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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Abel Silva

O compositor Abel Ferreira da Silva nasceu em Cabo Frio (RJ), em 28 de fevereiro de 1943, mas foi criado no bairro do Catete, para onde se mudou com a família, aos dois anos de idade. Estudou na Faculdade Nacional de Filosofia e Direito, liderando nas décadas de 60 e 70 os movimentos estudantis. Formado em Letras, em 1969, atuou na Escola de Comunicação, tendo sido editor do jornal Opinião e da revista de cultura Anima, ao lado do poeta e amigo Capinam.

Nessa época morou no Solar da Fossa, onde conviveu com Torquato Neto, Caetano Veloso e Gal Costa. Enveredou-se pela poesia e, no auge da repressão militar, em 1971, lançou o romance O Afogado. Em 74 publicou o livro de contos Açougue das Almas e em 79 seu primeiro livro de poesias, intitulado Asas.

Sua carreira de compositor começou por acaso. De sua amizade com Fagner surgiu a primeira parceria, Bodas de Sangue e depois Asa partida. Já como poeta-letrista, Abel marcou presença junto a compositores e intérpretes nordestinos, como João do Vale, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Robertinho do Recife e Amelinha.

Entres suas composições mais famosas encontramos: Festa do Interior e Espírito Esportivo (parcerias com Moraes Moreira), Brisa do Mar e Simples Carinho (com João Donato), Quando o amor acontece e Desenho de giz (com João Bosco), Água na boca (com Tunai) e Transparências (com Roberto Menescal).

Sua parceira mais constante foi a compositora Suely Costa, com quem Abel Silva criou obras-primas, como Jura secreta, Alma, O primeiro jornal, entre outras. Os melhores intérpretes de suas canções foram Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, Fagner, Cauby Peixoto, entre outros. Atualmente é Diretor Administrativo da União Brasileira de Compositores (UBC).

Fonte: Abel Silva - samba & choro

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Capinam

Capinam

Capinam (José Carlos Capinam) nasceu em Esplanada, Bahia, e é considerado um dos grandes letristas de sua geração, tendo participado ativamente do movimento tropicalista no fim da década de 60. Poeta desde a adolescência, mudou-se para Salvador aos 19 anos, onde iniciou o curso de Direito, na Universidade Federal da Bahia.

Militante fervoroso do CPC da UNE, fez logo amizade com Caetano Veloso e Gilberto Gil, na época cursando, respectivamente, as faculdades de Filosofia e de Administração de Empresas.

Com o golpe militar, em 1964, é forçado a deixar Salvador e vai morar em São Paulo, onde inicia os primeiros poemas de seu livro de estréia, Inquisitorial. Alguns anos depois, volta à capital baiana, desta vez para fazer Medicina, profissão que chega a exercer por algum tempo.

Paralelamente, intensifica o seu trabalho como poeta e participa do primeiro disco de Gilberto Gil, em 1966, dividindo a parceria na faixa Viramundo. No mesmo ano, sua música Canção para Maria, defendida e composta em parceria com Paulinho da Viola, é um dos destaques do II Festival de Música da Record, obtendo a terceira colocação.

Torna-se um dos mais assediados letristas da época e vence com Edu Lobo o Festival da Record de 1967, com a canção Ponteio. Volta a se aproximar de seus conterrâneos – compõe com Gil o clássico Soy loco por ti, América, e integra o histórico disco Tropicália (68), ao lado de Caetano, Gil, Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto.

Não diminui o seu ritmo como letrista e segue dividindo parcerias com grandes nomes da música, como Jards Macalé (em Gotham City, vaiadíssima no IV Festival Internacional da Canção de 1969), Fagner (em Como se Fosse) e Geraldo Azevedo (em For All Para Todos).

Em 2000, compôs a ópera Rei Brasil 500 Anos ao lado de Fernando Cerqueira e Paulo Dourado, uma crítica as comemoração dos 500 anos de Descobrimento do Brasil, e dividiu parceria nos novos discos de Tom Zé (em Perisséia) e de Sueli Costa (em Jardim).

Fonte: CliqueMusic.

Capinam

Capinam

Capinam (José Carlos Capinam) nasceu em Esplanada, Bahia, e é considerado um dos grandes letristas de sua geração, tendo participado ativamente do movimento tropicalista no fim da década de 60. Poeta desde a adolescência, mudou-se para Salvador aos 19 anos, onde iniciou o curso de Direito, na Universidade Federal da Bahia.

