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domingo, 9 de janeiro de 2011

Fuscão preto

Fuscão preto (1973) - Atílio Versuti e Jeca Mineiro

Tom:  A 
Intro: E  A  E  A  E  A  E A

A E
Me disseram que ela foi vista com outro
D E A
Num fuscão preto pela cidade a rodar
E
Bem vestida igual à dama da noite
D E A
Cheirando a álcool e fumando sem parar
E
Meu Deus do céu, diga que isso é mentira
D E A
Se for verdade esclareça por favor
E
Daí a pouco eu mesmo vi o fuscão
D E A
E os dois juntos se desmanchando em amor
E D
Fuscão preto você é feito de aço
E
Fez o meu peito em pedaços
A
Também aprendeu a matar
D D
Fuscão preto com o seu ronco maldito
E
Meu castelo tão bonito
A
Você fez desmoronar

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Gerson Filho

Gerson Filho (Gerson Argolo Filho), compositor e acordeonista, nasceu na histórica cidade de Penedo no interior de Alagoas, famosa por suas serestas, em 1928. Aprendeu a tocar sanfona ainda criança.

Iniciou a carreira artística no Rio de Janeiro no início dos anos 1950 e teve o apoio da dupla Venâncio e Corumbá.

Em 1953, gravou seu primeiro disco pela Todamérica interpretando ao acordeom, de sua autoria, a Quadrilha da cidade e o baião Catingueira no sertão.

Em 1954, venceu o concurso de calouros "Caminho da vitória" na Rádio Guanabara, sendo logo em seguida contratado pela emissora. No mesmo ano, lançou os baiões: Baião do soldado e Baião em Caxias, a polca Casa velha, todas de sua autoria e a rancheira Marombando, com Salvador Miceli, entre outras composições.

Em 1955, lançou de sua autoria os choros Comendo e chorando e Choramingando. Lançou também no mesmo ano o baião Torcida do Flamengo, com Pachequinho. Em 1956, gravou os baiões Sete quedas de sua autoria e Baião paulista, em parceria com Ermínio Vale. Em 1957, gravou de sua autoria o baião Macaco é Tio Antônio, a marcha Agüenta o banzeiro, com Miguel Lima e a marcha Por mulher nunca chorei de parceria com Otávio Filho. 

Em 1958, lançou a polquinha Pra livrá de confusão, de Miguel Lima e a rancheira Papai me disse, de Sebastião Silva e Astrogildo Meireles, ambas com vocal de Luiza Vidal. No mesmo ano, lançou o LP Gerson Filho e seu fole de oito baixos onde gravou a quadrilha, ritmo bastante popular no Nordeste e praticamente ainda não gravado até aquela ocasião. Nesse período sua carreira tomou grande impulso com ele fazendo muitas apresentações em circos, praças públicas e festas por todo o Brasil.

Em 1959, gravou o Baião da capelinha de sua autoria e o Forró de Zé Lagoa em parceria com Francisco Anísio, famoso comediante, então em começo de carreira. Em 1960, lançou os forrós: Forró no salão, de Agenor Lourenço e Dini Goulart e Namoro no forró, de Miguel Lima, Aguiar Filho e Geraldo Maia. Em 1961, gravou de João Silva e Penedo o forró Ó, Lia e de sua autoria e Aguiar Filho o baião De Penedo a Propriá. Em 1963, gravou dele e Otávio Filho o Baião da meia-noite e dele e Doca o forró Na bodega do Bodega.

Em 1969, após muitos anos residindo no Rio de Janeiro retornou para o Nordeste, indo morar em Sergipe, onde passou a apresentar, desde então, o programa "Forró no asfalto" na Rádio Difusora de Aracaju. Em 1970, passou a atuar na Chantecler/Continental, onde gravou cerca de 17 discos, entre os quais: É pra valer, Ingazeira do Norte e Levanta poeira

Em 1982, lançou o disco Gerson Filho - Xote da cobra doida, interpretando diversas composições de sua autoria, entre as quais: Tropé seguro, com Isnaldo Santos, Minha festa, nossa festa, Xote da cobra doida e Forró de chão batido, de sua autoria. Um de seus principais parceiros foi Isnaldo Santos, com quem compôs entre outras, a quadrilha Dança comigo, o Forró na bulandeira e o xote Esse xote é bom.

Obra

Agüenta o banzeiro (c/ Miguel Lima), Arrasta-pé de vaqueiro (c/ Ofrísio Acácio), Baião calado (c/ Salvador Miceli), Baião da alta-roda, Baião da capelinha, Baião da meia-noite (c/ Otávio Filho), Baião do soldado, Baião em Caxias, Baião paulista (c/ Ermínio Vale), Balança o ganzá (c/ Isnaldo Santos), Canaan, Casa velha, Catingueira no sertão, Chamego do Henrique (c/ Aguiar Filho), Choramingando, Choveu na minha roça, Comendo e chorando, Dança comigo (c/ Isnaldo Santos), De Penedo a Propriá (c/ Aguiar Filho), Desengonçado (c/ Otávio Filho), Devagar com o andor (c/ Salvador Miceli), Esse xote é bom (c/ Isnaldo Santos), Eta pagode bom (c/ Salvador Miceli), Fanfarronada, Figura de mulher (c/ J. Varriol), Forró de chão batido, Forró do Zé Lagoa (c/ Francisco Anísio), Forró na bulandeira (c/ Isnaldo Santos), Galinha arrepiada, Imperial, Lambari dançante, Macaco é Tio Antônio,Madrugada (c/ Irmãos Orlando), Mangaba, Maracanã, Marombando (c/ Salvador Miceli), Maroto (c/ Salvador Miceli), Minha festa, nossa festa,Na bodega do Bodega (c/ Doca), No pé do imbuzeiro (c/ Isnaldo Santos), Nossa polca (c/ Aguiar Filho), O Dia do papai, O Gogó da ema (c/ Salvador Miceli), Peixada no Pina (c/ Salvador Miceli/Carlos Filgueiras), Por mulher nunca chorei (c/ Otávio Filho), Quadrilha brasileira (c/ Aguiar Filho), Quadrilha da cidade, Quadrilha na roça, Respingadinho (c/ Otávio Filho), Roedeira (c/ Ari Monteiro), Segure-gure (c/ Otávio Filho), Sete quedas, Tá certo assim (c/ Isnaldo Santos), Tem dó (c/ João Barros), Tenência do Tangerino (c/ Isaías de Freitas), Torcida do Flamengo, Três e trezentos (c/ Miguel Lima), Tropé seguro (c/ Isnaldo Santos), Valsa do vira (c/ Salvador Miceli), Xodó de sanfoneiro, Xote da cobra doida, Xote da pindaíba (c/ Isnaldo Santos).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Elpídio dos Santos

Elpídio dos Santos (São Luís do Paraitinga, SP 14/01/1909 — idem 03/09/1970), compositor, escultor e poeta, nasceu em uma família de músicos e artesãos. Durante a infância participou de uma banda regida pelo pai e, autodidata, aperfeiçoou-se no violão, compondo suas primeiras músicas.

Foi para São Paulo onde estudou no Conservatório Paulista de Canto Orfeônico. Escolheu o violão como instrumento que o acompanharia por toda a vida. Foi professor de música, autor de uma extensa obra com inúmeros sucessos gravados por artistas como  Almir Sater e Sérgio Reis, Fafá de Belém, Vanuza, Cascatinha e Inhana, Renato Teixeira entre outros.

