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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mauro Duarte

Mauro Duarte
Mauro Duarte (Mauro Duarte de Oliveira), compositor, nasceu em Matias Barbosa, MG, em 2/6/1930, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 26/8/1989. Aos seis anos, veio com a família para o bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, logo começando a participar como compositor e ritmista dos blocos camavalescos. 

Em 1960 teve sua primeira música gravada: Palavra, por Miltinho. Em 1967 passou a integrar o conjunto Os Cinco Crioulos, substituindo Paulinho da Viola, ao lado de Elton Medeiros, Nelson Sargento, Anescar do Salgueiro e Jair do Cavaquinho. 

O conjunto participou do show Mudando de conversa, com Ciro Monteiro, Clementina de Jesus e Nora Ney, gravou 3 LPs pela EMI nos anos de 1967 (Samba... no duro), 1968 (Samba... no duro, vol. 2) e 1969 (Os Cinco Crioulos), e se apresentou em várias cidades do Brasil. 

Em 1970 conheceu Clara Nunes, que gravou naquele ano Tributo aos orixás (com Ruben Tavares) e posteriormente se tornaria uma de suas principais intérpretes. Outros que gravaram músicas suas foram Roberto Ribeiro, Alcione, MPB-4 , Elizeth Cardoso e Quarteto em Cy

Em 1973 foi levado para o G.R.E.S. da Portela por Noca da Portela e passou a fazer parte da ala de compositores da escola de samba. 

Em 1985 gravou um LP independente (selo Coomusa) com Cristina, intitulado Cristina e Mauro Duarte.

Entre seus parceiros de composição destacam-se Paulo César Pinheiro, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Maurício Tapajós, Noca da Portela, João Nogueira e Carlinhos Vergueiro

Em 1994 foi lançado o CD Homenagem a Mauro Duarte, reunindo gravações do próprio compositor e de outros cantores interpretando suas músicas.

Obra

A.M.O.R. Amor (c/Walter Alfaiate), 1981; Brasil mestiço, santuário da fé, 1980; Coroa de areia (c/Paulo César Pinheiro), 1981; Foi demais (c/Paulinho da Viola), 1979; Jogo de Angola (c/Paulo César Pinheiro), 1978; Menino Deus (c/Paulo César Pinheiro), 1974; Perdão (c/Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro), 1977; Portela na avenida (c/Paulo César Pinheiro), 1981. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998 .

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lapa em três tempos

Lapa em três tempos (samba-enredo/carnaval, 1971) - Ary do Cavaco e Rubens

Introd: (C  C/G) C 


Abre a janela formosa mulher
A Dm A6
Cantava o poeta trovador
Dm
Abre a janela formosa mulher
G9 G9- C G9 G9-
Da velha Lapa que passou

C
Vem dos vice-reis
Eb° Dm A
E dos tempos do Brasil imperial
Dm
Através de tradições
G C G9 G9-
Até a república atual
C G C
Dos grandes mestres do passado
C9 F
Dedicaram obras de grande valor
F#° C/G A
A Lapa de hoje e a Lapa de outrora
Dm G Gm C9
Que revivemos agora
F Fm Em A
A Lapa de hoje e a Lapa de outrora
Dm G C G9 G9-
Que revivemos agora

C
As serestas
A Dm A6
Quantas saudades nos trazem
Dm
Dos cabarés e as festas
G C G C
Emolduradas pelos lampiões a gás
A Dm G C
As sociedades e os cordões dos antigos carnavais

A Dm
Olha a roda de malandro
G C
Quero ver quem vai cair
A Dm (BIS)
Capoeira vai cantando
G C
Pois agora vai subir

G
(Poeira)
Dm G C A
Poeira, oi poeira
Dm G C G
O samba vai levantar poeira
Dm G C A
poeira, oh! Poeira
Dm G C
O samba vai levantar poeira