Militante fervoroso do CPC da UNE, fez logo amizade com Caetano Veloso e Gilberto Gil, na época cursando, respectivamente, as faculdades de Filosofia e de Administração de Empresas.

Com o golpe militar, em 1964, é forçado a deixar Salvador e vai morar em São Paulo, onde inicia os primeiros poemas de seu livro de estréia, Inquisitorial. Alguns anos depois, volta à capital baiana, desta vez para fazer Medicina, profissão que chega a exercer por algum tempo.

Paralelamente, intensifica o seu trabalho como poeta e participa do primeiro disco de Gilberto Gil, em 1966, dividindo a parceria na faixa Viramundo. No mesmo ano, sua música Canção para Maria, defendida e composta em parceria com Paulinho da Viola, é um dos destaques do II Festival de Música da Record, obtendo a terceira colocação.

Torna-se um dos mais assediados letristas da época e vence com Edu Lobo o Festival da Record de 1967, com a canção Ponteio. Volta a se aproximar de seus conterrâneos – compõe com Gil o clássico Soy loco por ti, América, e integra o histórico disco Tropicália (68), ao lado de Caetano, Gil, Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto.

Não diminui o seu ritmo como letrista e segue dividindo parcerias com grandes nomes da música, como Jards Macalé (em Gotham City, vaiadíssima no IV Festival Internacional da Canção de 1969), Fagner (em Como se Fosse) e Geraldo Azevedo (em For All Para Todos).

Em 2000, compôs a ópera Rei Brasil 500 Anos ao lado de Fernando Cerqueira e Paulo Dourado, uma crítica as comemoração dos 500 anos de Descobrimento do Brasil, e dividiu parceria nos novos discos de Tom Zé (em Perisséia) e de Sueli Costa (em Jardim).

Fonte: CliqueMusic.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Soy loco por ti, América

Capinam
Numa reunião no Hotel Danúbio, em São Paulo, o produtor Manoel Barenbein e o arranjador Júlio Medaglia discutiam com Caetano Veloso a ordem de localização das músicas de seu primeiro elepê, praticamente concluído, quando ouviram no rádio a notícia da morte de Ernesto Che Guevara. Imediatamente, Caetano ligou para Capinan e pediu uma letra sobre o assunto. Horas depois estava pronta “Soy Loco por Ti América”, com melodia de Gilberto Gil.

Esta canção-homenagem ao revolucionário Che é um baião, enxertado de ritmos latino-americanos, com letra no mais castiço portunhol, onde palmeiras tropicais se misturam a trincheiras “del hombre muerto”: “Soy loco por ti America / soy loco por ti de amores / estou aqui de passagem / sei que adiante / um dia vou morrer / de susto, de bala ou vício.”

O arranjo rumbado e o piano percussivo remetem a uma ambientação sonora — estilo latin America — dos filmes de Carmen Miranda, um dos símbolos do tropicalismo, disfarçando com perspicácia a referência a Guevara e, por extensão, à revolução cubana. Assim, incluída no disco à última hora, “Soy Loco por Ti América” salientou-se, sobretudo, pelo contraste com as demais faixas, apesar de sua melodia trivial.

Foi, de certa forma, o primeiro sinal de futuras incursões realizadas por Caetano no universo da música hispano-americana, cultivada em discos e shows e acumulando um considerável repertório do gênero (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Soy loco por ti, América (1968) - Gilberto Gil e Capinam

Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores
la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esse rancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo de conhecê-la
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite
se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta te comover
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer de bruços
Nos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa, guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira,
nos braços de quem me queira
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Corrida de jangada

Corrida de jangada - Capinam e Edu Lobo
Tom :D
Intro: D


Em7
Meu mestre deu a partida
A7 D
É hora vamos embora
Em7 A7
Nos rumos do litoral
D
Vamos embora
Em7
Na volta eu venho ligeiro
A7 D
Vamos embora
Em7 A7 D
Eu venho primeiro pra tomar seu coração
Em7 A7 D
É hora, é hora vamos embora
E/G# A/G D
Viração virando vai
Bm7 Am7
Olha o vento, a embarcação
G Gm D
Minha jangada não é navio não
D/G A7
Não é vapor nem avião
A#/A B/A
Mas carrega tanto amor
C/A Em7 A7 D
Dentro do seu coração
A7
Sou seu mestre, meu proeiro
D
Sou segundo, sou primeiro
Em7 A7 D
Olha reta de chegar, olha a reta de chegar
Em7 A7 D
Mestre proeiro, segundo, primeiro
Em7 A7 D
Reta de chegar, reta de chegar
E/G#
Meu barco é procissão
A/G D
Minha terra é minha igreja
G#m7 C#7 F#m7
O meu rosário no seu corpo vou rezar
B7 Em7
Minha noiva é meu rosário
A7 D
No seu corpo vou rezar
Em A7 D
É hora, vamos embora.

