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domingo, 21 de novembro de 2010

Barra da Tijuca

Lúcio Alves
Barra da Tijuca (samba-canção, 1955) - Norival Reis e Irani de Oliveira

Título da música: Barra da tijuca / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Lúcio Alves / Compositores: Oliveira, Irani de - Reis, Norival / Acompanhamento Orquestra / Radamés Gnattali / Gravadora Continental / Número do Álbum 17055 / Data de Gravação 04/04/1955 / Data de Lançamento 01/1955 / Lado B / Disco 78 rpm:


Barra da Tijuca
Que bom lugar pra se amar
Barra da Tijuca
Você me faz recordar
Um certo alguém que eu amei
Não sei porque não me quis
Barra da Tijuca
Você me faz infeliz...

Quando a noite vem
Surgem em meu caminho
Casais e namorados
E eu sempre sozinho
Beijos e abraços
Fico a contemplar
Barra da Tijuca
Que bom lugar pra se amar...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aquelas palavras

Lúcio Alves
Aquelas palavras (samba-canção, 1948) - Benny Wolkoff e Luís Bittencourt

Título da música: Aquelas palavras / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Alves, Lúcio / Compositores: Wolkoff, Benny - Bittencourt, Luiz / Gravadora Continental / Número do Álbum 15892 / Data de Gravação 00/1948 / Data de Lançamento 00/1948 / Lado: lado A / Acervo Humberto Franceschi / Rotações: Disco 78 rpm


Adeus, nosso romance / Chegou ao final
Amor nunca existiu entre nós / Realmente seu pensamento
É bem diferente do meu / Vivemos em plena rotina
Entre nós nunca houve união...

Lastimo profundamente / Este fim tão banal
Assim não é possível viver / Francamente sigo o meu destino
Você segue o seu / Caso de amor como o nosso
Não tem outra solução...

Aquelas palavras feriram / Demais o meu coração
Guardei na retina o instante / Cruel da separação
Um dia, talvez, ela julgue / O grande mal que nos fez
E assim novamente iremos / Viver nosso sonho outra vez...

Aquelas palavras

Lúcio Alves
Aquelas palavras (samba-canção, 1948) - Benny Wolkoff e Luís Bittencourt

Título da música: Aquelas palavras / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Alves, Lúcio / Compositores: Wolkoff, Benny - Bittencourt, Luiz / Gravadora Continental / Número do Álbum 15892 / Data de Gravação 00/1948 / Data de Lançamento 00/1948 / Lado: lado A / Acervo Humberto Franceschi / Rotações: Disco 78 rpm


Adeus, nosso romance / Chegou ao final
Amor nunca existiu entre nós / Realmente seu pensamento
É bem diferente do meu / Vivemos em plena rotina
Entre nós nunca houve união...

Lastimo profundamente / Este fim tão banal
Assim não é possível viver / Francamente sigo o meu destino
Você segue o seu / Caso de amor como o nosso
Não tem outra solução...

Aquelas palavras feriram / Demais o meu coração
Guardei na retina o instante / Cruel da separação
Um dia, talvez, ela julgue / O grande mal que nos fez
E assim novamente iremos / Viver nosso sonho outra vez...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Baião de Copacabana


Alcides Gerardi
Composição de Haroldo Barbosa com música de Lúcio Alves, esta canção foi inicialmente gravada, em 1951, pelo Trio Madrigal: Edda Cardoso, Magda Marialba e Magda Oliveira. Dois meses depois regravada pelo cantor Alcides Gerardi e popularizada por Lúcio Alves em 1954.

Baião de Copacabana (baião, 1951) - Lúcio Alves e Haroldo Barbosa

Copacabana, Copacabana
Ai quem me dera
Que eu pudesse te deixar
A vida é cara, o sol me queima
Mas eu não posso viver bem
Noutro lugar
(bis)

Vem a conta do gás e do leite e da carne
Eu nem sei como hei de pagar
O meu lar é uma vaga de quarto
Mais caro que casa
De qualquer lugar

Ai de mim que será
Quando eu adormecer
De manhã ao despertar
Procurar e não te ver

Baião de Copacabana


Alcides Gerardi
Composição de Haroldo Barbosa com música de Lúcio Alves, esta canção foi inicialmente gravada, em 1951, pelo Trio Madrigal: Edda Cardoso, Magda Marialba e Magda Oliveira. Dois meses depois regravada pelo cantor Alcides Gerardi e popularizada por Lúcio Alves em 1954.

