domingo, 13 de fevereiro de 2011

Raúl Shaw Moreno

Raúl Shaw Moreno
Raúl Shaw Moreno (Raúl Shaw Boutier), cantor e compositor, nasceu em Oruro, Bolívia, em 30 de novembro de 1923. Podemos dizer que Shaw, mais que um cantor, era um artista completo, pois sabia compor e, além disso, pintar lindos quadros.

Em 1946 fundou o “Trío los Altiplánicos” junto com seu irmão Victor Shaw. Começa a ter fama na Bolívia e em 1948 forma o “Trío los Indios” e com esse trio faz uma turnê pelo México. Mais tarde, junto aos “Hermanos Valdés” forma o “Trío Panamérica Antawara”, com o qual grava seu primeiro disco.

Em 1951 o famoso “Trío los Panchos” está visitando a Bolívia e por causa de um desentendimento, Hernando Avilés decide deixar os Panchos. Alfredo Gil e Chucho Navarro procuram um substituto para a primeira voz e Raúl Shaw Moreno, que se encontrava em La Paz, é o eleito.

Em 1952, após um desentendimento com Alfredo Gil, por causa de sua voz, decide deixar o grupo, e após essa separação funda no Chile o “Trío los Peregrinos”, com Pepe González e Fernando Rossi. Los Peregrinos acompanharam o cantor Lucho Gatica em duas gravações: ‘’Contigo en la distancia’’ y ‘’Sinceridad’’.

Em 1955, na Bolívia, junto a Víctor Shaw, Mario Encinas, Mario Barrios e Luís Otero cria o “Conjunto Los Peregrinos”, com os quais passa os melhores anos de sua carreira.

Em 1969 se reúne de novo com Los Panchos e os acompanha em uma turnê pelo Japão.

Viveu seus últimos anos em Buenos Aires, onde se dedicou totalmente à pintura. Entre suas composições que também merecem destaque estão: “Lágrimas de amor” (bolero), "Cuando tu me quieras" (bolero), "Osito de felpa", “Noche chapaca” (bailecito) e “Pollerita” (huayño).

Morreu em Buenos Aires, Argentina, em 13 de abril de 2003.

Fonte:  http://www.letrasacanciones.com/26541/raul-shaw-moreno.html

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cleofe Person de Mattos

Cleofe P. de Mattos
Cleofe Person de Mattos, regente e musicóloga. nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 17/12/1913, e faleceu na mesma cidade, em 03/052002. Cursou composição e regência na E.N.M.U.B., do Rio de Janeiro, diplomando-se em 1940. Fez ainda curso de formação de professores especializados em música e canto orfeônico da antiga Universidade do Distrito Federal. 

Em 1941 fundou e regeu o Coro Feminino Pró- Música, que deu origem, cinco anos mais tarde, à Associação de Canto Coral, em que continuou atuando como regente.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Marinho da Muda

Marinha da Muda (Mário Pereira), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 16/10/1928, e faleceu na mesma cidade, em 27/2/1987. Um dos fundadores do G.R.E.S. Educativa Império da Tijuca, começou a compor em 1950, com Deixei a boêmia.

Marambá

Marambá (José Mariano da Fonseca Barbosa), compositor e instrumentista, nasceu em Surubim, PE, em 22/5/1896, e faleceu na cidade do Recife, PE, em 2/9/1968.Membro de uma família de músicos de banda conhecida como os Capibas, estudou música com o pai. 

Entre 1908 e 1910, com um de seus sete irmãos, Sebastião, tocou na banda do Ginásio Pernambucano, onde estudavam de graça por sua atuação musical.

Na juventude, integrou diversas bandas de música dirigidas pelo pai, nas cidades pernambucanas de Carpina, Limoeiro e Nazaré da Mata, e nos municípios paraibanos de Taperoá e Campina Grande. 


Suas primeiras composições datam de 1913, época em que residia em Taperoá, tendo publicado, na revista carioca O Malho, seu xótis Teu sorriso, naquele mesmo ano. 

Adotou o pseudônimo de Marambá para não ser confundido com seu irmão Lourenço, compositor conhecido pelo apelido de toda a família, Capiba. Ainda na Paraíba, foi mestre-de-banda em várias cidades, inclusive Patos. Paralelamente, trabalhava no comércio, numa exportadora de algodão, continuando a compor. 

Em 1917 fez o pas-de-quatre Sonhos de namorado. Como funcionário da firma exportadora, transferiu-se para Recife, onde por 1920 integrou, como amador, a Orquestra de Pau e Corda do Bloco Carnavalesco Apois Fum, tocando clarineta. 

Na década de 1930, já consagrado como clarinetista, deu vários concertos na antiga P.R.A.R (depois PRA8), atual Rádio Clube de Pernambuco, onde se apresentava acompanhado ao piano pelo irmão Capiba. 

Autor principalmente de frevos, teve várias composições carnavalescas gravadas por cantores de sucesso, como Carlos Galhardo, Linda Batista, Claudionor Germano e Nelson Gonçalves

Entre seus maiores êxitos, destacam-se Não caio nessa, marcha gravada por Carlos Galhardo em 1934; Hino do Carnaval pernambucano (letra do poeta Aníbal Portela), vencedor do concurso promovido pela Federação Carnavalesca de Pernambuco, gravado pela Orquestra Columbia e coro em 1937; Ui! Que medo eu tive! (letra de Aníbal Portela), que obteve o primeiro lugar na categoria frevo, do mesmo concurso, em 1937, gravada por Francisco Alves; e os frevos de rua gravados pela orquestra de Zacarias, na Victor: Lá vai poeira (1945), Espalha brasa (1946), Linguarudo (1948), Fazendo miséria (1949) e Aperta o passo (1951). 

Obras 

Hino do Carnaval pernambucano (c/Aníbal Portela), 1937; Não caio nessa, marcha, 1934; Sonhos de namorado, pas de-quatre, 1917, Teu sorriso, xótis, 1913; Ui! Que medo eu tive! (c/Aníbal Portela), frevo, 1937.

Mano Rubem

Mano Rubem (Rubem Barcelos), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1904, e faleceu na mesma cidade em 15/6/1927. Sapateiro de profissão e sambista do bairro do Estácio, em meados da década de 1920 comandava o União Faz a Força, um dos blocos carnavalescos daquele bairro.

Foi, a partir de 1923, um dos responsáveis pela criação de um novo tipo de samba surgido no Estácio, diferente dos sambas de Donga e Sinhô, ainda marcados pela influência do maxixe.