No cinema foi o compositor preferido de Amácio Mazzaropi, criando 25 trilhas para filmes do cineasta.

Suas músicas fizeram parte da trilha sonora das novelas: Cabocla (Rede Globo), Rei do Gado (Rede Globo), Pantanal (TV Manchete/SBT) e Meu Pé de Laranja Lima (Band).

Embora seja conhecido como compositor de música caipira, sua obra conta com vários gêneros musicais como valsa, samba, choro, etc.

Em 1952 grava a primeira canção (A cruz de ferro) em parceria com os amigos e compositores Anacleto Rosa Junior e Patativa, contando a lenda da cruz de ferro em Ubatuba.

Logo depois, em 1955, a gravadora Toda América lança mais uma composição de Elpídio dos Santos: Despertar do Sertão, interpretada por Cascatinha e Inhana, uma conhecida dupla da música popular na época e que foi a primeira canção brasileira tocada na rádio BBC de Londres.

Novamente sua música é tocada nas rádios, seu nome começa então a ser citado nos jornais da época e a partir dali uma série de composições são gravadas por vários interpretes diferentes, entre eles: Amilton, Cascatinha Inhana, Dircinha Costa, Duo Brasil Moreno, Elza Laranjeira, Irmãs Galvão, José Tobias, Laurinha, Mary do Arte, Mazzaropi, Mires de Oliveira, Nei de Fraga, Pinheirinho, Titulares do Ritmo, e recentemente foi gravado por Renato Teixeira, Almir Sater, Fafá de Belém e Sérgio Reis, entre outros.

Esses intérpretes tornaram conhecidas as músicas como: Você vai gostar (Lá no pé da serra); A mulher do canoeiro; Chegadinho chegadinho; Lua na roça; Bandinha do interior; Despertar do Sertão (primeira música brasileira tocada na rádio BBC de Londres); Milagre de São Benedito; Desce a noite; Não sei chorar; Cai sereno; Velho moinho; Namoro antigo; entre outras.

A amizade com Mazzaropi

Elpídio era o compositor preferido de Amácio Mazzaropi, sempre convidado para criar as músicas específicas de cada filme e que seriam cantadas pelo próprio artista. A amizade surgiu quando Mazza veio para a região com um circo quadrado bem velho e chovia muito.

Procuraram o Elpídio e disseram que este homem estava a perigo e não tinha dinheiro para pagar músicos. Então Elpídio foi ajudá-lo e disse-lhe que tocaria sem cobrar nada. Mazza nunca esqueceu e reconheceu o talento de Elpídio. Assim surgiu uma grande parceria e amizade que duraria até o fim da vida de Elpídio dos Santos.

Em 1970 Elpídio dos Santos morre. No ano subsequente, Amácio Mazzaropi retorna à casa de Cinira para fazer um apelo: que um de seus jovens filhos tentasse fazer a música para seu novo filme e não deixassem assim, cessar aquela parceria.

Passados alguns anos, Amácio Mazzaropi grava a música “Despertar do Sertão” e a parceria com o velho amigo continua mesmo após sua morte.

Ao todo foram vinte e cinco canções de Elpídio dos Santos gravadas por Amácio Mazzaropi.

Elpídio deixou uma extensa obra composta de mais de mil músicas, várias peças de escultura, poemas e desenhos.

Fontes: Wikipédia; Museu Mazzaropi: Biografia de Elpidio dos Santos; Elpídio dos Santos - 100 anos; Terra Paulista: Artes: Música: Cantores e Compositores.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Despertar do Sertão

 Despertar do Sertão (canção, 1955) - Elpídio dos Santos e Pádua Muniz

A barulheira incessante da cascata
Um sabiá cantando alegre lá na mata
O sol que nasce por de trás do verde monte
Unindo a terra com o céu, no horizonte
A natureza sempre alegre e tão festiva
Num prazer ruidoso, comunicativa
O arvoredo com a música dos ninhos
Forma um poema à beira dos caminhos.

Ai, ai, ai
Mas como é lindo o despertar do meu sertão
Ai, ai, ai,
Benção Nhá Mãe, Benção Nhô Pai,
Bom dia irmão!

Já é manhã, as aves enamoradas
Falam de amores no alto das ramadas
O caboclo, ligeiro deixa a palhoça
Pega na enxada e vai cuidar da sua roça
A caboclinha tão bonita, um coração
Corre toda aflita cuidar da criação
Tudo se agita em doce harmonia
Assim no meu sertão começa um novo dia.

Ai, ai, ai
Mas como é lindo o despertar do meu sertão
Ai, ai, ai
Benção Nhá Mãe, Benção Nhô Pai
Bom dia irmão!

sábado, 1 de agosto de 2009

Duo Brasil Moreno

Duo Brasil Moreno - Dupla sertaneja formada pelas irmãs Dora (Dora de Paula, Guariba-SP 1917-) e Didi (Antônia Glória de Paula, Guariba-SP 1924-). As irmãs foram criadas na cidade de Cambará (PR), com mais dois irmãos.

Começaram a cantar no coral da Igreja Santa Cecília em Cambará, juntamente com os irmãos. Em 1940, a família mudou-se para São Paulo. Dora e Didi formaram com os irmãos o Quarteto Brasil Moreno. Passam a se apresentar em programas de calouros das rádios Record e Cultura. O quarteto virou Trio Brasil Moreno, quando o irmão foi chamado para o serviço militar. O trio continuou a participar de programas de calouros.

Em 1943, ao tirarem o primeiro lugar no programa de Otávio Gabus Mendes e Geraldo Mendonça, são convidados a assinar contrato com a PRB-9. Em 1951, o trio transformou-se no Duo Brasil Moreno, com a saída da irmã (Helena), que abandonou a carreira artística para se casar. O Duo Brasil Moreno teve inúmeras participações em programas radiofônicos, inclusive no programa História da Música, na Rádio Record, produzido e apresentado por Almirante.

Em 1952, a dupla gravou seu primeiro 78rpm, pela Star, subsidiária da Copacabana. O disco incluía as canções Chalana, de Mário Zan e Arlindo Pinto, e Abandonada de Mário Zan e Palmeira. Graças ao sucesso alcançado, especialmente com o rasqueado Chalana, vários discos se seguiram.

Em 1961 lançaram pela Chantecler a guarânia Último adeus, de Luiz de Castro e o bolero Bis para o amor, de José Bettio e Roberto Stanganelli. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o rasqueado Pedaço de coração, de Elpídeo dos Santos em parceria com a dupla e o xote China morena, de Raul Torres e Sebastião Teixeira. Posteriormente lançaram, pela Copacabana, seu primeiro LP, com o qual colecionaram sucessos como Natal no sertão, de Palmeira e Mário Zan, Campo Grande, de Raul Torres, Canção do trolinho, de Hervé Cordovil , e Flor de Tupã, de Mário Zan e Palmeira.

A dupla gravou também, pela Copacabana, várias versões, lançadas em 78rpm. Fizeram , entre outros, um programa na Rádio Record, todas as segundas-feiras, que aconteceu por 16 anos. Atuou em diversas emissoras de televisão de São Paulo e excursionou por vários estados. Em 1974, o Duo Brasil Moreno gravou um LP, de repertório exclusivamente sertanejo, acompanhado de toda a família.

