Pressentimento (samba, 1968) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho
Ai! ardido peito
quem irá entender o teu segredo?
quem ira pousar em teu destino?
e depois morrer do teu amor?
Ai! mas quem virá?
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
Vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando meu abrigo
Vem, que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Pressentimento
Pressentimento (samba, 1968) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho
Ai! ardido peito
quem irá entender o teu segredo?
quem ira pousar em teu destino?
e depois morrer do teu amor?
Ai! mas quem virá?
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
Vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando meu abrigo
Vem, que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade.
Ai! ardido peito
quem irá entender o teu segredo?
quem ira pousar em teu destino?
e depois morrer do teu amor?
Ai! mas quem virá?
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
Vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando meu abrigo
Vem, que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Rosa de ouro
Rosa de ouro, (samba, 1965) - Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
Cm F7 Bb Gm
Ela tem uma rosa de ouro nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Ela tem outras rosas que são os meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
E seu olhar faz de mim um cravo ciumento
Cm F7 Bb Gm
Em seu jardim de rosasCm F7 Bb Gm Cm F7
Rosa de ouro, que tesouro
Bb G7
Ter essa rosa plantada em meu peito
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, que tesouro
F7 Bb Gm
Ter essa rosa plantada no fundo do peito Cm F7 Bb Gm
Esta rosa de ouro que eu trago nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Floresceu no lindo jardim dos meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
Brotou em meu coração e cravos ciumentos
Cm F7 Bb Gm
Querem colher - o quê? - a rosaCm F7 Bb Gm Cm F7
Rosa de ouro, singela
Bb G7
Quero ofertar esta rosa tão bela
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, singela
F7 Bb Gm
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Cm F7 Bb
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Rosa de ouro
Rosa de ouro, (samba, 1965) - Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
Cm F7 Bb Gm
Ela tem uma rosa de ouro nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Ela tem outras rosas que são os meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
E seu olhar faz de mim um cravo ciumento
Cm F7 Bb Gm
Em seu jardim de rosasCm F7 Bb Gm Cm F7
Rosa de ouro, que tesouro
Bb G7
Ter essa rosa plantada em meu peito
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, que tesouro
F7 Bb Gm
Ter essa rosa plantada no fundo do peito Cm F7 Bb Gm
Esta rosa de ouro que eu trago nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Floresceu no lindo jardim dos meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
Brotou em meu coração e cravos ciumentos
Cm F7 Bb Gm
Querem colher - o quê? - a rosaCm F7 Bb Gm Cm F7
Rosa de ouro, singela
Bb G7
Quero ofertar esta rosa tão bela
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, singela
F7 Bb Gm
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Cm F7 Bb
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Mascarada
Amores de carnaval sempre renderam boas histórias. E boas histórias podem render bons sambas quando os compositores são Zé Kéti e Elton Medeiros. Foram esses dois cariocas que deram letra e música a uma "namorada" que Zé Kéti encontrou em um carnaval, mas só foi ver seu rosto três anos depois. O resultado foi o samba "Mascarada", de música de Elton Medeiros e letra dos dois.
A história completa é a seguinte. Era dia de carnaval e Zé Kéti, um cara muito boa praça, foi desfilar no Bloco das Piranhas. O esquema do bloco era simples e muitíssimo difundido no carnaval: homens que se vestiam de mulher.
Mas Zé Kéti, que de acordo com Elton, era um sedutor, conseguiu descolar uma moça. Sim, uma moça que desfilava no Bloco das Piranhas. Não deu outra. Sumiu com ela durante todo o carnaval.
Ao voltar ao convívio social revelou que ela não tinha tirado a máscara nem por um segundo sequer.
O mistério continuou no ano seguinte. Zé já sabia onde encontrar a moça mascarada e ela lá estava. As noites de amor se repetiram e o segredo sobre a identidade da pequena também. Apenas no terceiro ano é que a mulher deixou que Zé Kéti tirasse a máscara dela. Daí surgiu um dos maiores sucessos dos dois sambistas: Mascarada.
