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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tu qué tomá meu nome

Araci Cortes
Tu qué tomá meu nome (samba, 1929) -  Ary Barroso e Olegário Mariano

Título da música: Tu qué tomá meu nome / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci Cortes / Compositores:  Barroso, Ary - Mariano, Olegário / Gravadora Odeon / Número do Álbum 10446 / Data de Gravação 00/1929 / Data de Lançamento 00/1929 / Lado A / Acervo Humberto Franceschi / Rotações Disco 78 rpm:


Por Deus, me deixa sossegado
Tu que tomou meu nome
Mas meu nome eu não te dou
Eu gosto é de levar pancada
E até de passar fome

Por amor do meu amor
Pra esse home eu esquecer
Estou dando pra beber
Estou dando pra roubar
Se a polícia me prender

Já sei que foi você
Que foi me denunciar

Não faz isso assim, não
Tenha compaixão, sim
Não queira me encrencar
Mulher malvada e má
Você me deixa a vida desgraçada

Não faz isso assim, não
Tenha compaixão, sim
Não queira me encrencar
Nem me prender, porque

Tu qué tomá meu nome

Araci Cortes
Tu qué tomá meu nome (samba, 1929) -  Ary Barroso e Olegário Mariano

Título da música: Tu qué tomá meu nome / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci Cortes / Compositores:  Barroso, Ary - Mariano, Olegário / Gravadora Odeon / Número do Álbum 10446 / Data de Gravação 00/1929 / Data de Lançamento 00/1929 / Lado A / Acervo Humberto Franceschi / Rotações Disco 78 rpm:


Por Deus, me deixa sossegado
Tu que tomou meu nome
Mas meu nome eu não te dou
Eu gosto é de levar pancada
E até de passar fome

Por amor do meu amor
Pra esse home eu esquecer
Estou dando pra beber
Estou dando pra roubar
Se a polícia me prender

Já sei que foi você
Que foi me denunciar

Não faz isso assim, não
Tenha compaixão, sim
Não queira me encrencar
Mulher malvada e má
Você me deixa a vida desgraçada

Não faz isso assim, não
Tenha compaixão, sim
Não queira me encrencar
Nem me prender, porque

quarta-feira, 5 de março de 2008

Meu Brasil

Meu Brasil (canção, 1932) - Pedro de Sá Pereira e Olegário Mariano
Vicente Celestino

A minha terra,
Tesouros mil, no seio encerra
E linda e pura
Como no mundo não existe igual
Tanta fartura
A natureza, o céu a reflorir
Tem a ventura
Tem o condão de seduzir
Tem o condão de seduzir

A minha terra
Tesouros mil no seio encerra
Mulher amada
Abençoada por seu povo
No Mundo Novo
Não há quem tenha tal fulgor
Tanta riqueza
Tanto encanto e tanto amor

Diante de ti, Brasil
Meu céu azul, de anil
Não há no mundo alguém
Que não te queira bem
A natureza jogou em ti em luz
Tanta beleza
Que ninguém pode admirar
Sem se ajoelhar

Diante de ti, Brasil
Meu céu azul, de anil
Não há no mundo alguém
Que não te queira bem
A natureza jogou em ti sem ver
Tanta beleza
Que ninguém pode entender
Meu Brasil de um céu de anil

Meu Brasil

Meu Brasil (canção, 1932) - Pedro de Sá Pereira e Olegário Mariano
Vicente Celestino

A minha terra,
Tesouros mil, no seio encerra
E linda e pura
Como no mundo não existe igual
Tanta fartura
A natureza, o céu a reflorir
Tem a ventura
Tem o condão de seduzir
Tem o condão de seduzir

A minha terra
Tesouros mil no seio encerra
Mulher amada
Abençoada por seu povo
No Mundo Novo
Não há quem tenha tal fulgor
Tanta riqueza
Tanto encanto e tanto amor

Diante de ti, Brasil
Meu céu azul, de anil
Não há no mundo alguém
Que não te queira bem
A natureza jogou em ti em luz
Tanta beleza
Que ninguém pode admirar
Sem se ajoelhar

Diante de ti, Brasil
Meu céu azul, de anil
Não há no mundo alguém
Que não te queira bem
A natureza jogou em ti sem ver
Tanta beleza
Que ninguém pode entender
Meu Brasil de um céu de anil

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Tutu Marambá

Em 1929 Joubert de Carvalho mostrou para Olegário Mariano as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições.

