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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti (Egberto Amin Gismonti), compositor, instrumentista e arranjador nasceu em uma família de músicos em Carmo, pequena cidade do interior do estado do Rio (5/12/1944), filho de pai libanês e mãe italiana. É considerado um dos maiores compositores brasileiros de música instrumental. Começou a estudar piano aos cinco anos.

Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Interessou-se pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu.

Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção O sonho, defendida pelos Três Morais, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger.

Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da bossa nova. O álbum, hoje cult, acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental.

No V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com Mercador de serpentes.

A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.

A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Naná Vasconcelos (Dança das cabeças, de 1976), Marlui Miranda, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Paschoal, Airto Moreira e Flora Purim.

Gravou quinze discos entre 1977 e 1993 para o selo norueguês ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. Através de seu selo Carmo, recomprou seu repertório inicial, e é um dos raros compositores brasileiros donos de seu próprio acervo.

Recentemente sua obra passou a ser gravada maciçamente por outros instrumentistas. Algumas peças do disco Alma, de 1987, tornaram-se hits, como Palhaço e Loro.

Fontes: Wikipédia; Clique Music.

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti (Egberto Amin Gismonti), compositor, instrumentista e arranjador nasceu em uma família de músicos em Carmo, pequena cidade do interior do estado do Rio (5/12/1944), filho de pai libanês e mãe italiana. É considerado um dos maiores compositores brasileiros de música instrumental. Começou a estudar piano aos cinco anos.

Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Interessou-se pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu.

Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção O sonho, defendida pelos Três Morais, que atraiu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger.

Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da bossa nova. O álbum, hoje cult, acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental.

No V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com Mercador de serpentes.

A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.

A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Naná Vasconcelos (Dança das cabeças, de 1976), Marlui Miranda, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Paschoal, Airto Moreira e Flora Purim.

Gravou quinze discos entre 1977 e 1993 para o selo norueguês ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. Através de seu selo Carmo, recomprou seu repertório inicial, e é um dos raros compositores brasileiros donos de seu próprio acervo.

Recentemente sua obra passou a ser gravada maciçamente por outros instrumentistas. Algumas peças do disco Alma, de 1987, tornaram-se hits, como Palhaço e Loro.

Fontes: Wikipédia; Clique Music.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Zé Carioca

Zé Carioca (José do Patrocínio Oliveira), instrumentista, nasceu em Jundiaí SP em 11/02/1904 e faleceu em Los Angeles, Estados Unidos, em 22/12/1987. Já tocava cavaquinho, como amador, na época em que trabalhava como classificador de cobras no Instituto Butantã, de São Paulo SP.

Em 1929 foi convidado para tocar num programa regional, na estréia da Rádio Educadora Paulista (depois Gazeta), uma das primeiras emissoras brasileiras. Com o surgimento da Rádio Cruzeiro do Sul, em 1931, passou a atuar na Orquestra Columbia, dirigida por Gaó, trocando o cavaquinho pelo banjo, o que lhe valeu o apelido de Zezinho do Banjo.

No ano seguinte, César Ladeira levou-o para o Rio de Janeiro, para trabalhar na Rádio Mayrjnk Veiga, onde tocou ao lado de Nelson Souto, Pixinguinha, Garoto, Nelson Boi, Gastão Bueno Lobo e Britinho. Logo depois, acompanhou César Ladeira, quando este se tornou diretor artístico do Cassino da Urca.

Ali conheceu Carmen Miranda e, em 1939, foi para os EUA com a orquestra de Romeu Silva, na qual tocava violão, para cumprir temporada de seis meses no pavilhão brasileiro da Feira Mundial, em New York, participando do filme Serenata tropical, de Irving Cummings. No ano seguinte, apresentou-se. no pavilhão brasileiro da Feira de San Francisco.

Em 1941 assinou contrato com a Twentieth Century Fox e participou, ao lado do Bando da Lua e Carmen Miranda dos filmes Uma noite no Rio, de Irving Cummings, e Aconteceu em Havana, de Walter Lang, entre outros. Na Fox também dublou desenhos animados e conheceu Walt Disney, que, inspirado em sua figura, criou o Zé Carioca, personagem-símbolo do malandro brasileiro no desenho animado de longa metragem Você já foi a Bahia?.

Nos últimos anos, tocou no restaurante Marquis Martoni, em Hollywood. vivendo seis meses nos EUA e seis no Brasil, em São Paulo.

Centenário de nascimento

"No dia onze de fevereiro de 2004 será comemorado o centenário de nascimento de José Patrocínio de Oliveira, natural de Jundiaí, SP. Trabalhava no Instituto Butantã como classificador de cobras (mais tarde ele seria classificado como um dos “cobras” da nossa música) ao mesmo tempo que consolidava seu prestígio como instrumentista.

Freqüentador de rodas onde figuravam os nomes de Américo Jacomino (Canhoto), João Sampaio e Armando Neves, passa a ser conhecido por Zezinho, que era do banjo, cavaquinho, bandolim, violão e dos outros instrumentos que viria a dominar, como o violão tenor e a guitarra havaiana.

No período de 17/02 a 04/03/1928 foi confiado ao prestigiado violonista Canhoto a tarefa de organizar uma Orquestra Típica de instrumentos de cordas, constituída pelos melhores músicos de São Paulo, para se apresentar no suntuoso Salão de Automóveis da General Motors, evento este realizado no Cine Odeon que ficava a Rua da Consolação No 42.

Além de Canhoto, Os nomes de Zezinho, Mota, Carlinhos, Armandinho Neves e João Sampaio eram os de maior destaque. Participava também desta Orquestra um menino franzino de apenas doze anos, empunhando orgulhoso o seu banjo. Este menino era Aníbal Augusto Sardinha( Garoto), que tinha agora em Zezinho seu novo ídolo e mestre. Este foi, ainda que involuntariamente, o grande propulsor da vitoriosa carreira de Garoto que, numa entrevista, confessou: “Devo meu progresso ao Zezinho, pois queria tocar sempre melhor do que ele...”.

Entre 1929 e 1931, pela gravadora Columbia, Zezinho participa em cerca de cento e vinte gravações (Infelizmente não é possível obter o número exato em função da inexistência das fichas técnicas) tocando seus instrumentos ao lado de nomes como João Pernambuco (10), Paraguassú (10), Jaime Redondo (8), Januário de Oliveira (19), Batista Jr (9) e sua filha Dircinha Batista (2), Eurístenes Pires (4), Stefana de Macedo (12), Jararaca (19), Lila Dias (4) e Elsie Houston (13) dentre outros.

Acompanhou ao violão (como segundo violão) a João Pernambuco em boa parte dos registros de sua obra como em “Interrogando”, “Reboliço” e “Sonhos de magia”. Com Stefana de Macedo participou como acompanhante do lançamento de diversas composições de Amélia Brandão Nery que seria conhecida mais tarde por Tia Amélia.

Quase ao mesmo tempo entra em cena uma orquestra com uma sonoridade diferente: “A presença do violino de Ernesto Trepiccioni e do acordeon de José Rieli dava um som romântico a esta orquestra, a rigor menos uma orquestra do que um conjunto instrumental...”, diria Ary Vasconcelos em seu História e inventário do choro.

Esta orquestra, complementada por Gaó (Odmar Amaral Gurgel) ao piano; Atílio Grany na flauta; Petit (Hudson Gaia) ao violão; Jonas Aragão no sax alto e Zezinho no bandolim é a Orquestra Colbaz que gravou na Columbia entre 1930 e 1932 cerca de vinte e seis músicas entre choros e valsas. A ampliação desta orquestra dá origem a famosa Orquestra Columbia, ainda sob a direção de Gaó.

