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sábado, 17 de abril de 2010

Laura Suarez

Laura Suarez (23/11/1909 - circa 1990, Rio de Janeiro RJ), atriz, compositora e cantora, foi eleita Miss Ipanema em 1929. O acontecimento foi filmado e ainda existe o registro. Apesar de ser uma das mulheres mais bonitas de seu tempo, Laura buscou outros caminhos e também abraçou as carreiras de atriz, cantora e compositora. Foi feliz em todas elas.

Já em janeiro de 1930 seu primeiro disco chegava às lojas com duas toadas de sua autoria: Moreno, meu bem e Coco de Pagu.

Atuou no teatro em peças como Yára, de 1933, ao lado de Zezé Fonseca e Roberto Vilmar. Nesse mesmo ano ela se casou com Willian Melniker, diretor geral da Metro-Goldwyn-Mayer na América do Sul. O acontecimento foi de forma simples, voltado para a intimidade da família.

Em 1933 a revista Vida Moderna assim descrevia Laura: “Uma voz branda e quente, com qualquer coisa de preguiçoso, voz que parece provocar lassidões, que tem a virtude de perturbar e que desperta a vontade de sonhar..."

Gravou com regularidade, inclusive músicas de sua própria autoria, como Meu gaúcho, Felicidade que passa, Serenata, Embala rede, Moreno bamba, Você... você..., Velha canção e Os olhos de você, as duas últimas em parceria com o compositor Henrique Vogeler, autor de Linda flor (Ai, Yoyô)

Ao todo gravou 13 discos, todos pela gravadora Brunswick. Em 1941, já afastada das gravações, atuou na peça Trio em Lá Menor, ao lado dos atores Cacilda Becker e Raul Roulien. Apareceu também em filmes como 24 Horas de Um Sonho (1941), onde aparece ao lado de Sarah Nobre, dirigidas por Chianca de Garcia, Tudo azul, de Moacyr Fenelon, de 1954, e Mulheres, cheguei, de Victor Lima, em 1961.

Laura também participou da telenovela Te Contei?, direção de Dennis Carvalho e escrita por Cassiano Gabus Mendes. Foi exibida em 1978 pela Rede Globo de Televisão.

Título da música: Pensa-me, diz o passado / Gênero musical: Modinha / Intérprete: Suarez, Laura / Compositores: Suarez, Laura - Carvalho, Vantuil de /Acompanhamento: violões / Gravadora: Brunswick / Número do Álbum: 10147 / Data de Lançamento: 1929-1931 / Lado: lado B / Rotações: Disco 78 rpm:




Fontes: Cantoras do Brasil: Laura Suarez; Dicionário Cravo Albin da MPB; Estrelas que Nunca se Apagam: Laura Suarez.

Laura Suarez

Laura Suarez (23/11/1909 - circa 1990, Rio de Janeiro RJ), atriz, compositora e cantora, foi eleita Miss Ipanema em 1929. O acontecimento foi filmado e ainda existe o registro. Apesar de ser uma das mulheres mais bonitas de seu tempo, Laura buscou outros caminhos e também abraçou as carreiras de atriz, cantora e compositora. Foi feliz em todas elas.

Já em janeiro de 1930 seu primeiro disco chegava às lojas com duas toadas de sua autoria: Moreno, meu bem e Coco de Pagu.

Atuou no teatro em peças como Yára, de 1933, ao lado de Zezé Fonseca e Roberto Vilmar. Nesse mesmo ano ela se casou com Willian Melniker, diretor geral da Metro-Goldwyn-Mayer na América do Sul. O acontecimento foi de forma simples, voltado para a intimidade da família.

Em 1933 a revista Vida Moderna assim descrevia Laura: “Uma voz branda e quente, com qualquer coisa de preguiçoso, voz que parece provocar lassidões, que tem a virtude de perturbar e que desperta a vontade de sonhar..."

Gravou com regularidade, inclusive músicas de sua própria autoria, como Meu gaúcho, Felicidade que passa, Serenata, Embala rede, Moreno bamba, Você... você..., Velha canção e Os olhos de você, as duas últimas em parceria com o compositor Henrique Vogeler, autor de Linda flor (Ai, Yoyô)

Ao todo gravou 13 discos, todos pela gravadora Brunswick. Em 1941, já afastada das gravações, atuou na peça Trio em Lá Menor, ao lado dos atores Cacilda Becker e Raul Roulien. Apareceu também em filmes como 24 Horas de Um Sonho (1941), onde aparece ao lado de Sarah Nobre, dirigidas por Chianca de Garcia, Tudo azul, de Moacyr Fenelon, de 1954, e Mulheres, cheguei, de Victor Lima, em 1961.

Laura também participou da telenovela Te Contei?, direção de Dennis Carvalho e escrita por Cassiano Gabus Mendes. Foi exibida em 1978 pela Rede Globo de Televisão.

Título da música: Pensa-me, diz o passado / Gênero musical: Modinha / Intérprete: Suarez, Laura / Compositores: Suarez, Laura - Carvalho, Vantuil de /Acompanhamento: violões / Gravadora: Brunswick / Número do Álbum: 10147 / Data de Lançamento: 1929-1931 / Lado: lado B / Rotações: Disco 78 rpm:




Fontes: Cantoras do Brasil: Laura Suarez; Dicionário Cravo Albin da MPB; Estrelas que Nunca se Apagam: Laura Suarez.

sábado, 1 de novembro de 2008

Lolita Rodrigues

O verdadeiro nome de Lolita Rodrigues é Silvia Gonçalves Rodrigues Leite. Filha, neta, bisneta e tataraneta de espanhóis, o pai Issac e a mãe Izolina, eram imigrantes, bastante simples, de família muito unida.

Lolita nasceu muito linda, como linda também era sua mãe, no dia 10 de março de 1929, em Santos, onde os pais, ao chegarem da Espanha, ficaram trabalhando. Depois vieram para a capital paulista. Lolita, que estava acostumada a ouvir os familiares cantarem músicas espanholas, cantava também.

Foi assim que ela chegou à Rádio Record, e cantou em hora de calouro. Ganhou o prêmio e voltava todo mês e ganhava todo mês. Murillo Antunes Alves gostou dela, mas resolveu levá-la à Rádio Bandeirantes. Era o ano de 1944, e foi ali que Lolita (ainda Silvia) conseguiu seu primeiro contrato. Daí passou para a Rádio Cultura e depois para a Rádio Tupi. Já era Lolita e já fazia sucesso. Ganhou prêmios “Roquete Pinto”, como a “Melhor Cantora Internacional”, por duas vezes.