Com outros sambistas do Estácio como seu irmão Bide, Ismael Silva, Baiaco, Brancura, Nílton Bastos e Mano Edgar, freqüentava o Bar e Café Apoio e o Café do Compadre, ambos no Largo do Estácio, para cantar seus sambas.

Nessas reuniões também foi criada a primeira escola de samba, a Deixa Falar, fundada em 1928, um ano depois de sua morte, ocorrida aos 23 anos de idade, de tuberculose.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fernando Z. Maldonado

Fernando Z. Maldonado
Fernando Z. Maldonado (Fernando Zenaido Maldonado Rivera), compositor e pianista mexicano, nasceu em Cárdenas, San Luis Potosí, em 20/08/1917, e faleceu na cidade de Cuernavaca, Morelos, em 23/03/1996. Seus pais foram o Sr. Moisés Maldonado e a Sra. Catalina Rivera de Maldonado, e teve quatro irmãos: Juan, José, Concepción e Elisa.

Desde criança se interessava pela música. Aos sete anos compôs a valsa "Catalina", dedicado a sua mãe. Estudou piano, flautim e harmonia sob a orientação de seu tio Evodio Rivera Torres e seu avô don Tristán Rivera, que eram músicos.


Destacou-se como estudante e como músico em San Luis Potosí, e mais tarde viajou a Monterrey, onde se integrou a um grupo musical com quem acompanhou nos espetáculos e na rádio.

Em 1942 se casou com a compositora María Alma (María Alma Basurto Río de la Loza), criadora de canções como "Compréndeme" e "Tuya soy".

Em 1945 viajaram para a Cidade do México em busca de melhores oportunidades. Na rádio XEW conseguiu, com Don Emilio Azcárraga Vidaurreta, a oportunidade de trabalhar nessa importante emissora como pianista e pesquisador de novos talentos. Assim pode levar várias de suas canções ao sucesso na voz de diversos cantores, como Genaro Salinas, Julio Flores, Fernando Fernández e Lupita Palomera, entre outros. Maldonado tinha uma grande versatilidade musical porque compunha baladas, boleros, cúmbias, valsas e canções rancheiras.

Em 1950 ficou famoso ao gravar profissionalmente, como pianista, discos que alcançaram fama mundial, graças que nesta época era muito apreciado o trabalho de pianistas concertistas como Consuelo Velazquez e Beatriz Murillo.

Como as maiores vendagens de discos eram de artistas americanos, decidiu adotar o pseudônimo de Fred McDonald ao assinar um contrato com a CBS para trabalhar como arranjador, compositor e diretor musical. Com este nome conseguiu grande popularidade.

Entre seus sucessos podemos mencionar as canções "Volver, volver", "Amor de la calle", "Voy gritando por la Calle", "Payaso" (da qual Javier Solís fez uma magnífica interpretação), "Hermoso Cariño" (interpretada por Vicente Fernández) e muitas outras que foram gravadas por Hermanas Huerta, Andy Russell, Los Panchos, Sonia López, María de Lourdes, Queta Jiménez "La Prieta Linda", Enrique Guzmán, Raphael, Ray Conniff, Olimpo Cárdenas, Humberto Cravioto y Laura Záizar.

Morreu tragicamente com sua esposa em um assalto a sua casa, ocorrido em 23 de março de 1996, na cidade de Cuernavaca, Morelos.

Traduzido das seguintes fontes: Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM); www.taringa.net.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mano Elói

Mano Elói (Elói Antero Dias), instrumentista, compositor e cantor, nasceu em Engenheiro Passos, RJ, em 1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10/3/1971. Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro, onde aprendeu a tocar tamborim, pandeiro e cavaquinho, empregando-se mais tarde como estivador no cais do porto.

Nas rodas de sambistas dos morros da Favela e de Santo Antônio, passou a ser conhecido como Mano Elói. Foi um dos fundadores das escolas de samba Deixa Malhar, Vai Como Pode (hoje G.R.E.S. da Portela) e Prazer da Serrinha (atual G.R.E.S. Império Serrano).


Era também freqüentador dos terreiros de candomblé, tendo sido um dos pioneiros, em 1930, na gravação de pontos e corimás de macumba no Brasil. Os dois discos da Odeon, que contaram ainda com a participação do compositor Amor e o Conjunto Africano, incluem os pontos de Iansã e Ogum, e os cantos de macumba de Exu e Ogum.

Em 1936 foi eleito o primeiro Cidadão Samba no concurso promovido pela União Geral das Escolas de Samba do Brasil.

Em 1966, com quase 80 anos de idade, desfilou com a Império Serrano no Carnaval. É autor do samba Não vai ao candomblé, gravado pelo Conjunto Africano.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - São Paulo - 1998.

Manezinho da Flauta

Manezinho da Flauta (Manuel Gomes), instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12/4/1924—? 17/6/1990. Neto de flautista, aos cinco anos começou a tocar flauta de latão. O pai, estivador, também gostava de tocar esse instrumento e muito incentivou o filho, levando-o a programas de calouros da Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

Estudou na Escola Quinze de Novembro e, com a morte do avô, ganhou como herança uma flauta francesa marca Djalma Julliot, que nunca mais deixou. Aos 15 anos já tocava como profissional na Rádio Guanabara e aos 16, numa escola de danças carioca, o Farolito Danças.


Em 1952, quando se diplomou pelo Conservatório Musical do Rio de Janeiro, trabalhava na Rádio Mauá, do Rio de Janeiro.

Em 1961 percorreu a Europa com o compositor Humberto Teixeira, apresentando-se na França, Inglaterra e Bélgica, onde participou de show brasileiro em Bruxelas.

Em 1963 e 1964 tocou no Zicartola e em 1967 gravou seu primeiro LP como solista, O melhor dos chorinhos, pela CBS. Um ano depois, na Odeon, participou da gravação do LP Gente da antiga, ao lado de Pixinguinha, João da Baiana e Clementina de Jesus.

Durante três meses, em 1969, tocou na gafieira Som de Cristal, de São Paulo SP, sendo contratado, um ano depois, como flautista da boate Jogral e atuando no show Os homens verdes da noite, montado por Luís Carlos Paraná, criador daquela casa noturna. Radicado em São Paulo, passou a fazer parte do conjunto regional do bandohnista Evandro, com o qual gravou em 1974 o LP Brasil, flauta, bandolim e violão, na etiqueta Marcus Pereira.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pedro Vargas


Pedro Vargas (Pedro Cruz Mata), tenor e ator mexicano, nasceu em 29/04/1906, na pequena cidade de San Miguel Allende, Guanajuatona, e faleceu em 30/10/1989, na Cidade do México. O artista simboliza o México no universo da música internacional.