1931 é o ano do grande concurso de música promovido pelo jornal “A Gazeta”, concurso este que motivou uma intensa participação da população de São Paulo (capital) que escolhia seus músicos favoritos, divididos por categorias, através de voto direto. Na categoria banjo, Zezinho obteve expressiva votação (117 323 votos), obtendo o primeiro lugar (nesta categoria Garoto ficou em sexto, com 9 746 votos).

Outros vencedores foram Gaó (piano), Alberto Marino na categoria violino (Trepiccione ficou em segundo e Nestor Amaral em quinto), Larosa Sobrinho (violão), Nabor Pires Camargo (clarinete) e Cárdia (bandolim).

César Ladeira, já no Rio de Janeiro e atuando na rádio Mayrink Veiga, atuava como um embaixador da musica paulistana, trazendo para a então capital da república os novos valores lá revelados. Desta forma aqui chegou Zezinho em 1933, passando logo a integrar o famoso regional da Mayrink.

Em 1936 é a vez de César Ladeira buscar uma turma da pesada; Aimoré, Garoto, Nestor Amaral e Laurindo Almeida. Estes três últimos participaram junto a Zezinho de uma grande aventura: Uma viagem a Europa a bordo no navio Cuiabá. Fizeram escala nos estados mais importantes do nordeste brasileiro antes de partir rumo a Lisboa, Porto, Amsterdam, Berlim e Paris onde por três meses divulgaram a nossa música. Em Paris não puderam desembarcar com os instrumentos musicais devido a alguma lei protecionista.

Assistiram então extasiados a uma apresentação do diabólico duo Stephan Grapelli (violino) e Django Reinhart (violão). Algo novo estava acontecendo ali em termos musicais e eles jamais seriam os mesmos após esta experiência, especialmente Garoto, que acabou por incorporar o fraseado de Django!

Voltam a Mayrink e depois de um breve retorno a São Paulo onde atua junto a Armandinho Neves e Antonio Rago no Regional da Record, Zezinho passa a integrar a Orquestra de Romeu Silva (muito bem reportado por Daniella Thompson) partindo então para os Estados Unidos em 1939 onde iriam se apresentar por seis meses na Feira Internacional de Nova Iorque. Zezinho reencontra seu amigo Garoto quando este, já famoso com seu violão tenor ( foi inclusive chamado de “homem dos dedos de ouro”), lá esteve com Carmen Miranda e o Bando da Lua.

A partir de 1940, Zezinho fixa residência em Los Angeles, já contratado pela Fox. Em 1941, Walt Disney com o papel de “embaixador da boa vizinhança” viaja pela América latina a pretexto de buscar inspiração para a criação de novos personagens. No Brasil, os cartunistas Luis Sá e J. Carlos ajudaram Disney a desenvolver a figura e a personalidade do papagaio “Zé Carioca”, “ personagem concebido para ser a síntese dos laços de amizade entre os estados Unidos e o Brasil”, em acordo com Sidney Ferreira Leite em seu excelente artigo publicado no Estadão em 01/12/2001.

Um problema persistiu por muito tempo: quem iria falar pelo papagaio? Por obra do acaso, Disney estava no mesmo estúdio que Zezinho pelos idos de 1943 e ao ouvi-lo falar percebeu na maneira gingada, malemolente, a voz ideal para o seu papagaio! Nasceu assim o Zé Carioca e o Zezinho, que passaria a usar o mesmo nome do papagaio, era o responsável por sua voz em inúmeros filmes como “Alô amigos” e “Você já foi a Bahia?”.

Este fato rendeu uma fortuna considerável ao Zezinho, que sempre se manteve ligado a musica, como integrante do Bando da Lua e com seu próprio grupo. Infelizmente acabou estigmatizado por conta de sua ligação com Disney (política da boa vizinhança) e com Carmen Miranda.

A casa de Zezinho, de acordo com seu amigo João Cancio de Povoa Filho, era um verdadeiro consulado brasileiro, não faltando ajuda a qualquer músico brasileiro que por lá se aventurasse. Que o diga o nosso violinista Fafá Lemos!

Com a morte de Carmen Miranda terminou o Bando da Lua, nesta altura completamente modificado em relação a sua formação original. Aloísio de Oliveira voltou ao Brasil onde desempenharia importante papel no marketing da Bossa nova e Zezinho lá ficou, com o fardo de seu apelido(Zé Carioca).

Nos seus últimos anos de vida passava seis meses em LA e os outros seis em São Paulo.Faleceu em22/12/1987 em Los Angeles."

(por Jorge Carvalho de Mello)

Aurora Miranda e Zé Carioca no longa-metragem Você já foi à Bahia?.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira; Zé Carioca (samba & choro).

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Pingarilho

Pingarilho

Pingarilho (Carlos Alberto Valle Pingarilho), compositor, instrumentista, cantor, artista plástico e arquiteto, nasceu no Rio de Janeiro em 07/01/1940. Primo de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, autodidata em gaita, estudou acordeom na Academia Mário Mascarenhas (1955) e violão com o professor Bandeirante (1956).

Iniciou sua carreira artística no final dos anos 1950, atuando (na gaita, acordeom e bateria) em conjuntos musicais ao lado de Marcos Valle, que registrou, em 1964, sua composição Canção pequenina.

Ligado à chamada "segunda geração da bossa nova", ao lado de Marcos e Paulo Sérgio Valle, Dori Caymmi e Edu Lobo, entre outros.

Com destacada atuação na área da arquitetura, é autor de diversos projetos publicados em revistas e livros especializados. Leciona Arquitetura na Universidade Santa Úrsula. Realizou, no campo das artes plásticas, inúmeras exposições de seus trabalhos.

Em 1998, participou, como convidado especial, do show de lançamento do CD Rhythm traveller, de Dom Um Romão, realizado em espaços cariocas como Casa de Cultura Laura Alvim, Teatro Gláucio Gil e Mistura Fina.

Em 2002, lançou seu primeiro CD, Pingarilho - Histórias e Sonhos, atuando como cantor, violonista, pianista, gaitista e percussionista. O disco, produzido por Arnaldo DeSouteiro, contou com a participação de Eumir Deodato, Marcos Valle, Roberto Menescal, Thiago de Mello, Ithamara Koorax, Dom Um Romão, Jorge Pescara, Paula Faour, Marcelo Salazar, Bebeto Castilho, Zé Carlos Bigorna e Bidinho, entre outros.

No repertório, suas composições Samba do dom natural, Samba da pergunta, Samba de rei, Samba tempo, Todas as coisas do mundo, Eu só posso assim, todas com Marcos Vasconcellos, Cores do amor, Martim pescador, Seu encanto (c/ Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Ray Gilbert), Fogão de lenha, Das coisas que eu mais queria (c/ Lula Freire), Samba de luar, Encontro (c/ Millor Fernandes), Da serra pro mar e Histórias e sonhos (Stories and dreams), além de Plus fort que nous (Francis Lai e Pierre Barouh).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Pingarilho

Pingarilho

Pingarilho (Carlos Alberto Valle Pingarilho), compositor, instrumentista, cantor, artista plástico e arquiteto, nasceu no Rio de Janeiro em 07/01/1940. Primo de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, autodidata em gaita, estudou acordeom na Academia Mário Mascarenhas (1955) e violão com o professor Bandeirante (1956).

Iniciou sua carreira artística no final dos anos 1950, atuando (na gaita, acordeom e bateria) em conjuntos musicais ao lado de Marcos Valle, que registrou, em 1964, sua composição Canção pequenina.

Ligado à chamada "segunda geração da bossa nova", ao lado de Marcos e Paulo Sérgio Valle, Dori Caymmi e Edu Lobo, entre outros.

Com destacada atuação na área da arquitetura, é autor de diversos projetos publicados em revistas e livros especializados. Leciona Arquitetura na Universidade Santa Úrsula. Realizou, no campo das artes plásticas, inúmeras exposições de seus trabalhos.

