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sábado, 6 de novembro de 2010

Alguém que sofre

Ruy de Almeida
Alguém que sofre (valsa, 1945) - Gomes Cardim e Felisberto Martins

Título da música:  Alguém que sofre / Gênero musical:  Valsa  / Intérprete: Ruy de Almeida / Compositores: Martins, Felisberto - Cardim, Gomes / Gravadora Odeon / Número do Álbum: 12623 / Data de Gravação:  00/1945 / Data de Lançamento:  00/1945 / Lado:  lado B  /  Rotações:  Disco 78 rpm:


O amor / Sublime encantamento
O amor / Pelo deslumbramento
Mas o amor / Que dominou meu coração
Me desprezou / Deixando só recordação

Chorei / Chorei desiludido
Ausência / De um grande amor perdido
Esse meu pranto / Minh'alma orvalhou
Sinto saudade desse amor que não voltou

A dor / Do amor
Aqui ficou para eu lembrar
De alguém / Que só me fez sofrer
Mas esse alguém / A mesma dor
Sofre talvez...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Natureza bela

No ano de 1936, a Unidos da Tijuca trouxe pela primeira vez carros alegóricos que ilustravam o enredo. Antes, as singelas alegorias enalteciam coisas que não tinham nada a ver com o tema apresentado pelas agremiações.

A Tijuca fez essa inovação e virou notícia nos jornais. Além disso, o título de campeã de 1936 iria para a escola que tivesse a melhor harmonia. A Unidos da Tijuca já estava com a faca e o queijo na mão.

Daí, a evolução da escola na passarela foi tão, mas tão perfeita, que a escola levantou pela única vez o caneco com o enredo "Sonhos delirantes". O samba cantado na avenida não era um legítimo samba-enredo, pois não explorava o tema em nada. Mas os pesquisadores cismam em afirmar que este foi o "primeiro samba-enredo gravado em disco", pelo cantor Gilberto Alves. E é verdade, apesar de não ser um "samba-enredo verdadeiro".

"Natureza bela", é uma obra-prima competente, que soa bem no ouvido de qualquer sambista e tem uma melodia leve como uma pluma. Existem duas versões desse samba: a de 1948 e a de 1960, ambas feitas pelo boêmio de voz grave, Gilberto Alves.

Título da música: Natureza bela!... / Gênero musical: Samba / Intérprete(s): Alves, Gilberto / Compositor(es): Martins, Felisberto - Mesquita, Henrique / Gravadora Odeon / NÚmero do Álbum: 12771 / Data de Gravação: 00/1941 / Data de lançamento: 00/1947 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm


Natureza bela!... (samba-enredo, 1936) - Felisberto Martins e Henrique Mesquita (Enredo: Sonhos delirantes / Samba cantado: Natureza bela)

Natureza bela do meu Brasil
Queira ouvir esta canção febril
Sem você, não tenho (bis)
As noites de luar pra cantar
Uma linda canção ao nosso Brasil

É um sambista apaixonado
Quem lhe pede, natureza
As noites de luar
Que vive bem perto de você
Mas sem lhe ver
Eu vejo as águas correndo
E sinto meu coração palpitar, ô ô
E o meu pinho gemendo
Vem minha saudade matar...


Fonte: O site dos Sambas-Enredo

Natureza bela

No ano de 1936, a Unidos da Tijuca trouxe pela primeira vez carros alegóricos que ilustravam o enredo. Antes, as singelas alegorias enalteciam coisas que não tinham nada a ver com o tema apresentado pelas agremiações.

A Tijuca fez essa inovação e virou notícia nos jornais. Além disso, o título de campeã de 1936 iria para a escola que tivesse a melhor harmonia. A Unidos da Tijuca já estava com a faca e o queijo na mão.

Daí, a evolução da escola na passarela foi tão, mas tão perfeita, que a escola levantou pela única vez o caneco com o enredo "Sonhos delirantes". O samba cantado na avenida não era um legítimo samba-enredo, pois não explorava o tema em nada. Mas os pesquisadores cismam em afirmar que este foi o "primeiro samba-enredo gravado em disco", pelo cantor Gilberto Alves. E é verdade, apesar de não ser um "samba-enredo verdadeiro".

"Natureza bela", é uma obra-prima competente, que soa bem no ouvido de qualquer sambista e tem uma melodia leve como uma pluma. Existem duas versões desse samba: a de 1948 e a de 1960, ambas feitas pelo boêmio de voz grave, Gilberto Alves.

Título da música: Natureza bela!... / Gênero musical: Samba / Intérprete(s): Alves, Gilberto / Compositor(es): Martins, Felisberto - Mesquita, Henrique / Gravadora Odeon / NÚmero do Álbum: 12771 / Data de Gravação: 00/1941 / Data de lançamento: 00/1947 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm


Natureza bela!... (samba-enredo, 1936) - Felisberto Martins e Henrique Mesquita (Enredo: Sonhos delirantes / Samba cantado: Natureza bela)

Natureza bela do meu Brasil
Queira ouvir esta canção febril
Sem você, não tenho (bis)
As noites de luar pra cantar
Uma linda canção ao nosso Brasil

É um sambista apaixonado
Quem lhe pede, natureza
As noites de luar
Que vive bem perto de você
Mas sem lhe ver
Eu vejo as águas correndo
E sinto meu coração palpitar, ô ô
E o meu pinho gemendo
Vem minha saudade matar...


Fonte: O site dos Sambas-Enredo

Henrique Mesquita


Henrique Mesquita (Henrique de Oliveira Mesquita - circa 1900 - 11/10/1963, Rio de Janeiro, RJ), compositor, foi autor do primeiro samba-enredo gravado, Natureza bela, em parceria com Felisberto Martins.