Fontes: Encilopédia da Música Brasileira - Art Editora; Dicionario Cravo Albin de Musica Popular Brasileira.

Duo Brasil Moreno

Duo Brasil Moreno - Dupla sertaneja formada pelas irmãs Dora (Dora de Paula, Guariba-SP 1917-) e Didi (Antônia Glória de Paula, Guariba-SP 1924-). As irmãs foram criadas na cidade de Cambará (PR), com mais dois irmãos.

Começaram a cantar no coral da Igreja Santa Cecília em Cambará, juntamente com os irmãos. Em 1940, a família mudou-se para São Paulo. Dora e Didi formaram com os irmãos o Quarteto Brasil Moreno. Passam a se apresentar em programas de calouros das rádios Record e Cultura. O quarteto virou Trio Brasil Moreno, quando o irmão foi chamado para o serviço militar. O trio continuou a participar de programas de calouros.

Em 1943, ao tirarem o primeiro lugar no programa de Otávio Gabus Mendes e Geraldo Mendonça, são convidados a assinar contrato com a PRB-9. Em 1951, o trio transformou-se no Duo Brasil Moreno, com a saída da irmã (Helena), que abandonou a carreira artística para se casar. O Duo Brasil Moreno teve inúmeras participações em programas radiofônicos, inclusive no programa História da Música, na Rádio Record, produzido e apresentado por Almirante.

Em 1952, a dupla gravou seu primeiro 78rpm, pela Star, subsidiária da Copacabana. O disco incluía as canções Chalana, de Mário Zan e Arlindo Pinto, e Abandonada de Mário Zan e Palmeira. Graças ao sucesso alcançado, especialmente com o rasqueado Chalana, vários discos se seguiram.

Em 1961 lançaram pela Chantecler a guarânia Último adeus, de Luiz de Castro e o bolero Bis para o amor, de José Bettio e Roberto Stanganelli. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o rasqueado Pedaço de coração, de Elpídeo dos Santos em parceria com a dupla e o xote China morena, de Raul Torres e Sebastião Teixeira. Posteriormente lançaram, pela Copacabana, seu primeiro LP, com o qual colecionaram sucessos como Natal no sertão, de Palmeira e Mário Zan, Campo Grande, de Raul Torres, Canção do trolinho, de Hervé Cordovil , e Flor de Tupã, de Mário Zan e Palmeira.

A dupla gravou também, pela Copacabana, várias versões, lançadas em 78rpm. Fizeram , entre outros, um programa na Rádio Record, todas as segundas-feiras, que aconteceu por 16 anos. Atuou em diversas emissoras de televisão de São Paulo e excursionou por vários estados. Em 1974, o Duo Brasil Moreno gravou um LP, de repertório exclusivamente sertanejo, acompanhado de toda a família.

Fontes: Encilopédia da Música Brasileira - Art Editora; Dicionario Cravo Albin de Musica Popular Brasileira.

Duo Ciriema

duo ciriema 1978

Duo Ciriema - Dupla sertaneja formada por Aparecida Martins Batista (Franca-SP 1940-) e Irene Lopes (Franca-SP 1941-). Iniciaram carreira em 1960, cantando no programa Alvorada Cabocla, da Rádio Nacional, de São Paulo, e um ano depois estreava em disco com Não beba mais não (Jeca Mineiro e Orlandinho).

Sempre acompanhadas pelo acordeonista e compositor Orlandinho, a dupla atuou em várias emissoras de rádio paulistas, como a Nacional, América, Bandeirantes e Piratininga. Passou então a excursionar pelo Norte deo país, onde fez grande sucesso, seguindo depois para o Nordeste - Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

Em 1962 gravou na RCA seu primeiro LP, em que se destacaram o rasqueado Ciriema (Nhô Pai e Mário Zan) e Não bebas mais (Nísio), lançando pouco depois outro LP, que incluiu, entre outros, Lencinho de nhanduti (Piraci e Nhô Fio), música de grande sucesso até em Assunção, Paraguai, onde o duo cumpriu temporada em 1964. Do Paraguai trouxe u7ma composição do embaixador e escritor Mario Palmério, a guarânia Saudade, de expressivo êxito.

Ne4ssa época a dupla afastou-se da vida artística, só retornando em 1972 quando gravou na Continental os sucessos Chitãozinho e chororó (Serrinha e Atos Campos), Como era bom aquele tempo (César e Cirus), Rogo ao Senhor (J. K. Filho e Miguel da Portela) e Hei de vencer (Juvenal Fernandes e Capitão Furtado).

No ano seguinte, pela mesma gravadora, o duo lançou novo LP, em que foi incluída a guarânia Saudade, só então levada a disco, e Não bebas mais não, seu primeiro sucesso, que deu título ao disco, além de Mensagem de esperança (Capitão Furtado e João Pacífico), tema da novela escrita por Capitão Furtado com o mesmo título.

Em 1975 gravou outro disco, pela Copacabana, em que se destacaram Onde tu irás sem mim (J K. Filho e Zito Bertinato) e Vivo chorando, chorando (Everaldo Ferraz e Sílvia Boanato).

O duo encerrou definitivamente suas atividades no final de da década de 1970.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Duo Ciriema

duo ciriema 1978

Duo Ciriema - Dupla sertaneja formada por Aparecida Martins Batista (Franca-SP 1940-) e Irene Lopes (Franca-SP 1941-). Iniciaram carreira em 1960, cantando no programa Alvorada Cabocla, da Rádio Nacional, de São Paulo, e um ano depois estreava em disco com Não beba mais não (Jeca Mineiro e Orlandinho).

Sempre acompanhadas pelo acordeonista e compositor Orlandinho, a dupla atuou em várias emissoras de rádio paulistas, como a Nacional, América, Bandeirantes e Piratininga. Passou então a excursionar pelo Norte deo país, onde fez grande sucesso, seguindo depois para o Nordeste - Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

Em 1962 gravou na RCA seu primeiro LP, em que se destacaram o rasqueado Ciriema (Nhô Pai e Mário Zan) e Não bebas mais (Nísio), lançando pouco depois outro LP, que incluiu, entre outros, Lencinho de nhanduti (Piraci e Nhô Fio), música de grande sucesso até em Assunção, Paraguai, onde o duo cumpriu temporada em 1964. Do Paraguai trouxe u7ma composição do embaixador e escritor Mario Palmério, a guarânia Saudade, de expressivo êxito.

Ne4ssa época a dupla afastou-se da vida artística, só retornando em 1972 quando gravou na Continental os sucessos Chitãozinho e chororó (Serrinha e Atos Campos), Como era bom aquele tempo (César e Cirus), Rogo ao Senhor (J. K. Filho e Miguel da Portela) e Hei de vencer (Juvenal Fernandes e Capitão Furtado).

No ano seguinte, pela mesma gravadora, o duo lançou novo LP, em que foi incluída a guarânia Saudade, só então levada a disco, e Não bebas mais não, seu primeiro sucesso, que deu título ao disco, além de Mensagem de esperança (Capitão Furtado e João Pacífico), tema da novela escrita por Capitão Furtado com o mesmo título.

