho apaixonado
Bm7/5- E7 Am7
De fazer versos / De viver sempre abraçados
D7 G7 Bb7 A7
Naquela base de só vou se você for

Dm7
Mas de repente
F/G G7 C7+ G7
Fomos ficando cada dia mais sozinhos
C7+ Am7 D7
Embora juntos cada qual tem seu caminho
G7 G7/5+
E já não temos nem vontade de brigar

C7+
Tenho pensado
Em7 A7/9- Dm7
E Deus permita que eu esteja errado
Bm7/5- E7 Am7
Mas, eu estou / Eu estou desconfiado
Dm7 G7 C7+ Fm C
Que o nosso caso está na hora de acabar


Nós já tivemos . . . .
G/A A7 D7+
Que o nosso caso está na hora de acabar
Em7 A7 Gm7 D7M(9)
Que o nosso caso está na hora de acabar

Esmeralda

Esmeralda (samba-canção, 1960) - - Filadelfo Nunes e Fernando Barros
Agostinho dos Santos

---------------F ---------D7 --------G7
Vestida de noiva com véu e grinalda
----------------C7--------------- F
Lá vai Esmeralda casar na igreja
------------C7----------- F
Deus queira que os anjos
------------G7------ C
Não cantem pra ela
--------------G7 --------------------C7
E lá na capela seu vigário não esteja

------------------------F--------------- G7
Deus queira que à noite na hora da festa
--------------------C7------------------- F7
Não tenha orquestra, não tenha ninguém
-----------------Bb-------- Bbm------- F
Prá ver Esmeralda com véu e grinalda
---------------------G7----- C7-------- F
Nos braços de outro que não é seu bem

-------------C7 ------------F----------- C7
Quem devia casar com ela era eu
-----------F
Sim, senhor
-------------C7- ------- - -- F ----------C7
Quem devia casar com ela era eu
----------F
Seu amor.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Balada triste

Ângela Maria
Ângela Maria fazia uma temporada em Buenos Aires quando conheceu a canção “Balada Triste” por intermédio de seu acompanhador, o violonista Manoel da Conceição. Decidida a gravá-la o quanto antes, apressou-se em obter a permissão do autor, Dalton Vogeler, baixista do conjunto de Valdir Calmon, por coincidência, na ocasião, também em temporada na capital argentina. Daí resultou o duplo lançamento da composição — que já havia sido entregue a Agostinho dos Santos —, alcançando ambas as gravações o maior sucesso.

Bem de acordo com o título, “Balada Triste” é uma pungente canção de amor com versos e melodia impregnados de tristeza. Sem ser plágio, reproduz o clima da “Serenata” (Stãndchen) de Schubert, citada, aliás, no prólogo das gravações iniciais. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Balada triste (samba-canção, 1958) - Dalton Vogeler e Esdras Silva




Agostinho dos Santos

Tom: Em 
 
Intro:  (Em  Am  C  B7) 
 
Em                     Am
Balada triste / Que me faz
F#m B7 Em
Lembrar alguém / Alguém que existe
C
E que outrora
B7 (C7 C#7 D7)
Foi meu bem
G           F#          Bm
Balada triste / Melodia do meu drama
E Am
Esse alguém já não me ama
C B7 B7
Esqueceu você também
Em                           Am
Não há mais nada / Foi um sonho
F#m B7
Que passou
Em
Triste balada
C B7 (C7 C#7 D7)
Só você me acompanhou
G
Fica comigo !
F# Bm
Velha amiga, companheira
E Am
Quero cantar-te a vida inteira
C B7 (Em Am)
Prá lembrar o que passou...
(Em Am C B7)

domingo, 4 de junho de 2006

Negue

Adelino Moreira
Vários cantores de diferentes épocas e estilos — Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Agostinho dos Santos, Maria Bethânia, Ney Matogrosso gravaram “Negue”, o que atesta o prestígio deste samba, um dos melhores de Adelino Moreira.

