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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Navio negreiro

Navio negreiro (samba, 1940) - Alcir Pires Vermelho, J. Piedade e Sá Roris

Título da música: Navio negreiro / Gênero musical: Samba / Intérprete: Dorival Caymmi / Compositores: Alcir Pires Vermelho - José da Rocha Piedade- Sá Roris / Gravadora Odeon / Número do Álbum 11850 / Data de Gravação 00/1940 / Data de Lançamento 00/1940 / Lado A / Disco 78 rpm:


Foi entre o mar e o céu,
Sobre as ondas ao Léu
O veleiro a rodar

Adeus Terra de Luanda
Fica filhos de Umbanda

Éra a escravidão
E no negro porão
Triste coro a cantar

Adeus Terra de Luanda
Fica filhos de Umbanda

Piedade Senhor
Pelos homens de cor
que perderam seu lar

Adeus Terra de Luanda
Fica filhos de Umbanda

E lá do sude abrilhou
E o céu todo se iluminou
E o sol do novo mundo em fim no horizonte
Raiou este sol da liberdade
Que lhe deu felicidade e amor

Foi entre o mar e o céu
Sobre as ondas ao Léu
O veleiro a rodar

Adeus Terra de Luanda
Fica filhos de Umbanda

terça-feira, 25 de março de 2008

A dama de vermelho

A dama de vermelho (valsa, 1943) - Alcir Pires Vermelho e Pedro Caetano
Francisco Alves

Sob a mesma solidão
Que ontem, meu coração
Viveu, sofreu, quase morreu
No inferno da recordação
No inferno de uma saudade
Da noite da felicidade
Noite que o enganou
Depois, passou
Sinto-o hoje a perguntar
Porque insisto em procurar
A dama que me fez vibrar
Pelo salão
Esta dama que eu amei
Num vestido de tão viva cor
Que no fim vestiu
A minha vida de dor

(coro)

Dança no ar
A ilusão que eu sentia
No teu beijo, mulher fantasia
Vai, sai, some de mim,
Não me torture assim, ilusão
Faz a lua dormir
Manda o sol despertar
Deixa meu coração descansar !

A dama de vermelho

A dama de vermelho (valsa, 1943) - Alcir Pires Vermelho e Pedro Caetano
Francisco Alves

Sob a mesma solidão
Que ontem, meu coração
Viveu, sofreu, quase morreu
No inferno da recordação
No inferno de uma saudade
Da noite da felicidade
Noite que o enganou
Depois, passou
Sinto-o hoje a perguntar
Porque insisto em procurar
A dama que me fez vibrar
Pelo salão
Esta dama que eu amei
Num vestido de tão viva cor
Que no fim vestiu
A minha vida de dor

(coro)

Dança no ar
A ilusão que eu sentia
No teu beijo, mulher fantasia
Vai, sai, some de mim,
Não me torture assim, ilusão
Faz a lua dormir
Manda o sol despertar
Deixa meu coração descansar !

sexta-feira, 21 de março de 2008

Alma dos violinos

Alma dos violinos (valsa, 1942) - Alcir Pires Vermelho e Lamartine Babo

Sinto n'alma um violino
Um violino que acompanha
O meu triste adeus
Que vai por trás de uma montanha
Montanha pequenina

Moraes Neto
Diante dos olhos meus
Meus olhos tão imensos
Oh! Perguntem aos lenços
Quando dizem adeus

Sinto n'alma um violino
Um violino tão sonoro
Que acompanha melodias
Quando eu canto e choro
Eu choro porque os risos
Dei ao meu amor
Meu grande amor
Nestas valsas que eu componho
Vive o meu sonho

Alma dos violinos

Alma dos violinos (valsa, 1942) - Alcir Pires Vermelho e Lamartine Babo

Sinto n'alma um violino
Um violino que acompanha
O meu triste adeus
Que vai por trás de uma montanha
Montanha pequenina



Moraes Neto
Diante dos olhos meus
Meus olhos tão imensos
Oh! Perguntem aos lenços
Quando dizem adeus

Sinto n'alma um violino
Um violino tão sonoro
Que acompanha melodias
Quando eu canto e choro
Eu choro porque os risos
Dei ao meu amor
Meu grande amor
Nestas valsas que eu componho
Vive o meu sonho

Onde o céu azul é mais azul

Onde o céu azul é mais azul (samba, 1941) - Alcir Pires Vermelho, Alberto Ribeiro e Braguinha
Francisco Alves

Eu já encontrei, um dia alguém
Que me perguntou assim, Iaiá
O seu Brasil, o que é que tem ?
O seu Brasil, onde é que está ?