Em 1998, participou, como convidado especial, do show de lançamento do CD Rhythm traveller, de Dom Um Romão, realizado em espaços cariocas como Casa de Cultura Laura Alvim, Teatro Gláucio Gil e Mistura Fina.

Em 2002, lançou seu primeiro CD, Pingarilho - Histórias e Sonhos, atuando como cantor, violonista, pianista, gaitista e percussionista. O disco, produzido por Arnaldo DeSouteiro, contou com a participação de Eumir Deodato, Marcos Valle, Roberto Menescal, Thiago de Mello, Ithamara Koorax, Dom Um Romão, Jorge Pescara, Paula Faour, Marcelo Salazar, Bebeto Castilho, Zé Carlos Bigorna e Bidinho, entre outros.

No repertório, suas composições Samba do dom natural, Samba da pergunta, Samba de rei, Samba tempo, Todas as coisas do mundo, Eu só posso assim, todas com Marcos Vasconcellos, Cores do amor, Martim pescador, Seu encanto (c/ Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e Ray Gilbert), Fogão de lenha, Das coisas que eu mais queria (c/ Lula Freire), Samba de luar, Encontro (c/ Millor Fernandes), Da serra pro mar e Histórias e sonhos (Stories and dreams), além de Plus fort que nous (Francis Lai e Pierre Barouh).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Bola Sete

Bola Sete - Anos 60

Bola Sete (Djalma de Andrade), instrumentista. (Rio de Janeiro RJ 16/7/1923—Califórnia, EUA 13/2/1987). Com 17 anos freqüentava as rodas de músicos da Praça Tiradentes. Por essa época, com um conjunto do qual participava o compositor Henricão, foi para Marília SP, onde ficou oito meses. Aos 18 anos tocou violão em parques de diversão em Campinas SP e Niterói RJ.

Em 1945 venceu um concurso de violonista na Rádio Transmissora (hoje Globo). Durante algum tempo viajou por Minas Gerais e Rio de Janeiro, apresentando-se como violonista. Em seguida voltou à Rádio Transmissora e, por três anos, apresentou-se no programa Trem da Alegria, no Teatro João Caetano, junto com Lamartine Babo, Iara Sales e Kleber de Boscoli.

No final da década de 1940 organizou o Bola Sete e seu Conjunto e, para cantar, convidou Dolores Duran, que era croonerda boate Béguin. Atuaram nas boates Drink e Vogue. Com uma orquestra que formou para o Baile dos Artistas, no Hotel Glória, em 1954 excursionou pela Argentina, Uruguai e Espanha.

Em 1955 fez temporadas em Lima, Peru, e em Santiago do Chile. Em 1959 mudou-se para os E.U.A. e, até 1962, apresentou-se, quase diariamente, nos hotéis da cadeia Sheraton. Por volta de 1960 foram lançados dois discos seus: o LP Bola Sete, pela Sinter, com Um a zero (Pixinguinha e Benedito Lacerda) e Império do samba (Zé da Zilda e Zilda do Zé), entre outras, e o LP Bola Sete e quatro trombones, pela Odeon, destacando-se Mambeando (de sua autoria), The Man I Love (Ira Gershwin e George Gershwin), entre outras.

Em 1962 participou do Festival de Monterey, na Califórnia, E.U.A., como integrante do conjunto de Dizzie Giliespie, com o qual gravou um disco. Também em 1962 saiu no Brasil seu LP O extraordinário Bola Sete, pela Odeon, com Menino desce daí (Paulinho Nogueira) e Fico triste sem twist (de sua autoria), entre outras. Em novembro apresentou-se New York, E.U.A., no Festival da Bossa Nova, do Carnegie Hall, no Village Gate e no Vanguard. Nesse mesmo ano, organizou seu próprio trio, com Tião Neto (baixo) e Chico Batera (percussão).

Em 1969 participou do Festival de Música Brasileira e Americana, no México, ao lado de Airto Moreira, Eumir Deodato e Milton Nascimento. Em 1971 gravou o LP Workin’ on a Groovy Thing, na Paramount/ RGE, contendo Little Green Apples (Bobby Russell), With a Little Help from my Friends (John Lennon e Paul McCartney), entre outras.

Gravou cerca de dez LPs nos E.U.A., inclusive um com Vince Guaraldi. Seus últimos discos, Ocean 1, Ocean II e Jungle Suite, foram considerados por ele como seus melhores trabalhos.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Bola Sete

Bola Sete - Anos 60

Bola Sete (Djalma de Andrade), instrumentista. (Rio de Janeiro RJ 16/7/1923—Califórnia, EUA 13/2/1987). Com 17 anos freqüentava as rodas de músicos da Praça Tiradentes. Por essa época, com um conjunto do qual participava o compositor Henricão, foi para Marília SP, onde ficou oito meses. Aos 18 anos tocou violão em parques de diversão em Campinas SP e Niterói RJ.

Em 1945 venceu um concurso de violonista na Rádio Transmissora (hoje Globo). Durante algum tempo viajou por Minas Gerais e Rio de Janeiro, apresentando-se como violonista. Em seguida voltou à Rádio Transmissora e, por três anos, apresentou-se no programa Trem da Alegria, no Teatro João Caetano, junto com Lamartine Babo, Iara Sales e Kleber de Boscoli.

No final da década de 1940 organizou o Bola Sete e seu Conjunto e, para cantar, convidou Dolores Duran, que era croonerda boate Béguin. Atuaram nas boates Drink e Vogue. Com uma orquestra que formou para o Baile dos Artistas, no Hotel Glória, em 1954 excursionou pela Argentina, Uruguai e Espanha.

Em 1955 fez temporadas em Lima, Peru, e em Santiago do Chile. Em 1959 mudou-se para os E.U.A. e, até 1962, apresentou-se, quase diariamente, nos hotéis da cadeia Sheraton. Por volta de 1960 foram lançados dois discos seus: o LP Bola Sete, pela Sinter, com Um a zero (Pixinguinha e Benedito Lacerda) e Império do samba (Zé da Zilda e Zilda do Zé), entre outras, e o LP Bola Sete e quatro trombones, pela Odeon, destacando-se Mambeando (de sua autoria), The Man I Love (Ira Gershwin e George Gershwin), entre outras.

Em 1962 participou do Festival de Monterey, na Califórnia, E.U.A., como integrante do conjunto de Dizzie Giliespie, com o qual gravou um disco. Também em 1962 saiu no Brasil seu LP O extraordinário Bola Sete, pela Odeon, com Menino desce daí (Paulinho Nogueira) e Fico triste sem twist (de sua autoria), entre outras. Em novembro apresentou-se New York, E.U.A., no Festival da Bossa Nova, do Carnegie Hall, no Village Gate e no Vanguard. Nesse mesmo ano, organizou seu próprio trio, com Tião Neto (baixo) e Chico Batera (percussão).

Em 1969 participou do Festival de Música Brasileira e Americana, no México, ao lado de Airto Moreira, Eumir Deodato e Milton Nascimento. Em 1971 gravou o LP Workin’ on a Groovy Thing, na Paramount/ RGE, contendo Little Green Apples (Bobby Russell), With a Little Help from my Friends (John Lennon e Paul McCartney), entre outras.

Gravou cerca de dez LPs nos E.U.A., inclusive um com Vince Guaraldi. Seus últimos discos, Ocean 1, Ocean II e Jungle Suite, foram considerados por ele como seus melhores trabalhos.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Dino Sete Cordas

Dino Sete Cordas (Horondino José da Silva), instrumentista, violonista e compositor (Rio de Janeiro, 5/5/1918). Nascido no bairro de Santo Cristo, começou brincando com o violão do pai, que trabalhava como operário fundidor e tocava nas horas vagas.

