Mostrando postagens com marcador manezinho araujo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador manezinho araujo. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de novembro de 2010

Eu tenho uma nega

Jorge Veiga
 Eu tenho uma nega (marcha, 1954) - Gomes Cardim, Manezinho Araújo e David Raw

Título da música:  Eu tenho uma nega / Gênero musical:  Marcha / Intérprete: Jorge Veiga / Compositores: Raw, David - Cardim, Gomes - Araújo, Manezinho / Gravadora Copacabana / Número do Álbum: 5185 / Data de Gravação: 00/1953 / Data de Lançamento: 00/1954 / Lado: lado B /Rotações: Disco 78 rpm:


Eu tenho uma nega
O quê, o quê, o quê?
Uma nega só não chega
O que é que eu vou fazer? (bis)

Ai, quem me dera
Virar do avesso
E cair na gandaia
Com as negas, tudo isso
Ai, quem me dera
Ter cem de uma vez
Uma nega só não chega
Pra quem vem do português (bis)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O carreté do Coroné

O carreté do Coroné (coco, 1939) - Manezinho Araújo



Seu Coroné comprô um automovi
Que todo dia sobe na ladeira do Migué
Seu Coroné comprô um automovi
Que todo dia sobe na ladeira do Migué

Tem um espeio que só à luz do dia
Pode sua famia passeiá quando quise
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Seu dotozinho comprou um carro forte
Otra coisa mais mió garanto que ele não qué
Seu dotozinho comprou um carro forte
Otra coisa mais mió garanto que ele não qué

Quando ele chega e si dana lá pra usina
Apertando a buzina enche o carro de muié
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Lá na usina chego dois caminhão
Qui carrega da estação cana modi faze mé
Lá na usina chego dois caminhão
Qui carrega da estação cana modi faze mé

Seu dotozinho carrega a mulé dos homi
Tá bancando o lobsomi tendo o carro chevrolé
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Seu Tolentino que é chefe de um angá
Deu a fia pra casá ao fio do coroné
Seu Tolentino que é chefe de um angá
Deu a fia pra casá ao fio do coroné

E todo dia ele pega o seu amô
arremexe no motô ensinando a ser chofer
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Doje por diante vo largá o meu emprego
Por causa do chamego do dotô com essas mulé
Doje por diante vo largá o meu emprego
Por causa do chamego do dotô com essas mulé

Esses passeio nesses carro no escuro
Isso é negócio duro só mesmo quem tem ané
E o carreté imbolando pelo chão
Quero ve quem trabaia mais no caminhão do coroné...

O carreté do Coroné

O carreté do Coroné (coco, 1939) - Manezinho Araújo



Seu Coroné comprô um automovi
Que todo dia sobe na ladeira do Migué
Seu Coroné comprô um automovi
Que todo dia sobe na ladeira do Migué

Tem um espeio que só à luz do dia
Pode sua famia passeiá quando quise
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Seu dotozinho comprou um carro forte
Otra coisa mais mió garanto que ele não qué
Seu dotozinho comprou um carro forte
Otra coisa mais mió garanto que ele não qué

Quando ele chega e si dana lá pra usina
Apertando a buzina enche o carro de muié
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Lá na usina chego dois caminhão
Qui carrega da estação cana modi faze mé
Lá na usina chego dois caminhão
Qui carrega da estação cana modi faze mé

Seu dotozinho carrega a mulé dos homi
Tá bancando o lobsomi tendo o carro chevrolé
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Seu Tolentino que é chefe de um angá
Deu a fia pra casá ao fio do coroné
Seu Tolentino que é chefe de um angá
Deu a fia pra casá ao fio do coroné

E todo dia ele pega o seu amô
arremexe no motô ensinando a ser chofer
E o carreté imbolando pelo chão
Eu vou é trabaiá no caminhão do coroné

Doje por diante vo largá o meu emprego
Por causa do chamego do dotô com essas mulé
Doje por diante vo largá o meu emprego
Por causa do chamego do dotô com essas mulé

Esses passeio nesses carro no escuro
Isso é negócio duro só mesmo quem tem ané
E o carreté imbolando pelo chão
Quero ve quem trabaia mais no caminhão do coroné...

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Cuma é o nome dele?