Tempos depois, Elton Medeiros se encontrou com Zé que estava acompanhado de "uma bonita senhora", como definiu Elton. Zé então revelou: "Elton, essa aqui que é a mascarada". Mesmo assim não deu muito tempo para que ele trocasse algumas frases com ela: "Ele não ficou com ela muito tempo do meu lado. Foi embora", contou rindo. (fonte: Vermute com Amendoim - A mascarada de Zé Keti)
Mascarada (samba, 1965) - Zé Keti e Elton Medeiros
Vejo agora esse teu lindo olhar
Olhar que eu sonhei
E sonhei conquistar
E que num dia afinal conquistei, enfim
Findou-se o carnaval
E só nos carnavais
Encontrava-me sem
Encontrar este teu lindo olhar, porque
O poeta era eu
Cujas rimas eram compostas
Na esperança de que
Tirasses essa máscara
Que sempre me fez mal
Mal que findou só
Depois do carnaval
Mascarada
Amores de carnaval sempre renderam boas histórias. E boas histórias podem render bons sambas quando os compositores são Zé Kéti e Elton Medeiros. Foram esses dois cariocas que deram letra e música a uma "namorada" que Zé Kéti encontrou em um carnaval, mas só foi ver seu rosto três anos depois. O resultado foi o samba "Mascarada", de música de Elton Medeiros e letra dos dois.
A história completa é a seguinte. Era dia de carnaval e Zé Kéti, um cara muito boa praça, foi desfilar no Bloco das Piranhas. O esquema do bloco era simples e muitíssimo difundido no carnaval: homens que se vestiam de mulher.
Mas Zé Kéti, que de acordo com Elton, era um sedutor, conseguiu descolar uma moça. Sim, uma moça que desfilava no Bloco das Piranhas. Não deu outra. Sumiu com ela durante todo o carnaval.
Ao voltar ao convívio social revelou que ela não tinha tirado a máscara nem por um segundo sequer.
O mistério continuou no ano seguinte. Zé já sabia onde encontrar a moça mascarada e ela lá estava. As noites de amor se repetiram e o segredo sobre a identidade da pequena também. Apenas no terceiro ano é que a mulher deixou que Zé Kéti tirasse a máscara dela. Daí surgiu um dos maiores sucessos dos dois sambistas: Mascarada.
Tempos depois, Elton Medeiros se encontrou com Zé que estava acompanhado de "uma bonita senhora", como definiu Elton. Zé então revelou: "Elton, essa aqui que é a mascarada". Mesmo assim não deu muito tempo para que ele trocasse algumas frases com ela: "Ele não ficou com ela muito tempo do meu lado. Foi embora", contou rindo. (fonte: Vermute com Amendoim - A mascarada de Zé Keti)
Mascarada (samba, 1965) - Zé Keti e Elton Medeiros
Vejo agora esse teu lindo olhar
Olhar que eu sonhei
E sonhei conquistar
E que num dia afinal conquistei, enfim
Findou-se o carnaval
E só nos carnavais
Encontrava-me sem
Encontrar este teu lindo olhar, porque
O poeta era eu
Cujas rimas eram compostas
Na esperança de que
Tirasses essa máscara
Que sempre me fez mal
Mal que findou só
Depois do carnaval
Folhas no ar
Folhas no ar (samba, 1965) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho
Vou buscar aquilo que foi meu
E que no mundo se perdeu
Qual folhas que o vento soltou no ar
Ter a mesma paz de antigamente
Sair cantando por cantar
Qualquer canção sob qualquer luar
Vou buscar aquele amor tão meu
Sair andando a perguntar
Qual o caminho por onde ele foi
E por onde for irei também
Até o coração achar
Que simplesmente não achou
E aí então vou entender
Que ao buscar eu me perdi
De tudo aquilo que eu sou
Vou buscar aquilo que foi meu
E que no mundo se perdeu
