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sábado, 1 de novembro de 2008

Paulo Gracindo

Paulo Gracindo (Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo), famoso artista do rádio, teatro, cinema e televisão do país, nasceu em 16 de junho de 1911, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Demócrito Gracindo, que era político e que faleceu em 1928. Foi criado por sua mãe e guardou pela vida afora a educação, os modos, a nobreza de seu lar. Estudou direito, mas desde cedo quis ser ator.

Foi um dos últimos representantes da geração de intérpretes que surgiu nas novelas de rádio dos anos 40. Com uma carreira invejável, coroada de grandes sucessos, ídolo de seus colegas, costumava ser citado por eles como um dos poucos entre os chamados atores de sustentação que conseguiu colocar seu talento acima do charme dos galãs.

Gracindo foi para o Rio de Janeiro e iniciou a carreira teatral com a Companhia de Alda Garrido, tendo também integrado o elenco das principais companhias da época, como as de Procópio Ferreira, Elza Gomes e Dulcina. Ingressou na Tupi, como rádio-ator, passando em seguida para a Nacional. Foi levado pelas mãos de Olavo de Barros, diretor de teatro que também trabalhava na emissora. Interpretou personagens famosos, mas acabou conquistando o sucesso como animador de programas de auditório na década de 40.

Como essa atividade lhe rendesse bem financeiramente, Gracindo ficou anos afastado do teatro. Seguiram-se as novelas, tendo atuado no papel de Albertinho Limonta, herói do dramalhão mexicano O Direito de Nascer, considerado o maior êxito no gênero. Gracindo projetou-se ao lado de Brandão Filho num quadro humorístico que divertiu duas gerações, primeiro no rádio e depois no vídeo, o Primo Rico, que ridicularizava a vida do Primo Pobre.

Com a chegada da televisão, Gracindo levou seu programa de auditório para a TV Rio. Em 1968, transferia-se para a Rede Globo, passando a participar das telenovelas de Glória Madagan. Na emissora, foi o astro de diversas novelas, entre elas, O Bem Amado, onde personificou o prefeito Odorico Paraguaçú e chegou a atingir 70 pontos no Ibope em 1973. Em 1980, o personagem de Dias Gomes era ressuscitado e dava origem a um seriado. Nessa época, Gracindo foi o apresentador do programa 8 ou 800, ao lado de Silvia Falkenbourg.

Ainda pela Rede Globo, fez também as telenovelas A Próxima Atração, Sinal de Alerta (no papel de Tião Borges), Os Ossos do Barão (1973), O Casarão (no papel de um artista apaixonado, ao lado de Yara Cortes), Gabriela (1975, como o coronel Ramiro Bastos) e Roque Santeiro. Suas últimas aparições na TV foi na minissérie Agosto e no especial O Besouro e a Rosa, ambos em 1993.

Gracindo dedicou-se também ao cinema, com o surgimento das companhias Atlântida e Cinédia, atuando em O Meu Dia Chegará, Estrela da Manhã, João Ninguém (1937), Está Tudo Aí (1938), Anastácio (1939), Onde Estás, Felicidade? (1939), A Falecida (1965, de Leon Hirszman), Terra em Transe (1967, de Glauber Rocha), Tudo Bem (1978) e Amor Bandido (1978, de Bruno Barreto).

No teatro, trabalhou em Linhas Cruzadas, Frank Sinatra 4815, ao lado do filho em O Jogo do Crime e com Clara Nunes em Brasileiro, Profissão Esperança. Gracindo Jr. dirigiu o pai nas seguintes montagens teatrais: Paulo Gracindo - O Bem Amado (biografia teatralizada da vida do ator), Num Lago Dourado (1992) e A História é uma História (de Millor Fernandes, em 1994).

Paulo Gracindo faleceu aos 84 anos, em 4 de setembro de 1995.

Fontes: cinetvbrasil - PauloGracindo; Wikipédia - Paulo Gracindo; netsaber - Biografia de Paulo Gracindo.

Paulo Gracindo

Paulo Gracindo (Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo), famoso artista do rádio, teatro, cinema e televisão do país, nasceu em 16 de junho de 1911, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Demócrito Gracindo, que era político e que faleceu em 1928. Foi criado por sua mãe e guardou pela vida afora a educação, os modos, a nobreza de seu lar. Estudou direito, mas desde cedo quis ser ator.

Foi um dos últimos representantes da geração de intérpretes que surgiu nas novelas de rádio dos anos 40. Com uma carreira invejável, coroada de grandes sucessos, ídolo de seus colegas, costumava ser citado por eles como um dos poucos entre os chamados atores de sustentação que conseguiu colocar seu talento acima do charme dos galãs.

Gracindo foi para o Rio de Janeiro e iniciou a carreira teatral com a Companhia de Alda Garrido, tendo também integrado o elenco das principais companhias da época, como as de Procópio Ferreira, Elza Gomes e Dulcina. Ingressou na Tupi, como rádio-ator, passando em seguida para a Nacional. Foi levado pelas mãos de Olavo de Barros, diretor de teatro que também trabalhava na emissora. Interpretou personagens famosos, mas acabou conquistando o sucesso como animador de programas de auditório na década de 40.

Como essa atividade lhe rendesse bem financeiramente, Gracindo ficou anos afastado do teatro. Seguiram-se as novelas, tendo atuado no papel de Albertinho Limonta, herói do dramalhão mexicano O Direito de Nascer, considerado o maior êxito no gênero. Gracindo projetou-se ao lado de Brandão Filho num quadro humorístico que divertiu duas gerações, primeiro no rádio e depois no vídeo, o Primo Rico, que ridicularizava a vida do Primo Pobre.

Com a chegada da televisão, Gracindo levou seu programa de auditório para a TV Rio. Em 1968, transferia-se para a Rede Globo, passando a participar das telenovelas de Glória Madagan. Na emissora, foi o astro de diversas novelas, entre elas, O Bem Amado, onde personificou o prefeito Odorico Paraguaçú e chegou a atingir 70 pontos no Ibope em 1973. Em 1980, o personagem de Dias Gomes era ressuscitado e dava origem a um seriado. Nessa época, Gracindo foi o apresentador do programa 8 ou 800, ao lado de Silvia Falkenbourg.

