Marinha da Muda (Mário Pereira), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 16/10/1928, e faleceu na mesma cidade, em 27/2/1987. Um dos fundadores do G.R.E.S. Educativa Império da Tijuca, começou a compor em 1950, com Deixei a boêmia.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Mano Rubem
Mano Rubem (Rubem Barcelos), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1904, e faleceu na mesma cidade em 15/6/1927. Sapateiro de profissão e sambista do bairro do Estácio, em meados da década de 1920 comandava o União Faz a Força, um dos blocos carnavalescos daquele bairro.
Foi, a partir de 1923, um dos responsáveis pela criação de um novo tipo de samba surgido no Estácio, diferente dos sambas de Donga e Sinhô, ainda marcados pela influência do maxixe.
Com outros sambistas do Estácio como seu irmão Bide, Ismael Silva, Baiaco, Brancura, Nílton Bastos e Mano Edgar, freqüentava o Bar e Café Apoio e o Café do Compadre, ambos no Largo do Estácio, para cantar seus sambas.
Nessas reuniões também foi criada a primeira escola de samba, a Deixa Falar, fundada em 1928, um ano depois de sua morte, ocorrida aos 23 anos de idade, de tuberculose.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Mano Elói
Mano Elói (Elói Antero Dias), instrumentista, compositor e cantor, nasceu em Engenheiro Passos, RJ, em 1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10/3/1971. Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro, onde aprendeu a tocar tamborim, pandeiro e cavaquinho, empregando-se mais tarde como estivador no cais do porto.
Nas rodas de sambistas dos morros da Favela e de Santo Antônio, passou a ser conhecido como Mano Elói. Foi um dos fundadores das escolas de samba Deixa Malhar, Vai Como Pode (hoje G.R.E.S. da Portela) e Prazer da Serrinha (atual G.R.E.S. Império Serrano).
Era também freqüentador dos terreiros de candomblé, tendo sido um dos pioneiros, em 1930, na gravação de pontos e corimás de macumba no Brasil. Os dois discos da Odeon, que contaram ainda com a participação do compositor Amor e o Conjunto Africano, incluem os pontos de Iansã e Ogum, e os cantos de macumba de Exu e Ogum.
Em 1936 foi eleito o primeiro Cidadão Samba no concurso promovido pela União Geral das Escolas de Samba do Brasil.
Em 1966, com quase 80 anos de idade, desfilou com a Império Serrano no Carnaval. É autor do samba Não vai ao candomblé, gravado pelo Conjunto Africano.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - São Paulo - 1998.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Alberto Lonato
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| Alberto Lonato |
Alberto Lonato (Alberto Lonato da Silva), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8/11/1909, e faleceu na mesma cidade, em 18/1/1998. Criado no subúrbio carioca de Sapê, hoje Rocha Miranda, desde cedo freqüentou o meio dos sambistas da Mangueira, do morro da Favela, do Largo do Estácio e as festas do Seu Napoleão (pai de Natal da Portela), Nozinho e Vicentina.
Lustrador de profissão, aprendeu a tocar pandeiro observando outros ritmistas.
Por volta de 1929, assistiu às primeiras reuniões para a formação da Portela, em casa da mãe-de-santo Madalena Rica, onde se reuniam diversos músicos; mas só entrou para a escola 11 anos depois.
Sua composição Sofrimento de quem ama saiu em 1972, no LP Portela—passado de glória, da Fermata, e foi regravada três anos mais tarde por Clara Nunes; Não pode ser verdade foi composta em 1971 e Com lealdade foi gravada por Paulinho da Viola em 1989.
Participou da Velha Guarda da Portela até 1994, quando sofreu um derrame; mas, mesmo assim, continuou participando dos desfiles da escola.
Obras
Não pode ser verdade, 1971; Sofrimento de quem ama, 1972.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Aparecida
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| Maria Aparecida Martins |
Aparecida (Maria Aparecida Martins), compositora e cantora, nasceu em Caxambu, MG, em 4/12/1939, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1985.
Criança, aprendeu ritmos africanos com seus parentes. Aos dez anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, trabalhando como passadeira de roupa em Vila Isabel. Começou a compor aos 13 anos e mais tarde conheceu Salvador Batista, que fazia o programa A Voz do Morro e lhe conseguiu um lugar de passista em seu grupo de samba, onde permaneceu dez anos.
Convidada para participar do filme Benito sereno e o navio negreiro, recebeu por sua atuação uma viagem-prêmio à França, onde apresentou suas músicas pela primeira vez, cantando numa boate. Retornando ao Rio de Janeiro, venceu em 1965 o Concurso do IV Centenário, com sua música Meu Rio quatrocentão.