Aos 14 anos já participava de serestas com os boêmios do bairro, e em 1935 começou a carreira profissional, acompanhando o cantor Augusto Calheiros em circos de Niterói, RJ. Tocava de ouvido, fazendo bordão nas variações que aprendia com o pai e os irmãos músicos: Lino, que tocava cavaquinho no Regional de Dante Santoro, e Jorginho, mais tarde ritmista do Conjunto Época de Ouro.

Em 1937 foi convidado para integrar o Regional de Benedito Lacerda, substituindo o violonista Ney Orestes, que adoecera. Trabalhava então como operário numa fábrica de sapatos, mas com a morte de Ney Orestes tornou-se efetivo no grupo e deixou a fábrica. Logo em seguida, Carlos Lentine, outro violonista do regional, foi substituído por Jaime Florence, o Meira, surgindo então a dupla de violonistas Dino-Meira, uma das mais famosas e duradouras da música popular brasileira. Como integrante do regional, gravou muitos discos, acompanhando os intérpretes famosos da época, Francisco Alves, Carmen Miranda, Luís Barbosa, Sílvio Caldas e Orlando Silva , entre outros.

Na década de 1940 iniciou estudos de teoria musical e, em 1950, quando o Regional de Benedito Lacerda se transformou no Regional do Canhoto, continuou a fazer parte do grupo. Foi nessa época (1950) que começou a tocar violão de sete cordas, até então utilizado somente pelo violonista Tute, no Grupo da Velha Guarda e no conjunto Diabos do Céu. Encomendou um violão especial, com a sétima corda grave afinada em dó, desenvolvendo e dinamizando o seu uso.

Como integrante do Regional do Canhoto, prosseguiu acompanhando inúmeros cantores e outros solistas, em gravações, shows e rádios. Em fins da década de 1950, com o surgimento da bossa nova, seguida do iê-iê-iê, o estilo da execução dos violonistas de regional ficou fora de moda. Passou então a usar uma guitarra elétrica e entrou para o conjunto de danças liderado por Paulo Barcelos.

Na segunda metade da década de 1960, com as gravações de discos de escolas de sambas, o violão bordão, chamado “de baixaria”, volta a ser requisitado. Em 1965 e 1967, participou da gravação dos dois LPs do show Rosa de Ouro, de Hermínio Bello de Carvalho, acompanhando as cantoras Clementina de Jesus e Araci Cortes, e o Conjunto Rosa de Ouro. Nessa fase, deu aulas de violão e atuou no Conjunto Época de Ouro, de Jacob do Bandolim.

A partir de 1970, com o ressurgimento do samba e do choro, em gravações, passou a tocar com grande número de cantores, como Beth Carvalho, Raul Seixas, Gilberto Gil, Carlinhos Vergueiro, Macalé, Vinícius de Morais, Toquinho e Cristina.

Em 1974 foi responsável pelos arranjos e pela regência de dois discos importantes, lançados pela etiqueta Marcus Pereira: A música de Donga, com Elisete Cardoso, Paulo Tapajós e outros, e o primeiro LP de Cartola. Dois anos depois, atuou novamente com Cartola, orquestrando o seu segundo LP, que lançou o sucesso As rosas não falam.

Em 1988 completou 63 anos ininterruptos de atuação como músico profissional, ostentando número invejável de participações em discos e shows de artistas de várias gerações. Considerado como o grande mestre do violão de sete cordas, lançou em 1991 um disco histórico em que tocou com outro virtuoso do instrumento, Raphael Rabello.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Dino Sete Cordas

Dino Sete Cordas (Horondino José da Silva), instrumentista, violonista e compositor (Rio de Janeiro, 5/5/1918). Nascido no bairro de Santo Cristo, começou brincando com o violão do pai, que trabalhava como operário fundidor e tocava nas horas vagas.

Aos 14 anos já participava de serestas com os boêmios do bairro, e em 1935 começou a carreira profissional, acompanhando o cantor Augusto Calheiros em circos de Niterói, RJ. Tocava de ouvido, fazendo bordão nas variações que aprendia com o pai e os irmãos músicos: Lino, que tocava cavaquinho no Regional de Dante Santoro, e Jorginho, mais tarde ritmista do Conjunto Época de Ouro.

Em 1937 foi convidado para integrar o Regional de Benedito Lacerda, substituindo o violonista Ney Orestes, que adoecera. Trabalhava então como operário numa fábrica de sapatos, mas com a morte de Ney Orestes tornou-se efetivo no grupo e deixou a fábrica. Logo em seguida, Carlos Lentine, outro violonista do regional, foi substituído por Jaime Florence, o Meira, surgindo então a dupla de violonistas Dino-Meira, uma das mais famosas e duradouras da música popular brasileira. Como integrante do regional, gravou muitos discos, acompanhando os intérpretes famosos da época, Francisco Alves, Carmen Miranda, Luís Barbosa, Sílvio Caldas e Orlando Silva , entre outros.

Na década de 1940 iniciou estudos de teoria musical e, em 1950, quando o Regional de Benedito Lacerda se transformou no Regional do Canhoto, continuou a fazer parte do grupo. Foi nessa época (1950) que começou a tocar violão de sete cordas, até então utilizado somente pelo violonista Tute, no Grupo da Velha Guarda e no conjunto Diabos do Céu. Encomendou um violão especial, com a sétima corda grave afinada em dó, desenvolvendo e dinamizando o seu uso.

Como integrante do Regional do Canhoto, prosseguiu acompanhando inúmeros cantores e outros solistas, em gravações, shows e rádios. Em fins da década de 1950, com o surgimento da bossa nova, seguida do iê-iê-iê, o estilo da execução dos violonistas de regional ficou fora de moda. Passou então a usar uma guitarra elétrica e entrou para o conjunto de danças liderado por Paulo Barcelos.

Na segunda metade da década de 1960, com as gravações de discos de escolas de sambas, o violão bordão, chamado “de baixaria”, volta a ser requisitado. Em 1965 e 1967, participou da gravação dos dois LPs do show Rosa de Ouro, de Hermínio Bello de Carvalho, acompanhando as cantoras Clementina de Jesus e Araci Cortes, e o Conjunto Rosa de Ouro. Nessa fase, deu aulas de violão e atuou no Conjunto Época de Ouro, de Jacob do Bandolim.

A partir de 1970, com o ressurgimento do samba e do choro, em gravações, passou a tocar com grande número de cantores, como Beth Carvalho, Raul Seixas, Gilberto Gil, Carlinhos Vergueiro, Macalé, Vinícius de Morais, Toquinho e Cristina.

Em 1974 foi responsável pelos arranjos e pela regência de dois discos importantes, lançados pela etiqueta Marcus Pereira: A música de Donga, com Elisete Cardoso, Paulo Tapajós e outros, e o primeiro LP de Cartola. Dois anos depois, atuou novamente com Cartola, orquestrando o seu segundo LP, que lançou o sucesso As rosas não falam.

Em 1988 completou 63 anos ininterruptos de atuação como músico profissional, ostentando número invejável de participações em discos e shows de artistas de várias gerações. Considerado como o grande mestre do violão de sete cordas, lançou em 1991 um disco histórico em que tocou com outro virtuoso do instrumento, Raphael Rabello.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Guinga

Guinga

Guinga (Carlos Althier de Sousa Lemos Escobar), violonista, compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 10/6/1950. Dentista de profissão, iniciou a carreira no II FIC, em 1967. Foi lançado como compositor pelo conjunto MPB-4, em 1973, com duas gravações: Conversa com o coração e Maldição de Ravel, ambas em parceria com Paulo César Pinheiro.

Como violonista, participou de numerosas gravações nas décadas de 1970 e 1980, tendo acompanhado Cartola na primeira gravação de As rosas não falam. Em 1989 estreou seu primeiro show ao lado de Paulo César Pinheiro e Ithamara Koorax, no bar Vou Vivendo, em São Paulo SP.