Qual folhas que o vento soltou no ar
Ter a mesma paz de antigamente
Sair cantando por cantar
Qualquer canção sob qualquer luar
Vou buscar aquele amor tão meu
Sair andando a perguntar
Qual o caminho por onde ele foi
E por onde for irei também
Até o coração achar
Que simplesmente não achou
E aí então vou entender
Que ao buscar eu me perdi
De tudo aquilo que eu sou
Folhas no ar
Folhas no ar (samba, 1965) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho
Vou buscar aquilo que foi meu
E que no mundo se perdeu
Qual folhas que o vento soltou no ar
Ter a mesma paz de antigamente
Sair cantando por cantar
Qualquer canção sob qualquer luar
Vou buscar aquele amor tão meu
Sair andando a perguntar
Qual o caminho por onde ele foi
E por onde for irei também
Até o coração achar
Que simplesmente não achou
E aí então vou entender
Que ao buscar eu me perdi
De tudo aquilo que eu sou
Vou buscar aquilo que foi meu
E que no mundo se perdeu
Qual folhas que o vento soltou no ar
Ter a mesma paz de antigamente
Sair cantando por cantar
Qualquer canção sob qualquer luar
Vou buscar aquele amor tão meu
Sair andando a perguntar
Qual o caminho por onde ele foi
E por onde for irei também
Até o coração achar
Que simplesmente não achou
E aí então vou entender
Que ao buscar eu me perdi
De tudo aquilo que eu sou
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Elton Medeiros
O compositor – e parceiro – Cartola costumava dizer brincando que a letra "ene" sobrava em seu nome (Angenor) e faltava no de Elton (na realidade Elto Antônio de Medeiros, nascido na cidade do Rio de Janeiro em 22 de julho de 1930). Desde muito cedo a música teve influência em sua vida, pois seu pai era muito ligado aos ranchos e seu irmão Aquiles, compositor, o encaminhou na carreira de criador musical. Aliás, é saborosa a história que Elton conta no programa, como fez seu primeiro samba aos oito anos e seu irmão lhe explicou como era a estrutura de uma composição.
Nascido no bairro da Glória, logo se mudou para o subúrbio carioca, onde iniciou seus estudos e paralelamente o gosto musical. Fez parte de banda, tocando bombardino e saxofone. Posteriormente passou para o trombone, com o qual se destacou tocando nas gafieiras, tão em voga na época. Mas seu forte mesmo eram os instrumentos de ritmo, tornando-se talvez o mais exímio executante de caixa-de-fósforos que se conhece.
Na gravação de um programa para a TV Cultura, em que se apresentaria como cantor, instado pelo produtor Fernando Faro a fazer ritmo, improvisou um instrumento de percussão com uma lata de tinta vazia, abandonada em um canto do estúdio e ninguém percebeu a "invenção".
Como compositor é tido como um dos melhores representantes da escola melodista de Cartola, de quem foi parceiro e com quem criou sambas notáveis. Já era bastante conhecido entre os sambistas quando estreou profissionalmente no musical Rosa de Ouro, criado e produzido pelo poeta-compositor Hermínio Bello de Carvalho.
O espetáculo, que ficou quase um ano em cartaz no Teatro Jovem, no Rio de Janeiro – e andou pelo Brasil –, resgatou a cantora Araci Cortes e lançou nomes como os de Elton, Clementina de Jesus e Paulinho da Viola. Sem mencionar as presenças notáveis do mangueirense Nelson Sargento, do portelense Jair do Cavaquinho e do salgueirense Nescarzinho, o Anescar, criador do antológico samba-enredo Chica da Silva.
