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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Manfredo Fest


Manfredo Fest (Manfredo Irmin Fest), instrumentista, compositor e arranjador, nasceu em Porto Alegre, RS, em 13/5/1936, e faleceu em Tampa Bay, Florida, EUA, em 8/10/1999. Começou a estudar piano aos cinco anos, com o pai, imigrante alemão que foi concertista.

Com apenas dez por cento da capacidade visual normal, fez seus estudos em Braille, formando-se em piano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Organizou em Porto Alegre vários conjuntos, que atuavam em festas, reuniões e bailes.

Mudou-se em 1961 para São Paulo SP, em busca de melhores oportunidades, formando seu primeiro trio, que atuava em boates, como a Baiúca e as do Hotel Jaraguá e Cambridge Hotel. No ano seguinte, gravou com o trio seu primeiro disco, Bossa-nova-nova bossa, pela RGE, em que foram incluídas também músicas de sua autoria, como Eu sou feliz, feita em parceria com sua esposa Lili Fest que, além de ter sido sua principal parceira, era quem transcrevia suas composições.

Em 1963 gravou outro LP pela RGE, Evolução, e dois anos depois lançou, pela mesma gravadora, o LP Manfredo Fest Trio, com músicas de Edu Lobo, Durval Ferreira, Baden Powell e Vera Brasil.

Em 1965 gravou para a Fermata o LP Some Peoples, com uma série de sucessos dos Beatles em ritmo de samba. Em 1966 lançou outro LP, Alma brasileira. No ano seguinte foi para os EUA., fixando-se em Los Angeles, onde formou novo trio.

Passou depois a trabalhar com Sérgio Mendes, fazendo a abertura de seus shows. Com o conjunto gravou ainda, em 1969, o LP Bossa Rio e, no ano seguinte, Alegria, ambos produzidos por Sérgio Mendes, além de um disco do show ao vivo no Japão.

Em 1970 deixou Sérgio Mendes, formando novos grupos e gravando dois anos depois um LP, o Bossa Rock Blues n° 1. Em 1973 foi para Chicago liderar o conjunto Batucada, formando no ano seguinte um novo trio. Em 1976 gravou o LP Brazilian Dorian Dream pelo seu próprio selo, o T&M Productions. Deste disco fazia parte a sua composição Jungle Cat. Gravou em 1978 o LP Manifestations, para a gravadora Tabu Records, em Los Angeles.

Em 1992 gravou em Minneapolis um disco de produção independente chamado Manfredo Fest and Friends, onde se destaca A Blues for Oscar, homenagem ao pianista de jazz Oscar Peterson.

A partir de 1993, começou a gravar pelo selo Concord, nos EUA, pelo qual já lançou quatro CDs, nos quais gravou versões instrumentais de músicas brasileiras como Caminhos cruzados (Tom Jobim), Passarim (Tom Jobim e Paulo Jobim), Começar  de novo (Ivan Lins e Vítor Martins) e Amazonas (João Donato), bem como versões de standards da música norte- americana, como Over the Rainbow (Harold Arlen e E. Y. Harburg) e Summertime (George Gershwin, Ira Gershwin e DuBose Heyward).

Fez uma tournée em 1996 pela Alemanha e Dinamarca, com seu filho Phil Fest, guitarrista, e o harmonicista Hendrik Meurkens, presenças constantes em seus discos mais recentes. No início de 1998 gravou um CD ao vivo no Vartan Live Jazz, em Denver, Cobrado, com regravações de algumas de suas músicas. Seu estilo combinava bossa-nova e jazz.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Héctor Costita

Héctor Besignani - 1981
Héctor Costita (Héctor Besignani), instrumentista (saxofonista) e compositor, nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 27/10/1934.

Iniciou estudos de música na cidade natal. Em 1954 atuou como saxofonista na orquestra de Lalo Schifrin, na capital argentina. Já no Brasil, de 1957 a 1962 tocou com a orquestra de Simonetti.

Fez sua primeira gravação em 1961, pela RGE, e no ano seguinte, pela mesma gravadora, lançou o disco O fabuloso Héctor, em que atuava como saxofonista.

Em 1962 gravou na Fermata o disco instrumental Impacto. Nesse mesmo ano, a Fermata lançou sua primeira composição, Gabriela, gravada por ele mesmo.

Durante dois anos, de 1962 a 1964, participou como saxofonista do grupo de Sérgio Mendes, o Conjunto Bossa Rio, gravando em 1964 um LP na Philips, ao lado de Sérgio Mendes (piano), Raulzinho e Edmundo Maciel (trombone), Tião Neto (contrabaixo) e Edison Machado (bateria). Ainda em 1964 estudou no Conservatório Musical de Paris, França, e depois integrou a orquestra de Carlos Piper. 

Acompanhou shows de diversos cantores, entre os quais Elis Regina, Wilson Simonal e Elizeth Cardoso. Além de em seu próprio conjunto, apresentou-se com o Zimbo Trio (flauta), com Hermeto Pascoal (flauta e sax) e com Nelson Ayres (flauta e sax). 

Também toca clarineta. Atualmente é professor de música na escola Clam, dirigida pelos elementos do Zimbo Trio. Compôs ainda Impacto e Tanganica, entre outras. Diretor de empresa de produções artísticas, continua ativo em shows diários em hotéis de São Paulo, realizando ocasionais gravações. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sérgio Mendes

Sérgio Santos Mendes, instrumentista, arranjador e regente, nasceu em Niterói (RJ), em 11/2/1941. Um dos músicos brasileiros mais celebrados no exterior estudou piano desde criança, passando na juventude do clássico para o jazz.

No início dos anos 60 passou a se apresentar em jam-sessions de casas noturnas cariocas, especialmente no Beco das Garrafas, participou de festivais de jazz e liderou o Brazilian Jazz Sextet (chegando a gravar como o jazzista Cannonball Adderley) e mais tarde o Sexteto Bossa Rio, com quem se apresentou no Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962.

O disco do grupo Sergio Mendes & Bossa Rio, de 1964, com arranjos de Tom Jobim, é considerado básico no instrumental da bossa nova. Ainda nos anos 60 excursionou por vários países com outros conjuntos até formar o Brazil 66, que gravou discos e fez turnês com muito sucesso.

O disco Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brazil 66 vendeu mais de um milhão de cópias, com o sucesso Mas que nada de Jorge Ben, chegando aos primeiros lugares das paradas de sucessos norte-americanas.

Tocou na Casa Branca em 1967 e gravou muitos discos, individuais ou com os conjuntos que montou, sempre mesclando bossa nova, jazz e ritmos brasileiros populares, instrumentistas brasileiros e estrangeiros, e músicas como Ponteio (Edu Lobo/ Capinam) e A banda (Chico Buarque).

Em 1993 ganhou o prêmio Grammy.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Rio de Janeiro - Cariocas.

Sérgio Mendes

Sérgio Santos Mendes, instrumentista, arranjador e regente, nasceu em Niterói (RJ), em 11/2/1941. Um dos músicos brasileiros mais celebrados no exterior estudou piano desde criança, passando na juventude do clássico para o jazz.

No início dos anos 60 passou a se apresentar em jam-sessions de casas noturnas cariocas, especialmente no Beco das Garrafas, participou de festivais de jazz e liderou o Brazilian Jazz Sextet (chegando a gravar como o jazzista Cannonball Adderley) e mais tarde o Sexteto Bossa Rio, com quem se apresentou no Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962.

O disco do grupo Sergio Mendes & Bossa Rio, de 1964, com arranjos de Tom Jobim, é considerado básico no instrumental da bossa nova. Ainda nos anos 60 excursionou por vários países com outros conjuntos até formar o Brazil 66, que gravou discos e fez turnês com muito sucesso.

O disco Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brazil 66 vendeu mais de um milhão de cópias, com o sucesso Mas que nada de Jorge Ben, chegando aos primeiros lugares das paradas de sucessos norte-americanas.

Tocou na Casa Branca em 1967 e gravou muitos discos, individuais ou com os conjuntos que montou, sempre mesclando bossa nova, jazz e ritmos brasileiros populares, instrumentistas brasileiros e estrangeiros, e músicas como Ponteio (Edu Lobo/ Capinam) e A banda (Chico Buarque).

Em 1993 ganhou o prêmio Grammy.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Rio de Janeiro - Cariocas.