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sábado, 12 de janeiro de 2008

César Ladeira

César Ladeira (César Rocha Brito Lacerda), locutor e produtor de rádio, nasceu em 01/12/1910, Campinas, São Paulo, e faleceu em 08/09/1969. Era aluno da faculdade de Direito quando, em 1931, ficou seduzido pelo rádio, que começava a tomar um impulso extraordinário em todo o Brasil, e estreou como locutor na Rádio Record.

Sua fama transpôs as fronteiras do estado de São Paulo e espalhou-se por todo o país em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, quando sempre à meia-noite, transmitia com entusiasmo as idéias do movimento.

Em 1933, chegava ao Rio de Janeiro para assinar contrato na Rádio Mayrink Veiga, como locutor e diretor artístico. Deu novo ritmo à programação da emissora, dividindo-a em horários definidos e especializados, e um epíteto consagrador a cada artista do seu elenco, como “pequena notável”, para Carmen Miranda; “o cantor que dispensa adjetivos”, para Carlos Galhardo; e “o cantor das mil e uma fãs”, para Ciro Monteiro.

Despertou o gosto dos ouvintes para a crônica vibrante, o editorial e o comentário e difundiu programas literário-musicais de fim de noite, estimulando a cultura e colocando a Mayrink Veiga na preferência dos ouvintes.

Locutor mais imitado do rádio brasileiro, em 1948 transferiu-se para a Rádio Nacional, onde apresentou com grande sucesso o programa Seu criado, obrigado, ao lado de Dayse Lúcidi, durante dez anos, e a Crônica da cidade, por 20 anos.

Marido da atriz Renata Fronzi, César Ladeira participou ainda de alguns filmes brasileiros e criou a Empresa Brasileira de Comédias Musicais, produzindo o Café Concerto, espetáculo de luxo encenado nas boates cariocas Casablanca e Acapulco. Em 1967, apresentava-se em teatros de comédia na extinta TV Tupi do Rio.

Fontes: Nomes que Fizeram a História do Rádio; VIP - 1 de dezembro.

César Ladeira

César Ladeira (César Rocha Brito Lacerda), locutor e produtor de rádio, nasceu em 01/12/1910, Campinas, São Paulo, e faleceu em 08/09/1969. Era aluno da faculdade de Direito quando, em 1931, ficou seduzido pelo rádio, que começava a tomar um impulso extraordinário em todo o Brasil, e estreou como locutor na Rádio Record.

Sua fama transpôs as fronteiras do estado de São Paulo e espalhou-se por todo o país em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, quando sempre à meia-noite, transmitia com entusiasmo as idéias do movimento.

Em 1933, chegava ao Rio de Janeiro para assinar contrato na Rádio Mayrink Veiga, como locutor e diretor artístico. Deu novo ritmo à programação da emissora, dividindo-a em horários definidos e especializados, e um epíteto consagrador a cada artista do seu elenco, como “pequena notável”, para Carmen Miranda; “o cantor que dispensa adjetivos”, para Carlos Galhardo; e “o cantor das mil e uma fãs”, para Ciro Monteiro.

Despertou o gosto dos ouvintes para a crônica vibrante, o editorial e o comentário e difundiu programas literário-musicais de fim de noite, estimulando a cultura e colocando a Mayrink Veiga na preferência dos ouvintes.

Locutor mais imitado do rádio brasileiro, em 1948 transferiu-se para a Rádio Nacional, onde apresentou com grande sucesso o programa Seu criado, obrigado, ao lado de Dayse Lúcidi, durante dez anos, e a Crônica da cidade, por 20 anos.

Marido da atriz Renata Fronzi, César Ladeira participou ainda de alguns filmes brasileiros e criou a Empresa Brasileira de Comédias Musicais, produzindo o Café Concerto, espetáculo de luxo encenado nas boates cariocas Casablanca e Acapulco. Em 1967, apresentava-se em teatros de comédia na extinta TV Tupi do Rio.

Fontes: Nomes que Fizeram a História do Rádio; VIP - 1 de dezembro.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Osvaldo Sargentelli

Sargentelli
Osvaldo Sargentelli, sambista, produtor, locutor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de dezembro de 1924. Considerado o mestre das mulatas, um boêmio inveterado, dono de casas noturnas no Rio e São Paulo. Ficaram famosas as “Mulatas do Sargentelli”, lendárias bailarinas que desfilaram a beleza brasileira entre as décadas de 60 e 80, mexendo com a imaginação dos jovens e adultos da época, no Brasil e no exterior.