Em 1936, o samba Natureza bela, com Felisberto Martins, foi utilizado no desfile de carnaval pela Escola de Samba Unidos da Tijuca.

Em 1941, foi lançada por Gilberto Alves pela Odeon aquela que seria sua mais famosa composição, o samba Natureza bela!..., parceria com Felisberto Martins, e que seria considerado o primeiro samba-enredo a ser gravado, embora não fosse tecnicamente um samba-enredo e fosse utilizado seis anos antes pela escola de samba Unidos da Tijuca. No mesmo ano, teve o samba Caminhar sem destino, com Felisberto Martins, gravado por Odete Amaral na Odeon. 

Em 1943, dois sambas feitos com Felisberto Martins, foram gravados na Odeon: Vejo-te em sonho por Edmundo Silva, irmão de Orlando Silva, e Ela zomba de mim, por Gilberto Alves. Para o carnaval de 1944, teve lançado na Odeon o samba Ela zomba de mim, com Felisberto Martins, na voz de Gilberto Alves. 

Em 1958, no LP Praça Onze não morreu lançado pela RGE com a particpação de diversos artistas teve os sambas Natureza bela, e Partiu para onde não sei, ambos com Felisberto Martins, gravados pela Escola de Samba Unidos da Tijuca. 

Em 1959, sua composição Natureza bela, com Felisberto Martins, foi regravada por Gilberto Alves no LP Gilberto Alves e o samba da gravadora Copacabana. Em 1963, o samba Ela sorriu foi gravado por Jamelão no LP Sambas para todo gosto lançado pela Continental. 

Em 1983, Natureza bela foi regravado no LP Trocando em miúdos a tristeza do Jeca lançado pelo Zimbo Trio pela gravadora Copacabana. Teve a música Batuque gravada na Kuarup pelo grupo Nosso Choro em 2005.

Obra

Batuque, Caminhar sem destino (c/ Felisberto Martins), Ela sorriu, Ela zombou de mim (c/ Felisberto Martins), Natureza bela (c/ Felisberto Martins), Partiu, para onde não sei (c/ Felisberto Martins), Vejo-te em sonho (c/ Felisberto Martins).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Henrique Mesquita


Henrique Mesquita (Henrique de Oliveira Mesquita - circa 1900 - 11/10/1963, Rio de Janeiro, RJ), compositor, foi autor do primeiro samba-enredo gravado, Natureza bela, em parceria com Felisberto Martins.

Em 1936, o samba Natureza bela, com Felisberto Martins, foi utilizado no desfile de carnaval pela Escola de Samba Unidos da Tijuca.

Em 1941, foi lançada por Gilberto Alves pela Odeon aquela que seria sua mais famosa composição, o samba Natureza bela!..., parceria com Felisberto Martins, e que seria considerado o primeiro samba-enredo a ser gravado, embora não fosse tecnicamente um samba-enredo e fosse utilizado seis anos antes pela escola de samba Unidos da Tijuca. No mesmo ano, teve o samba Caminhar sem destino, com Felisberto Martins, gravado por Odete Amaral na Odeon. 

Em 1943, dois sambas feitos com Felisberto Martins, foram gravados na Odeon: Vejo-te em sonho por Edmundo Silva, irmão de Orlando Silva, e Ela zomba de mim, por Gilberto Alves. Para o carnaval de 1944, teve lançado na Odeon o samba Ela zomba de mim, com Felisberto Martins, na voz de Gilberto Alves. 

Em 1958, no LP Praça Onze não morreu lançado pela RGE com a particpação de diversos artistas teve os sambas Natureza bela, e Partiu para onde não sei, ambos com Felisberto Martins, gravados pela Escola de Samba Unidos da Tijuca. 

Em 1959, sua composição Natureza bela, com Felisberto Martins, foi regravada por Gilberto Alves no LP Gilberto Alves e o samba da gravadora Copacabana. Em 1963, o samba Ela sorriu foi gravado por Jamelão no LP Sambas para todo gosto lançado pela Continental. 

Em 1983, Natureza bela foi regravado no LP Trocando em miúdos a tristeza do Jeca lançado pelo Zimbo Trio pela gravadora Copacabana. Teve a música Batuque gravada na Kuarup pelo grupo Nosso Choro em 2005.

Obra

Batuque, Caminhar sem destino (c/ Felisberto Martins), Ela sorriu, Ela zombou de mim (c/ Felisberto Martins), Natureza bela (c/ Felisberto Martins), Partiu, para onde não sei (c/ Felisberto Martins), Vejo-te em sonho (c/ Felisberto Martins).

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Felisberto Martins


Felisberto Martins (Felisberto Augusto Martins Filho), compositor e letrista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 09/05/1904, e faleceu, provavelmente, em 1980, na mesma cidade. Foi diretor artístico da gravadora Odeon. Sócio fundador da SBACEM, sociedade arrecadadora de direitos autorais na qual também atuou como membro da diretoria, exercendo o cargo de vice-tesoureiro. Considerado um incansável batalhador na defesa dos direitos autorais.

Sua atuação artística iniciou-se na década de 1920. Teve sua primeira composição gravada em 1928 pela Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, o samba Os teus beijos, em disco lançado pela Parlophon.

Em 1935, a marcha Média quatro, com Roberto Paula, foi lançada na Victor por Jaime Brito. Fez com Lupicínio Rodrigues aquele que seria seu maior sucesso, o samba Se acaso você chegasse, gravado por Ciro Monteiro em 1938 na Victor. No ano seguinte, outra parceria com Lupicínio Rodrigues foi gravada por Ciro Monteiro, também na Victor, o samba Enquanto a cidade dormia.

