Mostrando postagens com marcador joubert. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador joubert. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de abril de 2008

Geremoabo

Geremoabo (canção, 1946) - Joubert de Carvalho
Gilberto Milfont

Vem rompendo a madrugada
Chico Gato destemido
Faz o cerco na calada
Procurando o boi valente
Foi chamado o corredor
Pra uma luta frente a frente

Chico Gato nesse dia
Prometeu a Ana Maria
No mais pura comovente
Sem temer nem mesmo a morte
De trazer pegado à unha
Esse boi alice e forte

Geremoabo
Que tem o rio Irapiranga
Pra molhar a terra seca do lugar
Geremoabo, jura eleitor
É a minha terra
É o meu amor!

Geremoabo
Que tem Maria
Pra um caboclo apaixonar
Por causa dela se matar
Geremoabo, jura eleitor
Aí deixei
O meu amor!

E tomada a posição
Chico Gato espera a hora
Pra arrancada estonteante
Eis que o boi que vive alerta
Rompe o cerco num instante
Pra escapar da pega certa

Desde aí Geremoabo
Conta a história desse boi
Corredor de triste sorte
Que no abismo se jogou
Não foi preso
Teve a morte que o vaqueiro acompanhou...

Geremoabo, que tem o rio....

Geremoabo

Geremoabo (canção, 1946) - Joubert de Carvalho
Gilberto Milfont

Vem rompendo a madrugada
Chico Gato destemido
Faz o cerco na calada
Procurando o boi valente
Foi chamado o corredor
Pra uma luta frente a frente

Chico Gato nesse dia
Prometeu a Ana Maria
No mais pura comovente
Sem temer nem mesmo a morte
De trazer pegado à unha
Esse boi alice e forte

Geremoabo
Que tem o rio Irapiranga
Pra molhar a terra seca do lugar
Geremoabo, jura eleitor
É a minha terra
É o meu amor!

Geremoabo
Que tem Maria
Pra um caboclo apaixonar
Por causa dela se matar
Geremoabo, jura eleitor
Aí deixei
O meu amor!

E tomada a posição
Chico Gato espera a hora
Pra arrancada estonteante
Eis que o boi que vive alerta
Rompe o cerco num instante
Pra escapar da pega certa

Desde aí Geremoabo
Conta a história desse boi
Corredor de triste sorte
Que no abismo se jogou
Não foi preso
Teve a morte que o vaqueiro acompanhou...

Geremoabo, que tem o rio....

segunda-feira, 17 de março de 2008

Por quanto tempo ainda

Por quanto tempo ainda (valsa, 1939) - Joubert de Carvalho
Orlando Silva

Não sei
Por quanto tempo ainda
Esperarei
Por ti, pelos carinhos teus
Por tudo que me vem bailando
Tecendo os sonhos meus.

Talvez
Só por viver à sombra da ilusão
Envolto no silencio frio
Direi
Por quanto tempo ainda
Esperarei, o teu amor, em vão.

Nunca animaste com a fé
Aos que sofrem do mal de amor
Há no teu corpo gelado
A perfídia, do teu encanto
Nunca terás aos teus pés
A ventura da minha dor
Os teus joelhos dobrados um dia
Em pranto, hás de implorar
o Amor...

Por quanto tempo ainda

Por quanto tempo ainda (valsa, 1939) - Joubert de Carvalho
Orlando Silva

Não sei
Por quanto tempo ainda
Esperarei
Por ti, pelos carinhos teus
Por tudo que me vem bailando
Tecendo os sonhos meus.

Talvez
Só por viver à sombra da ilusão
Envolto no silencio frio
Direi
Por quanto tempo ainda
Esperarei, o teu amor, em vão.

Nunca animaste com a fé
Aos que sofrem do mal de amor
Há no teu corpo gelado
A perfídia, do teu encanto
Nunca terás aos teus pés
A ventura da minha dor
Os teus joelhos dobrados um dia
Em pranto, hás de implorar
o Amor...

terça-feira, 11 de março de 2008

Lembro-me ainda

Lembro-me ainda (valsa, 1936) - Joubert de Carvalho
Francisco Alves

O amor que desfolhei
Viveu na luz das madrugadas
As noites enluaradas
Que passam...
Levando em seu destino
Os nossos corações
Que se deixam levar à toa
Nas mais ingênuas ilusões
Que são um grande amor
Perdoa...