Em 1991 gravou seu primeiro disco, Simples e absurdo (Velas), com participações de Chico Buarque, Leny Andrade e Leila Pinheiro, entre outros. Seu segundo disco, Delírio carioca (1993, Velas), contou com interpretações de Djavan, Fátima Guedes e Leila Pinheiro, além do próprio compositor.

Suas músicas têm sido gravadas por grandes nomes: Bolero de Satã (com Paulo César Pinheiro), por Elis Regina e Cauby Peixoto; Catavento e girassol (com Aldir Blanc), por Leila Pinheiro; Esconjuros (com Aldir Blanc), por Sérgio Mendes; e cinco instrumentais pelo violonista Turíbio Santos no disco Fantasias brasileiras.

Em 1996 lançou o CD Cheio de dedos, que recebeu três prêmios Sharp. Nesse trabalho, principalmente instrumental, destacam-se os choros Cheio de dedos, Picotado e Nó na garganta, o baião Dá o pé, louro, a salsa Me gusta a lagosta, além de três faixas cantadas: Blanchiana, com vocalise do próprio compositor, Impressionados (com Aldir Blanc), interpretada por Chico Buarque, e Ária de opereta (com Aldir Blanc), por Ed Mota.

CDs: Simples e absurdo, 1991, Velas 1 1-VOOl; Cheio de dedos, 1996, Velas 11-V199.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Guinga

Guinga

Guinga (Carlos Althier de Sousa Lemos Escobar), violonista, compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 10/6/1950. Dentista de profissão, iniciou a carreira no II FIC, em 1967. Foi lançado como compositor pelo conjunto MPB-4, em 1973, com duas gravações: Conversa com o coração e Maldição de Ravel, ambas em parceria com Paulo César Pinheiro.

Como violonista, participou de numerosas gravações nas décadas de 1970 e 1980, tendo acompanhado Cartola na primeira gravação de As rosas não falam. Em 1989 estreou seu primeiro show ao lado de Paulo César Pinheiro e Ithamara Koorax, no bar Vou Vivendo, em São Paulo SP.

Em 1991 gravou seu primeiro disco, Simples e absurdo (Velas), com participações de Chico Buarque, Leny Andrade e Leila Pinheiro, entre outros. Seu segundo disco, Delírio carioca (1993, Velas), contou com interpretações de Djavan, Fátima Guedes e Leila Pinheiro, além do próprio compositor.

Suas músicas têm sido gravadas por grandes nomes: Bolero de Satã (com Paulo César Pinheiro), por Elis Regina e Cauby Peixoto; Catavento e girassol (com Aldir Blanc), por Leila Pinheiro; Esconjuros (com Aldir Blanc), por Sérgio Mendes; e cinco instrumentais pelo violonista Turíbio Santos no disco Fantasias brasileiras.

Em 1996 lançou o CD Cheio de dedos, que recebeu três prêmios Sharp. Nesse trabalho, principalmente instrumental, destacam-se os choros Cheio de dedos, Picotado e Nó na garganta, o baião Dá o pé, louro, a salsa Me gusta a lagosta, além de três faixas cantadas: Blanchiana, com vocalise do próprio compositor, Impressionados (com Aldir Blanc), interpretada por Chico Buarque, e Ária de opereta (com Aldir Blanc), por Ed Mota.

CDs: Simples e absurdo, 1991, Velas 1 1-VOOl; Cheio de dedos, 1996, Velas 11-V199.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

domingo, 25 de novembro de 2007

Manduca do Catumbi

Manduca do Catumbi, violonista, nascido (circa 1842) e falecido (circa 1920), provavelmente na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Era padrinho de batismo do compositor e violonista Heitor Catumbi. Morava no Catumbi, bairro carioca do qual herdou o apelido.

Trabalhou em uma litografia na Rua da Assembléia. Faleceu em uma festa de núpcias, enquanto executava uma valsa. Acompanhador e solista muito famoso entre os chorões da velha guarda. Gostava de cantar lundus ao violão.

Segundo Alexandre Gonçalves Pinto, em seu livro O Choro (Reminiscências dos chorões antigos), tocava com a cabeça caída sobre o instrumento e usava anéis de latão cravejados de pedras falsas:

"Manduca de Catumby era um chorão celebre de gloriosa tradição, typo idoso, de cor parda, de alta estatura e usava a cabelleira partida ao meio e a tradicional sobre-casaca, trabalhava numa litographia na rua da Assembléa, trazia nos dedos uns aneis de latão com pedras de vidro, e quando dedilhava o violão que era o seu instrumento chamava a attenção dos assistentes pelo brilho das pedras falsas focalizadas pelo reflexo da luz do lampeão."

"... era um chorão solista e bom acompanhador que pouco se utilizava dos bordões, porém, fazia proezas nas cordas de tripas, sendo por esta razão respeitado e admirado por outros chorões, em bora não tendo elegancia, pois tocava com a cabeça cahida sobre o instrumento, sabia tirar partido nos chôros que executava, ainda possuía uma outra especialidade: tocava com gosto e não se tornava rogado aos pedidos que lhe eram solicitados, era calmo, concentrado, modesto, e de expressões delicadas e muito considerado pelo modo, porque se sabia conduzir entre outros chorões, de seu tempo, eis porque digo que Manduca de Catumby, fez a sua época no tempo que os violões não estavam valorizados como hoje se acham. Aqui, nestas linhas, fica descripto o perfil pouco mais ou menos de um chorão da velha guarda."

Fontes: O Choro (Reminiscências dos chorões antigos), 1936- Alexandre Gonçalves Pinto; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

domingo, 18 de novembro de 2007

Cassiano

Cassiano (Genival Cassiano dos Santos), cantor, compositor e guitarrista, nasceu em Campina Grande PB em 16/9/1943. Aos seis anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde aprendeu as primeiras noções de violão e bandolim com o pai.

Iniciou a carreira em 1964, tocando violão no Bossa Trio, que daria origem ao grupo vocal Os Diagonais, com o qual gravou alguns compactos e o LP Cada um na sua (1971, RCA). Influenciado tanto pela soul-music norte-americana de Otis Redding e Stevie Wonder como pelo samba-canção de Lupicínio Rodrigues, foi um dos precursores do gênero soul no Brasil (?).

Tornou-se conhecido em 1970, quando Tim Maia gravou suas composições Primavera (Vai chuva) e Eu amo você (ambas com Sílvio Rochael) em seu primeiro LP, que teve participação de Cassiano na guitarra.

Seus maiores sucessos como autor e intérprete incluem duas parcerias com Paulo Zdanowski: A lua e eu (1976), tema da novela O grito, e Coleção (1977), incluída na novela Locomotivas, ambas da TV Globo. Seus discos como intérprete em carreira solo são Cassiano, imagem e som (1971, RCA), Apresentamos nosso Cassiano (1973, Odeon) e Cuban soul — 18 quilates (1976, Polydor), além de um LP gravado na CBS, que ficou inédito.

Em 1978 interrompeu a carreira de intérprete por motivos de saúde, mas continuou compondo sucessos como Mister Samba, gravado por Alcione, e Morena, por Gilberto Gil. Voltou a gravar em 1991, quando participou do songbook da editora Lumiar dedicado a Noel Rosa e lançou o LP Cedo ou tarde (Columbia), com participação de Ed Mota, Sandra de Sá, Mansa Monte, Djavan e outros, incluindo antigos sucessos e novas composições como Know-how.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Cassiano

Cassiano (Genival Cassiano dos Santos), cantor, compositor e guitarrista, nasceu em Campina Grande PB em 16/9/1943. Aos seis anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde aprendeu as primeiras noções de violão e bandolim com o pai.