Baião de Copacabana (baião, 1951) - Lúcio Alves e Haroldo Barbosa

Copacabana, Copacabana
Ai quem me dera
Que eu pudesse te deixar
A vida é cara, o sol me queima
Mas eu não posso viver bem
Noutro lugar
(bis)

Vem a conta do gás e do leite e da carne
Eu nem sei como hei de pagar
O meu lar é uma vaga de quarto
Mais caro que casa
De qualquer lugar

Ai de mim que será
Quando eu adormecer
De manhã ao despertar
Procurar e não te ver

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Manias

Manias (samba-canção, 1955) - Celso e Flávio Cavalcanti

Lúcio Alves

Intro: F Bb7+ Am7 D7 Gm7 Gm6 F C9-

F7+ Gm7 Am7 Abm7 Gm7 C/Bb
Dentre as manias que eu tenho uma é gostar de você
F7+ Gm7 Am7 Abm7 Gm7 C/Bb C7
Mania é coisa que a gente tem mas não sabe porque
Cm7 F9 F9- Bb7+ Em9 A7
Mania de querer bem, às vezes de falar mal
Dm7 F/G G7 Gm7 C/Bb C13/9-
Mania de não deitar sem antes ler o jornal
F7+ Gm7 Am7 Abm7 Gm7 C/Bb C9-
De só entrar no chuveiro cantando a mesma canção
F7+ Gm7 Am7 Abm7 Gm7 C/Bb C7
De só pedir o cinzeiro depois da cinza no chão
Cm7 F9 F9- Bb7+ Em9 A7
Eu tenho várias manias, delas não faço segredo
Dm7 F/G G7 Gm7 C/Bb C13/9-
Quem pode ver tinta fresca sem logo passar o dedo
F7+ Gm7 Am7 Abm7 Gm7 C/Bb C9-
De contar sempre aumentado tudo o que diz ou que fez
F7+ Gm7 Am7 Abm7 Gm7 C/Bb C7
De guardar fósforo usado dentro da caixa outra vez
Cm7 F9 F9- Bb7+ Eb7
Mania é coisa que a gente tem mas não saber porque
F7+ Gm7 Am7 D5+/9 Gm7 G7 F Dm7 Gm9 C13
Dentre as manias que eu tenho uma é gostar de você
...
Gm7 C7 F7+ Eb/F Db/Eb F7+
...uma é gostar de você

quarta-feira, 3 de maio de 2006

De conversa em conversa

Tal como "Saia do caminho", lançado em 1946, "De Conversa em Conversa" explora o tema da separação amorosa. Só que de uma maneira diversa, pois, enquanto no samba anterior a protagonista aceita o fato resignadamente, aqui reage de forma decidida, procurando minimizar o trauma da separação: "Vivendo dessa maneira / continuar é besteira / não adianta não / o que passou é poeira / deixa de asneira / que eu não sou limão / não sou limão, não, não...".

Isaura Garcia e Os
Namorados da Lua
O curioso é que em "De Conversa em Conversa" o autor da letra é Haroldo Barbosa, irmão de Evaldo Rui, letrista de "Saia do Caminho", o que de certa maneira expõe as diferenças de estilo dos dois, sendo o primeiro irônico, prático, realista, em contraste com o segundo, mais chegado ao romantismo.
Lançado no rádio por Lúcio Alves (autor da melodia, quando tinha 16 anos) e os Namorados da Lua, com o título de "Não Sou Limão", o samba despertou a atenção de Isaura Garcia, que o gravou acompanhada pelo citado conjunto.

De conversa em conversa (samba, 1947) - Haroldo Barbosa e Lúcio Alves

                     F7+
Oi de conversa em conversa
Am7 G#m7 Gm7 D7 Gm7
Você vai arranjando um meio de brigar
G#º
Oi de palavra em palavra você está querendo
F F7+
É nos separar
Am7 G#m7
Parece até que o destino uniu-se com você
Gm7
Só pra me maltratar
C7/9
Pois cada dia que passa é mais uma tormenta
F7+
Que eu deixei ficar
Nosso viver não adianta
Am7 G#m7 Gm7 D7 Gm7
É melhor juntarmos nossos trapos
Arrume tudo que é seu
E7 A7 F7
Que vou separando os meus farrapos
Bb7+ Bbm7
Vivendo dessa maneira continuar é besteira
Am7 D7
Não adianta não, não, não
Gm7
O que passou é poeira
C7/9 F7+
Deixa de asneira que eu não sou limão
F#7+ F7+
Não sou limão, eu não!

sábado, 22 de abril de 2006

Maria

A necessidade urgente de uma música inédita para a peça teatral "Me deixa Ioiê" fez Luiz Peixoto criar os versos deste samba-canção sobre a melodia de "Bahia", uma composição pouco conhecida de Ary Barroso.