Cuma é o nome dele? (embolada) - Manezinho Araújo

Oi, Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

Antigamente
Quando a gente se beijava
Num instante separava
Pois o beijo não me ilude
Mas hoje o moço
Quando beija a namorada
Fica de boca grudada
Parece que leva grude
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

E uma moça
Uma perna beliscando?
Fiquei foi suspirando
Disso nunca a gente acha
Mas de momento
Essa moça com bondade
Foi dizendo
E à vontade; minha perna é de borracha
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

Vi um sujeito discutindo com a mulé
Pensem lá o que quiser
Mas direito é que eu não acho
E que por cima
Pouca roupa ela usava
Além disso não gostava de usar roupa por baixo
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano.

Cuma é o nome dele?

Cuma é o nome dele? (embolada) - Manezinho Araújo

Oi, Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

Antigamente
Quando a gente se beijava
Num instante separava
Pois o beijo não me ilude
Mas hoje o moço
Quando beija a namorada
Fica de boca grudada
Parece que leva grude
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

E uma moça
Uma perna beliscando?
Fiquei foi suspirando
Disso nunca a gente acha
Mas de momento
Essa moça com bondade
Foi dizendo
E à vontade; minha perna é de borracha
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano

Vi um sujeito discutindo com a mulé
Pensem lá o que quiser
Mas direito é que eu não acho
E que por cima
Pouca roupa ela usava
Além disso não gostava de usar roupa por baixo
Cuma é o nome dele?
É Mané Fuloriano.

Pra onde tu vai, valente?

Pra onde tu vai, valente? (embolada, 1934) - Manezinho Araújo

Pra onde vai, valente?
Vou pra linha de frente,

Tava na feira
C'a pistola e um cravinote
0 muleque deu um pinote
Me chamou mode brigá.

Pego no meu punhá
Enfio a faca, o sangue pula
Moleque você não bula
Com Mané do Arraiá.

Veio um sordado
C'um boné arrevirado
Com dois oio abuticado
Que só cachorro do má.

Botou-me a mão
Home, me disse, você tá preso
E eu fiquei c'um braço teso
Na cara lhe quis passá.

Pra vadiá
Eu sou caboco bom na briga
Mas só gosto da intriga
Quando encontro especiá.

Dedo do Cão
Moleque bom no gatilho
Se coçou, eu vi o brilho
Atirou pra me pegá.

Ele me atira
Eu me abaixo e a bala passa
E fico achando graça
Do baque que a bala dá.

Pra onde vai, valente?
Vou pra linha de frente.

Pra onde tu vai, valente?

Pra onde tu vai, valente? (embolada, 1934) - Manezinho Araújo

Pra onde vai, valente?
Vou pra linha de frente,

Tava na feira
C'a pistola e um cravinote
0 muleque deu um pinote
Me chamou mode brigá.

Pego no meu punhá
Enfio a faca, o sangue pula
Moleque você não bula
Com Mané do Arraiá.

Veio um sordado
C'um boné arrevirado
Com dois oio abuticado
Que só cachorro do má.

Botou-me a mão
Home, me disse, você tá preso
E eu fiquei c'um braço teso
Na cara lhe quis passá.

Pra vadiá
Eu sou caboco bom na briga
Mas só gosto da intriga
Quando encontro especiá.

Dedo do Cão
Moleque bom no gatilho
Se coçou, eu vi o brilho
Atirou pra me pegá.

Ele me atira
Eu me abaixo e a bala passa
E fico achando graça
Do baque que a bala dá.

Pra onde vai, valente?
Vou pra linha de frente.

Manezinho Araújo

Manuel Pereira de Araújo
Cantor e compositor, Manuel Pereira de Araújo, o Manezinho Araújo, nasceu no município do Cabo/PE, a 27-09-1910. Tornou-se embolador no Recife, bairro de Casa Amarela, ouvindo Severino de Figueiredo Carneiro (conhecido como Mestre Minona) que foi o primeiro brasileiro a gravar uma embolada.

Durante a Revolução de 1930, era sargento e viajou, com um contingente do Exército, para combater os revoltosos no Rio de Janeiro. Pouco antes do navio chegar ao Rio, a revolução foi controlada e os militares tiveram que retornar ao Recife.