Iniciou a carreira em 1964, tocando violão no Bossa Trio, que daria origem ao grupo vocal Os Diagonais, com o qual gravou alguns compactos e o LP Cada um na sua (1971, RCA). Influenciado tanto pela soul-music norte-americana de Otis Redding e Stevie Wonder como pelo samba-canção de Lupicínio Rodrigues, foi um dos precursores do gênero soul no Brasil (?).

Tornou-se conhecido em 1970, quando Tim Maia gravou suas composições Primavera (Vai chuva) e Eu amo você (ambas com Sílvio Rochael) em seu primeiro LP, que teve participação de Cassiano na guitarra.

Seus maiores sucessos como autor e intérprete incluem duas parcerias com Paulo Zdanowski: A lua e eu (1976), tema da novela O grito, e Coleção (1977), incluída na novela Locomotivas, ambas da TV Globo. Seus discos como intérprete em carreira solo são Cassiano, imagem e som (1971, RCA), Apresentamos nosso Cassiano (1973, Odeon) e Cuban soul — 18 quilates (1976, Polydor), além de um LP gravado na CBS, que ficou inédito.

Em 1978 interrompeu a carreira de intérprete por motivos de saúde, mas continuou compondo sucessos como Mister Samba, gravado por Alcione, e Morena, por Gilberto Gil. Voltou a gravar em 1991, quando participou do songbook da editora Lumiar dedicado a Noel Rosa e lançou o LP Cedo ou tarde (Columbia), com participação de Ed Mota, Sandra de Sá, Mansa Monte, Djavan e outros, incluindo antigos sucessos e novas composições como Know-how.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Canhoto da Paraíba

Não são poucos os violonistas canhotos no Brasil. Alguns deles, com status de estrelas de primeiríssima grandeza (como o paulista Américo Giacomino, o Canhoto, o maior nome do instrumento no início do século), deram importantes contribuições para a fixação do violão como o mais brasileiro dos nossos instrumentos populares. Mas todos eles necessitavam inverter as cordas para aprender; primas para cima, bordões para baixo, de maneira que somente canhotos pudessem dedilhar o instrumento. Todos, menos um.

No alto sertão paraibano, na lendária cidade de Princesa Isabel (onde "pau-pereira já roncou", como cantava Luiz Gonzaga), entre nove irmãos, nasceu Francisco Soares de Araújo, em 19 de maio de 1928. O avô era clarinetista da banda, o pai tocava violão, os irmãos distribuíam-se entre vários instrumentos e logo o Chico começou a tocar todos eles, por conta própria. Tanto assim que, já adolescente, tomou puxão de orelha de "seu" vigário, que tolerava a maneira suingada como seu pequeno sacristão tocava os sinos, mas não perdoou quando o flagrou rasgando o frevo Vassourinhas, no... órgão da igreja.

Mas Chico gostava mesmo era de violão. O problema é que para ensiná-lo "só mesmo na frente do espelho", como dizia seu pai, quando desanimou da tarefa. Canhoto irreversível, tratou de aprender sozinho. Como o instrumento era usado pela família toda, não podia inverter as cordas, o negócio era simplesmente virá-lo ao contrario, de cabeça para baixo e...tocar.

Tocar magistralmente, a ponto de em pouco tempo a confraria dos gênios musicais brasileiros saber dele. Pixinguinha, Luperce Miranda, Tia Amélia, Severino Araújo, Dilermando Reis já sabiam que pelo Nordeste - agora já adulto, tocando no Regional da Rádio Jornal do Comercio do Recife, depois de estágio nas mesmas funções na Rádio Tabajara, de João Pessoa - existia um violonista fora de série, à altura dos melhores do país.

Em 1959, visita o Rio de Janeiro e em um sarau na famosa casa de Jacob do Bandolim, em Jacarepaguá, torna-se amigo de todos os seus ídolos, principalmente do jovem Paulinho da Viola, que o homenageia com o choro Abraçando o Chico Soares. Nunca quis fazer carreira no Sul, mesmo tendo gravado um LP (produzido por Paulinho), preferindo continuar sua vida de "chorão" ao lado dos amigos no Recife.

Tão bom compositor quanto intérprete, Canhoto da Paraíba - nome com que se inscreveu definitivamente na história do violão brasileiro - realizou algumas incursões por São Paulo e Rio de Janeiro, exibindo um talento que sempre deixou um gosto de "quero mais" nos que tiveram contato com ele.

Arley Pereira
ENSAIO - 12/4/1994

Canhoto da Paraíba

Não são poucos os violonistas canhotos no Brasil. Alguns deles, com status de estrelas de primeiríssima grandeza (como o paulista Américo Giacomino, o Canhoto, o maior nome do instrumento no início do século), deram importantes contribuições para a fixação do violão como o mais brasileiro dos nossos instrumentos populares. Mas todos eles necessitavam inverter as cordas para aprender; primas para cima, bordões para baixo, de maneira que somente canhotos pudessem dedilhar o instrumento. Todos, menos um.

No alto sertão paraibano, na lendária cidade de Princesa Isabel (onde "pau-pereira já roncou", como cantava Luiz Gonzaga), entre nove irmãos, nasceu Francisco Soares de Araújo, em 19 de maio de 1928. O avô era clarinetista da banda, o pai tocava violão, os irmãos distribuíam-se entre vários instrumentos e logo o Chico começou a tocar todos eles, por conta própria. Tanto assim que, já adolescente, tomou puxão de orelha de "seu" vigário, que tolerava a maneira suingada como seu pequeno sacristão tocava os sinos, mas não perdoou quando o flagrou rasgando o frevo Vassourinhas, no... órgão da igreja.

Mas Chico gostava mesmo era de violão. O problema é que para ensiná-lo "só mesmo na frente do espelho", como dizia seu pai, quando desanimou da tarefa. Canhoto irreversível, tratou de aprender sozinho. Como o instrumento era usado pela família toda, não podia inverter as cordas, o negócio era simplesmente virá-lo ao contrario, de cabeça para baixo e...tocar.

Tocar magistralmente, a ponto de em pouco tempo a confraria dos gênios musicais brasileiros saber dele. Pixinguinha, Luperce Miranda, Tia Amélia, Severino Araújo, Dilermando Reis já sabiam que pelo Nordeste - agora já adulto, tocando no Regional da Rádio Jornal do Comercio do Recife, depois de estágio nas mesmas funções na Rádio Tabajara, de João Pessoa - existia um violonista fora de série, à altura dos melhores do país.

Em 1959, visita o Rio de Janeiro e em um sarau na famosa casa de Jacob do Bandolim, em Jacarepaguá, torna-se amigo de todos os seus ídolos, principalmente do jovem Paulinho da Viola, que o homenageia com o choro Abraçando o Chico Soares. Nunca quis fazer carreira no Sul, mesmo tendo gravado um LP (produzido por Paulinho), preferindo continuar sua vida de "chorão" ao lado dos amigos no Recife.

Tão bom compositor quanto intérprete, Canhoto da Paraíba - nome com que se inscreveu definitivamente na história do violão brasileiro - realizou algumas incursões por São Paulo e Rio de Janeiro, exibindo um talento que sempre deixou um gosto de "quero mais" nos que tiveram contato com ele.

Arley Pereira
ENSAIO - 12/4/1994

domingo, 21 de outubro de 2007

Tibério Gaspar


Tibério Gaspar Rodrigues Pereira, compositor, produtor musical e violonista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 11/9/1943. Ingressou na Faculdade de Engenharia, mas abandonou o curso para dedicar-se à música.

Iniciou sua carreira profissional em 1967, trabalhando em parceria com Antônio Adolfo. As primeiras composições da dupla foram Caminhada, finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), Tema triste e Rosa branca. Ainda nesse ano, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação da canção Caminhada, por Agostinho dos Santos

Em 1968, sua canção Sá Marina (com Antonio Adolfo) foi gravada, com enorme sucesso, por Wilson Simonal. Também nesse ano, trabalhou na produção e direção musical do evento Música Nossa (Teatro Santa Rosa, RJ), ao lado de Roberto Menescal, Mário Telles, Ugo Marotta e Paulo Sérgio Valle. No ano seguinte, participou do IV Festival Internacional da Canção com Juliana (com Antonio Adolfo), defendida pelo conjunto A Brasuca e classificada em 2º lugar no evento. 

