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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dona Rosa

Isaura Garcia
Dona Rosa (marcha, 1947) -Armando Silva Araújo e Aluísio Silva Araújo

Título da música: Dona rosa / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Isaura Garcia - Nelson Gonçalves / Compositores: Araújo, Aluísio Silva - Araújo, Armando Silva / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800493 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1947 / Lado B / Disco 78 rpm


-Dona Rosa.
-O que é seu João?
-Você não vê que estou emagrecendo. Perdendo os quilos...
-Por quê?
-Paixão por você.
-Não pode ser. Não acredito que você emagreça!
-Já estou é perdendo a cabeça.
-Deus do céu!
-Já nem uso chapéu.
-Seu João, por favor não atiça! O amor da mulher é preguiça, não é?
-Ah, isso é!
-Quando pega a querer, sair do lugar, estou querendo é querer. Mas, seu João, tenho medo...
-Tem medo de quê? Dona Rosa, estou caídinho por você...
-No casamento eu vou me vestir...
-De quê?
-De babado.
-Eu meto lá o meu braço engomado. Meu Deus, que festança vai ser!
-Mas, seu João, olha bem o que está armando.
-Eu juro que estou lhe amando.
-É? Porque se não está...
-O que tem?
-Vai ter !!

Teu retrato

Isaura Garcia
Teu retrato (samba, 1947) - Benjamin Batista e Nelson Gonçalves

Título da música: Teu retrato / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Isaura Garcia - Gonçalves, Nelson / Compositores: Batista, Benjamin - Gonçalves, Nelson / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800493 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1947 / Lado A / Disco 78 rpm


Já sei que vais embora
E não queres mais o meu amor
Ouve minh'alma que chora
Que te pede por favor
Deixa ficar teu retrato comigo
Quero ter a ilusão
Que ainda vivo contigo

Fica, abre a cruz dos teus braços
Meu coração em pedaços
Não pode falar assim
Porque, eu imploro
Se fores embora eu choro
Não te separes de mim

Já sei que vais embora
E não queres mais o meu amor
Ouve minh'alma que chora
Que te pede por favor
Deixa ficar teu retrato comigo
Quero ter a ilusão
Que ainda vivo contigo

sábado, 15 de novembro de 2008

Aladim

Aladim (marcha/carnaval, 1951) - Herivelto Martins e Raul Sampaio


Muita gente não conhece o Aladim
E sua lâmpada maravilhosa
Dessas lâmpadas que não se encontram em armazém
Que só ele tem
Só ele e mais ninguém

Ò egoísta oriental
Eu sou um Aladim de carnaval
Tenho uma lâmpada de funileiro
Porém lhe falta o gênio feiticeiro

Aladim, Aladim
Vem trazer esse tesouro para mim
Em troca eu lhe darei no outro carnaval
Um cabrocha, um pandeiro e um tamborim.

Aladim


Isaura Garcia
Aladim (marcha/carnaval, 1951) - Herivelto Martins e Raul Sampaio

Muita gente não conhece o Aladim
E sua lâmpada maravilhosa
Dessas lâmpadas que não se encontram em armazém
Que só ele tem
Só ele e mais ninguém

Ò egoísta oriental
Eu sou um Aladim de carnaval
Tenho uma lâmpada de funileiro
Porém lhe falta o gênio feiticeiro

Aladim, Aladim
Vem trazer esse tesouro para mim
Em troca eu lhe darei no outro carnaval
Um cabrocha, um pandeiro e um tamborim.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Walter Wanderley

Walter Wanderley
Walter Wanderley (Walter José Wanderley Mendonça), instrumentista, nasceu no Recife/PE em 12/5/1932, e faleceu em São Francisco, EUA em 1/9/1986. Iniciou carreira como organista e pianista em Pernambuco.

Em fins da década de 1950 mudou para São Paulo onde integrou, em 1958, o conjunto do Bar Claridge. Em seguida, levado por Isaura Garcia (com quem casou mais tarde), passou a tocar piano no conjunto da boate Oásis.