Interpretada de forma veemente, como pedem os seus versos (“Diga que já não me quer / negue que me pertenceu / que eu mostro a boca molhada / e ainda manchada / pelo beijo seu...”), a composição foi  o grande sucesso de Adelino (parceria com Enzo de Almeida Passos) no fértil ano de 1960, quando ele abastecia os repertórios de Nelson Gonçalves, Carlos Augusto e Núbia Lafayette.



Agostinho dos Santos
Aliás, foi o cearense Carlos Augusto (Cano Antônio de Souza Moreira) quem puxou o sucesso da composição. Em 1983, “Negue” seria regravada pelo grupo punk Camisa de Vênus (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Ed. 34).

Negue (samba-canção, 1960) - Enzo dos Passos e Adelino Moreira
Am        Am7            Dm
Negue seu amor o seu carinho
Bm7/-5
E7 Am F E7
Diga que você já me esqueceu
Am Am7 Dm
Pise machucando com jeitinho
Bm7/-5 E7 Am Ab7
Esse coração que ainda é teu
  G7                    C7M      F7M
Diga que meu pranto é covardia
Bm7/-5
Mas não se esqueça
E7 Am
Que você foi minha um dia


Dm E7
Diga que já não me quer
Dm E7
Negue que me pertenceu
Am E7 Am
E eu mostro a boca molhada
Dm Am E7 Am
Ainda marcada pelo beijo seu

terça-feira, 23 de maio de 2006

Estrada do sol

Estrada do sol (samba-canção, 1958) - Dolores Duran e Tom Jobim


Agostinho dos Santos
Gm7     C7(9)
É de manhã
Gm7 C7(9)
Vem o sol mais os pingos da chuva
Gm7 C7(9)
Que ontem caiu
Gm7 C7(9)
Ainda estão a brilhar
F7M Gm7
Ainda estão a dançar
Am7 Gm7 F7M
Ao vento alegre que me traz esta canção

Bbm7 Eb7(9) Am7 D7(9) Abm7 Db7(9)
Quero . . . que você . . . me dê a mão
Db7(9) Gm7 C7(9)
Vamos sair por aí
Gm7 C7(9)
Sem pensar no que foi que sonhei
Gm7 C7(9)
Que chorei, que sofri
Gm7 C7(9)
Pois a nossa manhã
F7M
Já me fez esquecer

Gm7 Am7 Gm7
Me dê a mão, vamos sair
F7M Cm7 F7M Cm7 F7M
Pra ver o sol, o sol, o sol

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Feitio de Oração

O compositor Vadico (Osvaldo Gogliano) era um jovem de 22 anos e trabalhava no Rio havia pouco tempo, quando foi apresentado por Eduardo Souto a Noel Rosa, nos estúdios da Odeon. Razão da apresentação: o maestro acabara de ouvi-lo tocar ao piano uma música de sua autoria, ainda sem letra, e achara que o encontro poderia render uma boa parceria. Noel, então, impressionado com a beleza e o clima místico da melodia, fez a letra de "Feitio de Oração", iniciando com uma obra-prima a parceria desejada. Pertence a esta letra os famosos versos: "Batuque é um privilégio / ninguém aprende samba no colégio..." A dupla Noel e Vadico durou quatro anos, deixando onze composições.

Feitio de Oração (samba, 1933) - Noel Rosa e Vadico

Agostinho dos Santos
C7M             Em7(b5)  Gm6/Bb A7/13 A7(b13)
Quem acha vive se perden......do
Dm7/9 Fm6 G7/13
Por isso agora eu vou me defendendo
C7M/9 F#m7(b5) B7(#5) Bb7/13
Da dor tão cruel desta saudade
A7(#5) Ab7/13 G7/13
Que por infelicidade
C6/9 G7(#5)
Meu pobre peito invade