Foi quando inauguraram a Televisão Tupi - 1950. E Lolita Rodrigues e cantou o hino especialmente composto para a ocasião: O Hino da Televisão Brasileira, com música do maestro Marcelo Tupinambá e letra do poeta Guilherme de Almeida. Grande orquestra, coral e a mocinha Lolita cantando.

Seu sonho, porém, era ser atriz. E como fosse cada vez mais bonita, com sua tez morena e seus olhos verdes, não foi difícil. Seu primeiro papel foi como “Esmeralda”, a cigana, no TV de Vanguarda: “Corcunda de Notre Dame”, que foi um sucesso. Lolita cantava, dançava e representava. Além de tocar castanholas.

Foi nessa época que conheceu Airton Rodrigues, que era secretário de Assis Chateaubriand, e que estava fazendo trabalhos também na televisão. Lolita, que era normalista, não levou muito à sério o namoro que, porém, terminou em casamento, do qual nasceu uma filha, Silvia, hoje médica em S.Paulo.

Airton e Lolita, aos poucos, foram se tornando uma dupla, que veio a fazer muito sucesso. Airton lançou e manteve no ar, por muitos anos, os programas: “Almoço com as Estrelas” e “Clube dos Artistas”, na TV Tupi de São Paulo. No começo, o próprio diretor artístico, Cassiano Gabus Mendes, estranhou: “O que ? Vão por gente comendo, diante das câmeras de televisão ?” . Mas assim foi. E foi sucesso.

Aquilo durou muitos anos. Lolita e Airton eram amados, prestigiados, imitados. Fizeram nome e sucesso. E faziam de tudo. Eram uma equipe completa, só os dois. Mas um dia.... o casal se separou. Após 31 anos casada, Lolita ficou bastante abalada, embora não tivesse deixado de trabalhar um dia sequer.

No começo ao lado do ex-marido e depois em sua carreira solo. Foi contratada por outras emissoras, como TV Record, TVS, TV Globo. Agora Lolita voltou com carga total a ser atriz, embora tenha tido também participação na TV Manchete como apresentadora.

Fez novelas como: “Sassaricando”, “Despedida de Solteiro”, “A Viagem”, e várias na TVS e TV Record. Uma carreira cheia, sempre repleta de atividades, sendo que por várias capitais do Brasil.

Lolita diz que se não está trabalhando, sente-se “morta”. Atuar é sua vida. Mas continua muito ligada aos amigos e aos familiares, que preza, ajuda, e estima, acima de tudo. Lolita Rodrigues, uma mulher de sentimentos simples, que se diz muito feliz, e que um dia foi chamada de: “La Salerosa”.

Lolita Rodrigues

O verdadeiro nome de Lolita Rodrigues é Silvia Gonçalves Rodrigues Leite. Filha, neta, bisneta e tataraneta de espanhóis, o pai Issac e a mãe Izolina, eram imigrantes, bastante simples, de família muito unida.

Lolita nasceu muito linda, como linda também era sua mãe, no dia 10 de março de 1929, em Santos, onde os pais, ao chegarem da Espanha, ficaram trabalhando. Depois vieram para a capital paulista. Lolita, que estava acostumada a ouvir os familiares cantarem músicas espanholas, cantava também.

Foi assim que ela chegou à Rádio Record, e cantou em hora de calouro. Ganhou o prêmio e voltava todo mês e ganhava todo mês. Murillo Antunes Alves gostou dela, mas resolveu levá-la à Rádio Bandeirantes. Era o ano de 1944, e foi ali que Lolita (ainda Silvia) conseguiu seu primeiro contrato. Daí passou para a Rádio Cultura e depois para a Rádio Tupi. Já era Lolita e já fazia sucesso. Ganhou prêmios “Roquete Pinto”, como a “Melhor Cantora Internacional”, por duas vezes.

Foi quando inauguraram a Televisão Tupi - 1950. E Lolita Rodrigues e cantou o hino especialmente composto para a ocasião: O Hino da Televisão Brasileira, com música do maestro Marcelo Tupinambá e letra do poeta Guilherme de Almeida. Grande orquestra, coral e a mocinha Lolita cantando.

Seu sonho, porém, era ser atriz. E como fosse cada vez mais bonita, com sua tez morena e seus olhos verdes, não foi difícil. Seu primeiro papel foi como “Esmeralda”, a cigana, no TV de Vanguarda: “Corcunda de Notre Dame”, que foi um sucesso. Lolita cantava, dançava e representava. Além de tocar castanholas.

Foi nessa época que conheceu Airton Rodrigues, que era secretário de Assis Chateaubriand, e que estava fazendo trabalhos também na televisão. Lolita, que era normalista, não levou muito à sério o namoro que, porém, terminou em casamento, do qual nasceu uma filha, Silvia, hoje médica em S.Paulo.

Airton e Lolita, aos poucos, foram se tornando uma dupla, que veio a fazer muito sucesso. Airton lançou e manteve no ar, por muitos anos, os programas: “Almoço com as Estrelas” e “Clube dos Artistas”, na TV Tupi de São Paulo. No começo, o próprio diretor artístico, Cassiano Gabus Mendes, estranhou: “O que ? Vão por gente comendo, diante das câmeras de televisão ?” . Mas assim foi. E foi sucesso.

Aquilo durou muitos anos. Lolita e Airton eram amados, prestigiados, imitados. Fizeram nome e sucesso. E faziam de tudo. Eram uma equipe completa, só os dois. Mas um dia.... o casal se separou. Após 31 anos casada, Lolita ficou bastante abalada, embora não tivesse deixado de trabalhar um dia sequer.

No começo ao lado do ex-marido e depois em sua carreira solo. Foi contratada por outras emissoras, como TV Record, TVS, TV Globo. Agora Lolita voltou com carga total a ser atriz, embora tenha tido também participação na TV Manchete como apresentadora.

Fez novelas como: “Sassaricando”, “Despedida de Solteiro”, “A Viagem”, e várias na TVS e TV Record. Uma carreira cheia, sempre repleta de atividades, sendo que por várias capitais do Brasil.