Foi ainda a vencedora do III Festival de Música da Favela, com o samba Zumbi, Zumbi. Sua composição de maior sucesso foi o samba Boa-noite, sendo a primeira autora feminina de um samba-enredo, com o Sonata das matas, do enredo O Brasil em plena primavera, da escola de samba Caprichosos dos Pilares, em 1968.
Gravou duas faixas no LP Roda de samba, da CID, em 1974: Proteção (Davi Lima e Pinga) e Rosas para Iansã (Josefina de Lima). Ainda na CID gravou os LPs Aparecida (1975), Foram 17 anos (1976), Grandes sucessos (1977), Os deuses afro (1980) e A rosa do mar (1983); e na RCA Cantigas de fé (1978) e 13 de Maio (1979).
Em julho de 1996, a CID lançou o CD Aparecida, samba, afro, axé.
Obra
Boa-noite, samba, s.d.: Meu Rio quatrocentão, 1965.
CD
Aparecida, samba, afro, axé, 1996, CID CD-264.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
Aurinho da Ilha
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| Aurinho da Ilha |
Aurinho da Ilha (Áureo Campagnac de Sousa), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12/3/1931, e faleceu na mesma cidade, em 17/08/2010.
Desde menino freqüentou as escolas de samba da Ilha do Governador, onde nasceu, e em 1953 tornou-se um dos primeiros membros da Escola de Samba União da Ilha do Governador.
Em 1967 freqüentou também a quadra do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, tendo o seu samba-enredo História da liberdade no Brasil sido o escolhido para o desfile da escola no Carnaval de 1967, classificando-se em terceiro lugar. Por essa época participou de espetáculos de samba no Teatro Opinião.
Compôs, entre outras, Paisagens da ilha (1961), Sinfonia do mosquito (1968), Quero ver você bem feliz (1968), samba de terreiro do Salgueiro, Dona Beija, feiticeira do Araxá (1968), samba-enredo do Salgueiro, Até a saudade passar (1969) e Deixa o copo para mim (1969) (ambas com Lourenço Fernandes), Vou brigar com ela (com Ione do Nascimento), 1971, Domingo (1977) e Quem pode, pode; quem não pode... (1984), estes dois sambas-enredo da União da Ilha.
Foi estivador no cais do porto do Rio de Janeiro.
Obra
Epopéia do petróleo, samba-enredo, 1960; Velhos tempos, 1969.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Geraldo Filme
Geraldo Filme (Geraldo Filme de Sousa), compositor, nasceu em São João da Boa Vista, SP, em 1928, e faleceu em São Paulo, SP, em 5/1/1995. Chegou a São Paulo com cinco anos de idade.
Criado na Barra Funda, foi entregador de marmitas, ficando conhecido como Negrinho das Marmitas. Compunha sambas para o cordão carnavalesco Paulistano da Glória, do qual seria refundador quando o cordão se tornou escola de samba.
Iniciou sua carreira trabalhando nas escolas de samba Coloração do Brás e Vai-Vai, na qual foi diretor de Carnaval e campeão com seu samba Solano, vento forte africano, em homenagem ao folclorista Solano Trindade.
Cronista da gente e da cidade, cantou em seus sambas principalmente o bairro do Bexiga, pelo qual tinha carinho especial.
Aos 52 anos, lançou seu primeiro LP, Geraldo Filme, pela Eldorado, com texto de Plínio Marcos. Da parceria com Plinio Marcos nos palcos resultaram Balbina de Yansã e também o musical de grande sucesso Pagodeiros da Paulicéia.
Fundador da escola de samba Unidos do Peruche, compôs em homenagem ao Pato N’Água, na morte do amigo, o samba Silêncio no Bixiga, gravado por Beth Carvalho no CD Beth Carvalho canta o samba de São Paulo. Neste disco aparece ainda Tradição, outro samba do compositor com a Anhembanda, a banda carnavalesca do centro Anhembi.
Em dezembro de 1994, participou de show no Anhembi com sambistas da velha guarda. Quando morreu, trabalhava como coordenador de Carnavais de Bairro, no Anhembi, e era assessor da diretoria executiva da Vai-Vai.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Eneida
Eneida (Eneida Costa de Morais), jornalista e escritora, nasceiu em Belém, PA, em 23/10/1904, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/4/1971. Com apenas 15 anos, foi secretária da revista literária A Semana, em Belém, e em 1929 lançou o livro de versos Terra verde.