A Dm
Imagem do Rio antigo
G C G C
Berço de grandes vultos da história
A Dm C G9 G9-
A moderna arquitetura lhe renova a toda hora
C Dm G C Dm
Mas os famosos arcos, os belos mosteiros
A Dm
São reliquias deste bairro
G C G
Que foi o berço de boêmios seresteiros

C
Abre a janela formosa mulher
A Dm A6
Cantava o poeta trovador
Dm
Abre a janela formosa mulher
G9 G9- C
Da velha Lapa que passou

Lapa em três tempos

Lapa em três tempos (samba-enredo/carnaval, 1971) - Ary do Cavaco e Rubens

Introd: (C  C/G) C 


Abre a janela formosa mulher
A Dm A6
Cantava o poeta trovador
Dm
Abre a janela formosa mulher
G9 G9- C G9 G9-
Da velha Lapa que passou

C
Vem dos vice-reis
Eb° Dm A
E dos tempos do Brasil imperial
Dm
Através de tradições
G C G9 G9-
Até a república atual
C G C
Dos grandes mestres do passado
C9 F
Dedicaram obras de grande valor
F#° C/G A
A Lapa de hoje e a Lapa de outrora
Dm G Gm C9
Que revivemos agora
F Fm Em A
A Lapa de hoje e a Lapa de outrora
Dm G C G9 G9-
Que revivemos agora

C
As serestas
A Dm A6
Quantas saudades nos trazem
Dm
Dos cabarés e as festas
G C G C
Emolduradas pelos lampiões a gás
A Dm G C
As sociedades e os cordões dos antigos carnavais

A Dm
Olha a roda de malandro
G C
Quero ver quem vai cair
A Dm (BIS)
Capoeira vai cantando
G C
Pois agora vai subir

G
(Poeira)
Dm G C A
Poeira, oi poeira
Dm G C G
O samba vai levantar poeira
Dm G C A
poeira, oh! Poeira
Dm G C
O samba vai levantar poeira

A Dm
Imagem do Rio antigo
G C G C
Berço de grandes vultos da história
A Dm C G9 G9-
A moderna arquitetura lhe renova a toda hora
C Dm G C Dm
Mas os famosos arcos, os belos mosteiros
A Dm
São reliquias deste bairro
G C G
Que foi o berço de boêmios seresteiros

C
Abre a janela formosa mulher
A Dm A6
Cantava o poeta trovador
Dm
Abre a janela formosa mulher
G9 G9- C
Da velha Lapa que passou

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tudo se transformou

Tudo se transformou (samba, 1970) - Paulinho da Viola
 INTROD: Gm7 A7 Dm7/9 A#7 D#7+ A7


Dm7/9 Gm7
Vai,meu samba tudo se tranformou
C7/9 F7M
Nem as cordas do meu pinho
A#7 A7
podem mais amenizar a dor
Gm7 A7 Dm7/9
Onde havia a luz do sol
Gm7 C7/9 F7M
Uma nuvem se formou
Dm7/9 Gm7
Onde havia uma alegria para mim
A# A
Outra nuvem carregou
D7 Gm7
A razão dessa tristeza
A#7 A7 Dm7/9
é saber que o nosso amor passou
D7 Gm7
A razão dessa tristeza
A#7 A7 D6/9 A7/6 A7/5+
é saber que o nosso amor passou
D6/9 E7/9
Violão até um dia
A7
quando houver mais alegria
D6/9
eu procuro por você

Cansei de derramar inultimente
Em7 E7/9
em suas cordas,as desilusöes
A7/6 A7/5+
desse meu viver
D7 Gm7
Ela declarou recentemente

A#7 A7 D6/9
que ao meu lado não tem mais prazer
D7 Gm7
Ela declarou recentemente
A#7 A7 D6/9 A7/6 A7/5+
que ao meu lado não tem mais prazer

Tudo se transformou

Tudo se transformou (samba, 1970) - Paulinho da Viola
 INTROD: Gm7 A7 Dm7/9 A#7 D#7+ A7