Sobrinho do compositor Lamartine Babo, era seu profundo admirador e curtia suas composições, desde as marchinhas de carnaval, às lindas canções e os hinos dos clubes do futebol cariocas. Em plena ditadura ele ousou fazer shows acompanhado por mulatas estonteantes. Seu grande sucesso foi o espetáculo “Sargentelli e as mulatas que não estão no mapa”, na década de 70.

Sargentelli amava o samba, era portelense, filho de Ogum, Iemanjá, Oxum e Oxossi. Era o rei do bate papo, da conversa de botequim, do samba da caixinha de fósforo, do bom humor, da irreverência. Era também botafoguense doente. Falar mal do Garrincha ou do Nilton Santos era xingar a mãe dele.

Quem tem mais de quarenta anos, ouvia rádio e assistia televisão estará lembrando dos programas “Viva meu samba” nos anos 50 e 60, pelas rádios, Mundial, Guanabara e Mauá, das entrevistas contudentes na TV, em que a voz de trovão imprensava políticos e gente famosas na parede, com perguntas picantes, ou de sua participação como jurado, “Gente Boa” no programa Flávio Cavalcanti, importou turistas e exportou a imagem do Rio e do Brasil levando seus shows à Europa, Estados Unidos, México, Caribe e América do Sul.

Sargentelli transitava por todas essas atividades com o mesmo talento, o mesmo bom humor e a mesma irreverência que fizeram dele, um carioca típico.

Sua casa de show Oba-Oba em Ipanema, entre outras que trabalhou, tornou-se uma ponte entre a cultura popular afro-brasileira, oriunda do centro. Zona norte, e dos subúrbios e da cultura da elite da zona sul, que recebeu de braços abertos aquela explosão de samba, fantasia, canto e da beleza da enchendo a casa de cariocas, brasileiros de todos os estados e turistas de todo o mundo.

Foi pioneiro em mostrar, que shows unicamente com mulatas, negros, caboclos e cafuzos, tinham energia, qualidade e profissionalismo suficiente para se apresentar em qualquer lugar, sem precisar contar com estrangeiros ou estrelas de fora.

Osvaldo Sargentelli faleceu aos 78 anos, em 12 de abril de 2002.

Osvaldo Sargentelli

Osvaldo Sargentelli, sambista, produtor, locutor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de dezembro de 1924. Considerado o mestre das mulatas, um boêmio inveterado, dono de casas noturnas no Rio e São Paulo. Ficaram famosas as “Mulatas do Sargentelli”, lendárias bailarinas que desfilaram a beleza brasileira entre as décadas de 60 e 80, mexendo com a imaginação dos jovens e adultos da época, no Brasil e no exterior.

Sobrinho do compositor Lamartine Babo, era seu profundo admirador e curtia suas composições, desde as marchinhas de carnaval, às lindas canções e os hinos dos clubes do futebol cariocas. Em plena ditadura ele ousou fazer shows acompanhado por mulatas estonteantes. Seu grande sucesso foi o espetáculo “Sargentelli e as mulatas que não estão no mapa”, na década de 70.

Sargentelli amava o samba, era portelense, filho de Ogum, Iemanjá, Oxum e Oxossi. Era o rei do bate papo, da conversa de botequim, do samba da caixinha de fósforo, do bom humor, da irreverência. Era também botafoguense doente. Falar mal do Garrincha ou do Nilton Santos era xingar a mãe dele.

Quem tem mais de quarenta anos, ouvia rádio e assistia televisão estará lembrando dos programas “Viva meu samba” nos anos 50 e 60, pelas rádios, Mundial, Guanabara e Mauá, das entrevistas contudentes na TV, em que a voz de trovão imprensava políticos e gente famosas na parede, com perguntas picantes, ou de sua participação como jurado, “Gente Boa” no programa Flávio Cavalcanti, importou turistas e exportou a imagem do Rio e do Brasil levando seus shows à Europa, Estados Unidos, México, Caribe e América do Sul.

Sargentelli transitava por todas essas atividades com o mesmo talento, o mesmo bom humor e a mesma irreverência que fizeram dele, um carioca típico.