Em 1959 estreou em disco, tocando órgão na gravação de E daí?... (Miguel Gustavo), na Odeon, por Isaura Garcia. Tocou ainda nas boates Michel e Reverie, e apresentou-se em bailes e na televisão.

Em 1960 começou a trabalhar no Captain’s Bar, no Hotel Comodoro, no conjunto que mais tarde passou a chamar-se Walter Wanderley e seu Conjunto, com ele no órgão. Em 1961 gravaram o LP Walter Wanderley e o bolero, na Odeon, com Sabor a mí (Alvaro Carrillo) e Solamente una vez (Agustín Lara), entre outras. O conjunto passou a acompanhar, na televisão e em gravações, diversos cantores, como João Gilberto, Isaura Garcia, Dóris Monteiro, Francisco Egidio, Morgana e outros.

Em 1962 lançou o LP Samba é samba, com O barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) e Palhaçada (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), entre outras, e no ano seguinte o LP O samba é mais samba, entre outras, com Corcovado (Tom Jobim) e A mesma rosa amarela (Capiba e Carlos Pena Filho), ambos pela Odeon.

Em 1964, o conjunto, com nova formação, apresentou-se no Juão Sebastião Bar e passou a gravar na Philips. Ainda nesse ano, saíram os LPs Órgão sexy e Entre nós, e, nos anos seguintes, O autêntico (1965) e Sucessos + boleros = Walter Wanderley (1966).

Transferindo-se para os EUA, onde fixou residência na costa oeste, lançou pela etiqueta Verve os LPs Chegança (1967) e Batucada (1968), e pela AM Records, When it Was Done, em 1969, e Moondreams, em 1970.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Walter Wanderley

Walter Wanderley
Walter Wanderley (Walter José Wanderley Mendonça), instrumentista, nasceu no Recife/PE em 12/5/1932, e faleceu em São Francisco, EUA em 1/9/1986. Iniciou carreira como organista e pianista em Pernambuco.

Em fins da década de 1950 mudou para São Paulo onde integrou, em 1958, o conjunto do Bar Claridge. Em seguida, levado por Isaura Garcia (com quem casou mais tarde), passou a tocar piano no conjunto da boate Oásis.

Em 1959 estreou em disco, tocando órgão na gravação de E daí?... (Miguel Gustavo), na Odeon, por Isaura Garcia. Tocou ainda nas boates Michel e Reverie, e apresentou-se em bailes e na televisão.

Em 1960 começou a trabalhar no Captain’s Bar, no Hotel Comodoro, no conjunto que mais tarde passou a chamar-se Walter Wanderley e seu Conjunto, com ele no órgão. Em 1961 gravaram o LP Walter Wanderley e o bolero, na Odeon, com Sabor a mí (Alvaro Carrillo) e Solamente una vez (Agustín Lara), entre outras. O conjunto passou a acompanhar, na televisão e em gravações, diversos cantores, como João Gilberto, Isaura Garcia, Dóris Monteiro, Francisco Egidio, Morgana e outros.

Em 1962 lançou o LP Samba é samba, com O barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) e Palhaçada (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), entre outras, e no ano seguinte o LP O samba é mais samba, entre outras, com Corcovado (Tom Jobim) e A mesma rosa amarela (Capiba e Carlos Pena Filho), ambos pela Odeon.

Em 1964, o conjunto, com nova formação, apresentou-se no Juão Sebastião Bar e passou a gravar na Philips. Ainda nesse ano, saíram os LPs Órgão sexy e Entre nós, e, nos anos seguintes, O autêntico (1965) e Sucessos + boleros = Walter Wanderley (1966).

Transferindo-se para os EUA, onde fixou residência na costa oeste, lançou pela etiqueta Verve os LPs Chegança (1967) e Batucada (1968), e pela AM Records, When it Was Done, em 1969, e Moondreams, em 1970.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Vassourinha

O cantor Vassourinha (Mano Ramos) nasceu em São Paulo SP 16/5/1923, e faleceu na mesma cidade em 3/8/1942. A origem de seu apelido é confusa, mas já era assim conhecido quando foi registrado como contínuo da Rádio Record, de São Paulo, em 1935, onde iniciou também carreira de cantor, no horário noturno.

