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sábado, 11 de dezembro de 2010

Cacaso

Cacaso
Cacaso (Antônio Carlos Brito), poeta, escritor e letrista, nasceu em Uberaba, MG, em 13/3/1944, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 27/12/1987. Professor de teoria literária da PUC do Rio de Janeiro, foi também crítico e ensaísta.

Considerado um dos expoentes da poesia alternativa, ou marginal, da década de 1970, escreveu: A palavra cerzida (1967), Grupo escolar (1974), Beijo na boca (1975), Segunda classe (1975), Na corda bamba (1978) e Mar de mineiro (1982).

Autor de cerca de 200 letras de canções, como Lero lero (com Edu Lobo) e Dentro de mim mora um anjo (com Sueli Costa). 

Estava trabalhando no roteiro de um filme sobre Canudos quando morreu, aos 43 anos. 

Em 1997 foi lançada uma coletânea de seus ensaios e artigos de jornal, Não quero prosa (Unicamp/UFRJ), na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Obra

Branca Dias (c/Edu Lobo), 1978; Coração noturno (c/Edu Lobo), 1978; Dentro de mim mora um anjo (c/Sueli Costa), 1975; Descompassado (c/Edu Lobo), 1978; Lero-lero (c/Edu Lobo), 1978. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

sábado, 1 de agosto de 2009

Brasílio Itiberê II

Brasílio Itiberê (Brasílio Ferreira da Cunha Luz), compositor, folclorista, crítico e escritor, nasceu em Curitiba-PR, em 17 de maio de 1896 e faleceu no Rio de Janeiro em 10 de dezembro de 1967. Pertencente a uma família de músicos, era sobrinho do compositor Brasílio Itiberê da Cunha (autor de A Sertaneja, a primeira obra nacionalista brasileira) e do crítico musical João Itiberê da Cunha.

Formou-se em Engenharia Civil, dedicando apenas as horas de lazer à música, ao jornalismo e a escrever novelas. Como contista e cronista, teve importante atuação no modernismo, participando da revista modernista carioca Festa (1927-1935), onde publicou alguns dos mais significativos contos do modernismo brasileiro.

Em 1934, já no Rio de Janeiro, conviveu com Ernesto Nazareth, Pixinguinha e outros grandes nomes da música popular. Tornou-se grande amigo de Heitor Villa-Lobos, que, aliás, foi o responsável pela recondução de Itiberê à música.

Destacou-se sobretudo pela sua independência de criação em relação aos mestres, gerando a produção de uma obra pequena, mas de grande significação. A diferença entre a sua música e a da maioria dos músicos que acompanhou Villa-Lobos no trabalho de despertar o interesse do povo para a música nacional, reside na personalidade independente revelada em suas composições. Externou suas idéias através de uma linguagem musical própria.

Em 1939, produziu a Suíte Litúrgica Negra e o Trio nº 1. Alguns anos mais tarde compôs um dos seus trabalhos mais conhecidos, a Oração da Noite, escrito à maneira do credo russo, baseado em texto de Emiliano Perneta.

Compôs a cantata O Canto Absoluto com texto de Tasso da Silveira, o poema coral Estâncias com letra de Carlos Drummond de Andrade e Epigrama com letra de Cecília Meireles.

Estudioso do canto coral, Brasílio Itiberê criou obras corais com grande domínio de seus recursos mais genuínos: suas virtudes melódicas e a capacidade de expressão poética baseada no dom da palavra cantada.

Obra
Suíte Litúrgica Negra (1939);
Trio nº 1 (1939);
Momento eufórico;
Prelúdio vivaz; Introdução e allegro (1945);
Duplo Quinteto (1946);
O Cravo Tropical (1944); Invenção nº 1 (1934);
Poema (1936);
Seis Estudos (1936);
Ponteio para São João (1938);
Cordão de Prata (1939);
A Infinita Vigília (1941);
Oração da Noite;
O Canto Absoluto (1947), cantata;
Estâncias, poema coral;
Epigrama;
Xangô.

Fonte: http://www.geocities.com/Vienna/Strasse/8454/itibere.htm

Brasílio Itiberê II

Brasílio Itiberê (Brasílio Ferreira da Cunha Luz), compositor, folclorista, crítico e escritor, nasceu em Curitiba-PR, em 17 de maio de 1896 e faleceu no Rio de Janeiro em 10 de dezembro de 1967. Pertencente a uma família de músicos, era sobrinho do compositor Brasílio Itiberê da Cunha (autor de A Sertaneja, a primeira obra nacionalista brasileira) e do crítico musical João Itiberê da Cunha.

Formou-se em Engenharia Civil, dedicando apenas as horas de lazer à música, ao jornalismo e a escrever novelas. Como contista e cronista, teve importante atuação no modernismo, participando da revista modernista carioca Festa (1927-1935), onde publicou alguns dos mais significativos contos do modernismo brasileiro.

Em 1934, já no Rio de Janeiro, conviveu com Ernesto Nazareth, Pixinguinha e outros grandes nomes da música popular. Tornou-se grande amigo de Heitor Villa-Lobos, que, aliás, foi o responsável pela recondução de Itiberê à música.

Destacou-se sobretudo pela sua independência de criação em relação aos mestres, gerando a produção de uma obra pequena, mas de grande significação. A diferença entre a sua música e a da maioria dos músicos que acompanhou Villa-Lobos no trabalho de despertar o interesse do povo para a música nacional, reside na personalidade independente revelada em suas composições. Externou suas idéias através de uma linguagem musical própria.

Em 1939, produziu a Suíte Litúrgica Negra e o Trio nº 1. Alguns anos mais tarde compôs um dos seus trabalhos mais conhecidos, a Oração da Noite, escrito à maneira do credo russo, baseado em texto de Emiliano Perneta.

Compôs a cantata O Canto Absoluto com texto de Tasso da Silveira, o poema coral Estâncias com letra de Carlos Drummond de Andrade e Epigrama com letra de Cecília Meireles.

Estudioso do canto coral, Brasílio Itiberê criou obras corais com grande domínio de seus recursos mais genuínos: suas virtudes melódicas e a capacidade de expressão poética baseada no dom da palavra cantada.

Obra
Suíte Litúrgica Negra (1939);
Trio nº 1 (1939);
Momento eufórico;
Prelúdio vivaz; Introdução e allegro (1945);
Duplo Quinteto (1946);
O Cravo Tropical (1944); Invenção nº 1 (1934);
Poema (1936);
Seis Estudos (1936);
Ponteio para São João (1938);
Cordão de Prata (1939);
A Infinita Vigília (1941);
Oração da Noite;
O Canto Absoluto (1947), cantata;
Estâncias, poema coral;
Epigrama;
Xangô.

Fonte: http://www.geocities.com/Vienna/Strasse/8454/itibere.htm

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Abel Silva

O compositor Abel Ferreira da Silva nasceu em Cabo Frio (RJ), em 28 de fevereiro de 1943, mas foi criado no bairro do Catete, para onde se mudou com a família, aos dois anos de idade. Estudou na Faculdade Nacional de Filosofia e Direito, liderando nas décadas de 60 e 70 os movimentos estudantis. Formado em Letras, em 1969, atuou na Escola de Comunicação, tendo sido editor do jornal Opinião e da revista de cultura Anima, ao lado do poeta e amigo Capinam.