Dm7/9 Gm7
Vai,meu samba tudo se tranformou
C7/9 F7M
Nem as cordas do meu pinho
A#7 A7
podem mais amenizar a dor
Gm7 A7 Dm7/9
Onde havia a luz do sol
Gm7 C7/9 F7M
Uma nuvem se formou
Dm7/9 Gm7
Onde havia uma alegria para mim
A# A
Outra nuvem carregou
D7 Gm7
A razão dessa tristeza
A#7 A7 Dm7/9
é saber que o nosso amor passou
D7 Gm7
A razão dessa tristeza
A#7 A7 D6/9 A7/6 A7/5+
é saber que o nosso amor passou
D6/9 E7/9
Violão até um dia
A7
quando houver mais alegria
D6/9
eu procuro por você

Cansei de derramar inultimente
Em7 E7/9
em suas cordas,as desilusöes
A7/6 A7/5+
desse meu viver
D7 Gm7
Ela declarou recentemente

A#7 A7 D6/9
que ao meu lado não tem mais prazer
D7 Gm7
Ela declarou recentemente
A#7 A7 D6/9 A7/6 A7/5+
que ao meu lado não tem mais prazer

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Rosa de ouro

Rosa de ouro, (samba, 1965) - Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
    Cm              F7         Bb      Gm
Ela tem uma rosa de ouro nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Ela tem outras rosas que são os meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
E seu olhar faz de mim um cravo ciumento
Cm F7 Bb Gm
Em seu jardim de rosas
Cm  F7  Bb  Gm      Cm     F7
Rosa de ouro, que tesouro
Bb G7
Ter essa rosa plantada em meu peito
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, que tesouro
F7 Bb Gm
Ter essa rosa plantada no fundo do peito
     Cm                  F7          Bb     Gm
Esta rosa de ouro que eu trago nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Floresceu no lindo jardim dos meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
Brotou em meu coração e cravos ciumentos
Cm F7 Bb Gm
Querem colher - o quê? - a rosa
Cm  F7  Bb  Gm   Cm   F7
Rosa de ouro, singela
Bb G7
Quero ofertar esta rosa tão bela
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, singela
F7 Bb Gm
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Cm F7 Bb
Quero ofertar a você esta rosa tão bela

Rosa de ouro

Rosa de ouro, (samba, 1965) - Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
    Cm              F7         Bb      Gm
Ela tem uma rosa de ouro nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Ela tem outras rosas que são os meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
E seu olhar faz de mim um cravo ciumento
Cm F7 Bb Gm
Em seu jardim de rosas
Cm  F7  Bb  Gm      Cm     F7
Rosa de ouro, que tesouro
Bb G7
Ter essa rosa plantada em meu peito
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, que tesouro
F7 Bb Gm
Ter essa rosa plantada no fundo do peito
     Cm                  F7          Bb     Gm
Esta rosa de ouro que eu trago nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Floresceu no lindo jardim dos meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
Brotou em meu coração e cravos ciumentos
Cm F7 Bb Gm
Querem colher - o quê? - a rosa
Cm  F7  Bb  Gm   Cm   F7
Rosa de ouro, singela
Bb G7
Quero ofertar esta rosa tão bela
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, singela
F7 Bb Gm
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Cm F7 Bb
Quero ofertar a você esta rosa tão bela

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Minhas madrugadas

Minhas madrugadas (samba, 1965) - Paulinho da Viola e Candeia

Vou pelas minhas madrugadas a cantar
Esquecer o que passou
Trago a face marcada
Cada ruga no meu rosto
Simboliza um desgosto

Quero encontrar em vão o que perdi
Só resta saudade
Não tenho paz
E a mocidade
Que não volta mais

Quantos lábios beijei
Quantas mãos afaguei
Só restou saudade no meu coração
Hoje fitando o espelho
Eu vi meus olhos vermelhos
Compreendi que a vida
Que eu vivi foi ilusão

Minhas madrugadas

Minhas madrugadas (samba, 1965) - Paulinho da Viola e Candeia

Vou pelas minhas madrugadas a cantar
Esquecer o que passou
Trago a face marcada
Cada ruga no meu rosto
Simboliza um desgosto

Quero encontrar em vão o que perdi
Só resta saudade
Não tenho paz
E a mocidade
Que não volta mais

Quantos lábios beijei
Quantas mãos afaguei
Só restou saudade no meu coração
Hoje fitando o espelho
Eu vi meus olhos vermelhos
Compreendi que a vida
Que eu vivi foi ilusão

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Rosa de Ouro

Rosa de Ouro
Paulinho da Viola e Araci Cortes no espetáculo "Rosa de Ouro".


Quando as luzes se apagavam, entravam em cena Os Cinco Crioulos: Nelson Sargento, Anescarzinho, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros e Paulinho da Viola. Era o início do show Rosa de Ouro, dirigido por Hermínio Bello de Carvalho.

Paulinho abria o espetáculo com Recado. Depois, cada músico cantava uma composição de sua autoria. Quando todos estavam aquecidos, era hora da entrada triunfal de Araci Cortes. Tão majestosa quanto na época em que era a grande estrela do teatro musicado do país.

Na segunda parte do espetáculo, ao som dos atabaques de Paulinho e Elton, brilhava, a então estreante, Clementina de Jesus. No palco do samba, já não cabia tanta emoção. Era o ano de 1965 e, no Teatro Jovem do Rio, Rosa de Ouro tornava-se um divisor de águas, uma espécie de ritual de passagem de uma época em que o samba estava esquecido para um retorno triunfal aos meios de comunicação e às gravadoras.

Momento de reafirmação do ritmo, num período em que a bossa nova e a música estrangeira dominavam quase totalmente o cenário da música popular brasileira. Um grande início de carreira para o jovem Paulinho. Um marco na carreira de Elton Medeiros e de Clementina de Jesus, a despedida para Araci Cortes.

Programado para apenas algumas semanas, o espetáculo ficaria em cartaz no Rio por quase dois anos. O sucesso se repetiria em outras cidades do Brasil. Em São Paulo, Rosa de Ouro teria espaço no palco do Teatro Oficina.

Fonte: MPB Compositores - Editora Globo.

Rosa de Ouro

Rosa de Ouro
Paulinho da Viola e Araci Cortes no espetáculo "Rosa de Ouro".


Quando as luzes se apagavam, entravam em cena Os Cinco Crioulos: Nelson Sargento, Anescarzinho, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros e Paulinho da Viola. Era o início do show Rosa de Ouro, dirigido por Hermínio Bello de Carvalho.

Paulinho abria o espetáculo com Recado. Depois, cada músico cantava uma composição de sua autoria. Quando todos estavam aquecidos, era hora da entrada triunfal de Araci Cortes. Tão majestosa quanto na época em que era a grande estrela do teatro musicado do país.

Na segunda parte do espetáculo, ao som dos atabaques de Paulinho e Elton, brilhava, a então estreante, Clementina de Jesus. No palco do samba, já não cabia tanta emoção. Era o ano de 1965 e, no Teatro Jovem do Rio, Rosa de Ouro tornava-se um divisor de águas, uma espécie de ritual de passagem de uma época em que o samba estava esquecido para um retorno triunfal aos meios de comunicação e às gravadoras.

Momento de reafirmação do ritmo, num período em que a bossa nova e a música estrangeira dominavam quase totalmente o cenário da música popular brasileira. Um grande início de carreira para o jovem Paulinho. Um marco na carreira de Elton Medeiros e de Clementina de Jesus, a despedida para Araci Cortes.

Programado para apenas algumas semanas, o espetáculo ficaria em cartaz no Rio por quase dois anos. O sucesso se repetiria em outras cidades do Brasil. Em São Paulo, Rosa de Ouro teria espaço no palco do Teatro Oficina.

Fonte: MPB Compositores - Editora Globo.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Sinal fechado

Concorrendo no V Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em novembro de 69, Paulinho da Viola ganhou o primeiro lugar com “Sinal Fechado”. Na verdade, o resultado surpreendeu muita gente que esperava uma repetição do acontecido no festival anterior, quando ganhou uma composição tropicalista.

Mas deu “Sinal Fechado”, o que até provocou certa polêmica, com parte da crítica discordando do resultado. Esta canção, bem diferente de tudo o que Paulinho havia feito até então, seria, segundo ele próprio, uma conseqüência de contatos que mantivera “com músicos mais recentes” como “Caetano, Gil, Chico e Edu”, entre outros.

“Fiz uso”, esclarece o compositor, “de melodia simples, de harmonias simples, onde acrescentei todos os acordes uma segunda menor, buscando o clima angustiante vivido pelos personagens da música”. Daí a letra meio vanguardista que comenta a melodia: “Olá, como vai? / (...) / tudo bem, eu vou indo correndo pegar meu lugar no futuro. E você? / tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranqüilo, quem sabe?...”

Podendo ser classificada como uma discreta canção de protesto, “Sinal Fechado” foi lançada pelo autor num compacto simples no final de 69, tendo sido incluída e dado título, cinco anos depois, a um elepê de Chico Buarque em que ele gravou música alheia, em razão da atuação da censura que vetava toda a sua produção (A Canção no Tempo – Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34). (Fagner)

Sinal fechado (1969 ) - Paulinho da Viola

Em Em/G Em Em/G F#/4-/7
F#/4-/7/C# F#/4-/7 F#/4-/7/C#
Am Am/C B7 B7/F# Em
Em/D F#/4-/7 F#/4-/7/C#
F#/4-/7 F#/4-/7/C#
F F
Em Em/G Em Em/G
Olá, como vai ?
F#/4-/7 F#/4-/7/C# F#/4-/7 F#/4-/7/C#
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Em Em/G
Tudo bem eu vou indo correndo
Em Em/G
Pegar meu lugar
F#/4-/7 F#/4-/7/C# F#/4-/7 F#/4-/7/C#
no futuro, e você ?
Am Am/C
Tudo bem, eu vou indo em busca
B7 B7/F# Em Em/D
De um sono tranquilo, quem sabe ...
F#/4-/7 F#/4-/7/C#
Quanto tempo... pois é...
F#/4-/7 F#/4-/7/C# F F
Quanto tempo...
Em Em
Me perdoe a pressa
Am Am/G D/F#
É a alma dos nossos negócios
G
Oh! Não tem de quê
C C#° C°
Eu também só ando a cem
Am Am/G D/F#
Quando é que você telefona ?
G G
Precisamos nos ver por aí
C C
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
C#° C°
Quem sabe ?
C#° C°
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Em Em/D C B7
Em Em/D
Tanta coisa que eu tinha a dizer
C B7
Mas eu sumi na poeira das ruas
Em Em/D
Eu também tenho algo a dizer
C B7
Mas me foge a lembrança

Am Am/G D/F#
Por favor, telefone, eu preciso
G C
Beber alguma coisa, rapidamente
C#°
Pra semana

O sinal ...
C#°
Eu espero você

Vai abrir...
C#° C°
Por favor, não esqueça,
Adeus...
( C#° C° )Até o fim
(Vocal até o final...)

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Onde a dor não tem razão

Paulinho da Viola

Introdução: ( F#7  B7  E6  C#7  F#7  F#m  B7  E6  B7 ) 

E6 F#7/C# F7/C E6 B7
Canto pra dizer que no meu coração
E6 C#7 F#m7 C#7
Já não mais se agitam as ondas de uma paixão
F#m G#7 C#m
Ele não é mais abrigo de amores perdidos
F#7
É um lago mais tranquilo
F#m B7
Onde a dor não tem razão
F#m B7 E6/G#
Nele a semente de um novo amor nasceu
F#m B7 G#m7(b5) C#7
Livre de todo o rancor em flor se abriu
F#m Am/C B7 E6 C#7
Venho reabrir as janelas da vida
Am/C
E cantar como jamais cantei
F#7 B7 E6
Essa felicidade ainda
F#m B7 E6/G# C#7
Quem esperou como eu por um novo carinho
F#m B7 E6
E viveu tão sozinho tem que agradecer
D#7 G#m
Quando consegue do peito tirar um espinho
F#7
É que a velha esperança
F#m B7
Já não pode morrer

Sei lá, Mangueira

Este samba nasceu de uma visita, talvez a primeira, de Hermínio Bello de Carvalho ao ponto mais alto do Morro da Mangueira, ciceroneado por Cartola e Carlos Cachaça. Ao ver lá de cima e em tão ilustre companhia o belo panorama o poeta emocionou-se e compôs este canto de amor à sua escola: “Vista assim do alto / mais parece o céu no chão / sei lá / em Mangueira a poesia / feito um mar que se alastrou / e a beleza do lugar / pra se entender / tem que se achar / (... / sei lá, não sei / sei lá, não sei não / a Mangueira é tão grande / que nem cabe explicação...”

Mais tarde, em casa, Hermínio concluía o poema, quando chegou Paulinho da Viola, que achou os versos ótimos e fez a melodia na hora. O que Paulinho, portelense ferrenho, não gostou foi da inscrição de “Sei Lá Mangueira” no IV Festival da MPB da TV Record, feita pelo parceiro em atenção a um pedido do jornalista Flávio Porto, irmão de Sérgio Porto. Mas, no final deu tudo certo, pos a música. Embora não tenha alcançado boa classificação, acabou indiretamente causando a feitura de outra obra-prima, o samba “Foi um Rio que Passou em Minha Vida” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Sei lá, Mangueira (samba, 1968) - Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho

A7M               E7           A7M 
(Mangueira teu cenário é uma beleza
F#7 Bm7
Que a Natureza criou)
A7M
Vista assim do alto
F#7 Bm7
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
F#7 Bm7
Feito um mar se alastrou
E7 A7M
E a beleza do lugar
Prá se entender
Bm7
Tem que se achar
E7
Que a vida não é só isso que se vê
A7M
É um pouco mais

Bm7 E7 A7M
Que os olhos não conseguem perceber
Bm7
E as mãos não ousam tocar

E7 A7M
E os pés recusam pisar
A7M
Sei lá, não sei
Bm7
Sei lá, não sei não
Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
E7 A7M
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia

F#7 Bm7
Num sobe-desce constante
E7
Anda descalça ensinando
A7M
Um novo jeito da gente viver
De pensar , de sonhar , de sofrer
Sei lá, não sei
F#7
Sei lá, não sei não
Bm7
A Mangueira é tão grande
E7 A7M
Que nem cabe explicação

Timoneiro

Paulinho da Viola
(intro) Bm B7 Em F#

(refrão)
Bm F# Bm
Não sou eu quem me navega quem me navega e o mar (2x)
Bm C#m7(b5) F# Bm
E ele quem me carrega como se fosse levar (2x)

Bm
E quanto mais remo mais rezo
B7 Em
Pra nunca mais se acabar
A7 D
Essa viagem que faz o mar em torno mar
F#
Meu velho um dia falou
Bm
Com seu jeito de avisar
C#m7(b5)
Olha, o mar não tem cabelos
F# Bm
Que a gente possa agarrar

B7 Em
Timoneiro nunca fui que eu não sou de velejar
A7 D
O leme da minha vida Deus e quem faz governar
F# Bm
E quando alguém me pergunta como se faz pra nadar
D7 C#7 F# Bm
Explico que eu não navego quem me navega e o mar

B7 Em
A rede do meu destino parece a de um pescador
A7 D
Quando retorna vazia vem carregada de dor
F# Bm
Vivo num redemoinho Deus bem sabe o que faz
C#m7(b5) F#
A onda que me carrega ela mesma
Bm
E quem me traz

Quem sabe (P. da Viola)