Tutu Marambá (canção, 1929), Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...

No seu berço de renda
Com brocardo de oiro
Os olhinhos redondos
De tanta alegria!
Ele olha a vida
Como quem olha um tesoiro
Meu filho
É o mais lindo dessa freguesia!
Gastão Formenti

O filho da coruja
A boquinha em rosa
A mãozinha suja
Com os dedinhos gordos
Já dá adeus!

Fala uma língua que ninguém compreende
Toda a gente que o vê se surpreende
Tão bonitinho
Benza Deus!

É redondo
Como uma bola
O seu polichinelo
Como um grande riso
A única cousa que o consola:
Meu filho é o meu melhor sorriso...

De noite clara
Anda lá fora
O luar entra no quarto mais lindo
Com a expressão angélica de beijar
Ronda o berço
O menino está dormindo
Então a vó de maldizente
Vai cantando no finalmente:

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...

Tutu Marambá

Em 1929 Joubert de Carvalho mostrou para Olegário Mariano as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições.

Tutu Marambá (canção, 1929), Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...

No seu berço de renda
Com brocardo de oiro
Os olhinhos redondos
De tanta alegria!
Ele olha a vida
Como quem olha um tesoiro
Meu filho
É o mais lindo dessa freguesia!
Gastão Formenti

O filho da coruja
A boquinha em rosa
A mãozinha suja
Com os dedinhos gordos
Já dá adeus!

Fala uma língua que ninguém compreende
Toda a gente que o vê se surpreende
Tão bonitinho
Benza Deus!

É redondo
Como uma bola
O seu polichinelo
Como um grande riso
A única cousa que o consola:
Meu filho é o meu melhor sorriso...

De noite clara
Anda lá fora
O luar entra no quarto mais lindo
Com a expressão angélica de beijar
Ronda o berço
O menino está dormindo
Então a vó de maldizente
Vai cantando no finalmente:

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Hula

Hula (valsa, 1929) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

Ao teu olhar
Meu coração incendeia
Abrindo em luz
LP Paulo Tapajós 1972
As cadeias do amor
Mas quem sabe se o tempo
Faz apagar a maldição da minha dor

Hula, Hula
Quanta saudade
Teus olhos parados invade

Hula, Hula
Fala baixinho
E deixa eu seguir meu caminho

Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
O beijo que nunca te dei

Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
O beijo que nunca te dei

Hula

Hula (valsa, 1929) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

Ao teu olhar
Meu coração incendeia
Abrindo em luz
LP Paulo Tapajós 1972
As cadeias do amor
Mas quem sabe se o tempo
Faz apagar a maldição da minha dor

Hula, Hula
Quanta saudade
Teus olhos parados invade

Hula, Hula
Fala baixinho
E deixa eu seguir meu caminho

Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
O beijo que nunca te dei

Tudo na vida eu farei
Para dar-te um dia
O beijo que nunca te dei

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Arrependimento (Gastão Lamounier)

Arrependimento (tango, 1929)
Gastão Lamounier e Olegário Mariano

Meu amor, porque pensas ainda em mim ?
Não chores a vida passada,
Porque todo romance tem fim...

Teu olhar, quando vejo cair no meu,
O que sinto não posso dizer-te,
Porque minha voz na garganta morreu...

Hoje em dia, eu vivo sozinho,
Recordando o calor que te dei,
Ao invés de saudade ou carinho,
Tenho horror de lembrar que te amei !

Se ainda falo da antiga promessa,
Que tua boca, tremendo, dizia,
É que nunca supus que hoje em dia,
Se esquecesse um amor tão depressa

Guarda bem, na lembrança e no ouvido,
O que penso, ao lembrar-me de ti,
Não recordo teu beijo, fanado e esquecido,
Nem lamento este amor que perdi !

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Zíngara

Zíngara (canção-rumba, 1931) -
Joubert de Carvalho e Olegário Mariano
Gastão Formenti

Vem, ó cigana bonita / Ver o meu destino
Que mistérios tem / Tu com os olhos
De quem vê no acaso / O amor da gente
Põe nas minhas mãos / O teu olhar ardente
E procura desvendar / No meu segredo a dor,
Cigana, do meu amor.