Teve também a batucada Adeus orgia, adeus, com Djalma Esteves gravada na Odeon por Moreira da Silva, a marcha Linda espanhola, com Ciro de Souza registrada por Edmundo Silva, a marcha Quando eu for bem velhinho, com Lupicínio Rodrigues, e a marcha Touradas na avenida, com J. B. de Carvalho, lançadas por J. B. de Carvalho, também na Odeon. Ainda em 1939, Nuno Roland registrou na Odeon o samba Foi o seu amor, e a valsa-canção No carnaval da vida, ambas com Cristóvão de Alencar.

Em 1940, compôs com Ataulfo Alves os sambas Aconteça o que acontecer, gravado por Carlos Machado e sua orquestra do Cassino da Urca, e Mas que prazer, gravado por Nuno Roland, ambos na Odeon. No mesmo ano, o samba Partiu... Para onde não sei..., com Henrique Mesquita, foi gravado por J. B. de Carvalho, e as marchas Onde vai a corda e Pega-me ao colo, e a chula Calu, meu bem, parcerias com Manezinho Araújo, foram lançadas por Manezinho Araújo em gravação Odeon, e o samba Meu coração te chama (Vem amor), com Cristóvão de Alencar, foi lançado por Orlando Silva, na Victor.

Em 1941, o samba Dinheiro não é semente, parceria com Mutt, foi gravado por Ciro Monteiro, a marcha O meu boi morreu, com Raul Torres, foi lançada na Odeon por Raul Torres, e o coco Bello Tiá não deu!..., com Manezinho Araújo, foi gravado por Manezinho Araújo na Odeon. Ainda em 1941, fez em parceria com o maestro Guerra Peixe a marcha Levanta o pé, gravada pela dupla Jararaca e Ratinho na Odeon.

Para o carnaval de 1942, teve a marcha Ai! Quem me dera, com Peterpan, gravada por Almirante, e o samba O jantar está na mesa, com S. Queima, registrado por Moreira da Silva. No mesmo ano, Gilberto Alves gravou com sucesso na Odeon a valsa Algum dia te direi, com Cristóvão de Alencar, Odete Amaral o samba Carteiro, com Lupicínio Rodrigues, e a dupla Joel e Gaúcho o samba Olá... Antonico, com Luiz Soberano, os dois também na Odeon.

Em 1943, Edmundo Silva gravou os sambas Vejo-te em sonho, parceria com Henrique Mesquita, e Encontro de amor, com Ari Monteiro; Rosina Pagã a marcha Oh quitandeira! e o samba Encontrei um amor, parcerias com Ari Monteiro; Morais Neto o samba Eu é que não presto, com Lupicínio Rodrigues, e Ataulfo Alves e Sua Academia de Samba o samba Isto é de doer, com Henrique Gonçalez, todas as seis na Odeon.

Para o carnaval de 1944, teve lançados na Odeon o samba Ela zomba de mim, com Henrique Mesquita, na voz de Gilberto Alves, e a marcha Haja pão!, com Russo do Pandeiro, na voz da dupla Joel e Gaúcho. No mesmo ano, Gilberto Alves gravou a valsa Espera meu amor!, com Mário Rossi; Caco Velho, o samba Briga de gato, com Lupicínio Rodrigues; Moreira da Silva o samba Meu pecado; Orlando Silva o samba Basta, e Ataulfo Alves e Suas Pastoras o samba Trabalho!, todas também com Lupicínio Rodrigues.

Em 1945, Orlando Silva gravou o samba Brasa, com Lupicínio Rodrigues, Moreira da Silva e Inezita Falcão o samba-choro O relógio lá de casa, com Lupicínio Rodrigues; Rui de Almeida a valsa Alguém que sofre, Com Gomes Cardim, e Ataulfo Alves e Suas Pastoras o samba Malvado, com Lupicínio Rodrigues. No mesmo ano, Ciro Monteiro gravou na Victor o samba Briga de amor, parceria com Lupicínio Rodrigues.

Para o carnaval de 1946, a dupla Alvarenga e Ranchinho lançou a marcha A canção do condutor, parceria com Alvarenga. Nesse ano, Marlene gravou uma música que se destacaria, o samba-choro Swing no morro, com Amado Régis; a dupla caipira Alvarenga e Ranchinho, a marcha A charanga do Flamengo, parceria com Fernando Martins; o cantor Alcides Gerardi a marcha Traz mais um chope, com Arlindo Marques Júnior, e a valsa Pecado mortal, com Torres Homem; e Fon-Fon e sua orquestra o choro Remeleixo.

Em 1947, o samba Tio Sam no samba, parceria com Zé Keti, foi gravado na Odeon pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais; a valsa Pecado mortal, com Torres Homem, foi lançada pelo cantor Alcides Gerardi, e a canção Zé Ponte, com Lupicínio Rodrigues, foi gravada por Orlando Silva, também na Odeon.

Teve duas marchas lançadas na Odeon pela dupla Alvarenga e Ranchinho em 1948: Foi sua filha, com Roberto Roberti , e A inca do Peru, com Fernando Martins e Alvarenga. Nesse ano, o samba-canção Cabana do céu, com W. Goulart, e a valsa Segue teu caminho foram gravadas pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais, e o samba Na beira da praia, com Luiz Soberano, foi registrado por Araci de Almeida, e Quem já sofreu, também com Luiz Soberano, chegou ao público na voz de Dircinha Batista.

Em 1949, Raul de Barros, em registro instrumental ao trombone, regravou o choro Eu, hein!. Em 1950, o samba-maxixe Me leva baiana, com Arnô Canegal, foi gravado na Odeon pelo cantor Risadinha, a Canção de Natal do Brasil, parceria com Francisco Alves e David Nasser, foi registrada por Francisco Alves, e a marcha Italiana, com Osvaldo Martins, foi lançada por Alcides Gerardi, também na Odeon.