Nessa época morou no Solar da Fossa, onde conviveu com Torquato Neto, Caetano Veloso e Gal Costa. Enveredou-se pela poesia e, no auge da repressão militar, em 1971, lançou o romance O Afogado. Em 74 publicou o livro de contos Açougue das Almas e em 79 seu primeiro livro de poesias, intitulado Asas.

Sua carreira de compositor começou por acaso. De sua amizade com Fagner surgiu a primeira parceria, Bodas de Sangue e depois Asa partida. Já como poeta-letrista, Abel marcou presença junto a compositores e intérpretes nordestinos, como João do Vale, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Robertinho do Recife e Amelinha.

Entres suas composições mais famosas encontramos: Festa do Interior e Espírito Esportivo (parcerias com Moraes Moreira), Brisa do Mar e Simples Carinho (com João Donato), Quando o amor acontece e Desenho de giz (com João Bosco), Água na boca (com Tunai) e Transparências (com Roberto Menescal).

Sua parceira mais constante foi a compositora Suely Costa, com quem Abel Silva criou obras-primas, como Jura secreta, Alma, O primeiro jornal, entre outras. Os melhores intérpretes de suas canções foram Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, Fagner, Cauby Peixoto, entre outros. Atualmente é Diretor Administrativo da União Brasileira de Compositores (UBC).

Fonte: Abel Silva - samba & choro

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Osvaldo Molles

Osvaldo Molles (Santos, SP, 1913 - São Paulo, SP, 14/05/1967) aos 16 anos de idade iniciou sua carreira no jornalismo, trabalhando na redação do Diário Nacional e, em seguida, no São Paulo Jornal e no Correio Paulistano.

Viajou pelo interior do Brasil escrevendo reportagens sobre os nordestinos. Fixou residência em Salvador (BA), ocasião em que se juntou ao grupo fundador de O Estado da Bahia.

De volta a São Paulo, participou do lançamento da Rádio Tupi, iniciando sua carreira de grande sucesso na radiofonia nacional, que continuou crescente nas rádios Bandeirantes e Record.

Entre suas produções, podemos citar: História das Malocas, O crime não compensa e a História da literatura brasileira, levada ao ar durante dois anos consecutivos e que contou com a colaboração de Oswald de Andrade e Sérgio Milliet, dentre outros.

Como compositor fez, em parceria com Adoniran Barbosa e João B. dos Santos, o samba Conselho de mulher (1953); Tiro ao álvaro, com Adoniran; e em 1968 torna-se sucesso o samba Mulher, patrão e cachaça, feito também com Adoniran.

Inspirado em Saudosa Maloca, samba de Adoniran lançado pelos Demônios da Garoa em maio de 1955, Molles criou, na Rádio Record, o programa História das Malocas, onde Adoniran figurava como Charutinho, um negrinho malandro e boêmio, com sotaque italianizado dos paulistanos.

Gostava dos fraseados errados do companheiro, considerando-os a expressão do autêntico modo de falar do povo. E foi com a pretensão de aprofundar esse mergulho no espírito popular que Molles produziu esse programa. Sucesso absoluto, História das Malocas ficou no ar durante dez anos, de 1955 a 1965, chegando até a ser levado para a televisão.

Acompanhava de perto e incentivava todo o processo de criação de Adoniran Barbosa. Era ele quem enviava Adoniran para longos passeios pelas redondezas, para observar e extrair histórias para seus programas. Também foi Molles quem deu chance para o amigo e parceiro interpretar diversos tipos.

A parceria dos dois deu tão certo que, em 1946, a imprensa chamava Adoniran de "o milionário criador de tipos" e, Molles, "o milionário criador de programas". Nesse ano, Adoniran fazia nada menos do que dezesseis interpretações diferentes.

Na TV Record, produziu Gente que fala sozinho e outros sucessos, tendo sido agraciado, por onze anos consecutivos, com o Prêmio Roquete Pinto, além dos Prêmios Tupiniquim (4 vezes), Paulo Machado de Carvalho (melhor programador de 1959) , tendo sido condecorado com a Medalha de Ouro do Mérito Radiofônico. Com o roteiro do filme Simão, o caolho, obteve o Prêmio Governador do Estado de São Paulo e o Prêmio Saci.

Poeta, contista e romancista, conquistou o Prêmio Castro Alves e o Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, tendo suas crônicas publicadas nos jornais paulistanos O Tempo, Folha de São Paulo e Diário da Noite e na revista Manchete. Alguns críticos diziam ser ele o sucessor, na literatura paulista, de Antônio de Alcântara Machado.

Fontes: MPB Compositores - Adoniran Barbosa - Editora Globo; Piquenique Classe C - Boa Leitura Editora – São Paulo, sem data, pág. 345; http://www.releituras.com/omolles_natal.asp.

Osvaldo Molles

Osvaldo Molles (Santos, SP, 1913 - São Paulo, SP, 14/05/1967) aos 16 anos de idade iniciou sua carreira no jornalismo, trabalhando na redação do Diário Nacional e, em seguida, no São Paulo Jornal e no Correio Paulistano.

Viajou pelo interior do Brasil escrevendo reportagens sobre os nordestinos. Fixou residência em Salvador (BA), ocasião em que se juntou ao grupo fundador de O Estado da Bahia.

De volta a São Paulo, participou do lançamento da Rádio Tupi, iniciando sua carreira de grande sucesso na radiofonia nacional, que continuou crescente nas rádios Bandeirantes e Record.

Entre suas produções, podemos citar: História das Malocas, O crime não compensa e a História da literatura brasileira, levada ao ar durante dois anos consecutivos e que contou com a colaboração de Oswald de Andrade e Sérgio Milliet, dentre outros.

Como compositor fez, em parceria com Adoniran Barbosa e João B. dos Santos, o samba Conselho de mulher (1953); Tiro ao álvaro, com Adoniran; e em 1968 torna-se sucesso o samba Mulher, patrão e cachaça, feito também com Adoniran.

Inspirado em Saudosa Maloca, samba de Adoniran lançado pelos Demônios da Garoa em maio de 1955, Molles criou, na Rádio Record, o programa História das Malocas, onde Adoniran figurava como Charutinho, um negrinho malandro e boêmio, com sotaque italianizado dos paulistanos.

Gostava dos fraseados errados do companheiro, considerando-os a expressão do autêntico modo de falar do povo. E foi com a pretensão de aprofundar esse mergulho no espírito popular que Molles produziu esse programa. Sucesso absoluto, História das Malocas ficou no ar durante dez anos, de 1955 a 1965, chegando até a ser levado para a televisão.

Acompanhava de perto e incentivava todo o processo de criação de Adoniran Barbosa. Era ele quem enviava Adoniran para longos passeios pelas redondezas, para observar e extrair histórias para seus programas. Também foi Molles quem deu chance para o amigo e parceiro interpretar diversos tipos.

A parceria dos dois deu tão certo que, em 1946, a imprensa chamava Adoniran de "o milionário criador de tipos" e, Molles, "o milionário criador de programas". Nesse ano, Adoniran fazia nada menos do que dezesseis interpretações diferentes.