C7M/9 Em7(b5) Gm6/Bb A7(b13)
Batuque é um privilé.......gio
Dm7/9 Fm6 G7/13
Ninguém aprende samba no colégio
C7M F#m7(b5) B7(#5) Bb7/13
Sambar é chorar de ale.....gria
A7(#5) Ab7/13 G7/13
É sorrir de nostalgia
C7M A7(#9/b13)
Dentro da melodia
Dm7/9 G7/13 C7M/9 Eb°
Por isso agora lá na Penha vou mandar
Dm7 G7(9/13) G7(b9/13)
Minha morena pra cantar
C7M C6 Em7(b5) A7(b5)
Com satisfação, e com harmonia
Dm7/9 F#m7/11
Esta triste melodia, que é meu samba
B7(b13) Em7/9 A7(b13) Dm7/9 G7(#5)
Em feitio de oração
C7M/9 Em7(b5) A7(b5) Dm7/9
O samba na realida.....de, não vem do morro
Fm6 G7/13
Nem lá da cidade
C7M F#m7(b5) B7(#5) Bb7/13
E quem suportar uma paixão
A7(b5) Ab7/13 G7/13
Sentirá que o samba então
C7M
Nasce no coração

quarta-feira, 19 de abril de 2006

A Noite do Meu Bem

Uma obra-prima do repertório romântico, “A Noite do Meu Bem” é o maior sucesso de Dolores Duran. Num ensaio para a série “História da Música Popular Brasileira”, a ensaísta Marilena Chauí comenta: “Dolores convoca na canção o universo para a sua noite como se a ela própria tudo faltasse para enfeitar a chegada desse bem tão demorado.”

É um primor de poema, cheio de feminilidade. Poucas vezes em nossas canções encontram-se imagens da beleza e originalidade de “paz de criança dormindo”, “abandono de flores se abrindo”, “alegria de um barco voltando”. “A Noite do Meu Bem” foi lançada em setembro de 1959 por Dolores, que não teve a oportunidade e conhecer-lhe o sucesso, pois morreu no mês seguinte. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

A noite do meu bem (samba-canção, 1959) - Dolores Duran


Agostinho dos Santos

Am                A7                  Dm
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E7 Am Dm
E a primeira estrela que vier para enfeitar
E7
a noite do meu bem


Am A7 Dm
Hoje eu quero paz de criança dormindo
E7 Am
E o abandono de flores se abrindo
Dm E7 A7
Para enfeitar a noite do meu bem


Dm G7 C
Quero a alegria de um barco voltando
A7 Dm
Quero ternura de mãos se encontrando
G7 C E7
Para enfeitar a noite do meu bem


Am A7 Dm
Ah, eu quero o amor, o amor mais profundo
E7 Am Dm
Eu quero toda beleza do mundo para enfeitar
E7 A7
a noite do meu bem


Dm G7 C
Quero a alegria de um barco voltando
A7 Dm
Quero ternura de mãos se encontrando
G7 C E7
Para enfeitar a noite do meu bem


Am A7 Dm
Ah, como esse bem demorou a chegar
E7 Am
Eu já nem sei se terei no olhar
Dm E7 F Am
Toda pureza que quero lhe dar
Am Dm E7 A7 G7
C

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Agostinho dos Santos

Agostinho dos Santos

Um dos pontos mais altos no espetáculo de Bossa Nova no Carnegie Hall, em 21 de novembro de 1962, foi a apresentação de Luiz Bonfá ao violão e Agostinho dos Santos cantando Manhã de Carnaval. Bonfá lembra que Agostinho, muito nervoso, abordou-o pouco antes do show começar e pediu para cantar junto. Bonfá, muito sem jeito, disse que não, já o que estava combinado era que ele faria apenas um solo com o violão. Agostinho não desistiu: "Não tem importância, você modula que depois eu entro ...". Depois de muita insistência, Bonfá cedeu: combinaram que ele faria primeiro uma introdução instrumental e depois anunciaria Agostinho. Mas quando o violonista começou a tocar, os aplausos abafaram o som.

Agostinho, achando que já era sua hora, entrou. E acabou cantando desde o início, exatamente como queria. O Carnegie Hall aplaudiu de pé, e cravos vermelhos foram atirados ao palco. Era de uma voz limpa, extensa e afinada. Notável participação de um cantor de São Paulo na Bossa Nova.

Agostinho dos Santos, cantor e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 25 de abril de 1932 e faleceu em Paris, França, no dia 12 de julho de 1973. Criado no bairro do Bexiga, começou a carreira artística como crooner da orquestra de Osmar Milani, que atuava no Avenida Danças, em São Paulo. Participava também de programas de calouros. Graças ao trompetista José Luís, em 1951 conseguiu um contrato com a Rádio América, de São Paulo.