Nesse ano, Linda Batista gravou na RCA Victor o samba-canção Migalhas, com Lupicínio Rodrigues, outro sucesso que chegou às paradas. No ano seguinte, o samba Tra-la, la, lá, com Zé Kéti, foi gravado pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais, e o samba-canção Dona divergência, outra peça considerada imortal do samba-canção dor de cotovelo e em parceria com Lupicínio Rodrigues, foi lançado pela cantora Linda Batista.

Em 1952, teve a marcha Desce de novo ao Jordão, com Benedito Lacerda e Alberto Manes, lançada por Dircinha Batista, a toada Chiquinho e Antônia, com Rômulo Paes, gravada pela dupla sertaneja Caxangá e Sanica, os sambas Protesto, com Buci Moreira, e Festa da Penha, com Jair Maia, registrados por Alcides Gerardi, e o samba-canção Santa mulher, com Jair Maia, gravado por João Dias, os cinco na Odeon.

Teve em 1953 o baião Quando eu era pequenino, com Francisco Alves e David Nasser, gravado por João Dias na Odeon, o samba A garoa no samba, com Hianto de Almeida, lançado por Diamantina Gomes, a marcha Negro dominó, com Maugéri Neto e Hubaldo Silva, registrada por Alcides Gerardi, e a marcha Sapateiro, com Fernando Martins, gravada pela dupla Zé e Zilda. No mesmo ano, Gilberto Milfont gravou na RCA Victor outro sucesso, o samba Castigo, com Lupicínio Rodrigues.

Parceiro constantemente esquecido de Lupicínio Rodrigues em mais de dez composições, entre as quais, o clássico samba Se acaso você chegasse, foi parceiro também de Hianto de Almeida, Buci Moreira, Ataulfo Alves, Cristóvão de Alencar, Peterpan, Zé Kéti, e Benedito Lacerda, entre outros.

Suas composições foram registradas pelos grandes nomes da música popular brasileira como Carlos Galhardo, Gilberto Alves, Orlando Silva, Moreira da Silva, Cyro Monteiro, Alcides Gerardi, Gilberto Milfont, Linda Batista, Dircinha Batista, Risadinha, Elza Soares, Lúcio Alves, Jair Rodrigues, Simone, e Paulinho da Viola. Embora tenha feito algumas valsas, compôs principalmente sambas e sambas-canção. Em cerca de 40 anos de carreira teve mais de cem obras gravadas.

Obra

A baratinha (c/ Max Bulhões), A canção do condutor (c/ Alvarenga), A canoa virou (c/ Francisco Alves), A charanga do Flamengo (c/ Fernando Martins), A inca do Peru (c/ Fernando Martins e Alvarenga), A vaca do vizinho (c/ Buci Moreira), A vida continua (c/ Cristóvão de Alencar), Aconteça o que acontecer (c/ Ataulfo Alves), Adeus orgia, adeus (c/ Djalma Esteves), Alguém que sofre (c/ Gomes Cardim), Algum dia te direi (c/ Cristóvão de Alencar), Basta (c/ Lupicínio Rodrigues), Bello Tiá não deu!... (c/ Manezinho Araújo), Brasa (c/ Lupicínio Rodrigues), Briga de amor (c/ Lupicínio Rodrigues), Briga de gato (c/ Lupicínio Rodrigues), Cabocla ruim (c/ Solange Maria), Cada um dá o que tem (c/ J. Piedade), Caminhar sem destino (c/ Henrique Mesquita), Canção de Natal do Brasil (c/ Francisco Alves e David Nasser), Candonga, Carteiro (c/ Lupicínio Rodrigues), Castigo (c/ Lupicínio Rodrigues), Chiquinho e Antônia (c/ Rômulo Paes), Ciúmes de Pai João (c/ Fausto Vasconcelos), Dança diferente (c/ Sá Róris), Desce de novo ao Jordão (c/ Benedito Lacerda e Alberto Manes), Dia dos namorados, Dinheiro não é semente (c/ Mutt), Dona divergência (c/ Lupicínio Rodrigues), Ela voltou arrependida (c/ Cristóvão de Alencar), Ela zomba de mim (c/ Henrique Mesquita), Encontrei um amor (c/ Ari Monteiro), Enquanto a cidade dormia (c/ Lupicínio Rodrigues), Escapou de branco (c/ J. Piedade), Espera meu amor! (c/ Mário Rossi), Eu é que não presto (c/ Lupicínio Rodrigues), Eu vou de beijoqueiro (c/ Ciro de Souza), Eu, hein!, Feiticeira (c/ Lupicínio Rodrigues), Festa da Penha (c/ Jair Maia), Foi o seu amor (c/ Cristóvão de Alencar), Foi sua filha (c/ Roberto Roberti), Haja pão! (c/ Russo do Pandeiro),  Iaiá, Ioiô e a cuíca (c/ Fausto Vasconcelos), Isabel (c/ Garcês e Jo´se Gagliardi), Isto é de doer (c/ Henrique Gonçalez), Italiana (c/ Osvaldo Martins), Jurema (c/ Peterpan), Levanta o pé (c/ Guerra Peixe), Linda espanhola (c/ Ciro de Souza), Louca, tão louca (c/ J. Piedade), Maior é Deus (c/ Fernando Martins), Malvado (c/ Lupicínio Rodrigues), Mas que prazer (c/ Ataulfo Alves), Me leva baiana (c/ Arnô Canegal), Média 4 (c/ Roberto Paula), Meu coração te chama (Vem amor) (c/ Cristóvão de Alencar), Meu pecado (c/ Lupicínio Rodrigues), Migalhas (c/ Lupicínio Rodrigues), Mocotó (c/ Carlos de Oliveira), Mulata, Na beira da praia (c/ Luiz Soberano), Natureza bela (c/ Henrique Mesquita), Negro dominó (c/ Maugéri Neto e Hubaldo Silva), No carnaval da vida (c/ Cristóvão de Alencar), Noite de esplendor (c/ Cristóvão de Alencar), O canário e a tuba, O jantar está na mesa (c/ S. Queima), O meu boi morreu (c/ Raul Torres), O pierrô chorou... (c/ Ciro de Souza), O relógio lá de casa (c/ Lupicínio Rodrigues), Oh quitandeira! (c/ Ari Monteiro), Olá... Antonico (c/ Luiz Soberano), Onde vai a corda (c/ Manezinho Araújo), Órfão de mãe (c/Jair Maia), Os teus beijos, Papagaio real (c/ Max Bulhões), Papai é o maior, Partiu... Para onde não sei... (c/ Henrique Mesquita), Pecado mortal (c/ Torres Homem), Pega-me ao colo (c/ Manezinho Araújo), Protesto (c/ Buci Moreira), Quando eu era pequenino (c/ Francisco Alves e David Nasser), Quando eu for bem velhinho (c/ Lupicínio Rodrigues), Quem já sofreu (c/ Luiz Soberano), Remeleixo, Santa mulher (c/ Jair Maia), São Paulo, completamente,  Sapateiro (c/ Fernando Martins), Se acaso você chegasse (c/ Lupicínio Rodrigues), Segue teu caminho, Só me falta uma mulher, Swing no morro (c/ Amado Régis), Tentação (c/ Fernando Martins), Tio Sam no samba (c/ Zé Kéti), Touradas na avenida (c/ J. B. de Carvalho), T ra-la, la, lá (c/ Zé Kéti), Trabalho (c/ Lupicínio Rodrigues), Traz mais um chope (c/ Arlindo Marques Jr.), Um sorriso (c/ Benedito Lacerda), Vejo-te em sonho (c/ Henrique Mesquita), Vira, vira Maria (c/ Gomes Cardim), Zé Ponte (c/ Lupicínio Rodrigues).