Na TV Record, produziu Gente que fala sozinho e outros sucessos, tendo sido agraciado, por onze anos consecutivos, com o Prêmio Roquete Pinto, além dos Prêmios Tupiniquim (4 vezes), Paulo Machado de Carvalho (melhor programador de 1959) , tendo sido condecorado com a Medalha de Ouro do Mérito Radiofônico. Com o roteiro do filme Simão, o caolho, obteve o Prêmio Governador do Estado de São Paulo e o Prêmio Saci.

Poeta, contista e romancista, conquistou o Prêmio Castro Alves e o Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, tendo suas crônicas publicadas nos jornais paulistanos O Tempo, Folha de São Paulo e Diário da Noite e na revista Manchete. Alguns críticos diziam ser ele o sucessor, na literatura paulista, de Antônio de Alcântara Machado.

Fontes: MPB Compositores - Adoniran Barbosa - Editora Globo; Piquenique Classe C - Boa Leitura Editora – São Paulo, sem data, pág. 345; http://www.releituras.com/omolles_natal.asp.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ado Benatti


Ado Benatti, compositor e poeta (Taquaritinga SP 23/09/1908 - Pirapora do Bom Jesus SP 04/11/1962), começou a carreira artística compondo emboladas e cantando em programas de calouros. Em 1939 passou a atuar na Rádio Educadora Paulista de São Paulo, com o Regional de Caxangá, como cantor de emboladas. Mais tarde passou a atuar na Rádio Difusora, de São Paulo.

Em 1940 deixou de cantar e passou a compor. Caxangá, e Chico Carretel (Durvalino Peluzo) foram os primeiros a interpretar poesias suas pelo rádio, reunidas mais tarde em Musa cabocla. Popularizou-se com o pseudônimo de Zé do Mato e em 1947 teve sua primeira composição gravada, a moda-de-viola Destino de um caboclo (com Tonico), gravada por Tonico e Tinoco na Continental. Desde então dedicou-se exclusivamente ao gênero sertanejo, com inúmeras composições gravadas por quase todas as duplas de São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados.

Algumas de suas composições fizeram grande sucesso, como Chofer de estrada (com Luisinho), gravada por Palmeira e Biá, na Victor, 1948: Bom Jesus de Pirapora (com Serrinha), gravada por Serrinha, Caboclinho e Riellinho, 1951, obra que o consagrou como compositor, com várias regravações, Sucuri (com Zé Carreiro), gravada por Zé Carreiro e Carreirinho, na Continental, 1951-1952, Mão criminosa e A morte do Dr. Laureano (com Tonico), gravada por Tonico e Tinoco na Continental, 1952, Gosto de caipira, catira (com Luís Lauro, 1953-1954), gravada por Inezita Barroso na Copacabana, Mandamentos do chofer (com Sulino), gravado por Sulino e Marrueiro na RCA, 1955, Encontro do divino, (com Américo Campos), gravada pela dupla Irmãos Divino na Chantecler, 1958, As Duas jóias e Encontro da Aparecida (com Teddy Vieira) gravadas na Chantecler por Leôncio e Leonel.

Ainda na década de 1950 destacam-se as composições Filha de Maria (com Mário Vieira), gravada pelo Duo Guarujá,, na Continental, a valsa Santa Cecília (com Carlos Piazzoli), gravada na Todamérica por Cascatinha e Inhana, Transporte de boiada (com Rui Oliveira), gravada por Vieira e Vieirinha, na Continental.

Foi autor de inúmeras peças caipiras que fazem sucesso até, hoje, como O Filho do sapateiro, Sindicato dos malucos, Arma secreta (em colaboração com Humberto Pelegrini) e Mão criminosa (em colaboração com Tonico e Tinoco).

Publicou os livros Musa cabocla e Alma da terra, poemas, Contos do Zé do Mato, histórias populares, Os Crimes de Dioguinho, A Morte de Dioguinho, Bom Jesus de Pirapora, Tambaú, cidade dos milagres, versos populares.

Letras e cifras de Ado Benatti: A dama de vermelho.

Fontes: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Afonso Rui


Afonso Rui (Afonso Rui de Sousa), escritor, historiador, jornalista e revistógrafo, nasceu em Salvador BA em 28/08/1893 e faleceu em 20/07/1970. Completou os primeiros estudos no ginásio São Salvador, em Salvador, e bacharelou-se em direito, pela Faculdade da Bahia, em 1915.

Em 1914 fundou com outros colegas de curso o Grupo Dramático Xisto Bahia. Um ano antes, já iniciara sua carreira jornalística no O Correio, seguindo-se A Época, A Semana. Posteriormente atuou em outros jornais, como Diário da Bahia, O Imparcial, Gazeta do Povo.

Dirigiu diversas revistas, como Renascença, Artes e Artistas. Além de exercer profissão de advogado, escreveu várias peças que foram musicadas: Por dentro e por fora, Depois das doze, Sem pé nem cabeça.

Em 1951 foi feito membro da Academia Baiana de Letras.

Em área afim da musical publicou os livros Seresteiros e boêmios baianos do século passado, Salvador, 1954; História do teatro na Bahia, Salvador, 1959; e Conservatório Dramático da Bahia, Salvador, s.d.

Afonso Rui

Afonso Rui (Afonso Rui de Sousa), escritor, historiador, jornalista e revistógrafo, nasceu em Salvador BA em 28/08/1893 e faleceu em 20/07/1970. Completou os primeiros estudos no ginásio São Salvador, em Salvador, e bacharelou-se em direito, pela Faculdade da Bahia, em 1915.

Em 1914 fundou com outros colegas de curso o Grupo Dramático Xisto Bahia. Um ano antes, já iniciara sua carreira jornalística no O Correio, seguindo-se A Época, A Semana. Posteriormente atuou em outros jornais, como Diário da Bahia, O Imparcial, Gazeta do Povo.

Dirigiu diversas revistas, como Renascença, Artes e Artistas. Além de exercer profissão de advogado, escreveu várias peças que foram musicadas: Por dentro e por fora, Depois das doze, Sem pé nem cabeça.

Em 1951 foi feito membro da Academia Baiana de Letras.

Em área afim da musical publicou os livros Seresteiros e boêmios baianos do século passado, Salvador, 1954; História do teatro na Bahia, Salvador, 1959; e Conservatório Dramático da Bahia, Salvador, s.d.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Paulo Sérgio Valle

Paulo Sérgio Valle(Paulo Sérgio Kostenbader Valle), compositor e escritor, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 6/8/1940. Advogado, formado pela antiga Universidade Estadual da Guanabara, em 1961 já compunha letras para o trio formado por seu irmão Marcos Valle, Edu Lobo e Dori Caymmi.

Sua primeira composição gravada foi Sonho de Maria (com Marcos Valle), lançada, em 1963, pelo Tamba Trio. Compôs sempre em parceria com o irmão, que incluiu suas músicas nos LPs que gravou. Em 1965, trabalhou como piloto comercial na linha Rio-Amazonas, ano em que alcançou o segundo lugar das paradas de sucesso, nos EUA, com Samba de verão, na gravação de Walter Wanderley. A música teve mais tarde cerca de 80 gravações diferentes nos EUA. Marcos Valle, quando estava nesse país, em 1965, costumava enviar-lhe as músicas para que colocasse a letra.