Em 1975 gravou outro disco, pela Copacabana, em que se destacaram Onde tu irás sem mim (J K. Filho e Zito Bertinato) e Vivo chorando, chorando (Everaldo Ferraz e Sílvia Boanato).

O duo encerrou definitivamente suas atividades no final de da década de 1970.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Irmãs Castro

Irmãs Castro - Dupla sertaneja formada por Maria de Jesus Castro (Itapeva/SP, 1926) e Lourdes Amaral Castro (Bauru/SP, 1928).

Em 1938, Maria de Jesus e Lourdes Amaral participaram escondidas dos pais do concurso Descobrindo Astros do Futuro, em Bauru (SP). Venceram o concurso e continuaram a cantar músicas em inglês numa rádio local.

A carreira profissional da dupla teve início quando Nhô Pai as viu cantando e gostou do duo perfeito das vozes. Nhô Pai pediu então autorização aos pais de Maria de Jesus e Lourdes Amaral para ensiná-las o gênero sertanejo.

No início dos anos 1940, receberam convite para cantar no Rio de Janeiro. Devido à idade, tiveram que falsificar as certidões de nascimento para poder cantar em cassinos.

Na Capital Federal cantaram nas Rádios Tupi, Globo, Mayrink Veiga. Em São Paulo atuaram nas rádios Cultura, Tupi e Bandeirantes. Em 1944, gravaram seu primeiro disco, interpretando o corrido Não me escrevas, de Gabriel Ruiz e Nhô Pai, e o rasqueado Che cabu (Vem cá), de Nhô Pai. No ano seguinte, gravaram novo disco contendo o valseado Faz um ano, de F. Valdez Leal e Nhô Pai, e o corrido Beijinho doce, de Nhô Pai, que se tornaria o maior sucesso da dupla e um dos clássicos da música sertaneja.

Com o sucesso obtido com a gravação de Beijinho doce, as Irmãs Castro tornaram-se estrelas. Seus discos começaram a vender em grandes quantidades. Em 1945, gravaram Sou roceira, chamego de Cuates Castilla e Ariovaldo Pires, e a valsa Cidade morena, de Nhô Pai e Riellinho.

Em 1947, gravaram Noites do Paraguai, guarânia de S. Aguayo, com versão de Ariovaldo Pires, uma das muitas versões de canções paraguaias e mexicanas que a dupla gravou. No mesmo disco estava o rasqueado Ciriema, de Nhô Pai e Mário Zan, outro de seus grandes sucessos. Com o sucesso que estavam obtendo, passaram a receber vários convites. Apresentaram-se em circos e rádios por todo o Brasil. Cantaram também em diversos países da América Latina, tais como Paraguai, Uruguai e Argentina.

Em 1956, gravaram a guarânia Luar de Aquidauana, de Anacleto Rosas Jr. e Zacarias Mourão. Por essa época fizeram excursão ao Paraguai para se apresentar por uma semana no Teatro Vitória, o maior de Assunção. Acabaram ficando um mês, sendo transferidas em seguida para o Teatro Municipal, já que o conjunto americano The Platters iria se apresentar no Vitória. The Platters teve que esperar a transferência das irmãs Castro e ficou com lotação pequena enquanto as duas estiveram em Assunção. De retorno ao Brasil, vieram em avião cedido pelo governo daquele país. No Paraguai fizeram sucesso principalmente com Che Yara porã tupy, de Ariovaldo Pires e Riellinho, e Che china mi, de Antônio Cardoso e Ariovaldo Pires.

Em 1974, lançaram um LP pela Chantecler, quando regravaram antigos sucessos como Beijinho doce, além de outras músicas, como Pelejo pra te deixar, de Biá e Gauchito. Em 1984, participaram do programa Viola minha viola, na TV Cultura de São Paulo.

Dissolvida em 1985, foi a primeira dupla feminina a gravar música sertaneja.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; http://www.radioterra.fm.br/artistas/?id=51

Irmãs Castro

Irmãs Castro - Dupla sertaneja formada por Maria de Jesus Castro (Itapeva/SP, 1926) e Lourdes Amaral Castro (Bauru/SP, 1928).

Em 1938, Maria de Jesus e Lourdes Amaral participaram escondidas dos pais do concurso Descobrindo Astros do Futuro, em Bauru (SP). Venceram o concurso e continuaram a cantar músicas em inglês numa rádio local.

A carreira profissional da dupla teve início quando Nhô Pai as viu cantando e gostou do duo perfeito das vozes. Nhô Pai pediu então autorização aos pais de Maria de Jesus e Lourdes Amaral para ensiná-las o gênero sertanejo.

No início dos anos 1940, receberam convite para cantar no Rio de Janeiro. Devido à idade, tiveram que falsificar as certidões de nascimento para poder cantar em cassinos.

Na Capital Federal cantaram nas Rádios Tupi, Globo, Mayrink Veiga. Em São Paulo atuaram nas rádios Cultura, Tupi e Bandeirantes. Em 1944, gravaram seu primeiro disco, interpretando o corrido Não me escrevas, de Gabriel Ruiz e Nhô Pai, e o rasqueado Che cabu (Vem cá), de Nhô Pai. No ano seguinte, gravaram novo disco contendo o valseado Faz um ano, de F. Valdez Leal e Nhô Pai, e o corrido Beijinho doce, de Nhô Pai, que se tornaria o maior sucesso da dupla e um dos clássicos da música sertaneja.

Com o sucesso obtido com a gravação de Beijinho doce, as Irmãs Castro tornaram-se estrelas. Seus discos começaram a vender em grandes quantidades. Em 1945, gravaram Sou roceira, chamego de Cuates Castilla e Ariovaldo Pires, e a valsa Cidade morena, de Nhô Pai e Riellinho.

Em 1947, gravaram Noites do Paraguai, guarânia de S. Aguayo, com versão de Ariovaldo Pires, uma das muitas versões de canções paraguaias e mexicanas que a dupla gravou. No mesmo disco estava o rasqueado Ciriema, de Nhô Pai e Mário Zan, outro de seus grandes sucessos. Com o sucesso que estavam obtendo, passaram a receber vários convites. Apresentaram-se em circos e rádios por todo o Brasil. Cantaram também em diversos países da América Latina, tais como Paraguai, Uruguai e Argentina.

Em 1956, gravaram a guarânia Luar de Aquidauana, de Anacleto Rosas Jr. e Zacarias Mourão. Por essa época fizeram excursão ao Paraguai para se apresentar por uma semana no Teatro Vitória, o maior de Assunção. Acabaram ficando um mês, sendo transferidas em seguida para o Teatro Municipal, já que o conjunto americano The Platters iria se apresentar no Vitória. The Platters teve que esperar a transferência das irmãs Castro e ficou com lotação pequena enquanto as duas estiveram em Assunção. De retorno ao Brasil, vieram em avião cedido pelo governo daquele país. No Paraguai fizeram sucesso principalmente com Che Yara porã tupy, de Ariovaldo Pires e Riellinho, e Che china mi, de Antônio Cardoso e Ariovaldo Pires.

Em 1974, lançaram um LP pela Chantecler, quando regravaram antigos sucessos como Beijinho doce, além de outras músicas, como Pelejo pra te deixar, de Biá e Gauchito. Em 1984, participaram do programa Viola minha viola, na TV Cultura de São Paulo.

