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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mauro Duarte

Mauro Duarte
Mauro Duarte (Mauro Duarte de Oliveira), compositor, nasceu em Matias Barbosa, MG, em 2/6/1930, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 26/8/1989. Aos seis anos, veio com a família para o bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, logo começando a participar como compositor e ritmista dos blocos camavalescos. 

Em 1960 teve sua primeira música gravada: Palavra, por Miltinho. Em 1967 passou a integrar o conjunto Os Cinco Crioulos, substituindo Paulinho da Viola, ao lado de Elton Medeiros, Nelson Sargento, Anescar do Salgueiro e Jair do Cavaquinho. 

O conjunto participou do show Mudando de conversa, com Ciro Monteiro, Clementina de Jesus e Nora Ney, gravou 3 LPs pela EMI nos anos de 1967 (Samba... no duro), 1968 (Samba... no duro, vol. 2) e 1969 (Os Cinco Crioulos), e se apresentou em várias cidades do Brasil. 

Em 1970 conheceu Clara Nunes, que gravou naquele ano Tributo aos orixás (com Ruben Tavares) e posteriormente se tornaria uma de suas principais intérpretes. Outros que gravaram músicas suas foram Roberto Ribeiro, Alcione, MPB-4 , Elizeth Cardoso e Quarteto em Cy

Em 1973 foi levado para o G.R.E.S. da Portela por Noca da Portela e passou a fazer parte da ala de compositores da escola de samba. 

Em 1985 gravou um LP independente (selo Coomusa) com Cristina, intitulado Cristina e Mauro Duarte.

Entre seus parceiros de composição destacam-se Paulo César Pinheiro, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Maurício Tapajós, Noca da Portela, João Nogueira e Carlinhos Vergueiro

Em 1994 foi lançado o CD Homenagem a Mauro Duarte, reunindo gravações do próprio compositor e de outros cantores interpretando suas músicas.

Obra

A.M.O.R. Amor (c/Walter Alfaiate), 1981; Brasil mestiço, santuário da fé, 1980; Coroa de areia (c/Paulo César Pinheiro), 1981; Foi demais (c/Paulinho da Viola), 1979; Jogo de Angola (c/Paulo César Pinheiro), 1978; Menino Deus (c/Paulo César Pinheiro), 1974; Perdão (c/Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro), 1977; Portela na avenida (c/Paulo César Pinheiro), 1981. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - 2a. Edição - 1998 .

segunda-feira, 5 de julho de 2010

João de Aquino

João de Aquino, violonista e compositor, nasceu em 23 de junho de 1945 no bairro carioca de São Cristóvão. Neto de um maestro de banda do interior do estado do Rio e primo do violonista e compositor Baden Powell, teve contato com a música desde a infância.

Aos dez anos começou a ter aulas de violão com o lendário violonista Meira, chorão de primeira linha. Firmou-se como violonista, primeiro tocando em bailes e cabarés, e depois acompanhando cantores como Pery Ribeiro, Leny Andrade, Dóris Monteiro.

Trabalhou em cinema e televisão, como diretor musical e compositor de trilhas. Em 1970 sua canção Sagarana (com Paulo César Pinheiro), interpretada por Maria Odete, causou sensação no V Festival Internacional da Canção.

Depois excursionou pelo México e Europa antes de se tornar conhecido no Brasil. Quando voltou, alternou a carreira de instrumentista com a de produtor musical. Em 1991 gravou o CD Patuá, pela Leblon, disco lançado também no exterior, e que apostou no resgate da MPB instrumental dançante.

Cinco anos depois foi a vez de Bordões, um CD cheio de convidados: Martinho da Vila, Elza Soares, Áurea Martins, Gilson Peranzzetta, Raul de Souza e outros.

Entre seus maiores sucessos destacam-se Pensando bem e Viagem (com Paulo César Pinheiro), gravada pioneiramente por Marisa Gata Mansa e que já ganhou mais de 60 regravações. Em 1998 fundou, com outros músicos, o Bando da Rua, um movimento dedicado a recuperar o bom humor da música carioca.