A partir de 1970, dedicou-se também a fazer jingles e trilhas sonoras para novelas de televisão, como Pigmalião 70 (TV Globo), e em 1971 venceu a IV Olimpíada da Canção de Atenas, Grécia, com Minha voz virá do sol da América (com Marcos Valle).

Entre as composições da dupla de irmãos, várias músicas marcaram época: Eu preciso aprender a ser só, Terra de ninguém (lançada por Elis Regina), Viola enluarada e Mustang cor de sangue. Em parceria com Nelson Mota, compuseram o tema de Natal da TV Globo, Um novo tempo. Posteriormente, sua carreira ganhou uma orientação mais popular. Compôs então várias músicas com José Augusto, entre elas Página virada e Evidências, gravadas por Chitãozinho e Xororó, Sábado e Separação, gravada por Simone.

Fez também parceria com Chico Roque, compondo Essa tal liberdade, gravada pelo grupo Só Pra Contrariar, e Sempre mais, gravada pelo grupo Araketu, entre outras. Roberto Carlos gravou 17 parcerias suas com o maestro Eduardo Lages, como Coisas do coração e Nunca te esqueci, bem como Tanta solidão, parceria com Mauro Mota e Marcos Valle.

Em 1995 lançou seu primeiro livro, Pedalando pelo caminho de Santiago, iniciando carreira de escritor.

Obras: Black is Beautiful (c/Marcos Valle), 1971; Capitão de indústria (c/Marcos Valle), s.d.; Coisas do coração (c/Eduardo Lages), s.d.; Com mais de trinta (c/Marcos Valle), 1971; Os dentes brancos do mundo (c/Marcos Valle), 1969; Deus brasileiro (c/Marcos Valle), samba, 1965; Dia de vitória (c/Marcos Valle), 1970; Essa tal liberdade (c/Chico Roque), s.d.; Estrelar (c/Marcos Valle), s.d.; Evidências (c/José Augusto), 1992; Gente (c/Marcos Valle), s.d.; Maria da favela (c/Marcos Valle), 1965; Mustang cor de sangue (c/Marcos Valle), 1969; Um novo tempo, (c/Marcos Valle e Nelson Mota), s.d.; Nunca te esqueci (c/Eduardo Lages), s.d.; Olhando estrelas (c/Eduardo Lages), s.d.; Página virada (c/José Augusto), s.d.; Paixão antiga (c/Marcos Valle), s.d.; Pelas ruas do Recife (c/Marcos Valle), 1968; Pigmalião 70 (c/Marcos Valle e Novelli), 1970; Preciso aprender a ser só (c/Marcos Valle), samba, 1965; Quarentão simpático (c/Marcos Valle), 1970; Razão de viver (c/Eumir Deodato), 1968; Remédio pro coração (c/Marcos Valle), s.d.; Sábado (c/José Augusto), s.d.; Samba de verão (c/Marcos Valle), samba, 1965; Separação (c/José Augusto), s.d.; Sonho de Maria (c/Marcos Valle), samba, 1963; Tanta solidão (c/Mauro Mota e Marcos Valle), s.d.; Viola enluarada (c/Marcos Valle), toada, 1967.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Paulo Sérgio Valle

Paulo Sérgio Valle(Paulo Sérgio Kostenbader Valle), compositor e escritor, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 6/8/1940. Advogado, formado pela antiga Universidade Estadual da Guanabara, em 1961 já compunha letras para o trio formado por seu irmão Marcos Valle, Edu Lobo e Dori Caymmi.

Sua primeira composição gravada foi Sonho de Maria (com Marcos Valle), lançada, em 1963, pelo Tamba Trio. Compôs sempre em parceria com o irmão, que incluiu suas músicas nos LPs que gravou. Em 1965, trabalhou como piloto comercial na linha Rio-Amazonas, ano em que alcançou o segundo lugar das paradas de sucesso, nos EUA, com Samba de verão, na gravação de Walter Wanderley. A música teve mais tarde cerca de 80 gravações diferentes nos EUA. Marcos Valle, quando estava nesse país, em 1965, costumava enviar-lhe as músicas para que colocasse a letra.

A partir de 1970, dedicou-se também a fazer jingles e trilhas sonoras para novelas de televisão, como Pigmalião 70 (TV Globo), e em 1971 venceu a IV Olimpíada da Canção de Atenas, Grécia, com Minha voz virá do sol da América (com Marcos Valle).

Entre as composições da dupla de irmãos, várias músicas marcaram época: Eu preciso aprender a ser só, Terra de ninguém (lançada por Elis Regina), Viola enluarada e Mustang cor de sangue. Em parceria com Nelson Mota, compuseram o tema de Natal da TV Globo, Um novo tempo. Posteriormente, sua carreira ganhou uma orientação mais popular. Compôs então várias músicas com José Augusto, entre elas Página virada e Evidências, gravadas por Chitãozinho e Xororó, Sábado e Separação, gravada por Simone.

Fez também parceria com Chico Roque, compondo Essa tal liberdade, gravada pelo grupo Só Pra Contrariar, e Sempre mais, gravada pelo grupo Araketu, entre outras. Roberto Carlos gravou 17 parcerias suas com o maestro Eduardo Lages, como Coisas do coração e Nunca te esqueci, bem como Tanta solidão, parceria com Mauro Mota e Marcos Valle.

Em 1995 lançou seu primeiro livro, Pedalando pelo caminho de Santiago, iniciando carreira de escritor.

Obras: Black is Beautiful (c/Marcos Valle), 1971; Capitão de indústria (c/Marcos Valle), s.d.; Coisas do coração (c/Eduardo Lages), s.d.; Com mais de trinta (c/Marcos Valle), 1971; Os dentes brancos do mundo (c/Marcos Valle), 1969; Deus brasileiro (c/Marcos Valle), samba, 1965; Dia de vitória (c/Marcos Valle), 1970; Essa tal liberdade (c/Chico Roque), s.d.; Estrelar (c/Marcos Valle), s.d.; Evidências (c/José Augusto), 1992; Gente (c/Marcos Valle), s.d.; Maria da favela (c/Marcos Valle), 1965; Mustang cor de sangue (c/Marcos Valle), 1969; Um novo tempo, (c/Marcos Valle e Nelson Mota), s.d.; Nunca te esqueci (c/Eduardo Lages), s.d.; Olhando estrelas (c/Eduardo Lages), s.d.; Página virada (c/José Augusto), s.d.; Paixão antiga (c/Marcos Valle), s.d.; Pelas ruas do Recife (c/Marcos Valle), 1968; Pigmalião 70 (c/Marcos Valle e Novelli), 1970; Preciso aprender a ser só (c/Marcos Valle), samba, 1965; Quarentão simpático (c/Marcos Valle), 1970; Razão de viver (c/Eumir Deodato), 1968; Remédio pro coração (c/Marcos Valle), s.d.; Sábado (c/José Augusto), s.d.; Samba de verão (c/Marcos Valle), samba, 1965; Separação (c/José Augusto), s.d.; Sonho de Maria (c/Marcos Valle), samba, 1963; Tanta solidão (c/Mauro Mota e Marcos Valle), s.d.; Viola enluarada (c/Marcos Valle), toada, 1967.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Chico Anísio

Chico Anísio (Francisco Anísio de Oliveira Paula Filho), humorista, ator, compositor, escritor e pintor, nasceu em Maranguape, CE, em 12 de abril de 1931. Mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha oito anos. Inicou na Rádio Guanabara, onde exercia várias funções: radioator, comentarista de futebol, etc. Participou do programa Papel carbono de Renato Murce. Trabalhou, nos anos cinqüenta, nas rádios Mayrink Veiga, Clube de Pernambuco, Clube do Brasil. Nas chanchadas da década de 50, Chico passou a escrever diálogos e eventualmente ator em filmes da Atlântida Cinematográfica.