Dissolvida em 1985, foi a primeira dupla feminina a gravar música sertaneja.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; http://www.radioterra.fm.br/artistas/?id=51

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Zé Fortuna

Zé Fortuna (José Fortuna), compositor e cantor, (Itápolis SP ?/1923-São Paulo SP 10/11/1993), compôs sua primeira música, Quinze a sete, aos 11 anos de idade, em homenagem à vitória de seu time de futebol.

A primeira composição gravada foi Moda das flores, em 1944, na Victor, interpretada pelo trio Os Três Batutas do Sertão, formado por Raul Torres, Florêncio e Rielli. No ano seguinte, o mesmo trio gravou outra composição sua, Moda de oito cores.

Em 1947, formou com seu irmão Euclides Fortuna (Itápolis 1928-) a dupla Zé Fortuna e Pitangueira. Vieram então para São Paulo, fazendo amizade com o sanfoneiro Juventus Merenda, com quem formaram um trio, no qual Merenda permaneceu pouco tempo. Com a saída de Merenda e a entrada do acordeonista Coqueirinho, adotaram o nome de Os Maracanãs, trio que atuou na Rádio São Paulo, passando em 1948 para a Rádio Record.

No ano seguinte, a dupla estreou em disco, gravando na Elite Lágrimas de mãe e o corrido Rancheiro triste (sua autoria). Em 1950 saiu pela Mocambo seu primeiro LP, destacando-se Lágrimas de mãe.

Em 1953, a dupla passou para a Rádio Piratininga. Com a acordeonista Rosinha, o trio Os Maracanãs teve grande destaque no programa Terra, Sempre Terra, atuando em várias estações, entre as quais as rádios Bandeirantes (1958), Tupi (1962), Nove de Julho (1964) e Nacional (1965), firmando nesta última seu prestígio, com a entrada do sanfoneiro Zé do Fole, e aí permanecendo até 1973.

Quando da inauguração de Brasília, em 1960, sua música Sob o céu de Brasília foi eleita hino inaugural da cidade.

Em 1968, a dupla lançou, pela Chantecler, Zé Fortuna e Pitangueira - O sol e a lua, e, em 1972, pela CBS, a toada Beijo da morte (com Osvaldo Audi) e Selo de sangue (da dupla), além das composições cômicas Corre-corre e Moça gorda (marcha), de sua autoria, sendo dessa gravadora o maior sucesso da dupla, Paineira velha (sua autoria). No ano seguinte, transferiram-se para a Rádio Record, acompanhados pelo sanfoneiro Castelinho, indo para a Rádio Gazeta dois anos depois.

Em 1973 lançaram dois LPs, um pela etiqueta Inspiração, com a valsa Retalhos de amor (sua autoria) e A venda do Serafim (da dupla), e outro pela Chantecler, destacando-se Mais um fio só e O trenzinho da vida (ambas de sua autoria).

Gravaram ainda obras românticas e sentimentais na Continental, como Três batidas na porteira (da dupla), e o cateretê A cruz da salvação e a guarânia Lembrança (ambas de sua autoria), esta considerada sua mais bela composição.

Outros sucessos seus foram as guarânias Índia, gravada originalmente por Cascatinha e Inhana, Anahy, Solidão e Minha terra distante. Com Paraíso, um de seus principais parceiros, compôs O ipê e o prisioneiro, Avenida boiadeira, Atalho e Raízes do amor, entre outras.

Autor de 42 peças teatrais, montou a Companhia Teatral Maracanã, com a qual percorreu inúmeras cidades do Brasil e da América do Sul, interpretando suas criações. Também publicou livretos de cordel e livretos com suas letras. Encerrou a companhia de teatro em 1975, e, a partir desse ano, passou a compor em parceria com Carlos César e a participar dos festivais de música da Rádio Record, vencendo em 1979, com Riozinho, e, em 1981, com O vai e vem do carreiro.

Em 1979, a Secretaria do Trabalho do Estado de São Paulo oficializou o Hino do trabalhador brasileiro (com Carlos César). Foi radialista durante toda a vida artística, tendo apresentado seu Programa José Fortuna em quase todas as rádios de São Paulo.

Foi regravado por inúmeros intérpretes, entre os quais Maria Betânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Nara Leão, Ângela Maria, Tonico e Tinoco, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo. Compôs e gravou cerca de 2 mil músicas, deixando cerca de outras 900 inéditas.

CD

Zé Fortuna e Pitangueira, 1994, Continental 997338-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Zé Fortuna

Zé Fortuna (Fortuna José), compositor e cantor, (Itápolis SP ?/1923-São Paulo SP 10/11/1993), compôs sua primeira música, Quinze a sete, aos 11 anos de idade, em homenagem à vitória de seu time de futebol.

A primeira composição gravada foi Moda das flores, em 1944, na Victor, interpretada pelo trio Os Três Batutas do Sertão, formado por Raul Torres, Florêncio e Rielli. No ano seguinte, o mesmo trio gravou outra composição sua, Moda de oito cores.

Em 1947, formou com seu irmão Euclides Fortuna (Itápolis 1928-) a dupla Zé Fortuna e Pitangueira. Vieram então para São Paulo, fazendo amizade com o sanfoneiro Juventus Merenda, com quem formaram um trio, no qual Merenda permaneceu pouco tempo. Com a saída de Merenda e a entrada do acordeonista Coqueirinho, adotaram o nome de Os Maracanãs, trio que atuou na Rádio São Paulo, passando em 1948 para a Rádio Record.

No ano seguinte, a dupla estreou em disco, gravando na Elite Lágrimas de mãe e o corrido Rancheiro triste (sua autoria). Em 1950 saiu pela Mocambo seu primeiro LP, destacando-se Lágrimas de mãe.

Em 1953, a dupla passou para a Rádio Piratininga. Com a acordeonista Rosinha, o trio Os Maracanãs teve grande destaque no programa Terra, Sempre Terra, atuando em várias estações, entre as quais as rádios Bandeirantes (1958), Tupi (1962), Nove de Julho (1964) e Nacional (1965), firmando nesta última seu prestígio, com a entrada do sanfoneiro Zé do Fole, e aí permanecendo até 1973.

Quando da inauguração de Brasília, em 1960, sua música Sob o céu de Brasília foi eleita hino inaugural da cidade.

Em 1968, a dupla lançou, pela Chantecler, Zé Fortuna e Pitangueira - O sol e a lua, e, em 1972, pela CBS, a toada Beijo da morte (com Osvaldo Audi) e Selo de sangue (da dupla), além das composições cômicas Corre-corre e Moça gorda (marcha), de sua autoria, sendo dessa gravadora o maior sucesso da dupla, Paineira velha (sua autoria). No ano seguinte, transferiram-se para a Rádio Record, acompanhados pelo sanfoneiro Castelinho, indo para a Rádio Gazeta dois anos depois.

Em 1973 lançaram dois LPs, um pela etiqueta Inspiração, com a valsa Retalhos de amor (sua autoria) e A venda do Serafim (da dupla), e outro pela Chantecler, destacando-se Mais um fio só e O trenzinho da vida (ambas de sua autoria).