No mesmo ano, foi para o Rio de Janeiro, onde se radicou, tendo trabalhado em vários jornais cariocas (inclusive A Manhã, do barão de Itararé), fixando-se como cronista do Diário de Notícias, da década de 1950 até a morte.
Conhecida como a maior foliã do Carnaval da cidade, criou o famoso Baile do Pierrô, realizado todos os anos em boates de Copacabana, aos quais compareciam os maiores artistas plásticos, escritores e cantores, todos fantasiados de pierrô.
Em 1958 lançou no Rio de Janeiro o livro História do Carnaval carioca e mais tarde participou de júris nos desfiles de escolas de samba.
Em 1965 desfilou na ala dos pierrôs do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, quando este venceu o desfile de escolas de samba do Carnaval carioca, com o enredo A História do Carnaval Carioca, tirado de seu livro.
Autora de livros de contos e de crônicas, tornou-se responsável pelo relançamento de antiga cantora de auditório da Rádio Nacional, Marlene, quando escreveu e apresentou o show Carnavália (que reunia ainda os cantores Blecaute e Nuno Roland), encenado no Teatro Casa Grande, do Rio de Janeiro, e produzido por Sidney Miller e Paulo Afonso Grisolli, em 1968.
Em 1973, o Salgueiro apresentou enredo homenageando a escritora.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Noel Rosa de Oliveira
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| Noel Rosa de Oliveira |
Noel Rosa de Oliveira, compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 15/7/1920, e faleceu na mesma cidade, em 19/3/1988. Nascido e criado no morro do Salgueiro, era tido como mascote da roda de partido-alto que se reunia em frente à venda do pai.
Com 13 anos, começou a compor para um bloco de morro, sendo sua primeira música Adeus, minha companheira. Pouco depois, por intermédio de um amigo do pai — Casimiro Calça Larga — foi admitido na Unidos do Salgueiro, uma das três escolas de samba daquele morro, na época.
Nos anos seguintes, passou por outras escolas: Príncipe da Floresta, Azul e Branco e Depois Eu Digo, onde ficou cerca de cinco anos. Trabalhou nesse período como pedreiro, serviu o Exército de 1939 a 1942, e foi funcionário do Ministério da Guerra.
Em 1939 voltou para a Unidos do Salgueiro, onde foi diretor de harmonia até 1954.
Na década de 1940 cursou escola de Aeronáutica, trabalhou numa cervejaria e numa cerâmica e tornou-se motorista profissional, trabalhando nessa função até se aposentar duplamente, como motorista e músico.
Falam de mim (com Éden Silva e Aníbal Silva) foi sua primeira composição gravada, em selo Continental, em 1948, pela dupla Zé da Zilda e Zilda do Zé.
Compôs em 1952 o samba-enredo da Unidos do Salgueiro, Homenagem a Getúlio Vargas e, em 1955, acompanhou a fusão das escolas do morro, passando a fazer parte do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro.
Com Nilo Moreira da Silva, fez o samba Assim não é legal, em 1957, e três anos depois compôs, em parceria com Anescar do Salgueiro e Walter Moreira, o samba-enredo Quilombo dos Palmares, que obteve o primeiro lugar no desfile da avenida.
Em 1963, novamente conseguiu o primeiro lugar no desfile das escolas, com Chica da Silva (com Anescar do Salgueiro), samba-enredo que lhe deu fama.
Atuou como cantor em shows, rádio e televisão, participou de 1966 a 1968 do conjunto A Voz do Samba, e desde 1972 do grupo Partideiros do Plá.
Tocava todos os instrumentos de percussão e compôs mais de quarenta músicas, entre sambas, partidos-altos e batucadas, em parceria com Aníbal Silva, Haydée Bandina de Almeida, Iraci Antônio Serra, Abelardo Silva, Duduca (Eduardo de Oliveira) e Zuzuca, entre outros.
Obra
Água do rio (c/Anescar do Salgueiro), samba, 1964; Assim não é legal (c/Nilo Moreira da Silva), samba, 1957; Chica da Silva (c/Anescar do Salgueiro), samba-enredo, 1963; Falam de mim (c/Éden Silva e
Aníbal Silva), samba, 1948; Homenagem a Getúlio Vargas, samba-enredo, 1952; O neguinho e a senhorita (c/Abelardo da Silva), samba, 1964; Quilombo dos Palmares (c/Anescar do Salgueiro e Walter Moreira), samba-enredo, 1960; Vem chegando a madrugada (c/Zuzuca), batucada, 1965.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.