Modestamente Elton se diz "parceiro dos famosos" (Cartola, Paulinho da Viola, Hermínio Bello, Zé Keti, Paulo César Pinheiro, Ana Terra, Cacaso, Otávio de Moraes, Joacyr Santana, Regina Werneck, entre outros), quando na realidade são os tais "famosos" que não prescindem de seu grande talento, principalmente Paulinho da Viola, desde sempre seu mais habitual parceiro.
Internacional – já se apresentou na África, em Portugal, na Suécia –, seu samba nunca deixou de ter o acentuado sabor carioca, que é sua marca tradicional, além da beleza das melodias (e muitas vezes das letras). É o principal fator de uma apresentação que faz parte da história da música popular brasileira.
Seu samba-enredo – feito em 1954 para sua Escola de Samba Aprendizes de Lucas –, o Exaltação a São Paulo, foi apresentado pelo cantor Jorge Goulart no programa Um Milhão de Melodias, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Arranjo do maestro Radamés Gnattali, para violino e caixa-de-fósforos, esta naturalmente solada por ele.
Elton Medeiros é seguramente um dos mais talentosos compositores daquilo que se convencionou chamar de "música brasileira de raiz".
Arley Pereira - MPB ESPECIAL 8/1/1975
Arley Pereira - MPB ESPECIAL 8/1/1975
Elton Medeiros
O compositor – e parceiro – Cartola costumava dizer brincando que a letra "ene" sobrava em seu nome (Angenor) e faltava no de Elton (na realidade Elto Antônio de Medeiros, nascido na cidade do Rio de Janeiro em 22 de julho de 1930). Desde muito cedo a música teve influência em sua vida, pois seu pai era muito ligado aos ranchos e seu irmão Aquiles, compositor, o encaminhou na carreira de criador musical. Aliás, é saborosa a história que Elton conta no programa, como fez seu primeiro samba aos oito anos e seu irmão lhe explicou como era a estrutura de uma composição.
Nascido no bairro da Glória, logo se mudou para o subúrbio carioca, onde iniciou seus estudos e paralelamente o gosto musical. Fez parte de banda, tocando bombardino e saxofone. Posteriormente passou para o trombone, com o qual se destacou tocando nas gafieiras, tão em voga na época. Mas seu forte mesmo eram os instrumentos de ritmo, tornando-se talvez o mais exímio executante de caixa-de-fósforos que se conhece.
Na gravação de um programa para a TV Cultura, em que se apresentaria como cantor, instado pelo produtor Fernando Faro a fazer ritmo, improvisou um instrumento de percussão com uma lata de tinta vazia, abandonada em um canto do estúdio e ninguém percebeu a "invenção".
Como compositor é tido como um dos melhores representantes da escola melodista de Cartola, de quem foi parceiro e com quem criou sambas notáveis. Já era bastante conhecido entre os sambistas quando estreou profissionalmente no musical Rosa de Ouro, criado e produzido pelo poeta-compositor Hermínio Bello de Carvalho.
O espetáculo, que ficou quase um ano em cartaz no Teatro Jovem, no Rio de Janeiro – e andou pelo Brasil –, resgatou a cantora Araci Cortes e lançou nomes como os de Elton, Clementina de Jesus e Paulinho da Viola. Sem mencionar as presenças notáveis do mangueirense Nelson Sargento, do portelense Jair do Cavaquinho e do salgueirense Nescarzinho, o Anescar, criador do antológico samba-enredo Chica da Silva.
Modestamente Elton se diz "parceiro dos famosos" (Cartola, Paulinho da Viola, Hermínio Bello, Zé Keti, Paulo César Pinheiro, Ana Terra, Cacaso, Otávio de Moraes, Joacyr Santana, Regina Werneck, entre outros), quando na realidade são os tais "famosos" que não prescindem de seu grande talento, principalmente Paulinho da Viola, desde sempre seu mais habitual parceiro.
Internacional – já se apresentou na África, em Portugal, na Suécia –, seu samba nunca deixou de ter o acentuado sabor carioca, que é sua marca tradicional, além da beleza das melodias (e muitas vezes das letras). É o principal fator de uma apresentação que faz parte da história da música popular brasileira.