O nome Maria, que muito bem substituiu o do samba original, era uma homenagem à estrela da peça, a bela atriz portuguesa Maria Sampaio, famosa também pelo seu talento. Esforçando-se para impressionar a homenageada, Peixoto caprichou nos versos, sendo Maria uma de suas melhores produções.

Só o início - "Maria, o teu nome principia / na palma da minha mão... - já vale por um poema, e dos bons. Gravado duas vezes por Sílvio Caldas, este samba foi sucesso em 1934 e 1940.

Maria (samba-canção, 1933) - Luís Peixoto e Ary Barroso
----A--- Bbo-- E7--------------------- A
Maria ! /-------- O teu nome principia
------------------------Gbm-- B7------------------------- Bm
Na palma da minha mão / ------E cabe bem direitinho
-----------E7----------- A-- Co------- E7--- E7/5+
Dentro do meu coração--------- Maria
---A ----Bbo-- E7 ---------------------------A
Maria / ----------De olhos claros cor do dia
-------------------------Gbm--- B7----------------------- Bm
Como os de Nosso Senhor/----- Eu por vê-los tão de perto
E7----------------------- A-- Co----------- E7----- A7
Fiquei ceguinho de amor------------- Maria

--D------- A7-------D-- A7------ --D---- A7---- D
No dia, minha querida, em que juntinhos na vida
--------Ebo---------------- A---- Db7---- Gbm
Nós dois nos quisermos bem
-------------------------------Dbm-------- Gbm
A noite em nosso cantinho/ Hei de chamar-te
--------B7
baixinho
--------------------------------Bm--- E7---- E7/5+
Não hás de ouvir mais ninguém, Maria !

---A --------Bb0--- E7-------------------------- A
Maria ! /------------------- Era o nome que dizia
-----------------------Gbm---------------------------- Bm
Quando aprendi a falar / Da avózinha / Coitadinha
---------------E7-------- A---- C0 -------E7------ A7
Que não canso de chorar----------- Maria
-------D---------- A7----- D --A7------- D------ A7------- D
E quando eu morar contigo /---- Tu hás de ver que perigo
--------Eb0------------------ A---- Db7---- Gbm
Que isso vai ser, ai, meu Deus
-------------------------Gbm------ Dbm------- B7
Vai nascer todos os dias uma porção de Marias
--------------------------Bm----- E7 E7/5+ --------A F A
De olhinhos da cor do teus, Maria !----------- Maria !

sábado, 8 de abril de 2006

Lúcio Alves

Lúcio Ciribelli Alves, cantor, compositor e instrumentista, nasceu em Cataguases MG 28/1/1927 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 3/8/1993. Filho de um maestro da banda de Cataguases, aos seis anos começou a aprender violão. Um ano depois mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde aos nove anos participou do programa Bombonzinho, de Barbosa Júnior, cantando a música Juramento Falso (Pedro Caetano), na época grande sucesso de Orlando Silva.

Apresentou-se depois no Picolino, programa do mesmo Barbosa Júnior, na Rádio Mayrink Veiga. No ano seguinte, interpretou Aladim, na radio-novela Aladim e a lâmpada maravilhosa, da Rádio Nacional, onde também participou do programa Ora Bolas!, recebendo na época o apelido de "cantor das multidinhas", dado por Silvino Neto.

Em 1941, com um grupo de amigos, organizou o conjunto Namorados da Lua, destacando-se como violonista, crooner e arranjador. No mesmo ano, o grupo tirou o primeiro lugar num programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e, com a música Nós, os carecas (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti), uma das mais tocadas no Carnaval, venceu concurso carnavalesco do Teatro República, do Rio de Janeiro.

O conjunto gravou seu primeiro disco pela Victor, em 1942, cantando Vestidinho de iaiá e Té logo, sinhá (ambas de Assis Valente). Sempre como líder do conjunto, participou de várias formações diferentes do grupo, que, em seus seis anos de existência, gravou vários discos, atuou na Rádio Nacional e nos casinos Atlântico e Copacabana. Entusiasmado com o desempenho dos Namorados da Lua, começou também a compor e, em 1943, fez com Haroldo Barbosa o samba De conversa em conversa, originalmente intitulado Não sou limão, gravado quatro anos mais tarde por Isaura Garcia, na Victor.