Gravaram ainda obras românticas e sentimentais na Continental, como Três batidas na porteira (da dupla), e o cateretê A cruz da salvação e a guarânia Lembrança (ambas de sua autoria), esta considerada sua mais bela composição.

Outros sucessos seus foram as guarânias Índia, gravada originalmente por Cascatinha e Inhana, Anahy, Solidão e Minha terra distante. Com Paraíso, um de seus principais parceiros, compôs O ipê e o prisioneiro, Avenida boiadeira, Atalho e Raízes do amor, entre outras.

Autor de 42 peças teatrais, montou a Companhia Teatral Maracanã, com a qual percorreu inúmeras cidades do Brasil e da América do Sul, interpretando suas criações. Também publicou livretos de cordel e livretos com suas letras. Encerrou a companhia de teatro em 1975, e, a partir desse ano, passou a compor em parceria com Carlos César e a participar dos festivais de música da Rádio Record, vencendo em 1979, com Riozinho, e, em 1981, com O vai e vem do carreiro.

Em 1979, a Secretaria do Trabalho do Estado de São Paulo oficializou o Hino do trabalhador brasileiro (com Carlos César). Foi radialista durante toda a vida artística, tendo apresentado seu Programa José Fortuna em quase todas as rádios de São Paulo.

Foi regravado por inúmeros intérpretes, entre os quais Maria Betânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Nara Leão, Ângela Maria, Tonico e Tinoco, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo. Compôs e gravou cerca de 2 mil músicas, deixando cerca de outras 900 inéditas.

CD

Zé Fortuna e Pitangueira, 1994, Continental 997338-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Trio Parada Dura

Trio Parada Dura

Trio sertanejo. Foi criado pelo cantor, compositor e instrumentista Mangabinha (Carlos Alberto Mangabinha Ribeiro - Corinto, MG - 1942) em 1973 e contou inicialmente com as participações de Delmir e Delmon. Com essa formação inicial, o trio durou dois anos e lançou três discos pela gravadora Chororó.

Em 1975, o trio sofreu alteração em sua formação com as saídas de Delmir e Delmon e com as entradas do cantor e violeiro Barrerito (Élcio Neves Borge - São Fidélis, RJ - 1942 - Belo Horizonte, MG - 1998) e de Benzito. No mesmo ano lançaram o LP Castelo de amor.

Em 1976, lançaram o LP Mineiro não perde o trem. Até 1987, o Trio gravou cerca de 10 discos pelas gravadoras Chororó e Copacabana. Nesse período foram sucesso nas vozes do Trio as composições Bobeou a gente pimba, As andorinhas, Soca pilão, Uma vez por mês e Panela velha, entre outras.

Em 1982, o Trio sofreu um acidente de avião que deixou paralítico o componente Barrerito, que acabou por deixar o grupo, sendo substituído pelo irmão Parrerito.

Em 1991, lançaram LP pela Chantecler, com destaque para as composições Palavra de honra, de Ronaldo Adriano, Benedito Seviero e Rosa Quadros, Trovão azul", de Alcino Alves, Rossi e Mangabinha, Não aceito seu adeus, de Ronaldo Adriano e Mangabinha, "Tá comigo tá com Deus", de José Fortuna, Paraíso e Creone e Filho do sertão, de Ronaldo Adriano e Mangabinha, entre outros.

O grupo permaneceu atuando até 1992, quando se desfez. Em 1997, o Trio retomou as atividades com uma nova formação.

Em 1999, lançaram o CD Trio Parada Dura pela gravadora Atração Fonográfica, com destaque para as composições Toda noite eu dava uma, Golpe da gemedeira e a regravação de As andorinhas. No mesmo ano, a gravadora EMI lançou dentro da série Raízes sertanejas um CD com 20 sucessos do Trio.

Trio Parada Dura

Trio Parada Dura

Trio sertanejo. Foi criado pelo cantor, compositor e instrumentista Mangabinha (Carlos Alberto Mangabinha Ribeiro - Corinto, MG - 1942) em 1973 e contou inicialmente com as participações de Delmir e Delmon. Com essa formação inicial, o trio durou dois anos e lançou três discos pela gravadora Chororó.

Em 1975, o trio sofreu alteração em sua formação com as saídas de Delmir e Delmon e com as entradas do cantor e violeiro Barrerito (Élcio Neves Borge - São Fidélis, RJ - 1942 - Belo Horizonte, MG - 1998) e de Benzito. No mesmo ano lançaram o LP Castelo de amor.

Em 1976, lançaram o LP Mineiro não perde o trem. Até 1987, o Trio gravou cerca de 10 discos pelas gravadoras Chororó e Copacabana. Nesse período foram sucesso nas vozes do Trio as composições Bobeou a gente pimba, As andorinhas, Soca pilão, Uma vez por mês e Panela velha, entre outras.

Em 1982, o Trio sofreu um acidente de avião que deixou paralítico o componente Barrerito, que acabou por deixar o grupo, sendo substituído pelo irmão Parrerito.

Em 1991, lançaram LP pela Chantecler, com destaque para as composições Palavra de honra, de Ronaldo Adriano, Benedito Seviero e Rosa Quadros, Trovão azul", de Alcino Alves, Rossi e Mangabinha, Não aceito seu adeus, de Ronaldo Adriano e Mangabinha, "Tá comigo tá com Deus", de José Fortuna, Paraíso e Creone e Filho do sertão, de Ronaldo Adriano e Mangabinha, entre outros.

O grupo permaneceu atuando até 1992, quando se desfez. Em 1997, o Trio retomou as atividades com uma nova formação.

Em 1999, lançaram o CD Trio Parada Dura pela gravadora Atração Fonográfica, com destaque para as composições Toda noite eu dava uma, Golpe da gemedeira e a regravação de As andorinhas. No mesmo ano, a gravadora EMI lançou dentro da série Raízes sertanejas um CD com 20 sucessos do Trio.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Carreirinho

Carreirinho (Adauto Ezequiel), cantor e compositor, nasceu em Bofete-SP, em 21/10/1921. Aos sete anos cantou uma modinha de sua autoria numa comemoração escolar de fim de ano, recebendo de presente uma viola. A partir de então, passou a apresentar-se em festinhas, cantando e tocando.

Em 1946 estreou profissionalmente ao lado de Ferraz, atuando nos circos que passavam pela cidade de Sorocaba SP. Seguiu depois para São Paulo SP, onde se apresentou na Rádio América. Mais tarde, transferiu-se para a Rádio Record, ali atuando com novo parceiro, o investigador de polícia José Stramandinoli (Zé Pinhão), com quem formou a dupla Zé Pinhão e Pinheiro, que passou a participar do programa Sítio do Bicho-de-Pé até 1947, ano em que se separaram.

Nessa época, propôs parceria a Lúcio Rodrigues, que cantava com Fortaleza. Formaram então uma dupla cujo nome foi escolhido em concurso popular entre os ouvintes da Rádio Record: Zé Carreiro(Lúcio) e Carreirinho (Adauto).

Em 1950 Tonico e Tinoco, que eram contratados da Continental, se interessaram pelo cururu O canoeiro (Zé Carreiro), música que vinha marcando as apresentações da dupla iniciante. Mediante acordo com o diretor da gravadora, consentiram na gravação de Tonico e Tinoco, conseguindo em troca gravar o primeiro disco, com O canoeiro e Ferreirinha (de sua autoria). O sucesso desse lançamento levou a fábrica a contratá-los.