Anescar do Salgueiro
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| Anescar Pereira Filho |
Anescar do Salgueiro (Anescar Pereira Filho), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 04/07/1929, e faleceu na mesma cidade, em 22/02/2000. Nascido no bairro de Laranjeiras, logo mudou-se para a Tijuca, onde hoje fica o Salgueiro.
Seu primeiro samba foi Maravilhas do Brasil, composto em 1949, mas os que obtiveram maior êxito foram Quilombo dos Palmares, Mártires da Independência, Água do Rio e Chica da Silva (todos ao lado do parceiro Noel Rosa de Oliveira).
Teve grande importância na consolidação da forma do samba-enredo, sendo um dos primeiros a homenagear heróis da história não oficial, como Zumbi e Chica da Silva.
Integrou os conjuntos A Voz do Morro, Rosa de Ouro e Os Cinco Crioulos, ao lado de figuras como Zé Keti, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Nelson Sargento e outros, gravando com eles sambas como Vou partir, Carnaval que passou, Meus dias são de sol e Bom Conselho.
Fonte: Cliquemusic : Artista : Anescar do Salgueiro.
Duduca
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| Duduca do Salgueiro |
Duduca (Eduardo de Oliveira), compositor e gráfico de profissão, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8/6/1926, e faleceu na mesma cidade, em 29/6/1978.
Desde os sete anos viveu no morro do Salgueiro, participando, ainda rapaz, da escola de samba Depois Eu Digo, uma das três existentes no morro (as outras duas eram Unidos do Salgueiro e Azul e Branco).
Tocava tamborim e por 1943 começou a fazer sambas para a Depois Eu Digo, onde chegou a diretor de harmonia, cargo que manteve com a fusão das três escolas e a criação do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, em 1953.
Em 1954, foi um dos autores de Romaria à Bahia (com Abelardo e Juca), um dos primeiros sambas-enredo do Salgueiro. Compôs ainda os sambas-enredo Epopéia do samba (com Bala e Juca), que alcançou o quarto lugar no desfile de escolas de samba de 1955, e Vida e obra do Aleijadinho (com Bala), segundo classificado no desfile de 1961.
Em 1974, Elza Soares gravou em LP uma composição sua, "Nem vem", em parceria com Noel Rosa de Oliveira e José Alves.
Faleceu em 1978, quando ainda estava em plena criação artística.
Obra
Epopéia do samba (com Bala e Juca), samba-enredo, 1955; Exaltação a Debret (com Djalma), samba-enredo, 1975; Romaria à Bahia (com Abelardo e Juca), samba-enredo, 1954; Vida e obra do Aleijadinho (com Bala), samba-enredo, 1961.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998; Dicionário Cravo Albin da MPB.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Chatim
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| Thompson José Ramos |
Chatim (Thompson José Ramos), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 6/8/1915, e faleceu na mesma cidade, em 10/5/1991.
Começou tocando tamborim no G.R.E.S. da Portela, e logo passou a integrar a sua ala de compositores. Autor de Minha vontade, incluído no primeiro LP da Portela, A vitoriosa escola de samba da Portela, gravado na Sinter, em 1955, estava participando apenas dos espetáculos da escola.
Foi parceiro de Jair do Cavaquinho em Um grande amor e de Ari Guarda da Portela em Que mulher.
Obra
Um grande amor (Jair do Cavaquinho), s.d.; Minha vontade, 1955; Que mulher (c/Ari Guarda da Portela), sd.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 2008
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Catoni
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| Catoni |
Catoni (Sebastião Vitorino Teixeira dos Santos), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em Ouro Preto, MG, em 13/5/1930. Serralheiro por profissão, começou tocando sanfona e cantando calangos em sua cidade.
Em 1943 mudou-se para o Rio de Janeiro, indo residir em Jacarepaguá com uma família italiana. É dessa época seu apelido italiano e seu primeiro samba: Vai, meu amor. Ingressou na aia de compositores da Vai se Quiser, escola de samba que mais tarde se uniria à Corações Unidos de Jacarepaguá, para formarem o G.R.E.S. União de Jacarepaguá.
Compôs cerca de 12 sambas para essas escolas. Em 1966 transferiu-se para o G.R.E.S. da Portela, levado por Natal. Compôs o samba-enredo Lendas e mistérios da Amazônia (com Jabolô e Valtemir), com o qual a Portela desfilou na avenida em 1970.