Fontes: Cliquemusic; Wikipedia; Rob Digital.

João de Aquino

João de Aquino, violonista e compositor, nasceu em 23 de junho de 1945 no bairro carioca de São Cristóvão. Neto de um maestro de banda do interior do estado do Rio e primo do violonista e compositor Baden Powell, teve contato com a música desde a infância.

Aos dez anos começou a ter aulas de violão com o lendário violonista Meira, chorão de primeira linha. Firmou-se como violonista, primeiro tocando em bailes e cabarés, e depois acompanhando cantores como Pery Ribeiro, Leny Andrade, Dóris Monteiro.

Trabalhou em cinema e televisão, como diretor musical e compositor de trilhas. Em 1970 sua canção Sagarana (com Paulo César Pinheiro), interpretada por Maria Odete, causou sensação no V Festival Internacional da Canção.

Depois excursionou pelo México e Europa antes de se tornar conhecido no Brasil. Quando voltou, alternou a carreira de instrumentista com a de produtor musical. Em 1991 gravou o CD Patuá, pela Leblon, disco lançado também no exterior, e que apostou no resgate da MPB instrumental dançante.

Cinco anos depois foi a vez de Bordões, um CD cheio de convidados: Martinho da Vila, Elza Soares, Áurea Martins, Gilson Peranzzetta, Raul de Souza e outros.

Entre seus maiores sucessos destacam-se Pensando bem e Viagem (com Paulo César Pinheiro), gravada pioneiramente por Marisa Gata Mansa e que já ganhou mais de 60 regravações. Em 1998 fundou, com outros músicos, o Bando da Rua, um movimento dedicado a recuperar o bom humor da música carioca.


Fontes: Cliquemusic; Wikipedia; Rob Digital.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Matita Perê

Matita Perê (1973) - Tom Jobim e Paulo César Pinheiro
Intro: Em7  E4(add9)  x 2

G#m7 G#4(add9)
No jardim das rosas
G#m7
De sonho e medo
G#4(add9) G#m7
Pelos canteiros de espinhos e flores
G#4(add9) G#m7
Lá, quero ver você
G#4(add9) G#m7 G#4(add9) E(add9)
Olerê, Olará, você me pegar

G#m7 G#4(add9) x 2

Gm7 G4(add9) Gm7
Madrugada fria de estranho sonho
G4(add9)
Acordou João, cachorro latia
Gm7 G4(add9)
João abriu a porta
Gm7 G4(add9)
O sonho existia

F#m7 F#4(add9)
Que João fugisse
F#m7
Que João partisse
F#4(add9) F#m7
Que João sumisse do mundo
F#4(add9) F#m7 F#4(add9)
De nem Deus achar, Ierê

Fm7 F4(add9) Fm7
Manhã noiteira de força viagem
F4(add9) Fm7
Leva em dianteira um dia de vantagem
F4(add9) Fm7
Folha de palmeira apaga a passagem
F4(add9) Fm7 F4(add9) E7(13 9)
O chão, na palma da mão, o chão, o chão


E manhã redonda de pedras altas
Bbm7(b5)
Cruzou fronteira de servidão
Fm7(11) Bbm7 Bb4(add9)
Olerê, quero ver
Dm7
Olerê



Bbm7 Bb4(add9) Bbm7
E por maus caminhos de toda sorte
Bb4(add9) Bbm7
Buscando a vida, encontrando a morte
Bb4(add9) Bbm7
Pela meia rosa do quadrante Norte
Bb4(add9) Bbm7 Bb4(add9) Bbm7
João, João

G#m7 G#4(add9) G#m7
Um tal de Chico chamado Antônio
G#4(add9) G#m7
Num cavalo baio que era um burro velho
G#4(add9) G#m7
Que na barra fria já cruzado o rio
G#4(add9) G#m7
Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro
G#4(add9) G#m7
Aliás Horácio, vulgo Simão
G#4(add9) G#dim
Lá um chamado Tião
Gm7 G4(add9) x 2
Chamado João