Ainda pela Rede Globo, fez também as telenovelas A Próxima Atração, Sinal de Alerta (no papel de Tião Borges), Os Ossos do Barão (1973), O Casarão (no papel de um artista apaixonado, ao lado de Yara Cortes), Gabriela (1975, como o coronel Ramiro Bastos) e Roque Santeiro. Suas últimas aparições na TV foi na minissérie Agosto e no especial O Besouro e a Rosa, ambos em 1993.

Gracindo dedicou-se também ao cinema, com o surgimento das companhias Atlântida e Cinédia, atuando em O Meu Dia Chegará, Estrela da Manhã, João Ninguém (1937), Está Tudo Aí (1938), Anastácio (1939), Onde Estás, Felicidade? (1939), A Falecida (1965, de Leon Hirszman), Terra em Transe (1967, de Glauber Rocha), Tudo Bem (1978) e Amor Bandido (1978, de Bruno Barreto).

No teatro, trabalhou em Linhas Cruzadas, Frank Sinatra 4815, ao lado do filho em O Jogo do Crime e com Clara Nunes em Brasileiro, Profissão Esperança. Gracindo Jr. dirigiu o pai nas seguintes montagens teatrais: Paulo Gracindo - O Bem Amado (biografia teatralizada da vida do ator), Num Lago Dourado (1992) e A História é uma História (de Millor Fernandes, em 1994).

Paulo Gracindo faleceu aos 84 anos, em 4 de setembro de 1995.

Fontes: cinetvbrasil - PauloGracindo; Wikipédia - Paulo Gracindo; netsaber - Biografia de Paulo Gracindo.

Aérton Perlingeiro

Aérton Perlingeiro nasceu na cidade de Macaé, no estado do Rio de Janeiro, em 1921 Algumas de suas biografias citam a cidade de Miracema,como de seu nascimento. Ele foi um apresentador de rádio e TV do Brasil, e por décadas teve muito prestígio.

Começou sua carreira artística em 1943 , na Rádio Transmissora, no Rio. Sempre como apresentador e locutor, transferiu-se para a Rádio Tupi,para a Fluminense e para a Rádio Clube. No ano de 1956, foi para a televisão. Em São Paulo, o colega Ayrton Rodrigues criou o programa "Almoço com as Estrelas". E o mesmo fez Aérton Perlingeiro no Rio de Janeiro. Ambos os programas foram um sucesso. E tinham o mesmo formato. Uma mesa grande, para um almoço rápido e vários cantores, atores e personalidades nacionais eram entrevistados.

No Rio, Aérton era o mestre de cerimônias, além de ser também o produtor . Naquele tempo era assim e por isso tanto ele, como Ayrton em São Paulo , tinham muito trabalho. Mas tinham também muita fama e muita estima, por parte de toda a classe artística, que desejava muito aparecer nesses programas.

Tanto o de São Paulo, como o do Rio, iam ao ar na hora do almoço de sábado. E ficavam no ar por várias horas. O programa do Rio chamava-se: "Aérton Perlingeiro Show". E existiu desde 1956, até 1980. Quase 30 anos no ar. Só terminando, quando a emissora faliu e saiu do ar. O programa de Aérton teve 2204 edições. Tinha alguns quadros e o que era dedicado ao samba, era apresentado por Jorge Perlingeiro, filho de Aérton.

Aérton foi um recordista da televisão brasileira. Personalidade muito querida pela classe artística, foi um grande incentivador dos cantores populares e do teatro brasileiro. No seu programa, marcavam presença gente importante como, Fernanda Montenegro, Fábio Jr, Sidney Magal e o proprietário das Emissoras Associadas, Assis Chateaubriand.

Criou o troféu "O Velho Capitão", busto de bronze representando a figura de Assis Chateaubriand. Esse troféu foi entregue para mais de 300 personalidades, dentre os quais as cantoras Maysa, Elis Regina e Elizeth Cardoso e o próprio Chateaubriand, que foi pessoalmente receber o prêmio no programa, três meses antes de morrer.

Homem do rádio e da televisão, Aérton foi incansável na promoção da arte, principalmente música e teatro. E ele ficou no primeiro lugar no IBOPE, por 23 anos. Sofria de forte bonquite. Veio a a falecer em 1996, na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira

Aérton Perlingeiro

Aérton Perlingeiro nasceu na cidade de Macaé, no estado do Rio de Janeiro, em 1921 Algumas de suas biografias citam a cidade de Miracema,como de seu nascimento. Ele foi um apresentador de rádio e TV do Brasil, e por décadas teve muito prestígio.

Começou sua carreira artística em 1943 , na Rádio Transmissora, no Rio. Sempre como apresentador e locutor, transferiu-se para a Rádio Tupi,para a Fluminense e para a Rádio Clube. No ano de 1956, foi para a televisão. Em São Paulo, o colega Ayrton Rodrigues criou o programa "Almoço com as Estrelas". E o mesmo fez Aérton Perlingeiro no Rio de Janeiro. Ambos os programas foram um sucesso. E tinham o mesmo formato. Uma mesa grande, para um almoço rápido e vários cantores, atores e personalidades nacionais eram entrevistados.

No Rio, Aérton era o mestre de cerimônias, além de ser também o produtor . Naquele tempo era assim e por isso tanto ele, como Ayrton em São Paulo , tinham muito trabalho. Mas tinham também muita fama e muita estima, por parte de toda a classe artística, que desejava muito aparecer nesses programas.

Tanto o de São Paulo, como o do Rio, iam ao ar na hora do almoço de sábado. E ficavam no ar por várias horas. O programa do Rio chamava-se: "Aérton Perlingeiro Show". E existiu desde 1956, até 1980. Quase 30 anos no ar. Só terminando, quando a emissora faliu e saiu do ar. O programa de Aérton teve 2204 edições. Tinha alguns quadros e o que era dedicado ao samba, era apresentado por Jorge Perlingeiro, filho de Aérton.

Aérton foi um recordista da televisão brasileira. Personalidade muito querida pela classe artística, foi um grande incentivador dos cantores populares e do teatro brasileiro. No seu programa, marcavam presença gente importante como, Fernanda Montenegro, Fábio Jr, Sidney Magal e o proprietário das Emissoras Associadas, Assis Chateaubriand.