Mas nunca digas, / Ó zíngara,
Que ilusão me espera, / Qual o meu futuro.
Só àquela por quem / Vou vivendo assim à toa
Tu dirás se a sorte / Será má ou boa
Para que ela venha / Consolar-me um dia a dor
Cigana, do meu amor.

De papo pro Á

Em 1931, os românticos Joubert de Carvalho e Olegário Mariano realizaram uma incursão na área sertaneja com o cateretê "De Papo pro Á". A composição expõe com muita graça a "filosofia" de um caipira esperto que leva a vida pescando e "tocando viola de papo pro á".

Curiosamente, este cateretê vem pelos anos afora sendo cantado com um erro na letra. O fato foi descoberto nos anos cinqüenta pelo pesquisador Paulo Tapajós, que estranhava os versos: "Se compro na feira feijão, rapadura / pra que trabalhar?". Quem compra geralmente trabalha... Foi o próprio Olegário quem lhe esclareceu: "o verso correto é 'se ganho na feira feijão, rapadura'. Acontece que, na primeira gravação, Gastão Formenti cantou 'se compro', cristalizando-se o erro a partir desse disco".

De Papo Pro Á (cateretê, 1931) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano

LP Paulo Tapajós 1972
E
Não quero outra vida
B7
Pescando no rio de Gereré
Tem peixe bom
Tem siri patola
E
De dá com o pé
B7
Quando no terreiro
Faz noite de luá
E vem a saudade
Me atormentá
Eu me vingo dela
Tocando viola
E B7 E B7 E
De papo pro á

Se compro na feira
Feijão, rapadura,
B7
Pra que trabaiá
Eu gosto do rancho
O homem não deve
E
Se amofiná

(refrão)

De papo pro Á

Joubert de Carvalho
Em 1931, os românticos Joubert de Carvalho e Olegário Mariano realizaram uma incursão na área sertaneja com o cateretê "De Papo pro Á". A composição expõe com muita graça a "filosofia" de um caipira esperto que leva a vida pescando e "tocando viola de papo pro á".

Curiosamente, este cateretê vem pelos anos afora sendo cantado com um erro na letra. O fato foi descoberto nos anos cinqüenta pelo pesquisador Paulo Tapajós, que estranhava os versos: "Se compro na feira feijão, rapadura / pra que trabalhar?". Quem compra geralmente trabalha... Foi o próprio Olegário quem lhe esclareceu: "o verso correto é 'se ganho na feira feijão, rapadura'. Acontece que, na primeira gravação, Gastão Formenti cantou 'se compro', cristalizando-se o erro a partir desse disco".

De Papo Pro Á (cateretê, 1931) - Joubert de Carvalho e Olegário Mariano
LP Paulo Tapajós 1972
E
Não quero outra vida
B7
Pescando no rio de Gereré
Tem peixe bom
Tem siri patola
E
De dá com o pé
B7
Quando no terreiro
Faz noite de luá
E vem a saudade
Me atormentá
Eu me vingo dela
Tocando viola
E B7 E B7 E
De papo pro á

Se compro na feira
Feijão, rapadura,
B7
Pra que trabaiá
Eu gosto do rancho
O homem não deve
E
Se amofiná

(refrão)

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Olegário Mariano

Olegário Mariano (Olegário Mariano Carneiro da Cunha), poeta, nasceu no Recife PE 24/3/1889, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 28/11/1958. Aos oito anos transferiu-se para o Rio de Janeiro, indo residir na Rua Conde de Baependi, entre os bairros do Catete e Laranjeiras, perto de um teatro de operetas, onde se deu seu primeiro contato com o meio artístico.

Dedicou-se à literatura, tendo publicado o primeiro livro de versos, Ângelus, aos doze anos, iniciando obra volumosa em que se destacavam Xlll Sonetos (1912), Água corrente (1917) e Últimas cigarras (1920). Em 1926 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Muito popular e conhecido como O poeta das cigarras, também dono de cartório, inspetor do ensino secundário, censor de teatro, constituinte eleito em 1933 e encarregado de algumas missões diplomáticas, teve seu busto inaugurado em 1938, no Passeio Público.