Lembro-me ainda
De um beijo que você me deu
Guardo na boca
Esse beijo que você esqueceu
No momento que mais desejava
Ter na boca
A boca que me atormentava
Amor...!

Lembro-me que ainda
Que foi por seus olhos bizarros
Que os meus olhos molhados
Por variaram pela noite adentro
E pelas madrugada
O amor e depois
Mais nada...

Lembro-me ainda

Lembro-me ainda (valsa, 1936) - Joubert de Carvalho
Francisco Alves

O amor que desfolhei
Viveu na luz das madrugadas
As noites enluaradas
Que passam...
Levando em seu destino
Os nossos corações
Que se deixam levar à toa
Nas mais ingênuas ilusões
Que são um grande amor
Perdoa...

Lembro-me ainda
De um beijo que você me deu
Guardo na boca
Esse beijo que você esqueceu
No momento que mais desejava
Ter na boca
A boca que me atormentava
Amor...!

Lembro-me que ainda
Que foi por seus olhos bizarros
Que os meus olhos molhados
Por variaram pela noite adentro
E pelas madrugada
O amor e depois
Mais nada...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Tutu Marambá

Em 1929 Joubert de Carvalho mostrou para Olegário Mariano as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições.

Tutu Marambá (canção, 1929), Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...

No seu berço de renda
Com brocardo de oiro
Os olhinhos redondos
De tanta alegria!
Ele olha a vida
Como quem olha um tesoiro
Meu filho
É o mais lindo dessa freguesia!
Gastão Formenti

O filho da coruja
A boquinha em rosa
A mãozinha suja
Com os dedinhos gordos
Já dá adeus!

Fala uma língua que ninguém compreende
Toda a gente que o vê se surpreende
Tão bonitinho
Benza Deus!

É redondo
Como uma bola
O seu polichinelo
Como um grande riso
A única cousa que o consola:
Meu filho é o meu melhor sorriso...

De noite clara
Anda lá fora
O luar entra no quarto mais lindo
Com a expressão angélica de beijar
Ronda o berço
O menino está dormindo
Então a vó de maldizente
Vai cantando no finalmente:

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...

Tutu Marambá

Em 1929 Joubert de Carvalho mostrou para Olegário Mariano as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições.

Tutu Marambá (canção, 1929), Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...

No seu berço de renda
Com brocardo de oiro
Os olhinhos redondos
De tanta alegria!
Ele olha a vida
Como quem olha um tesoiro
Meu filho
É o mais lindo dessa freguesia!
Gastão Formenti

O filho da coruja
A boquinha em rosa
A mãozinha suja
Com os dedinhos gordos
Já dá adeus!

Fala uma língua que ninguém compreende
Toda a gente que o vê se surpreende
Tão bonitinho
Benza Deus!

É redondo
Como uma bola
O seu polichinelo
Como um grande riso
A única cousa que o consola:
Meu filho é o meu melhor sorriso...

De noite clara
Anda lá fora
O luar entra no quarto mais lindo
Com a expressão angélica de beijar
Ronda o berço
O menino está dormindo
Então a vó de maldizente
Vai cantando no finalmente:

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Hula

Hula (valsa, 1929) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

Ao teu olhar
Meu coração incendeia
Abrindo em luz
LP Paulo Tapajós 1972
As cadeias do amor
Mas quem sabe se o tempo
Faz apagar a maldição da minha dor

Hula, Hula
Quanta saudade
Teus olhos parados invade

Hula, Hula
Fala baixinho
E deixa eu seguir meu caminho

Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
O beijo que nunca te dei

Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
O beijo que nunca te dei

Hula

Hula (valsa, 1929) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

Ao teu olhar
Meu coração incendeia
Abrindo em luz
LP Paulo Tapajós 1972
As cadeias do amor
Mas quem sabe se o tempo
Faz apagar a maldição da minha dor

Hula, Hula
Quanta saudade
Teus olhos parados invade

Hula, Hula
Fala baixinho
E deixa eu seguir meu caminho

Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
O beijo que nunca te dei

Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
O beijo que nunca te dei

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Os Garridos

Os Garridos - Dupla formada pelos atores de teatro de revista Alda Palm Garrido (São Paulo SP 1896 - Rio de Janeiro RJ 1970) e seu marido, Américo Garrido, fazendo duetos até 1920, em São Paulo.