Na TV Rio estreou em 1957 o Noite de Gala. Em 1959 estreou o programa Só tem tantã, lançado por Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Anísio Show. Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções:

Hino ao Músico, (Nanci Wanderley, Chico Anísio e Chocolate), foi prefixo do seu programa Chico Anísio Show, nas TV Excelsior, TV Rio e TV Globo e nos espetáculos teatrais, como o do Ginástico Português, no Rio em 1974, acompanhado sempre do violonista brasileiro Manuel da Conceição - O mão de vaca;

Rancho da Praça XI, Chico Anísio e João Roberto Kelly gravado pela cantora Dalva de Oliveira. A música fez grande sucesso no carnaval do IV Centenário do Rio de Janeiro, isto é, fevereiro de 1965;

Vários sucessos com seu parceiro Arnaud Rodrigues, gravados em discos e usados no quadro de Chico City e Baiano e os Novos Caetanos.

Desde 1968 se encontra ligado a Rede Globo, onde conseguiu o status de estrela num "cast" que contava com os artistas mais famosos do Brasil; e graças também a relação de mútua admiração e respeito que estabeleceu com o executivo Boni. Após a saída de Boni da Globo nos anos 90, Chico perdeu paulatinamente espaço na programação, situação agravada em 1996 por um acidente em que fraturou a mandíbula.

Em 2005 fez uma participação no Sítio do Picapau Amarelo, onde interpretava o Doutor Saraiva, recentemente participou da novela Sinhá Moça, na Rede Globo.

É pai dos atores Lug de Paula, do casamento com a atriz Nanci Wanderley, Nizo Neto e Ricardo, da união como Rose Rondelli, André Lucas, que é filho adotivo, Cícero, da união com ex-frenética Regina Chaves e Bruno Mazzeo, do casamento com a atriz Alcione Mazzeo. Também teve mais dois filhos com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, Rodrigo e Vitória. É irmão da também atriz Lupe Gigliotti com quem já contracenou em vários trabalhos na TV.

Possui uma galeria de tipos cômicos com cerca de 208 personagens, entre elas:

* Alberto Roberto, o canastrão ("Não garavo") e apresentador de tralk show (talk show).
* Apolo, que era casado com uma ninfomaníaca ("Eu ainda morro disso")
* Azambuja, o malandro carioca ("Tou contigo e não abro...)
* Baiano, sátira de Caetano Veloso
* Bandeira, um taxista ("Gente finíssima!")
* Beto Carneiro, o vampiro brasileiro ("Vampiro brasileiro - cospe no chão - Não crê neu, papudo, se finou-se. Minha vingança será malígrina")
* Bozó, o funcionário da Rede Globo ("Eu trabalho na Globo, tá legal?!")
* Brazuca, um patriota
* Bruce Kane, ator de cinema
* Cascata & Cascatinha, dupla de palhaços interpretada por Chico e Castrinho. Este humorista fez tanto sucesso com o personagem Cascatinha e o seu bordão ("Meu pai-pai"), que apresentou o programa Balão Mágico e quadros próprios em outros programas humorísticos, nesse papel.
* Celso Garcia
* Chiquitín, boneco de ventríloquo
* Coalhada, jogador de futebol ("Coalhada é isso, Coalhada é aquilo...")
* Coronel Limoeiro, homem poderoso que está sempre "de olho" na mulher, a bela Maria Teresa * Divino ("Divino sabe, Divino diz")
* Gastão Franco, um pão-duro
* Haroldo Hétero, o homossexual de passado "alegre" que hoje tenta "se converter" ("Eu sou hétero")
* Jovem, revoltado com a vida ("Vai ficar com cara de bundão, ó, ó...")
* Justo Veríssimo, o político corrupto que odiava pobres ("Eu quero que pobre se exploda")
* Lingüinha, personagem principal de um quadro curto, exibido diariamente pela TV Globo. Da sua família surgiriam Lingueta, Lingote (que reapareceu em Chico City) etc.
* Lingote, o hippie velhote que vivia drogado (seu bordão era "Bateu pra tu?").
* Lobo Filho, o apresentador de telejornal
* Lord Black, funkeiro que sempre se dava mal com a namorada
* Mariano, que tem uma relação ótima com o filho Reginaldo, homossexual como ele ("Pode?)
* Marmo Carrara, o policial com o bordão "São esses meus olhos cor de mel. Mas por que eu? Logo eu com esta cara de macho"
* Meinha, que usa uma meia-calça na cabeça e despreza as possibilidades de ascensão
* Nazareno, o machista que oprime a mulher muito feia e se encantava com a empregada ("Calada", dizia para a mulher)
* Neyde Taubaté, apresentadora de televisão
* Nicanor, o homem do calo.

Fonte: É baseada, principalmente, na Wikipédia. Vide Baiano e os Novos Caetanos.

sábado, 24 de novembro de 2007

Jota Efegê

Jota Efegê (João Ferreira Gomes), jornalista, pesquisador, cronista, musicólogo e escritor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 27/1/1902, e faleceu na mesma cidade em 25/5/1987.

Entre 1919 e 1920, escreveu para o Jornal das Moças. Por essa mesma época, colaborou com o jornal Idéia Nacional que, entre seus redatores, contava com Carlos Maul. Em 1928, ingressou no jornal carioca Diário da Noite, passando a auxiliar Eustórgio Wanderley, fazendo crônicas carnavalescas.

A partir de 1930, trabalhou no Diário Carioca, aí permanecendo até 1960, quando se aposentou. Paralelamente, colaborou nas revistas Carioca, Noite Ilustrada e no terceiro caderno de O Jornal. Em 1931 publicou O Cabrocha, livro de crônicas e reportagens sobre as gafieiras cariocas.

Depois de alguns anos de aposentadoria, voltou a atuar na imprensa carioca, como colaborador do Jornal do Brasil (1964-1967) e depois em O Globo.

A partir da década de 1960, tornou-se historiador de nossa música popular, publicando os livros Ameno Resedá, o rancho que foi escola, Rio de Janeiro, 1965; Maxixe — a dança excomungada, Rio de Janeiro, 1974; Figuras e coisas da música popular brasileira — vol. 1, Rio de Janeiro, 1978, e vol. 2, Rio de Janeiro, 1980; Figuras e coisas do Carnaval carioca, Rio de Janeiro, 1982; e Meninos, eu vi, Rio de Janeiro, 1985, sendo os quatro últimos coletâneas de trabalhos publicados em jornais.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Jota Efegê

Jota Efegê (João Ferreira Gomes), jornalista, pesquisador, cronista, musicólogo e escritor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 27/1/1902, e faleceu na mesma cidade em 25/5/1987.