Cirandeiro

Cirandeiro - Capinam e Edu Lobo
Tom: Cm


Refrão:
           Cm       G/B         C/Bb
: Ó cirandeiro, ó cirandeiro, ó
F/A Ab Cm
A pedra do teu anel
G7/9- Cm
Brilha mais do que o sol :

Cm Cm7 Gm/Bb
A ciranda de estrelas
G7/9+ Cm
Caminhando pelo céu
Fm7 Cm
É o luar da lua cheia
Fm7 G/F Cm/Eb
É o farol de Santarém
Ab Dm7/5- Cm Cm7
Não é lua nem estrela

Ab7+ Cm Cm7
: É saudade clareando
Db G/B Cm
Nos olhinhos de meu bem :


Refrão

Cm Cm7 Gm/Bb
A ciranda de sereno
G7/9+ Cm
Visitando a madrugada
Fm7 Cm
O espanto achei dormindo
Fm7 G7 Eb7/13
Nos sonhos da namorada
Ab7+ Dm7/5- Cm Cm7
Que serena dorme e sonha

Ab7+ Cm Cm7
: Carregada pelo vento
Db G/B Cm
Num andor de nuvem clara :


Refrão

Cm Cm7 Gm/Bb
São sete estrelas correndo
G7/9+ Cm
Sete juras a jurar
Fm7 Cm
Três Marias, Três Marias
Fm7 Db7/5- Eb7/13
Se cuidem de bom cuidar
Ab7+ Dm7/5- Cm Cm7
No amor e o juramento

Fm7 Cm Cm7
: Que a estrela D'alva chora
Db G/B Cm
De nos sete acreditar :

Ponteio

Recém-chegado de uma viagem à Europa, Edu Lobo não se sentia inclinado a participar do III Festival de MPB da TV Record, apesar da insistência de Dori Caymmi, que lhe pedia uma letra para a canção que deveria inscrever. De qualquer forma, procurando atender o amigo, começou a pensar no assunto e até encontrou um mote, que lhe pareceu de forte apelo popular: “Ai, quem me dera agora /eu tivesse a viola pra cantar.”

A parceria entretanto gorou, pois Dori optou por Nelson Mota, com quem ganhara o festival da TV Rio com “Saveiros”, e que acabou fazendo os versos da canção, “O Cantador”, defendida no festival por Elis Regina. Mas o mote permaneceu e, desenvolvido por Edu, originou outra composição, que ele entregaria a Capinan para letrar, aproveitando uma idéia que anotara num caderno de projetos: “Ponteio”.

Já então decidido a participar do festival da Record, o compositor convidou o amigo de infância Téo de Barros e o Quarteto Novo (Hermeto Pascoal, Heraldo Monte, Airto Moreira e Téo) para ensaiarem e participarem do arranjo de “Ponteio”. Chamou ainda o conjunto Momento Quatro e uma amiga do Teatro e Arena, a cantora Marília Medalha, cuja apresentação cênica teve a orientação de Augusto Boal. Após a introdução, com a flauta de Hermeto, a extensa letra da canção, entremeada por repetições do mote original, é entoada em diferentes climas e num crescendo intenso, que culmina no final triunfante.

Assim “Ponteio” venceu um dos mais disputados festivais de todos os tempos, sobrepujando com os aplausos do público a “Domingo no Parque”, “Roda Viva”, “Alegria, Alegria” e até “O Cantador”, a preferida de Edu. Do ponto de vista rítmico, a vencedora inovou com um ponteado no desenho dos baixos (colcheia-semicolcheia-colcheia-colcheia), dando a sensação de um baião mais sincopado do que o típico baião de Luiz Gonzaga.