Mudam-se para o Rio de Janeiro e organizam uma companhia para o Teatro América, estreando com Luar de Paquetá, de Freire Júnior, 1924, que permanece seis meses em cartaz com sucesso.

A dupla recebe convite para trabalhar com o empresário Pascoal Segreto, e na sua companhia atuam, entre outras, em Ilha dos amores, Quem paga é o Coronel, ambas de Freire Júnior, Francesinha do Bataclan, de Gastão Tojeiro, todas em 1926.

A temporada projeta Alda Garrido, que é contratada pelo empresário de teatro de revista Manoel Pinto, pai de Walter Pinto, para atuar na Companhia Nacional de Revistas, no Teatro Recreio.

O sucesso que a atriz obtém no gênero a faz manter desde então uma dupla atuação profissional - de um lado as comédias de costume que monta em sua própria companhia com produção do marido, de outro, os contratos com os empresários do teatro de revista.

Mas aos poucos os espetáculos de sua companhia acabam se rendendo ao sucesso do teatro musicado, como em Brasil pandeiro, 1941, com texto de seu autor favorito, Freire Júnior, em parceria com Luiz Peixoto, uma dupla das mais requisitadas no gênero revisteiro.

Em 1939, o empresário Walter Pinto faz com que, no espetáculo Tem marmelada, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, Garrido e Araci Cortes dividam o palco pela primeira e última vez, no Teatro Recreio.

Entre as revistas de maior sucesso de sua carreira estão Maria Gasogênio - sátira à falta de gasolina nos anos da Segunda Guerra - e Da Favela ao Catete, de Freire Júnior e Joubert de Carvalho, 1935.

Os Garridos

Os Garridos - Dupla formada pelos atores de teatro de revista Alda Palm Garrido (São Paulo SP 1896 - Rio de Janeiro RJ 1970) e seu marido, Américo Garrido, fazendo duetos até 1920, em São Paulo.

Mudam-se para o Rio de Janeiro e organizam uma companhia para o Teatro América, estreando com Luar de Paquetá, de Freire Júnior, 1924, que permanece seis meses em cartaz com sucesso.

A dupla recebe convite para trabalhar com o empresário Pascoal Segreto, e na sua companhia atuam, entre outras, em Ilha dos amores, Quem paga é o Coronel, ambas de Freire Júnior, Francesinha do Bataclan, de Gastão Tojeiro, todas em 1926.

A temporada projeta Alda Garrido, que é contratada pelo empresário de teatro de revista Manoel Pinto, pai de Walter Pinto, para atuar na Companhia Nacional de Revistas, no Teatro Recreio.

O sucesso que a atriz obtém no gênero a faz manter desde então uma dupla atuação profissional - de um lado as comédias de costume que monta em sua própria companhia com produção do marido, de outro, os contratos com os empresários do teatro de revista.

Mas aos poucos os espetáculos de sua companhia acabam se rendendo ao sucesso do teatro musicado, como em Brasil pandeiro, 1941, com texto de seu autor favorito, Freire Júnior, em parceria com Luiz Peixoto, uma dupla das mais requisitadas no gênero revisteiro.

Em 1939, o empresário Walter Pinto faz com que, no espetáculo Tem marmelada, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, Garrido e Araci Cortes dividam o palco pela primeira e última vez, no Teatro Recreio.

Entre as revistas de maior sucesso de sua carreira estão Maria Gasogênio - sátira à falta de gasolina nos anos da Segunda Guerra - e Da Favela ao Catete, de Freire Júnior e Joubert de Carvalho, 1935.