Em 1955, foi contratado pela Rádio Nacional, de São Paulo. Nesse ano, apresentou-se na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, ao lado de Ângela Maria e Sylvia Telles, com acompanhamento da Orquestra Tabajara. Ainda em 1955, gravou, na Polydor, Meu benzinho (versão de My Little One, de Frankie Lane), seu primeiro sucesso, que lhe valeu os troféus Roquete Pinto e Disco de Ouro.

No ano seguinte, lançou pela Polydor o LP Uma voz e seus sucessos, com musicas de Tom Jobim e Dolores Duran, destacando-se o samba-canção Estrada do sol, um dos seus maiores êxitos. O sucesso desse LP fez que Tom Jobim e Vinícius de Moraes o convidassem para ser o intérprete da trilha sonora do filme Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, na qual foi acompanhado por João Gilberto, alcançando grande êxito Manhã de Carnaval (Vinícius de Morais e Luís Bonfá) e A felicidade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Recebeu ainda o troféu Disco de Ouro nos anos de 1956, 1957, 1958 e 1959.

Em 1958, compôs o samba-canção Forças ocultas (com Antônio Bruno) e Sozinho com você (com Dirce Morais e Heitor Canilo). Nesse mesmo ano, lançou, pela RGE, o LP Agostinho espetacular, que incluiu sucessos como Balada triste (Dalton Vogeler e Esdras Silva) e Até o nome é Maria (Billy Blanco).

Em 1959, também pela RGE, gravou o LP O inimitável Agostinho com Hino ao sol (Billy Blanco e Tom Jobim), Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Fim de caso (Dolores Duran), e outras.

Em 1960 fez os sambas Chuva para molhar o sol (com Edison Borges) e Podem falar (com Renato Gama Duarte). Nesse ano, lançou, pela RGE, o LP Agostinho, sempre Agostinho, que, entre outros, incluía os sucessos Céu e mar (Johnny Alf) e O amor em paz (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Em 1961, compôs o samba-canção Distância é saudade.

Em 1962, participou do Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em New York, E.U.A., cantando com acompanhamento do conjunto de Oscar Castro Neves. Em suas diversas excursões ao exterior, apresentou-se no Chile, Uruguai, Argentina, Venezuela, México, Itália, Portugal, Republica Federal da Alemanha, África e E.U.A. No Brasíl e nos E.U.A., cantou ao lado de Johnny Mathis, na Itália apresentou-se com Caterina Valente.

Em 1967, compôs o samba-canção Quem levou Maria e gravou, na RGE, o LP Os grandes sucessos de Agostinho dos Santos. Em 1968 participou do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, interpretando Visão (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar). Em outubro desse ano, foi à Europa, onde se apresentou na televisão de Portugal, Inglaterra, Bélgica e França. Compôs, ainda, Balada do homem sem Deus (com Fernando César), Sambossa e Ave do amor (com Chico Feitosa), O amor está no ar (com Miguel Gustavo), Vai sofrendo, Remorso e Prece ao sol, entre outras.

Uma de suas últimas gravações foi Avião (Maurício Einhorn, Durval Ferreira e Hélio Mateus), pela Odeon. Faleceu num acidente aéreo, nas imediações do aeroporto de Orly, em Paris, França.

Algumas músicas


Veja também:

Agostinho dos Santos

Agostinho dos Santos

Um dos pontos mais altos no espetáculo de Bossa Nova no Carnegie Hall, em 21 de novembro de 1962, foi a apresentação de Luiz Bonfá ao violão e Agostinho dos Santos cantando Manhã de Carnaval. Bonfá lembra que Agostinho, muito nervoso, abordou-o pouco antes do show começar e pediu para cantar junto. Bonfá, muito sem jeito, disse que não, já o que estava combinado era que ele faria apenas um solo com o violão. Agostinho não desistiu: "Não tem importância, você modula que depois eu entro ...". Depois de muita insistência, Bonfá cedeu: combinaram que ele faria primeiro uma introdução instrumental e depois anunciaria Agostinho. Mas quando o violonista começou a tocar, os aplausos abafaram o som.