Na verdade, ninguém mais do que ele soube representar a canção mexicana no que tinha de melhor e ninguém mais do que ele a divulgou vitoriosamente por todos os continentes.


Pedro era filho de gente modesta, mas mesmo assim, em obediência ao empenho de seus pais, determinou-se a ser médico. Depois da escola primária e secundária, para realizar esse desejo, vai para a Cidade do México e prossegue seus estudos no Colégio Salesiano da Capital. Para ganhar alguma coisa que o ajudasse a fazer escolares, aceita dirigir o coral de sua escola. É quando passa a estudar música.

Cursa a Escola de Medicina, mas não chegaria a completá-la. Com 24 anos sente-se chamado irresistivelmente pela música. Faz sua estréia no teatro Esperanza Íris, da capital mexicana, e pode-se afirmar que imediato conquistou o reconhecimento da crítica e os aplausos do público.

Já sendo considerado um novo e notável astro, começa a atuar nas emissoras de seu país, a gravar discos (são os melhores representantes que um cantor pode ter, dizia ele) e a excursionar por vários países latino-americanos. 

Na América do Sul, Pedro Vargas sempre foi figura popularíssima, e até familiar, tantas foram as vezes em que visitou a Argentina, o Brasil, o Uruguai, e outros países, para cantar nas melhores rádios, casas noturnas e cassinos.

No Brasil, Pedro Vargas apresentou-se como grande nome no apogeu do Cassino da Urca. Em 1936, gravou no Rio de Janeiro, com a nossa Olga Praguer Coelho, um disco na RCA Victor. Participou, em 1940, do filme Laranja da China, da Sonofilmes, cantando Aquarela do Brasil. Em 1977, quando esteve mais uma vez entre nós gravou, no Canecão, um LP ao vivo com Sílvio Caldas.

Muito contribuiu também para sua longa fama a exibição de seus inúmeros filmes, nos quais com suas canções românticas, dava o contraponto aos dramas amorosos dessa época do cinema mexicano, que deixou saudades. 

Granjeou em nossa terra muita simpatia, muitos amigos e legiões de admiradores. A um dos seus quatro filhos, em homenagem ao Presidente Getúlio Vargas, com quem mantinham boa amizade, deu o nome de Getúlio, não apenas para criar um fácil homônimo, como se poderia supor. 

Um dos seus traços pessoais era o gosto pela jardinagem e a paixão pelas touradas (chegou a bancar um toureiro amador). Aliás, outro filho seu foi toureiro de verdade no México.

Pedro Vargas conquistou merecidamente fama, fortuna, respeito e admiração, tanto no México, que lhe tributou oficialmente honras extraordinárias quando fez 50 anos de vida artística, como em todo o mundo. Suas canções o manterão eterno, porque eram realmente belas e porque nunca houve ninguém como ele para interpretá-las com tanta voz e tanto coração. 

Fontes: Revivendo Músicas; Wikipédia - A Enciclopédia Livre; Biografías y Vidas.

Julio Iglesias


Julio Iglesias (Julio José Iglesias de La Cueva) nasceu em 23/09/1943, em Madrid, Espanha. Marcado pela voz e pelo seu detalhismo nas canções, além de grande carisma, se tornou o mais bem sucedido artista latino em todos os tempos, com números impressionantes: 250 milhões cópias vendidas, 2600 discos de ouro e de platina, quatro mil espetáculos em mais de quinhentas cidades do mundo e uma canção tocada a cada trinta segundos.


Porém, ser cantor nem sempre foi o objetivo de Iglesias. Quando jovem, o espanhol era goleiro do Real Madrid, e tinha uma carreira promissora no futebol. Aos 20 anos de idade, o sonho foi interrompido por um acidente de carro que quase deixou o futuro cantor paralítico. Enquanto se recuperava no hospital, ele começou a escrever poesia.

Uma enfermeira que sempre observava as obras de Iglesias no hospital ofereceu uma guitarra para que ele musicasse os poemas. A partir daí, e depois de muito tempo praticando, Julio começava a se apaixonar pela música.

Ele deixa o hospital em 1966 e passa um tempo estudando na Universidade de Murcia e na Inglaterra, aperfeiçoando seu inglês. Lá, ele costumava cantar em bares e conheceu a musa do seu primeiro sucesso, Gwendolyne.

O cantor se tornou conhecido depois de vencer o Festival de Benidorm, onde cantou La Vida Sigue Igual. Este episódio lhe rendeu um contrato com a Columbia Records. Ele participou de mais alguns festivais e gravou o primeiro LP, Yo Canto, em 1969. No mesmo ano, estreou também no cinema com o filme La Vida Sigue Igual.

O ano de 1971 foi marcado pelo casamento do cantor com Isabel Preysler Arrastia. O casal ficou junto durante sete anos e teve três filhos. Ainda em 71, teve a primeira música regravada em outra língua. Como Álamo el Caminho ganhou uma versão japonesa.

Logo em seguida, lançou os primeiros discos com suas músicas em outras línguas, como alemão, português, francês e italiano. No ano de 1983, o cantor conquista o primeiro dos muitos discos de platina que receberia. Este foi pelo Guinness World Book of Records, por ter vendido a maior quantidade de discos já vista nas mais variadas línguas.

Julio Iglesias recebeu uma estrela no Hollywood Walk of Fame, foi homenageado com um lugar no Passeio das Estrelas Latinas, em Miami, além de conquistar uma estrela na Holanda. No Grammy Awards de 1987, conquistou a categoria de Melhor Canção Latina pelas músicas do álbum Um Hombre Solo.

Na década de 90, Julio Iglesias se casa novamente. A noiva era a holandesa Miranda Johanna Maria Rijnsburguer, com quem o cantor vive até hoje. O casal já teve cinco filhos, sendo o mais novo nascido em 2007.

No dia 8 de Setembro de 1997, o espanhol é prestigiado com o prêmio ASCAP Pied Piper Award, cujos ganhadores são sempre artistas lendários como Frank Sinatra e Barbara Streisand. Este dia ficou oficialmente sacramentado como o “Dia de Julio Iglesias” em Miami.

Ao todo, são mais de 80 álbuns lançados, contando aqueles em línguas específicas (como português, francês e alemão). O CD lançado para todo o mundo mais recente é a coletânea Romantic Classics, que chegou às lojas em 2006, além de ser gravado em várias outras línguas.