No ano anterior, em concurso da revista Fon-Fon, com votos dos intelectuais, recebeu o título de Príncipe dos poetas brasileiros, sucedendo a Alberto de Oliveira. Jaime Ovalle musicou sua poesia Seu Zé Raimundo, primeira a ser gravada por Patrício Teixeira, em 1926.

Em 1928, outras foram musicadas por Hekel Tavares, tendo também declamado em discos seus poemas Duas sombras, O soldadinho que passa e Meu Brasil, o mesmo fazendo o ator Procópio Ferreira com Kremesse, Intriga , O flirt e Telefonema.

Em 1929 Joubert de Carvalho lhe mostrou as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições. Dentre elas a valsa Hula (1929), o cateretê De papo pro ar (1931) e a canção Zíngara (1931), gravadas por Gastão Formenti; o fox-blue Dor de Recordar (1929), gravada por Francisco Alves; as marchas Absolutamente (1931) e Se você quer (1931) e o fox-canção Bom-dia, meu amor (1933), gravadas por Carmen Miranda.

Também foram seus parceiros, entre outros, Hekel Tavares (Sapo cururu, acalanto, gravação de Francisco Alves, 1929), Ary Barroso (Tu qué tomá meu home, samba, gravação de Araci Cortes, 1929), Gastão Lamounier (Arrependimento, valsa, gravação de Gastão Formenti, 1929).

De 1926 a 1935, teve gravadas sete declamações e 42 músicas, e deixou outras apenas editadas. Para o teatro de revista escreveu em 1929 Laranja da China e Vamos deixar de intimidade, e, em 1930, Brasil maior. Com Cláudio de Sousa escreveu, em 1933, o libreto da opereta Mariúsa (música de Joubert de Carvalho).

Olegário Mariano

Olegário Mariano (Olegário Mariano Carneiro da Cunha), poeta, nasceu no Recife PE 24/3/1889, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 28/11/1958. Aos oito anos transferiu-se para o Rio de Janeiro, indo residir na Rua Conde de Baependi, entre os bairros do Catete e Laranjeiras, perto de um teatro de operetas, onde se deu seu primeiro contato com o meio artístico.

Dedicou-se à literatura, tendo publicado o primeiro livro de versos, Ângelus, aos doze anos, iniciando obra volumosa em que se destacavam Xlll Sonetos (1912), Água corrente (1917) e Últimas cigarras (1920). Em 1926 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Muito popular e conhecido como O poeta das cigarras, também dono de cartório, inspetor do ensino secundário, censor de teatro, constituinte eleito em 1933 e encarregado de algumas missões diplomáticas, teve seu busto inaugurado em 1938, no Passeio Público.

No ano anterior, em concurso da revista Fon-Fon, com votos dos intelectuais, recebeu o título de Príncipe dos poetas brasileiros, sucedendo a Alberto de Oliveira. Jaime Ovalle musicou sua poesia Seu Zé Raimundo, primeira a ser gravada por Patrício Teixeira, em 1926.

Em 1928, outras foram musicadas por Hekel Tavares, tendo também declamado em discos seus poemas Duas sombras, O soldadinho que passa e Meu Brasil, o mesmo fazendo o ator Procópio Ferreira com Kremesse, Intriga , O flirt e Telefonema.

Em 1929 Joubert de Carvalho lhe mostrou as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu Marambá, gravadas por Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições. Dentre elas a valsa Hula (1929), o cateretê De papo pro ar (1931) e a canção Zíngara (1931), gravadas por Gastão Formenti; o fox-blue Dor de Recordar (1929), gravada por Francisco Alves; as marchas Absolutamente (1931) e Se você quer (1931) e o fox-canção Bom-dia, meu amor (1933), gravadas por Carmen Miranda.

Também foram seus parceiros, entre outros, Hekel Tavares (Sapo cururu, acalanto, gravação de Francisco Alves, 1929), Ary Barroso (Tu qué tomá meu home, samba, gravação de Araci Cortes, 1929), Gastão Lamounier (Arrependimento, valsa, gravação de Gastão Formenti, 1929).

De 1926 a 1935, teve gravadas sete declamações e 42 músicas, e deixou outras apenas editadas. Para o teatro de revista escreveu em 1929 Laranja da China e Vamos deixar de intimidade, e, em 1930, Brasil maior. Com Cláudio de Sousa escreveu, em 1933, o libreto da opereta Mariúsa (música de Joubert de Carvalho).