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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O importante é ser fevereiro

O importante é ser fevereiro  (samba, 1973) -Wando e Nilo Amaro

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Vem amor
Enxugue as lágrimas dos olhos seus
Deixe o passado pelo amor de Deus
Tristeza aqui não tem lugar
Pra que chorar

Olha amor
A praça toda iluminada
Tem tanta gente nas calçadas
Meu bloco tem que desfilar

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

Vem amor
Enxugue as lágrimas dos olhos seus
Deixe o passado pelo amor de Deus
Tristeza aqui não tem lugar
Pra que chorar amor

Olha amor
A praça toda iluminada
Tem tanta gente nas calçadas
Meu bloco tem que desfilar

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

O importante e ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

O importante é ser fevereiro

Wando
O importante é ser fevereiro  (samba, 1973) -Wando e Nilo Amaro

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Vem amor
Enxugue as lágrimas dos olhos seus
Deixe o passado pelo amor de Deus
Tristeza aqui não tem lugar
Pra que chorar

Olha amor
A praça toda iluminada
Tem tanta gente nas calçadas
Meu bloco tem que desfilar

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

Vem amor
Enxugue as lágrimas dos olhos seus
Deixe o passado pelo amor de Deus
Tristeza aqui não tem lugar
Pra que chorar amor

Olha amor
A praça toda iluminada
Tem tanta gente nas calçadas
Meu bloco tem que desfilar

O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar
O importante é ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

Laiá, laiá, laiá, laiá,
Laiá, laiá, laiá, laiá,

O importante e ser fevereiro
E ter carnaval pra gente sambar

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Orgulho de um sambista

Orgulho de um sambista (1973) - Gilson de Souza
       Am
Você falou
B7
Que junto de mim não mais desfilava
Dm E7
Se a minha escola perdesse
Am B7 E7
Você nem ligava
Am C
Ensaiei, fiz meu samba-enredo
Dm
Pra minha escola ganhar
G7
E na ala de porta-bandeira
C E7
Você não quis desfilar
Am
O meu povo inteiro chorou
Dm
E você sorria
G7
Pois trocou nossa escola de tempos
C E7
Por um simples amor de três dias
Dm A7
Sufoquei minha dor em sorrisos
Dm
Pra não chorar
E7 Am B7 E7
Tudo isso ajudou minha escola a ganhar
Am
Esse orgulho vou levar comigo
B7
Pro resto da vida
Dm E7
Me contaram que você chorou
Am E7
Quando eu passei na avenida
Am C
Viu outra de porta-bandeira
Dm
Desfilando em seu lugar
G7
Comissão julgadora presente
C E7
Falou que meu samba ia ganhar
A Bm Dbm Gb7
Meu bem, o azar foi seu
Bm
Ganhei o carnaval
E7 A Bm E7
E você me perdeu, e me perdeu

Orgulho de um sambista

Orgulho de um sambista (1973) - Gilson de Souza
       Am
Você falou
B7
Que junto de mim não mais desfilava
Dm E7
Se a minha escola perdesse
Am B7 E7
Você nem ligava
Am C
Ensaiei, fiz meu samba-enredo
Dm
Pra minha escola ganhar
G7
E na ala de porta-bandeira
C E7
Você não quis desfilar
Am
O meu povo inteiro chorou
Dm
E você sorria
G7
Pois trocou nossa escola de tempos
C E7
Por um simples amor de três dias
Dm A7
Sufoquei minha dor em sorrisos
Dm
Pra não chorar
E7 Am B7 E7
Tudo isso ajudou minha escola a ganhar
Am
Esse orgulho vou levar comigo
B7
Pro resto da vida
Dm E7
Me contaram que você chorou
Am E7
Quando eu passei na avenida
Am C
Viu outra de porta-bandeira
Dm
Desfilando em seu lugar
G7
Comissão julgadora presente
C E7
Falou que meu samba ia ganhar
A Bm Dbm Gb7
Meu bem, o azar foi seu
Bm
Ganhei o carnaval
E7 A Bm E7
E você me perdeu, e me perdeu

terça-feira, 16 de junho de 2009

Bloco da solidão

Bloco da solidão (marcha-rancho/carnaval, 1971) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Introd.: Fm        Bb7   Eb7      Ab7
Laia laia laia laia laia laia
D7 G7 Cm
La laia laia la laia
Cm
Angústia solidão
G/B
Um triste adeus em cada mão
Bbm7
Lá vai meu bloco vai
F/A
Só desse jeito é que ele sai
Fm7 Bb7 Eb7M
Na frente sigo eu levo um estandarte
D7
De um amor do amor que se perdeu
G5+
No carnaval lá vai meu bloco
Cm
E lá vou eu também
G/B
Mais uma vez sem ter ninguém
Bbm7 F/A
No sábado e domingo segunda e terça-feira
Fm F#° Cm/G
E quarta-feira vem o ano inteiro
Ab7M Dm7/5- G5+
É todo assim por isso quando eu passar
Cm
Batam palmas pra mim
Bb7
Aplaudam quem sorrir
Eb7M
Trazendo lágrimas no olhar
Bbm7 C7
Merecem uma homenagem
Fm7
Quem tem forças pra cantar
F#° Cm/G
Tão grande a minha dor pede passagem
Ab7M D7
Quando sai comigo só
G7 Cm C7
Lá vai meu bloco vai
Fm Bb7 Eb7 Ab7
Laia laia laia laia laia laia
D7 G7 Cm
La laia laia la laia la ia

