
Olegário Mariano (Olegário Mariano Carneiro da Cunha), poeta, nasceu no Recife PE 24/3/1889, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 28/11/1958. Aos oito anos transferiu-se para o Rio de Janeiro, indo residir na Rua Conde de Baependi, entre os bairros do Catete e Laranjeiras, perto de um teatro de operetas, onde se deu seu primeiro contato com o meio artístico.
Dedicou-se à literatura, tendo publicado o primeiro livro de versos, Ângelus, aos doze anos, iniciando obra volumosa em que se destacavam Xlll Sonetos (1912), Água corrente (1917) e Últimas cigarras (1920). Em 1926 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Muito popular e conhecido como O poeta das cigarras, também dono de cartório, inspetor do ensino secundário, censor de teatro, constituinte eleito em 1933 e encarregado de algumas missões diplomáticas, teve seu busto inaugurado em 1938, no Passeio Público.
No ano anterior, em concurso da revista Fon-Fon, com votos dos intelectuais, recebeu o título de Príncipe dos poetas brasileiros, sucedendo a Alberto de Oliveira. Jaime Ovalle musicou sua poesia Seu Zé Raimundo, primeira a ser gravada por Patrício Teixeira, em 1926.
Em 1928, outras foram musicadas por
Hekel Tavares, tendo também declamado em discos seus poemas
Duas sombras,
O soldadinho que passa e
Meu Brasil, o mesmo fazendo o ator Procópio Ferreira com
Kremesse,
Intriga ,
O flirt e
Telefonema.
Em 1929
Joubert de Carvalho lhe mostrou as melodias para dois poemas seus, o
Cai, cai, balão e
Tutu Marambá, gravadas por
Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições. Dentre elas a valsa
Hula (1929), o cateretê
De papo pro ar (1931) e a canção
Zíngara (1931), gravadas por Gastão Formenti; o fox-blue
Dor de Recordar (1929), gravada por
Francisco Alves; as marchas
Absolutamente (1931) e
Se você quer (1931) e o fox-canção
Bom-dia, meu amor (1933), gravadas por
Carmen Miranda.
Também foram seus parceiros, entre outros, Hekel Tavares (
Sapo cururu, acalanto, gravação de Francisco Alves, 1929),
Ary Barroso (
Tu qué tomá meu home, samba, gravação de
Araci Cortes, 1929),
Gastão Lamounier (
Arrependimento, valsa, gravação de Gastão Formenti, 1929).
De 1926 a 1935, teve gravadas sete declamações e 42 músicas, e deixou outras apenas editadas. Para o teatro de revista escreveu em 1929 Laranja da China e Vamos deixar de intimidade, e, em 1930, Brasil maior. Com Cláudio de Sousa escreveu, em 1933, o libreto da opereta Mariúsa (música de Joubert de Carvalho).