Sua casa de show Oba-Oba em Ipanema, entre outras que trabalhou, tornou-se uma ponte entre a cultura popular afro-brasileira, oriunda do centro. Zona norte, e dos subúrbios e da cultura da elite da zona sul, que recebeu de braços abertos aquela explosão de samba, fantasia, canto e da beleza da enchendo a casa de cariocas, brasileiros de todos os estados e turistas de todo o mundo.

Foi pioneiro em mostrar, que shows unicamente com mulatas, negros, caboclos e cafuzos, tinham energia, qualidade e profissionalismo suficiente para se apresentar em qualquer lugar, sem precisar contar com estrangeiros ou estrelas de fora.

Osvaldo Sargentelli faleceu aos 78 anos, em 12 de abril de 2002.

domingo, 21 de outubro de 2007

Tibério Gaspar


Tibério Gaspar Rodrigues Pereira, compositor, produtor musical e violonista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 11/9/1943. Ingressou na Faculdade de Engenharia, mas abandonou o curso para dedicar-se à música.

Iniciou sua carreira profissional em 1967, trabalhando em parceria com Antônio Adolfo. As primeiras composições da dupla foram Caminhada, finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), Tema triste e Rosa branca. Ainda nesse ano, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação da canção Caminhada, por Agostinho dos Santos

Em 1968, sua canção Sá Marina (com Antonio Adolfo) foi gravada, com enorme sucesso, por Wilson Simonal. Também nesse ano, trabalhou na produção e direção musical do evento Música Nossa (Teatro Santa Rosa, RJ), ao lado de Roberto Menescal, Mário Telles, Ugo Marotta e Paulo Sérgio Valle. No ano seguinte, participou do IV Festival Internacional da Canção com Juliana (com Antonio Adolfo), defendida pelo conjunto A Brasuca e classificada em 2º lugar no evento. 

Em 1970, representou o Brasil na Olimpíada da Canção de Atenas (Grécia), com Teletema (com Antonio Adolfo), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar. Nesse mesmo ano, venceu o V Festival Internacional da Canção com BR-3 (com Antonio Adolfo), defendida por Toni Tornado e Trio Ternura.
Participou, como compositor, de trilhas sonoras para o cinema, com destaque para os filmes O matador profissional, Balada dos infiéis, Ascenção e queda de um paquera, Memórias de um gigolô, O enterro da cafetina, Romualdo e Juliana e Beth Balanço. Ainda como compositor, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como O cafona, Véu de noiva, Assim na terra como no céu, Verão vermelho e Irmãos Coragem

Classificou canções em vários festivais, como II Canta Rio-Sul, Festival de Alegre, Festival de São Silvério, Festival de São Simão, Festival de Pinheiros, Festival de Boa Esperança, XV Festival Antense da Canção, Festival de Ilha Solteira, Festival de Piraí, Festival de Juiz de Fora, Festival de Diamantina, Festival de Itumbiara e Festival de Montanha, além dos já citados. 

Participou da produção de discos de artistas como Antonio Adolfo & A Brazuca, Ruy Maurity, Toni Tornado, Cristina Conrado e Eudes, entre outros, além de ter assinado, para a Prefeitura de Sapucaia, a produção do CD do XV Festival Antense da Canção. 

Trabalhou também na área publicitária, tendo ocupado, em 1977 e 1978, o cargo de diretor geral da Aquarius Produções, responsável pela produção de inúmeras peças publicitárias para todo o Brasil. Compôs jingles para clientes como Leite Gogó, Sérgio Dourado, Caixa Econômica Federal, Adidas, Caderneta de Poupança Letra, Caderneta de Poupança Delfim, Carrocerias Randon, Sudantex, Lanjal e Coca-Cola, entre outros. 

Criou e produziu, em 1986, o jingle institucional de fim de ano da Rede Manchete de Televisão. Como produtor de televisão, atuou, com Lúcio Alves, no III Festival Universitário (TV Tupi) e no programa Som Livre Exportação (TV Globo), no qual participou também como apresentador, ao lado de Elis Regina, Rita Lee, Susana de Moraes e Ivan Lins. 