Pedro Infante

Pedro Infante
Pedro Infante (José Pedro Infante Cruz), cantor e ator mexicano, nasceu em Mazatlán, Sinaloa, em 18/11/1917, e faleceu em Mérida, Yucatán, 1957. Muito jovem ainda, mudou-se com a família para Guamúchil, onde adquiriu algumas noções de música e foi em seus primeiros anos ajudante de carpinteiro. Integrou, também, um conjunto musical que atuava na localidade de Guasave.

Em 1939, uma emissora de rádio local, a XEB, contratou Pedro Infante como cantor até que, em 1943, conseguiu gravar seu primeiro disco, Mañana, cujo relativo sucesso foi o primeiro de sua futura e brilhante carreira.


Intérprete especializado no gênero das rancheras, Pedro Infante chegou a gravar mais trezentas canções que ainda se mantém populares pela América Latina. Sua trágica morte, num acidente de avião nas proximidades de Mérida, Yucatán, em 1957, provocou dor e espanto semelhantes ao desaparecimento de dois mitos, Rodolfo Valentino e Carlos Gardel.

Infante iniciou sua carreira de ator num papel irrelevante, vinculado logicamente, a atividade musical que começava fazê-lo famoso: foi contratado para reforçar, no filme La feria de las flores (1943), a voz do protagonista Antonio Badú na melodia que deu o título a produção. A naturalidade, autenticidade e simpatia que impregnavam seu trabalho de ator lhe deram um sucesso imediato e assim, começaram a aparecer mais propostas. Infante se converteu assim, de repente, no galã e cantor favorito do cinema de seu país.

Suas interpretações em papéis onde encarnava o homem do campo, muito destro no manejo com cavalos, vestido com uma bela indumentária de calças combinadas e jaqueta, acompanhado do característico sombreiro, varão e mulherengo, assim como sua exemplar personificação de pessoas humildes, sempre simples, mas cheias de valor, sentimentais e nobres, valeram-lhe a aceitação do grande público, que o converteu no símbolo da "mexicanidade".

Durante a sua carreira atuou em mais de 60 filmes, e, a partir de 1943, gravou cerca de 350 músicas. Por sua atuação no filme Tizoc, ele foi agraciado com o Urso de Prata de 1957 (Festival Internacional de Cinema de Berlim) como melhor ator.

A biografia de Pedro Infante se resume a partir de uma série ininterrupta de filmes já como protagonista absoluto, em que foram criados temas para o brilho pessoal do ator e colocados a serviço de seus dons musicais.

Fontes: Traduzido do site Biografías y Vidas - Biografía de Pedro Infante; Wikipédia - A Enciclopédia Livre.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Lapinha

Retrato "inventado" pelo artista plástico Mello
Menezes. O rosto da cantora é desconhecido...
Lapinha (Joaquina Maria da Conceição Lapa), cantora, floresceu no Rio de Janeiro, RJ, entre fins do séc. XVIII e inícios do séc. XIX. Brasileira de nascimento, adquiriu renome no Rio de Janeiro exibindo-se no teatro como atriz e cantora.

A Gazeta, de Lisboa, Portugal, noticia a sua apresentação no Porto, Portugal, em concertos realizados nos dias 27 de dezembro de 1794 e 3 de janeiro de 1795. O mesmo jornal, exaltando as qualidades excepcionais da cantora, dá notícia do concerto que se realizaria no Teatro São Carlos, de Lisboa, no dia 24 de janeiro de 1795.

"A célebre cantora americana", como a ela se referem as notícias da época, exibiu-se ainda em Coimbra, Portugal, onde foi alvo de grandes homenagens prestadas pelos estudantes da universidade.


Para ela o padre José Maurício Nunes Garcia escreveu o Coro para o entremês, em 1808, e uma ária do drama O triunfo da América, em 1809.

Pioneira em aplausos

Ela arrancou aplausos de plateias exigentes e elogios de críticos europeus no século XIX. Mulata, Joaquina Maria da Conceição da Lapa, a Lapinha, venceu preconceitos e se tornou a primeira cantora brasileira aplaudida fora do Brasil.

O pesquisador e músico Sérgio Bittencourt-Sampaio, em seu livro Negras líricas: duas intérpretes brasileiras na música de concerto (Sete Letras, 2008), narra o quanto a artista foi pioneira nas artes e na emancipação da mulher. “Houve outras mulheres dedicadas à música, em seu tempo e antes, mas estavam longe de conseguir tal prestígio”, diz Bittencourt-Sampaio.

"O nome da Lapinha tem aparecido esporadicamente em textos sobre música brasileira e memórias da cidade do Rio de Janeiro voltados para o final do Vice-Reinado e Período Joanino, mas sempre limitados a uns poucos parágrafos, ou, mesmo poucas linhas. Por isso, nas minhas pesquisas bibliográficas passava por esse nome, mas não me chamava a atenção.

Meu interesse surgiu quando comecei a pesquisar cantoras líricas negras brasileiras do século XIX, há pouco mais de cinco anos. A primeira foi Camila da Conceição, que me despertou o interesse quando encontrei uma fotografia dela na Escola de Música da UFRJ. Os dados biográficos então existentes eram raríssimos. Resolvi, então, recompor sua história, em busca das possíveis fontes.

Logo encontrei referências à carreira da Lapinha que imediatamente mereceu minha atenção, a princípio por ser de etnia negra (por isso, se enquadrava na pesquisa) e, depois, pelo seu mérito artístico. Não havia então nenhum livro publicado no Brasil sobre o assunto. Logo me aprofundei nos estudos para elaborar uma pequena biografia, não só relativa à carreira musical da cantora, mas à sua vida artística em geral e aos seus triunfos."

"À medida que a pesquisa progredia, foi o enorme sucesso que ela obteve no Brasil e em Portugal, em função do talento tanto como cantora quanto como atriz dramática, exaltado de maneira acentuada por pessoas que a conheceram. E também o prestígio que ela obteve junto à Família Real, na Metrópole e no Brasil.

Basta você pensar que ela foi a primeira mulher a se apresentar no Teatro de S. Carlos em Lisboa (pouco após a inauguração), isso revela o valor de seus dotes artísticos. A apresentação no Porto também foi extraordinária. Tinha tanta gente querendo assistir à estreia que foi necessário fazer uma outra apresentação poucos dias depois. A isto, podemos acrescentar a atuação em solenidades como o aniversário do Príncipe Regente e o enlace matrimonial de D. Maria Teresa, a Princesa da Beira, com D. Pedro Carlos de Bourbon, em 13 de maio de 1810, no Rio de Janeiro.