Agostinho, achando que já era sua hora, entrou. E acabou cantando desde o início, exatamente como queria. O Carnegie Hall aplaudiu de pé, e cravos vermelhos foram atirados ao palco. Era de uma voz limpa, extensa e afinada. Notável participação de um cantor de São Paulo na Bossa Nova.

Agostinho dos Santos, cantor e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 25 de abril de 1932 e faleceu em Paris, França, no dia 12 de julho de 1973. Criado no bairro do Bexiga, começou a carreira artística como crooner da orquestra de Osmar Milani, que atuava no Avenida Danças, em São Paulo. Participava também de programas de calouros. Graças ao trompetista José Luís, em 1951 conseguiu um contrato com a Rádio América, de São Paulo.

Em 1955, foi contratado pela Rádio Nacional, de São Paulo. Nesse ano, apresentou-se na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, ao lado de Ângela Maria e Sylvia Telles, com acompanhamento da Orquestra Tabajara. Ainda em 1955, gravou, na Polydor, Meu benzinho (versão de My Little One, de Frankie Lane), seu primeiro sucesso, que lhe valeu os troféus Roquete Pinto e Disco de Ouro.

No ano seguinte, lançou pela Polydor o LP Uma voz e seus sucessos, com musicas de Tom Jobim e Dolores Duran, destacando-se o samba-canção Estrada do sol, um dos seus maiores êxitos. O sucesso desse LP fez que Tom Jobim e Vinícius de Moraes o convidassem para ser o intérprete da trilha sonora do filme Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, na qual foi acompanhado por João Gilberto, alcançando grande êxito Manhã de Carnaval (Vinícius de Morais e Luís Bonfá) e A felicidade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Recebeu ainda o troféu Disco de Ouro nos anos de 1956, 1957, 1958 e 1959.

Em 1958, compôs o samba-canção Forças ocultas (com Antônio Bruno) e Sozinho com você (com Dirce Morais e Heitor Canilo). Nesse mesmo ano, lançou, pela RGE, o LP Agostinho espetacular, que incluiu sucessos como Balada triste (Dalton Vogeler e Esdras Silva) e Até o nome é Maria (Billy Blanco).

Em 1959, também pela RGE, gravou o LP O inimitável Agostinho com Hino ao sol (Billy Blanco e Tom Jobim), Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Fim de caso (Dolores Duran), e outras.

Em 1960 fez os sambas Chuva para molhar o sol (com Edison Borges) e Podem falar (com Renato Gama Duarte). Nesse ano, lançou, pela RGE, o LP Agostinho, sempre Agostinho, que, entre outros, incluía os sucessos Céu e mar (Johnny Alf) e O amor em paz (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Em 1961, compôs o samba-canção Distância é saudade.

Em 1962, participou do Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em New York, E.U.A., cantando com acompanhamento do conjunto de Oscar Castro Neves. Em suas diversas excursões ao exterior, apresentou-se no Chile, Uruguai, Argentina, Venezuela, México, Itália, Portugal, Republica Federal da Alemanha, África e E.U.A. No Brasíl e nos E.U.A., cantou ao lado de Johnny Mathis, na Itália apresentou-se com Caterina Valente.

Em 1967, compôs o samba-canção Quem levou Maria e gravou, na RGE, o LP Os grandes sucessos de Agostinho dos Santos. Em 1968 participou do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, interpretando Visão (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar). Em outubro desse ano, foi à Europa, onde se apresentou na televisão de Portugal, Inglaterra, Bélgica e França. Compôs, ainda, Balada do homem sem Deus (com Fernando César), Sambossa e Ave do amor (com Chico Feitosa), O amor está no ar (com Miguel Gustavo), Vai sofrendo, Remorso e Prece ao sol, entre outras.

Uma de suas últimas gravações foi Avião (Maurício Einhorn, Durval Ferreira e Hélio Mateus), pela Odeon. Faleceu num acidente aéreo, nas imediações do aeroporto de Orly, em Paris, França.

Algumas músicas


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