Lolita diz que se não está trabalhando, sente-se “morta”. Atuar é sua vida. Mas continua muito ligada aos amigos e aos familiares, que preza, ajuda, e estima, acima de tudo. Lolita Rodrigues, uma mulher de sentimentos simples, que se diz muito feliz, e que um dia foi chamada de: “La Salerosa”.

sábado, 1 de março de 2008

Marion

Marion - Penha Marion Pereira
A cantora e atriz Marion (Penha Marion Pereira) nasceu em São Paulo, SP no dia 8 de setembro de 1924. Aos oito anos participou do programa infantil da cantora Sônia Carvalho, na Rádio Educadora Paulista, e três anos depois cantou pela primeira vez em um auditório.

Em 1938, como amadora, passou a apresentar-se no programa Tia Chiquinha, na Rádio Tupi, de São Paulo. Mais tarde, o compositor Assis Valente convidou-a para cantar suas composições na boate Guarujá, onde ele atuava. Com o sucesso de suas apresentações, numa viagem ao Rio de Janeiro RJ, Jaime Redondo, diretor artístico dos cassinos Icaraí (Niterói RJ) e da Urca, contratou-a por quatro anos.

Em 1943 assinou contrato com a Rádio Educadora e um ano depois Moacir Fenelon convidou-a para tomar parte no filme Tristezas não pagam dívidas, de José Carlos Burle e J. Rui. No mesmo ano foi para a Rádio Nacional, ali permanecendo até 1947, quando seguiu para Buenos Aires, Argentina, como vedete do Teatro Maipo, apresentando-se durante cinco meses.

Sua primeira gravação, na Continental, foi Doce veneno (Valzinho, Carlos Lentine e Esperidião Machado Goulart). Apareceu em vários filmes da Atlântida, cantando e imitando o estilo de Carmen Miranda, entre os quais Segura esta mulher (1946), Este mundo é um pandeiro (1947), Carnaval no fogo (1950), É fogo na roupa (1952), todos de Watson Macedo, Tira a mão daí (1956), de J. Rui, e Garota enxuta (1959), de J. B. Tanko.

Marion

A cantora e atriz Marion (Penha Marion Pereira) nasceu em São Paulo, SP no dia 8 de setembro de 1924. Aos oito anos participou do programa infantil da cantora Sônia Carvalho, na Rádio Educadora Paulista, e três anos depois cantou pela primeira vez em um auditório.

Em 1938, como amadora, passou a apresentar-se no programa Tia Chiquinha, na Rádio Tupi, de São Paulo. Mais tarde, o compositor Assis Valente convidou-a para cantar suas composições na boate Guarujá, onde ele atuava. Com o sucesso de suas apresentações, numa viagem ao Rio de Janeiro RJ, Jaime Redondo, diretor artístico dos cassinos Icaraí (Niterói RJ) e da Urca, contratou-a por quatro anos.

Em 1943 assinou contrato com a Rádio Educadora e um ano depois Moacir Fenelon convidou-a para tomar parte no filme Tristezas não pagam dívidas, de José Carlos Burle e J. Rui. No mesmo ano foi para a Rádio Nacional, ali permanecendo até 1947, quando seguiu para Buenos Aires, Argentina, como vedete do Teatro Maipo, apresentando-se durante cinco meses.

Sua primeira gravação, na Continental, foi Doce veneno (Valzinho, Carlos Lentine e Esperidião Machado Goulart). Apareceu em vários filmes da Atlântida, cantando e imitando o estilo de Carmen Miranda, entre os quais Segura esta mulher (1946), Este mundo é um pandeiro (1947), Carnaval no fogo (1950), É fogo na roupa (1952), todos de Watson Macedo, Tira a mão daí (1956), de J. Rui, e Garota enxuta (1959), de J. B. Tanko.

Lourdinha Bittencourt

Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt), cantora e atriz de cinema, nasceu em 30 de outubro de 1923, em São Paulo. Logo recém-nascida, ela é abandonada no Asilo Melo Matos. Ainda com quatro meses ela é adotada pela professora de música, Maria Bittencourt.

Desde pequena, Lourdinha teve boa desenvoltura na música e na dança, o que fez com que a professora investisse em sua carreira com cursos voltados a essas artes. Logo, a futura atriz e cantora já estava trabalhando profissionalmente no Cassino da Urca, como menina prodígio.

Em 1935, atua no filme Noites Cariocas; em 1936, nos filmes Maria Bonita e Cidade Mulher; É Proibido Sonhar (1943); Moleque Tião (1943); Asas do Brasil (1947); Obrigada Doutor e Poeira de Estrelas (1948); O Homem Que Passa e Não Me Digas Adeus (1949); Guerra ao Samba (1955); Pirata do Outro Mundo (1957); Samba na Vila (1957); e Com a Mão na Massa (1958).

Em 1952 se integra ao Trio de Ouro, nessa época formado pelo compositor Herivelto Martins e Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—). Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria do morro, na Victor.

O trio assina contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permanecem por dois anos. Excursionam pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Faz temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

Atuaram também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravaram ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido por problemas de saúde da cantora, que viria a falecer aos 55 anos no Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1979, vítima de derrame cerebral. .

Em 1970 Lourdinha atuou na telenovela Irmãos Coragem (como Manuela). Foi a segunda esposa do cantor Nelson Gonçalves.

Fontes: Cine Claquete - atores - Lurdinha Bittencourt; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Lourdinha Bittencourt

Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt), cantora e atriz de cinema, nasceu em 30 de outubro de 1923, em São Paulo. Logo recém-nascida, ela é abandonada no Asilo Melo Matos. Ainda com quatro meses ela é adotada pela professora de música, Maria Bittencourt.

Desde pequena, Lourdinha teve boa desenvoltura na música e na dança, o que fez com que a professora investisse em sua carreira com cursos voltados a essas artes. Logo, a futura atriz e cantora já estava trabalhando profissionalmente no Cassino da Urca, como menina prodígio.

Em 1935, atua no filme Noites Cariocas; em 1936, nos filmes Maria Bonita e Cidade Mulher; É Proibido Sonhar (1943); Moleque Tião (1943); Asas do Brasil (1947); Obrigada Doutor e Poeira de Estrelas (1948); O Homem Que Passa e Não Me Digas Adeus (1949); Guerra ao Samba (1955); Pirata do Outro Mundo (1957); Samba na Vila (1957); e Com a Mão na Massa (1958).

Em 1952 se integra ao Trio de Ouro, nessa época formado pelo compositor Herivelto Martins e Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—). Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria do morro, na Victor.

