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terça-feira, 6 de julho de 2010

Délcio Carvalho

Délcio Carvalho, compositor e cantor, nasceu em Campos RJ em 09/03/1939. Seu pai, saxofonista da banda Lira de Apoio, ensinou-lhe as primeiras noções musicais. Mais tarde tornou-se cantor, apresentando se em conjuntos de baile e na Orquestra de Cicero Ferreira, ainda em Campos.

Após o serviço militar, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou de diversos programas de calouros. Trabalhando na Petrobrás durante o dia, à noite apresentava-se como cantor em conjuntos de baile e num cabaré em Caxias RJ, onde morava.

Começou a compor em fins da década de 1950, quando, em parceria com Daniel Pereira Santos Júnior, fez dois sambas: Dinheiro de pobre e Destino da saudade. Somente em 1968 uma música sua foi gravada: o samba Pingo de felicidade, em arranjo de iê-iê-iê, na voz de Christiane (selo Caravelle).

Em 1969 formou, com Rubem Confete, Caboclinho e outros sambistas, o conjunto Lá Vai Samba, que se apresentou em São Paulo SP nos festivais das televisões Record e Globo. Em 1971 tornou-se parceiro de Adeilton Alves de Sousa, compondo, entre outras, Esperanças perdidas, que foi gravada na Holanda, França e Suécia, no ano seguinte. Mais tarde, fez parceria com Ivone Lara, do G.R.E.S. Império Serrano, compondo em 1978 Sonho meu, um de seus maiores sucessos.

É sambista do G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense desde 1970. Em 1996 foi lançado seu segundo disco, Afinal, incluindo Coisas da Mangueira (com Cláudio Jorge), Chorei, confesso (com Ivone Lara), Afinal (com Ivor Lancelotti), entre outras.

Obras

Alvorecer (c/Ivone Lara), samba, 1974; Chorei, confesso (c/Ivone Lara), samba, 1996; Esperanças perdidas (c/Adeílton Alves de Sousa), 1971; Sonho meu (c/Ivone Lara), samba, 1978.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFOLHA.

Délcio Carvalho

Délcio Carvalho, compositor e cantor, nasceu em Campos RJ em 09/03/1939. Seu pai, saxofonista da banda Lira de Apoio, ensinou-lhe as primeiras noções musicais. Mais tarde tornou-se cantor, apresentando se em conjuntos de baile e na Orquestra de Cicero Ferreira, ainda em Campos.

Após o serviço militar, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou de diversos programas de calouros. Trabalhando na Petrobrás durante o dia, à noite apresentava-se como cantor em conjuntos de baile e num cabaré em Caxias RJ, onde morava.

Começou a compor em fins da década de 1950, quando, em parceria com Daniel Pereira Santos Júnior, fez dois sambas: Dinheiro de pobre e Destino da saudade. Somente em 1968 uma música sua foi gravada: o samba Pingo de felicidade, em arranjo de iê-iê-iê, na voz de Christiane (selo Caravelle).

Em 1969 formou, com Rubem Confete, Caboclinho e outros sambistas, o conjunto Lá Vai Samba, que se apresentou em São Paulo SP nos festivais das televisões Record e Globo. Em 1971 tornou-se parceiro de Adeilton Alves de Sousa, compondo, entre outras, Esperanças perdidas, que foi gravada na Holanda, França e Suécia, no ano seguinte. Mais tarde, fez parceria com Ivone Lara, do G.R.E.S. Império Serrano, compondo em 1978 Sonho meu, um de seus maiores sucessos.

É sambista do G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense desde 1970. Em 1996 foi lançado seu segundo disco, Afinal, incluindo Coisas da Mangueira (com Cláudio Jorge), Chorei, confesso (com Ivone Lara), Afinal (com Ivor Lancelotti), entre outras.

Obras

Alvorecer (c/Ivone Lara), samba, 1974; Chorei, confesso (c/Ivone Lara), samba, 1996; Esperanças perdidas (c/Adeílton Alves de Sousa), 1971; Sonho meu (c/Ivone Lara), samba, 1978.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFOLHA.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Esperanças perdidas