Eu quero um samba (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida), gravado com sucesso em junho de 1945 pelo conjunto, chamou a atenção do público para sua voz e, ao serem desfeitos os Namorados da Lua, em 1947, tornou-se cantor independente, lançando sua primeira gravação individual pela Continental, em março de 1948, cantando Solidão, versão feita por Aluísio de Oliveira sobre o bolero Tres palabras (Osvaldo Farres), apresentada no filme Música, maestro, de Walt Disney. No mês seguinte, lançou novo disco, com Aquelas palavras e Seja feliz... adeus (ambas de Luís Bittencourt e Benny Woldorff).

Ainda em 1948 foi para Cuba, México e E.U.A., apresentando-se com o conjunto Anjos do Inferno, retornando alguns meses depois. Daí em diante gravou vários sucessos pela Continental, como Terminemos (Paulo Soledade e Fernando Lobo), Sábado em Copacabana (Carlos Guinle e Dorival Caymmi), Manias (Flávio e Celso Cavalcanti), Xodó (Jair Amorim e José Maria de Abreu), Valsa de uma cidade (Ismael Neto e Antônio Maria), Se o tempo entendesse (Marino Pinto e Mário Rossi) e Na paz do Senhor (José Maria de Abreu e Luiz Peixoto), todas gravadas no início da década de 1950 e grandes êxitos em disco.

Em 1952, novamente com Haroldo Barbosa, compôs Baião de Copacabana. Em junho de 1954, gravou em dupla com Dick Farney um 78 rpm pela Continental, com o samba Tereza da praia (Tom Jobim e Billy Blanco) e Casinha pequena, toada que compôs especialmente para o disco.

A partir de 1955, quando o gênero romântico da dupla começou a sair de moda , os sucessos se tornaram mais raros e ele passou a compor para outros cantores. No final da década de 1950 voltou a gravar, lançando o LP Cantando depois do sol, na Philips, que incluía Emília (Wilson Batista e Haroldo Lobo) e Minha palhoça (J. Cascata).

Com a bossa nova seu nome voltou a ter destaque e, além de participar de vários shows de televisão, boate e teatro, lançou novos LPs. Em 1960, na Odeon, gravou Lúcio Alves interpreta Dolores Duran, no qual homenageava a compositora falecida em outubro de 1959, cantando A noite do meu bem, Fim de caso e outras. Em 1961 gravou pela Philips o LP A bossa é nossa, que incluía Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira ), Nova ilusão (Luís Bittencourt e José Meneses), O samba da minha terra (Dorival Caymmi) e outras composições do gênero.

Em 1963 transferiu-se para a gravadora Elenco, de Aloysio de Oliveira, onde gravou o LP Balançamba, que também continha repertório típico da bossa nova, como Rio, Ah! se eu pudesse e O barquinho (todas de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). Na década de 1960 utilizou sua experiência, sobretudo em conjuntos vocais, orientando e produzindo gravações e programas de televisão. No programa da TV Record, de São Paulo SP, Corte Rayol Show, em 1965, produziu um quadro musical, Roda de samba, que reunia quatro cantores diferentes em interpretações de quartetos vocais.

Em 1973 passou a trabalhar como produtor musical da TV Educativa, do Rio de Janeiro, gravando ainda outro sucesso, Helena, Helena, Helena (Alberto Land). Em 1975 voltou a gravar na RCA o LP Lúcio Alves, que incluía músicas com nomes de mulher, entre as quais Juraci (Antônio Almeida e Ciro de Sousa), Januária (Chico Buarque), Lígia (Tom Jobim), Carolina (Chico Buarque) e Rosa (Pixinguinha e Otávio de Sousa). Em 1988 lançou o disco Há sempre um nome de mulher.

Algumas letras e músicas cifradas:

Lúcio Alves

Lúcio Ciribelli Alves, cantor, compositor e instrumentista, nasceu em Cataguases MG 28/1/1927 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 3/8/1993. Filho de um maestro da banda de Cataguases, aos seis anos começou a aprender violão. Um ano depois mudou-se para o Rio de Janeiro RJ, onde aos nove anos participou do programa Bombonzinho, de Barbosa Júnior, cantando a música Juramento Falso (Pedro Caetano), na época grande sucesso de Orlando Silva.

Apresentou-se depois no Picolino, programa do mesmo Barbosa Júnior, na Rádio Mayrink Veiga. No ano seguinte, interpretou Aladim, na radio-novela Aladim e a lâmpada maravilhosa, da Rádio Nacional, onde também participou do programa Ora Bolas!, recebendo na época o apelido de "cantor das multidinhas", dado por Silvino Neto.

