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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Duofel


Duofel - Dupla de violonistas formada por Fernando Melo (Arapiraca AL 1955—) e Luís Bueno (São Paulo SP 1951—). Tocando juntos desde 1977, constituíram o duo quando foram convidados por  Tetê Espíndola para participar de seu grupo.

Rapidamente o duo se transformou em sucesso de crítica e de público, associando violões com cordas de aço e de nylon, extraem sonoridade única dos instrumentos num tipo de música que passou a ser conhecida como “música plena”, mistura de jazz, pop, rock e MPB.

Responsáveis pelo arranjo de Escrito nas estrelas, lançou em 1987 seu primeiro disco, Duofel disco mix (independente). No mesmo ano, o duo venceu o Festival de Música Instrumental de Avaré SP.

Ao lado de Arrigo Barnabé e Tetê Espíndola, apresentaram-se em 1989 no Belga Jazz Festival, em Bruxelas.

Em 1990, a dupla gravou o CD As cores do Brasil pela Line Music, de Hamburgo (Alemanha), disco lançado posteriormente no Brasil.

Com Hermeto Pascoal, participou em 1992 de vários shows pelo Brasil. Em 1993 lançou Duofel pela gravadora Camerati, CD que conta com a participação de Osvaldinho do Acordeom, Duda Neves e Edu Helou, e composições, com arranjos próprios, de Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal e Caetano Veloso, entre outros. A faixa Do outro lado do oceano, deste CD, recebeu o Prêmio Sharp de melhor música instrumental.

Com Sebastião Tapajós, participou do Brazilian Guitar Night, apresentando-se na Alemanha, Áustria, Bélgica e Liechtenstein. O CD de 1996, Kids of Brazil, possui arranjos de Hermeto Pascoal e foi escolhido no X Prêmio Sharp de Música como o melhor arranjo instrumental do ano.

Em 2000, comemorando 20 anos de carreira, lançou o CD Duofel 20.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Piblifolha.

domingo, 21 de outubro de 2007

Alzira Espíndola

Nascida no Mato Grosso do Sul, em uma família de músicos, iniciou-se profissionalmente no grupo Lírio Selvagem, onde tocava com seus irmãos — inclusive a cantora Tetê Espíndola.

Com o fim do grupo, começa uma carreira solo como cantora, compositora e instrumentista. Tocou com o violeiro Almir Sater antes de lançar seu primeiro disco solo, "Alzira Espíndola", pelo selo 3M.

Em 1990 excursionou por diversos países com Itamar Assumpção e a banda Isca de Polícia, gravando em seguida seu segundo disco, "AMME" pelo selo Baratos Afins. Com esse disco foi indicada ao prêmio Sharp de 1992, categoria Melhor Cantora Pop.

Pela mesma gravadora lança em 1996 "Peçamme", que tem no repertório parcerias com Itamar, Luli e Lucina. Em 1999 grava com a irmã Tetê um CD de clássicos da música regional, "Anahí" (Dabliú).

2000 foi o ano de "Ninguém Pode Calar" (Dabliú), disco baseado no repertório da cantora Maysa.

Alzira Espíndola

Nascida no Mato Grosso do Sul, em uma família de músicos, iniciou-se profissionalmente no grupo Lírio Selvagem, onde tocava com seus irmãos — inclusive a cantora Tetê Espíndola.

Com o fim do grupo, começa uma carreira solo como cantora, compositora e instrumentista. Tocou com o violeiro Almir Sater antes de lançar seu primeiro disco solo, "Alzira Espíndola", pelo selo 3M.

Em 1990 excursionou por diversos países com Itamar Assumpção e a banda Isca de Polícia, gravando em seguida seu segundo disco, "AMME" pelo selo Baratos Afins. Com esse disco foi indicada ao prêmio Sharp de 1992, categoria Melhor Cantora Pop.

Pela mesma gravadora lança em 1996 "Peçamme", que tem no repertório parcerias com Itamar, Luli e Lucina. Em 1999 grava com a irmã Tetê um CD de clássicos da música regional, "Anahí" (Dabliú).

2000 foi o ano de "Ninguém Pode Calar" (Dabliú), disco baseado no repertório da cantora Maysa.

sábado, 1 de setembro de 2007

Tetê Espíndola


Tetê Espíndola (Teresinha Maria Miranda Espíndola), cantora, compositora e instrumentista, nasceu em Campo Grande MS, em 11/3/1954. Originária de família de artista teve sua primeira craviola (instrumento de 12 cordas inventado por Paulinho Nogueira) em 1974. Iniciou-se musicalmente tocando esse instrumento no conjunto Luz Azul, em Campo Grande.