F7 4(9) Em7 E4(add9) Em7 E4(add9)

Em7 E7 4 Ebm7
Recebendo aviso entortou caminho
Eb7 4 Ebm7
De Nor-Nordeste pra Norte-Norte
Eb7 4 Ebm7
Na meia vida de adiadas mortes
Eb7 4 Ebm7 Eb7 4
Um estranho chamado João

Gm7 G4(add9)
No clarão das águas
Gm7
No deserto negro
G4(add9)
A perder mais nada
Gm7
Corajoso medo
G4(add9) Gm7 G4(add9)
Lá quero ver você

F#m7 F#4(add9) F#m7
Por sete caminhos de setenta sortes
F#4(add9) F#m7
Setecentas vidas e sete mil mortes
F#4(add9) F#m7 F#4(add9)
Esse um, João, João
D7(13 9)
E deu dia claro

E deu noite escura
G#m7(b5)
E deu meia-noite no coração
D#7(11) G#m7
Olerê, quero ver
G#4(add9) Cm7 C4(add9)
Olerê

Am7 A4(add9)
Passa sete serras
Am7
Passa cana brava
A4(add9)
No brejo das almas
Am7
Tudo terminava
A4(add9) Am7
No caminho velho onde a lama trava
A4(add9) Am7
Lá no todo-fim-é-bom
A4(add9) F(add9) Am7 A4(add9) Am7 A4(add9)
Se acabou João

G#m7 G#4(add9) x 2

G#m7 G#4(add9)
No Jardim das rosas
G#m7
De sonho e medo
G#4(add9)
No clarão das águas
G#m7
No deserto negro
G#4(add9) G#m7
Lá, quero ver você
G#4(add9) G#m7
Lerê, lará
G#4(add9) E(add9)
Você me pegar

G#m7 G#4(add9) x 2

Em7 E4(add9)

Matita Perê

Matita Perê (1973) - Tom Jobim e Paulo César Pinheiro
Intro: Em7  E4(add9)  x 2

G#m7 G#4(add9)
No jardim das rosas
G#m7
De sonho e medo
G#4(add9) G#m7
Pelos canteiros de espinhos e flores
G#4(add9) G#m7
Lá, quero ver você
G#4(add9) G#m7 G#4(add9) E(add9)
Olerê, Olará, você me pegar

G#m7 G#4(add9) x 2

Gm7 G4(add9) Gm7
Madrugada fria de estranho sonho
G4(add9)
Acordou João, cachorro latia
Gm7 G4(add9)
João abriu a porta
Gm7 G4(add9)
O sonho existia

F#m7 F#4(add9)
Que João fugisse
F#m7
Que João partisse
F#4(add9) F#m7
Que João sumisse do mundo
F#4(add9) F#m7 F#4(add9)
De nem Deus achar, Ierê

Fm7 F4(add9) Fm7
Manhã noiteira de força viagem
F4(add9) Fm7
Leva em dianteira um dia de vantagem
F4(add9) Fm7
Folha de palmeira apaga a passagem
F4(add9) Fm7 F4(add9) E7(13 9)
O chão, na palma da mão, o chão, o chão


E manhã redonda de pedras altas
Bbm7(b5)
Cruzou fronteira de servidão
Fm7(11) Bbm7 Bb4(add9)
Olerê, quero ver
Dm7
Olerê



Bbm7 Bb4(add9) Bbm7
E por maus caminhos de toda sorte
Bb4(add9) Bbm7
Buscando a vida, encontrando a morte
Bb4(add9) Bbm7
Pela meia rosa do quadrante Norte
Bb4(add9) Bbm7 Bb4(add9) Bbm7
João, João

G#m7 G#4(add9) G#m7
Um tal de Chico chamado Antônio
G#4(add9) G#m7
Num cavalo baio que era um burro velho
G#4(add9) G#m7
Que na barra fria já cruzado o rio
G#4(add9) G#m7
Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro
G#4(add9) G#m7
Aliás Horácio, vulgo Simão
G#4(add9) G#dim
Lá um chamado Tião
Gm7 G4(add9) x 2
Chamado João