Na época (final do Vice-Reinado e início da Monarquia), uma cantora lírica obter tal repercussão, se distinguindo de outras atrizes e atingindo um nível de fama ainda não conquistado por nenhuma brasileira na área lírica, até mesmo no século XIX era um fato notável e único.

Se considerarmos a condição étnica, vemos que foi a primeira mulher negra a ter imenso sucesso na arte. Houve outras dedicadas à música, em seu tempo e antes, mas estavam longe de conseguir tal prestígio."

Fontes: Revista de História da Biblioteca Nacional - Pioneira em Aplausos; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

Juarez

Juarez de Araújo
Juarez (Juarez Assis de Araújo), instrumentista, nasceu em Surubim, PE, em 7/10/1930, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 15/9/1986.

Começou a interessar-se por música, tocando requinta, ingressando em 1945 na banda do padre Cleomácio Leão, em Jaboatão PE. No Exército tocou saxofone soprano, e, quando deu baixa, entrou para a orquestra da Rádio Poti, de Natal RN, onde ficou de 1950 a 1951, deixando-a pela Rádio Jornal do Comércio, de Recife PE, até 1954.


Seguiu, depois, para a orquestra de Clóvis Elly, em São Paulo SP, onde ficou até 1958. De 1954 a 1955 tocou saxofone barítono com Silvio Mazzuca, na Rádio Bandeirantes, de São Paulo, e de 1955 a 1956, saxofone tenor, na orquestra da Rádio Nacional, de São Paulo, tendo-se transferido para o Rio de Janeiro, onde fez parte da orquestra de Osvaldo Borba, de 1956 a 1962.

Em 1961 inaugurou o Terceiro Festival Sul-Americano de Jazz, realizado em Punta Del Este, Uruguai, época em que lançou seu primeiro LP como líder e arranjador, Juarez— Sua excelência o sax, pela gravadora Carroussel. 

Tocou clarineta, entre 1962 e 1965, na orquestra Arco-Íris, da TV-Rio, do Rio de Janeiro. Em 1962 gravou dois LPs pela Masterplay, Bossa Nova nos States e O inimitável Juarez

No ano seguinte, participou com seu conjunto do Quarto Festival Internacional de Jazz Latino-Americano, realizado em Mar del Plata, Argentina, e gravou mais dois LPs, na Masterplay, Masterplay Goes to New York e na ABC-Paramount, dos Estados Unidos, Bossa Nova Brasil autêntico

A partir de 1960, marcou sua atuação como solista do Brazilian Jazz Sexteto e do Juarez e seu Conjunto, tendo excursionado, a partir de 1970, por vários países da Europa e Oriente. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

María Luisa Landín

María Luisa Landín Rodríguez, “a rainha do Bolero”, é e sempre será um ícone do sentimento popular latino-americano, expressado na sua voz única e incomparável, não superada por nenhum intérprete. Filha de um veracruzano, o senhor Ireneo Landín, e de uma guanajuatense, senhora Magdalena Rodríguez, nasceu no popular, criativo e central bairro de “Tepito” da Cidade do México, em nove de outubro de 1921.

Junto com sua irmã Avelina Landín Rodríguez (Cidade do México, México, 10/11/1917 – 21/02/1991) iniciou-se muito cedo na música, formando em 1935 o duo “Pirita y Jade” de grata recordação entre os duos existentes naquela época, pela elegância no cantar e pelo entrosamento admirável das vozes das irmãs Landín Rodríguez.

O duo Pirita y Jade se apresentava em festas e reuniões familiares, recebendo a aprovação dos presentes e, pouco a pouco, ganharam prestígio, pelo menos no âmbito local. Em 1936 se apresentaram alternativamente na rádio XEYZ e na estação do governo XEFO.

Em 1938, a recém inaugurada rádio XEQ conhecida como “Rádio Panamericana” as contratou como artistas principais em sua programação musical, promovendo uma rivalidade com as Irmãs Águila, famoso duo integrado pelas irmãs Maria Esperanza e Maria de la Paz Villlobos.

Esse antagonismo foi proveitoso para a emergente estação e, assim mesmo, para as irmãs Landín Rodríguez, que aumentaram em fama e popularidade. Nessa ocasião adotaram a denominação de “Duo Mari-Lina” e, finalmente, escolheram o nome que mais acreditavam ser o mais destacado e harmonioso da época: “O Duo das Irmãs Landín”.

Com este título registraram para a posteridade os mais emocionantes temas musicais de renomados autores e compositores. Entre estes se destacam: “A ti qué ” de Alberto Domínguez, “A dónde irán” de Rodolfo Mendiolea, “Yo quiero la vida”, “Aquella noche”, “Si tú me pides” e “Háblame de amor” de Gabriel Ruiz, “Cariñito” de Manuel Renteria, “La Guía”, de Méndez Castillo, “La noche, tú y yo” de Rafael Hernández, “Mi amor de ayer” de Tamayo Ortega, “Mi destino fue quererte” e “Mi único amor” de Felipe Valdéz Leal, “Mujercita castigada” de Fernando Z. Maldonado, “Pasional” de Consuelo Velazquez, “Pobre de mí” de Agustín Lara, “Tengo que sufrir” de Claudio Estrada, “Tengo un nuevo amor” de Ernesto Lecuona y “Yo no sé lo que me pasa” de Fernando Mulens.

O duo das Irmãs Landín se manteve até 1942, quando Avelina contraiu matrimônio com Ángel Zempoalteca Ortega (1925-1970). Dissolvido o duo, María Luisa foi contratada por Carlos Riverol para atuar no Teatro de Belas Artes com o patrocínio da companhia Coca-Cola do México, junto ao tenor Nestor Mesta Chayres, com quem produziu séries inesquecíveis que, posteriormente, formariam um conjunto de programas de rádio de grande prestígio por todo o México que, seriam retransmitidos à América Latina através da rádio XEW.

Os programas radiofônicos do duo Chayres-Landín foram gravados num LP. Entre as canções mais destacadas estão: “Siempre viva”, “Ay Maricruz”, “Reconciliación”, “Rumichacha”, “Por la vuelta”, “Tu altivez”, “Secreto”, “Al son de la marimba”, “Muchos besos”, “Tres corazones” e “Momento musical Nº 3”, “Corazón del mar”, “María Elena” y “Buenas noches”.