Bloco da solidão

Bloco da solidão (marcha-rancho/carnaval, 1971) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Introd.: Fm        Bb7   Eb7      Ab7
Laia laia laia laia laia laia
D7 G7 Cm
La laia laia la laia
Cm
Angústia solidão
G/B
Um triste adeus em cada mão
Bbm7
Lá vai meu bloco vai
F/A
Só desse jeito é que ele sai
Fm7 Bb7 Eb7M
Na frente sigo eu levo um estandarte
D7
De um amor do amor que se perdeu
G5+
No carnaval lá vai meu bloco
Cm
E lá vou eu também
G/B
Mais uma vez sem ter ninguém
Bbm7 F/A
No sábado e domingo segunda e terça-feira
Fm F#° Cm/G
E quarta-feira vem o ano inteiro
Ab7M Dm7/5- G5+
É todo assim por isso quando eu passar
Cm
Batam palmas pra mim
Bb7
Aplaudam quem sorrir
Eb7M
Trazendo lágrimas no olhar
Bbm7 C7
Merecem uma homenagem
Fm7
Quem tem forças pra cantar
F#° Cm/G
Tão grande a minha dor pede passagem
Ab7M D7
Quando sai comigo só
G7 Cm C7
Lá vai meu bloco vai
Fm Bb7 Eb7 Ab7
Laia laia laia laia laia laia
D7 G7 Cm
La laia laia la laia la ia

domingo, 22 de julho de 2007

Deixa isso pra lá

O samba “Deixa Isso pra Lá”, que tornou conhecido Jair Rodrigues, tem apenas uma metade cantada, sendo a outra falada. Por isso era “música para ser vista”, pois ao recitar sua primeira parte — “Deixa que digam / que pensem / que falem / deixa isso pra lá / vem pra cá / o que é que tem / eu não estou fazendo nada / você também...” — Jair aproximava-se da platéia gingando e gesticulando com a mão direita espalmada. Esta encenação, um tanto maliciosa, foi a razão do sucesso.

Musicalmente inexpressivo, “Deixa Isso pra Lá” é, pode-se dizer, um rap precursor em ritmo de samba (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Deixa isso pra lá (samba, 1964) - Alberto Paz e Edson Menezes

Deixa que digam
Que pensem
Que falem

Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem
Eu não estou fazendo nada
Você tambem
Faz mal bater um papo
Assim gostoso com alguém ?

Vai, vai, por mim
Balanço de amor, é assim
Mãozinhas com mãozinhas pra lá
Beijinhos com beijinhos pra cá

Vem balançar
Amor é balanceiro meu bem
Só vai no meu balanço que tem
Carinho pra dar

Deixa isso pra lá

O samba “Deixa Isso pra Lá”, que tornou conhecido Jair Rodrigues, tem apenas uma metade cantada, sendo a outra falada. Por isso era “música para ser vista”, pois ao recitar sua primeira parte — “Deixa que digam / que pensem / que falem / deixa isso pra lá / vem pra cá / o que é que tem / eu não estou fazendo nada / você também...” — Jair aproximava-se da platéia gingando e gesticulando com a mão direita espalmada. Esta encenação, um tanto maliciosa, foi a razão do sucesso.

Musicalmente inexpressivo, “Deixa Isso pra Lá” é, pode-se dizer, um rap precursor em ritmo de samba (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Deixa isso pra lá (samba, 1964) - Alberto Paz e Edson Menezes

Deixa que digam
Que pensem
Que falem

Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem
Eu não estou fazendo nada
Você tambem
Faz mal bater um papo
Assim gostoso com alguém ?

Vai, vai, por mim
Balanço de amor, é assim
Mãozinhas com mãozinhas pra lá
Beijinhos com beijinhos pra cá

Vem balançar
Amor é balanceiro meu bem
Só vai no meu balanço que tem
Carinho pra dar

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Jair Rodrigues

Jair Rodrigues

O cantor Jair Rodrigues (Jair Rodrigues de Oliveira) nasceu em Igarapava, São Paulo, em 06/2/1939. Em criança, cantava hinos sacros na igreja de Nova Europa SP, para onde se mudara com um ano de idade. Trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate, antes de se apresentar várias vezes num programa de calouros, em São Carlos SP, em 1958.

