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quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Eu não existo sem você

Eu não existo sem você (samba-canção, 1958) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim
Maysa

Tom: G7+

G7M E7/9-
Eu sei e você sabe,
Am7 C/D
já que a vida quis assim
Am7 D7/9-
Que nada nesse mundo
G7M G6
levará você de mim
C#m5-/7 F#7/A#
Eu sei e você sabe
Bm7 E7/9
que a distância não existe
Am7 D7/9-
Que todo grande amor
G7M E7/9-
só é bem grande se for triste
Am7 Cm7 Bm7 E7/9-
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Am7 D7/9- G7M C/D
Pois todos os caminhos me encaminham prá você

G7M E7/9- Am7 C/D
Assim como o oceano só é belo com o luar
Am7 D7/9- G7M G6
Assim como a canção só tem razão se se cantar
C#m5-/7 F#7/A# Bm7 E7/9
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Am7 D7/9- G7M E7/9-
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Am7 Cm7 Bm7 E7/9-
Assim como viver sem ter amor não é viver
Am7 D7/9- G7M
Não há você sem mim e eu não existo sem você

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Hino ao amor

Hino ao amor (Hymne à l'amour) - Marguerite Monnot

Maysa
      G       B7        Em   G7
Se o azul do céu escurecer
C D7
E a alegria na terra fenecer
G G7 C Cm
Não imp o r t a, querida
G D7
Viverei do nosso amor
G B7 Em G7
Se tu és o sonho dos dias meus
C D7
Se os meus beijos sempre foram teus
G G7 C Cm
Não importa, querida
G D7 G
O amargor das dores desta vida

(   Em         B7          Em       B7    Em-Um punhado de estrelas no infinito irei buscarC7         B7E a teus pés esparramarAm         Em            B7            EmNão importa os amigos, risos, crenças de castigosC7        B7     D7 )Quero apenas te adorar
G        B7          Em    G7Se o destino então nos separarC                      D7Se a distante a morte te encontrarG  G7      C  Cm           G      D7    GNão importa, querida  /   Porque morrerei também
(    Em           B7         Em     B7      EmUm punhado de estrelas no infinito irei buscarC7         B7E a teus pés esparramarAm          Em             B7            EmNão importa os amigos / Risos, crenças de castigosC7         B7      D7 )Quero apenas de adorar
G     B7       Em    G7Quando enfim a vida terminarC                   D7E dos sonhos nada mais restarG  G7     C  CmNum milagre supremoG      D7           G     Cm  GDeus fará no céu eu te encontrar

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Diplomacia

Maysa

Pouco importa
A razão da verdade
Que impede a felicidade
De morar no meu coração
Pouco importa se tudo hoje em dia
Se baseia na diplomacia
Que semeia a desunião
Se é preciso ouvir toda gente
Que só diz aquilo que não sente
Que faz pouco da minha aflição
Pouco importa a razão da verdade
Que impede a felicidade
De morar no meu coração

Resposta

Maysa
Maysa - Resposta.m...

Ninguém pode calar
Dentro em mim
Esta chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar
Eu não posso explicar quando foi
E nem como ela veio
E só digo o que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio
Se alguém não quiser entender
E falar pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade
De quem nada sabe
E se a alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do quem já falou
Ou vai falar de mim
Muito mais do que quem vai falar
Ou já falou de mim

Felicidade infeliz

Maysa

Felicidade, deves ser bem infeliz
Andas sempre tão sozinha
Nunca perto de ninguém
Felicidade, vamos fazer um trato
Mande ao menos teu retrato
Pra que eu veja como és
Esteja bem certa porém
Que o destino bem cedo fará
Com que teu rosto eu
Eu vá esquecer
Felicidade não chore
Que às vezes é bom
A gente sofrer

O que?

Maysa

O que que eu estou procurando
No vago aflita olhando
De canto em canto buscando
O que
De noite a lua assiste
Que eu fico ainda mais triste
E saio pra rua andando
Procurando mas o que
Talvez se um dia eu achasse
O mundo depressa tirasse
E eu não conseguisse nem ver
Mas o que
Que eu estou procurando
No vago aflita olhando
De canto em canto buscando
O que?