María Luisa Landín, em 1940, fez uma turnê em Cuba, atuando em clubes, teatros e estações de rádio. Depois fez outra excursão por toda a América do Sul onde foi muito bem recebida pelo público.

Em 1942 obteve seu primeiro sucesso de projeção internacional: “Canción del alma” de Rafael Hernández Marín, (Aguadilla, Porto Rico, 24/10/1891 - San Juan, Porto Rico, 11/12/1965). Nessa época travou amizade com esse compositor, que havia se mudado para a Cidade do México em 1932, e que trabalhava em programas de rádio que produziam e animavam orquestras de danças. Agora, María Luisa Landín, é popular em seu país e na América. O tema “Hay que saber perder” do compositor Abel Domínguez Borrás, é tocado e cantado em todo o continente latino-americano.

Em 1949 é contratada como artista exclusiva da famosa rádio mexicana XEW e assim, mantém contato com escritores, compositores, músicos, diretores de orquestra, diretores de cinema, locutores, etc. que lhe influenciaram e lhe ajudaram em sua trajetória como cantora. É nesse ano que grava “Amor perdido” do compositor porto-riquenho Pedro Flores, com arranjos do maestro Rafael de Paz, com a marca característica da orquestra de José Sabre Marroquín, que se transformaria na canção de maior popularidade durante a segunda metade do século XX.

A seqüência de sucessos da “Cancionera da América” María Luisa Landín foi interminável. Para ela escreveram compositores de sucesso e foi acompanhada por orquestras e conjuntos de destaque. Fez turnês em Havana, Los Angeles, São Francisco, Santo Domingo, Caracas, Maracaibo, Lima, Bogotá, Medellín, Calí, Madrid, Santiago do Chile, Buenos Aires, Porto Rico, Panamá e viajou por todo o México.

Viveu em Havana, Cuba, onde se casou pela segunda vez com o famoso diretor, pianista e compositor Fernando Mulens.

Entre os sucessos da canção romântica interpretados por María Luisa se destacam: “No señor” de July Steiner, “Te espero”, “Verdad amarga” e “Aunque tengas razón” de Consuelo Velásquez, “Desdichadamente”, “Canción Divina”, “Desvelo de amor”, “Me la pagarás”, “Ahora”, “Puro engaño”, “Amor ciego” y “Canción del alma” de Rafael Hernández Marín, “Bésame”, “Don dinero”, “Infame”, “Jamás, jamás”, “El tiempo lo dirá”, “Nunca más”, “Por eso te perdono”, “Ven, ven, ven”, “Que te vaya bien” y “Yo soy tu pasado” de Federico Baena, “Ven te quiero ver” de Alberto Salinas, “Somos diferentes” de Antonio Núñez, “Sé muy bien que vendrás” de Alberto Muñoz, “Conozco a los dos” de Pablo Valdéz, “Porque llorar” e “Amor de sangre” de Mario Ruiz Armengol, “Mis ojos me denuncian” de Miguel Acuña, “A dónde irán” de Rodolfo Mendiolea, “Mi último refugio” de Miguel Ángel Pazos, “Tengo que amar” de Marcelo Rey, “Por pasar el rato” de Miguel Ángel Valladares, “Prefiero estar sola” de Claudio Estrada, “Si tu regresaras” de Antonio Núñez, “Una aventura más” de Oscar Kinleiner, “Senda maldita” de Rafael de Paz, “Muchas gracias” de Ivon Curi, “Falsa” de Juan B. Leonardo, “Dos almas” de Domingo Fabiano, “Tú y la noche” de Minerva Magaña, “Conozco a los dos” de Pablo Valdéz Hernández, “Malos pensamientos” e “Que el cielo te lo pague” de Alberto Domínguez, “Déjame en paz•” de Luciano Miral, “La mano de Dios” de José Alfredo Jiménez, “Tú eres mi destino” de Carlos Gómez Barrera.


Nació en México DF, el 9 de octubre de 1921. Desde niña se ve interesada por la música. En 1936, con su hermana Avelina Landín forma un dueto, con la que hace presentaciones en la radioemisora XEYZ. Después Avelina decide dejar la música y María Luisa queda como solista. En 1940 hace su primer gira a Cuba. En 1941 graba su versión de la conocida canción "Hay que saber perder", que logran extraordinarias ventas. En 1942 graba su primer tema inédito "Canción del alma", seguida del gran éxito "Amor perdido". Los inolvidables boleros de María Luisa tenían un estilo propio, no como los otros tríos o cantantes de este lindo género.

Jongo Trio

Jongo Trio - Conjunto vocal e instrumental formado em São Paulo, SP, em 1965, integrado inicialmente por Toninho (Antônio Pinheiro Filho, São Paulo), percussão; Sabá (Sebastião Oliveira da Paz, Belém PA 1926—), contrabaixo; e Cido (Aparecido Bianchi, Ribeirão Preto SP 1935—), piano.

O grupo começou a aparecer na época dos shows do Teatro Paramount, de São Paulo, a partir do Fino da Bossa, gravando logo em seguida o LP Dois na bossa, acompanhando Elis Regina e Jair Rodrigues, pela Philips.

Ainda em 1965 lançou seu primeiro disco, Jongo Trio, pela Farroupilha, com Feitinha pro poeta (Baden Powell e Lula Freire), Terra de ninguém (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle) e O menino das laranjas (Theo de Barros).

Entre 1966 e 1967, o conjunto dissolveu-se: Toninho e Sabá foram para o Som-3, conjunto liderado por César Mariano, enquanto Cido se tornava diretor musical dos shows da Rhodia e depois arranjador de jingles.

Novamente formado em 1970 — agora como Jongo Trio e Companhia, integrado por Toninho, Claiber (Humberto Claiber, São Paulo 1937—), contrabaixista e ex-integrante do Sambalanço, e Paulo Roberto, pianista — gravou pela Ebrau o LP Jongo, com Garota do Pasquim (Nonato Buzar e Carlos Imperial), Menina (Paulinho Nogueira) e Azul da cor do mar (Tim Maia).

Dois anos depois saiu pela Copacabana o LP Jongo Trio, com Morena Boca de Ouro (Ary Barroso) e Sandália de prata (César Roldão Vieira).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - São Paulo 1998.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

João do Rio

João do Rio
João do Rio (João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto), folclorista, teatrólogo, romancista e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 05/07/1881, e faleceu na mesma cidade, em 23/06/1921.