Fontes: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira in: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982; CARDOSO, Sylvio Tullio; Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965; EPAMINONDAS, Antônio.Brasil brasileirinho. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do livro, 1982; SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume1. São Paulo: Editora: 34, 1999.

Felisberto Martins


Felisberto Martins (Felisberto Augusto Martins Filho), compositor e letrista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 09/05/1904, e faleceu, provavelmente, em 1980, na mesma cidade. Foi diretor artístico da gravadora Odeon. Sócio fundador da SBACEM, sociedade arrecadadora de direitos autorais na qual também atuou como membro da diretoria, exercendo o cargo de vice-tesoureiro. Considerado um incansável batalhador na defesa dos direitos autorais.

Sua atuação artística iniciou-se na década de 1920. Teve sua primeira composição gravada em 1928 pela Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, o samba Os teus beijos, em disco lançado pela Parlophon.

Em 1935, a marcha Média quatro, com Roberto Paula, foi lançada na Victor por Jaime Brito. Fez com Lupicínio Rodrigues aquele que seria seu maior sucesso, o samba Se acaso você chegasse, gravado por Ciro Monteiro em 1938 na Victor. No ano seguinte, outra parceria com Lupicínio Rodrigues foi gravada por Ciro Monteiro, também na Victor, o samba Enquanto a cidade dormia.

Teve também a batucada Adeus orgia, adeus, com Djalma Esteves gravada na Odeon por Moreira da Silva, a marcha Linda espanhola, com Ciro de Souza registrada por Edmundo Silva, a marcha Quando eu for bem velhinho, com Lupicínio Rodrigues, e a marcha Touradas na avenida, com J. B. de Carvalho, lançadas por J. B. de Carvalho, também na Odeon. Ainda em 1939, Nuno Roland registrou na Odeon o samba Foi o seu amor, e a valsa-canção No carnaval da vida, ambas com Cristóvão de Alencar.

Em 1940, compôs com Ataulfo Alves os sambas Aconteça o que acontecer, gravado por Carlos Machado e sua orquestra do Cassino da Urca, e Mas que prazer, gravado por Nuno Roland, ambos na Odeon. No mesmo ano, o samba Partiu... Para onde não sei..., com Henrique Mesquita, foi gravado por J. B. de Carvalho, e as marchas Onde vai a corda e Pega-me ao colo, e a chula Calu, meu bem, parcerias com Manezinho Araújo, foram lançadas por Manezinho Araújo em gravação Odeon, e o samba Meu coração te chama (Vem amor), com Cristóvão de Alencar, foi lançado por Orlando Silva, na Victor.

Em 1941, o samba Dinheiro não é semente, parceria com Mutt, foi gravado por Ciro Monteiro, a marcha O meu boi morreu, com Raul Torres, foi lançada na Odeon por Raul Torres, e o coco Bello Tiá não deu!..., com Manezinho Araújo, foi gravado por Manezinho Araújo na Odeon. Ainda em 1941, fez em parceria com o maestro Guerra Peixe a marcha Levanta o pé, gravada pela dupla Jararaca e Ratinho na Odeon.

Para o carnaval de 1942, teve a marcha Ai! Quem me dera, com Peterpan, gravada por Almirante, e o samba O jantar está na mesa, com S. Queima, registrado por Moreira da Silva. No mesmo ano, Gilberto Alves gravou com sucesso na Odeon a valsa Algum dia te direi, com Cristóvão de Alencar, Odete Amaral o samba Carteiro, com Lupicínio Rodrigues, e a dupla Joel e Gaúcho o samba Olá... Antonico, com Luiz Soberano, os dois também na Odeon.

Em 1943, Edmundo Silva gravou os sambas Vejo-te em sonho, parceria com Henrique Mesquita, e Encontro de amor, com Ari Monteiro; Rosina Pagã a marcha Oh quitandeira! e o samba Encontrei um amor, parcerias com Ari Monteiro; Morais Neto o samba Eu é que não presto, com Lupicínio Rodrigues, e Ataulfo Alves e Sua Academia de Samba o samba Isto é de doer, com Henrique Gonçalez, todas as seis na Odeon.

Para o carnaval de 1944, teve lançados na Odeon o samba Ela zomba de mim, com Henrique Mesquita, na voz de Gilberto Alves, e a marcha Haja pão!, com Russo do Pandeiro, na voz da dupla Joel e Gaúcho. No mesmo ano, Gilberto Alves gravou a valsa Espera meu amor!, com Mário Rossi; Caco Velho, o samba Briga de gato, com Lupicínio Rodrigues; Moreira da Silva o samba Meu pecado; Orlando Silva o samba Basta, e Ataulfo Alves e Suas Pastoras o samba Trabalho!, todas também com Lupicínio Rodrigues.

Em 1945, Orlando Silva gravou o samba Brasa, com Lupicínio Rodrigues, Moreira da Silva e Inezita Falcão o samba-choro O relógio lá de casa, com Lupicínio Rodrigues; Rui de Almeida a valsa Alguém que sofre, Com Gomes Cardim, e Ataulfo Alves e Suas Pastoras o samba Malvado, com Lupicínio Rodrigues. No mesmo ano, Ciro Monteiro gravou na Victor o samba Briga de amor, parceria com Lupicínio Rodrigues.

Para o carnaval de 1946, a dupla Alvarenga e Ranchinho lançou a marcha A canção do condutor, parceria com Alvarenga. Nesse ano, Marlene gravou uma música que se destacaria, o samba-choro Swing no morro, com Amado Régis; a dupla caipira Alvarenga e Ranchinho, a marcha A charanga do Flamengo, parceria com Fernando Martins; o cantor Alcides Gerardi a marcha Traz mais um chope, com Arlindo Marques Júnior, e a valsa Pecado mortal, com Torres Homem; e Fon-Fon e sua orquestra o choro Remeleixo.

Em 1947, o samba Tio Sam no samba, parceria com Zé Keti, foi gravado na Odeon pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais; a valsa Pecado mortal, com Torres Homem, foi lançada pelo cantor Alcides Gerardi, e a canção Zé Ponte, com Lupicínio Rodrigues, foi gravada por Orlando Silva, também na Odeon.

Teve duas marchas lançadas na Odeon pela dupla Alvarenga e Ranchinho em 1948: Foi sua filha, com Roberto Roberti , e A inca do Peru, com Fernando Martins e Alvarenga. Nesse ano, o samba-canção Cabana do céu, com W. Goulart, e a valsa Segue teu caminho foram gravadas pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais, e o samba Na beira da praia, com Luiz Soberano, foi registrado por Araci de Almeida, e Quem já sofreu, também com Luiz Soberano, chegou ao público na voz de Dircinha Batista.

Em 1949, Raul de Barros, em registro instrumental ao trombone, regravou o choro Eu, hein!. Em 1950, o samba-maxixe Me leva baiana, com Arnô Canegal, foi gravado na Odeon pelo cantor Risadinha, a Canção de Natal do Brasil, parceria com Francisco Alves e David Nasser, foi registrada por Francisco Alves, e a marcha Italiana, com Osvaldo Martins, foi lançada por Alcides Gerardi, também na Odeon.

Nesse ano, Linda Batista gravou na RCA Victor o samba-canção Migalhas, com Lupicínio Rodrigues, outro sucesso que chegou às paradas. No ano seguinte, o samba Tra-la, la, lá, com Zé Kéti, foi gravado pelo grupo vocal Vocalistas Tropicais, e o samba-canção Dona divergência, outra peça considerada imortal do samba-canção dor de cotovelo e em parceria com Lupicínio Rodrigues, foi lançado pela cantora Linda Batista.

Em 1952, teve a marcha Desce de novo ao Jordão, com Benedito Lacerda e Alberto Manes, lançada por Dircinha Batista, a toada Chiquinho e Antônia, com Rômulo Paes, gravada pela dupla sertaneja Caxangá e Sanica, os sambas Protesto, com Buci Moreira, e Festa da Penha, com Jair Maia, registrados por Alcides Gerardi, e o samba-canção Santa mulher, com Jair Maia, gravado por João Dias, os cinco na Odeon.

Teve em 1953 o baião Quando eu era pequenino, com Francisco Alves e David Nasser, gravado por João Dias na Odeon, o samba A garoa no samba, com Hianto de Almeida, lançado por Diamantina Gomes, a marcha Negro dominó, com Maugéri Neto e Hubaldo Silva, registrada por Alcides Gerardi, e a marcha Sapateiro, com Fernando Martins, gravada pela dupla Zé e Zilda. No mesmo ano, Gilberto Milfont gravou na RCA Victor outro sucesso, o samba Castigo, com Lupicínio Rodrigues.

Parceiro constantemente esquecido de Lupicínio Rodrigues em mais de dez composições, entre as quais, o clássico samba Se acaso você chegasse, foi parceiro também de Hianto de Almeida, Buci Moreira, Ataulfo Alves, Cristóvão de Alencar, Peterpan, Zé Kéti, e Benedito Lacerda, entre outros.

Suas composições foram registradas pelos grandes nomes da música popular brasileira como Carlos Galhardo, Gilberto Alves, Orlando Silva, Moreira da Silva, Cyro Monteiro, Alcides Gerardi, Gilberto Milfont, Linda Batista, Dircinha Batista, Risadinha, Elza Soares, Lúcio Alves, Jair Rodrigues, Simone, e Paulinho da Viola. Embora tenha feito algumas valsas, compôs principalmente sambas e sambas-canção. Em cerca de 40 anos de carreira teve mais de cem obras gravadas.