F7 4(9) Em7 E4(add9) Em7 E4(add9)

Em7 E7 4 Ebm7
Recebendo aviso entortou caminho
Eb7 4 Ebm7
De Nor-Nordeste pra Norte-Norte
Eb7 4 Ebm7
Na meia vida de adiadas mortes
Eb7 4 Ebm7 Eb7 4
Um estranho chamado João

Gm7 G4(add9)
No clarão das águas
Gm7
No deserto negro
G4(add9)
A perder mais nada
Gm7
Corajoso medo
G4(add9) Gm7 G4(add9)
Lá quero ver você

F#m7 F#4(add9) F#m7
Por sete caminhos de setenta sortes
F#4(add9) F#m7
Setecentas vidas e sete mil mortes
F#4(add9) F#m7 F#4(add9)
Esse um, João, João
D7(13 9)
E deu dia claro

E deu noite escura
G#m7(b5)
E deu meia-noite no coração
D#7(11) G#m7
Olerê, quero ver
G#4(add9) Cm7 C4(add9)
Olerê

Am7 A4(add9)
Passa sete serras
Am7
Passa cana brava
A4(add9)
No brejo das almas
Am7
Tudo terminava
A4(add9) Am7
No caminho velho onde a lama trava
A4(add9) Am7
Lá no todo-fim-é-bom
A4(add9) F(add9) Am7 A4(add9) Am7 A4(add9)
Se acabou João

G#m7 G#4(add9) x 2

G#m7 G#4(add9)
No Jardim das rosas
G#m7
De sonho e medo
G#4(add9)
No clarão das águas
G#m7
No deserto negro
G#4(add9) G#m7
Lá, quero ver você
G#4(add9) G#m7
Lerê, lará
G#4(add9) E(add9)
Você me pegar

G#m7 G#4(add9) x 2

Em7 E4(add9)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vou deitar e rolar

Vou deitar e rolar (samba, 1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Tom: A
Intro: E7

PARTE I:
A6 D7M/9 C#m7 F#m7
Não venha querer se consolar
Bm7 E7
Que agora não dá mais pé
A6
Nem nunca mais vai dar

A6 D7M/9 C#m7 F#m7
Também quem mandou se levantar
Bm7 E7
Quem levantou pra sair
Em6 A7/13
Perde o lugar

Dm6 Aº C#m7
E agora, cadê teu novo amor
F#m7 Bm7
Cadê que ele nunca funcionou
E7 A7
Cadê que nada resolveu


REFRAO:
E9 Ebº D7M/9 C#m7
Quaquaraquaquá, quem riu
F#m7 Bm9 E7 A6
Quaquaraquaquá, fui eu
E9 Ebº D7M/9 C#m7
Quaquaraquaquá, quem riu
F#m7 Bm9 E7 A6
Quaquaraquaquá, fui eu

E7
ainda sou mais eu

PARTE II:
A6 D7M/9 C#m7 F#m7
Você já entrou na de voltar
Bm7 E7
Agora fica na tua
A6
Que é melhor ficar
A6 D7M/9 C#m7 F#m7
Porque vai ser fogo me aturar
Bm7
quem cai na chuva
E7 Em6 A7/13
Só tem que se molhar

Dm6 Aº C#m7
E agora cadê, cadê você
F#m7 Bm7
Cadê que eu não vejo mais, cadê
E7 A7
Pois é quem te viu e quem te vê


{REFRAO}

Bbº Bm7 E9 D7M/9 C#m7 F#m7
Todo mundo se admira da mancada que a Terezinha deu
Bbº Bm7
Que deu no pira
E7 Em6
E ficou sem nada ter de seu
A7 Dm6
Ela não quis fazer fé
C#m7 F#m7
Na virada da maré
Breque

Mas que malandro sou eu
Pra ficar dando colher de chá
Se eu não tiver colher, vou deitar e rolar