Tarde triste

Maysa

Tarde triste me recorda outros tempos
Que saudade, que saudade
Vivo só num turbilhão de pensamentos
De saudades, de saudades
Por onde andará quem amei
Será que também vive assim
Sofrendo como só eu sei
Pensando um pouquinho em mim
Tarde triste, noite vem já descendo
Eu sozinha, sofrendo

Tristeza

Último samba de estilo tradicional a vencer no carnaval, “Tristeza” foi também o último sucesso, aliás póstumo, de Haroldo Lobo (morto em julho de 65), um dos mais férteis e premiados compositores carnavalescos. Originalmente um extenso samba do então iniciante Niltinho (Nilton de Souza), “Tristeza” seria remontado por Haroldo, que lhe deu o toque profissional, reduzindo-lhe o tamanho e enxertando-lhe alguns compassos de uma antiga melodia de sua autoria.

Daí resultou um belo samba, ao mesmo tempo vibrante e sentimental, que o povo consagrou: “Tristeza / por favor vai embora / minha alma que chora / está vendo o meu fim...” Lançado por Ari Cordovil, teria a sua gravação marcante na interpretação registrada ao vivo por Jair Rodrigues, no já citado programa “O Fino da Bossa”. Essa gravação antecederia dezenas de outras, inclusive no exterior, onde “Tristeza” ganhou uma versão em inglês, de Norman Gimbel, com o título de “Goodbye Sadness”. Seu sucesso foi tão grande que Niltinho passou a ser chamado de Niltinho Tristeza (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Tristeza (samba, 1966) - Niltinho e Haroldo Lobo

Maysa

INTRO:  A6  D7+  Dm6  C#m7
F#7/9 B7/13 E7/9 A6

A7+ A6
Tristeza
A#° Bm7
Por favor vai embora
C° C#m7 Bm7
Minha alma que chora
E7/9 A7+ A6
Está vendo o meu fim
A7 D7+
Fez do meu coração a sua moradia
Dm6 G7/9 C#7/13 C#5+/7
Já é demais o meu penar
F#7/9 F#7/b9 B7/13 B5+/7
Quero voltar aquela vida de alegria
E7/9 E7/b9 A7+ A6
Quero de novo cantar
D7+
Lá, rá, lá, rá
Dm6 C#m7
Lá, rá, lá, rá, lá, rá, rá
F#7/9 B7/13
Lá, rá, lá, rá, lá, rá, rá
E7/9 A6
Quero de novo cantar

Ne me quitte pas

Música francesa - Maysa

Ne me quitte pas - Jacques Brel
              Em            Em/D
Ne me quitte pas il faut oublier
C7+ Am7
Tout peut s'oublier qui s'enfuit déjà
C/D D7
Oublier le temps des malentendus
G7+
Et le temps perdu à savoir comment
C7+ B7
Oublier ces heures qui tuaient parfois
Em Em/D
A coups de pourquoi le coeur du bonheur
B7/11 B7
Ne me quitte pas, ne me quitte pas
Em B7 Em
Ne me quitte pas
E/D C7+
Moi je t'offrirai des perles de pluies
B7 Em
Venues du pay où il ne pleut pas

Je creuserai la terre jusqu'après
C7+
Ma mort
D G7+
Pour couvrir ton corps d'or el de lumière
Em F
Je ferai un domaine où l'amour sera roi
B7 Em
Où l'amour sera loi où tu seras reine
G Am9
Ne me quitte pas, ne me quitte pas
B7/11 B7 Em
Ne me quitte pas
Em Em/D
Ne me quitte pas je t'inventerai
C7+ Am7
Des mots insensés que tu comprendras
C/D D7
Je te parlerai de ces amants là
G7+
Qui ont vu deux fois leur coeur s'embraser
C7+ B7
Je te racontrai l'histoire de ce roi
Em
Mort de n'avoir pas pu te rencontrer
B7/11 B7
Ne me quitte pas, ne me quitte pas
Em B7 Em
Ne me quitte pas
E/D C7+
On a vu souvent rejaillir le feu
B7 Em
D'un ancien volcan qu'on croyat trop vieux
C7+
Il est parait-il des terres brulées
D G7+
Donnant plus de blé qu'un meilleur avril
Em F
Et quand vient le soir pour qu'un ciel flamboie
B7 Em
Le rouge et le noir ne s'épousent-ils pas
B7/11 B7 Em
Ne me quitte pas, ne me quitte pas
Em/D C7+
Je ne vais plus pleurer, Je ne vais plus parler
Am7 C/D D7
Je me cachereai là a te regarder danser et sourire
G7+
Et à t'écouter chanter, écouter rire
C7+ B7
Laisse moi devenir l'ombre de ton ombre
Em E/D
L'ombre de ta main, l'ombre de ton chien
B7/11 B7
Ne me quitte pas, ne me quitte pas
Em
Ne me quitte pas