Obra

A baratinha (c/ Max Bulhões), A canção do condutor (c/ Alvarenga), A canoa virou (c/ Francisco Alves), A charanga do Flamengo (c/ Fernando Martins), A inca do Peru (c/ Fernando Martins e Alvarenga), A vaca do vizinho (c/ Buci Moreira), A vida continua (c/ Cristóvão de Alencar), Aconteça o que acontecer (c/ Ataulfo Alves), Adeus orgia, adeus (c/ Djalma Esteves), Alguém que sofre (c/ Gomes Cardim), Algum dia te direi (c/ Cristóvão de Alencar), Basta (c/ Lupicínio Rodrigues), Bello Tiá não deu!... (c/ Manezinho Araújo), Brasa (c/ Lupicínio Rodrigues), Briga de amor (c/ Lupicínio Rodrigues), Briga de gato (c/ Lupicínio Rodrigues), Cabocla ruim (c/ Solange Maria), Cada um dá o que tem (c/ J. Piedade), Caminhar sem destino (c/ Henrique Mesquita), Canção de Natal do Brasil (c/ Francisco Alves e David Nasser), Candonga, Carteiro (c/ Lupicínio Rodrigues), Castigo (c/ Lupicínio Rodrigues), Chiquinho e Antônia (c/ Rômulo Paes), Ciúmes de Pai João (c/ Fausto Vasconcelos), Dança diferente (c/ Sá Róris), Desce de novo ao Jordão (c/ Benedito Lacerda e Alberto Manes), Dia dos namorados, Dinheiro não é semente (c/ Mutt), Dona divergência (c/ Lupicínio Rodrigues), Ela voltou arrependida (c/ Cristóvão de Alencar), Ela zomba de mim (c/ Henrique Mesquita), Encontrei um amor (c/ Ari Monteiro), Enquanto a cidade dormia (c/ Lupicínio Rodrigues), Escapou de branco (c/ J. Piedade), Espera meu amor! (c/ Mário Rossi), Eu é que não presto (c/ Lupicínio Rodrigues), Eu vou de beijoqueiro (c/ Ciro de Souza), Eu, hein!, Feiticeira (c/ Lupicínio Rodrigues), Festa da Penha (c/ Jair Maia), Foi o seu amor (c/ Cristóvão de Alencar), Foi sua filha (c/ Roberto Roberti), Haja pão! (c/ Russo do Pandeiro),  Iaiá, Ioiô e a cuíca (c/ Fausto Vasconcelos), Isabel (c/ Garcês e Jo´se Gagliardi), Isto é de doer (c/ Henrique Gonçalez), Italiana (c/ Osvaldo Martins), Jurema (c/ Peterpan), Levanta o pé (c/ Guerra Peixe), Linda espanhola (c/ Ciro de Souza), Louca, tão louca (c/ J. Piedade), Maior é Deus (c/ Fernando Martins), Malvado (c/ Lupicínio Rodrigues), Mas que prazer (c/ Ataulfo Alves), Me leva baiana (c/ Arnô Canegal), Média 4 (c/ Roberto Paula), Meu coração te chama (Vem amor) (c/ Cristóvão de Alencar), Meu pecado (c/ Lupicínio Rodrigues), Migalhas (c/ Lupicínio Rodrigues), Mocotó (c/ Carlos de Oliveira), Mulata, Na beira da praia (c/ Luiz Soberano), Natureza bela (c/ Henrique Mesquita), Negro dominó (c/ Maugéri Neto e Hubaldo Silva), No carnaval da vida (c/ Cristóvão de Alencar), Noite de esplendor (c/ Cristóvão de Alencar), O canário e a tuba, O jantar está na mesa (c/ S. Queima), O meu boi morreu (c/ Raul Torres), O pierrô chorou... (c/ Ciro de Souza), O relógio lá de casa (c/ Lupicínio Rodrigues), Oh quitandeira! (c/ Ari Monteiro), Olá... Antonico (c/ Luiz Soberano), Onde vai a corda (c/ Manezinho Araújo), Órfão de mãe (c/Jair Maia), Os teus beijos, Papagaio real (c/ Max Bulhões), Papai é o maior, Partiu... Para onde não sei... (c/ Henrique Mesquita), Pecado mortal (c/ Torres Homem), Pega-me ao colo (c/ Manezinho Araújo), Protesto (c/ Buci Moreira), Quando eu era pequenino (c/ Francisco Alves e David Nasser), Quando eu for bem velhinho (c/ Lupicínio Rodrigues), Quem já sofreu (c/ Luiz Soberano), Remeleixo, Santa mulher (c/ Jair Maia), São Paulo, completamente,  Sapateiro (c/ Fernando Martins), Se acaso você chegasse (c/ Lupicínio Rodrigues), Segue teu caminho, Só me falta uma mulher, Swing no morro (c/ Amado Régis), Tentação (c/ Fernando Martins), Tio Sam no samba (c/ Zé Kéti), Touradas na avenida (c/ J. B. de Carvalho), T ra-la, la, lá (c/ Zé Kéti), Trabalho (c/ Lupicínio Rodrigues), Traz mais um chope (c/ Arlindo Marques Jr.), Um sorriso (c/ Benedito Lacerda), Vejo-te em sonho (c/ Henrique Mesquita), Vira, vira Maria (c/ Gomes Cardim), Zé Ponte (c/ Lupicínio Rodrigues).

Fontes: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira in: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982; CARDOSO, Sylvio Tullio; Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965; EPAMINONDAS, Antônio.Brasil brasileirinho. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do livro, 1982; SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume1. São Paulo: Editora: 34, 1999.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Maior é Deus

Maior é Deus (samba/carnaval, 1949) - Fernando e Felisberto Martins
Francisco Alves

Maior é Deus no céu
E nada mais
Ai, ai, ai, ai...
A falsidade
Neste mundo é muito grande
Por isso ele na terra
Não volta mais.