Trabalhou na produção e direção de shows de artistas como Ruy Maurity e Belchior (Teatro Carioca), Antonio Adolfo & A Brazuca (Teatro Casa Grande), Johnny Alf (Teatro de Bolso), Tony Tornado (Teatro Copacabana Palace), Maria Alcina (Teatro Copacabana Palace), Nonato Buzar (Hotel Intercontinental), Leonardo Ribeiro (Vinicius Piano Bar), Cristina Conrado (People e Mistura Fina), além de ter dirigido a cantora Elza Soares no show Passaporte (Teatro Rival). 

Como intérprete de suas canções, lançou, em 2002, o CD Tibério canta Gaspar. Em 2005, representou o Brasil no Festival Internacional de Viña del Mar com sua canção Matilde (com Guto Araújo), interpretada pela cantora Cristina Conrado. 

Fonte: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

Tibério Gaspar


Tibério Gaspar Rodrigues Pereira, compositor, produtor musical e violonista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 11/9/1943. Ingressou na Faculdade de Engenharia, mas abandonou o curso para dedicar-se à música.

Iniciou sua carreira profissional em 1967, trabalhando em parceria com Antônio Adolfo. As primeiras composições da dupla foram Caminhada, finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), Tema triste e Rosa branca. Ainda nesse ano, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação da canção Caminhada, por Agostinho dos Santos

Em 1968, sua canção Sá Marina (com Antonio Adolfo) foi gravada, com enorme sucesso, por Wilson Simonal. Também nesse ano, trabalhou na produção e direção musical do evento Música Nossa (Teatro Santa Rosa, RJ), ao lado de Roberto Menescal, Mário Telles, Ugo Marotta e Paulo Sérgio Valle. No ano seguinte, participou do IV Festival Internacional da Canção com Juliana (com Antonio Adolfo), defendida pelo conjunto A Brasuca e classificada em 2º lugar no evento. 

Em 1970, representou o Brasil na Olimpíada da Canção de Atenas (Grécia), com Teletema (com Antonio Adolfo), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar. Nesse mesmo ano, venceu o V Festival Internacional da Canção com BR-3 (com Antonio Adolfo), defendida por Toni Tornado e Trio Ternura.
Participou, como compositor, de trilhas sonoras para o cinema, com destaque para os filmes O matador profissional, Balada dos infiéis, Ascenção e queda de um paquera, Memórias de um gigolô, O enterro da cafetina, Romualdo e Juliana e Beth Balanço. Ainda como compositor, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como O cafona, Véu de noiva, Assim na terra como no céu, Verão vermelho e Irmãos Coragem

Classificou canções em vários festivais, como II Canta Rio-Sul, Festival de Alegre, Festival de São Silvério, Festival de São Simão, Festival de Pinheiros, Festival de Boa Esperança, XV Festival Antense da Canção, Festival de Ilha Solteira, Festival de Piraí, Festival de Juiz de Fora, Festival de Diamantina, Festival de Itumbiara e Festival de Montanha, além dos já citados. 

Participou da produção de discos de artistas como Antonio Adolfo & A Brazuca, Ruy Maurity, Toni Tornado, Cristina Conrado e Eudes, entre outros, além de ter assinado, para a Prefeitura de Sapucaia, a produção do CD do XV Festival Antense da Canção. 

Trabalhou também na área publicitária, tendo ocupado, em 1977 e 1978, o cargo de diretor geral da Aquarius Produções, responsável pela produção de inúmeras peças publicitárias para todo o Brasil. Compôs jingles para clientes como Leite Gogó, Sérgio Dourado, Caixa Econômica Federal, Adidas, Caderneta de Poupança Letra, Caderneta de Poupança Delfim, Carrocerias Randon, Sudantex, Lanjal e Coca-Cola, entre outros. 

Criou e produziu, em 1986, o jingle institucional de fim de ano da Rede Manchete de Televisão. Como produtor de televisão, atuou, com Lúcio Alves, no III Festival Universitário (TV Tupi) e no programa Som Livre Exportação (TV Globo), no qual participou também como apresentador, ao lado de Elis Regina, Rita Lee, Susana de Moraes e Ivan Lins. 