Voltei

Voltei - Maysa e Simonetti

Meu verso sempre tão triste
Volta pedindo desculpas
Pelo triste que causou
Meus olhos tantas vezes decantados
Inda mais desencantados
Voltam triste ao que deixou
E tudo recomeça novamente
Eu me entrego docemente
E a tristeza eu me dou
Voltei, com meus olhos
Com meu verso
E a todos eu peço
Que me aceitem como sou
Com meu verso sempre triste
Com meus olhos desencantados
Sendo sempre como sou
Meu verso sempre tão triste
Volta pedindo desculpas
Pelo triste que causou

Estou pensando em ti

Anísio Silva - Agostinho dos Santos - Maysa

Estou pensando em ti (Bolero, 1960) - Raul Sampaio e Benil Santos



Agostinho dos Santos

G                  Gº    G

Estou pensando em ti chorando

G#º

E num lamento lá fora o vento

Am7 E7

Chora comigo

Am7 D

Estou pensando em ti chorando

D

Anjo divino, que o meu destino

G Em Am D

Modificou



G Gº G

Estou pensando em ti chorando

Dm G7

Abro a janela a noite é bela

C C#º

Mas que me importa

C C#º G Em

Estou pensando em ti chorando tanto

Am

Onde te encontras

D G

Hás de sentir a mágoa do meu pranto



G Gº G

Estou pensando em ti chorando

Dm G7

Abro a janela a noite é bela

C C#º

Mas que me importa

C C#º G Em

Estou pensando em ti chorando tanto

Am

Onde te encontras

D G

Hás de sentir a mágoa do meu pranto



C Cm G G7M/6

Estou pensando em ti ......

Adeus (Maysa)

Adeus - Maysa


Adeus palavra tão corriqueira
Que diz-se a semana inteira
A alguém que se conhece


Adeus logo mais eu telefono
Eu agora estou com sono
Vou dormir pois amanhece

Adeus uma amiga diz à outra
Vou trocar a minha roupa
Logo mais eu vou voltar

Mas quando
Este adeus tem outro gosto
Que só nos causa desgosto
Este adeus você não dá

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Meu mundo caiu

Meu mundo caiu (samba-canção, 1958) - Maysa

Maysa

B7          Em
Meu mundo caiu
D7 G
E me fez ficar assim
B7
Você conseguiu e agora
E7
Diz que tem pena de mim
Não sei se me explico bem
Am
Eu nada pedi
D7
Nem a você, nem a ninguém
G B7
Não fui eu que caí

Em
Não sei se você me entendeu
D7 G
Sei também que não vai se importar
Gbm7/-5 B7 Em
Se meu mundo caiu
B7 Em
Eu que aprenda a levantar

quarta-feira, 24 de maio de 2006

O barquinho

“O Barquinho” seria provavelmente de Nara Leão se na época ela já cantasse profissionalmente. Namorada de Ronaldo Bôscoli, Nara sempre o acompanhava nas excursões ao mar de Cabo Frio, que ele fazia com o par Menescal, um aficionado da caça submarina. Foi naquele ambiente praieiro que nasceu “O Barquinho”, um samba paisagístico que levou para o mar a bossa nova do amor, do sorriso e da flor.

Na vida real “O Barquinho” era o Thiago III, uma traineira com motor a gasolina e capacidade para dez passageiros, que Menescal alugava para transportar sua turma aos locais de pescaria. Dirigia o Thiago III o barqueiro Ceci, um tipo meio bronco que jamais acreditou serem seus passageiros “artistas de rádio”.