Compôs ainda o samba de terreiro Perdi a namorada (com Jabolô e Valtemir), gravado em 1972 por Elizeth Cardoso; Se eu pedir, você me dá (1974); Bom-dia, Salgueiro (inscrito num concurso de samba no Salgueiro); No meio do povo (com Sérgio Fonseca e Joel Meneses), gravado por Eliana Pittman (1975); Berimbau amarelo (com Bira), gravado por Sonia Lemos (1975); Jeito de tatuagem (com Bira), gravado por Agepê (1975).
Realizou apresentações no Clube Renascença, tocando sanfona e instrumento de percussão. Em 1977 compôs o samba-enredo da Portela Festa da aclamação (com Jabolô, Dedé e Valtemir).
Obra
Ganga Zumba, 1971; Lendas e mistérios da Amazônia (com Jabolô e Valtemir), samba-enredo, 1969; Meu dinheiro não dá (com Candeia), 1971; Perdi a namorada (com Jabolô e Valtemir), samba de terreiro, 1972.
Casquinha
Casquinha (Otto Henrique Trepte - Rio de Janeiro RJ 1/12/1922), compositor e cantor, criado no subúrbio de Osvaldo Cruz, começou compondo para um bloco carnavalesco local.
Pintor de paredes de profissão, a partir de 1948 passou a integrar a ala de compositores do G.R.E.S. da Portela. Estreou no disco em 1953, quando Avelino da Portela gravou na Musidisc seu samba Vem, amor. Ao lado de Candeia e outros, em 1963 integrou o conjunto Mensageiros do Samba.
Um de seus maiores sucessos, o samba Recado (com Paulinho da Viola), lançado em disco do grupo A Voz do Morro, foi regravado em 1974, desta vez na interpretação dele próprio, no LP História das escolas de samba: Portela, da gravadora Marcus Pereira.
Tocando tamborim e outros instrumentos de raspa e percussão, desde 1971 tem se apresentado em shows, inclusive no Teatro Opinião. Em 1973 formou o conjunto Tio Samba, que estreou na Rádio Roquete Pinto, no programa Quem Samba Fica, continuando a atuar até 1975.
Nesse mesmo ano foi lançado O partido em cinco, o segundo LP em que, ao lado de Candeia, Joãozinho da Pecadora, Anésio e Velha, interpreta uma série de sambas de partido-alto.
Obra
Interesseira (com Jorge de Oliveira), samba, 1962; Maria Sambamba, 1969; Recado (com Paulinho da Viola), samba, 1965.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Avarese
Avarese (Abimael Nascimento Álvares), compositor e cantor, nasceu no Recife, PE, em 08/11/1917. Mudando-se com a família para o Rio de Janeiro, ainda menino começou a compor, influenciado pelos sambistas e partideiros do subúrbio de Madureira, onde morava.
No início da década de 1930, em Viçosa-MG, aprendeu clarineta, integrando a banda local. De volta ao Rio, participou de serestas como clarinetista. Em 1934 entrou para a Marinha. Em serviço no Rio Grande do Norte, organizou com os marinheiros uma bateria que fez sucesso no Carnaval.
Novamente no Rio de Janeiro, participou de vários blocos carnavalescos em Madureira, freqüentando também a escola de samba Prazer da Serrinha.
Em 1947, quando um grupo dessa escola saiu para fundar o G.R.E.S. Império Serrano, tornou-se um de seus primeiros sócios, vindo mais tarde a integrar a ala dos compositores.
No início da década de 1950, atuando na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, foi apelidado de Avarese pelo locutor Paulo Roberto. Por essa época suas músicas começaram a ser gravadas, passando o sambista a atuar também em shows.
Em 1975 foi o autor do samba-enredo Záquia Jorge, vedete do subúrbio, estrela de Madureira, apresentado pelo Império Serrano no desfile carnavalesco do mesmo ano.
Obra
Para matar saudade, samba, 1957; Vai-da-valsa (c/Haroldo Barbosa), bolero, 1960; Záquia Jorge, vedete do subúrbio, estrela de Madureira, samba-enredo, 1974.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Tolito da Mangueira
Tolito da Mangueira (Erlito Machado Fonseca), compositor, nasceu no Recife/PE em 6/7/1917, e faleceu no Rio de Janeiro/RJ em 20/3/1997. Sua família transferiu-se para o Rio de Janeiro quando ele tinha dois anos.
Iniciou a carreira ainda jovem, dançando e cantando nos clubes e boates cariocas. Mais tarde, passou a sair em blocos e depois em escolas de samba, tendo desfilado no extinto bloco da Vizinha Faladeira. Em 1940 participou do desfile da Mangueira e, oito anos depois, como compositor e cantor, do filme Folias cariocas, de Manuel Jorge e Hélio Tys.