Trabalhou na produção e direção de shows de artistas como Ruy Maurity e Belchior (Teatro Carioca), Antonio Adolfo & A Brazuca (Teatro Casa Grande), Johnny Alf (Teatro de Bolso), Tony Tornado (Teatro Copacabana Palace), Maria Alcina (Teatro Copacabana Palace), Nonato Buzar (Hotel Intercontinental), Leonardo Ribeiro (Vinicius Piano Bar), Cristina Conrado (People e Mistura Fina), além de ter dirigido a cantora Elza Soares no show Passaporte (Teatro Rival). 

Como intérprete de suas canções, lançou, em 2002, o CD Tibério canta Gaspar. Em 2005, representou o Brasil no Festival Internacional de Viña del Mar com sua canção Matilde (com Guto Araújo), interpretada pela cantora Cristina Conrado. 

Fonte: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

quarta-feira, 14 de março de 2007

João Roberto Kelly

João Roberto Kelly
João Roberto Kelly (João Roberto Esteves Kelly), compositor, cantor e produtor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 23/6/1937. Aos 11 anos, começou a tocar piano de ouvido, aprendendo com a mãe e a avó, ambas pianistas. Depois estudou com professora particular e começou a compor.

Iniciou carreira em 1957, fazendo a partitura da revista Sputnik no morro, que Geysa Bôscoli e Leon Eliachar apresentaram no Teatrinho Jardel, no Rio de Janeiro, em 1957.

Estreou na televisão em 1963, fazendo a abertura musical dos programas da TV Excelsior, onde mais tarde, convidado por Carlos Manga e Chico Anísio, passou a musicar os quadros dos seus shows humorísticos, participando, assim, de um dos programas mais famosos na época (1964), Times Square.

Daí em diante, dedicou-se a televisão, tendo sido produtor e apresentador em varies canais de televisão no Rio de Janeiro — na TV-Rio, produziu Praça Onze, Noites Cariocas e Musikelly; na TV Globo, foi apresentador de Espetáculos Tonelux; e, em 1970, voltando para a TV-Rio, produziu e apresentou Rio Dá Samba.

Tornou-se mais conhecido como compositor carnavalesco, destacando se em vários Carnavais das décadas de 1960 e 1970: em 1964 fez grande sucesso com Cabeleira do Zezé (com Roberto Faissal), marcha gravada por Jorge Goulart; no ano seguinte, Emilinha Borba gravou com êxito sua marchinha Mulata iê iê iê e Dalva de Oliveira interpretou em disco o Rancho da Praça Onze (com Chico Anísio), música que já havia, sido apresentada ao publico em 1960 e que foi modificada para o relançamento; em 1967, sua música Colombina iê-iê-iê (com David Nasser) foi uma das mais cantadas no Carnaval; e, em 1971, sua marcha Paz e amor (com Toninho) foi defendida por Clóvis Bornay.

Venceu, em 1972, o concurso de Carnaval da TV Tupi com Israel (com Carlos Gonçalves dos Santos), cantada por Emilinha Borba, e recebeu o Medalhão de Ouro da TV Globo, em 1974, pelo seu Cordão da Bahia. Ainda nesse ano, gravou um LP pela Odeon, cantando sucessos seus como Boato e Gamação, gravados anteriormente por cantores como Elza Soares, Miltinho e Dóris Monteiro.

Obras
Boato, samba, 1961; Brotinho bossa nova, samba, 1960; Cabeleira do Zezé (c/Roberto Faissal), marcha, 1964; Colombina iê-iê-iê (c/David Nasser), samba, 1967; Dor de cotovelo, samba, 1961; Figurinha de boate, samba, 1961; Gamação, samba, 1962; Joga a chave, meu amor (c/J. Rui), marcha, 1965; Linda mascarada (c/David Nasser), marcha-rancho, 1967; Mulata iê-iê-iê, marcha 1965; Rancho da Praça Onze (c/Chico Anísio), marcha rancho, 1965; Rancho do Lalá (c/David Nasser), marcha. 1967; Samba do teleco-teco, samba, 1958; Só vou de balanço, samba, 1963; Times Square (c/Meira Guimarães), hully-gully, 1964.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

João Roberto Kelly

João Roberto Kelly
João Roberto Kelly (João Roberto Esteves Kelly), compositor, cantor e produtor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 23/6/1937. Aos 11 anos, começou a tocar piano de ouvido, aprendendo com a mãe e a avó, ambas pianistas. Depois estudou com professora particular e começou a compor.