Entre 1919 e 1920, escreveu para o Jornal das Moças. Por essa mesma época, colaborou com o jornal Idéia Nacional que, entre seus redatores, contava com Carlos Maul. Em 1928, ingressou no jornal carioca Diário da Noite, passando a auxiliar Eustórgio Wanderley, fazendo crônicas carnavalescas.

A partir de 1930, trabalhou no Diário Carioca, aí permanecendo até 1960, quando se aposentou. Paralelamente, colaborou nas revistas Carioca, Noite Ilustrada e no terceiro caderno de O Jornal. Em 1931 publicou O Cabrocha, livro de crônicas e reportagens sobre as gafieiras cariocas.

Depois de alguns anos de aposentadoria, voltou a atuar na imprensa carioca, como colaborador do Jornal do Brasil (1964-1967) e depois em O Globo.

A partir da década de 1960, tornou-se historiador de nossa música popular, publicando os livros Ameno Resedá, o rancho que foi escola, Rio de Janeiro, 1965; Maxixe — a dança excomungada, Rio de Janeiro, 1974; Figuras e coisas da música popular brasileira — vol. 1, Rio de Janeiro, 1978, e vol. 2, Rio de Janeiro, 1980; Figuras e coisas do Carnaval carioca, Rio de Janeiro, 1982; e Meninos, eu vi, Rio de Janeiro, 1985, sendo os quatro últimos coletâneas de trabalhos publicados em jornais.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Ovídio Chaves

Ovídio Chaves (Ovídio Moojen Chaves), compositor, escritor e instrumentista, nasceu em Lagoa Vermelha RS em 29/7/1910 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 2/8/1978. O pai, comerciante, tocava bandônio e o incentivou no gosto pela música, que começou a estudar aos sete anos.

Em 1932 foi aluno de José Lucchesi no Conservatório de Música de Porto Alegre RS, mas desde 1925 já trabalhava como violinista de orquestra, acompanhando projeções de cinema mudo em Lagoa Vermelha.

Na capital gaúcha foi redator do jornal Correio do Povo. Além do violino, tocava violão; em 1939 estreou como compositor com Fiz a cama na varanda (com Dilu Melo), gravada pela parceira em 1941, na Continental. A música transformou-se no grande sucesso de sua carreira, sendo mais tarde gravada, entre outros, por Inezita Barroso, Dóris Monteiro, Nara Leão, Cantores de Ébano, a Orquestra de Radamés Gnattali, conjuntos de rock e, ainda, na França, em versão.

Em 1942 compôs Alecrim da beira d’água, seguida em 1943 por Menino dos olhos tristes. Dois anos depois compôs o xote Rede de Maria. Em parceria novamente com Dilu Melo, lançou em 1951 a polca Meia-canha. Entre suas músicas posteriores mais importantes, destaca-se a Toada do jangadeiro (com Enoque Figueiredo), de 1962. Em 1967 recebeu o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, no gênero poesia.

Tem cerca de vinte composições gravadas. Publicou os livros de poesias O cancioneiro, Porto Alegre, 1933; O anel de vidro, Porto Alegre, 1934; Uma janela aberta (foto acima), Porto Alegre, 1938; ABC de Paquetá, Rio de Janeiro, 1965; e o romance Capricornius, Porto Alegre, 1945.

Obras: Alecrim da beira d’água, 1942; Fiz a cama na varanda (c/Dilu Melo), 1939; Meia-canha (c/Dilu Melo), polca, 1951. 


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Ovídio Chaves

Ovídio Chaves (Ovídio Moojen Chaves), compositor, escritor e instrumentista, nasceu em Lagoa Vermelha RS em 29/7/1910 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 2/8/1978. O pai, comerciante, tocava bandônio e o incentivou no gosto pela música, que começou a estudar aos sete anos.

Em 1932 foi aluno de José Lucchesi no Conservatório de Música de Porto Alegre RS, mas desde 1925 já trabalhava como violinista de orquestra, acompanhando projeções de cinema mudo em Lagoa Vermelha.

Na capital gaúcha foi redator do jornal Correio do Povo. Além do violino, tocava violão; em 1939 estreou como compositor com Fiz a cama na varanda (com Dilu Melo), gravada pela parceira em 1941, na Continental. A música transformou-se no grande sucesso de sua carreira, sendo mais tarde gravada, entre outros, por Inezita Barroso, Dóris Monteiro, Nara Leão, Cantores de Ébano, a Orquestra de Radamés Gnattali, conjuntos de rock e, ainda, na França, em versão.

Em 1942 compôs Alecrim da beira d’água, seguida em 1943 por Menino dos olhos tristes. Dois anos depois compôs o xote Rede de Maria. Em parceria novamente com Dilu Melo, lançou em 1951 a polca Meia-canha. Entre suas músicas posteriores mais importantes, destaca-se a Toada do jangadeiro (com Enoque Figueiredo), de 1962. Em 1967 recebeu o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, no gênero poesia.

Tem cerca de vinte composições gravadas. Publicou os livros de poesias O cancioneiro, Porto Alegre, 1933; O anel de vidro, Porto Alegre, 1934; Uma janela aberta (foto acima), Porto Alegre, 1938; ABC de Paquetá, Rio de Janeiro, 1965; e o romance Capricornius, Porto Alegre, 1945.

Obras: Alecrim da beira d’água, 1942; Fiz a cama na varanda (c/Dilu Melo), 1939; Meia-canha (c/Dilu Melo), polca, 1951. 


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Nelson Mota

Nelson Mota (Nelson Cândido Mota Filho), compositor, nasceu em São Paulo SP em 29/10/1944. Fez estudos no Rio de Janeiro, para onde se mudou com a família aos seis anos. Chegou a cursar a Faculdade de Direito e a Escola Superior de Desenho Industrial.

Aos 20 anos ligou-se ao pessoal da bossa nova, amigo de compositores de sucesso como Edu Lobo, Francis Hime, Luís Eça, Sérgio Mendes e Dori Caymmi. Nessa época trabalhava como jornalista no Jornal do Brasil.

Em 1966 classificou em primeiro lugar, na fase nacional do 1 FIC, da TV-Rio do Rio de Janeiro, a composição Saveiros (com Dori Caymmi). Foi então convidado por Flávio Cavalcanti para integrar o júri do programa Um Instante, Maestro, o que lhe valeu grande popularidade.

Em 1967, inscreveu no III FMPB, da TV Record, de São Paulo, a composição O cantador (com Dori Caymmi), que se tornou outro grande sucesso. Convidado a assinar a coluna “Roda viva” no jornal Última Hora, nele permaneceu até 1969 passando no ano seguinte a trabalhar no jornal O Globo e na Rede Globo de Televisão.

Fez durante muito tempo o programa diário Papo Firme e depois o programa semanal Sábado Som. Criador da primeira trilha sonora especial para novelas (Pigmalião 70), foi também produtor de discos da fábrica Philips.

Em 1973 casou com a atriz Marília Pêra, produzindo no ano seguinte a peça Apareceu a Margarida, de Roberto Ataíde, que foi grande sucesso da atriz. Em seguida, escreveu e produziu especialmente para Marília Pêra a peça Feiticeira, cujas músicas são também de sua autoria e de Guto Graça Melo.

Grande incentivador do rock no Brasil produziu o festival Hollywood Rock, no Rio de Janeiro.