Em 1949 desfilou pela escola do segundo grupo Unidos do Outeiro e dois anos depois ingressou na escola de samba Unidos da Piedade, compondo três sambas que saíram vencedores nos anos de 1951, 1952 e 1953. No ano seguinte retornou para a Unidos do Outeiro, passando em 1955 para a Boca do Mato, vencendo com seus sambas os três carnavais seguintes.
Deixou a escola em 1959, passando para a Unidos da Capela em 1961, ano em que seu samba obteve o segundo lugar, vencendo na escola no ano seguinte com Centenário de Rui Barbosa, sua primeira composição gravada. Em 1963 venceu novamente com Beldades da nossa pátria, sendo sua escola a vitoriosa no segundo grupo.
Em 1966 houve a fusão das duas escolas de samba da zona da Leopoldina, do bairro de Lucas, a Unidos da Capela com a Aprendizes de Lucas, resultando o G.R.E.S. Unidos de Lucas, onde permaneceu durante algum tempo.
Foi então para a Portela, onde, não concordando com o estágio obrigatório de dois anos que ali teria que cumprir, retornou para a Unidos de Lucas em 1969, ano em que lançou o samba-enredo Rapsódia folclórica (com Nelson Pechincha e Nilton Russo).
Por volta de 1970, abolido o estágio, transferiu-se para a Portela, ali permanecendo até 1972, ano em que foi para a Mangueira, vencendo dois anos depois com o samba-enredo Imagens poéticas de Jorge de Lima (com Mozart e Delson Tojal), gravado pela etiqueta Marcus Pereira no LP História das Escolas de Samba: Mangueira, 1974, e que concorreu no Carnaval de 1975.
Obra
Beldades da nossa pátria, samba-enredo, 1963; Centenário de Rui Barbosa, samba-enredo, 1962; Imagens poéticas de Jorge de Lima (com Mozart e Deison Tojal), samba-enredo, 1974; Rapsódia folclórica (com Nelson Pechincha e Nilton Russo), samba-enredo, 1969.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Zé Espinguela
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| José Gomes da Costa |
Zé Espinguela (José Gomes da Costa - circa 1890 - 1945, Rio de Janeiro, RJ), compositor, cantor e animador cultural, nasceu no Rio de Janeiro, na última década do século XIX e morreu na mesma cidade, no fim da Segunda Guerra.
Segundo relatou Carlos Cachaça, Espinguela dizia-se descendente de italianos da Calábria, da família Espineli, o que explicaria o apelido, um aportuguesamento popular do sobrenome estrangeiro. Era mulato, com marcas de bexiga no rosto, jongueiro, pai-de-santo e "irmão de cabeça" de dona Lucíola, velha matriarca da Mangueira. Morava no Engenho de Dentro, mas não saía do morro, onde tinha uma amante preferida.
Em 1925, teve idéia de fundar um bloco, a que deu o sugestivo nome de Bloco dos Arengueiros, constituído, entre outros, por Cartola, Maçu (Marcelino José Claudino), Saturnino Gonçalves e seu irmão Arthur (respectivamente pai e tio de D. Neuma da Mangueira), Carlos Cachaça, Chico Porrão, Fiúca e Homem Branco. Cartola dizia que "um arengueiro de verdade saía do morro pra brigar, pra ser preso, pra apanhar, pra bater".
O Bloco dos Arengueiros veio a transformar-se no que seria, segundo o nome imposto em 1935, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira. A escola, na verdade, foi fundada em 28 de abril de 1928, no Buraco Quente (Travessa Saião Lobato nº 21), na casa de seu Euclides da Joana Velha, pai do João Cocada.
Os fundadores foram sete: Seu Euclides (Euclides Alberto dos Santos, o dono da casa), Saturnino, Marcelino, Cartola, Pedro Caim, Abelardo da Bolinha e Zé Espinguela, que acrescentava ao título de criador do Bloco dos Arengueiros o de fundador da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira.
Não contente com essas credenciais, Zé Espinguela, em 20 de janeiro de 1929 (um domingo, dia de Oxóssi para os negros e de São Sebastião para os brancos), realizou o primeiro concurso entre escolas de samba dessa gloriosa cidade. O evento ocorreu em sua casa, na rua Engenho de Dentro, atual Adolfo Bergamini.