No mesmo navio, viajavam vários artistas famosos (entre os quais Almirante e Carmen Miranda) que resolveram fazer um show a bordo, para matar o tempo. Alguém, então, lembrou de um sargento "que fazia emboladas como ninguém"; Manezinho interpretou algumas de suas canções e, sob os aplausos de todos, recebeu o seguinte conselho de Carmem Miranda: "Volte ao Rio de Janeiro, cante assim vestido de soldado, que você vai fazer o maior sucesso".

Em 1933, com dois mil réis no bolso, Manezinho deixou o Recife seguiu para o Rio, onde logo participou de programas na Rádio Mayrink Veiga e, depois, gravaria o seu primeiro disco, com duas emboladas de sua autoria: "Minha Prantaforma" e "Se eu Fosse Interventô". Já fazendo sucesso no rádio e em shows, gravou o segundo disco em 1933, um 78 rotações, com duas emboladas: "Cuidado com o Coco" e "Festa no Arraiá".

De 1933 a meados da década de 1950, chegou a gravar 46 discos, com 92 músicas, quase todas de sua autoria. Apesar do sucesso, ganhou pouco dinheiro com a música e decidiu abandonar a carreira.

Em julho de 1956, realizou um show de despedida, no Tijuca Tênis Clube que ficou lotado por 15 mil pessoas. Com o dinheiro arrecadado no último show, realizou um desejo antigo: montou, no Rio de Janeiro, um restaurante especializado em comida baiana.

Além da música, atuou, também, no cinema, participando de filmes como "Maria Bonita" (1936) e "Laranja da China" (1940). Foi, ainda, pintor e o primeiro artista a gravar um jingle no Brasil, para o sabonete Lifeboy.

Morreu em São Paulo, a 23-05-1993. Principais obras: "Pra onde tu vai, valente?; "Cuma é o nome dele?"; "Caminhão do Coroné", etc. Era considerado o "rei da embolada".

Manezinho Araújo

Cantor e compositor, Manuel Pereira de Araújo, o Manezinho Araújo, nasceu no município do Cabo/PE, a 27-09-1910. Tornou-se embolador no Recife, bairro de Casa Amarela, ouvindo Severino de Figueiredo Carneiro (conhecido como Mestre Minona) que foi o primeiro brasileiro a gravar uma embolada.

Durante a Revolução de 1930, era sargento e viajou, com um contingente do Exército, para combater os revoltosos no Rio de Janeiro. Pouco antes do navio chegar ao Rio, a revolução foi controlada e os militares tiveram que retornar ao Recife.

No mesmo navio, viajavam vários artistas famosos (entre os quais Almirante e Carmen Miranda) que resolveram fazer um show a bordo, para matar o tempo. Alguém, então, lembrou de um sargento "que fazia emboladas como ninguém"; Manezinho interpretou algumas de suas canções e, sob os aplausos de todos, recebeu o seguinte conselho de Carmem Miranda: "Volte ao Rio de Janeiro, cante assim vestido de soldado, que você vai fazer o maior sucesso".

Em 1933, com dois mil réis no bolso, Manezinho deixou o Recife seguiu para o Rio, onde logo participou de programas na Rádio Mayrink Veiga e, depois, gravaria o seu primeiro disco, com duas emboladas de sua autoria: "Minha Prantaforma" e "Se eu Fosse Interventô". Já fazendo sucesso no rádio e em shows, gravou o segundo disco em 1933, um 78 rotações, com duas emboladas: "Cuidado com o Coco" e "Festa no Arraiá".

De 1933 a meados da década de 1950, chegou a gravar 46 discos, com 92 músicas, quase todas de sua autoria. Apesar do sucesso, ganhou pouco dinheiro com a música e decidiu abandonar a carreira.

Em julho de 1956, realizou um show de despedida, no Tijuca Tênis Clube que ficou lotado por 15 mil pessoas. Com o dinheiro arrecadado no último show, realizou um desejo antigo: montou, no Rio de Janeiro, um restaurante especializado em comida baiana.

Além da música, atuou, também, no cinema, participando de filmes como "Maria Bonita" (1936) e "Laranja da China" (1940). Foi, ainda, pintor e o primeiro artista a gravar um jingle no Brasil, para o sabonete Lifeboy.

Morreu em São Paulo, a 23-05-1993. Principais obras: "Pra onde tu vai, valente?; "Cuma é o nome dele?"; "Caminhão do Coroné", etc. Era considerado o "rei da embolada".