Seis anos depois, a dupla lançou, pela Copacabana, Crianças do meu Brasil (com José Fortuna) e Jamais seremos esquecidos (de autoria da dupla), e, no ano seguinte, pela Victor, Sinhá Maria, versão sertaneja da composição de René Bittencourt do mesmo nome, e Buquê de flor (da dupla).

Em 1958, depois de dez anos de atuação na Rádio Record e de gravar diversos discos, Zé Carreiro teve de se afastar da vida artística por surdez. Formou, então, com José Dias Nunes, nova dupla, Tião Carreiro e Carreirinho, que gravou em 1958, pela Continental, Rei do gado (Teddy Vieira), Mariposa do amor (Canhotinho e Torrinha), Pirangueiro e Saudade de Araraquara (ambas de Zé Carreiro), e Despedida de solteiro (com Zé Fortuna). Depois a dupla gravou pela RCA algumas composições de gênero mais sentimental, com Madalena, O beijo (ambas de sua autoria) e Esqueça a sua Maria (Raul Torres e João Pacífico).

Em 1962 lançou, com Zé Carreiro, pelo selo sertanejo da Chantecler Meu carro e minha viola (com Mozart Novais), faixa que deu nome ao LP, Boi cigano (Tião Carreiro e Pião Carreiro) e Terra roxa (Teddy Vieira), entre outras. No mesmo ano, apareceu num LP lançado pela Chantecler em homenagem à antiga dupla com Zé Carreiro, relembrando sucessos como Canoeiro, Ferreirinha e Pirangueiro (Zé Carreiro).

Afastando-se de São Paulo, só voltou a gravar mais tarde, com sua nova parceira na dupla Carreirinho e Zita Carreiro (Iracema Soares Gama), que lançou pela Continental, no selo Cartaz, Flor de minha vida (com Zé Matão), Saudade (com Caboclo), Encontro fatal (com J. Vicente), Vem meu amor (com J. Vasco) e Mundo vazio (com Pardinho).

Em 1974, a nova dupla gravou na Chantecler um pot-pourri intitulado Recordando Zé Carreiro, além de outras músicas, como Deus é meu guia (com Zuza), Saudade do nosso amor (Teddy Vieira e Tião Carreiro), Rincão de nossa terra (sua autoria), Cão fiel (Zé Godói e Biguá), Tormento da noite (Cafezinho e Nhô Juca). No ano seguinte, a dupla gravou na Carmona, Formigueiro de gente e Policena, além de Palhaço (com Miguel Santiago), em homenagem aos palhaços.

Em 1979 a Secretaria de Cultura da prefeitura de São Paulo homenageou a dupla com uma festa realizada no ginásio de esportes do Sport Club Corinthians Paulista; em 1980, em Curitiba PR, receberam uma placa de Honra ao Mérito dos artistas paranaenses.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.

Carreirinho

Carreirinho (Adauto Ezequiel), cantor e compositor, nasceu em Bofete-SP, em 21/10/1921. Aos sete anos cantou uma modinha de sua autoria numa comemoração escolar de fim de ano, recebendo de presente uma viola. A partir de então, passou a apresentar-se em festinhas, cantando e tocando.

Em 1946 estreou profissionalmente ao lado de Ferraz, atuando nos circos que passavam pela cidade de Sorocaba SP. Seguiu depois para São Paulo SP, onde se apresentou na Rádio América. Mais tarde, transferiu-se para a Rádio Record, ali atuando com novo parceiro, o investigador de polícia José Stramandinoli (Zé Pinhão), com quem formou a dupla Zé Pinhão e Pinheiro, que passou a participar do programa Sítio do Bicho-de-Pé até 1947, ano em que se separaram.

Nessa época, propôs parceria a Lúcio Rodrigues, que cantava com Fortaleza. Formaram então uma dupla cujo nome foi escolhido em concurso popular entre os ouvintes da Rádio Record: Zé Carreiro(Lúcio) e Carreirinho (Adauto).

Em 1950 Tonico e Tinoco, que eram contratados da Continental, se interessaram pelo cururu O canoeiro (Zé Carreiro), música que vinha marcando as apresentações da dupla iniciante. Mediante acordo com o diretor da gravadora, consentiram na gravação de Tonico e Tinoco, conseguindo em troca gravar o primeiro disco, com O canoeiro e Ferreirinha (de sua autoria). O sucesso desse lançamento levou a fábrica a contratá-los.

Seis anos depois, a dupla lançou, pela Copacabana, Crianças do meu Brasil (com José Fortuna) e Jamais seremos esquecidos (de autoria da dupla), e, no ano seguinte, pela Victor, Sinhá Maria, versão sertaneja da composição de René Bittencourt do mesmo nome, e Buquê de flor (da dupla).

Em 1958, depois de dez anos de atuação na Rádio Record e de gravar diversos discos, Zé Carreiro teve de se afastar da vida artística por surdez. Formou, então, com José Dias Nunes, nova dupla, Tião Carreiro e Carreirinho, que gravou em 1958, pela Continental, Rei do gado (Teddy Vieira), Mariposa do amor (Canhotinho e Torrinha), Pirangueiro e Saudade de Araraquara (ambas de Zé Carreiro), e Despedida de solteiro (com Zé Fortuna). Depois a dupla gravou pela RCA algumas composições de gênero mais sentimental, com Madalena, O beijo (ambas de sua autoria) e Esqueça a sua Maria (Raul Torres e João Pacífico).

Em 1962 lançou, com Zé Carreiro, pelo selo sertanejo da Chantecler Meu carro e minha viola (com Mozart Novais), faixa que deu nome ao LP, Boi cigano (Tião Carreiro e Pião Carreiro) e Terra roxa (Teddy Vieira), entre outras. No mesmo ano, apareceu num LP lançado pela Chantecler em homenagem à antiga dupla com Zé Carreiro, relembrando sucessos como Canoeiro, Ferreirinha e Pirangueiro (Zé Carreiro).

Afastando-se de São Paulo, só voltou a gravar mais tarde, com sua nova parceira na dupla Carreirinho e Zita Carreiro (Iracema Soares Gama), que lançou pela Continental, no selo Cartaz, Flor de minha vida (com Zé Matão), Saudade (com Caboclo), Encontro fatal (com J. Vicente), Vem meu amor (com J. Vasco) e Mundo vazio (com Pardinho).

Em 1974, a nova dupla gravou na Chantecler um pot-pourri intitulado Recordando Zé Carreiro, além de outras músicas, como Deus é meu guia (com Zuza), Saudade do nosso amor (Teddy Vieira e Tião Carreiro), Rincão de nossa terra (sua autoria), Cão fiel (Zé Godói e Biguá), Tormento da noite (Cafezinho e Nhô Juca). No ano seguinte, a dupla gravou na Carmona, Formigueiro de gente e Policena, além de Palhaço (com Miguel Santiago), em homenagem aos palhaços.