Era filho de educador Alfredo Coelho Barreto e de Florência Cristóvão dos Santos Barreto. Adepto do Positivismo, o pai fez batizar o filho na igreja positivista, esperando que o pequeno Paulo viesse a seguir os passos de Teixeira Mendes. Mas Paulo Barreto jamais levaria a sério a igreja contista, nem qualquer outra, a não ser como tema de reportagem.

Fez os estudos elementares e de humanidades com o pai. Aos 16 anos, ingressou na imprensa. Em 1918, estava no jornal Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio e o seu grupo de colaboradores. Surgiu então o pseudônimo de João do Rio, com o qual se consagraria literariamente.

Pesquisou a vida e os costumes do Rio de Janeiro, reunindo suas impressões em vários livros. Escreveu também sobre o movimento literário e atividades religiosas.

Trabalhou nos períodicos Cidade do Rio, Gazeta de Notícias e O País, tendo participado da fundação do Rio-Jornal, a Pátria e Atlântida, e colaborado na revista Kosmos.

Ocupou a cadeira número 26 da Academia Carioca de Letras. Nos diversos jornais em que trabalhou, granjeou enorme popularidade, sagrando-se como o maior jornalista de seu tempo. Usou vários pseudônimos, além de João do Rio, destacando-se: Claude, Caran d’ache, Joe, José Antônio José.

Sobre folclore publicou As religiões do Rio, Rio de Janeiro, 1904 (2a. ed., Rio de Janeiro, 1906); A alma encantadora das ruas, Rio de Janeiro, 1908.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998; João do Rio - Passeiweb.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Índios Tabajaras


Índios Tabajaras - Dupla formada pelos irmãos Antenor Moreira Lima (Tianguá CE) e Natalício Moreira Lima (Crato CE 1918—). Índios da tribo Tabajara, Muçaperê e Erundi (Terceiro e Quarto, em língua tupi) saíram de sua terra com a família em 1933, a pé, rumo do Rio de Janeiro RJ. Nos três anos de caminhada em que atravessaram o país, entraram em contato com violeiros e cantadores.

No Rio de Janeiro, por iniciativa do tenente Hildebrando Moreira Lima, registraram-se como cariocas: Muçaperê tornou-se Antenor e Erundi, Natalício. Por volta de 1945, cantaram pela primeira vez na Rádio Cruzeiro do Sul, do Rio de Janeiro, com o nome de Índios Tabajaras, assinando contrato com a emissora.


Doze anos depois excursionaram pela Argentina, Venezuela e México, onde estudaram música. Natalício compôs então uma série de músicas eruditas para violão.

Seguiram para os EUA, onde durante três anos se apresentaram em shows com repertório variado: de smoking, executavam obras eruditas, sobretudo Villa-Lobos; e com trajes indígenas, sambas e motivos folclóricos.

Voltaram ao Brasil em 1960, interrompendo a carreira por três anos, quando excursionaram novamente pelos EUA. Em meados da década de 1960 exibiram-se no Japão, Europa, China e outros países da Ásia, voltando ao Brasil em 1968, ano em que gravaram um disco com músicas havaianas.

Instalados em Nova York, EUA, lançaram em 1969-1970 um LP de músicas japonesas, onde se destaca Sakura-Sakura.

Gravaram 48 discos LP, que venderam milhões de cópias. O maior sucesso da dupla foi o fox Maria Helena, incluído em LP que vendeu um milhão e meio de exemplares.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998

Toninho Horta

Toninho Horta
Toninho Horta (Antônio Maurício Horta de Melo), instrumentista e cantor, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 2/12/1948. Sua primeira gravação foi no disco Clube da Esquina, tocando guitarra na faixa Trem azul.

Em 1970, fez parte como músico do espetáculo Tom & Elis, no Teatro Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1973, gravou o disco Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta, pela EMI. Nas décadas de 1970 e 1980, participou dos discos de Milton Nascimento, Maria Bethânia, Dori Caymmi, Nana Caymmi, Gal Costa, Joyce, Edu Lobo, entre outros.


Lançou seu primeiro LP solo em 1980, Terra dos pássaros (gravação independente), em 1995 lançado nos EUA pela WEA. Ainda em 1980, lançou pela EMI o LP Toninho Horta, lançado nos EUA. em 1990, pela Capitol Records.

Em 1981 apresentou- se no show Toninho Horta e Orquestra Fantasma, no Teatro Nacional de Brasília DF. Quatro anos depois, apresentou-se no II Free Jazz Festival ao lado de Toots Thielemans e Bob MacFerrin.

Em 1988, após oito anos sem gravar, lançou nos EUA o disco Diamond Land, e, no ano seguinte, Moonstone, ambos pela Polygram/Verve. Já radicado em New York, EUA, lançou em 1992, também pela Polygram/Verve, o disco Once I Loved. Ainda em 1992, apresentou-se em Londres, Inglaterra, no Royal Festival Hall, acompanhando Marisa Monte.

No ano seguinte, acompanhou Caetano Veloso no Festival Viva Brasil 93, no Palais de Beaux Arts, em Bruxelas, Bélgica; e participou do I Heineken in Concert, ao lado de Gary Peacock e Silly Higgins, no Rio de Janeiro.

Ainda em 1993, lançou o disco Durango Kid — Part I (Big World Music), e, no ano seguinte, os discos Live in Moscow (B&W Records), na Inglaterra, e Toninho Horta e Carlos Fernando (Dubas-WEA), no Brasil. Também em 1994, ao lado de Phillip Catherine, participou do Xl Martinique Carrefour Mondial de la Guitarre, organizado pelo violonista cubano Leo Brower.

Em 1995 lançou o disco Durango Kid—Part II (Big World Music), além de dois CDs no Japão: Foot on the Road (Polygram) e Toninho Horta e Joyce — Sem você (Shinsei Do). Nessa mesma época, apresentou-se no Japão e foi convidado para participar de um CD em auxílio às vítimas do terremoto em Kobe, ao lado de Herbie Hancock, Keith Jarret, Pat Metheny e Ryuchi Sakamoto.

Em dezembro de 1995, excursionou pelas principais capitais do Brasil. Outros CDs gravados: Diamond Land, Moonstone, Serenade, Flávio Venturini e Toninho Horta, 1997, Dubas, este referente ao show de 1989 apresentado no Circo Voador, com participação de Guilherme Arantes.