Criou o troféu "O Velho Capitão", busto de bronze representando a figura de Assis Chateaubriand. Esse troféu foi entregue para mais de 300 personalidades, dentre os quais as cantoras Maysa, Elis Regina e Elizeth Cardoso e o próprio Chateaubriand, que foi pessoalmente receber o prêmio no programa, três meses antes de morrer.

Homem do rádio e da televisão, Aérton foi incansável na promoção da arte, principalmente música e teatro. E ele ficou no primeiro lugar no IBOPE, por 23 anos. Sofria de forte bonquite. Veio a a falecer em 1996, na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira

Raul Gil

Raul Gil é filho de imigrantes espanhóis. Nascido no bairro do Ipiranga, capital paulista, começou a trabalhar muito cedo, para ajudar os pais. Foi feirante, vendedor de pastéis, frutas e azeitonas; foi metalúrgico, na fábrica Fundição Brasil e Termomecânica. Também trabalhou na empresa Transporte Londrino e Rodoviária Santa Fé.

Mas desde os 8 anos tinha paixão pela carreira artística e foi levado pelos irmãos para assistir ao programa de rádio: "Clube do Papai Noel" e ele ficou encantado. Anos mais tarde Raul Gil resolveu enfrentar um programa de calouros. Foi rejeitado 17 vezes. Mesmo assim não desistiu.

Foi, porém, convidado para cantar nos Calouros Toddy, que era apresentado por Hebe Camargo e foi vitorioso. Começou então sua carreira de vitórias cantando em em vários locais: parques de diversão, circos, festas, etc. Passou a fazer parte de um grupo de artistas, entre os quais: Adoniran Barbosa, Maria Tereza e outros, que eram destaque na época. Participou da Caravana do Peru, dirigida por Silvio Santos.

Ele já estava casado e precisava trabalhar. Em 8 de dezembro de 1960 foi convidado por Sônia Ribeiro para cantar em seu programa. E em 11 de dezembro nasceu sua primeira filha, Nancy. Foi nesse mesmo dia que se iniciou como cantor profissional, no programa de Geraldo Blota: "Alegria dos Bairros".

Na época começou a cantar boleros por influência dos pais, pois era o gênero musical na moda nessa ocasião. E assim ele gravou 8 discos de 78 rotações, 3 Lps e 2 cds, todos com boleros. E percebeu só então que gostava também do humor e tinha facilidade em imitar artistas. Imitava convincentemente os cantores: Gregorio Barrios, Vicente Celestino, Cauby Peixoto e o humorista Mazzaropi. E foi assim que virou apresentador de programas, somando essas suas características.

Em 1967 José Vasconcelos, que era apresentador de um programa na TV Excelsior, desistiu do programa em cima da hora. Chamaram Raul, que fazia uma boate nas proximidades e ele aceitou. Começou assim sua carreira, que dura até hoje.

Estreou a seguir, o programa: "Raul Gil Room", pela TV Excelsior. Passou depois para as emissoras: Bandeirantes, Tupi, SBT, Record. Em verdade todas o disputavam, pois seus programas sempre deram grande audiência.

Na década de 90 foi para a TV Record e revelou vários talentos nacionais, tais como: Sidney Magal, Grechen, Cristian e Ralf, Só pra Contrariar, Katinguelê, Mara Maravilha, Gera Samba, Ultraje a Rigor, Titãs e muitos outros.

Fonte: Adaptado do site Pró-TV: Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira.

Raul Gil

Raul Gil é filho de imigrantes espanhóis. Nascido no bairro do Ipiranga, capital paulista, começou a trabalhar muito cedo, para ajudar os pais. Foi feirante, vendedor de pastéis, frutas e azeitonas; foi metalúrgico, na fábrica Fundição Brasil e Termomecânica. Também trabalhou na empresa Transporte Londrino e Rodoviária Santa Fé.

Mas desde os 8 anos tinha paixão pela carreira artística e foi levado pelos irmãos para assistir ao programa de rádio: "Clube do Papai Noel" e ele ficou encantado. Anos mais tarde Raul Gil resolveu enfrentar um programa de calouros. Foi rejeitado 17 vezes. Mesmo assim não desistiu.

Foi, porém, convidado para cantar nos Calouros Toddy, que era apresentado por Hebe Camargo e foi vitorioso. Começou então sua carreira de vitórias cantando em em vários locais: parques de diversão, circos, festas, etc. Passou a fazer parte de um grupo de artistas, entre os quais: Adoniran Barbosa, Maria Tereza e outros, que eram destaque na época. Participou da Caravana do Peru, dirigida por Silvio Santos.

Ele já estava casado e precisava trabalhar. Em 8 de dezembro de 1960 foi convidado por Sônia Ribeiro para cantar em seu programa. E em 11 de dezembro nasceu sua primeira filha, Nancy. Foi nesse mesmo dia que se iniciou como cantor profissional, no programa de Geraldo Blota: "Alegria dos Bairros".

Na época começou a cantar boleros por influência dos pais, pois era o gênero musical na moda nessa ocasião. E assim ele gravou 8 discos de 78 rotações, 3 Lps e 2 cds, todos com boleros. E percebeu só então que gostava também do humor e tinha facilidade em imitar artistas. Imitava convincentemente os cantores: Gregorio Barrios, Vicente Celestino, Cauby Peixoto e o humorista Mazzaropi. E foi assim que virou apresentador de programas, somando essas suas características.

Em 1967 José Vasconcelos, que era apresentador de um programa na TV Excelsior, desistiu do programa em cima da hora. Chamaram Raul, que fazia uma boate nas proximidades e ele aceitou. Começou assim sua carreira, que dura até hoje.

Estreou a seguir, o programa: "Raul Gil Room", pela TV Excelsior. Passou depois para as emissoras: Bandeirantes, Tupi, SBT, Record. Em verdade todas o disputavam, pois seus programas sempre deram grande audiência.

Na década de 90 foi para a TV Record e revelou vários talentos nacionais, tais como: Sidney Magal, Grechen, Cristian e Ralf, Só pra Contrariar, Katinguelê, Mara Maravilha, Gera Samba, Ultraje a Rigor, Titãs e muitos outros.