Onde o céu é mais azul
E uma cruz de estrelas, mostra o sul
Aí, se encontra o meu país
O meu Brasil, grande..., tão feliz !

Que tem junto ao mar, palmeirais
No sertão, seringais
E, no sul, pinheirais
Um jangadeiro que namora o mar
Verde mar, a beijar,
Brancas praias, sem fim...


Quando faz luar
Um garimpeiro que, lá no sertão
Procura estrelas, raras pelo chão
E um boiadeiro que, tangendo os bois
Trabalha muito, pra sonhar depois !

E..., se é grande o céu, a terra e o mar
O seu povo bom, não é menor
Mas o que faz admirar
Eu vou dizer, guarde bem de cor
Quem vê o Brasil, que não tem fim
Não chega a saber, por que razão
Este Pais, tão grande assim
Cabe, inteirinho, em meu coração !...

Onde o céu azul é mais azul

Onde o céu azul é mais azul (samba, 1941) - Alcir Pires Vermelho, Alberto Ribeiro e Braguinha
Francisco Alves

Eu já encontrei, um dia alguém
Que me perguntou assim, Iaiá
O seu Brasil, o que é que tem ?
O seu Brasil, onde é que está ?


Onde o céu é mais azul
E uma cruz de estrelas, mostra o sul
Aí, se encontra o meu país
O meu Brasil, grande..., tão feliz !

Que tem junto ao mar, palmeirais
No sertão, seringais
E, no sul, pinheirais
Um jangadeiro que namora o mar
Verde mar, a beijar,
Brancas praias, sem fim...


Quando faz luar
Um garimpeiro que, lá no sertão
Procura estrelas, raras pelo chão
E um boiadeiro que, tangendo os bois
Trabalha muito, pra sonhar depois !

E..., se é grande o céu, a terra e o mar
O seu povo bom, não é menor
Mas o que faz admirar
Eu vou dizer, guarde bem de cor
Quem vê o Brasil, que não tem fim
Não chega a saber, por que razão
Este Pais, tão grande assim
Cabe, inteirinho, em meu coração !...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Esmagando rosas

Esmagando rosas (bolero, 1941) - Alcir Pires Vermelho e David Nasser
Francisco Alves

Tu tens
No sol dos teus cabelos
A luz do velho sol nascente
Vem brincar
No azul de teu olhar
O azul-verde do mar
O fascínio dos teus lábios
Lembra a cor
Do sol lá no poente

E tens, também
Em teu porte divino
Toda nobreza romana
Mas, se tu passas por mim
Cheia de orgulho e de graça
Teus pés no chão
Parecem rosas pisar.

Esmagando rosas

Esmagando rosas (bolero, 1941) - Alcir Pires Vermelho e David Nasser
Francisco Alves

Tu tens
No sol dos teus cabelos
A luz do velho sol nascente
Vem brincar
No azul de teu olhar
O azul-verde do mar
O fascínio dos teus lábios
Lembra a cor
Do sol lá no poente

E tens, também
Em teu porte divino
Toda nobreza romana
Mas, se tu passas por mim
Cheia de orgulho e de graça
Teus pés no chão
Parecem rosas pisar.

domingo, 16 de março de 2008

A casta Suzana

Déo
A casta Suzana (marcha/carnaval, 1939) - Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho

Será você a tal Suzana !
A Casta Suzana
Do posto Seis ?
Coitada !
Como está mudada !
Teve "apendicite"
E ficou sem "ite"...


Deo
Quando conheci Casta Suzana,
Nas areias de Copacabana
Era namorada de um chinês
Mas olhava assim pra um japonês

Taí !
Deu-se a confusão :
Estourou a guerra,
China com Japão !

A casta Suzana

A casta Suzana (marcha/carnaval, 1939) - Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho

Será você a tal Suzana !
A Casta Suzana
Do posto Seis ?
Coitada !
Como está mudada !
Deo
Teve "apendicite"
E ficou sem "ite"...

Quando conheci Casta Suzana,
Nas areias de Copacabana
Era namorada de um chinês
Mas olhava assim pra um japonês

Taí !
Deu-se a confusão :
Estourou a guerra,
China com Japão !

domingo, 6 de janeiro de 2008

Gilvan Chaves

Gilvan Chaves

Gilvan Chaves (Gilvan de Assis Chaves), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em Olinda PE (20/9/1919) e faleceu em São Paulo SP (12/8/1986). Desde criança cantava para a família. Aos 13 anos apresentou-se pela primeira vez em público, no Salão Pio X, em Olinda. Aos 17 anos aprendeu a tocar violão, com um amigo, e compôs sua primeira música, Tiro errado, que não chegou a gravar.