Lançou seu primeiro disco, Tetê e o lírio selvagem, em 1978 pela Polygram trazendo composições próprias e de seus irmãos Alzira, Geraldo e Celito. No disco seguinte, Piraretã (Polygram, 1980), trabalhou com Arrigo Barnabé.

Em 1981 defendeu a valsa Londrina (Arrigo Barnabé) no Festival MPB Shell, música que recebeu o prêmio de melhor arranjo, feito por Cláudio Leal. Fascinado com o timbre de voz da cantora, o poeta Augusto de Campos batizou o terceiro álbum, Pássaros na garganta (Som da Gente, 1982).

Em 1985 venceu o Festival dos Festivais, da TV Globo, com a canção Escrito nas estrelas, que se tornou um grande sucesso de execução e vendagem. Seguiu- se o LP Gaiola (Polygram, 1986), cuja música de maior sucesso foi Na Chapada (com Carlos Rennó), em dueto com Ney Matogrosso.

Como representante brasileira, participou em 1988 do festival The Concert Voice, em Roma, Itália. Em 1989 cantou no festival New Morning (Paris, França) e no Festival de Jazz da Bélgica. Posteriormente, recebeu uma bolsa da Fundação Vitae, para desenvolver projeto sobre a instrumentalidade da voz humana e a musicalidade dos pássaros da Amazônia e do Pantanal, que resultou no disco Ouvir (independente, 1991).

Em 1993 lançou o CD interpretativo Só Tetê (Camerati), que traz músicas de compositores como Djavan e Tom Jobim, e viajou por todo o país fazendo shows. Em 1995 foi lançado o CD Canção do amor (Luz Azul/JHO/Movieplay), totalmente acústico, no qual toca craviola em todas as faixas, trazendo convidados especiais, como seus irmãos Humberto, Geraldo e Alzira, o grupo instrumental Duofel, o trombonista Bocato e Chico César, que toca violão e assina com parcerias três faixas do CD. Neste CD, regravou alguns de seus sucessos que se encontravam fora de catálogo, como Na Chapada, Escrito nas estrelas e Vida cigana.

Com voz de timbre e extensão incomuns, é uma artista que tem orientado seu trabalho através de incursões pela vanguarda, praticando experimentalismos com sons de pássaros, regionalismos e fusões do acústico com o eletrônico.

Obras:

É demais (c/Chico César), 1995; Na Chapada (c/Carlos Rennó), 1984; Pássaros na garganta (c/Carlos Rennó), 1982; Sertão (c/Arrigo Barnabé), 1982.

CDs:

Só Tetê, 1993, Camerati TCD 1010-2; Canção do amor, 1997, Movieplay BS 276.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Tetê Espíndola


Tetê Espíndola (Teresinha Maria Miranda Espíndola), cantora, compositora e instrumentista, nasceu em Campo Grande MS, em 11/3/1954. Originária de família de artista teve sua primeira craviola (instrumento de 12 cordas inventado por Paulinho Nogueira) em 1974. Iniciou-se musicalmente tocando esse instrumento no conjunto Luz Azul, em Campo Grande.

Lançou seu primeiro disco, Tetê e o lírio selvagem, em 1978 pela Polygram trazendo composições próprias e de seus irmãos Alzira, Geraldo e Celito. No disco seguinte, Piraretã (Polygram, 1980), trabalhou com Arrigo Barnabé.

Em 1981 defendeu a valsa Londrina (Arrigo Barnabé) no Festival MPB Shell, música que recebeu o prêmio de melhor arranjo, feito por Cláudio Leal. Fascinado com o timbre de voz da cantora, o poeta Augusto de Campos batizou o terceiro álbum, Pássaros na garganta (Som da Gente, 1982).

Em 1985 venceu o Festival dos Festivais, da TV Globo, com a canção Escrito nas estrelas, que se tornou um grande sucesso de execução e vendagem. Seguiu- se o LP Gaiola (Polygram, 1986), cuja música de maior sucesso foi Na Chapada (com Carlos Rennó), em dueto com Ney Matogrosso.