Em 1970, representou o Brasil na Olimpíada da Canção de Atenas (Grécia), com Teletema (com Antonio Adolfo), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar. Nesse mesmo ano, venceu o V Festival Internacional da Canção com BR-3 (com Antonio Adolfo), defendida por Toni Tornado e Trio Ternura.
Participou, como compositor, de trilhas sonoras para o cinema, com destaque para os filmes O matador profissional, Balada dos infiéis, Ascenção e queda de um paquera, Memórias de um gigolô, O enterro da cafetina, Romualdo e Juliana e Beth Balanço. Ainda como compositor, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como O cafona, Véu de noiva, Assim na terra como no céu, Verão vermelho e Irmãos Coragem

Classificou canções em vários festivais, como II Canta Rio-Sul, Festival de Alegre, Festival de São Silvério, Festival de São Simão, Festival de Pinheiros, Festival de Boa Esperança, XV Festival Antense da Canção, Festival de Ilha Solteira, Festival de Piraí, Festival de Juiz de Fora, Festival de Diamantina, Festival de Itumbiara e Festival de Montanha, além dos já citados. 

Participou da produção de discos de artistas como Antonio Adolfo & A Brazuca, Ruy Maurity, Toni Tornado, Cristina Conrado e Eudes, entre outros, além de ter assinado, para a Prefeitura de Sapucaia, a produção do CD do XV Festival Antense da Canção. 

Trabalhou também na área publicitária, tendo ocupado, em 1977 e 1978, o cargo de diretor geral da Aquarius Produções, responsável pela produção de inúmeras peças publicitárias para todo o Brasil. Compôs jingles para clientes como Leite Gogó, Sérgio Dourado, Caixa Econômica Federal, Adidas, Caderneta de Poupança Letra, Caderneta de Poupança Delfim, Carrocerias Randon, Sudantex, Lanjal e Coca-Cola, entre outros. 

Criou e produziu, em 1986, o jingle institucional de fim de ano da Rede Manchete de Televisão. Como produtor de televisão, atuou, com Lúcio Alves, no III Festival Universitário (TV Tupi) e no programa Som Livre Exportação (TV Globo), no qual participou também como apresentador, ao lado de Elis Regina, Rita Lee, Susana de Moraes e Ivan Lins. 

Trabalhou na produção e direção de shows de artistas como Ruy Maurity e Belchior (Teatro Carioca), Antonio Adolfo & A Brazuca (Teatro Casa Grande), Johnny Alf (Teatro de Bolso), Tony Tornado (Teatro Copacabana Palace), Maria Alcina (Teatro Copacabana Palace), Nonato Buzar (Hotel Intercontinental), Leonardo Ribeiro (Vinicius Piano Bar), Cristina Conrado (People e Mistura Fina), além de ter dirigido a cantora Elza Soares no show Passaporte (Teatro Rival). 

Como intérprete de suas canções, lançou, em 2002, o CD Tibério canta Gaspar. Em 2005, representou o Brasil no Festival Internacional de Viña del Mar com sua canção Matilde (com Guto Araújo), interpretada pela cantora Cristina Conrado. 

Fonte: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

Tibério Gaspar


Tibério Gaspar Rodrigues Pereira, compositor, produtor musical e violonista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 11/9/1943. Ingressou na Faculdade de Engenharia, mas abandonou o curso para dedicar-se à música.

Iniciou sua carreira profissional em 1967, trabalhando em parceria com Antônio Adolfo. As primeiras composições da dupla foram Caminhada, finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), Tema triste e Rosa branca. Ainda nesse ano, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação da canção Caminhada, por Agostinho dos Santos

Em 1968, sua canção Sá Marina (com Antonio Adolfo) foi gravada, com enorme sucesso, por Wilson Simonal. Também nesse ano, trabalhou na produção e direção musical do evento Música Nossa (Teatro Santa Rosa, RJ), ao lado de Roberto Menescal, Mário Telles, Ugo Marotta e Paulo Sérgio Valle. No ano seguinte, participou do IV Festival Internacional da Canção com Juliana (com Antonio Adolfo), defendida pelo conjunto A Brasuca e classificada em 2º lugar no evento. 

Em 1970, representou o Brasil na Olimpíada da Canção de Atenas (Grécia), com Teletema (com Antonio Adolfo), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar. Nesse mesmo ano, venceu o V Festival Internacional da Canção com BR-3 (com Antonio Adolfo), defendida por Toni Tornado e Trio Ternura.
Participou, como compositor, de trilhas sonoras para o cinema, com destaque para os filmes O matador profissional, Balada dos infiéis, Ascenção e queda de um paquera, Memórias de um gigolô, O enterro da cafetina, Romualdo e Juliana e Beth Balanço. Ainda como compositor, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como O cafona, Véu de noiva, Assim na terra como no céu, Verão vermelho e Irmãos Coragem

Classificou canções em vários festivais, como II Canta Rio-Sul, Festival de Alegre, Festival de São Silvério, Festival de São Simão, Festival de Pinheiros, Festival de Boa Esperança, XV Festival Antense da Canção, Festival de Ilha Solteira, Festival de Piraí, Festival de Juiz de Fora, Festival de Diamantina, Festival de Itumbiara e Festival de Montanha, além dos já citados. 

Participou da produção de discos de artistas como Antonio Adolfo & A Brazuca, Ruy Maurity, Toni Tornado, Cristina Conrado e Eudes, entre outros, além de ter assinado, para a Prefeitura de Sapucaia, a produção do CD do XV Festival Antense da Canção. 

Trabalhou também na área publicitária, tendo ocupado, em 1977 e 1978, o cargo de diretor geral da Aquarius Produções, responsável pela produção de inúmeras peças publicitárias para todo o Brasil. Compôs jingles para clientes como Leite Gogó, Sérgio Dourado, Caixa Econômica Federal, Adidas, Caderneta de Poupança Letra, Caderneta de Poupança Delfim, Carrocerias Randon, Sudantex, Lanjal e Coca-Cola, entre outros. 

Criou e produziu, em 1986, o jingle institucional de fim de ano da Rede Manchete de Televisão. Como produtor de televisão, atuou, com Lúcio Alves, no III Festival Universitário (TV Tupi) e no programa Som Livre Exportação (TV Globo), no qual participou também como apresentador, ao lado de Elis Regina, Rita Lee, Susana de Moraes e Ivan Lins. 

Trabalhou na produção e direção de shows de artistas como Ruy Maurity e Belchior (Teatro Carioca), Antonio Adolfo & A Brazuca (Teatro Casa Grande), Johnny Alf (Teatro de Bolso), Tony Tornado (Teatro Copacabana Palace), Maria Alcina (Teatro Copacabana Palace), Nonato Buzar (Hotel Intercontinental), Leonardo Ribeiro (Vinicius Piano Bar), Cristina Conrado (People e Mistura Fina), além de ter dirigido a cantora Elza Soares no show Passaporte (Teatro Rival). 

Como intérprete de suas canções, lançou, em 2002, o CD Tibério canta Gaspar. Em 2005, representou o Brasil no Festival Internacional de Viña del Mar com sua canção Matilde (com Guto Araújo), interpretada pela cantora Cristina Conrado. 