Em 1944 ingressou na Rádio Clube de Pernambuco, em Recife PE, convidado pelo maestro Nelson Ferreira, tocando violão e cantando toadas e cantigas regionais no programa Divertimentos Guararapes, produzido por Ziul Matos, atuando ao lado de Sivuca, Luiz Bandeira, José Tobias e, mais tarde, Paulo Molin. Nessa época, como vocalista e violonista, fez parte dos grupos Ases do Ritmo (1945), Os Boêmios (1946) e Conjunto Paraguaçu (1949). Participou, cantando, das inaugurações da Rádio Jornal do Comércio (1949) e da Rádio Tamandaré (1951).

Em 1952 transferiu-se para o Rio de Janeiro. Em 1954 começou a se apresentar na Rádio e TV Tupi, no Rio de Janeiro e em São Paulo SP. Logo depois, realizou várias temporadas no Norte e Nordeste, em televisão, rádio, clubes e boates, não só como cantor, mas também como contador de “causos” (histórias humorísticas).

Estreou em disco em 1955, interpretando Pregões do Recife (domínio público) na Mocambo (hoje Rozenblit). Um de seus maiores êxitos foi sua primeira composição gravada, o rasqueado Moça bonita (com Alcir Pires Vermelho ), em 1953. Além dessa, destacaram-se Prece ao vento (com Alcir Pires Vermelho e Fernando Luís da Câmara Cascudo), grande sucesso nacional, e O gemedor, as três gravadas pelo Trio Nagô, na Sinter.

Fez também sucesso como cantor, interpretando seus arranjos de Pregões do Recife, Casamento aprissiguido (Rui Morais e Silva) e Pastoril do véio Cebola (domínio público), em gravações da Mocambo. Gravou seis LPs, dos quais dois na Rozenblit, dois na Columbia, um na Musidic e um na Equipe. Recebeu medalha de ouro do Diário da Noite e o prêmio Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro como melhor cantor de folclore.

Em 1958 tornou-se membro-titular da Sociedade Brasileira de Folclore, indicado por Luís da Câmara Cascudo que, nesse mesmo ano, assinou a contracapa do seu LP Encantos do Nordeste, lançado pela Columbia.

Em 1975, a Rozenblit (Recife) produziu um LP com seus principais sucessos, Gilvan Chaves, no qual ele próprio interpreta Casamento aprissiguido, Lá no Norte, Farinha fina, O entarte do espelho, Pregões do Recife, O gemedor, Massarico (c/Aldemar Paiva), Cadê a bolacha (de Jurandy Borges da Costa), Meu bom, Pé de jerimum (de Rui de Morais e Silva), Vento terrá, Pastoril do Velho Cebola e Aboio.

Em 1982 lançou, pela Continental, um compacto com baiões, toadas e um monólogo de sua autoria, “O homem do cavalo” Foi produtor e apresentador da Rádio Nacional de Brasília DF.

Obras: Areia macia (c/Ziul Matos), samba-canção, 1960; Dei ao mar pra guardar, toada, 1956; Fé em Deus (c/Oldemar Magalhães), baião, 1960; O gemedor, baião, 1955; Moça bonita (c/Alcir Pires Vermelho), rasqueado, 1953; Mocambo de pala, toada, 1956; Morena praieira, baião, 1955; Prece ao vento (c/Alcir Pires Vermelho e Fernando Luís da Câmara Cascudo), baião, 1954; Quem é que vai?, xótis, 1957; Riqueza de pescador, coco, 1960; A vida passou, samba, 1957; Zabelê (c/Péricles Leal), samba, 1970.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira -Art Editora / PubliFolha.

Gilvan Chaves

Gilvan Chaves

Gilvan Chaves (Gilvan de Assis Chaves), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em Olinda PE (20/9/1919) e faleceu em São Paulo SP (12/8/1986). Desde criança cantava para a família. Aos 13 anos apresentou-se pela primeira vez em público, no Salão Pio X, em Olinda. Aos 17 anos aprendeu a tocar violão, com um amigo, e compôs sua primeira música, Tiro errado, que não chegou a gravar.

Em 1944 ingressou na Rádio Clube de Pernambuco, em Recife PE, convidado pelo maestro Nelson Ferreira, tocando violão e cantando toadas e cantigas regionais no programa Divertimentos Guararapes, produzido por Ziul Matos, atuando ao lado de Sivuca, Luiz Bandeira, José Tobias e, mais tarde, Paulo Molin. Nessa época, como vocalista e violonista, fez parte dos grupos Ases do Ritmo (1945), Os Boêmios (1946) e Conjunto Paraguaçu (1949). Participou, cantando, das inaugurações da Rádio Jornal do Comércio (1949) e da Rádio Tamandaré (1951).