(bis)

Quem somos nós
Que vivemos, entre o mal e o bem
Deus, é maior
Bem maior
Do que ninguém....
( bem maior )

Maior é Deus

Maior é Deus (samba/carnaval, 1949) - Fernando e Felisberto Martins
Francisco Alves

Maior é Deus no céu
E nada mais
Ai, ai, ai, ai...
A falsidade
Neste mundo é muito grande
Por isso ele na terra
Não volta mais.

(bis)

Quem somos nós
Que vivemos, entre o mal e o bem
Deus, é maior
Bem maior
Do que ninguém....
( bem maior )

sexta-feira, 21 de março de 2008

Algum dia te direi

Algum dia te direi (valsa, 1942) - Cristóvão de Alencar e Felisberto Martins

Gilberto Alves

Eu tenho um segredo p'ra te revelar
Desde a primeira vez em que te vi
Mas eu não sei confessar
Tudo o que sinto por ti

Algum dia eu direi
Que te amo com fervor
E que não sei viver sem teu amor
Algum dia eu direi
Ao beijar os lábios teus
Nunca mais tu fugirás
Dos meus braços meu amor
Nesse dia me dirás
Apertando minha mão
É teu, amor, só teu, meu coração.

Algum dia te direi

Algum dia te direi (valsa, 1942) - Cristóvão de Alencar e Felisberto Martins

Gilberto Alves

Eu tenho um segredo p'ra te revelar
Desde a primeira vez em que te vi
Mas eu não sei confessar
Tudo o que sinto por ti

Algum dia eu direi
Que te amo com fervor
E que não sei viver sem teu amor
Algum dia eu direi
Ao beijar os lábios teus
Nunca mais tu fugirás
Dos meus braços meu amor
Nesse dia me dirás
Apertando minha mão
É teu, amor, só teu, meu coração.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Briga de amor

Lupicínio Rodrigues
Briga de amor (samba, 1940) - Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins

Depois de uma hora de briga
Com meu amor
Um beijo é tão bom
Tem tanto sabor
Que a gente brigando uma vez
Tem que acostumar
E depois não pode viver sem brigar.

Ciro Monteiro
Já estou bem acostumado
Não estou contrariado
Até chego a procurar
Por querer, chego atrasado
Pra meu bem ficar zangado
E me estranhar.

Briga de amor

Lupícinio Rodrigues
Briga de amor (samba, 1940) - Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins

Depois de uma hora de briga
Com meu amor
Um beijo é tão bom
Tem tanto sabor
Que a gente brigando uma vez
Tem que acostumar

Ciro Monteiro
E depois não pode viver sem brigar.

Já estou bem acostumado
Não estou contrariado
Até chego a procurar
Por querer, chego atrasado
Pra meu bem ficar zangado
E me estranhar.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Brasa

Lupicínio Rodrigues
Brasa (samba, 1945) - Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins

Você parece uma brasa
Toda vez que eu chego em casa
Dá-se logo uma explosão
Ciúmes de mim, não acredito
Pois meu bem, não é com grito
Que se prende um coração


Orlando Silva
Desculpe a minha pergunta
Pois quem tanta asneira junta
Lhe ensinaram a falar
Seu professor bem podia
Ensinar que não devia
Deste modo me tratar

E as vezes, você chora
Quando eu passo as noites fora,
Não venho em casa almoçar
É que as mulheres da rua
Tem a alma melhor que a sua
Sabem melhor me agradar

E se as vezes, eu me demoro,
É diminuindo a hora
Para com você eu estar
Se apagasse essa brasa
Eu não sairia de casa
Dia e noite, a lhe adorar.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Se acaso você chegasse

Boêmio e conquistador inveterado, Lupicínio Rodrigues (foto) várias vezes transformou em samba episódios de sua vida sentimental. Assim, por exemplo, "Se Acaso Você Chegasse" é uma espécie de mensagem / sondagem que dirige a um amigo, Heitor Barros, de quem havia tomado a namorada. Lupicínio sabia que agira mal e temia perder o amigo, que muito prezava.

Para evitar o rompimento, procurava convencê-lo de que a amizade dos dois era mais importante do que a mulher infiel ("Será que tinha coragem / de trocar a nossa amizade / por ela que já lhe abandonou..."), ao mesmo tempo em que lhe comunicava um fato consumado ( "eu falo porque essa dona / já mora no meu barraco...") e de difícil reversão ("de dia me lava roupa / de noite me beija a boca / e assim nós vamos vivendo de amor"). A verdade é que o poeta queria ficar com a mulher e o amigo, feito que acabou conseguindo, pois Heitor gostou do samba e perdoou a traição.

Composto em 1936, de improviso, na calçada do Café Colombo, em Porto Alegre, "Se Acaso Você Chegasse" é um dos melhores sambas de todos os tempos. Possui ainda o mérito de ter projetado nacionalmente Lupicínio e Ciro Monteiro, seu intérprete inicial, em 1938, e Elza Soares, em 1959.

Se acaso você chegasse (samba, 1938)
Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins


Ciro Monteiro

G7     C7M          F7 
Se acaso você chegasse
C7M F7
No meu chatô encontrasse
Em7 A7
Aquela mulher
Dm7 A7
Que você gostou
Dm7 Dm/C
Será que tinha coragem
G7/B G7/F
De trocar nossa amizade
Dm4/G G7
Por ela que já
C7M Dm4/G G7/13
Lhe abandonou
C7M Gm7
Eu falo porque esta dona
C7/4 C7/13
Já mora no meu barraco
Gm7/9 C7/13
À beira de um regato
F7M/6 C7/13
E um bosque em flor
F7M/6 Fm6
De dia me lava a roupa
Em7 A7
De noite me beija a boca
Dm7 G7 C6/9
E assim nós vamos vivendo de amor