Em 1935, quando o jornal A Nação patrocinou o Concurso de Escolas de Samba que começou naquele ano a fazer parte do Programa Oficial do Carnaval da então Prefeitura do Distrito Federal, quis ouvir o Zé Espinguela, o criador da iniciativa inaugural. A Nação de 1 de março de 1935 transcreveu o que sobre isso disse Espinguela: "Eu fui o primeiro organizador de concursos entre as nossas escolas. Foi em 1929. Realizei no Engenho de Dentro. Sagrou-se vencedora a Portela, sabiamente dirigida pelo Paulo. Mangueira também apresentou-se pujante, tendo os seus sambistas Cartola e Arthurzinho apresentado dois sambas monumentais: Foram beijos e Eu quero nota".
Espinguela foi grande amigo de Heitor Villa-Lobos, que conheceu provavelmente na Mangueira e de quem se tornou uma espécie de assessor para assuntos de folclore e de música popular.
Em 1940, Leopoldo Stokowski solicitou a Villa-Lobos que selecionasse e reunisse os mais representativos artistas de música popular brasileira, para gravação de músicas destinadas ao Congresso Pan-Americano de Folclore. Villa-Lobos incluiu no grupo escolhido a nata dos verdadeiros criadores nacionais de música: Pixinguinha, Cartola, Donga, João da Baiana e, como não poderia deixar de ser, Zé Espinguela.
As gravações realizaram-se na noite de 7 para 8 de agosto de 1940, a bordo do navio Uruguai, atracado no Armazém 4. Foram registradas quarenta músicas, entre as quais, segundo relato do jornal O Globo, seis de Zé Espinguela: Orimé, Hoje é dia, Afoché, Curimachô, Camandaué e Acorvagô. Dessas quarenta músicas, apenas dezesseis chegaram ao disco, reproduzidas nos Estados Unidos em dois álbuns de quatro fonogramas cada um, sob o título Columbia presents - Native Brazilian Music - Leopold Stokowski.
Ainda em 1940, Villa-Lobos, tentando reviver os carnavais do passado, fundou um grupo carnavalesco a que chamou Sodade do Cordão, com as mesmas características dos antigos cordões de velhos. O grande colaborador do maestro na seleção dos componentes, na concepção e confecção das fantasias e na variada coreografia a executar foi Espinguela. O Sodade do Cordão saiu no carnaval e fez apresentações em clubes como o Fluminense, com a colaboração de componentes da Mangueira de Espinguela, entre os quais sobressaiam Cartola, Carlos Cachaça e Aluisio Dias.
Pouco depois, nos anos finais da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Zé Espinguela, que devia estar se aproximando dos sessenta anos, sentiu aproximar-se o fim da existência. Segundo Arthur de Oliveira, ele "reuniu os adeptos do centro religioso e dirigiu-se ao morro da Mangueira para despedir-se do seu reduto preferido. Lá chegaram no princípio da noite. A favela, de luzes apagadas, descansava da trabalheira do dia. Eis que surge o grupo, em cortejo pelos becos e ruelas, cantando um samba que Espinguela compôs especialmente para o momento.
Era como um samba-enredo. Desfilavam, dançavam e cantavam, com o ritmo alegre, a melodia triste, e as vozes alvissareiras das pastoras. Os barracos aos poucos se acenderam. Os negros foram abrindo as janelas e o morro transformou-se num céu no chão, iluminado, silencioso e reverente. A voz de Espinguela dominava o coro: a favela compartilhava da cerimônia do passamento do seu sambista com aquela vivência afro-brasileira da morte, presente nos gurufins e tão diversa do sentimento judaico-cristão das classes dominantes".
Obra
Cantiga de festa (c/ Donga), Macumba de Iansã (c/ Donga), Macumba de Oxossi (c/ Donga).
Fontes: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Receita de Samba: Zé Espinguela.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Djalma
Djalma (Djalma Fernandes da Silveira), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28/04/1931. Nascido no bairro do Salgueiro, participava da extinta escola de samba Depois Eu Digo, da qual seu pai, o China (Antônio Fernandes de Oliveira), foi um dos fundadores.
Em 1946 transferiu-se com a família para Vila Isabel, onde seu pai fundou o G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel, na qual ingressou como integrante da bateria. Em 1950 conheceu Birica (Severo Gomes de Aquino), com quem fez sua primeira música, o samba Arvoredo silenciado. Continuou a compor com outros parceiros, entre os quais Ormindo e seu irmão Jarbas (Jarbas Fernandes da Silveira).
Em 1956 seu samba-enredo Obras da natureza (com Birica) foi o vencedor do concurso na escola. Em 1957 passou para o G.R.E.S. Unidos da Tijuca e em 1959 voltou para a Unidos de Vila Isabel, sendo eleito presidente da sua ala dos compositores. Fora de escolas de samba, atuou também em vários festivais. Além de percussionista, é pintor.