Em 1952 transferiu-se para o Rio de Janeiro. Em 1954 começou a se apresentar na Rádio e TV Tupi, no Rio de Janeiro e em São Paulo SP. Logo depois, realizou várias temporadas no Norte e Nordeste, em televisão, rádio, clubes e boates, não só como cantor, mas também como contador de “causos” (histórias humorísticas).

Estreou em disco em 1955, interpretando Pregões do Recife (domínio público) na Mocambo (hoje Rozenblit). Um de seus maiores êxitos foi sua primeira composição gravada, o rasqueado Moça bonita (com Alcir Pires Vermelho ), em 1953. Além dessa, destacaram-se Prece ao vento (com Alcir Pires Vermelho e Fernando Luís da Câmara Cascudo), grande sucesso nacional, e O gemedor, as três gravadas pelo Trio Nagô, na Sinter.

Fez também sucesso como cantor, interpretando seus arranjos de Pregões do Recife, Casamento aprissiguido (Rui Morais e Silva) e Pastoril do véio Cebola (domínio público), em gravações da Mocambo. Gravou seis LPs, dos quais dois na Rozenblit, dois na Columbia, um na Musidic e um na Equipe. Recebeu medalha de ouro do Diário da Noite e o prêmio Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro como melhor cantor de folclore.

Em 1958 tornou-se membro-titular da Sociedade Brasileira de Folclore, indicado por Luís da Câmara Cascudo que, nesse mesmo ano, assinou a contracapa do seu LP Encantos do Nordeste, lançado pela Columbia.

Em 1975, a Rozenblit (Recife) produziu um LP com seus principais sucessos, Gilvan Chaves, no qual ele próprio interpreta Casamento aprissiguido, Lá no Norte, Farinha fina, O entarte do espelho, Pregões do Recife, O gemedor, Massarico (c/Aldemar Paiva), Cadê a bolacha (de Jurandy Borges da Costa), Meu bom, Pé de jerimum (de Rui de Morais e Silva), Vento terrá, Pastoril do Velho Cebola e Aboio.

Em 1982 lançou, pela Continental, um compacto com baiões, toadas e um monólogo de sua autoria, “O homem do cavalo” Foi produtor e apresentador da Rádio Nacional de Brasília DF.

Obras: Areia macia (c/Ziul Matos), samba-canção, 1960; Dei ao mar pra guardar, toada, 1956; Fé em Deus (c/Oldemar Magalhães), baião, 1960; O gemedor, baião, 1955; Moça bonita (c/Alcir Pires Vermelho), rasqueado, 1953; Mocambo de pala, toada, 1956; Morena praieira, baião, 1955; Prece ao vento (c/Alcir Pires Vermelho e Fernando Luís da Câmara Cascudo), baião, 1954; Quem é que vai?, xótis, 1957; Riqueza de pescador, coco, 1960; A vida passou, samba, 1957; Zabelê (c/Péricles Leal), samba, 1970.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira -Art Editora / PubliFolha.

sábado, 10 de junho de 2006

Prece ao vento

Prece ao vento (toada)
- Gilvan Chaves, Fernando Luiz e Alcir Pires Vermelho
Dm          Dm/C    Dm/B       A#°
Vento que balança as paia do coqueiro
Dm Dm/C Dm/B A#°
Vento que encrespa as água do mar
Dm F E°
Vento que assanha os cabelos da morena
Dm A7 Dm
Me traz notícias de lá


C C7 F
Vento que assobia no telhado
C C7 F
Chamando para a lua espiar
A7 Dm
Vento que na beira lá da praia
A# Gm A7
Escutava meu amor a cantar
Dm Dm/C Dm/B A#°
Hoje estou sozinho e tu também
Dm Dm/C Dm/B A#°
Triste me alembrando do meu bem
Dm Dm5 G/D Dm A9-/D Dm
Vento, diga por favor, aonde se escondeu o meu amor

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Roda de fogo

Roda de fogo (marcha) - 1935
Lamartine Babo e Alcir Pires Vermelho

Chega, chega minha gente!
Temos roda na fogueira
Tem cará, tem mandioca e tem
Foguete lá no alto da ladeira