Rapidamente, “O Barquinho” deslizou para os primeiros lugares das paradas musicais, ganhando várias gravações como a de Maysa, mais apreciada até do que a de seu lançador, João Gilberto. Aliás, nessa gravação do João — informa Ruy Castro no livro Chega de saudade — o tecladista Walter Wanderley quase foi à loucura, por não conseguir reproduzir no órgão um ronco de navio, no exato timbre que o cantor insistia em lhe transmitir... com a voz. Finalmente, no arremate do disco, o maestro Tom Jobim conseguiu colocar nos trombones o tal ronco imaginado e desejado pelo João.

O barquinho (samba bossa, 1961) - Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli
Maysa
Tom: F
F7M(9)
Dia de luz festa de sol
Bm7
E o barquinho a navegar
E7(9) Eb7M(9)
No macio azul do mar, tudo é verão o amor se faz
Am7
Num barquinho pelo mar
D7(9)
Que desliza sem parar
Db7M(9) Gm7(11)
Sem intenção nossa canção vai saindo
C7(11)
Deste mar e o sol
F7M D7(b9) Gm7 C7(b9)
Beija o barco e luz, dias tão azuis

F7M(9)
Volta do mar, desmaia o sol
Bm7
E o barquinho a deslizar
E7(9) Eb7M(9)
e a vontade de cantar, céu tão azul, ilhas do sul
Am7 D7(9) Db7M(9)
E o barquinho coração, deslizando na canção,
tudo isso faz, tudo isso traz
Gm7(11) G7M(#11)
Uma calma de verão e então

F7M D7(b9) Gm7 C7(b9)
O barquinho vai, a tardinha cai
F7M D7(b9)
O barquinho vai...
Gm7 C7(b9) F7M A7M
A tardinha cai o barquinho vai

terça-feira, 23 de maio de 2006

A felicidade

Feita para o filme de Marcel Camus “Orfeu do Carnaval”, “A Felicidade” consagrou internacionalmente Agostinho dos Santos, a voz de Orfeu (cantando) no filme. Lamentando o caráter passageiro da felicidade (“Tristeza não tem fim / felicidade sim”), sua letra ostenta alguns dos mais belo versos da música popular brasileira: “A felicidade é como a gota / de orvalho numa pétala de flor / brilha tranqüila / depois de leve oscila / e cai como uma lágrima de amor...”.

E como o poema, a melodia é também de alta qualidade. Estimulada pela expectativa de sucesso do filme — que afinal aconteceu, com a premiação da Palma de Ouro em Cannes

Maysa

e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em Hollywood —, nossa indústria do disco lançou em 1959 nada menos do que 25 gravações de “A Felicidade” (uma a mais do que “Eu Sei que Vou te Amar”), incluindo-se nessa leva inicial de intérpretes Maysa, Sylvia Telles, João Gilberto, Agostinho dos Santos (que a gravaria cinco vezes em sua carreira), além de instrumentistas como José Menezes, Chiquinho do Acordeom e Moacir Silva.

Detalhe pitoresco é que “A Felicidade” foi praticamente composta numa sucessão de telefonemas, com Jobim no Rio de Janeiro e Vinicius em Montevidéu, onde servia na embaixada brasileira.

A felicidade (samba, 1959) - Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Am7             Em7     Am7       D7/9 Em7
Tristeza não tem fim / Felicidade sim
Am7 Em7 Am7 D7/9 Em7
Tristeza não tem fim / Felicidade sim

C7+ Bm7/5- E7/9- Am7 Am6 Gm7 C7
A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar
F7+ Fm6 Am7 D7/9
Voa tão leve mas tem a vida breve
Am7 D7/9 Am7
Precisa que haja vento sem parar

C7+ Gm7 C7/9 F7+
A felicidade do pobre parece / A grande ilusão do carnaval
Dm7 G7 C7+
A gente trabalha o ano inteiro
Gbm7/5- B7/9- Em7
Por um momento de sonho pra fazer
Dº Am7 D7/9
A fantasia de rei ou de pirata ou jardineira
Am7 D7/9 Am7
Pra tudo se acabar na quarta feira

C7+ Bm7/5- E7/9- Am7 Am6 Gm7 C7
A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor
F7+ Fm6 Am7 D7/9
Brilha tranquila / Depois de leve oscila
Am7 D7/9 Am7
E cai com uma lágrima de amor