Obra
Epopéia do Teatro Municipal (c/ Paulo Brasão e Rodolfo de Sousa), samba, 1965; Lua (c/Jonas), samba, s.d.; Não adianta mais (c/Arroz), samba, s.d.; Obras da natureza (c/Birica), samba-enredo, 1956; Ouro mascavo (c/Jonas e Arroz), samba, 1971.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFOLHA.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Délcio Carvalho
Délcio Carvalho, compositor e cantor, nasceu em Campos RJ em 09/03/1939. Seu pai, saxofonista da banda Lira de Apoio, ensinou-lhe as primeiras noções musicais. Mais tarde tornou-se cantor, apresentando se em conjuntos de baile e na Orquestra de Cicero Ferreira, ainda em Campos.Após o serviço militar, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou de diversos programas de calouros. Trabalhando na Petrobrás durante o dia, à noite apresentava-se como cantor em conjuntos de baile e num cabaré em Caxias RJ, onde morava.
Começou a compor em fins da década de 1950, quando, em parceria com Daniel Pereira Santos Júnior, fez dois sambas: Dinheiro de pobre e Destino da saudade. Somente em 1968 uma música sua foi gravada: o samba Pingo de felicidade, em arranjo de iê-iê-iê, na voz de Christiane (selo Caravelle).
Em 1969 formou, com Rubem Confete, Caboclinho e outros sambistas, o conjunto Lá Vai Samba, que se apresentou em São Paulo SP nos festivais das televisões Record e Globo. Em 1971 tornou-se parceiro de Adeilton Alves de Sousa, compondo, entre outras, Esperanças perdidas, que foi gravada na Holanda, França e Suécia, no ano seguinte. Mais tarde, fez parceria com Ivone Lara, do G.R.E.S. Império Serrano, compondo em 1978 Sonho meu, um de seus maiores sucessos.
É sambista do G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense desde 1970. Em 1996 foi lançado seu segundo disco, Afinal, incluindo Coisas da Mangueira (com Cláudio Jorge), Chorei, confesso (com Ivone Lara), Afinal (com Ivor Lancelotti), entre outras.
Obras
Alvorecer (c/Ivone Lara), samba, 1974; Chorei, confesso (c/Ivone Lara), samba, 1996; Esperanças perdidas (c/Adeílton Alves de Sousa), 1971; Sonho meu (c/Ivone Lara), samba, 1978.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFOLHA.
Délcio Carvalho
Délcio Carvalho, compositor e cantor, nasceu em Campos RJ em 09/03/1939. Seu pai, saxofonista da banda Lira de Apoio, ensinou-lhe as primeiras noções musicais. Mais tarde tornou-se cantor, apresentando se em conjuntos de baile e na Orquestra de Cicero Ferreira, ainda em Campos.Após o serviço militar, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou de diversos programas de calouros. Trabalhando na Petrobrás durante o dia, à noite apresentava-se como cantor em conjuntos de baile e num cabaré em Caxias RJ, onde morava.
Começou a compor em fins da década de 1950, quando, em parceria com Daniel Pereira Santos Júnior, fez dois sambas: Dinheiro de pobre e Destino da saudade. Somente em 1968 uma música sua foi gravada: o samba Pingo de felicidade, em arranjo de iê-iê-iê, na voz de Christiane (selo Caravelle).
Em 1969 formou, com Rubem Confete, Caboclinho e outros sambistas, o conjunto Lá Vai Samba, que se apresentou em São Paulo SP nos festivais das televisões Record e Globo. Em 1971 tornou-se parceiro de Adeilton Alves de Sousa, compondo, entre outras, Esperanças perdidas, que foi gravada na Holanda, França e Suécia, no ano seguinte. Mais tarde, fez parceria com Ivone Lara, do G.R.E.S. Império Serrano, compondo em 1978 Sonho meu, um de seus maiores sucessos.
É sambista do G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense desde 1970. Em 1996 foi lançado seu segundo disco, Afinal, incluindo Coisas da Mangueira (com Cláudio Jorge), Chorei, confesso (com Ivone Lara), Afinal (com Ivor Lancelotti), entre outras.
Obras
Alvorecer (c/Ivone Lara), samba, 1974; Chorei, confesso (c/Ivone Lara), samba, 1996; Esperanças perdidas (c/Adeílton Alves de Sousa), 1971; Sonho meu (c/Ivone Lara), samba, 1978.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFOLHA.
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