Em 1941, com um grupo de amigos, organizou o conjunto Namorados da Lua, destacando-se como violonista, crooner e arranjador. No mesmo ano, o grupo tirou o primeiro lugar num programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e, com a música Nós, os carecas (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti), uma das mais tocadas no Carnaval, venceu concurso carnavalesco do Teatro República, do Rio de Janeiro.

O conjunto gravou seu primeiro disco pela Victor, em 1942, cantando Vestidinho de iaiá e Té logo, sinhá (ambas de Assis Valente). Sempre como líder do conjunto, participou de várias formações diferentes do grupo, que, em seus seis anos de existência, gravou vários discos, atuou na Rádio Nacional e nos casinos Atlântico e Copacabana. Entusiasmado com o desempenho dos Namorados da Lua, começou também a compor e, em 1943, fez com Haroldo Barbosa o samba De conversa em conversa, originalmente intitulado Não sou limão, gravado quatro anos mais tarde por Isaura Garcia, na Victor.

Eu quero um samba (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida), gravado com sucesso em junho de 1945 pelo conjunto, chamou a atenção do público para sua voz e, ao serem desfeitos os Namorados da Lua, em 1947, tornou-se cantor independente, lançando sua primeira gravação individual pela Continental, em março de 1948, cantando Solidão, versão feita por Aluísio de Oliveira sobre o bolero Tres palabras (Osvaldo Farres), apresentada no filme Música, maestro, de Walt Disney. No mês seguinte, lançou novo disco, com Aquelas palavras e Seja feliz... adeus (ambas de Luís Bittencourt e Benny Woldorff).

Ainda em 1948 foi para Cuba, México e E.U.A., apresentando-se com o conjunto Anjos do Inferno, retornando alguns meses depois. Daí em diante gravou vários sucessos pela Continental, como Terminemos (Paulo Soledade e Fernando Lobo), Sábado em Copacabana (Carlos Guinle e Dorival Caymmi), Manias (Flávio e Celso Cavalcanti), Xodó (Jair Amorim e José Maria de Abreu), Valsa de uma cidade (Ismael Neto e Antônio Maria), Se o tempo entendesse (Marino Pinto e Mário Rossi) e Na paz do Senhor (José Maria de Abreu e Luiz Peixoto), todas gravadas no início da década de 1950 e grandes êxitos em disco.

Em 1952, novamente com Haroldo Barbosa, compôs Baião de Copacabana. Em junho de 1954, gravou em dupla com Dick Farney um 78 rpm pela Continental, com o samba Tereza da praia (Tom Jobim e Billy Blanco) e Casinha pequena, toada que compôs especialmente para o disco.

A partir de 1955, quando o gênero romântico da dupla começou a sair de moda , os sucessos se tornaram mais raros e ele passou a compor para outros cantores. No final da década de 1950 voltou a gravar, lançando o LP Cantando depois do sol, na Philips, que incluía Emília (Wilson Batista e Haroldo Lobo) e Minha palhoça (J. Cascata).

Com a bossa nova seu nome voltou a ter destaque e, além de participar de vários shows de televisão, boate e teatro, lançou novos LPs. Em 1960, na Odeon, gravou Lúcio Alves interpreta Dolores Duran, no qual homenageava a compositora falecida em outubro de 1959, cantando A noite do meu bem, Fim de caso e outras. Em 1961 gravou pela Philips o LP A bossa é nossa, que incluía Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira ), Nova ilusão (Luís Bittencourt e José Meneses), O samba da minha terra (Dorival Caymmi) e outras composições do gênero.

Em 1963 transferiu-se para a gravadora Elenco, de Aloysio de Oliveira, onde gravou o LP Balançamba, que também continha repertório típico da bossa nova, como Rio, Ah! se eu pudesse e O barquinho (todas de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). Na década de 1960 utilizou sua experiência, sobretudo em conjuntos vocais, orientando e produzindo gravações e programas de televisão. No programa da TV Record, de São Paulo SP, Corte Rayol Show, em 1965, produziu um quadro musical, Roda de samba, que reunia quatro cantores diferentes em interpretações de quartetos vocais.

Em 1973 passou a trabalhar como produtor musical da TV Educativa, do Rio de Janeiro, gravando ainda outro sucesso, Helena, Helena, Helena (Alberto Land). Em 1975 voltou a gravar na RCA o LP Lúcio Alves, que incluía músicas com nomes de mulher, entre as quais Juraci (Antônio Almeida e Ciro de Sousa), Januária (Chico Buarque), Lígia (Tom Jobim), Carolina (Chico Buarque) e Rosa (Pixinguinha e Otávio de Sousa). Em 1988 lançou o disco Há sempre um nome de mulher.

Algumas letras e músicas cifradas: