Meia-volta (Ana Cristina) (1969) - Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Pelo olhar de Ana Cristina
já passaram tantas dores
que seus olhos de menina
já nem sonham mais
Mas seu jeito de tristinha
pode logo se acabar
se souber dar meia-volta
pra tristeza terminar
Vira, volta, vira a vida,
pelas voltas da alegria
E quem sabe Ana Cristina
pode então cantar
la la la la la la
Só quem der a meia-volta,
volta e meia vai canta
la la la la la la...
Mas seu jeito de tristinha
pode logo se acabar
se souber dar meia-volta
pra tristeza terminar
Vira, volta, vira a vida,
pelas voltas da alegria
E quem sabe Ana Cristina
pode então cantar
la la la la la la
Só quem der a meia-volta,
volta e meia vai canta
la la la la la la...
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Meia-volta (Ana Cristina)
Meia-volta (Ana Cristina) (1969) - Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Pelo olhar de Ana Cristina
já passaram tantas dores
que seus olhos de menina
já nem sonham mais
Mas seu jeito de tristinha
pode logo se acabar
se souber dar meia-volta
pra tristeza terminar
Vira, volta, vira a vida,
pelas voltas da alegria
E quem sabe Ana Cristina
pode então cantar
la la la la la la
Só quem der a meia-volta,
volta e meia vai canta
la la la la la la...
Mas seu jeito de tristinha
pode logo se acabar
se souber dar meia-volta
pra tristeza terminar
Vira, volta, vira a vida,
pelas voltas da alegria
E quem sabe Ana Cristina
pode então cantar
la la la la la la
Só quem der a meia-volta,
volta e meia vai canta
la la la la la la...
Pelo olhar de Ana Cristina
já passaram tantas dores
que seus olhos de menina
já nem sonham mais
Mas seu jeito de tristinha
pode logo se acabar
se souber dar meia-volta
pra tristeza terminar
Vira, volta, vira a vida,
pelas voltas da alegria
E quem sabe Ana Cristina
pode então cantar
la la la la la la
Só quem der a meia-volta,
volta e meia vai canta
la la la la la la...
Mas seu jeito de tristinha
pode logo se acabar
se souber dar meia-volta
pra tristeza terminar
Vira, volta, vira a vida,
pelas voltas da alegria
E quem sabe Ana Cristina
pode então cantar
la la la la la la
Só quem der a meia-volta,
volta e meia vai canta
la la la la la la...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Nem vem que não tem
Nem vem que não tem (1968) - Carlos Imperial
Ahahahahahaha!
-"Vamos voltar a pilantragem.
Xá comigo, uma musiquinha
Prá machucar os corações"
Nem vem que não tem
Nem vem de garfo
Que hoje é dia de sopa
Esquenta o ferro
Passa a minha roupa
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem que não tem
Nem vem de escada
Que o incêndio é no porão
Tira o tamanco
Tem sinteco no chão
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais
Nem vem!
Guarda teu lugar na fila
Todo homem que vacila
Ahahahahahaha!
-"Vamos voltar a pilantragem.
Xá comigo, uma musiquinha
Prá machucar os corações"
Nem vem que não tem
Nem vem de garfo
Que hoje é dia de sopa
Esquenta o ferro
Passa a minha roupa
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem que não tem
Nem vem de escada
Que o incêndio é no porão
Tira o tamanco
Tem sinteco no chão
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais
Nem vem!
Guarda teu lugar na fila
Todo homem que vacila
Nem vem que não tem
Nem vem que não tem (1968) - Carlos Imperial
Ahahahahahaha!
-"Vamos voltar a pilantragem.
Xá comigo, uma musiquinha
Prá machucar os corações"
Nem vem que não tem
Nem vem de garfo
Que hoje é dia de sopa
Esquenta o ferro
Passa a minha roupa
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem que não tem
Nem vem de escada
Que o incêndio é no porão
Tira o tamanco
Tem sinteco no chão
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais
Nem vem!
Guarda teu lugar na fila
Todo homem que vacila
Ahahahahahaha!
-"Vamos voltar a pilantragem.
Xá comigo, uma musiquinha
Prá machucar os corações"
Nem vem que não tem
Nem vem de garfo
Que hoje é dia de sopa
Esquenta o ferro
Passa a minha roupa
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem que não tem
Nem vem de escada
Que o incêndio é no porão
Tira o tamanco
Tem sinteco no chão
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais
Nem vem!
Guarda teu lugar na fila
Todo homem que vacila
quinta-feira, 8 de março de 2007
Sá Marina
Já nos tempos de adolescente o pianista Antônio Adolfo tocava no Beco das Garrafas, integrando o conjunto Samba Cinco ou participando de sessões de jazz e de bossa nova. Em 1967, quando liderava o Trio 3-D e tinha quatro elepês gravados, iniciou uma parceria com o letrista Tibério Gaspar, vivendo a dupla nos quatro anos seguintes uma fase de grande sucesso, com participações assíduas em festivais e trilhas sonoras de novelas.
São dessa época composições como “Meia-Volta”, “Juliana”, “Teletema”, “BR-3” e a popularísssima “Sá Marina”: “Descendo a rua da ladeira / só quem viu pode contar / cheirando a flor de laranjeira / Sá Marina, eh! vem pra dançar...”.
Lançada em 1967 pelo conjunto O Grupo, a canção estourou com Wilson Simonal no começo do ano seguinte, permanecendo por dezenove semanas nos primeiros lugares das paradas de sucesso. Uma toada-moderna, segundo o próprio Adolfo, “Sá Marina” é produto de uma tendência muito em moda na época, que procurava juntar influências harmônicas da bossa nova a estruturas tradicionais da música brasileira, no caso a toada.
Pode ser incluída naquela vertente de “Andança” e “Viola Enluarada”, canções filiadas, como foi dito, ao estilo Milton Nascimento, apresentando, porém, “Sá Marina” características mais dançantes, com seu ritmo bem marcado e ligeiramente aproximado do iê-iê-iê (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Sá Marina (1968) - Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
tom: C
C7+ C#° Dm7
Descendo a rua da ladeira
G C7+ Am7
Só quem viu, que pode contar
Dm7
Cheirando a flor de laranjeira
G C7+
Sá Marina vem pra cantar
C#° Dm7
De saia branca costumeira
G C7+ Am7
Gira o sol, que parou pra olhar
Dm7
Com seu jeitinho tão faceiro
G C Gb7(b5)
Fez o povo inteiro cantar
F7+ G
Roda pela vida afora
C7+ Am7
E põe pra fora essa alegria
Dm7 G Bb C
Dança que amanhece o dia pra se dançar
F7+ G
Gira, que essa gente aflita
C7+ Am
Se agita e segue no seu passo
Dm7 G Ab7(b5) Ab7+(b5) G4 C7+
Mostra toda essa poesia no olhar
C#° Dm7
Deixando versos na partida
G C7+ Am7
E só cantigas pra se cantar
Dm7
Naquela tarde de domingo
G C7+
Fez o povo inteiro cantar
Am7 Dm7 G C7+
E fez o povo inteiro cantar
Am7 Dm7 G Ab7(b5) Ab7+(b5) G4 C7+
E fez o povo inteiro cantar.
Sá Marina
Já nos tempos de adolescente o pianista Antônio Adolfo tocava no Beco das Garrafas, integrando o conjunto Samba Cinco ou participando de sessões de jazz e de bossa nova. Em 1967, quando liderava o Trio 3-D e tinha quatro elepês gravados, iniciou uma parceria com o letrista Tibério Gaspar, vivendo a dupla nos quatro anos seguintes uma fase de grande sucesso, com participações assíduas em festivais e trilhas sonoras de novelas.
São dessa época composições como “Meia-Volta”, “Juliana”, “Teletema”, “BR-3” e a popularísssima “Sá Marina”: “Descendo a rua da ladeira / só quem viu pode contar / cheirando a flor de laranjeira / Sá Marina, eh! vem pra dançar...”.
Lançada em 1967 pelo conjunto O Grupo, a canção estourou com Wilson Simonal no começo do ano seguinte, permanecendo por dezenove semanas nos primeiros lugares das paradas de sucesso. Uma toada-moderna, segundo o próprio Adolfo, “Sá Marina” é produto de uma tendência muito em moda na época, que procurava juntar influências harmônicas da bossa nova a estruturas tradicionais da música brasileira, no caso a toada.
Pode ser incluída naquela vertente de “Andança” e “Viola Enluarada”, canções filiadas, como foi dito, ao estilo Milton Nascimento, apresentando, porém, “Sá Marina” características mais dançantes, com seu ritmo bem marcado e ligeiramente aproximado do iê-iê-iê (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Sá Marina (1968) - Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
tom: C
C7+ C#° Dm7
Descendo a rua da ladeira
G C7+ Am7
Só quem viu, que pode contar
Dm7
Cheirando a flor de laranjeira
G C7+
Sá Marina vem pra cantar
C#° Dm7
De saia branca costumeira
G C7+ Am7
Gira o sol, que parou pra olhar
Dm7
Com seu jeitinho tão faceiro
G C Gb7(b5)
Fez o povo inteiro cantar
F7+ G
Roda pela vida afora
C7+ Am7
E põe pra fora essa alegria
Dm7 G Bb C
Dança que amanhece o dia pra se dançar
F7+ G
Gira, que essa gente aflita
C7+ Am
Se agita e segue no seu passo
Dm7 G Ab7(b5) Ab7+(b5) G4 C7+
Mostra toda essa poesia no olhar
C#° Dm7
Deixando versos na partida
G C7+ Am7
E só cantigas pra se cantar
Dm7
Naquela tarde de domingo
G C7+
Fez o povo inteiro cantar
Am7 Dm7 G C7+
E fez o povo inteiro cantar
Am7 Dm7 G Ab7(b5) Ab7+(b5) G4 C7+
E fez o povo inteiro cantar.
Vesti azul
O diretor do selo Equipe, Osvaldo Cadaxo, pediu ao compositor Nonato Buzar, autor do sucesso “O Carango”, uma música para a cantora Adriana, de quatorze anos, filha de um amigo seu. Mal terminara o encontro e Nonato já começava a cantarolar letra e melodia da nova canção, logo informando a um incrédulo Cadaxo que a música estava pronta.
Assim nasceu “Anjo Azul” — título que é uma homenagem ao legendário filme de Marlene Dietrich — em que o autor completava as pausas com passagens instrumentais, as quais, embora sem letra, faziam parte da composição, uma toada, dançante, urbana: “Estava na tristeza que dava dó / vivia vagamente, andava só / mas eis que de repente apareceu / um brotinho lindo que me convenceu / dizendo que devia vestir azul / (...) / vesti azul / pã pã paã pã paã / minha sorte então mudou...”
Dias depois, enquanto Ed Lincoln preparava o arranjo para Adriana, Nonato mostrou em São Paulo a música a Wilson Simonal que gostou e pediu para que ele a gravasse numa fita cassete. Daí surgiriam, quase ao mesmo tempo, as duas gravações com títulos diferentes, a de Adriana (na Equipe) como “Anjo Azul” e, para surpresa do autor, a de Simonal (na Odeon) como “Vesti Azul”.
Campeãs de vendagem, ambas adotavam o estilo “pilantragem”, já mencionado, tendo prevalecido o título “Vesti Azul”, em razão principalmente do sucesso de Simonal, que na ocasião comandava o programa “Show em Si Monal”, na TV Record. “Vesti Azul” seria gravada, em versão de Paul Anka e Sammy Cahn, no exterior com o nome de “Something Else”. Parceiro de Chico Anísio e Carlos Imperial, Nonato Buzar emplacou sucessos como os temas das telenovelas “Irmãos Coragem” (1970/71) e “Verão Vermelho” (1971/72), tendo atuado quatro anos na França com o seu grupo País Tropical (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Vesti azul (1968) - Nonato Buzar
Assim nasceu “Anjo Azul” — título que é uma homenagem ao legendário filme de Marlene Dietrich — em que o autor completava as pausas com passagens instrumentais, as quais, embora sem letra, faziam parte da composição, uma toada, dançante, urbana: “Estava na tristeza que dava dó / vivia vagamente, andava só / mas eis que de repente apareceu / um brotinho lindo que me convenceu / dizendo que devia vestir azul / (...) / vesti azul / pã pã paã pã paã / minha sorte então mudou...”
Dias depois, enquanto Ed Lincoln preparava o arranjo para Adriana, Nonato mostrou em São Paulo a música a Wilson Simonal que gostou e pediu para que ele a gravasse numa fita cassete. Daí surgiriam, quase ao mesmo tempo, as duas gravações com títulos diferentes, a de Adriana (na Equipe) como “Anjo Azul” e, para surpresa do autor, a de Simonal (na Odeon) como “Vesti Azul”.
Campeãs de vendagem, ambas adotavam o estilo “pilantragem”, já mencionado, tendo prevalecido o título “Vesti Azul”, em razão principalmente do sucesso de Simonal, que na ocasião comandava o programa “Show em Si Monal”, na TV Record. “Vesti Azul” seria gravada, em versão de Paul Anka e Sammy Cahn, no exterior com o nome de “Something Else”. Parceiro de Chico Anísio e Carlos Imperial, Nonato Buzar emplacou sucessos como os temas das telenovelas “Irmãos Coragem” (1970/71) e “Verão Vermelho” (1971/72), tendo atuado quatro anos na França com o seu grupo País Tropical (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Vesti azul (1968) - Nonato Buzar
Tom: A
Introdução: A G F F/E E
G A/G
Estava na tristeza que dava dó
G A/G
E via vagamente e andava só
G A
Mas eis que de repente me apareceu
F#m7 E7
Um brotinho lindo que me convenceu
G A/G
Dizendo que eu devia vestir azul
G A/G
Que azul é cor do céu e seu olhar também
G A
Então o seu pedido me incentivou
Bm E
Vesti azul
C#m F#
Minha sorte então mudou
Bm E
Vesti azul
A G F F/E E
Minha sorte então mudou
G A/G
Passei a ser olhado com atenção
G A/G
E fui agradecer pela opinião
G A/G
Então senti que eu protestava toda mudada
F#m E7
Parecia até que estava apaixonada
G A/G
Então eu fiz charminho e até sentei
G A/G
Só vim aqui saber como eu fiquei
G A
E aquele olhar do broto me confirmou
Bm E
Vesti azul
C#m F#
Minha sorte então mudou
Bm E
Vesti azul
A G F F/E E
Minha sorte então mudou
[Vesti azul...] 2x
Vesti azul
O diretor do selo Equipe, Osvaldo Cadaxo, pediu ao compositor Nonato Buzar, autor do sucesso “O Carango”, uma música para a cantora Adriana, de quatorze anos, filha de um amigo seu. Mal terminara o encontro e Nonato já começava a cantarolar letra e melodia da nova canção, logo informando a um incrédulo Cadaxo que a música estava pronta.
Assim nasceu “Anjo Azul” — título que é uma homenagem ao legendário filme de Marlene Dietrich — em que o autor completava as pausas com passagens instrumentais, as quais, embora sem letra, faziam parte da composição, uma toada, dançante, urbana: “Estava na tristeza que dava dó / vivia vagamente, andava só / mas eis que de repente apareceu / um brotinho lindo que me convenceu / dizendo que devia vestir azul / (...) / vesti azul / pã pã paã pã paã / minha sorte então mudou...”
Dias depois, enquanto Ed Lincoln preparava o arranjo para Adriana, Nonato mostrou em São Paulo a música a Wilson Simonal que gostou e pediu para que ele a gravasse numa fita cassete. Daí surgiriam, quase ao mesmo tempo, as duas gravações com títulos diferentes, a de Adriana (na Equipe) como “Anjo Azul” e, para surpresa do autor, a de Simonal (na Odeon) como “Vesti Azul”.
Campeãs de vendagem, ambas adotavam o estilo “pilantragem”, já mencionado, tendo prevalecido o título “Vesti Azul”, em razão principalmente do sucesso de Simonal, que na ocasião comandava o programa “Show em Si Monal”, na TV Record. “Vesti Azul” seria gravada, em versão de Paul Anka e Sammy Cahn, no exterior com o nome de “Something Else”. Parceiro de Chico Anísio e Carlos Imperial, Nonato Buzar emplacou sucessos como os temas das telenovelas “Irmãos Coragem” (1970/71) e “Verão Vermelho” (1971/72), tendo atuado quatro anos na França com o seu grupo País Tropical (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Vesti azul (1968) - Nonato Buzar
Assim nasceu “Anjo Azul” — título que é uma homenagem ao legendário filme de Marlene Dietrich — em que o autor completava as pausas com passagens instrumentais, as quais, embora sem letra, faziam parte da composição, uma toada, dançante, urbana: “Estava na tristeza que dava dó / vivia vagamente, andava só / mas eis que de repente apareceu / um brotinho lindo que me convenceu / dizendo que devia vestir azul / (...) / vesti azul / pã pã paã pã paã / minha sorte então mudou...”
Dias depois, enquanto Ed Lincoln preparava o arranjo para Adriana, Nonato mostrou em São Paulo a música a Wilson Simonal que gostou e pediu para que ele a gravasse numa fita cassete. Daí surgiriam, quase ao mesmo tempo, as duas gravações com títulos diferentes, a de Adriana (na Equipe) como “Anjo Azul” e, para surpresa do autor, a de Simonal (na Odeon) como “Vesti Azul”.
Campeãs de vendagem, ambas adotavam o estilo “pilantragem”, já mencionado, tendo prevalecido o título “Vesti Azul”, em razão principalmente do sucesso de Simonal, que na ocasião comandava o programa “Show em Si Monal”, na TV Record. “Vesti Azul” seria gravada, em versão de Paul Anka e Sammy Cahn, no exterior com o nome de “Something Else”. Parceiro de Chico Anísio e Carlos Imperial, Nonato Buzar emplacou sucessos como os temas das telenovelas “Irmãos Coragem” (1970/71) e “Verão Vermelho” (1971/72), tendo atuado quatro anos na França com o seu grupo País Tropical (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Vesti azul (1968) - Nonato Buzar
Tom: A
Introdução: A G F F/E E
G A/G
Estava na tristeza que dava dó
G A/G
E via vagamente e andava só
G A
Mas eis que de repente me apareceu
F#m7 E7
Um brotinho lindo que me convenceu
G A/G
Dizendo que eu devia vestir azul
G A/G
Que azul é cor do céu e seu olhar também
G A
Então o seu pedido me incentivou
Bm E
Vesti azul
C#m F#
Minha sorte então mudou
Bm E
Vesti azul
A G F F/E E
Minha sorte então mudou
G A/G
Passei a ser olhado com atenção
G A/G
E fui agradecer pela opinião
G A/G
Então senti que eu protestava toda mudada
F#m E7
Parecia até que estava apaixonada
G A/G
Então eu fiz charminho e até sentei
G A/G
Só vim aqui saber como eu fiquei
G A
E aquele olhar do broto me confirmou
Bm E
Vesti azul
C#m F#
Minha sorte então mudou
Bm E
Vesti azul
A G F F/E E
Minha sorte então mudou
[Vesti azul...] 2x
Mamãe passou açúcar em mim
Wilson Simonal
Mamãe passou açúcar em mim (jovem guarda, 1966) - Carlos Imperial
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Eu sei que tenho
Muitas garotas
Todas gamadinhas por mim
E todo dia
É uma agonia
Não posso mais andar na rua
É o fim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Sei de muito broto
Que anda louco
Prá dá uma bitoca em mim
E na verdade
Na minha idade
Eu nunca vi
Ter tanto broto assim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Mamãe passou açúcar em mim (jovem guarda, 1966) - Carlos Imperial
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Eu sei que tenho
Muitas garotas
Todas gamadinhas por mim
E todo dia
É uma agonia
Não posso mais andar na rua
É o fim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Sei de muito broto
Que anda louco
Prá dá uma bitoca em mim
E na verdade
Na minha idade
Eu nunca vi
Ter tanto broto assim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Mamãe passou açúcar em mim
Wilson Simonal
Mamãe passou açúcar em mim (jovem guarda, 1966) - Carlos Imperial
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Eu sei que tenho
Muitas garotas
Todas gamadinhas por mim
E todo dia
É uma agonia
Não posso mais andar na rua
É o fim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Sei de muito broto
Que anda louco
Prá dá uma bitoca em mim
E na verdade
Na minha idade
Eu nunca vi
Ter tanto broto assim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Mamãe passou açúcar em mim (jovem guarda, 1966) - Carlos Imperial
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Eu sei que tenho
Muitas garotas
Todas gamadinhas por mim
E todo dia
É uma agonia
Não posso mais andar na rua
É o fim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Sei de muito broto
Que anda louco
Prá dá uma bitoca em mim
E na verdade
Na minha idade
Eu nunca vi
Ter tanto broto assim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Wilson Simonal
Wilson Simonal (Wilson Simonal de Castro), cantor, nasceu em 26 de fevereiro de 1939 no Rio de Janeiro. Descobriu sua vocação artística enquanto prestava o serviço militar obrigatório.
Como muito dos grandes artistas, começou a carreira nos palcos de bares e boates da noite carioca, cantando rock, predominantemente em inglês. Foi o compositor e produtor Carlos Imperial que o descobriu e o levou ao seu programa de televisão, além de ajudá-lo a gravar seu disco de estréia, lançado em 1963, com um forte acento bossanovista.