Fonte: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

sábado, 8 de setembro de 2007

Jards Macalé

Jards Macalé (Jards Anet da Silva) nasceu em 03 de Março de 1943 no Rio de Janeiro RJ. Aprendeu a tocar violão por volta dos 14 anos, e em 1958 começou a estudar orquestração, arranjo, composição e violão. Na Escola Pró-Arte foi aluno de Guerra-Peixe (orquestração), Peter Daulsberg (violoncelo) e Turíbio Santos (violão). Em 1964, compôs Meu mundo é seu (com Roberto Nascimento), gravada por Elizeth Cardoso.

Sua carreira profissional começou realmente em 1965, quando tocou violão na montagem paulista do show Opinião, no Teatro Ruth Escobar, de São Paulo. Nesse mesmo ano, junto com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Carlos Castilho, participou da direção musical da peça Tempo de guerra, apresentada no Teatro de Arena, e dirigiu a parte musical do show Arena canta Bahia.

Em 1967 recomeçou seus estudos, então com Ester Scliar e com o maestro Guerra-Peixe. Em 1968, estreou no cinema: compôs musicas sobre textos de Mário de Andrade para o filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, participou da trilha sonora de O Dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha.

No ano seguinte, lançou seus primeiros sucessos: com Capinam, compôs Pulsars e quasars, Pula-pula e Movimento dos barcos; com Duda, escreveu Hotel das Estrelas e Archaic Lonely Star Blues. Gravou ainda, com Gilberto Gil, Aquele abraço e Cultura e civilização; foi o responsável pela direção musical e pelos arranjos, participando também como vocalista, do LP Cultura e civilização, de Gal Costa. Causou polemica, nesse ano, ao apresentar, no IV FIC da TV Globo, do Rio de Janeiro, uma música sua, escrita de parceria com Capinam: Gotham City.

Em 1970 compôs novos sucessos, desta vez com Waly Sailormoon, Vapor barato, e Mal secreto (também gravadas por Gal Costa) e fez a direção musical do show Deixa sangrar, ainda com Gal Costa.

Em 1972, trabalhou nos arranjos e direção do LP Transa, de Caetano Veloso, e em espetáculos no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife PE e Salvador BA. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP, pela Philips. No ano seguinte, lançou, pela mesma gravadora, seu segundo LP – Aprender a nadar – e fez a trilha sonora para filme dirigido por Nelson Pereira dos Santos, Amuleto de Ogum, em que também trabalhou como ator.

Em 1977 gravou o LP Contrastes, pela Som Livre. Em 1979 lançou o álbum duplo Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo no MAM do Rio de Janeiro em 10 de novembro de 1973 e proibido pelo regime militar durante seis anos. Gravou em 1987 o disco Quatro batutas e um curinga, pela Continental.

Em 1991, atuou na novela Amazônia, da TV Manchete e, em 1994, lançou o CD inédito Let’s play that, gravado dez anos antes em parceria com o percussionista Naná Vasconcelos e recusado na época pelas gravadoras. O disco inclui Let’s play that (com Torquato Neto), Puntos cardenales (com Jorge Mautner) e música para fragmentos dos Cantos de Ezra Pound.

Desde 1994 a maioria de seus LPs foi relançada em CD, entre eles Aprender a nadar, Direitos humanos no banquete dos mendigos e Contrastes, todos pela Rock Company, em 1995. Também participou de outros discos, como os songbooks de Noel Rosa (1991), Vinícius de Moraes (1993), Dorival Caymmi (1994) e Ary Barroso (1995), todos da Lumiar.

Em 1997 musicou os dois últimos poemas que recebeu de Torquato Neto, Destino de poeta e Sim, não, além de poema inédito do cineasta Glauber Rocha.

Há mais de 30 anos no cenário musical, também transita por outras artes: no teatro, trabalhou ao lado de José Celso Martinez Correia na peça Brecht Hindemith, no cinema, atuou como ator com diretores como Nelson Pereira dos Santos e Leon Hirszman; nas artes plásticas, trabalhou com Hélio Oiticica, Lygia Clark e Rubens Gerschman.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Jards Macalé

Jards Macalé (Jards Anet da Silva) nasceu em 03 de Março de 1943 no Rio de Janeiro RJ. Aprendeu a tocar violão por volta dos 14 anos, e em 1958 começou a estudar orquestração, arranjo, composição e violão. Na Escola Pró-Arte foi aluno de Guerra-Peixe (orquestração), Peter Daulsberg (violoncelo) e Turíbio Santos (violão). Em 1964, compôs Meu mundo é seu (com Roberto Nascimento), gravada por Elizeth Cardoso.

Sua carreira profissional começou realmente em 1965, quando tocou violão na montagem paulista do show Opinião, no Teatro Ruth Escobar, de São Paulo. Nesse mesmo ano, junto com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Carlos Castilho, participou da direção musical da peça Tempo de guerra, apresentada no Teatro de Arena, e dirigiu a parte musical do show Arena canta Bahia.

Em 1967 recomeçou seus estudos, então com Ester Scliar e com o maestro Guerra-Peixe. Em 1968, estreou no cinema: compôs musicas sobre textos de Mário de Andrade para o filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, participou da trilha sonora de O Dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha.

No ano seguinte, lançou seus primeiros sucessos: com Capinam, compôs Pulsars e quasars, Pula-pula e Movimento dos barcos; com Duda, escreveu Hotel das Estrelas e Archaic Lonely Star Blues. Gravou ainda, com Gilberto Gil, Aquele abraço e Cultura e civilização; foi o responsável pela direção musical e pelos arranjos, participando também como vocalista, do LP Cultura e civilização, de Gal Costa. Causou polemica, nesse ano, ao apresentar, no IV FIC da TV Globo, do Rio de Janeiro, uma música sua, escrita de parceria com Capinam: Gotham City.

Em 1970 compôs novos sucessos, desta vez com Waly Sailormoon, Vapor barato, e Mal secreto (também gravadas por Gal Costa) e fez a direção musical do show Deixa sangrar, ainda com Gal Costa.

Em 1972, trabalhou nos arranjos e direção do LP Transa, de Caetano Veloso, e em espetáculos no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife PE e Salvador BA. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP, pela Philips. No ano seguinte, lançou, pela mesma gravadora, seu segundo LP – Aprender a nadar – e fez a trilha sonora para filme dirigido por Nelson Pereira dos Santos, Amuleto de Ogum, em que também trabalhou como ator.

Em 1977 gravou o LP Contrastes, pela Som Livre. Em 1979 lançou o álbum duplo Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo no MAM do Rio de Janeiro em 10 de novembro de 1973 e proibido pelo regime militar durante seis anos. Gravou em 1987 o disco Quatro batutas e um curinga, pela Continental.

Em 1991, atuou na novela Amazônia, da TV Manchete e, em 1994, lançou o CD inédito Let’s play that, gravado dez anos antes em parceria com o percussionista Naná Vasconcelos e recusado na época pelas gravadoras. O disco inclui Let’s play that (com Torquato Neto), Puntos cardenales (com Jorge Mautner) e música para fragmentos dos Cantos de Ezra Pound.

Desde 1994 a maioria de seus LPs foi relançada em CD, entre eles Aprender a nadar, Direitos humanos no banquete dos mendigos e Contrastes, todos pela Rock Company, em 1995. Também participou de outros discos, como os songbooks de Noel Rosa (1991), Vinícius de Moraes (1993), Dorival Caymmi (1994) e Ary Barroso (1995), todos da Lumiar.

Em 1997 musicou os dois últimos poemas que recebeu de Torquato Neto, Destino de poeta e Sim, não, além de poema inédito do cineasta Glauber Rocha.

Há mais de 30 anos no cenário musical, também transita por outras artes: no teatro, trabalhou ao lado de José Celso Martinez Correia na peça Brecht Hindemith, no cinema, atuou como ator com diretores como Nelson Pereira dos Santos e Leon Hirszman; nas artes plásticas, trabalhou com Hélio Oiticica, Lygia Clark e Rubens Gerschman.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.