Os Originais do Samba
Esperanças perdidas (samba, 1972) - Adeilton Alves e Délcio Carvalho
Intr.: Dm Dm7 Gm Gm7 C7 F7+ Em5-/7 A7 
  Dm               D7                  Gm6
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
C7/5+ C7 F7+ A7
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
Dm D7 Gm6
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Em5-/7 A7 Dm A7
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
Dm              D7                  Gm6
Minha beleza encontro num samba que faço
C7/5+ C7 F7+ A7
Minha tristeza se torna um alegre cantar
Dm D7 Gm6
É que carrego um samba bem dentro do peito
Em5-/7 A7 Dm
Sem a cadência do samba não posso ficar
            A7                 Dm
Não posso ficar... eu juro que não
D7 Gm6
Não posso ficar... eu tenho razão
Em5-/7
Já fui batizado na roda de bamba
A7 Dm A7
O samba é a corda... eu sou a caçamba
   Dm                 D7             Gm6
Quantas noites de tristeza ele me consola
C7/5+ C7 F7+ A7
Tenho como testemunha a minha viola
Dm D7 Gm6
Ai... se me faltar o samba não sei que será
Em5-/7 A7 Dm
Sem a cadência do samba não posso ficar

Esperanças perdidas

Os Originais do Samba
Esperanças perdidas (samba, 1972) - Adeilton Alves e Délcio Carvalho
Intr.: Dm Dm7 Gm Gm7 C7 F7+ Em5-/7 A7 
  Dm               D7                  Gm6
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
C7/5+ C7 F7+ A7
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
Dm D7 Gm6
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Em5-/7 A7 Dm A7
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
Dm              D7                  Gm6
Minha beleza encontro num samba que faço
C7/5+ C7 F7+ A7
Minha tristeza se torna um alegre cantar
Dm D7 Gm6
É que carrego um samba bem dentro do peito
Em5-/7 A7 Dm
Sem a cadência do samba não posso ficar
            A7                 Dm
Não posso ficar... eu juro que não
D7 Gm6
Não posso ficar... eu tenho razão
Em5-/7
Já fui batizado na roda de bamba
A7 Dm A7
O samba é a corda... eu sou a caçamba
   Dm                 D7             Gm6
Quantas noites de tristeza ele me consola
C7/5+ C7 F7+ A7
Tenho como testemunha a minha viola
Dm D7 Gm6
Ai... se me faltar o samba não sei que será
Em5-/7 A7 Dm
Sem a cadência do samba não posso ficar

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Sonho meu

Compositora formada na tradição do jongo e do partido alto, que aprendeu com os sambistas da Serrinha, subúrbio do Rio, Dona Ivone Lara entrou, como foi dito, em 1965 para a ala de compositores de uma escola de samba, setor até então restrito à participação masculina. A partir de então ela ganhou prestígio como autêntica personagem da história do samba, autora e cantora não somente de sambas-enredo, mas de outras modalidades do gênero, figurando entre suas criações “Acreditar”, “Liberdade” e este excelente “Sonho Meu”, premiado como melhor música do ano.

“Sonho Meu” é um samba de melodia e versos apurados, cujo refrão surgiu de repente, numa ocasião em que Dona Ivone estava arrumando a casa: “Sonho meu, sonho meu / vai buscar quem mora longe, sonho meu...” Então, durante uns quinze dias não foi capaz de avançar com a composição, resolvendo convidar o parceiro Délcio Carvalho a fazer o resto da letra, mesmo sem a música. Porém, novamente de forma inesperada, a inspiração voltou, desencantando-se a seqüência da melodia. Em seguida, Délcio completou a letra: “Vai mostrar esta saudade / sonho meu / com a sua liberdade / sonho meu...”

Quando, num clima de mútua admiração, conheceu Maria Bethânia e soube de sua intenção de regravar algum samba seu, ofereceu-lhe vários inéditos, entre as quais “Sonho Meu”, que deveriam ser-lhes mostrados na casa da violonista Rosinha de Valença. Gal Costa também deveria ir a esse encontro, mas faltou, e Bethânia cantou “Sonho Meu”, em dupla com Zizi Possi. Menos de um mês depois, Dona Ivone ouviu surpreendida o seu samba cantado por Bethânia e Gal no rádio. É que ao conhecer “Sonho Meu”, Gal se antecipou a Zizi e o gravou com Bethânia no elepê Álibi (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Sonho meu (1979) - Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho
Tom: A

Introdução: A A6
 A        F#7     Bm7
Sonho meu, sonho meu
E7
Vai buscar que mora longe
A
Sonho meu
C#m7 C°
Vai mostrar esta saudade
Bm7
Sonho meu
E7
Com a sua liberdade
A
Sonho meu
Bm7
No meu céu a estrela guia se perdeu
E7 A
A madrugada fria só me traz melancolia
F#7
Sonho meu
Bm7 E7
Sinto o canto da noite
A
Na boca do vento
Bm7 E7
Fazer a dança das flores
A
No meu pensamento
A7 D
Traz a pureza de um samba
D#° C#m7
Sentido, marcado de mágoas de amor
F#7 Bm7
Um samba que mexe o corpo da gente
E7 A
E o vento vadio embalando a flor
E7
Sonho meu