Fonte: Adaptado do site Pró-TV: Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira.

sábado, 12 de janeiro de 2008

César Ladeira

César Ladeira (César Rocha Brito Lacerda), locutor e produtor de rádio, nasceu em 01/12/1910, Campinas, São Paulo, e faleceu em 08/09/1969. Era aluno da faculdade de Direito quando, em 1931, ficou seduzido pelo rádio, que começava a tomar um impulso extraordinário em todo o Brasil, e estreou como locutor na Rádio Record.

Sua fama transpôs as fronteiras do estado de São Paulo e espalhou-se por todo o país em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, quando sempre à meia-noite, transmitia com entusiasmo as idéias do movimento.

Em 1933, chegava ao Rio de Janeiro para assinar contrato na Rádio Mayrink Veiga, como locutor e diretor artístico. Deu novo ritmo à programação da emissora, dividindo-a em horários definidos e especializados, e um epíteto consagrador a cada artista do seu elenco, como “pequena notável”, para Carmen Miranda; “o cantor que dispensa adjetivos”, para Carlos Galhardo; e “o cantor das mil e uma fãs”, para Ciro Monteiro.

Despertou o gosto dos ouvintes para a crônica vibrante, o editorial e o comentário e difundiu programas literário-musicais de fim de noite, estimulando a cultura e colocando a Mayrink Veiga na preferência dos ouvintes.

Locutor mais imitado do rádio brasileiro, em 1948 transferiu-se para a Rádio Nacional, onde apresentou com grande sucesso o programa Seu criado, obrigado, ao lado de Dayse Lúcidi, durante dez anos, e a Crônica da cidade, por 20 anos.

Marido da atriz Renata Fronzi, César Ladeira participou ainda de alguns filmes brasileiros e criou a Empresa Brasileira de Comédias Musicais, produzindo o Café Concerto, espetáculo de luxo encenado nas boates cariocas Casablanca e Acapulco. Em 1967, apresentava-se em teatros de comédia na extinta TV Tupi do Rio.

Fontes: Nomes que Fizeram a História do Rádio; VIP - 1 de dezembro.

César Ladeira

César Ladeira (César Rocha Brito Lacerda), locutor e produtor de rádio, nasceu em 01/12/1910, Campinas, São Paulo, e faleceu em 08/09/1969. Era aluno da faculdade de Direito quando, em 1931, ficou seduzido pelo rádio, que começava a tomar um impulso extraordinário em todo o Brasil, e estreou como locutor na Rádio Record.

Sua fama transpôs as fronteiras do estado de São Paulo e espalhou-se por todo o país em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, quando sempre à meia-noite, transmitia com entusiasmo as idéias do movimento.

Em 1933, chegava ao Rio de Janeiro para assinar contrato na Rádio Mayrink Veiga, como locutor e diretor artístico. Deu novo ritmo à programação da emissora, dividindo-a em horários definidos e especializados, e um epíteto consagrador a cada artista do seu elenco, como “pequena notável”, para Carmen Miranda; “o cantor que dispensa adjetivos”, para Carlos Galhardo; e “o cantor das mil e uma fãs”, para Ciro Monteiro.

Despertou o gosto dos ouvintes para a crônica vibrante, o editorial e o comentário e difundiu programas literário-musicais de fim de noite, estimulando a cultura e colocando a Mayrink Veiga na preferência dos ouvintes.

Locutor mais imitado do rádio brasileiro, em 1948 transferiu-se para a Rádio Nacional, onde apresentou com grande sucesso o programa Seu criado, obrigado, ao lado de Dayse Lúcidi, durante dez anos, e a Crônica da cidade, por 20 anos.

Marido da atriz Renata Fronzi, César Ladeira participou ainda de alguns filmes brasileiros e criou a Empresa Brasileira de Comédias Musicais, produzindo o Café Concerto, espetáculo de luxo encenado nas boates cariocas Casablanca e Acapulco. Em 1967, apresentava-se em teatros de comédia na extinta TV Tupi do Rio.

Fontes: Nomes que Fizeram a História do Rádio; VIP - 1 de dezembro.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Osvaldo Sargentelli

Sargentelli
Osvaldo Sargentelli, sambista, produtor, locutor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de dezembro de 1924. Considerado o mestre das mulatas, um boêmio inveterado, dono de casas noturnas no Rio e São Paulo. Ficaram famosas as “Mulatas do Sargentelli”, lendárias bailarinas que desfilaram a beleza brasileira entre as décadas de 60 e 80, mexendo com a imaginação dos jovens e adultos da época, no Brasil e no exterior.

Sobrinho do compositor Lamartine Babo, era seu profundo admirador e curtia suas composições, desde as marchinhas de carnaval, às lindas canções e os hinos dos clubes do futebol cariocas. Em plena ditadura ele ousou fazer shows acompanhado por mulatas estonteantes. Seu grande sucesso foi o espetáculo “Sargentelli e as mulatas que não estão no mapa”, na década de 70.

Sargentelli amava o samba, era portelense, filho de Ogum, Iemanjá, Oxum e Oxossi. Era o rei do bate papo, da conversa de botequim, do samba da caixinha de fósforo, do bom humor, da irreverência. Era também botafoguense doente. Falar mal do Garrincha ou do Nilton Santos era xingar a mãe dele.

Quem tem mais de quarenta anos, ouvia rádio e assistia televisão estará lembrando dos programas “Viva meu samba” nos anos 50 e 60, pelas rádios, Mundial, Guanabara e Mauá, das entrevistas contudentes na TV, em que a voz de trovão imprensava políticos e gente famosas na parede, com perguntas picantes, ou de sua participação como jurado, “Gente Boa” no programa Flávio Cavalcanti, importou turistas e exportou a imagem do Rio e do Brasil levando seus shows à Europa, Estados Unidos, México, Caribe e América do Sul.

Sargentelli transitava por todas essas atividades com o mesmo talento, o mesmo bom humor e a mesma irreverência que fizeram dele, um carioca típico.