Esta levada seria aproveitada por Edu em outras composições como “Casa Forte”, “Zanzibar” e “Currupião”, tornando-se ainda modelo de um baião de andamento mais veloz, muito utilizado em temas instrumentais por outros compositores. Posteriormente, ele constatou que esse desenho rítmico já existia em peças de Heitor Villa-Lobos. “Ponteio” tem gravações memoráveis como as de Radamés Gnattali, Sivuca, Zimbo Trio e, no exterior, a da big-band de Woody Herman (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Ponteio (1967) - Edu Lobo e Capinam
                                            F#
Era um, era dois, era cem, vieram prá me perguntar:
Ô voce, de onde vai, de onde vem,
A#m7
diga logo o que tem prá contar
C#7+
Parado no meio do mundo, senti chegar meu momento
A#m7
Olhei pro mundo e nem via,
Gm C
nem sombra, nem sol, nem vento
F D# F D#
Quem me dera agora eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
F D# F D#
Quem me dera agora eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
F D# F D#
Quem me dera agora eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
F D#
Quem me dera agora,
F D# (Fm F#)
eu tivesse a viola prá cantar, prá cantar
Fm
Era um dia, era claro, quase meio,
F#
era um canto calado, sem ponteio
Violência, viola, violeiro,
Fm
era morte em redor, mundo inteiro
Era um dia, era claro, quase meio,
F#
tinha um que jurou me quebrar
Mas não lembro de dor nem receio,
A#m7
só sabia das ondas do mar
C#7+
Jogaram a viola no mundo, mas fui lá no fundo buscar
A#m7
Se eu tomo e viola, ponteio,
Gm C
meu canto não posso parar, não
F D#
Quem me dera agora,
F D#
eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
F D#
Quem me dera agora,
F D#
eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
F D# F D#
Quem me dera agora, eu tivesse a viola prá cantar,
ponteio, ponteio, todo mundo pontear
F D#
Quem me dera agora,
F D# (Fm F#)
eu tivesse a viola prá cantar, pontear
Fm

Era um, era dois, era cem, era um dia,
F#
era claro, quase meio
Encerrar meu cantar já convém,
Fm
prometendo um novo ponteio
Certo dia que sei por inteiro,
F#
eu espero, não vai demorar

Esse dia estou certo que vem,
A#m7
diga logo que vim prá buscar
C#7+
Correndo no meio do mundo, não deixo a viola de lado,
A#m7 Gm C
Vou ver o tempo mudado, e um novo lugar prá cantar
F D#
Quem me dera agora,.........

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Papel marchê

Inspirado pelas esculturas em papier marché de Ângela Bosco, mulher de João Bosco, o poeta José Carlos Capinan compôs a letra deste romântico bolero, mais cubano do que mexicano: “Cores do mar / festa do sol / vida é fazer todo o sonho brilhar / (...) / e depois acordar / sendo o seu colorido brinquedo / de papel marchê...”

Incluído em Gaga birô, um dos melhores discos de João Bosco, “Papel Marchê” tem na introdução um glissé do baixista Jamil Joanes que acabou se identificando à bela melodia. Cantando várias frases em falsete, o que fascina a platéia feminina, João arremata a canção com uma variação sobre o tema da segunda parte, entoando sons meio afros, que passaram a ser uma de suas marcas como intérprete e poderiam remeter a Clementina de Jesus, com quem ele realizara uma temporada anos antes, no Projeto Pixinguinha.

A popularidade de “Papel Marchê” duplicou quando a canção foi incluída na trilha da telenovela “Corpo a Corpo”, exibida no período de dezembro de 84 a junho de 85 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Papel marchê (1985) - João Bosco e Capinan

Tom: F7+

Intro: F7+ Dm7/9 C7+/5+ A7/5+
D7/9 G7/13 Db7/9+ C7+ C7/9


F7+
Cores do mar,
Dm7/9
Festa do sol,
C7+/5+ A7/5+
Vida é fazer todo sonho brilhar
Fm7
Ser feliz,
G7/13 Db7/9+
No teu colo dormir
C7+
E depois acordar,
A7/5+
Sendo o seu colorido
D7/9 G7/13 C7+ E7/9-
Brinquedo de papel machê
Am7+ F7+
Dormir no teu colo é tornar a nascer

Dm7/9
Violeta e azul
Em7 A7/5+
Outro ser, luz do querer
F7+
Não vá desbotar
Dm7/9
Lilás cor do mar
C7+/5+
Seda cor do batom
A7/5+
Arco-Íris crepom
D7/9
Nada vai desbotar
G7/13 Db7/9+ C7+ E7/9-
Brinquedo de papel machê
(Repete introdução)