{PARTE II}
{REFRAO}


(Ebº D7M/9 C#m7 F#m7)
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingá

{REFRAO}

Vou deitar e rolar

Vou deitar e rolar (samba, 1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Tom: A
Intro: E7

PARTE I:
A6 D7M/9 C#m7 F#m7
Não venha querer se consolar
Bm7 E7
Que agora não dá mais pé
A6
Nem nunca mais vai dar

A6 D7M/9 C#m7 F#m7
Também quem mandou se levantar
Bm7 E7
Quem levantou pra sair
Em6 A7/13
Perde o lugar

Dm6 Aº C#m7
E agora, cadê teu novo amor
F#m7 Bm7
Cadê que ele nunca funcionou
E7 A7
Cadê que nada resolveu


REFRAO:
E9 Ebº D7M/9 C#m7
Quaquaraquaquá, quem riu
F#m7 Bm9 E7 A6
Quaquaraquaquá, fui eu
E9 Ebº D7M/9 C#m7
Quaquaraquaquá, quem riu
F#m7 Bm9 E7 A6
Quaquaraquaquá, fui eu

E7
ainda sou mais eu

PARTE II:
A6 D7M/9 C#m7 F#m7
Você já entrou na de voltar
Bm7 E7
Agora fica na tua
A6
Que é melhor ficar
A6 D7M/9 C#m7 F#m7
Porque vai ser fogo me aturar
Bm7
quem cai na chuva
E7 Em6 A7/13
Só tem que se molhar

Dm6 Aº C#m7
E agora cadê, cadê você
F#m7 Bm7
Cadê que eu não vejo mais, cadê
E7 A7
Pois é quem te viu e quem te vê


{REFRAO}

Bbº Bm7 E9 D7M/9 C#m7 F#m7
Todo mundo se admira da mancada que a Terezinha deu
Bbº Bm7
Que deu no pira
E7 Em6
E ficou sem nada ter de seu
A7 Dm6
Ela não quis fazer fé
C#m7 F#m7
Na virada da maré
Breque

Mas que malandro sou eu
Pra ficar dando colher de chá
Se eu não tiver colher, vou deitar e rolar


{PARTE II}
{REFRAO}


(Ebº D7M/9 C#m7 F#m7)
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingá

{REFRAO}

quinta-feira, 16 de abril de 2009

É de lei

É de lei (1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Quem vacilou tem
Tem, tem que dançar
Você vacilou
Eu tô vendo o barco afundar
Adeus, adeus
Vai que já voltei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Palavra de rei
Não pode faltar
Galo me avisou
Quem ajoelhou vai rezar
Cai, deitei
Mas me levantei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Não deixa cair
A colher de cal
Tempo que foi bom
Vai virar um bom temporal
Você jogou
Mas também joguei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Procurei demais
Mas foi tudo em vão
Então resolvi cancelar a procuração
Não vai chiar
Pois eu não chiei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

É de lei

É de lei (1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Quem vacilou tem
Tem, tem que dançar
Você vacilou
Eu tô vendo o barco afundar
Adeus, adeus
Vai que já voltei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Palavra de rei
Não pode faltar
Galo me avisou
Quem ajoelhou vai rezar
Cai, deitei
Mas me levantei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Não deixa cair
A colher de cal
Tempo que foi bom
Vai virar um bom temporal
Você jogou
Mas também joguei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Procurei demais
Mas foi tudo em vão
Então resolvi cancelar a procuração
Não vai chiar
Pois eu não chiei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

domingo, 9 de setembro de 2007

Violão

Violão - Sueli Costa e Paulo César Pinheiro

Um dia eu vi numa estrada
um arvoredo caído
Não era um tronco qualquer.
Era madeira de pinho
e um artesão esculpia
o corpo de uma mulher
Depois eu vi
pela noite
o artesão nos caminhos
colhendo raios de Lua
Fazia cordas de prata
que, se esticadas, vibravam
o corpo da mulher nua
E o artesão, finalmente,
nesta mulher de madeira,
botou o seu coração
e lhe apertou contra o peito
e deu-lhe nome bonito
e assim nasceu o violão.