Sua casa de show Oba-Oba em Ipanema, entre outras que trabalhou, tornou-se uma ponte entre a cultura popular afro-brasileira, oriunda do centro. Zona norte, e dos subúrbios e da cultura da elite da zona sul, que recebeu de braços abertos aquela explosão de samba, fantasia, canto e da beleza da enchendo a casa de cariocas, brasileiros de todos os estados e turistas de todo o mundo.

Foi pioneiro em mostrar, que shows unicamente com mulatas, negros, caboclos e cafuzos, tinham energia, qualidade e profissionalismo suficiente para se apresentar em qualquer lugar, sem precisar contar com estrangeiros ou estrelas de fora.

Osvaldo Sargentelli faleceu aos 78 anos, em 12 de abril de 2002.

Osvaldo Sargentelli

Osvaldo Sargentelli, sambista, produtor, locutor e radialista, nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de dezembro de 1924. Considerado o mestre das mulatas, um boêmio inveterado, dono de casas noturnas no Rio e São Paulo. Ficaram famosas as “Mulatas do Sargentelli”, lendárias bailarinas que desfilaram a beleza brasileira entre as décadas de 60 e 80, mexendo com a imaginação dos jovens e adultos da época, no Brasil e no exterior.

Sobrinho do compositor Lamartine Babo, era seu profundo admirador e curtia suas composições, desde as marchinhas de carnaval, às lindas canções e os hinos dos clubes do futebol cariocas. Em plena ditadura ele ousou fazer shows acompanhado por mulatas estonteantes. Seu grande sucesso foi o espetáculo “Sargentelli e as mulatas que não estão no mapa”, na década de 70.

Sargentelli amava o samba, era portelense, filho de Ogum, Iemanjá, Oxum e Oxossi. Era o rei do bate papo, da conversa de botequim, do samba da caixinha de fósforo, do bom humor, da irreverência. Era também botafoguense doente. Falar mal do Garrincha ou do Nilton Santos era xingar a mãe dele.

Quem tem mais de quarenta anos, ouvia rádio e assistia televisão estará lembrando dos programas “Viva meu samba” nos anos 50 e 60, pelas rádios, Mundial, Guanabara e Mauá, das entrevistas contudentes na TV, em que a voz de trovão imprensava políticos e gente famosas na parede, com perguntas picantes, ou de sua participação como jurado, “Gente Boa” no programa Flávio Cavalcanti, importou turistas e exportou a imagem do Rio e do Brasil levando seus shows à Europa, Estados Unidos, México, Caribe e América do Sul.

Sargentelli transitava por todas essas atividades com o mesmo talento, o mesmo bom humor e a mesma irreverência que fizeram dele, um carioca típico.

Sua casa de show Oba-Oba em Ipanema, entre outras que trabalhou, tornou-se uma ponte entre a cultura popular afro-brasileira, oriunda do centro. Zona norte, e dos subúrbios e da cultura da elite da zona sul, que recebeu de braços abertos aquela explosão de samba, fantasia, canto e da beleza da enchendo a casa de cariocas, brasileiros de todos os estados e turistas de todo o mundo.

Foi pioneiro em mostrar, que shows unicamente com mulatas, negros, caboclos e cafuzos, tinham energia, qualidade e profissionalismo suficiente para se apresentar em qualquer lugar, sem precisar contar com estrangeiros ou estrelas de fora.

Osvaldo Sargentelli faleceu aos 78 anos, em 12 de abril de 2002.

Renato Murce

Renato Murce (Renato Floriano Murce), apresentador, diretor e locutor, nasceu em 07/02/1900, no Rio de Janeiro e faleceu em 26/01/1987 na mesma cidade. Foi um dos pioneiros em sua profissão, criou três do mais famosos programas radiofônicos do país: Almas do Sertão, Piadas do Manduca e Papel Carbono.

Em meados dos anos 30, animava programas de calouros nos auditórios das rádios, entre elas, a Rádio Clube do Brasil, com Papel Carbono. Tornou-se diretor artístico, ou programador, das mais importantes emissoras radiofônicas do Rio, escolhendo e organizando as apresentações e seus horários.

Contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro entre as décadas de 40 e 50, seu programa cômico Piadas do Manduca conquistava uma esmagadora audiência. Trecho: - Manduca, dê um exemplo de coisa escura. - Mas bem escura? - É, naturalmente escura, bem escura, vamos. - Bem escura... É o Leônidas, contrastando com o Maneco, dentro de um túnel, chupando jabuticaba, os dois vestidinhos só com uma tanguinha preta.

Murce também foi o responsável pelo sucesso de cantores famosos, entre eles, Chico Anísio, Agnaldo Rayol, Baden Powell, Luiz Gonzaga e Ângela Maria. Atuou também nas telas, contracenando com Grande Otelo em Futebol em Família, de 1938.

Em 1952, Murce brigava com Carmélia Alves por causa do concurso da Rainha do Rádio. Ele achara que sua candidata, Adelaide Chiozzo, perdera porque Carmélia dera votos para outra candidata.

O radialista foi casado com a atriz Eliana Macedo, com quem atuou no filme Rio Fantasia, em 1952. Ele escreveu Os Bastidores do Rádio, resultado de uma valiosa experiência, que começou quando a potência das antenas não ia além das fronteiras do Rio de Janeiro e chegou à sua fase mais sofisticada, com a utilização da mais moderna tecnologia, levando seu som e suas mensagens às mais longínquas regiões do mundo.

Renato Murce

Renato Murce (Renato Floriano Murce), apresentador, diretor e locutor, nasceu em 07/02/1900, no Rio de Janeiro e faleceu em 26/01/1987 na mesma cidade. Foi um dos pioneiros em sua profissão, criou três do mais famosos programas radiofônicos do país: Almas do Sertão, Piadas do Manduca e Papel Carbono.

Em meados dos anos 30, animava programas de calouros nos auditórios das rádios, entre elas, a Rádio Clube do Brasil, com Papel Carbono. Tornou-se diretor artístico, ou programador, das mais importantes emissoras radiofônicas do Rio, escolhendo e organizando as apresentações e seus horários.

Contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro entre as décadas de 40 e 50, seu programa cômico Piadas do Manduca conquistava uma esmagadora audiência. Trecho: - Manduca, dê um exemplo de coisa escura. - Mas bem escura? - É, naturalmente escura, bem escura, vamos. - Bem escura... É o Leônidas, contrastando com o Maneco, dentro de um túnel, chupando jabuticaba, os dois vestidinhos só com uma tanguinha preta.