Obras: O cantador (c/Dori Caymmi), 1967; De onde vens (c/Dori Caymmi), s.d.; Saveiros (c/Dori Caymmi), 1966.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Nelson Mota

Nelson Mota (Nelson Cândido Mota Filho), compositor, nasceu em São Paulo SP em 29/10/1944. Fez estudos no Rio de Janeiro, para onde se mudou com a família aos seis anos. Chegou a cursar a Faculdade de Direito e a Escola Superior de Desenho Industrial.

Aos 20 anos ligou-se ao pessoal da bossa nova, amigo de compositores de sucesso como Edu Lobo, Francis Hime, Luís Eça, Sérgio Mendes e Dori Caymmi. Nessa época trabalhava como jornalista no Jornal do Brasil.

Em 1966 classificou em primeiro lugar, na fase nacional do 1 FIC, da TV-Rio do Rio de Janeiro, a composição Saveiros (com Dori Caymmi). Foi então convidado por Flávio Cavalcanti para integrar o júri do programa Um Instante, Maestro, o que lhe valeu grande popularidade.

Em 1967, inscreveu no III FMPB, da TV Record, de São Paulo, a composição O cantador (com Dori Caymmi), que se tornou outro grande sucesso. Convidado a assinar a coluna “Roda viva” no jornal Última Hora, nele permaneceu até 1969 passando no ano seguinte a trabalhar no jornal O Globo e na Rede Globo de Televisão.

Fez durante muito tempo o programa diário Papo Firme e depois o programa semanal Sábado Som. Criador da primeira trilha sonora especial para novelas (Pigmalião 70), foi também produtor de discos da fábrica Philips.

Em 1973 casou com a atriz Marília Pêra, produzindo no ano seguinte a peça Apareceu a Margarida, de Roberto Ataíde, que foi grande sucesso da atriz. Em seguida, escreveu e produziu especialmente para Marília Pêra a peça Feiticeira, cujas músicas são também de sua autoria e de Guto Graça Melo.

Grande incentivador do rock no Brasil produziu o festival Hollywood Rock, no Rio de Janeiro.

Obras: O cantador (c/Dori Caymmi), 1967; De onde vens (c/Dori Caymmi), s.d.; Saveiros (c/Dori Caymmi), 1966.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

domingo, 8 de julho de 2007

Mário de Andrade

Mário de Andrade (Mário Raul de Morais Andrade). Poeta, escritor, musicólogo, folclorista, crítico, jornalista. São Paulo SP 9/10/1893—id. 25/2/1945. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa de Morais Andrade fez estudos secundários no Ginásio do Carmo, dos irmãos maristas, em São Paulo.

Em 1911, matriculou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo nos cursos de música, piano e canto, diplomando-se em 1917. Publicou os primeiros ensaios de crítica de arte em jornais e revistas, e seu primeiro livro, Há uma gota de sangue em cada poema (São Paulo, 1917). Foi o início de uma atividade intelectual das mais vigorosas da história literária e artística do país.

Em 1922 tornou-se professor de história da música e de estética musical do conservatório onde se diplomara e publicou Paulicéia desvairada, obra pioneira da poesia modernista do Brasil. A crítica conservadora cobriu o livro e seu autor de insultos e ápodos, ressalvando-se, entretanto, os pronunciamentos de Amadeu Amaral e João Ribeiro, que demonstraram compreensão para o “movimento modernista” que se iniciava e que culminou com a realização da Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal, de São Paulo, em fevereiro de 1922, e da qual terá sido, possivelmente, a figura principal.

Em 1924 assumiu no conservatório a cátedra de história da música e de piano. Somente depois de ter publicado algumas Obras de literatura — poesia, prosa e crítica — voltou-se para a música, com uma série de Obras em que fixou as bases teóricas para a formação de uma consciência musical brasileira. Com o Ensaio sobre a música brasileira (São Paulo, 1928) esboçou os rumos para a sistematização dos estudos musicológicos no Brasil.

No ano seguinte publicou o Compêndio de história da música (São Paulo, 1929), depois reescrito e reintitulado Pequena história da música (São Paulo, 1942), e a seguir Modinhas imperiais (São Paulo, 1930), antologia de peças do século XIX, precedida de um prólogo e de notas bibliográficas em que aborda em profundidade a história da modinha brasileira de salão. Em Música, doce música (São Paulo, 1933) reuniu escritos, conferências e crítica.

Em 1935 foi nomeado pelo prefeito Fábio Prado para a direção do então criado Departamento de Cultura, da prefeitura de São Paulo. Teve nesse encargo a colaboração de Paulo Duarte, que o indicara ao prefeito. Criou os parques infantis, a Discoteca Pública Municipal, e, para incentivar o cultivo da música, empregou recursos oficiais na criação da Orquestra Sinfônica de São Paulo, do Quarteto Haydn (depois Quarteto Municipal), do Coral Paulistano e de um Coral Popular.

Desligou-se do Departamento de Cultura em 1936 e assumiu, no Rio de Janeiro, o Instituto de Artes, da Universidade do Distrito Federal, onde também passou a reger a cátedra de filosofia e história da arte. Desse ano é o ensaio A música e a canção populares no Brasil, editado pelo Serviço de Cooperação Intelectual do Ministério das Relações Exteriores, e depois incluído no volume VI das Obras completas.

Ainda em 1936 efetuou o tombamento dos monumentos históricos paulistas para o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que ajudara a projetar. Em 1937 fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo e foi um dos organizadores do I Congresso da Língua Nacional Cantada, cujos trabalhos constam dos Anais publicados em 1938 pelo Departamento de Cultura da prefeitura de São Paulo.

Em 1939, com a extinção da Universidade do Distrito Federal, passou a trabalhar no Serviço (hoje Instituto) do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Elaborou, na época, o projeto de uma Enciclopédia Brasileira, nunca materializado.

Em 1940 o Instituto Brasil - Estados Unidos publicou sua conferência A expressão musical dos Estados Unidos, incluída no volume VII das Obras completas. Retornou a São Paulo em 1941, onde passou a ser assessor técnico da seção paulista do IPHAN e reassumiu a cátedra de história da música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Nesse ano a Editora Guaíra, de Curitiba PR, lançou seu livro Música do Brasil, contendo estudos sobre história e folclore, incluídos nos volumes XI e XVIII das Obras completas.

Foi uma das inteligências mais construtivas do Brasil e sua obra atesta uma atividade intelectual e artística que se desdobram em setores dos mais variados aspectos, como a questão da língua nacional e os problemas fonéticos do canto erudito e da declamação lírica em vernáculo. Suas contribuições para o desenvolvimento da música no Brasil seriam depois enaltecidas por Camargo Guarnieri e Francisco Mignone, entre muitíssimos outros.

Influenciou por todo o país o trabalho de pesquisa do folclore musical, em particular o de Frutuoso Viana e o de Luciano Gallet (reuniu as pesquisas deste último em Estudos de folclore, Rio de Janeiro, 1934, para o qual escreveu um ensaio histórico e critico).