Ainda nesse ano, participou do filme Fazendo fita, dirigido por Vittorio Capellaro. Na Rádio Record formou dupla com a cantora Isaura Garcia, apresentando-se em shows e circos. Em 1941 foi para o Rio de Janeiro, onde gravou na Columbia e atuou na Rádio Clube do Brasil.

Nos anos de 1941 e 1942, gravou os seis únicos discos que deixou. O primeiro incluía Juracy (Antônio Almeida e Ciro de Sousa) e Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro), que fez grande sucesso e o projetou nacionalmente como herdeiro do sambista Luís Barbosa.

Entre os demais, destaca-se o samba Emília (Haroldo Barbosa e Wilson Batista), que ratificou seu êxito inicial, Amanhã tem baile (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e Olga (Alberto Ribeiro e Sátiro de MeIo).

Morreu com apenas 19 anos, ao que parece de uma osteomielite, deixando nessa diminuta díscografia (reeditada mais tarde num LP da Musicolor) o suficiente para ser tido como um dos maiores sambistas brasileiros.

Vassourinha

O cantor Vassourinha (Mano Ramos) nasceu em São Paulo SP 16/5/1923, e faleceu na mesma cidade em 3/8/1942. A origem de seu apelido é confusa, mas já era assim conhecido quando foi registrado como contínuo da Rádio Record, de São Paulo, em 1935, onde iniciou também carreira de cantor, no horário noturno.

Ainda nesse ano, participou do filme Fazendo fita, dirigido por Vittorio Capellaro. Na Rádio Record formou dupla com a cantora Isaura Garcia, apresentando-se em shows e circos. Em 1941 foi para o Rio de Janeiro, onde gravou na Columbia e atuou na Rádio Clube do Brasil.

Nos anos de 1941 e 1942, gravou os seis únicos discos que deixou. O primeiro incluía Juracy (Antônio Almeida e Ciro de Sousa) e Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro), que fez grande sucesso e o projetou nacionalmente como herdeiro do sambista Luís Barbosa.

Entre os demais, destaca-se o samba Emília (Haroldo Barbosa e Wilson Batista), que ratificou seu êxito inicial, Amanhã tem baile (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e Olga (Alberto Ribeiro e Sátiro de MeIo).

Morreu com apenas 19 anos, ao que parece de uma osteomielite, deixando nessa diminuta díscografia (reeditada mais tarde num LP da Musicolor) o suficiente para ser tido como um dos maiores sambistas brasileiros.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Isaura Garcia

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Isaura Garcia, cantora, nasceu em São Paulo-SP em 26/2/1919 e faleceu em 30/7/1993. Nasceu na rua da Alegria, no Brás. No final de 1936, com a mãe (Amélia, irmã do pintor José Pancetti), inscreveu-se no programa de calouros A Hora da Peneira Rhodine, da Rádio Cultura, de São Paulo, mas nenhuma das duas chegou a se classificar.

Um ano depois, porém, obteve o primeiro lugar em concurso do programa de calouros Clube Quá-Quá Quarenta, apresentado por Otávio Gabus Mendes, na Rádio Record, de São Paulo, com o samba Camisa listrada (Assis Valente). O êxito deu-lhe oportunidade de participar de um programa especial que reunia calouros selecionados.

Em 1938 foi contratada pela Rádio Record, na qual permaneceu durante toda a carreira. No início, formou dupla com o cantor Vassourinha, tambem da Record, para shows e apresentações em circos. Em seu repertório, predominavam criações de Carmen Miranda e Araci de Almeida, duas cantoras que influenciaram seu estilo. Sua primeira gravação, um jingle para o saponáceo Radium, despertou atenção para seu estilo de Cantar.