Seu samba-enredo – feito em 1954 para sua Escola de Samba Aprendizes de Lucas –, o Exaltação a São Paulo, foi apresentado pelo cantor Jorge Goulart no programa Um Milhão de Melodias, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Arranjo do maestro Radamés Gnattali, para violino e caixa-de-fósforos, esta naturalmente solada por ele.
Elton Medeiros é seguramente um dos mais talentosos compositores daquilo que se convencionou chamar de "música brasileira de raiz".
Arley Pereira - MPB ESPECIAL 8/1/1975
Arley Pereira - MPB ESPECIAL 8/1/1975
sexta-feira, 28 de julho de 2006
A mesma estória
A mesma estória - Cartola /Elton Medeiros
Quem me ve passar calado e triste
Não resiste
E vem me perguntar o que causou
Esta transformação
Já estou cansado de contar aquela estória
Que é sempre a mesma estória
Que resume-se em desilusão
Preciso andar pra não pensar
No que passou e não chorar
Viver em paz e sepultar de vez
A minha grande dor
Confiante despeço-me dos meus amigos
E da cidade
Só voltarei quando encontrar felicidade
Quem me ve passar calado e triste
Não resiste
E vem me perguntar o que causou
Esta transformação
Já estou cansado de contar aquela estória
Que é sempre a mesma estória
Que resume-se em desilusão
Preciso andar pra não pensar
No que passou e não chorar
Viver em paz e sepultar de vez
A minha grande dor
Confiante despeço-me dos meus amigos
E da cidade
Só voltarei quando encontrar felicidade
quinta-feira, 27 de julho de 2006
Peito vazio
Peito vazio (1976) - Elton Medeiros e Cartola
[Intro:] D/F# Fº Em7 A7
D Fº Em7 A7
Nada consigo fazer quando a saudade aperta
D A/C# Bm7 Bm7/A E7/G# A/G
Foge-me a inspiração, sinto a alma deser...ta
D D/C
Um vazio se faz em meu peito
Bm7 Gm6
E de fato eu sinto em meu peito um vazio
Bm7 Gm6/Bb
E faltando as tuas carícias
Em7(b5) G/A A7(9)
As noites são longas e eu sinto mais frio
D F#m7 B7(b9) Em7 A7
Procuro afogar no álcool a tua lembrança
D A/C# C B7(b13) B7 E7(9) A7
Mas noto que é ridícula a minha vingança
D D/C
Vou seguir os conselhos de amigos
Bm7 Gm6
E garanto que não beberei nunca mais
D/F# Fº Em7 A7
E com o tempo essa imensa saudade que sinto se esvai
Solo: Bm7 Gm6/Bb Am7 D7 G7M Bm7 Gm6/Bb A7(9) D7
G G5+ G6 A/G D D5+ Em7 G/A A7(9)
sábado, 22 de julho de 2006
Meu sapato já furou
Clara Nunes
Meu sapato já furou - Elton Medeiros e Mauro Duarte
Meu sapato já furou - Elton Medeiros e Mauro Duarte
A
Meu sapato já furou
Minha roupa já rasgou
E
E eu não tenho onde morar
(onde morar)
Bm
Meu dinheiro acabou
Bm7+ Bm7
Eu não sei pra onde vou
E A E
Como é que eu vou ficar
A
(que eu vou ficar)
Eu não sei nem mais sorrir
F#7
Meu amor me abandonou
Bm
Sem motivo e sem razão
E A F#7
E pra melhorar minha situação
Bm E A
Eu fiz promessa pra São Luís Durão
E A
(Meu sapato já furou)
Bm E
Quem me vê assim
A E
Deve até pensar
A
Que eu cheguei ao fim
A7 Bm
Mas quando a minha vida melhorar
B7 E A
Eu vou zombar de quem sorriu de mim
E A
(Meu sapato já furou)
segunda-feira, 5 de junho de 2006
O sol nascerá
A carreira de Cartola divide-se em duas fases: a “fase pobre”, dos anos trinta aos cinqüenta, em que teve somente quatorze composições gravadas, e a “fase rica”, de 1964 a 1980, quando, redescoberto e consagrado, lançou a maior e melhor parte de sua obra. Pode-se dizer que essa segunda fase começa com o lançamento de “O Sol Nascerá”, que tem também especial significação para o co-autor Elton Medeiros, pois é o seu primeiro sucesso.