Paulinho da Viola
Tom: A

Introdução: B7/9 E7 C#m7 F#m7 B7/9 Dm6/9 A7+ E7

A7+ F#m7 D#o
Sem nada
E5+ A7+ F#m7 D#o
Nem no peito qualquer mágoa
E5+ Em7 A7 Em7
Sem rancor e sem saudade
A7 D6
Venho agora te dizer adeus
D#o E7
Quem sabe
C#m7 A7 D7+
Não encontro pela madrugada
Bm7
Uma esperança vaga
C#m7
Nos olhos de alguém
D7+
Que também despertou
E7 A7+ A7
De um sonho igual ao meu
D#m7/5- E7
Quem sabe
C#m7 A7 D
Retomando a velha estrada
Bm7
Eu encontro em outros braços
C#m7 B7
Aquela ternura que um dia perdi
E7 A7+
Dentro dos olhos teus
Bm7 E7 A7+
Toda ilusão se desfez em mágoas
Dm7
Mas eu não chorei
G7 C7+
Quando nosso romance acabou
F7/13 E7 Am
É tão difícil a felicidade
C F7/13
Mas eu me sinto à vontade
Dm7/9 Bm7/9 E7/5+
Pra recomeçar no caminho do meu amor

Sentimentos

Paulinho da Viola
F7M                 G#º Gm7
Sentimentos em meu peito eu tenho demais
Cm7 F7 Cm7
A alegria que eu tinha nunca mais
F7 Bb7M C/Bb F7M
Depois daquele dia em que eu fui sabedor
D7 G7
Que a mulher que eu mais amava
C7 F7M
Nunca me teve amor

Gm7 C7 F7M
Hoje ela pensa que estou apaixonado
Gm7 C7 Cm7 F7
Mas é mentira está dando o golpe errado
Bb7M C/Bb
Agora estou resolvido
F7M D7
A não amar a mais ninguém
G7 C7 F7M
Porque sem ser amado não convém

Pra fugir da saudade

Paulinho da Viola
(intro)
C7M Dm7 Em7 Am7 Fm7 Fm/D# Dm7(b5)
Dm7 Em7 A7(13) Dm7 G7(13)

C7M Dm7 Em7
Saudade
Am7 Fm7 Fm/D# Dm7(b5)
Você fez da minha vida
Dm7 Em7 Am7
Uma rua sem saída
C G4/B A7
Por onde andou minha solidão
Dm7
E hoje
Dm7(b5) Em7
Quando tudo é esquecimento
Am7 D7(9)
Uma flor sobrevive ao tempo
Fm7(9) Bb7(13) Eb7M
E se desfolha em meu co – ração
D#/C# Cdim G7 Cm7(9)
Para aliviar o meu sofrimento
Fm7 Bb7(9) Eb7M(9)
Rompe o silêncio meu canto de felicidade
Dm7(b5) G7(b13) Gm7(b5) C7(b13)
Dentro de um samba eu desfaço o que ela me fez
Fm7 Dm7(b5)
Quero abrigar no entanto
Cm7 Cm/Bb
Mais uma flor que renasce
Ab7 Dm7(9) Db7(9)
Para fugir da saudade e sorrir outra vez

Pecado capital

Pecado capital (1976) - Paulinho da Viola
Tom: Dm

Dm                    E7    A7
Dinheiro na mão é vendaval
Dm
É vendaval
Am D7
Na vida de um sonhador
Gm
De um sonhador
C7 F Dm
Quanta gente aí se engana
Em7 A7 Dm D7
E cai da cama com toda a ilusão que sonhou
Gm Dm Bb7 A7
E a grandeza se desfaz quando a solidão é mais
Dm A7
Alguém já falou
D A7 D6
Mas é preciso viver
F#m7 Fº Em7 F#7
E viver não é brincadeira, não
Bm F#m7
Quando o jeito é se virar cada um trata de si
C#7 F#m7
Irmão desconhece irmão
Em7
E aí
A7 D
Dinheiro na mão é vendaval
B7 E7 A7 D Em7
Dinheiro na mão é solução é solidão
A7 D
Dinheiro na mão é vendaval
B7 E7 A7 D Em7 D6
Dinheiro na mão é solução é solidão