Em fevereiro de 1970 a Biblioteca Municipal Mário de Andrade dedicou-lhe número especial de seu Boletim bibliográfico, contendo, além de estudos, uma “Cronologia geral da obra de Mário de Andrade”. Inúmeros trabalhos e escritos seus publicados em revistas e jornais foram incorporados às suas Obras completas, cuja publicação, iniciada em 1944 pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, compreende 20 volumes, dos quais os volumes XIII (Música de feitiçaria no Brasil, 1963) e XVIII (Danças dramáticas do Brasil, 3 tomos, 1959) foram organizados por Oneyda Alvarenga (sistematização geral, introdução e notas).

Dos demais volumes relacionados com música e folclore brasileiros citem-se: VI — Ensaio sobre a música brasileira (Ensaio sobre a música brasileira; A música e a canção populares no Brasil), 1962; VII — Música, doce música (Música doce música; A expressão musical nos Estados Unidos), organizado por Oneyda Alvarenga, 1963; VII — Pequena história da música, 1942; IX — Namoros com a medicina (Terapêutica musical; Medicina dos excretos), s.d.; XI — Aspectos da música brasileira (Evolução social da música no Brasil; Os compositores e a língua nacional; A pronúncia cantada e o problema nasal brasileiro através dos discos; O samba rural paulista; Cultura musical), 1965; XVI — Padre Jesuíno do Monte Carmelo, 1963; Modinhas imperiais, 1964.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Mário de Andrade

Mário de Andrade (Mário Raul de Morais Andrade). Poeta, escritor, musicólogo, folclorista, crítico, jornalista. São Paulo SP 9/10/1893—id. 25/2/1945. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa de Morais Andrade fez estudos secundários no Ginásio do Carmo, dos irmãos maristas, em São Paulo.

Em 1911, matriculou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo nos cursos de música, piano e canto, diplomando-se em 1917. Publicou os primeiros ensaios de crítica de arte em jornais e revistas, e seu primeiro livro, Há uma gota de sangue em cada poema (São Paulo, 1917). Foi o início de uma atividade intelectual das mais vigorosas da história literária e artística do país.

Em 1922 tornou-se professor de história da música e de estética musical do conservatório onde se diplomara e publicou Paulicéia desvairada, obra pioneira da poesia modernista do Brasil. A crítica conservadora cobriu o livro e seu autor de insultos e ápodos, ressalvando-se, entretanto, os pronunciamentos de Amadeu Amaral e João Ribeiro, que demonstraram compreensão para o “movimento modernista” que se iniciava e que culminou com a realização da Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal, de São Paulo, em fevereiro de 1922, e da qual terá sido, possivelmente, a figura principal.

Em 1924 assumiu no conservatório a cátedra de história da música e de piano. Somente depois de ter publicado algumas Obras de literatura — poesia, prosa e crítica — voltou-se para a música, com uma série de Obras em que fixou as bases teóricas para a formação de uma consciência musical brasileira. Com o Ensaio sobre a música brasileira (São Paulo, 1928) esboçou os rumos para a sistematização dos estudos musicológicos no Brasil.

No ano seguinte publicou o Compêndio de história da música (São Paulo, 1929), depois reescrito e reintitulado Pequena história da música (São Paulo, 1942), e a seguir Modinhas imperiais (São Paulo, 1930), antologia de peças do século XIX, precedida de um prólogo e de notas bibliográficas em que aborda em profundidade a história da modinha brasileira de salão. Em Música, doce música (São Paulo, 1933) reuniu escritos, conferências e crítica.

Em 1935 foi nomeado pelo prefeito Fábio Prado para a direção do então criado Departamento de Cultura, da prefeitura de São Paulo. Teve nesse encargo a colaboração de Paulo Duarte, que o indicara ao prefeito. Criou os parques infantis, a Discoteca Pública Municipal, e, para incentivar o cultivo da música, empregou recursos oficiais na criação da Orquestra Sinfônica de São Paulo, do Quarteto Haydn (depois Quarteto Municipal), do Coral Paulistano e de um Coral Popular.

Desligou-se do Departamento de Cultura em 1936 e assumiu, no Rio de Janeiro, o Instituto de Artes, da Universidade do Distrito Federal, onde também passou a reger a cátedra de filosofia e história da arte. Desse ano é o ensaio A música e a canção populares no Brasil, editado pelo Serviço de Cooperação Intelectual do Ministério das Relações Exteriores, e depois incluído no volume VI das Obras completas.

Ainda em 1936 efetuou o tombamento dos monumentos históricos paulistas para o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que ajudara a projetar. Em 1937 fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo e foi um dos organizadores do I Congresso da Língua Nacional Cantada, cujos trabalhos constam dos Anais publicados em 1938 pelo Departamento de Cultura da prefeitura de São Paulo.

Em 1939, com a extinção da Universidade do Distrito Federal, passou a trabalhar no Serviço (hoje Instituto) do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Elaborou, na época, o projeto de uma Enciclopédia Brasileira, nunca materializado.

Em 1940 o Instituto Brasil - Estados Unidos publicou sua conferência A expressão musical dos Estados Unidos, incluída no volume VII das Obras completas. Retornou a São Paulo em 1941, onde passou a ser assessor técnico da seção paulista do IPHAN e reassumiu a cátedra de história da música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Nesse ano a Editora Guaíra, de Curitiba PR, lançou seu livro Música do Brasil, contendo estudos sobre história e folclore, incluídos nos volumes XI e XVIII das Obras completas.

Foi uma das inteligências mais construtivas do Brasil e sua obra atesta uma atividade intelectual e artística que se desdobram em setores dos mais variados aspectos, como a questão da língua nacional e os problemas fonéticos do canto erudito e da declamação lírica em vernáculo. Suas contribuições para o desenvolvimento da música no Brasil seriam depois enaltecidas por Camargo Guarnieri e Francisco Mignone, entre muitíssimos outros.

Influenciou por todo o país o trabalho de pesquisa do folclore musical, em particular o de Frutuoso Viana e o de Luciano Gallet (reuniu as pesquisas deste último em Estudos de folclore, Rio de Janeiro, 1934, para o qual escreveu um ensaio histórico e critico).

Em fevereiro de 1970 a Biblioteca Municipal Mário de Andrade dedicou-lhe número especial de seu Boletim bibliográfico, contendo, além de estudos, uma “Cronologia geral da obra de Mário de Andrade”. Inúmeros trabalhos e escritos seus publicados em revistas e jornais foram incorporados às suas Obras completas, cuja publicação, iniciada em 1944 pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, compreende 20 volumes, dos quais os volumes XIII (Música de feitiçaria no Brasil, 1963) e XVIII (Danças dramáticas do Brasil, 3 tomos, 1959) foram organizados por Oneyda Alvarenga (sistematização geral, introdução e notas).

Dos demais volumes relacionados com música e folclore brasileiros citem-se: VI — Ensaio sobre a música brasileira (Ensaio sobre a música brasileira; A música e a canção populares no Brasil), 1962; VII — Música, doce música (Música doce música; A expressão musical nos Estados Unidos), organizado por Oneyda Alvarenga, 1963; VII — Pequena história da música, 1942; IX — Namoros com a medicina (Terapêutica musical; Medicina dos excretos), s.d.; XI — Aspectos da música brasileira (Evolução social da música no Brasil; Os compositores e a língua nacional; A pronúncia cantada e o problema nasal brasileiro através dos discos; O samba rural paulista; Cultura musical), 1965; XVI — Padre Jesuíno do Monte Carmelo, 1963; Modinhas imperiais, 1964.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.