O trio assina contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permanecem por dois anos. Excursionam pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Faz temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

Atuaram também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravaram ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido por problemas de saúde da cantora, que viria a falecer aos 55 anos no Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1979, vítima de derrame cerebral. .

Em 1970 Lourdinha atuou na telenovela Irmãos Coragem (como Manuela). Foi a segunda esposa do cantor Nelson Gonçalves.

Fontes: Cine Claquete - atores - Lurdinha Bittencourt; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Norma Bengell

Norma Bengell (Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães d'Áurea Bengell), atriz, diretora, produtora, cantora e compositora, com status de estrela desde que estreou nas telas, aos 23 anos, fazendo uma paródia de Brigitte Bardot na chanchada O homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga.

Atuou também no teatro e lançou-se como diretora de cinema em 1987 com Eternamente Pagu, sobre a poeta e feminista Patrícia Galvão, que se tornou figura importante do modernismo brasileiro.

Em 1961, em Os cafajestes, de Ruy Guerra, foi protagonista do primeiro nu frontal da história do cinema brasileiro e foi alvo de críticas violentas dos setores mais conservadores da sociedade brasileira.

Carioca de 1935, antes do cinema trabalhou em teatro de revista com Carlos Machado, e a partir de O pagador de promessas, de Anselmo Duarte (1962), Palma de Ouro no Festival de Cannes, iniciou carreira internacional, participando de produções italianas e francesas como Mafioso (1962), de Alberto Lattuada e La Constanza della Ragione (1964),de Pasquale Festa Campanile.

De volta ao Brasil, atuou em Noite vazia (1964), de Walter Hugo Khoury, Os deuses e os mortos (1970), de Ruy Guerra, A casa assassinada (1970), de Paulo Cezar Saraceni, Mar de rosas (1977), de Ana Carolina, A idade da Terra (1981), de Glauber Rocha, Rio Babilônia (1982), de Neville D'Almeida, e Vagas para moças de fino trato (1993), de Paulo Thiago.

Em 1996, produziu o longa O guarani, filme com o qual volta à direção. Em 2003 concluiu um documentário sobre Guiomar Novaes, primeira parte de uma trilogia sobre as grandes pianistas brasileiras, que vai enfocar ainda a vida e a carreira de Antonietta Rudge e Magdalena Tagliaferro.

Como cantora, seu primeiro sucesso foi o 78 rpm com A lua de mel na lua e E se tens coração (da trilha sonora do filme Mulheres e milhões, de Jorge Ilely).

Em 1959, lançou OOOOOO! Norma, seu primeiro LP, com uma sonoridade bastante próxima da bossa nova, com várias canções de Tom Jobim e João Gilberto.

Após anos gravando participações em trilhas sonoras e discos de outros artistas, seu segundo LP Norma canta mulheres, sai apenas em 1977, com composições de Dona Ivone Lara, Luli e Lucina, Marlui Miranda, Dolores Duran, Chiquinha Gonzaga, Rosinha de Valença, Glória Gadelha, Sueli Costa, Rita Lee, Joyce e Maysa, além de Em nome do amor, parceria de Norma com Glória Gadelha.

Fonte: Wikipédia; Quem é Quem.

Norma Bengell

Norma Bengell (Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães d'Áurea Bengell), atriz, diretora, produtora, cantora e compositora, com status de estrela desde que estreou nas telas, aos 23 anos, fazendo uma paródia de Brigitte Bardot na chanchada O homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga.

Atuou também no teatro e lançou-se como diretora de cinema em 1987 com Eternamente Pagu, sobre a poeta e feminista Patrícia Galvão, que se tornou figura importante do modernismo brasileiro.

Em 1961, em Os cafajestes, de Ruy Guerra, foi protagonista do primeiro nu frontal da história do cinema brasileiro e foi alvo de críticas violentas dos setores mais conservadores da sociedade brasileira.

Carioca de 1935, antes do cinema trabalhou em teatro de revista com Carlos Machado, e a partir de O pagador de promessas, de Anselmo Duarte (1962), Palma de Ouro no Festival de Cannes, iniciou carreira internacional, participando de produções italianas e francesas como Mafioso (1962), de Alberto Lattuada e La Constanza della Ragione (1964),de Pasquale Festa Campanile.

De volta ao Brasil, atuou em Noite vazia (1964), de Walter Hugo Khoury, Os deuses e os mortos (1970), de Ruy Guerra, A casa assassinada (1970), de Paulo Cezar Saraceni, Mar de rosas (1977), de Ana Carolina, A idade da Terra (1981), de Glauber Rocha, Rio Babilônia (1982), de Neville D'Almeida, e Vagas para moças de fino trato (1993), de Paulo Thiago.

Em 1996, produziu o longa O guarani, filme com o qual volta à direção. Em 2003 concluiu um documentário sobre Guiomar Novaes, primeira parte de uma trilogia sobre as grandes pianistas brasileiras, que vai enfocar ainda a vida e a carreira de Antonietta Rudge e Magdalena Tagliaferro.

Como cantora, seu primeiro sucesso foi o 78 rpm com A lua de mel na lua e E se tens coração (da trilha sonora do filme Mulheres e milhões, de Jorge Ilely).

Em 1959, lançou OOOOOO! Norma, seu primeiro LP, com uma sonoridade bastante próxima da bossa nova, com várias canções de Tom Jobim e João Gilberto.

Após anos gravando participações em trilhas sonoras e discos de outros artistas, seu segundo LP Norma canta mulheres, sai apenas em 1977, com composições de Dona Ivone Lara, Luli e Lucina, Marlui Miranda, Dolores Duran, Chiquinha Gonzaga, Rosinha de Valença, Glória Gadelha, Sueli Costa, Rita Lee, Joyce e Maysa, além de Em nome do amor, parceria de Norma com Glória Gadelha.

Fonte: Wikipédia; Quem é Quem.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Os Garridos

Os Garridos - Dupla formada pelos atores de teatro de revista Alda Palm Garrido (São Paulo SP 1896 - Rio de Janeiro RJ 1970) e seu marido, Américo Garrido, fazendo duetos até 1920, em São Paulo.

Mudam-se para o Rio de Janeiro e organizam uma companhia para o Teatro América, estreando com Luar de Paquetá, de Freire Júnior, 1924, que permanece seis meses em cartaz com sucesso.