Obra

Afternoon in Thailand (c/E. Ki Ribas), 1995; Akiko’s Song, 1995; Beijo partido, 1980; Bons amigos (c/Ronaldo Bastos), 1980; Canário azul, 1973; Diana (c/Fernando Brant), 1980; Foot on the Road, 1995; Manuel o audaz (c/Fernando Brant), 1973; Mocidade, 1994; Nenel (c/Michael Colina), 1995; Party in Olinda, 1995; Tecno burguer (After rain), 1995; Viver de amor (c/Ronaldo Bastos), 1980.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

Natho Henn

Nathalino Henn
Natho Henn (Nathalino Henn), compositor e pianista, nasceu em Quaraí, RS, em 26/12/1901, e faleceu em Porto Alegre, RS, em 1/8/1958. Iniciou-se no piano com a mãe aos cinco anos de idade.

Tendo estudado em Montevidéu, Uruguai, com Williams Kokler e Eduardo Fabini (1883—1950), retornou a Quaraí, onde lecionou piano e compôs músicas sobre temas folclóricos.

Mudou-se para Livramento RS e fundou um curso musical, que hoje tem seu nome. Em 1942 fixou-se em Porto Alegre.


A 18 de maio de 1946 realizou um concerto na Associação Brasileira de Imprensa, do Rio de Janeiro RJ, na segunda parte de uma conferência proferida pelo jornalista Paulo Antônio Moritz sobre o Rio Grande do Sul.

Obra

Música orquestral: Hino Glória ao Brasil, 1943/4. 

Música instrumental: A carreta, p/piano, c.1945; Feitiço, p/piano, c.1945; Imembuí, bailado p/piano, s.d.; Páginas do Sul, p/piano, c.1945; Pastoral, p/piano, c.1945; Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, bailado p/piano, 1955; Rolinha, p/piano, c.1945; Toada, p/piano, c.1945. 

Música vocal: Canção do baú, p/canto e piano, s.d.; Caravelas, p/canto e piano, s.d.; Trovas, p/canto e piano, 1943. 

 Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998.

Destaques de Fevereiro/2011

Julio Iglesias
07/02/11 - Julio Iglesias - Julio José Iglesias de La Cueva nasceu em 23/09/1943, em Madrid, Espanha. Marcado pela voz e pelo seu detalhismo nas canções, além de grande carisma, se tornou o mais bem sucedido artista latino em todos os tempos, com números impressionantes...Ler artigo.

Lapinha
06/02/11 - Lapinha - Joaquina Maria da Conceição Lapa, cantora, floresceu no Rio de Janeiro, RJ, entre fins do séc. XVIII e inícios do séc. XIX. Brasileira de nascimento, adquiriu renome no Rio de Janeiro exibindo-se no teatro como atriz e cantora. A Gazeta, de Lisboa, Portugal, noticia  ...Ler artigo.

Jongo Trio
05/02/11 - Jongo Trio - Conjunto vocal e instrumental formado em São Paulo, SP, em 1965, integrado inicialmente por Toninho (Antônio Pinheiro Filho, São Paulo), percussão; Sabá (Sebastião Oliveira da Paz, Belém PA 1926—), contrabaixo; e Cido (Aparecido Bianchi, Ribeirão Preto SP 1935—)...Ler artigo.

João do Rio
03/02/11 - João do Rio - João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, folclorista, teatrólogo, romancista e jornalista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 05/07/1881, e faleceu na mesma cidade, em 23/06/1921. Era filho de educador Alfredo Coelho Barreto e de Florência ....Ler artigo.

João Paulo e Daniel
03/02/11 - João Paulo e Daniel - Dupla sertaneja formada por José Henrique dos Reis (Brotas SP 1960—1997) e José Daniel Camilo (Brotas 1968—), que se conheceram como concorrentes em festivais de música pelo interior do Estado de São Paulo, até que em 1981 descobriram que suas ....Ler artigo.

Toninho Horta
02/02/11 - Toninho Horta - Antônio Maurício Horta de Melo, instrumentista e cantor, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 2/12/1948. Sua primeira gravação foi no disco Clube da Esquina, tocando guitarra na faixa Trem azul. Em 1970, fez parte como músico do espetáculo Tom & Elis, no Teatro...Ler artigo.

Índios Tabajaras
02/02/11 - Índios Tabajaras - Dupla formada pelos irmãos Antenor Moreira Lima (Tianguá CE) e Natalício Moreira Lima (Crato CE 1918—). Índios da tribo Tabajara, Muçaperê e Erundi (Terceiro e Quarto, em língua tupi) saíram de sua terra com a família em 1933, a pé, rumo do Rio de Janeiro...Ler artigo.

Noel Guarany
02/02/11 - Noel Guarany - Noel Borges do Canto Fabrício da Silva, cantor, compositor, instrumentista e folclorista, nasceu em Bossoroca, distrito de São Luís Gonzaga, RS, em 26/12/1941, e faleceu na cidade de Santa Maria, RS, em 6/10/1998. Estreou como compositor em 1957, com ...Ler artigo.

Natho Henn
02/02/11 - Natho Henn - Nathalino Henn, compositor e pianista, nasceu em Quaraí, RS, em 26/12/1901, e faleceu em Porto Alegre, RS, em 1/8/1958. Iniciou-se no piano com a mãe aos cinco anos de idade. Tendo estudado em Montevidéu, Uruguai, com Williams Kokler e Eduardo Fabini (1883—1950) ...Ler artigo.

Belmácio Pousa Godinho
01/02/11 - Belmácio Pousa Godinho - Compositor e instrumentista, nasceu em Piracicaba, SP, em 27/5/1892, e faleceu em Ribeirão Preto, SP, em 21/2/1980. Na escola, cedo revelou sua inteligência privilegiada e seu pendor para a música, que então se estudava no curso primário. Também ...Ler artigo.

Golpe de Estado
01/02/11 - Golpe de Estado - Grupo paulistano de hard-rock formado em fins de 1985 por Catalau (André Leandro Marechal, São Paulo SP 1959—), vocais; Hélcio Teixeira Aguirra (São Paulo 1959—), guitarra; Nelson Gomes Brito (São Paulo 1960—), contrabaixo; e Paulo Jorge Zinner (São Paulo...Ler artigo.

Oscar Guanabarino
01/02/11 - Oscar Guanabarino - Oscar Guanabarino de Sousa e Silva, pianista, compositor e crítico, nasceu em Niterói, RJ, em 29/11/1851, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 17/1/1937. Aos seis anos iniciou-se no piano com Achille Arnaud, estreando como recitalista aos 15 anos de idade ...Ler artigo.