Transferiu-se então, para São Paulo, trabalhando na Alfaiataria Primor como ajudante. Depois de classificar-se em primeiro lugar como calouro no Programa de Cláudio de Luna, na Rádio Cultura, começou a cantar nas boates paulistas Asteca, Urca, São Bento, Djalma e La Vie en Rose.

Em 1962 estreou na Rádio Tupi, em São Paulo, e gravou pela Philips, especialmente para ser tocada pela Rádio Record, a música Marechal da vitória (Alfredo Borba), dedicada a Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira que foi bicampeã mundial de futebol. Lançou ainda um compacto simples pela mesma gravadora, com Balada do homem sem Deus (Fernando César e Agostinho dos Santos) e Coincidência (Venâncio e Corumbá).

No ano seguinte, gravou na Philips seu primeiro LP O samba como ele é, e por volta de 1964, quando se apresentava na boate paulista Stardust, conheceu Alberto Paz e Edson Meneses, compositores de Deixa isso pra lá, música que, ao ser gravada em 1964, no LP Vou de samba com você (Philips), se tornou grande sucesso, lançando seu nome nas paradas de disco.

Em abril do ano seguinte, foi convidado às pressas pelo produtor Walter Silva para participar de um show no Teatro Paramount, em São Paulo, substituindo Baden Powell. Participou do espetáculo, ao lado de Elis Regina e do Jongo Trio, sendo pouco depois lançado o LP Dois na bossa, gravado ao vivo nessa ocasião pela Philips e que se tornou um dos LPs mais vendidos no Brasil.

Com Elis Regina, foi contratado em maio de 1965 pela TV Record, de São Paulo, para o programa O Fino da Bossa, no qual os dois funcionavam como intérpretes principais e apresentadores. Defendeu ao lado do Trio Marayá (vocal) e Trio Novo (instrumental), no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, em 1966, a música Disparada (Geraldo Vandré e Teo de Barros), incluída no seu LP O sorriso do Jair, dividindo o primeiro lugar com A banda(Chico Buarque). Nesse ano, lançou pela Philips um de seus maiores sucessos, o samba Tristeza (Niltinho e Haroldo Lobo).

Ao lado de Elis Regina e do Zimbo Trio, excursionou, no ano seguinte, por Portugal (Cassino Estoril), Argentina (Teatro Famoso), Angola (Cine Ávis) e ainda pelo Uruguai e Brasil. Com Elis, gravou ao vivo ainda mais dois volumes na série Dois na bossa (1966 e 1967) e lançou sozinho o LP Jair, que incluía o samba Triste madrugada (Jorge Costa), que fez muito sucesso.

Sua primeira composição foi Na brincadeira do mundo, feita em 1969 com Carlos Odilon e incluida no mesmo ano no LP Jair de todos os sambas, no qual outro grande sucesso foi Casa de bamba (Martinho da Vila).

Em 1971, com Os Originais do Samba, apresentou- se no MIDEM, em Cannes, França, e em Estocolmo, Suécia, participando, no ano seguinte, do Festival de Carnaval, do Waldorf Astoria, em New York, EUA. Em 1972, seu sucesso foi Tengo-tengo (ou Mangueira, minha querida madrinha), samba-enredo do Salgueiro, de Zuzuca, que repetiu o êxito do ano anterior, Festa para um rei negro, do mesmo autor e escola.

Ainda em 1972, sua composição Se Deus quiser (com Wando) foi gravada em seu LP Com a corda toda. Tendo gravado novos LPs em 1973 (Orgulho de um sambista) e 1974 (Abra um sorriso novamente e Jair Rodrigues dez anos depois), participou novamente do MIDEM, em 1975, ano em que cantou no Teatro Olympia, em Paris, França, espetáculo de que resultou um disco gravado ao vivo. No mesmo ano, gravou seu 17° LP Eu sou o samba, que incluía Vai, meu samba (Ari do Cavaco e Otacílio de Sousa).

Nas décadas seguintes continuou sendo um dos cantores que mais vendeu discos no Brasil, gravando: Minha hora e vez (1976); Estou com o samba e não abro (1977); Pisei chão (1978); Couro comendo e Antologia da seresta n 1 (1979); Estou lhe devendo um sorriso (1980); Antologia da seresta n 2 e Alegria de um povo (1981); Jair Rodrigues de Oliveira (1982); Carinhoso (1983); Luzes do prazer (1984); Jair Rodrigues (1985); Jair Rodrigues (1988); Lamento sertanejo (1991); Viva meu samba (1994); Eu sou (1996).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Jair Rodrigues

Jair Rodrigues

O cantor Jair Rodrigues (Jair Rodrigues de Oliveira) nasceu em Igarapava, São Paulo, em 06/2/1939. Em criança, cantava hinos sacros na igreja de Nova Europa SP, para onde se mudara com um ano de idade. Trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate, antes de se apresentar várias vezes num programa de calouros, em São Carlos SP, em 1958.