C7+
A minha felicidade está sonhando
Gm7 C7/9 F7+
Nos olhos da minha namorada
Dm7 G7/13 C7+
É como esta noite passando, passando
Gbm7/5- B7/9- Em7 Dº
Em busca da madrugada / Falem baixo, por favor
Am7 D7/9
Pra que ela acorde alegre como o dia
Am7 D7/9 Am7 D7/9 Am7 G7/13 C7+/9
Oferecendo beijos de amor / Tristeza não tem fim

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Ouça

Uma jovem senhora da sociedade que sabia cantar e compor muito bem... Eis aí um fenômeno raro em nossa música popular, o fenômeno Maysa, uma das mais gratas revelações artísticas dos anos cinqüenta. Levada, pelo produtor Roberto Corte Real, das festas grã-finas para os estúdios de gravação, Maysa se tornou imediatamente conhecida em todo o país, cantando o samba-canção "Ouça", o grande sucesso de sua carreira.
Maysa

Embora capaz de interpretar os mais variados tipos de música, nacional ou estrangeira, foi nas canções de amores sofridos, como "Ouça", que ela melhor se realizou artisticamente. A exemplo de Carmen Miranda, no estabelecimento da gravadora Victor no Brasil, Maysa foi a estrela que impulsionou as vendas da então iniciante RGE, de José Scatena, ajudando ainda a tornar conhecido um elenco no começo de carreira.

Ouça (samba-canção, 1957) - Maysa Matarazzo
Tom: G
G Em7 Am7/9 D7/5+
Ouça, vá viver a sua vida com outro bem
G7+ Em7 Am7 D7/9
Hoje eu já cansei de pra você não ser ninguém
G7+ A7 D7/9 D7
O passado não foi o bastante para lhe convencer
Am7 A6/7 D11 D7/9-/12-
Que o futuro seria bem grande só eu e você
G Em7
Mas quando a lembrança
Am7/9 D7/5+
Com você for morar
G7+ Em7
E bem baixinho
Am7 D7/9
De saudade você chorar
G7+ Dm7 G7/5+
Vai lembrar que um dia existiu
C7+ F7/9
Um alguém que só carinho pediu
Bm7 E7/9- Am7
E você fez questão de não dar
D7/9- G
Fez questão de negar

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Bom dia tristeza

Maysa

Bom dia tristeza (samba, 1957) - Adoniran Barbosa e Vinícius de Moraes

Maysa

Tom: Dm
Dm
Bom dia tristeza,
Bb7+ Dm
que tarde tristeza.
Dm Dm/C A7
Você veio hoje me ver.
Bb7 A7
Já estava ficando,
Bb7 A7
até meio triste,

de estar tanto tempo
Dm D7
longe de você.
Gm7
Se chegue, tristeza,
C7 F7+
se sente comigo,
Bb7 A7 D7
aqui nessa mesa de bar.
Gm7 A7
Beba do meu copo,
Dm Dm/C
me dê o seu ombro,
E7 Bb7 A7
que é para eu chorar.
Bb7 A7
Chorar de tristeza,
Dm
tristeza de amar.

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Maysa

Maysa

Maysa Figueira Monjardim, cantora e compositora, nasceu em São Paulo (16/11/1936) e faleceu no Rio de Janeiro (11/11/1977). Descendente de tradicional família do Espírito Santo, aos 12 anos, estudante de piano, compôs sua primeira música, o samba-canção Adeus. Foi aluna interna no Colégio Sacré Cour de Marie, de onde saiu com 18 anos para casar com o milionário paulista André Matarazzo.

Depois de casada, continuou a compor, mas cantava raramente, em festas de amigos da alta sociedade paulista. Numa dessas festas, em 1956, foi convidada por um produtor de discos para gravar suas composições.

O LP Convite para ouvir Maísa foi lançado pela RGE depois do nascimento de seu filho, e incluía os sambas-canções Meu mundo caiu, Adeus e Ouça, o grande sucesso que a revelou como cantora e compositora de música de fossa. 0 disco bateu recordes de vendagem, mas, por imposição do marido, toda a renda foi doada para a campanha contra o câncer. A partir de então, começou a se apresentar em diversos programas da TV Record e em shows de boates, como a Oásis e a Cave, cujo proprietário, Jordão de Magalhães, muito incentivou sua carreira.