Murce também foi o responsável pelo sucesso de cantores famosos, entre eles, Chico Anísio, Agnaldo Rayol, Baden Powell, Luiz Gonzaga e Ângela Maria. Atuou também nas telas, contracenando com Grande Otelo em Futebol em Família, de 1938.

Em 1952, Murce brigava com Carmélia Alves por causa do concurso da Rainha do Rádio. Ele achara que sua candidata, Adelaide Chiozzo, perdera porque Carmélia dera votos para outra candidata.

O radialista foi casado com a atriz Eliana Macedo, com quem atuou no filme Rio Fantasia, em 1952. Ele escreveu Os Bastidores do Rádio, resultado de uma valiosa experiência, que começou quando a potência das antenas não ia além das fronteiras do Rio de Janeiro e chegou à sua fase mais sofisticada, com a utilização da mais moderna tecnologia, levando seu som e suas mensagens às mais longínquas regiões do mundo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Jota Silvestre

Jota Silvestre, jornalista, radialista, escritor, um dos grandes nomes do vídeo nos anos 60 e um dos pioneiros dos programas de auditório no Brasil. Na Tupi, fez O Céu É o Limite. Foi o primeiro programa de perguntas e respostas do país e ficou quase 30 anos no ar em diversas emissoras.

Nascido em Salto, interior de São Paulo, em 1922, em uma família de imigrantes italianos, João Silvestre chegou a sobreviver do trabalho em uma fábrica de tecidos antes de ser descoberto pela Rádio Bandeirantes de São Paulo, em 1941, em um concurso de locutores no qual enfrentou 350 candidatos.

Com a experiência atrás dos microfones, acabou tornando-se um dos pioneiros da implantação da televisão brasileira, ao apresentar, em 1950, o programa inaugural da TV Tupi. Outro programa que J. Silvestre comandou foi o Almoço Com as Estrelas, depois transferido para Airton e Lolita Rodrigues. Ele era reservado, mas muito gentil e culto, lembra Lolita.

Também escreveu e atuou em telenovelas como Meu Trágico Destino, de 1953, transmitida ao vivo. No mesmo ano, a TV Tupi apresentou a novela A Dama de Negro, de sua autoria, que na época produzia para o rádio e a televisão. Já com o programa Esta É Sua Vida, na década de 60, J. Silvestre fazia homenagens lacrimosas a celebridades das quais relatava trechos dramáticos da vida e apresentava parentes em pleno palco, ao vivo, para extrair flagrantes de emoção.

Em 1964, contratado da TV Excelsior de São Paulo, Silvestre tornou-se mestre de cerimônias do programa A Pergunta dos Dez Milhões, onde os candidatos respondiam a perguntas sobre determinados personagens.

Em 1979, foi nomeado presidente da Radiobrás pelo então presidente João Baptista Figueiredo, mas divergências com a equipe o levaram a deixar o cargo poucos meses depois. Um dos poucos profissionais desse tempo que manteve sua imagem intacta e sem desgastes, dando-se a grandes períodos de ausência do vídeo, até o público exigir sua volta ou dele se recordar com saudade. J. Silvestre se apresentou como sendo um dos primeiros homens de comunicação adeptos do transplante de cabelos, técnica à época ainda considerada incerta.

Permaneceu nos Estados Unidos durante 23 anos, uma fase da qual aproveitou para pesquisar e observar a televisão americana, que considerava a melhor do mundo. Esse estudo, servia de subsídio para novos programas lançados no Brasil e base para a publicação de um romance, O Presidente Está Morrendo.

Voltou à televisão em 1982, no SBT, para apresentar o Show Sem Limite e A Mulher É um Show. De 1983 a 1986, apresentou na Rede Bandeirantes os programas J. Silvestre, Essas Mulheres Maravilhosas e Porque Hoje É Sábado.

Voltou a viver na Flórida em 1986, ocupando os dez anos seguintes com seus quadros e livros. Apesar de preferir viver na Flórida com a família, esteve no Brasil mais uma temporada para apresentar Domingo Milionário, na extinta Rede Manchete, em 1997, um retumbante fracasso que durou apenas seis meses. Foi seu último trabalho na televisão. Com a derrocada da emissora, voltou à Flórida.

Conforme seu desejo, seu corpo foi cremado e as cinzas, jogadas ao mar. Jota Silvestre foi casado com Nívea, com quem teve quatro filhos, Alexandre, Pedro, Paulo e João, e seis netos. Faleceu aos 77 anos, em 7 de janeiro de 2000.

Jota Silvestre

Jota Silvestre, jornalista, radialista, escritor, um dos grandes nomes do vídeo nos anos 60 e um dos pioneiros dos programas de auditório no Brasil. Na Tupi, fez O Céu É o Limite. Foi o primeiro programa de perguntas e respostas do país e ficou quase 30 anos no ar em diversas emissoras.

Nascido em Salto, interior de São Paulo, em 1922, em uma família de imigrantes italianos, João Silvestre chegou a sobreviver do trabalho em uma fábrica de tecidos antes de ser descoberto pela Rádio Bandeirantes de São Paulo, em 1941, em um concurso de locutores no qual enfrentou 350 candidatos.

Com a experiência atrás dos microfones, acabou tornando-se um dos pioneiros da implantação da televisão brasileira, ao apresentar, em 1950, o programa inaugural da TV Tupi. Outro programa que J. Silvestre comandou foi o Almoço Com as Estrelas, depois transferido para Airton e Lolita Rodrigues. Ele era reservado, mas muito gentil e culto, lembra Lolita.

Também escreveu e atuou em telenovelas como Meu Trágico Destino, de 1953, transmitida ao vivo. No mesmo ano, a TV Tupi apresentou a novela A Dama de Negro, de sua autoria, que na época produzia para o rádio e a televisão. Já com o programa Esta É Sua Vida, na década de 60, J. Silvestre fazia homenagens lacrimosas a celebridades das quais relatava trechos dramáticos da vida e apresentava parentes em pleno palco, ao vivo, para extrair flagrantes de emoção.