Em 1979 a Secretaria de Cultura da prefeitura de São Paulo homenageou a dupla com uma festa realizada no ginásio de esportes do Sport Club Corinthians Paulista; em 1980, em Curitiba PR, receberam uma placa de Honra ao Mérito dos artistas paranaenses.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Canário e Passarinho

A dupla sertaneja Canário e Passarinho era formada pelos irmãos Antônio Bérgamo, o Canário (Altinópolis SP 1934-) e Pedro Bérgamo, o Passarinho (Altinópolis SP 1936-). Trabalharam inicialmente na lavoura, cantando em festas na escola.

Em 1959, com o nome de Canário e Canarinho, participaram das eliminatórias do segundo torneio Roda de Violeiros, na Rádio Clube de Orlândia SP, obtendo sucesso.

Viajaram depois para São Paulo - onde Canarinho adotou o nome de Passarinho -, começando a trabalhar como faxineiros de hotel, participando em seguida do prograama Alvorada Cabocla, de Nhô Zé, na Rádio Nacional.

Em 1961, a dupla foi aprovada num teste da Chantecler, gravando seu primeiro disco, Adeus (Aparecido Ferreira e Canário) e Romaria trágica (Anacleto Rosas Júnior).

Dois anos depois, a dupla gravou seu primeiro LP na Continental, destacando-se Gaiola de ouro (da dupla) e Eu, ela e o garçom (José Ferreira e Canário).

Em 1967, o LP Cantando para o Brasil (Chantecler) trouxe Folclore brasileiro, Filho de Maria e Vida de artista, entre outras. No ano seguinte, o LP Caneta de ouro (Chantecler), incluiu Mulher do Juca e Dois italianos.

O LP de 1970 foi Canário e Passarinho, prá frente (Chantecler), com Herói vencido e Vá embora tristeza. Em 1981 veio o LP Arapuca (Chantecler), com Moreninha do Paraná e Não amo ninguém.

Já gravaram 8 discos 78 rpm, 9 compactos duplos, 39 LPs e 2 CDs de relançamentos, além de participações em LPs e CDs mistos. Por um período, gravavam seus programas, em estúdio próprio e enviavam para rádios de diferentes pontos do País.

A dupla, que se consolidou como um dos grandes nomes da música sertaneja "de raiz", se mantém até hoje, mas apenas para eventos especiais.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.

Canário e Passarinho

A dupla sertaneja Canário e Passarinho era formada pelos irmãos Antônio Bérgamo, o Canário (Altinópolis SP 1934-) e Pedro Bérgamo, o Passarinho (Altinópolis SP 1936-). Trabalharam inicialmente na lavoura, cantando em festas na escola.

Em 1959, com o nome de Canário e Canarinho, participaram das eliminatórias do segundo torneio Roda de Violeiros, na Rádio Clube de Orlândia SP, obtendo sucesso.

Viajaram depois para São Paulo - onde Canarinho adotou o nome de Passarinho -, começando a trabalhar como faxineiros de hotel, participando em seguida do prograama Alvorada Cabocla, de Nhô Zé, na Rádio Nacional.

Em 1961, a dupla foi aprovada num teste da Chantecler, gravando seu primeiro disco, Adeus (Aparecido Ferreira e Canário) e Romaria trágica (Anacleto Rosas Júnior).

Dois anos depois, a dupla gravou seu primeiro LP na Continental, destacando-se Gaiola de ouro (da dupla) e Eu, ela e o garçom (José Ferreira e Canário).

Em 1967, o LP Cantando para o Brasil (Chantecler) trouxe Folclore brasileiro, Filho de Maria e Vida de artista, entre outras. No ano seguinte, o LP Caneta de ouro (Chantecler), incluiu Mulher do Juca e Dois italianos.

O LP de 1970 foi Canário e Passarinho, prá frente (Chantecler), com Herói vencido e Vá embora tristeza. Em 1981 veio o LP Arapuca (Chantecler), com Moreninha do Paraná e Não amo ninguém.

Já gravaram 8 discos 78 rpm, 9 compactos duplos, 39 LPs e 2 CDs de relançamentos, além de participações em LPs e CDs mistos. Por um período, gravavam seus programas, em estúdio próprio e enviavam para rádios de diferentes pontos do País.

A dupla, que se consolidou como um dos grandes nomes da música sertaneja "de raiz", se mantém até hoje, mas apenas para eventos especiais.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Barnabé

Barnabé (João Ferreira de Melo), cantor e compositor (Botelhos MG, 08/12/1932 - São Paulo SP, 13/09/1968), criado no Paraná, trabalhou na roça e na construção de estradas.

Ainda adolescente, juntou-se aos artistas de um parque de diversões, apresentando-se em circos e cinemas como Nhô Peroba, que tocava violão e contava piadas. Levado para São Paulo pela dupla Tonico e Tinoco, passou a participar dos programas de rádio Na Beira da Tuia e Peru que Fala.

Gravou seu primeiro disco como Barnabé em 1965, na Continental, obtendo sucesso imediato. Seu humor ingênuo e espontâneo, misturando piadas e músicas caipiras bem-humoradas, como Sanfona da véia (Brinquinho e Brioso), Casamento do Barnabé (Capitão Furtado), O esculhambeque (paródia do sucesso da Jovem Guarda O calhambeque), rendeu ainda mais três LPs antes de sua morte, em 1968.

A partir de 1970, seu irmão caçula, José Ferreira de Melo (Ribeirão do Pinhal PR, 09/12/1949) passou a usar o mesmo nome artístico e lançou ainda nesse ano seu primeiro disco pela Continental. Nessa gravadora, o segundo Barnabé gravou mais de oito LPs e, entre suas composições, estão Bailinho bom (com Palmar) e Ponto negro (com M. Nascimento), sucesso de Chitãozinho e Xororó.

Publicou três livros de piadas editados pela Luzero. Na década de 90 continuou viajando por todo o Brasil e apresentando seus shows em circos, praças e rodeios.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Barnabé

Barnabé (João Ferreira de Melo), cantor e compositor (Botelhos MG, 08/12/1932 - São Paulo SP, 13/09/1968), criado no Paraná, trabalhou na roça e na construção de estradas.

Ainda adolescente, juntou-se aos artistas de um parque de diversões, apresentando-se em circos e cinemas como Nhô Peroba, que tocava violão e contava piadas. Levado para São Paulo pela dupla Tonico e Tinoco, passou a participar dos programas de rádio Na Beira da Tuia e Peru que Fala.

Gravou seu primeiro disco como Barnabé em 1965, na Continental, obtendo sucesso imediato. Seu humor ingênuo e espontâneo, misturando piadas e músicas caipiras bem-humoradas, como Sanfona da véia (Brinquinho e Brioso), Casamento do Barnabé (Capitão Furtado), O esculhambeque (paródia do sucesso da Jovem Guarda O calhambeque), rendeu ainda mais três LPs antes de sua morte, em 1968.

A partir de 1970, seu irmão caçula, José Ferreira de Melo (Ribeirão do Pinhal PR, 09/12/1949) passou a usar o mesmo nome artístico e lançou ainda nesse ano seu primeiro disco pela Continental. Nessa gravadora, o segundo Barnabé gravou mais de oito LPs e, entre suas composições, estão Bailinho bom (com Palmar) e Ponto negro (com M. Nascimento), sucesso de Chitãozinho e Xororó.

Publicou três livros de piadas editados pela Luzero. Na década de 90 continuou viajando por todo o Brasil e apresentando seus shows em circos, praças e rodeios.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.