Como representante brasileira, participou em 1988 do festival The Concert Voice, em Roma, Itália. Em 1989 cantou no festival New Morning (Paris, França) e no Festival de Jazz da Bélgica. Posteriormente, recebeu uma bolsa da Fundação Vitae, para desenvolver projeto sobre a instrumentalidade da voz humana e a musicalidade dos pássaros da Amazônia e do Pantanal, que resultou no disco Ouvir (independente, 1991).

Em 1993 lançou o CD interpretativo Só Tetê (Camerati), que traz músicas de compositores como Djavan e Tom Jobim, e viajou por todo o país fazendo shows. Em 1995 foi lançado o CD Canção do amor (Luz Azul/JHO/Movieplay), totalmente acústico, no qual toca craviola em todas as faixas, trazendo convidados especiais, como seus irmãos Humberto, Geraldo e Alzira, o grupo instrumental Duofel, o trombonista Bocato e Chico César, que toca violão e assina com parcerias três faixas do CD. Neste CD, regravou alguns de seus sucessos que se encontravam fora de catálogo, como Na Chapada, Escrito nas estrelas e Vida cigana.

Com voz de timbre e extensão incomuns, é uma artista que tem orientado seu trabalho através de incursões pela vanguarda, praticando experimentalismos com sons de pássaros, regionalismos e fusões do acústico com o eletrônico.

Obras:

É demais (c/Chico César), 1995; Na Chapada (c/Carlos Rennó), 1984; Pássaros na garganta (c/Carlos Rennó), 1982; Sertão (c/Arrigo Barnabé), 1982.

CDs:

Só Tetê, 1993, Camerati TCD 1010-2; Canção do amor, 1997, Movieplay BS 276.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Escrito nas estrelas

Os irmãos Espíndola — Tetê, Alzira, Geraldo e Celito — cantam e compõem, tendo estreado em disco em 1977, com o álbum Tetê e o lírio selvagem. Matogrossenses-do-sul, eles formam Juntamente com o violeiro/cantor/compositor Almir Sater o contingente mais expressivo de seu Estado na música brasileira.

A grande oportunidade de Tetê Espíndola chegaria com a sua vitória, em 26.10.85, no Festival dos Festivais, ocasião em que defendeu a composição “Escrito nas Estrelas”. Curiosamente, esta seria a primeira vez que interpretava uma canção de amor. Até então, já com três discos gravados, sua voz peculiarmente aguda a levaria a cantar um repertório influenciado pelos ritmos paraguaios, concentrado em temas da natureza e que refletia a exuberância da região do Pantanal.

A melodia de “Escrito nas Estrelas”, de autoria de Arnaldo Black, tem uma primeira parte muito simples, em contraste com a segunda que se desenvolve sobre uma escala pentatônica, oferecendo alguma dificuldade a cantores medianos. A letra de Carlos Rennó, feita sobre a melodia pronta, é uma declaração de amor total: “Você para mim foi o sol / de uma noite sem fim / que acendeu o que sou / e renasceu tudo em mim...”

Ao inscrevê-la no festival, os autores chegaram a temer uma rejeição da censura, pois, na repetição da primeira parte, há um verso que diz, “pois sem você, meu tesão, não sei o que eu vou ser”. Embora já usado por Caetano Veloso (em “O Quereres”) e Chico Buarque (em “Bye Bye, Brasil”), a palavra “tesão” não chamava a atenção nas duas canções, em razão de serem suas letras enormes, o que não era o caso de “Escrito nas Estrelas”.

Mas a censura não se manifestou e a composição pôde ser cantada por Tetê, numa sensual apresentação, trajando um provocante macacão de rede branca, vazada. No final, ela conquistou o público com uma interpretação não-convencional, vencendo brilhantemente. O título “Escrito nas Estrelas” foi inspirado a Rennó por “It Was Written in the Stars”, canção escrita em 1939 por Cole Porter para o musical “Du Barry Was a Lady” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).