Na Columbia, do Rio de Janeiro, gravou em 1941 o primeiro disco, com Chega de tanto amor (Mário Lago) e Pode ser (Geraldo Pereira e Marino Pinto). No mesmo ano, lançou outros discos com A baratinha (Antônio Almeida), Eu não sou pano de prato (Mano Lago e Roberto Martins), Aproveita beleléu (Marino Pinto e Murilo Caldas) e O telefone esta chamando (Benedito Lacerda e Popeye do Pandeiro).

Em 1942, na Victor, obteve os primeiros sucessos em disco, com Aperto de mão (Meira, Dino e Augusto Mesquita), Teleco-teco (Murilo Caldas e Marino Pinto) e Sorriso de Paulinho (Gastão Viana e Mário Rossi), lançados no ano seguinte. Ainda em 1943, gravou Duas mulheres e um homem (Ciro de Sousa e Jorge de Castro). Em 1945 lançou Barulho no morro (Roberto Martins) e, no ano seguinte, o samba de Aldo Cabral e Cícero Nunes Mensagem, que se tornaria um dos clássicos de seu repertório.

Em 1947 interpretou, com Os Namorados da Lua, o samba de Lúcio Alves e Haroldo Barbosa De conversa em conversa, outro grande êxito. Nessa época, tinha popularidade nacional e era uma das estrelas da Rádio Record. Costumava apresentar-se também no Copacabana Palace Hotel e no programa César de Alencar, da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, além de realizar excursões por outros Estados. Tambem grande era o êxito que alcançava com as gravações na Victor: a toada Marrequinha (Denis Brean e Raul Duarte), o choro Velho enferrujado (Gadé e Valfrido Silva) e o baião Pé de manacá (Hervé Cordovil e Marisa Pinto Coelho), cantado em dupla com Hervé, foram os sucessos de 1950.

Em 1953 foi eleita a primeira Rainha do Rádio Paulista. Continuou na Victor até 1956 e, nesse ano, transferiu-se para a Odeon, estreando com o samba Mocinho bonito, de Billy Blanco. No ano seguinte, gravou seu primeiro LP (10 polegadas), A personalíssima, com arranjos de Luís Arruda Pais; o título do LP aludia ao cognome que recebera de Blota Júnior, animador da Record. Entre outras faixas, estavam no LP Mocinho bonito (Billy Blanco), Deixa pra lá (Vinícius de Moraes), Contra senso (Antônio Bruno), Se Deus me desse (Alfredo Borba) e Contando estrelas (Alfredo Borba e Edson Borges).

Numa excursão a Recife PE, em meados da década de 1950, conheceu o organista Walter Wanderley, com quem se casou e gravou alguns LPs, entre eles Sempre personalíssima, com Feiúra não é nada (Billy Blanco) e E daí? (Miguel Gustavo); Saudade querida, que incluia Ninho do Nonô (Denis Brean) e Corcovado (Tom Jobim); A pedida é samba, com destaque para Palhaçada (Haroldo Barbosa e Luiz Reis) e Que é que eu faço (Ribamar e Dolores Duran); Sambas da madrugada, incluindo Ah! Se eu pudesse (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli ); e Atualíssima, com Errinho à-toa (Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal), este de 1963.

Em 1969 gravou, na Continental, dois LPs: Martinho da Vila e Dolores Duran na voz de Isaura Garcia e Ary Barroso e Billy Blanco na voz de Isaura Garcia. Nesse ano participou do V FMPB, da TV Record, de São Paulo, defendendo a canção Primavera (Lupicínio Rodrigues e Hamilton Chaves). Em 1970 lançou Chico Buarque e Noel Rosa na voz de Isaura Garcia, e aposentou-se da Rádio Record.

Continuou a apresentar-se em shows na Igrejinha, na Casa de Badalação e no Tédio, em São Paulo. Em 1973 gravou para a Continental o LP Isaura Garcia, em que se destacavam as faixas Desmazelo (Antônio Carlos e Jocafi), De conversa em conversa e Mensagem, estas duas em sua terceira gravação. Sempre morou em São Paulo. CD: Mensagem — Isaura Garcia e Nelson Gonçalves, 1993, Revivendo CD-042.