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domingo, 28 de novembro de 2010

Quantos manetas

Gilberto Alves
Quantos manetas (marcha, 1957) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Quantos manetas / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5710 / Data de Lançamento 01/1957 / Lado B / Disco 78 rpm (mas olha aí, ah, ah, ah... é o Brasil de hoje):


Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Uísque sobrando
Já faturei de outras marretas
Mas, se cortasse a mão
De quem rouba
Quantos e quantos manetas!

Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Uísque sobrando
Já faturei de outras marretas
Mas, se cortasse a mão
De quem rouba
Quantos e quantos manetas!

Vai vigarista

Gilberto Alves
Vai vigarista (marcha, 1956) - Arnô Provenzano e Otolindo Lopes

Título da música: Vai vigarista / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5510 / Data de Gravação 00/1955 / Data de Lançamento 00/1956 / Lado B / Disco 78 rpm:


Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Um grande amor não tem preço
Pra quem tem boa formação
Eu vi você, tenho pena
Ò cabeça de camarão!

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Um grande amor não tem preço
Pra quem tem boa formação
Eu vi você, tenho pena
Ò cabeça de camarão!

Traga mais um chope

Gilberto Alves
Traga mais um chope (samba, 1948) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Traga mais um chope / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800564 / Data de Gravação 00/1947 / Data de Lançamento 00/1948 / Lado B / Disco 78 rpm:


Garçom, traga mais um chope
Eu hoje quero beber até cair no chão
Encontrei nos braços do meu amigo leal
A mulher que eu fiz o bem
E me pagou com o mal
Não quero opinião
Eu hoje quero beber até cair no chão

Garçom, traga mais um chope
Eu hoje quero beber até cair no chão
Encontrei nos braços do meu amigo leal
A mulher que eu fiz o bem
E me pagou com o mal
Não quero opinião
Eu hoje quero beber até cair no chão

Não é por amor que eu vou beber
Não senhor
Pelo contrário
O meu caso é diferente
Existiam tantos pra ela escolher
E o meu amigo
É que foi o seu pretendente
Mas para falar a verdade
Foi melhor errar agora
Do que mais tarde

sábado, 27 de novembro de 2010

Chorar pra quê

Gilberto Alves
Chorar pra quê (samba, 1947) - Oldemar Magalhães e Pereira Matos

Título da música: Chorar pra quê / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Magalhães, Oldemar - Matos, Pereira / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800549 / Data de Gravação 00/1947 / Data de Lançamento 00/1947 / Lado B / Disco 78 rpm:


Chorar pra quê / Não adianta não
Devemos ter resignação / Porque
Neste mundo tudo passa / A vida
Não é mais que ilusão

Chorar pra quê / Não adianta não
Devemos ter resignação / Porque
Neste mundo tudo passa / A vida
Não é mais que ilusão

Vamos procurar / Viver com sinceridade
Sem orgulho / Sem ambição, sem vaidade
Neste mundo, minha gente / Nada se leva
O que é da terra / Fica na terra...

Chorar pra quê / Não adianta não
Devemos ter resignação / Porque
Neste mundo tudo passa / A vida
Não é mais que ilusão

Vamos procurar / Viver com sinceridade
Sem orgulho / Sem ambição, sem vaidade
Neste mundo, minha gente / Nada se leva
O que é da terra / Fica na terra...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Essa não...

Gilberto Alves
Essa não... (marcha, 1951) - J. Piedade e W. Goulart

Título da música:  Essa não... / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Piedade, J - Goulart, W / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800853 / Data de Gravação 00/1951 / Data de Lançamento 00/1951 / Lado B / Disco 78 rpm


Essa não...
Não é da Espanha, que eu sei
E nem é a que você diz
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris
(Essa é aquela conhecida
Margô de Paris)

Essa não...
Não é da Espanha, que eu sei
E nem é a que você diz
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris

Já comprou um ateliê
Já não quer mais falar o francês
Cada dia tem mais "larjan"
Qualquer um para ela é freguês

Essa não...
Não é da Espanha, que eu sei
E nem é a que você diz
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris
Essa é aquela conhecida
Margô de Paris

domingo, 21 de novembro de 2010

Feliz páscoa

Gilberto Alves
Feliz Páscoa (valsa, 1953) -  Ari Monteiro e Irani de Oliveira

Título da música: Feliz páscoa / Gênero musical: Valsa / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Monteiro, Ari - Oliveira, Irani de / Acompanhamento Coro e Orquestra / Gravadora RCA Victor / Número do Álbum 801091 / Data de Gravação 19/01/1953 / Data de Lançamento 04/1953 / Lado B / Disco 78 rpm:


Tange os sinos: blim blim blom
Um prenúncio de imensa alegria
Tange os sinos: blim blim blom
É a paz que se anuncia
A capela pra rezar
Todo mundo cristão se conduz
Todos vão celebrar
A ressurreição de Jesus!