Escrito nas estrelas (1985) - Arnaldo Black e Carlos Rennó
Intro.: E F# A E B7
                    E
Você pra mim foi um Sol
A F#m
De uma noite sem fim
B7/4 B7
Que acendeu o que sou
E B7
E renasceu tudo em pra mim
E
Agora eu sei muito bem
A F#m
Que eu nasci só pra ser
B7/4 B7
Sua parceira seu bem
E B7
E só morrer de prazer
E                                   F#
Caso do acaso bem marcado em cartas de tarô
A
Meu amor esse amor de cartas claras
E B7
Sobre a mesa é assim
E F#
Signo destino que surpresa ele nos preparou
A E
Meu amor nosso amor estava escrito nas estrelas
B7
Tava sim
                E
Você me deu atenção
A F#
E tomou conta de mim
B7/4 B7
Por isso minha intenção
E B7
É prosseguir sempre assim
E
Pois sem você meu tesão
A F#
Não sei o que eu vou ser
B7/4 B7
Agora preste atenção
E B7
Quero casar com você
E                                   F#
Caso do acaso bem marcado em cartas de tarô
A
Meu amor esse amor de cartas claras
E B7
Sobre a mesa é assim
E F#
Signo destino que surpresa ele nos preparou
A E
Meu amor nosso amor estava escrito nas estrelas
B7
Tava sim...

E F# A
F#m B7/4 B7



Escrito nas estrelas

Os irmãos Espíndola — Tetê, Alzira, Geraldo e Celito — cantam e compõem, tendo estreado em disco em 1977, com o álbum Tetê e o lírio selvagem. Matogrossenses-do-sul, eles formam Juntamente com o violeiro/cantor/compositor Almir Sater o contingente mais expressivo de seu Estado na música brasileira.

A grande oportunidade de Tetê Espíndola chegaria com a sua vitória, em 26.10.85, no Festival dos Festivais, ocasião em que defendeu a composição “Escrito nas Estrelas”. Curiosamente, esta seria a primeira vez que interpretava uma canção de amor. Até então, já com três discos gravados, sua voz peculiarmente aguda a levaria a cantar um repertório influenciado pelos ritmos paraguaios, concentrado em temas da natureza e que refletia a exuberância da região do Pantanal.

A melodia de “Escrito nas Estrelas”, de autoria de Arnaldo Black, tem uma primeira parte muito simples, em contraste com a segunda que se desenvolve sobre uma escala pentatônica, oferecendo alguma dificuldade a cantores medianos. A letra de Carlos Rennó, feita sobre a melodia pronta, é uma declaração de amor total: “Você para mim foi o sol / de uma noite sem fim / que acendeu o que sou / e renasceu tudo em mim...”

Ao inscrevê-la no festival, os autores chegaram a temer uma rejeição da censura, pois, na repetição da primeira parte, há um verso que diz, “pois sem você, meu tesão, não sei o que eu vou ser”. Embora já usado por Caetano Veloso (em “O Quereres”) e Chico Buarque (em “Bye Bye, Brasil”), a palavra “tesão” não chamava a atenção nas duas canções, em razão de serem suas letras enormes, o que não era o caso de “Escrito nas Estrelas”.

Mas a censura não se manifestou e a composição pôde ser cantada por Tetê, numa sensual apresentação, trajando um provocante macacão de rede branca, vazada. No final, ela conquistou o público com uma interpretação não-convencional, vencendo brilhantemente. O título “Escrito nas Estrelas” foi inspirado a Rennó por “It Was Written in the Stars”, canção escrita em 1939 por Cole Porter para o musical “Du Barry Was a Lady” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).


Escrito nas estrelas (1985) - Arnaldo Black e Carlos Rennó
Intro.: E F# A E B7
                    E
Você pra mim foi um Sol
A F#m
De uma noite sem fim
B7/4 B7
Que acendeu o que sou
E B7
E renasceu tudo em pra mim
E
Agora eu sei muito bem
A F#m
Que eu nasci só pra ser
B7/4 B7
Sua parceira seu bem
E B7
E só morrer de prazer
E                                   F#
Caso do acaso bem marcado em cartas de tarô
A
Meu amor esse amor de cartas claras
E B7
Sobre a mesa é assim
E F#
Signo destino que surpresa ele nos preparou
A E
Meu amor nosso amor estava escrito nas estrelas
B7
Tava sim
                E
Você me deu atenção
A F#
E tomou conta de mim
B7/4 B7
Por isso minha intenção
E B7
É prosseguir sempre assim
E
Pois sem você meu tesão
A F#
Não sei o que eu vou ser
B7/4 B7
Agora preste atenção
E B7
Quero casar com você
E                                   F#
Caso do acaso bem marcado em cartas de tarô
A
Meu amor esse amor de cartas claras
E B7
Sobre a mesa é assim
E F#
Signo destino que surpresa ele nos preparou
A E
Meu amor nosso amor estava escrito nas estrelas
B7
Tava sim...

E F# A
F#m B7/4 B7