Iniciou carreira em 1957, fazendo a partitura da revista Sputnik no morro, que Geysa Bôscoli e Leon Eliachar apresentaram no Teatrinho Jardel, no Rio de Janeiro, em 1957.

Estreou na televisão em 1963, fazendo a abertura musical dos programas da TV Excelsior, onde mais tarde, convidado por Carlos Manga e Chico Anísio, passou a musicar os quadros dos seus shows humorísticos, participando, assim, de um dos programas mais famosos na época (1964), Times Square.

Daí em diante, dedicou-se a televisão, tendo sido produtor e apresentador em varies canais de televisão no Rio de Janeiro — na TV-Rio, produziu Praça Onze, Noites Cariocas e Musikelly; na TV Globo, foi apresentador de Espetáculos Tonelux; e, em 1970, voltando para a TV-Rio, produziu e apresentou Rio Dá Samba.

Tornou-se mais conhecido como compositor carnavalesco, destacando se em vários Carnavais das décadas de 1960 e 1970: em 1964 fez grande sucesso com Cabeleira do Zezé (com Roberto Faissal), marcha gravada por Jorge Goulart; no ano seguinte, Emilinha Borba gravou com êxito sua marchinha Mulata iê iê iê e Dalva de Oliveira interpretou em disco o Rancho da Praça Onze (com Chico Anísio), música que já havia, sido apresentada ao publico em 1960 e que foi modificada para o relançamento; em 1967, sua música Colombina iê-iê-iê (com David Nasser) foi uma das mais cantadas no Carnaval; e, em 1971, sua marcha Paz e amor (com Toninho) foi defendida por Clóvis Bornay.

Venceu, em 1972, o concurso de Carnaval da TV Tupi com Israel (com Carlos Gonçalves dos Santos), cantada por Emilinha Borba, e recebeu o Medalhão de Ouro da TV Globo, em 1974, pelo seu Cordão da Bahia. Ainda nesse ano, gravou um LP pela Odeon, cantando sucessos seus como Boato e Gamação, gravados anteriormente por cantores como Elza Soares, Miltinho e Dóris Monteiro.

Obras
Boato, samba, 1961; Brotinho bossa nova, samba, 1960; Cabeleira do Zezé (c/Roberto Faissal), marcha, 1964; Colombina iê-iê-iê (c/David Nasser), samba, 1967; Dor de cotovelo, samba, 1961; Figurinha de boate, samba, 1961; Gamação, samba, 1962; Joga a chave, meu amor (c/J. Rui), marcha, 1965; Linda mascarada (c/David Nasser), marcha-rancho, 1967; Mulata iê-iê-iê, marcha 1965; Rancho da Praça Onze (c/Chico Anísio), marcha rancho, 1965; Rancho do Lalá (c/David Nasser), marcha. 1967; Samba do teleco-teco, samba, 1958; Só vou de balanço, samba, 1963; Times Square (c/Meira Guimarães), hully-gully, 1964.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

domingo, 29 de outubro de 2006

Paulo Soledade

Paulo Soledade (Paulo Gurgel Valente do Amaral) nasceu em 1919 Paranaguá, PR, e morreu em 1999 no Rio de Janeiro, RJ. Compositor, produtor de shows, empresário. Interessou-se por música desde a infância, mas sua primeira atividade artística foi como ator.

Em fins da década de 1930, trabalhou em um pequeno grupo onde atuavam Gustavo Dória, Luísa Barreto Leite, Ziembinski, entre outros. Na década de 1940, viajou para os Estados Unidos para realizar curso de piloto de caça. Regressou como tenente da Força Aérea Norte-Americana, ingressando posteriormente em uma companhia aérea comercial como comandante. Manteve-se nessa função por um período de sete anos, abandonando-a por problemas de saúde.

Fundou no Rio de Janeiro o "Clube dos Cafajestes", grupo de boêmios que ficou famoso com o "Hino dos cafajestes" que ele compôs para grupo. Nessa época atuou também como produtor de shows.

Em 1950, teve sua primeira composição gravada, a marcha Zum zum, com Fernando Lobo lançada por Dalva de Oliveira. Foi um grande sucesso do Carnaval. Nos anos seguintes, teve muito êxito com as composições feitas em parceria com Marino Pinto, Fernando Lobo e outros. Suas músicas foram gravadas por cantoras como Araci de Almeida, Eliseth Cardoso, Linda Batista, Emilinha Borba.