A dupla recebe convite para trabalhar com o empresário Pascoal Segreto, e na sua companhia atuam, entre outras, em Ilha dos amores, Quem paga é o Coronel, ambas de Freire Júnior, Francesinha do Bataclan, de Gastão Tojeiro, todas em 1926.

A temporada projeta Alda Garrido, que é contratada pelo empresário de teatro de revista Manoel Pinto, pai de Walter Pinto, para atuar na Companhia Nacional de Revistas, no Teatro Recreio.

O sucesso que a atriz obtém no gênero a faz manter desde então uma dupla atuação profissional - de um lado as comédias de costume que monta em sua própria companhia com produção do marido, de outro, os contratos com os empresários do teatro de revista.

Mas aos poucos os espetáculos de sua companhia acabam se rendendo ao sucesso do teatro musicado, como em Brasil pandeiro, 1941, com texto de seu autor favorito, Freire Júnior, em parceria com Luiz Peixoto, uma dupla das mais requisitadas no gênero revisteiro.

Em 1939, o empresário Walter Pinto faz com que, no espetáculo Tem marmelada, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, Garrido e Araci Cortes dividam o palco pela primeira e última vez, no Teatro Recreio.

Entre as revistas de maior sucesso de sua carreira estão Maria Gasogênio - sátira à falta de gasolina nos anos da Segunda Guerra - e Da Favela ao Catete, de Freire Júnior e Joubert de Carvalho, 1935.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Sylvinha Mello

Sylvinha Mello (Sylvia Mello) (23/2/1914, Vitória, ES - circa 1978, Paris - França). Cantora e atriz, filha de pernambucanos, chegou ao Rio de Janeiro aos 9 anos de idade. Estreou na carreira artística cantando peças folclóricas em teatros e cassinos do Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais, ao lado de Hekel Tavares.

Aos 18 anos apresentou-se no Programa César Ladeira, passando a atuar ao lado de Francisco Alves, Carmen Miranda e Sílvio Caldas.

Entre 1930 e 1936, realizou gravações para a RCA Victor, destacando-se entre seus primeiros sucessos O pequeno vendedor de amendoim e Banzo, ambas composições de Hekel Tavares. Interpretou também canções de Marcelo Tupinambá e Waldemar Henrique.

Seus maiores sucessos em disco foram alcançados com canções e valsas de Joubert de Carvalho, em estilo marcadamente romântico. Posteriormente, mudou-se para a cidade de Nova York onde viveu dois anos como estudante, pouco depois, obteve emprego no consulado brasileiro.

Foi uma das primeiras brasileiras a fazer sucesso nos Estados Unidos, onde interpretou músicas de grande aceitação de Ary Barroso, no Blue Angel, de Nova York e em emissoras de rádio e boates norte-americanas.

Após separar-se de um primeiro casamento, casou-se novamente com um diplomata francês, passando, então, a residir em Paris. Participou de três filmes: Estudantes, Grito da mocidade e Estrela da eterna esperança.

Fonte: Cantoras do Brasil - Sylvinha Mello

Sylvinha Mello

Sylvinha Mello (Sylvia Mello) (23/2/1914, Vitória, ES - circa 1978, Paris - França). Cantora e atriz, filha de pernambucanos, chegou ao Rio de Janeiro aos 9 anos de idade. Estreou na carreira artística cantando peças folclóricas em teatros e cassinos do Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais, ao lado de Hekel Tavares.

Aos 18 anos apresentou-se no Programa César Ladeira, passando a atuar ao lado de Francisco Alves, Carmen Miranda e Sílvio Caldas.

Entre 1930 e 1936, realizou gravações para a RCA Victor, destacando-se entre seus primeiros sucessos O pequeno vendedor de amendoim e Banzo, ambas composições de Hekel Tavares. Interpretou também canções de Marcelo Tupinambá e Waldemar Henrique.

Seus maiores sucessos em disco foram alcançados com canções e valsas de Joubert de Carvalho, em estilo marcadamente romântico. Posteriormente, mudou-se para a cidade de Nova York onde viveu dois anos como estudante, pouco depois, obteve emprego no consulado brasileiro.

Foi uma das primeiras brasileiras a fazer sucesso nos Estados Unidos, onde interpretou músicas de grande aceitação de Ary Barroso, no Blue Angel, de Nova York e em emissoras de rádio e boates norte-americanas.

Após separar-se de um primeiro casamento, casou-se novamente com um diplomata francês, passando, então, a residir em Paris. Participou de três filmes: Estudantes, Grito da mocidade e Estrela da eterna esperança.

Fonte: Cantoras do Brasil - Sylvinha Mello

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Júlia Martins

Júlia Martins (circa 1890, Rio de Janeiro, RJ - circa 1936, Rio de Janeiro, RJ), cantora e atriz do teatro de revista, foi uma das pioneiras nas gravações de discos no Brasil. Foi foi contratada pela Victor Record em 1912, estreando em discos cantando em duetos com o intérprete João Barros.

Em 1913, foi contratada pela Odeon. Em janeiro desse ano gravou em dueto com Eduardo das Neves A cocote e o marchante, do próprio Eduardo das Neves. Em seguida, gravou a canção Caraboo, composição do norte americano Sam Marshal e que fez enorme sucesso na versão de M. Albuquerque no carnaval do ano anterior. No mesmo ano, gravou o lundu A flor da pitangueira, música que cantava na revista República do amor, um destaque de seu repertório teatral.

Também em 1913, gravou com o cantor Bahiano, os duetos A vassourinha (Felipe Duarte e Luiz Filgueira), e O engraxate (B. Esfolado), O retrato e a flor, e A cigana e o feiticeiro, de autores desconhecidos, e de autoria do próprio Bahiano as faixas Cidade Nova e Saco do Alferes, Ai que gostos, e O vagabundo e a mulata. Também gravou A viola está magoada, que contou com acompanhamento do Grupo da Casa Edison e que aparece no selo com a denominação de "samba", quatro anos antes da gravação de Pelo telefone, que ficou consagrada como o primeiro samba gravado, talvez pelo sucesso maior.

Ainda desse ano, é sua gravação da cançoneta A mulatinha, de Chiquinha Gonzaga e Patrocínio Filho, e com Eduardo das Neves, o batuque sertanejo Caboca di Caxangá, de Catulo da Paixão Cearense, que caracterizou pela primeira vez uma composição designada como de cunho regional. Ainda em 1913, atuou na revista Chegou o Neves, juntamente com Ciniro Polônio, Brandão Velho, e Mercedes Vila. Foi nessa revista, que Pixinguinha, então com apenas 16 anos estreou nos palcos.