Em 1964, contratado da TV Excelsior de São Paulo, Silvestre tornou-se mestre de cerimônias do programa A Pergunta dos Dez Milhões, onde os candidatos respondiam a perguntas sobre determinados personagens.

Em 1979, foi nomeado presidente da Radiobrás pelo então presidente João Baptista Figueiredo, mas divergências com a equipe o levaram a deixar o cargo poucos meses depois. Um dos poucos profissionais desse tempo que manteve sua imagem intacta e sem desgastes, dando-se a grandes períodos de ausência do vídeo, até o público exigir sua volta ou dele se recordar com saudade. J. Silvestre se apresentou como sendo um dos primeiros homens de comunicação adeptos do transplante de cabelos, técnica à época ainda considerada incerta.

Permaneceu nos Estados Unidos durante 23 anos, uma fase da qual aproveitou para pesquisar e observar a televisão americana, que considerava a melhor do mundo. Esse estudo, servia de subsídio para novos programas lançados no Brasil e base para a publicação de um romance, O Presidente Está Morrendo.

Voltou à televisão em 1982, no SBT, para apresentar o Show Sem Limite e A Mulher É um Show. De 1983 a 1986, apresentou na Rede Bandeirantes os programas J. Silvestre, Essas Mulheres Maravilhosas e Porque Hoje É Sábado.

Voltou a viver na Flórida em 1986, ocupando os dez anos seguintes com seus quadros e livros. Apesar de preferir viver na Flórida com a família, esteve no Brasil mais uma temporada para apresentar Domingo Milionário, na extinta Rede Manchete, em 1997, um retumbante fracasso que durou apenas seis meses. Foi seu último trabalho na televisão. Com a derrocada da emissora, voltou à Flórida.

Conforme seu desejo, seu corpo foi cremado e as cinzas, jogadas ao mar. Jota Silvestre foi casado com Nívea, com quem teve quatro filhos, Alexandre, Pedro, Paulo e João, e seis netos. Faleceu aos 77 anos, em 7 de janeiro de 2000.

domingo, 25 de novembro de 2007

Ademar Casé

Ademar Casé (1902-1993), radialista brasileiro, pai do diretor de teatro e TV Geraldo Casé e avô da atriz Regina Casé. Criador da primeira grande atração do rádio no Brasil, o Programa Casé, começou sua carreira vendendo aparelhos radiofônicos de porta em porta.

Sua técnica de vendas era inusitada: deixava o rádio na casa do freguês em potencial e quando voltava, dias depois, a venda estava garantida. Por seu grande sucesso como vendedor, teve acesso à direção do fabricante dos aparelhos, a Philips, com a qual conseguiu o aluguel de duas horas semanais em sua emissora.

Em 1932, colocou no ar o Programa Casé, que lançaria nomes como Almirante, Nássara, Sadi Cabral e Haroldo Barbosa, entre outros.

Neste programa, famosíssimo nos anos 1930 e 1940, Nássara criou o primeiro jingle brasileiro, Noel Rosa foi contra-regra e Carlos Lacerda, locutor.

Mais vendedor do que artista, Casé foi um pioneiro do rádio, combinando tino comercial e bom humor.

Ademar Casé

Ademar Casé (1902-1993), radialista brasileiro, pai do diretor de teatro e TV Geraldo Casé e avô da atriz Regina Casé. Criador da primeira grande atração do rádio no Brasil, o Programa Casé, começou sua carreira vendendo aparelhos radiofônicos de porta em porta.

Sua técnica de vendas era inusitada: deixava o rádio na casa do freguês em potencial e quando voltava, dias depois, a venda estava garantida. Por seu grande sucesso como vendedor, teve acesso à direção do fabricante dos aparelhos, a Philips, com a qual conseguiu o aluguel de duas horas semanais em sua emissora.

Em 1932, colocou no ar o Programa Casé, que lançaria nomes como Almirante, Nássara, Sadi Cabral e Haroldo Barbosa, entre outros.

Neste programa, famosíssimo nos anos 1930 e 1940, Nássara criou o primeiro jingle brasileiro, Noel Rosa foi contra-regra e Carlos Lacerda, locutor.

Mais vendedor do que artista, Casé foi um pioneiro do rádio, combinando tino comercial e bom humor.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Carlos Imperial

Carlos Imperial (Carlos Eduardo Corte Imperial), compositor, nasceu em Cachoeira do Itapemirim ES em 24/11/1935 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 4/11/1992. Desde cedo se interessou por música, colecionando discos importados. Mais tarde, já no Rio de Janeiro, conheceu Johnny Alf, de quem se tornou aluno de piano. Participou de clubes de jazz com sessões aos domingos à tarde.

No inicio da década de 1950 fez sua primeira composição Menina, e estreou como ator no programa Câmara Um, de Jaci Campos, na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Passando depois a assistente daquele produtor, fez quadros de rock no programa Meio dia.

Em 1958, comandando o programa Clube do Rock, na TV Continental, do Rio de Janeiro, foi o descobridor do cantor Roberto Carlos, que estreou em disco em 1959 com duas músicas suas, João e Maria e Fora do tom, gravadas na Philips. No ano seguinte Roberto Carlos gravou mais duas músicas de sua autoria, Brotinho sem juízo e Canção do amor nenhum.

Nessa época, apresentava os programas Festa de Brotos, na TV Tupi, e Os Brotos Comandam, na TV Continental e Radio Guanabara, onde surgiram diversos ídolos da jovem guarda, como Eduardo Araújo, e Renato e seus Blue Caps. A partir da afirmação do movimento, compôs musicas de sucesso como Goiabão e Vem quente que eu estou fervendo (ambas com Eduardo Araújo), gravadas respectivamente por Eduardo Araajo e Erasmo Carlos.

Também nessa fase alcançou grande êxito com Mamãe passou açúcar em mim, gravada por Wilson Simonal, e com A praça, que, gravada por Ronnie Von e por Wilson Simonal, se tornou um de seus maiores sucessos como compositor. Compôs também em parceria com Ataulfo Alves, pouco antes da morte deste, três sambas, dos quais Você passa, eu acho graça, foi o de maior popularidade.