Em 1957, passou a ter seu próprio programa, inicialmente realizado nos estúdios e depois no Teatro Record, transmitido em cadeia de rádio e televisão. A separação do marido deixou-a abalada e levou-a a beber e engordar, o que contribuiu para criar-lhe a imagem de cantora agressiva.

Em 1960 foi para o Rio de Janeiro, onde, por influência de Ronaldo Boscoli, passou a gravar músicas de bossa nova, como O barquinho, Ah! Se eu pudesse e Nós e o mar (todas de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). Com esse novo repertório, gravou na CBS, acompanhada pelo conjunto de Roberto Menescal, o LP Barquinho, que fez muito sucesso. Viajou em seguida pelo Brasil, Uruguai e Argentina com o mesmo conjunto, transformando-se numa das primeiras divulgadoras de bossa nova no exterior.

Entre 1961 e 1965, apresentou-se no Olympia, de Paris, França, no Blue Angel, de New York, E.U.A., e em Estoril, Portugal, onde conheceu o advogado e industrial espanhol Miguel Azanza, com quem casou. Morando na Espanha fez tratamento de saúde e realizou apresentações e gravações em toda a Europa.

Enquanto isso, eram lançados no Brasil seus LPs Maísa canta sucessos (RGE, 1952), com as músicas Estou pensando em ti (Raul Sampaio e Benil Santos), A canção dos teus olhos (Pernambuco e Antônio Maria) e Ri (Luís Antônio), entre outras; Os grandes sucessos de Maísa (RGE, 1963), com uma coletânea de gravações anteriores, como Ouça e Meu mundo caiu; e Voltei (RGE, 1963), incluindo Meditação (Newton Mendonça e Tom Jobim), Alguém me disse (Jair Amorim e Evaldo Gouveia) e Solidão (Antônio Bruno).

Numa de suas viagens ao Brasil, em 1964, participou de um programa ao lado do jornalista Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), na TV Record. Nos anos seguintes, as etiquetas RCA e Elenco lançaram mais dois LPs, ambos com o título Maísa, trazendo entre outras as músicas Ne me quitte pas (Jacques Brel) e Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho), e Bom dia tristeza (Adoniran Barbosa e Vinícius de Moraes), Demais e Dindi (ambas de Aloysio de Oliveira e Tom Jobim).

Em 1969 retomou a carreira profissional no Brasil, formando com o marido a Guelmay, empresa destinada a produzir seus programas e discos. Nesse mesmo ano, fez um show para um grande público na cervejaria Canecão, do Rio de Janeiro, apresentado depois em São Paulo, no Restaurante Urso Branco, e gravado com o título Canecão apresenta Maísa (Copacabana, 1969), com as músicas Se você pensa (Erasmo Carlos e Roberto Carlos) e Se todos fossem iguais a você (Tom Jobim e Vinícius de Morais), entre outras.

Em 1970 lançou pela Philips o LP Ando só numa multidão de amores, com as músicas Molambo (Meira e Augusto Mesquita), Chuvas de verão (Fernando Lobo) e Que eu canse e descanse (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale). Passou em seguida a trabalhar em teatro e televisão, participando em 1971 da novela O cafona, da TV Globo, para a qual compôs o Tema de Simone.

Em 1974 saiu novo LP pela gravadora Evento, com as músicas Bloco da solidão (Jair Amorim e Evaldo Gouveia) e Agora é cinza (Alcebíades Barcelos e Armando Marçal), entre outras, e no ano seguinte apareceu na novela Bravo, da TV Globo, e em outros programas de televisão. Faleceu em acidente automobilístico na ponte Rio-Niterói.


Veja também:

Maysa

Maysa

Maysa Figueira Monjardim, cantora e compositora, nasceu em São Paulo (16/11/1936) e faleceu no Rio de Janeiro (11/11/1977). Descendente de tradicional família do Espírito Santo, aos 12 anos, estudante de piano, compôs sua primeira música, o samba-canção Adeus. Foi aluna interna no Colégio Sacré Cour de Marie, de onde saiu com 18 anos para casar com o milionário paulista André Matarazzo.

Depois de casada, continuou a compor, mas cantava raramente, em festas de amigos da alta sociedade paulista. Numa dessas festas, em 1956, foi convidada por um produtor de discos para gravar suas composições.