Por volta de 1914, gravou em dueto com o tenor Tomaz de Souza A vassourinha, de Felipe Duarte e Luiz Filgueira. Gravou um total de vinte discos.

Virgínia Lane

Virgínia Lane (Virgínia Giacone), cantora e vedete, nasceu em 28/2/1920 no Rio de Janeiro, RJ. Foi interna do Colégio Regina Coeli, dos seis aos 14 anos. Estudou, em seguida, no Instituto Lafayette (famoso colégio situado no bairro carioca de Botafogo), chegando depois a cursar o primeiro ano de Direito. Estudou um período com Maria Olenewa na Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1943, iniciou sua carreira, trabalhando como corista do Cassino da Urca. Por intermédio do maestro Vicente Paiva, tornou-se "crooner" de sua orquestra e, além de atuar no Cassino, passou a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga.

Em 1945, depois de apresentações na Rádio Splendid e na boate Tabaris, de Buenos Aires, fixou residência na capital argentina por três anos. Em 1946 lançou pela Continental, seu primeiro disco interpretando a marcha Maria Rosa, de Oscar Bellandi e Dias da Cruz e o samba Amei demais, de Ciro de Souza e J. M. da Silva.

Quando voltou ao Brasil, em 1948, atuou como vedete na revista Um milhão de mulheres, de Chianca de Garcia, encenada no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. A revista rendeu-lhe muito sucesso, o que lhe possibilitou um contrato com a companhia de Walter Pinto, no qual trabalhou por quatro anos em espetáculos no Teatro Recreio.

Em 1951, lançou seu grande sucesso, a marchinha Sassaricando, de Luís Antônio, Zé Mário, pseudônimo de Jota Júnior e Oldemar Magalhães, cantada por ela na revista Eu quero sassaricá, de Luís Iglesias e Freire Júnior, e gravada pela Todamérica em novembro de 1951. A música foi feita de encomenda para a revista Jabaculê de penacho, produzida por Walter Pinto que, adorando o tema, resolveu trocar o nome da revista. O sucesso foi tanto, que a música acabou criando a expressão maliciosa "sassaricar".

A partir de 1952, trabalhou no Teatro Carlos Gomes. No mesmo ano, gravou as marchas Santo Antônio casamenteiro, de Antônio Almeida e Alberto Ribeiro e Balão, de Luiz Antônio. Foi eleita Rainha das Atrizes, pela Casa dos Artistas. Destacou-se em programas da TV Tupi (Espetáculos Tonelux) na década de 1950.

Em 1953, fez sucesso com a marcha Zé Corneteiro, de Lalá Araújo. Em 1954, gravou com sucesso a Marcha do fiu-fiu, que ela assinou com Nelson Castro e Marcha da pipoca, de Luiz Bandeira e Arsênio de Carvalho, de sentido malicioso ou de duplo sentido.

Em 1955 lançou o maxixe No balaio de sinhá, de Arsênio de Carvalho; o samba Portão da casa do Juca, de Rubens Silva e Loé Moulin e Chorinho gostoso, de sua autoria. Em 1956, gravou os cha-cha-chas Aprenda o cha-cha-cha, de C. Garcia e Hello e Um beijinho por telefone, de M. Perdomo, ambos com versão de Alberto Ribeiro.

Em 1957, gravou as marchas É baba de quiabo, de sua parceria com Arsênio de Carvalho e Madame sapeca, de José Roberto e José Batista. Em 1958, gravou Lanterninhas multicores, marcha de sua autoria; Santo Antônio vai me abençoar, baião de Nelson Castro e José Batista e Que palhaço, marcha de sua parceria com William Duba.

Gravou 24 discos em 78 rpm, um pela Continental e os outros pela Todamérica, principalmente com marchinhas de temas maliciosos ou humorísticos, apesar de ter gravado sambas também.
Em 1960, gravou dois discos pela etiqueta Carroussel, incluindo as marchas Meu América, campeão carioca de futebol daquele ano, de Nelson Castro e Marcha da vitória, de Hélio Nascimento, Mirabeau e J. Gonçalves.

No início do ano 2000, continuava a se apresentar em bailes populares de carnaval, na Cinelândia no Rio de Janeiro, com grande agrado do público. Foi uma das artistas de maior prestígio no governo de Getúlio Vargas que, além de ser seu fã, conta-se, chegou a ter um romance com ela.

Virgínia Lane

Virgínia Lane (Virgínia Giacone), cantora e vedete, nasceu em 28/2/1920 no Rio de Janeiro, RJ. Foi interna do Colégio Regina Coeli, dos seis aos 14 anos. Estudou, em seguida, no Instituto Lafayette (famoso colégio situado no bairro carioca de Botafogo), chegando depois a cursar o primeiro ano de Direito. Estudou um período com Maria Olenewa na Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1943, iniciou sua carreira, trabalhando como corista do Cassino da Urca. Por intermédio do maestro Vicente Paiva, tornou-se "crooner" de sua orquestra e, além de atuar no Cassino, passou a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga.

Em 1945, depois de apresentações na Rádio Splendid e na boate Tabaris, de Buenos Aires, fixou residência na capital argentina por três anos. Em 1946 lançou pela Continental, seu primeiro disco interpretando a marcha Maria Rosa, de Oscar Bellandi e Dias da Cruz e o samba Amei demais, de Ciro de Souza e J. M. da Silva.

Quando voltou ao Brasil, em 1948, atuou como vedete na revista Um milhão de mulheres, de Chianca de Garcia, encenada no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. A revista rendeu-lhe muito sucesso, o que lhe possibilitou um contrato com a companhia de Walter Pinto, no qual trabalhou por quatro anos em espetáculos no Teatro Recreio.

Em 1951, lançou seu grande sucesso, a marchinha Sassaricando, de Luís Antônio, Zé Mário, pseudônimo de Jota Júnior e Oldemar Magalhães, cantada por ela na revista Eu quero sassaricá, de Luís Iglesias e Freire Júnior, e gravada pela Todamérica em novembro de 1951. A música foi feita de encomenda para a revista Jabaculê de penacho, produzida por Walter Pinto que, adorando o tema, resolveu trocar o nome da revista. O sucesso foi tanto, que a música acabou criando a expressão maliciosa "sassaricar".