Embora gravado em 1964 — no já citado disco de Nara Leão —, “O Sol Nascerá” foi composto dois anos antes, em casa de Cartola, na época muito freqüentada por Elton, Zé Kéti, Nelson Cavaquinho e outros sambistas. E foi feito de improviso, de forma até pitoresca, conforme relembra o próprio Elton: “Tínhamos acabado de fazer um samba chamado ‘Castelo de Pedrarias’, quando chegou o amigo Renato Agostini com a mulher. Então, mostramos-lhe o samba e ele nos desafiou a fazer outro, ali na hora, em sua presença. Topamos o desafio e pouco depois estava pronto ‘O Sol Voltará’, que o Renato adorou.
Na gravação, atendendo a um pedido de Aloysio de Oliveira, mudamos o título para ‘O Sol Nascerá’, que ficou até melhor.” Curto, como convém a uma composição feita de improviso, “O Sol Nascerá” é um samba que procura passar esperança e otimismo (“A sorrir / eu pretendo levar a vida...”) e tem a participação de Cartola e Elton tanto na letra como na melodia. Já o “Castelo de Pedrarias”, perdeu-se para sempre nas brumas do esquecimento... (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
O sol nascerá (samba, 1964) - Elton Medeiros e Cartola
Tom: C
[Intro:] D D/C G/B A E7(9) Gm6 D A7
D D/C G/B
A sor...rir
A/G E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D D/C G/B
Pois cho...rando
A/G E7(9) A7(13) D A7
Eu vi a mocidade perdida
D D/C G/B
A sor...rir
A/G E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D D/C G/B
Pois cho...rando
A/G E7(9) A7(13) D D7
Eu vi a mocidade perdida
G7M Gm7
Finda a tempestade
D D/C
O sol nascerá
E7
Finda esta saudade
A7 Bm7 A/C#
Hei de ter outro alguém para amar
D D/C G/B
A sor...rir
A/G E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D D/C G/B
Pois cho...rando
B7 E7 A7 D
Eu vi a mocidade perdida
sexta-feira, 2 de junho de 2006
Pra fugir da saudade
Paulinho da Viola
(intro)
C7M Dm7 Em7 Am7 Fm7 Fm/D# Dm7(b5)
Dm7 Em7 A7(13) Dm7 G7(13)
C7M Dm7 Em7
Saudade
Am7 Fm7 Fm/D# Dm7(b5)
Você fez da minha vida
Dm7 Em7 Am7
Uma rua sem saída
C G4/B A7
Por onde andou minha solidão
Dm7
E hoje
Dm7(b5) Em7
Quando tudo é esquecimento
Am7 D7(9)
Uma flor sobrevive ao tempo
Fm7(9) Bb7(13) Eb7M
E se desfolha em meu co – ração
D#/C# Cdim G7 Cm7(9)
Para aliviar o meu sofrimento
Fm7 Bb7(9) Eb7M(9)
Rompe o silêncio meu canto de felicidade
Dm7(b5) G7(b13) Gm7(b5) C7(b13)
Dentro de um samba eu desfaço o que ela me fez
Fm7 Dm7(b5)
Quero abrigar no entanto
Cm7 Cm/Bb
Mais uma flor que renasce
Ab7 Dm7(9) Db7(9)
Para fugir da saudade e sorrir outra vez
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