Em pouco tempo Simonal se tornaria um dos principais artistas da época, emplacando inúmeros hits, como Meu limão, meu limoeiro, Mamãe passou açúcar em mim, Vesti azul e Sá Marina.
Até hoje não provada, Simonal recebeu a acusação de ter relações com o regime militar e ter, inclusive, denunciado colegas de profissão, fato que atrapalhou bastante sua carreira.
Por conta da fama de “traidor”, foi esquecido durante as décadas de 80 e 90, até ser relembrado com a coletânea “A Bossa de Wilson Simonal”. Morreu em junho de 2000.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; MusicalMPB - Wilson Simonal.
Wilson Simonal
Wilson Simonal (Wilson Simonal de Castro), cantor, nasceu em 26 de fevereiro de 1939 no Rio de Janeiro. Descobriu sua vocação artística enquanto prestava o serviço militar obrigatório.
Como muito dos grandes artistas, começou a carreira nos palcos de bares e boates da noite carioca, cantando rock, predominantemente em inglês. Foi o compositor e produtor Carlos Imperial que o descobriu e o levou ao seu programa de televisão, além de ajudá-lo a gravar seu disco de estréia, lançado em 1963, com um forte acento bossanovista.
Em pouco tempo Simonal se tornaria um dos principais artistas da época, emplacando inúmeros hits, como Meu limão, meu limoeiro, Mamãe passou açúcar em mim, Vesti azul e Sá Marina.
Até hoje não provada, Simonal recebeu a acusação de ter relações com o regime militar e ter, inclusive, denunciado colegas de profissão, fato que atrapalhou bastante sua carreira.
Por conta da fama de “traidor”, foi esquecido durante as décadas de 80 e 90, até ser relembrado com a coletânea “A Bossa de Wilson Simonal”. Morreu em junho de 2000.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; MusicalMPB - Wilson Simonal.
quarta-feira, 26 de abril de 2006
Meu limão, meu limoeiro
Não se sabe com segurança a origem deste tema folclórico, que o pernambucano José Carlos Burle aproveitou. O fato, porém, é que ele seria gravado várias vezes com sucesso, destacando-se as interpretações de Jorge Fernandes e da dupla Sílvio Caldas-Gidinho (em 1937) e, vinte anos depois, a de Inezita Barroso.
Apesar de existir no selo do disco de Fernandes (Columbia n° 8335) a indicação "folclore recolhido na Bahia por O. Cardoso de Menezes e Francisco Pereira", há indícios de que sua origem seja européia, sendo o tema conhecido na Alemanha e na Holanda (teria sido trazido para o Nordeste pelos holandeses?).
Com o título de "Lemon Tree" e acentuações rítmicas adequadas ao gênero country, foi ainda gravado nos Estados Unidos. Existem duas letras para a segunda parte de "Meu Limão, Meu Limoeiro", a primeira provavelmente de Burle e a segunda, de acordo com Inezita Barroso, retirada de quadrinhas populares nordestinas.
Mas a trajetória da composição não pára por aí, prosseguindo vitoriosamente em 1966, quando Wilson Simonal, instigado pelo jornalista Sérgio Porto, regravou-a numa versão adaptada ao estilo "pilantragem", que o consagrara. Essa versão, em síntese, juntava uma roupagem dançante criada pelo cantor Chris Montez para os clássicos americanos, muito em voga na ocasião, a alterações melódicas que incluíam especialmente blue notes. Tal versão conquistou o público jovem, que sequer conhecia a melodia e a divisão originais.
Meu Limão, Meu Limoeiro (samba-sertanejo, 1937)
- Tema popular (abaixo a versão cantada por Sílvio Caldas e Gidinho)
---------D7+-----A7----D7+--A7---D7+ ---D#º--Em7/9
Meu limão meu limoeiro, / Meu pé de Jacarandá,
A7/13--- Em7/9 --A7/13-- Em7/9 ---A7/13 --Em7/9 --A7/13-- D7+ A7
Uma-- vez,--- tindo--- lelê, /--- --- Outra--- vez,--- tindo------ lalá.
Morena, minha morena / Corpo de linha torcida
Queira Deus você não seja / A perdição da minha vida.
Quem tem amores não dorme / Nem de noite nem de dia,
Dá tantas voltas na cama, / Como peixe n'agua fria.
A folhinha do Alecrim, / Cheira mais quando pisada,
Há muita gente que é assim, / Quer mais bem, se desprezada.
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