A partir de 1952, trabalhou no Teatro Carlos Gomes. No mesmo ano, gravou as marchas Santo Antônio casamenteiro, de Antônio Almeida e Alberto Ribeiro e Balão, de Luiz Antônio. Foi eleita Rainha das Atrizes, pela Casa dos Artistas. Destacou-se em programas da TV Tupi (Espetáculos Tonelux) na década de 1950.

Em 1953, fez sucesso com a marcha Zé Corneteiro, de Lalá Araújo. Em 1954, gravou com sucesso a Marcha do fiu-fiu, que ela assinou com Nelson Castro e Marcha da pipoca, de Luiz Bandeira e Arsênio de Carvalho, de sentido malicioso ou de duplo sentido.

Em 1955 lançou o maxixe No balaio de sinhá, de Arsênio de Carvalho; o samba Portão da casa do Juca, de Rubens Silva e Loé Moulin e Chorinho gostoso, de sua autoria. Em 1956, gravou os cha-cha-chas Aprenda o cha-cha-cha, de C. Garcia e Hello e Um beijinho por telefone, de M. Perdomo, ambos com versão de Alberto Ribeiro.

Em 1957, gravou as marchas É baba de quiabo, de sua parceria com Arsênio de Carvalho e Madame sapeca, de José Roberto e José Batista. Em 1958, gravou Lanterninhas multicores, marcha de sua autoria; Santo Antônio vai me abençoar, baião de Nelson Castro e José Batista e Que palhaço, marcha de sua parceria com William Duba.

Gravou 24 discos em 78 rpm, um pela Continental e os outros pela Todamérica, principalmente com marchinhas de temas maliciosos ou humorísticos, apesar de ter gravado sambas também.
Em 1960, gravou dois discos pela etiqueta Carroussel, incluindo as marchas Meu América, campeão carioca de futebol daquele ano, de Nelson Castro e Marcha da vitória, de Hélio Nascimento, Mirabeau e J. Gonçalves.

No início do ano 2000, continuava a se apresentar em bailes populares de carnaval, na Cinelândia no Rio de Janeiro, com grande agrado do público. Foi uma das artistas de maior prestígio no governo de Getúlio Vargas que, além de ser seu fã, conta-se, chegou a ter um romance com ela.

sábado, 24 de novembro de 2007

Abigail Maia

Abigail Maia, atriz, cantora e bailarina, nasceu em Porto Alegre, RS,em 17/10/1887 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 20/12/1981. Estreou no teatro aos 15 anos de idade, na peça Fada
Coral
.

Trabalhou em inúmeras companhias de comédias e revistas antes de criar sua própria empresa, em parceria com Oduvaldo Vianna.

Em 1921, agregando-se à companhia Viriato Correa e Nicola Viggiani, deu-se a temporada conhecida historicamente como "Movimento Trianon".

Com seu trabalho ligado a um dos mais conceituados comediógrafos do período, valorizou a dramaturgia brasileira e ensejou algumas experimentações renovadoras. Nos anos 40 ingressou no elenco de rádio-atores da Radio Nacional.

Fontes:

Abigail Maia

Abigail Maia, atriz, cantora e bailarina, nasceu em Porto Alegre, RS,em 17/10/1887 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 20/12/1981. Estreou no teatro aos 15 anos de idade, na peça Fada
Coral
.

Trabalhou em inúmeras companhias de comédias e revistas antes de criar sua própria empresa, em parceria com Oduvaldo Vianna.

Em 1921, agregando-se à companhia Viriato Correa e Nicola Viggiani, deu-se a temporada conhecida historicamente como "Movimento Trianon".

Com seu trabalho ligado a um dos mais conceituados comediógrafos do período, valorizou a dramaturgia brasileira e ensejou algumas experimentações renovadoras. Nos anos 40 ingressou no elenco de rádio-atores da Radio Nacional.

Fontes:

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Adelaide Chiozzo

Adelaide Chiozzo, instrumentista, cantora e atriz, nasceu em São Paulo/SP, em 08/5/1931. Aos oito anos começou a aprender acordeom e aos 15, por sugestão de Irani de Oliveira, participou do programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial), imitando o sanfoneiro e cantor Pedro Raimundo.

Estreou no cinema em 1946, atuando em dupla com o pai, Afonso Chiozzo, na comédia Segura esta mulher, de Watson Macedo. Nesse filme apareciam acompanhando o cantor Bob Nelson na canção Boi Barnabé (Afonso Simão e Bob Nelson).

Ainda em dupla com o pai, trabalhou nas comédias carnavalescas Este mundo é um pandeiro (1947), de Watson Macedo, e É com este que eu vou (1948), de José Carlos Burle. Contratada pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, e artista exclusiva do selo Copacabana, teve seu apogeu no rádio, disco e cinema no início da década de 1950, fazendo sucesso como intérprete de músicas juninas e canções brejeiras.

Estreou no disco em 1950, na etiqueta Star (depois Copacabana), interpretando a rancheira Tempo de criança (João de Sousa e Eli Turquine) e a polca Pedalando (Anselmo Duarte e Benê Nunes). No rádio e em disco, cantou em dupla com Eliana Macedo, ao lado de quem apareceu em diversos filmes.

Entre seus maiores sucessos estão Beijinho doce (Nhô Pai), Cabeça inchada (Hervé Cordovil), em dueto com Eliana Macedo, Sabiá lá na gaiola (Hervé Cordovil e Mário Vieira), Orgulhoso (Nhô Pai e Mário Zan), e Lá vem seu Tenório (Manuel Pinto e Aldari de Almeida Airão).

De 1948 a 1957 atuou em nove filmes, entre os quais Carnaval no fogo (1949), Aviso aos navegantes (1950), É fogo na roupa (1952), O petróleo é nosso (1954), todos de Watson Macedo, Barnabé, tu és meu (1952), de José Carlos Burle, e Sai de baixo (1956), de J. B. Tanko.

Em 1975, com o violonista Carlos Mattos, seu marido desde 1951, apresentou no Rio de Janeiro e Niterói o show Cada um tem o acordeom que merece, com repertório de vários compositores da música brasileira.