O LP Convite para ouvir Maísa foi lançado pela RGE depois do nascimento de seu filho, e incluía os sambas-canções Meu mundo caiu, Adeus e Ouça, o grande sucesso que a revelou como cantora e compositora de música de fossa. 0 disco bateu recordes de vendagem, mas, por imposição do marido, toda a renda foi doada para a campanha contra o câncer. A partir de então, começou a se apresentar em diversos programas da TV Record e em shows de boates, como a Oásis e a Cave, cujo proprietário, Jordão de Magalhães, muito incentivou sua carreira.

Em 1957, passou a ter seu próprio programa, inicialmente realizado nos estúdios e depois no Teatro Record, transmitido em cadeia de rádio e televisão. A separação do marido deixou-a abalada e levou-a a beber e engordar, o que contribuiu para criar-lhe a imagem de cantora agressiva.

Em 1960 foi para o Rio de Janeiro, onde, por influência de Ronaldo Boscoli, passou a gravar músicas de bossa nova, como O barquinho, Ah! Se eu pudesse e Nós e o mar (todas de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). Com esse novo repertório, gravou na CBS, acompanhada pelo conjunto de Roberto Menescal, o LP Barquinho, que fez muito sucesso. Viajou em seguida pelo Brasil, Uruguai e Argentina com o mesmo conjunto, transformando-se numa das primeiras divulgadoras de bossa nova no exterior.

Entre 1961 e 1965, apresentou-se no Olympia, de Paris, França, no Blue Angel, de New York, E.U.A., e em Estoril, Portugal, onde conheceu o advogado e industrial espanhol Miguel Azanza, com quem casou. Morando na Espanha fez tratamento de saúde e realizou apresentações e gravações em toda a Europa.

Enquanto isso, eram lançados no Brasil seus LPs Maísa canta sucessos (RGE, 1952), com as músicas Estou pensando em ti (Raul Sampaio e Benil Santos), A canção dos teus olhos (Pernambuco e Antônio Maria) e Ri (Luís Antônio), entre outras; Os grandes sucessos de Maísa (RGE, 1963), com uma coletânea de gravações anteriores, como Ouça e Meu mundo caiu; e Voltei (RGE, 1963), incluindo Meditação (Newton Mendonça e Tom Jobim), Alguém me disse (Jair Amorim e Evaldo Gouveia) e Solidão (Antônio Bruno).

Numa de suas viagens ao Brasil, em 1964, participou de um programa ao lado do jornalista Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), na TV Record. Nos anos seguintes, as etiquetas RCA e Elenco lançaram mais dois LPs, ambos com o título Maísa, trazendo entre outras as músicas Ne me quitte pas (Jacques Brel) e Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho), e Bom dia tristeza (Adoniran Barbosa e Vinícius de Moraes), Demais e Dindi (ambas de Aloysio de Oliveira e Tom Jobim).

Em 1969 retomou a carreira profissional no Brasil, formando com o marido a Guelmay, empresa destinada a produzir seus programas e discos. Nesse mesmo ano, fez um show para um grande público na cervejaria Canecão, do Rio de Janeiro, apresentado depois em São Paulo, no Restaurante Urso Branco, e gravado com o título Canecão apresenta Maísa (Copacabana, 1969), com as músicas Se você pensa (Erasmo Carlos e Roberto Carlos) e Se todos fossem iguais a você (Tom Jobim e Vinícius de Morais), entre outras.

Em 1970 lançou pela Philips o LP Ando só numa multidão de amores, com as músicas Molambo (Meira e Augusto Mesquita), Chuvas de verão (Fernando Lobo) e Que eu canse e descanse (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale). Passou em seguida a trabalhar em teatro e televisão, participando em 1971 da novela O cafona, da TV Globo, para a qual compôs o Tema de Simone.

Em 1974 saiu novo LP pela gravadora Evento, com as músicas Bloco da solidão (Jair Amorim e Evaldo Gouveia) e Agora é cinza (Alcebíades Barcelos e Armando Marçal), entre outras, e no ano seguinte apareceu na novela Bravo, da TV Globo, e em outros programas de televisão. Faleceu em acidente automobilístico na ponte Rio-Niterói.


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