Transferiu-se então, para São Paulo, trabalhando na Alfaiataria Primor como ajudante. Depois de classificar-se em primeiro lugar como calouro no Programa de Cláudio de Luna, na Rádio Cultura, começou a cantar nas boates paulistas Asteca, Urca, São Bento, Djalma e La Vie en Rose.

Em 1962 estreou na Rádio Tupi, em São Paulo, e gravou pela Philips, especialmente para ser tocada pela Rádio Record, a música Marechal da vitória (Alfredo Borba), dedicada a Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira que foi bicampeã mundial de futebol. Lançou ainda um compacto simples pela mesma gravadora, com Balada do homem sem Deus (Fernando César e Agostinho dos Santos) e Coincidência (Venâncio e Corumbá).

No ano seguinte, gravou na Philips seu primeiro LP O samba como ele é, e por volta de 1964, quando se apresentava na boate paulista Stardust, conheceu Alberto Paz e Edson Meneses, compositores de Deixa isso pra lá, música que, ao ser gravada em 1964, no LP Vou de samba com você (Philips), se tornou grande sucesso, lançando seu nome nas paradas de disco.

Em abril do ano seguinte, foi convidado às pressas pelo produtor Walter Silva para participar de um show no Teatro Paramount, em São Paulo, substituindo Baden Powell. Participou do espetáculo, ao lado de Elis Regina e do Jongo Trio, sendo pouco depois lançado o LP Dois na bossa, gravado ao vivo nessa ocasião pela Philips e que se tornou um dos LPs mais vendidos no Brasil.

Com Elis Regina, foi contratado em maio de 1965 pela TV Record, de São Paulo, para o programa O Fino da Bossa, no qual os dois funcionavam como intérpretes principais e apresentadores. Defendeu ao lado do Trio Marayá (vocal) e Trio Novo (instrumental), no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, em 1966, a música Disparada (Geraldo Vandré e Teo de Barros), incluída no seu LP O sorriso do Jair, dividindo o primeiro lugar com A banda(Chico Buarque). Nesse ano, lançou pela Philips um de seus maiores sucessos, o samba Tristeza (Niltinho e Haroldo Lobo).

Ao lado de Elis Regina e do Zimbo Trio, excursionou, no ano seguinte, por Portugal (Cassino Estoril), Argentina (Teatro Famoso), Angola (Cine Ávis) e ainda pelo Uruguai e Brasil. Com Elis, gravou ao vivo ainda mais dois volumes na série Dois na bossa (1966 e 1967) e lançou sozinho o LP Jair, que incluía o samba Triste madrugada (Jorge Costa), que fez muito sucesso.

Sua primeira composição foi Na brincadeira do mundo, feita em 1969 com Carlos Odilon e incluida no mesmo ano no LP Jair de todos os sambas, no qual outro grande sucesso foi Casa de bamba (Martinho da Vila).

Em 1971, com Os Originais do Samba, apresentou- se no MIDEM, em Cannes, França, e em Estocolmo, Suécia, participando, no ano seguinte, do Festival de Carnaval, do Waldorf Astoria, em New York, EUA. Em 1972, seu sucesso foi Tengo-tengo (ou Mangueira, minha querida madrinha), samba-enredo do Salgueiro, de Zuzuca, que repetiu o êxito do ano anterior, Festa para um rei negro, do mesmo autor e escola.

Ainda em 1972, sua composição Se Deus quiser (com Wando) foi gravada em seu LP Com a corda toda. Tendo gravado novos LPs em 1973 (Orgulho de um sambista) e 1974 (Abra um sorriso novamente e Jair Rodrigues dez anos depois), participou novamente do MIDEM, em 1975, ano em que cantou no Teatro Olympia, em Paris, França, espetáculo de que resultou um disco gravado ao vivo. No mesmo ano, gravou seu 17° LP Eu sou o samba, que incluía Vai, meu samba (Ari do Cavaco e Otacílio de Sousa).

Nas décadas seguintes continuou sendo um dos cantores que mais vendeu discos no Brasil, gravando: Minha hora e vez (1976); Estou com o samba e não abro (1977); Pisei chão (1978); Couro comendo e Antologia da seresta n 1 (1979); Estou lhe devendo um sorriso (1980); Antologia da seresta n 2 e Alegria de um povo (1981); Jair Rodrigues de Oliveira (1982); Carinhoso (1983); Luzes do prazer (1984); Jair Rodrigues (1985); Jair Rodrigues (1988); Lamento sertanejo (1991); Viva meu samba (1994); Eu sou (1996).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.