A partir da década de 1970 dedicou-se ao jornalismo, à produção de filmes e à política, sendo o vereador mais votado do Rio de Janeiro em 1984.

Obras: Brotinho sem juízo, 1960; Canção do amor nenhum, 1960; Fora do tom, 1959; Goiabão (c/Eduardo Araújo), 1967; João e Maria, 1959; Mamãe passou açúcar em mim, s.d.; Menina, s.d.; A praça, 1967; Vem quente que eu estou fervendo (c/Eduardo Araújo), s.d.; Você passa e eu acho graça (c/Ataulfo Alves), 1971.

Fonte: Enciclopédia da música Brasileira - Art Editora PubliFolha

Carlos Imperial

Carlos Imperial (Carlos Eduardo Corte Imperial), compositor, nasceu em Cachoeira do Itapemirim ES em 24/11/1935 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 4/11/1992. Desde cedo se interessou por música, colecionando discos importados. Mais tarde, já no Rio de Janeiro, conheceu Johnny Alf, de quem se tornou aluno de piano. Participou de clubes de jazz com sessões aos domingos à tarde.

No inicio da década de 1950 fez sua primeira composição Menina, e estreou como ator no programa Câmara Um, de Jaci Campos, na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Passando depois a assistente daquele produtor, fez quadros de rock no programa Meio dia.

Em 1958, comandando o programa Clube do Rock, na TV Continental, do Rio de Janeiro, foi o descobridor do cantor Roberto Carlos, que estreou em disco em 1959 com duas músicas suas, João e Maria e Fora do tom, gravadas na Philips. No ano seguinte Roberto Carlos gravou mais duas músicas de sua autoria, Brotinho sem juízo e Canção do amor nenhum.

Nessa época, apresentava os programas Festa de Brotos, na TV Tupi, e Os Brotos Comandam, na TV Continental e Radio Guanabara, onde surgiram diversos ídolos da jovem guarda, como Eduardo Araújo, e Renato e seus Blue Caps. A partir da afirmação do movimento, compôs musicas de sucesso como Goiabão e Vem quente que eu estou fervendo (ambas com Eduardo Araújo), gravadas respectivamente por Eduardo Araajo e Erasmo Carlos.

Também nessa fase alcançou grande êxito com Mamãe passou açúcar em mim, gravada por Wilson Simonal, e com A praça, que, gravada por Ronnie Von e por Wilson Simonal, se tornou um de seus maiores sucessos como compositor. Compôs também em parceria com Ataulfo Alves, pouco antes da morte deste, três sambas, dos quais Você passa, eu acho graça, foi o de maior popularidade.

A partir da década de 1970 dedicou-se ao jornalismo, à produção de filmes e à política, sendo o vereador mais votado do Rio de Janeiro em 1984.

Obras: Brotinho sem juízo, 1960; Canção do amor nenhum, 1960; Fora do tom, 1959; Goiabão (c/Eduardo Araújo), 1967; João e Maria, 1959; Mamãe passou açúcar em mim, s.d.; Menina, s.d.; A praça, 1967; Vem quente que eu estou fervendo (c/Eduardo Araújo), s.d.; Você passa e eu acho graça (c/Ataulfo Alves), 1971.

Fonte: Enciclopédia da música Brasileira - Art Editora PubliFolha

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Chacrinha

Abelardo Barbosa / tá com tudo e não tá prosa / ....

Chacrinha (1917-1988), nome pelo qual o irreverente comunicador pernambucano Abelardo Barbosa de Medeiros ficou conhecido a partir da década de 1940, quando, entediado com a mesmice da programação de rádio da época, criou um programa de Carnaval para a Rádio Clube de Niterói, instalada em uma chácara próxima ao cassino de Icaraí, chamado Rei Momo na Chacrinha.

A idéia foi o maior sucesso e, com o nome de Cassino do Chacrinha, introduziu o conceito de programa de auditório no país. Fez também um grande sucesso na televisão, onde começou a trabalhar desde os seus primórdios, comandando programas como Rancho Alegre e Discoteca do Chacrinha para a TV Tupi e a Rede Globo.

Com roupas espalhafatosas, a sua inseparável buzina e as sensuais chacretes (nome com o qual batizou suas dançarinas), atraiu também o interesse da intelectualidade, particularmente dos tropicalistas, que viam nele uma das mais perfeitas traduções da brasilidade (é citado, por exemplo, em Aquele abraço, de Gilberto Gil).

Quando morreu, uma multidão, calculada em 30 mil pessoas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, se apertou pelos corredores do Cemitério São João Batista para se despedir do “Velho Guerreiro”.

Em 1997, sua viúva, Florinda Barbosa, lançou a biografia Quem não se comunica se trumbica, assim titulado em referência a um dos inúmeros bordões criados por Chacrinha.

Chacrinha

Abelardo Barbosa / tá com tudo e não tá prosa / ....

Chacrinha (1917-1988), nome pelo qual o irreverente comunicador pernambucano Abelardo Barbosa de Medeiros ficou conhecido a partir da década de 1940, quando, entediado com a mesmice da programação de rádio da época, criou um programa de Carnaval para a Rádio Clube de Niterói, instalada em uma chácara próxima ao cassino de Icaraí, chamado Rei Momo na Chacrinha.

A idéia foi o maior sucesso e, com o nome de Cassino do Chacrinha, introduziu o conceito de programa de auditório no país. Fez também um grande sucesso na televisão, onde começou a trabalhar desde os seus primórdios, comandando programas como Rancho Alegre e Discoteca do Chacrinha para a TV Tupi e a Rede Globo.

Com roupas espalhafatosas, a sua inseparável buzina e as sensuais chacretes (nome com o qual batizou suas dançarinas), atraiu também o interesse da intelectualidade, particularmente dos tropicalistas, que viam nele uma das mais perfeitas traduções da brasilidade (é citado, por exemplo, em Aquele abraço, de Gilberto Gil).

Quando morreu, uma multidão, calculada em 30 mil pessoas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, se apertou pelos corredores do Cemitério São João Batista para se despedir do “Velho Guerreiro”.

Em 1997, sua viúva, Florinda Barbosa, lançou a biografia Quem não se comunica se trumbica, assim titulado em referência a um dos inúmeros bordões criados por Chacrinha.