Redescoberta pelos autores Bráulio Pedroso e Sílvio de Abreu, participou das novelas Feijão maravilha (1978) e Deus nos acuda (1992), da TV Globo. Em 1994 continuava fazendo shows por todo o Brasil junto com o marido, ocasionalmente com três dos netos. Em julho de 1996 participou, com Francisco Carlos, do Projeto Seis e Meia, no Teatro Dulcina, do Rio de Janeiro, com o show Ídolos da Atlântida.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha

sábado, 8 de setembro de 2007

Inezita Barroso

Inezita Barroso

A cantora, instrumentista, arranjadora, folclorista e atriz Inezita Barroso (Inês Madalena Aranha de Lima), nasceu em São Paulo/SP em 04.03.1925. Inezita começou a cantar e estudar violão aos sete anos, e aos 11 iniciou seu aprendizado de piano. Depois de casada, voltou ao canto e ao violão, estreando, em 1950, na Rádio Bandeirantes, de São Paulo, a convite de Evaldo Rui.

Participou em seguida da transmissão inaugural da TV Tupi, canal 3, e trabalhou como cantora exclusiva da Rádio Nacional, de São Paulo, transferindo-se mais tarde para a Record. Ainda em 1950 participou do filme Ângela, dirigido por Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida e realizou recitais no Teatro Brasileiro de Comédia, no teatro de Cultura Artística e no Teatro Colombo.

Voltou a atuar em cinema em 1953, nos filmes Destino em apuros (direção de Ernesto Remani) e Mulher de verdade (direção de Alberto Cavalcanti). No ano seguinte, apareceu em É proibido beijar, de Ugo Lombardi, e O Craque, de José Carlos Burle, recebendo ainda o prêmio Roquete Pinto, como a melhor cantora de rádio da música popular brasileira, e o prêmio Guarani, como a melhor cantora do disco.

Ainda em 1953 gravou na Victor Canto do mar (Guerra Peixe), Marvada pinga (Laureano), Benedito pretinho e Dança do caboclo (ambas de Hekel Tavares), e os sambas Estatutos de gafieira (Billy Blanco) e Isso é papel, João? (Davi Raw e Cícero Galindo Machado).

A partir de 1954 passou a apresentar-se semanalmente em programas folclóricos na TV Record, de São Paulo. Em 1955 atuou no filme Carnaval em lá maior (direção de Ademar Gonzaga) e como atriz e cantora representou o Brasil no festival de Cinema de Punta del Este, Uruguai, viajando em seguida ao Paraguai. Foi novamente premiada com o Roquete Pinto e ainda com o Saci, como melhor atriz do cinema. Realizou gravações de divulgação do folclore brasileiro, ilustrando uma série de conferências de professores na universidade de São Paulo.

Seu primeiro LP, Inezita Barroso, foi lançado pela Copacabana, também em 1955, com repertório folclórico que incluía, entre outras, Banzo (Hekel Tavares e Murilo Araújo), Funeral dum rei nagô (Hekel Tavares e Murilo Araújo), Viola quebrada (Mário de Andrade) e Mineiro tá me chamano (Zé do Norte).

Em seguida lançou os LPs Canta Inezita, Coisas do meu Brasil e Lá vem o Brasil. Nessa época, Jean Louis Barrault, Marian Anderson, Vittorio Gassmann e Roberto Inglez, em visita ao Brasil, levaram seus discos para a Europa, onde foram divulgados nas principais emissoras. Seus dois LPs seguintes foram Vamos falar de Brasil e Inesita apresenta, ainda pela Copacabana, reunindo neste último composições de Babi de Oliveira, Juraci Silveira, Zica Bergami, Leyde Olivé e Edvina de Andrade, do folclore baiano, mineiro e paulista.

Em 1956 publicou seu livro Roteiro de um violão. Em 1960, lançou o LP Eu me agarro na viola (Copacabana), faixa de abertura do disco, além de Leilão (Hekel Tavares e Joraci Camargo), A moda da mula preta (Raul Torres e João Pacífico), Bonde do Camarão (Cornélio Pires e Mariano Silva) e Canção da guitarra (Marcelo Tupinambá e Aplecina do Carmo).

Em 1961 lançou o Lp Inezita Barroso, com Casa de caboclo (Hekel Tavares e Luiz Peixoto), Viola quebrada, regravação do seu primeiro LP, Tambá-Tajá (Waldemar Henrique), Roda carreta (Paulo Ruschel) e Carreteiro (Barbosa Lessa).

Em 1968, lançou o LP O Melhor de Inezita, com Banzo e Funeral dum rei nagô, regravações do seu primeiro LP, O Hino dos fuzileiros navais, ou Cisne Branco (Antônio Manuel do Espírito Santo e Benedito X. de Macedo), Lampião de gás (Zica Bergami) e Moda da pinga (Laureano), os dois números mais populares.

Em 1969, lançou o LP Clássicos da música caipira, volume 1, cujas composições de destaque são: Chico Mineiro (Francisco Ribeiro e Tonico), Do lado que o vento vai (Raul Torres), Baldrana macia (Anacleto Rosas Júnior e Arlindo Pinto), Sertão do Laranjinha (adaptação de Tonico e Tinoco e Capitão Furtado) e Pingo d'água (Raul Torres e João Pacífico). Nesse mesmo ano ganhou troféu do I Festival de Folclore Sul-Americano, em Salinas, Uruguai.

Em 1970 lançou o LP Modinhas, onde se destacam as composições Canção da felicidade (Barroso Neto e Nosor Sanches) e Conselhos (Carlos Gomes). Ainda neste ano produziu um documentário que representou o Brasil na Expo-70, no Japão. Em 1972 lançou o volume dois dos Clássicos da música caipira, com Rio de lágrimas (Piraci, Lourival dos Santos e Tião Carreiro), Divino Espírito Santo (Canhotinho e Torrinha), Destinos iguais (Capitão Furtado e Laureano) e Rei do Café (Carreirinho e Teddy Vieira).

Em 1975, lançou o LP Inezita em todos os cantos, com Negrinho do pastoreio (Barbosa Lessa), Asa branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e números folclóricos recolhidos na Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Fez programas especiais para o Uruguai, Paraguai, EUA, Israel, antiga U.R.S.S., França e Itália.

Tem mais de 70 discos gravados, entre 78 rpm, LPs e CDs; recentemente gravou CDs com o violeiro Roberto Côrrea e a Orquestra de Violas de São José dos Campos. Desde os anos 70 comanda o programa `Viola, Minha Viola", exibido até hoje pela TV Cultura.