Tem morena do outro mundo
Bem pra lá do rancho fundo
Que me pareceu sincera
E não era, não era, não era, não era
No calor da primavera
Tem lourinha cor-de-fogo
Meu segundo desengano
Que me pareceu gelada
Gelada, gelada, gelada, gelada
Na fogueira doutro ano

A melhor das três

A melhor das três (marcha) - 1935
Lamartine Babo e Alcir Pires Vermelho

Amei a Mulatinha
Amei a Moreninha
em 32... em 33...
A Loura namorei um mês
Agora, agora
eu fico com a Melhor das Três

Só porque o cabelo não Negava
toda a gente só falava
na Mulata Original
E a Mulata
foi para o Supremo Tribunal
Foi ver seu Pai
e de lá não sai

Em seguida veio a Moreninha
que afinal foi a Rainha
com cabelo regular
E por precaução
o pai tratou de colocar
uma estampilha
no nariz da filha

No terceiro ano em disparada
veio a Loura enciumada
ser Rainha da Canção
Ela disse logo
pra evitar a confusão:
Meu Pai Morreu
Minha Mãe sou eu

Dá cá o pé...loura

Dá Cá o Pé... Loura (marcha) - 1933
Lamartine Babo e Alcir Pires Vermelho

Dá cá o pé, ó Loura!
Dá cá o pé, Lourinha!
Pois este ano passaste o pé
na moreninha

(currupaco, papaco)

Até pareces, meu amor
boneca de bazar
que a gente tem vontade de quebrar
Se eu fosse o teu coió
me transformava em pó
pra arranhar teu sapato devagar

O meu prestigio já caiu
no meu país natal
Não lenho nem um cargo eleitoral!
Se eu fosse presidente
mandava pra você de presente
o Tesouro Nacional

Em homenagem ao teu perfil
no Norte do Brasil
as papagaios touros já falaram
que tu tens o calor
do sol do mês de maio
Quando passas gritam todos: Papagaio!

sábado, 13 de maio de 2006

Se alguém telefonar

Se Alguém Telefonar (samba-canção, 1957) - Jair Amorim e Alcir Pires Vermelho
Milton Nascimento

Se alguém / Alguém que eu sei
Pra mim telefonar / Não estou
Se alguém / A voz de alguém
Por mim mandar chamar / Não voltou

Essa noite não quero ninguém
Não escuto mentiras de amor
Das promessas que vão me fazer
A melhor sei de cor

Se alguém / Um certo alguém
De novo perguntar / Onde estou
Diga então / Que quem saiu
Recados não pediu / Nem deixou

Vá dizer se quiser que sumi
Devo andar a vagar por aí
Por favor, posso chorar
Atenda em meu lugar

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Laura

Laura (samba-canção, 1957) - Alcir Pires Vermelho e Braguinha (João de Barro)
Jorge Goulart

-----C7M ----Am7 ------Dm7----- G7
O vale em flor . . . a ponte . . .
-------------C7M -----Am7---- Dm7 ----G7
o rio cantando
-----C7M ----Am7 ------Dm7 ---G7 ------------C7M -----C7
O sol banhando a estrada . . .-----frases de amor


F7M -------Gbº------------------- Em7------ A7
Laura,------- um sorriso de criança
Dm7 ------------------G7 --------C7M------ C7
Laura, -------nos cabelos uma flor
F7M--------- Fm6 ---------------C7M -------A7/5M
Ó Laura,------ como é linda a vida
Dm7 ------------G7----------------- C7M ----Am7 -----Dm7 -----G7
Ó Laura, ------como é grande o amor

-----C7M -----Am7 -------Dm7 ------G7
Depois o adeus . . . um lenço . . . .
-----------------------C7M---- Am7---- Dm7---- G7
a estrada . . . a distância
-------C7M -- -----Am7 ------Dm7
O asfalto . . . a noite . . .
-------------G7 --------C7M------ C7
o bar . . . as taças de dor

F7M ----------Gbº------------------- Em7-------- A7
Laura, -------que é da rosa dos cabelos
Dm7 ----------G7 -------------------------C7M----- C7
Laura, -------que é do vale sempre em flor
F7M ------------Fm6------------ C7M-------- A7/5M
Ó Laura, -------que é do teu sorriso
Dm7 ----------G7 -------------------C7M
Ó Laura, -------que é do nosso amor . . .

segunda-feira, 8 de maio de 2006

E eu sem Maria

E eu sem Maria (samba, 1952) - Dorival Caymmi e Alcir Pires Vermelho
Nana Caymmi

A noite é linda
E eu sem Maria
A noite é bela
E eu sem Maria

Dias e noites se passam
Maria não vem
Noites de amor e de sonho
E eu sem ninguém