Em 1961, abriu a Boate "Zum-Zum", onde apresentava produções de Aloysio de Oliveira, quase sempre ligadas ao novo movimento musical carioca – a Bossa Nova –, do qual participavam artistas como Sylvia Telles, Lenie Dale e Vinícius de Moraes. Data dessa época a marcha-rancho Estão voltando as flores, que logo se tornaria um hino nas noites cariocas.

Em 1980, teve as músicas O pato e O relógio, parcerias com Vinícius de Moraes, lançadas no LP "A Arca de Noé". No ano seguinte, as músicas O peru, O pinguim e A formiga, em parceria com Vinícius de Moraes, foram gravadas no disco "A arca de Noé volume 2".

Em 1990, no projeto "O Som do Meio-Dia" foi apresentado espetáculo em sua homenagem, no qual suas obras foram executadas. Em 1996, Miltinho regravou Estão voltando as flores e Emílio Santiago fez o mesmo no ano seguinte.

Em julho de 2001, o crítico R. C. Albin homenageou-o no espetáculo "Estão voltando as flores", com as Cantoras do Rádio. O show virou disco de igual título, lançado em 2002 pela Som Livre. Dentre seus sucessos, destacam-se ainda Estrela do mar, com Marino Pinto, Insensato coração, com Antônio Maria, Já é noite, com Fernando Lobo e Sonho desfeito, com Tom Jobim, e as músicas infantis como O pato.

Paulo Soledade

Paulo Soledade (Paulo Gurgel Valente do Amaral) nasceu em 1919 Paranaguá, PR, e morreu em 1999 no Rio de Janeiro, RJ. Compositor, produtor de shows, empresário. Interessou-se por música desde a infância, mas sua primeira atividade artística foi como ator.

Em fins da década de 1930, trabalhou em um pequeno grupo onde atuavam Gustavo Dória, Luísa Barreto Leite, Ziembinski, entre outros. Na década de 1940, viajou para os Estados Unidos para realizar curso de piloto de caça. Regressou como tenente da Força Aérea Norte-Americana, ingressando posteriormente em uma companhia aérea comercial como comandante. Manteve-se nessa função por um período de sete anos, abandonando-a por problemas de saúde.

Fundou no Rio de Janeiro o "Clube dos Cafajestes", grupo de boêmios que ficou famoso com o "Hino dos cafajestes" que ele compôs para grupo. Nessa época atuou também como produtor de shows.

Em 1950, teve sua primeira composição gravada, a marcha Zum zum, com Fernando Lobo lançada por Dalva de Oliveira. Foi um grande sucesso do Carnaval. Nos anos seguintes, teve muito êxito com as composições feitas em parceria com Marino Pinto, Fernando Lobo e outros. Suas músicas foram gravadas por cantoras como Araci de Almeida, Eliseth Cardoso, Linda Batista, Emilinha Borba.

Em 1961, abriu a Boate "Zum-Zum", onde apresentava produções de Aloysio de Oliveira, quase sempre ligadas ao novo movimento musical carioca – a Bossa Nova –, do qual participavam artistas como Sylvia Telles, Lenie Dale e Vinícius de Moraes. Data dessa época a marcha-rancho Estão voltando as flores, que logo se tornaria um hino nas noites cariocas.

Em 1980, teve as músicas O pato e O relógio, parcerias com Vinícius de Moraes, lançadas no LP "A Arca de Noé". No ano seguinte, as músicas O peru, O pinguim e A formiga, em parceria com Vinícius de Moraes, foram gravadas no disco "A arca de Noé volume 2".

Em 1990, no projeto "O Som do Meio-Dia" foi apresentado espetáculo em sua homenagem, no qual suas obras foram executadas. Em 1996, Miltinho regravou Estão voltando as flores e Emílio Santiago fez o mesmo no ano seguinte.

Em julho de 2001, o crítico R. C. Albin homenageou-o no espetáculo "Estão voltando as flores", com as Cantoras do Rádio. O show virou disco de igual título, lançado em 2002 pela Som Livre. Dentre seus sucessos, destacam-se ainda Estrela do mar, com Marino Pinto, Insensato coração, com Antônio Maria, Já é noite, com Fernando Lobo e Sonho desfeito, com Tom Jobim, e as músicas infantis como O pato.