Violão

Violão - Sueli Costa e Paulo César Pinheiro

Um dia eu vi numa estrada
um arvoredo caído
Não era um tronco qualquer.
Era madeira de pinho
e um artesão esculpia
o corpo de uma mulher
Depois eu vi
pela noite
o artesão nos caminhos
colhendo raios de Lua
Fazia cordas de prata
que, se esticadas, vibravam
o corpo da mulher nua
E o artesão, finalmente,
nesta mulher de madeira,
botou o seu coração
e lhe apertou contra o peito
e deu-lhe nome bonito
e assim nasceu o violão.

Veneno

Veneno - Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro
A6
Mas o que me faz chorar
Bm7 E7 A6
É esse fel que você vive a destilar
Bm7 E7 A6 A7
É essa a paga cruel que você me dá
D E7 A6
Só o melhor meu coração te ofereceu
C#7 F#m
Você cuspiu no prato que comeu
A6
E o mal que isso me faz
Bm7 E7 A6
Não esperava isso de você jamais
Bm7 E7 A6 A7
Eu não sabia que você podia ser capaz
D E7 A6
De alguém pedir a mão e receber
C#7 F#m F#m/E
Depois vingar em vez de devolver
D#m5-/7 G#7 C#m7
Dei o manto pra quem vai me desnudar
C#m5-/7 F#7 Bm7
E em meu canto abriguei quem vai me expulsar
Dm7 E7 A6 F#m7
Eu te dei de beber
B7/9 E7 A6
No mesmo copo você vai me envenenar

Veneno

Veneno - Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro
A6
Mas o que me faz chorar
Bm7 E7 A6
É esse fel que você vive a destilar
Bm7 E7 A6 A7
É essa a paga cruel que você me dá
D E7 A6
Só o melhor meu coração te ofereceu
C#7 F#m
Você cuspiu no prato que comeu
A6
E o mal que isso me faz
Bm7 E7 A6
Não esperava isso de você jamais
Bm7 E7 A6 A7
Eu não sabia que você podia ser capaz
D E7 A6
De alguém pedir a mão e receber
C#7 F#m F#m/E
Depois vingar em vez de devolver
D#m5-/7 G#7 C#m7
Dei o manto pra quem vai me desnudar
C#m5-/7 F#7 Bm7
E em meu canto abriguei quem vai me expulsar
Dm7 E7 A6 F#m7
Eu te dei de beber
B7/9 E7 A6
No mesmo copo você vai me envenenar

Velho casarão

Velho casarão - Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro

Velho casarão meu quarto antigo
Meu porão meu velho abrigo
Mora a solidão comigo
E lá no jardim na cama verde
Do capim a nossa sede
De meninos descobrindo o amor
Os doze anos dos dois pelo chão
E os nossos planos casarmos depois
Era bonito...
Mas um dia ele não voltou
Esperei um mês ou mais
Pela primeira vez fui poeta
E hoje o casarão é onde eu moro
E o porão é onde eu choro
Minhas mágoas mais sentidas
E lá no jardim na mesma cama
Do capim o mesmo drama de menino
Que não passa nunca mais
Nunca mais...

Velho casarão

Velho casarão - Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro

Velho casarão meu quarto antigo
Meu porão meu velho abrigo
Mora a solidão comigo
E lá no jardim na cama verde
Do capim a nossa sede
De meninos descobrindo o amor
Os doze anos dos dois pelo chão
E os nossos planos casarmos depois
Era bonito...
Mas um dia ele não voltou
Esperei um mês ou mais
Pela primeira vez fui poeta
E hoje o casarão é onde eu moro
E o porão é onde eu choro
Minhas mágoas mais sentidas
E lá no jardim na mesma cama
Do capim o mesmo drama de menino
Que não passa nunca mais
Nunca mais...

Velhice da porta-bandeira

Velhice da porta-bandeira - Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro

Ela renunciou
A Mangueira saiu, ela ficou
Era porta-bandeira
Desde a primeira vez
Por que terá sido isso que ela fez?

Não, ninguém saberá
Ela se demitiu, outra virá
Ninguém a viu chorando
Coisa tão singular
Quando a bandeira tremeu no ar

Ô... quando toda avenida sambou
O seu mundo desmoronou
Ela se emocionou
Perto dela ela ouviu, alguém gritou:
"Viva a porta-bandeira",
"Sou eu", ela pensou
Mas foi a outra quem se curvou
Ô... quando toda avenida sambou
O seu mundo desmoronou
Ô... quando a porta-bandeira passou
Quem viu
Ela se levantou e aplaudiu

Velhice da porta-bandeira

Velhice da porta-bandeira - Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro

Ela renunciou
A Mangueira saiu, ela ficou
Era porta-bandeira
Desde a primeira vez
Por que terá sido isso que ela fez?

Não, ninguém saberá
Ela se demitiu, outra virá
Ninguém a viu chorando
Coisa tão singular
Quando a bandeira tremeu no ar

Ô... quando toda avenida sambou
O seu mundo desmoronou
Ela se emocionou
Perto dela ela ouviu, alguém gritou:
"Viva a porta-bandeira",
"Sou eu", ela pensou
Mas foi a outra quem se curvou
Ô... quando toda avenida sambou
O seu mundo desmoronou
Ô... quando a porta-bandeira passou
Quem viu
Ela se levantou e aplaudiu

Um ser de luz

Um ser de luz - João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

Um dia
Um ser de luz nasceu
Numa cidade do interior
E o menino Deus lhe abençoou
De manto branco ao se batizar
Se transformou num sabiá
Dona dos versos de um trovador
E a rainha do seu lugar
Sua voz então
Ao se espalhar
Corria chão
Cruzava o mar
Levada pelo ar
Onde chegava
Espantava a dor
Com a força do seu cantar

Mas aconteceu um dia
Foi que o menino Deus chamou
E ela foi pra cantar
Para além do luar
Onde moram as estrelas
A gente fica a lembrar
Vendo o céu clarear
Na esperança de Vê-la, sabiá

Sabiá
Que falta faz tua alegria
Sem você, meu canto agora é só
Melancolia
Canta, meu sabiá, voa, meu sabiá
Adeus, meu sabiá, até um dia

Um ser de luz

Um ser de luz - João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

Um dia
Um ser de luz nasceu
Numa cidade do interior
E o menino Deus lhe abençoou
De manto branco ao se batizar
Se transformou num sabiá
Dona dos versos de um trovador
E a rainha do seu lugar
Sua voz então
Ao se espalhar
Corria chão
Cruzava o mar
Levada pelo ar
Onde chegava
Espantava a dor
Com a força do seu cantar

Mas aconteceu um dia
Foi que o menino Deus chamou
E ela foi pra cantar
Para além do luar
Onde moram as estrelas
A gente fica a lembrar
Vendo o céu clarear
Na esperança de Vê-la, sabiá

Sabiá
Que falta faz tua alegria
Sem você, meu canto agora é só
Melancolia
Canta, meu sabiá, voa, meu sabiá
Adeus, meu sabiá, até um dia

Submerso

Submerso - Mario Gil e Paulo César Pinheiro

Casa assobradada
Na rua da praia
Pé de samambaia
No portão de entrada

Tinha uma menina
Que em noite de lua
Se banhava nua
N'água cristalina

Ela pulava das pedras
Secava no vento
Deitava ao luar
Sabia que eu vinha olhar

Um dia ouvi seu chamado
Quando ela saía
Das ondas do mar
Fez-me na areia deitar
Fui me deixando levar

Mas a maré do seu ventre
Eu senti me puxar
Nadava contra a corrente
Pra não me afogar
Mas vi meu corpo afundar

Hoje submerso encantado
Não quero voltar
Não quero ser resgatado
Do fundo do mar