Feliz Páscoa!
Eu desejo à você
E o mundo repete a cantar
Feliz Páscoa, feliz Páscoa
Que Deus abençoe o seu lar!

Feliz Páscoa!
Eu desejo à você
E o mundo repete a cantar
Feliz Páscoa, feliz Páscoa
Que Deus abençoe o seu lar!

sábado, 20 de novembro de 2010

Bebê chorão

Bebê chorão (marcha, 1942) - Antenógenes Silva e Irani de Oliveira

Título da música: Bebê chorão / Gênero musical: Marcha / Intérpretes: Antenógenes Silva e Gilberto Alves /Compositores: Silva, Antenógenes - Oliveira, Irani de / Gravadora Odeon / Número do Álbum 12104 / Data de Gravação 00/1941 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado B / Disco 78 rpm:


Eu vou fantasiar de bebê chorão
Vou comprar uma chupeta
Vou sair no seu cordão
Se a fantasia não quiser
Na sua opinião
Você sai de Eva
Que eu saio de Adão! (bis)

Pedi a camisola à minha tia
Ela fica na gaiola e eu caio na folia
Mas se você vier com sua opinião
É melhor sair de Eva
Que eu saio de Adão

O destino é quem quer

O destino é quem quer (samba, 1940) - Antenógenes Silva e Irani de Oliveira

Título da música: O destino é quem quer / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Silva, Antenógenes e Gilberto Alves / Compositores: Silva, Antenógenes - Oliveira, Irani de / Gravadora Odeon / Número do Álbum 11934 / Data de Gravação 00/1940 / Data de Lançamento 00/1940 / Lado A / Disco 78 rpm:


Adeus...!
Vou me embora
E vou deixar o nosso lar
Adeus
Vou pra nunca mais voltar
Adeus
Seja o que Deus quiser
Não mereço o seu carinho
O destino é quem quer
Viver separado
De você, mulher... (bis)

Estou farto de saber
Que o nosso gênio não combina
Eu vou me embora
Vou procurando a minha sina
E se algum dia
A saudade lhe atormentar
Eu peço para você não chorar
(mas, escuta, vem cá...)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Natureza bela

No ano de 1936, a Unidos da Tijuca trouxe pela primeira vez carros alegóricos que ilustravam o enredo. Antes, as singelas alegorias enalteciam coisas que não tinham nada a ver com o tema apresentado pelas agremiações.

A Tijuca fez essa inovação e virou notícia nos jornais. Além disso, o título de campeã de 1936 iria para a escola que tivesse a melhor harmonia. A Unidos da Tijuca já estava com a faca e o queijo na mão.

Daí, a evolução da escola na passarela foi tão, mas tão perfeita, que a escola levantou pela única vez o caneco com o enredo "Sonhos delirantes". O samba cantado na avenida não era um legítimo samba-enredo, pois não explorava o tema em nada. Mas os pesquisadores cismam em afirmar que este foi o "primeiro samba-enredo gravado em disco", pelo cantor Gilberto Alves. E é verdade, apesar de não ser um "samba-enredo verdadeiro".

"Natureza bela", é uma obra-prima competente, que soa bem no ouvido de qualquer sambista e tem uma melodia leve como uma pluma. Existem duas versões desse samba: a de 1948 e a de 1960, ambas feitas pelo boêmio de voz grave, Gilberto Alves.

Título da música: Natureza bela!... / Gênero musical: Samba / Intérprete(s): Alves, Gilberto / Compositor(es): Martins, Felisberto - Mesquita, Henrique / Gravadora Odeon / NÚmero do Álbum: 12771 / Data de Gravação: 00/1941 / Data de lançamento: 00/1947 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm


Natureza bela!... (samba-enredo, 1936) - Felisberto Martins e Henrique Mesquita (Enredo: Sonhos delirantes / Samba cantado: Natureza bela)

Natureza bela do meu Brasil
Queira ouvir esta canção febril
Sem você, não tenho (bis)
As noites de luar pra cantar
Uma linda canção ao nosso Brasil

É um sambista apaixonado
Quem lhe pede, natureza
As noites de luar
Que vive bem perto de você
Mas sem lhe ver
Eu vejo as águas correndo
E sinto meu coração palpitar, ô ô
E o meu pinho gemendo
Vem minha saudade matar...


Fonte: O site dos Sambas-Enredo

Natureza bela

No ano de 1936, a Unidos da Tijuca trouxe pela primeira vez carros alegóricos que ilustravam o enredo. Antes, as singelas alegorias enalteciam coisas que não tinham nada a ver com o tema apresentado pelas agremiações.

A Tijuca fez essa inovação e virou notícia nos jornais. Além disso, o título de campeã de 1936 iria para a escola que tivesse a melhor harmonia. A Unidos da Tijuca já estava com a faca e o queijo na mão.

Daí, a evolução da escola na passarela foi tão, mas tão perfeita, que a escola levantou pela única vez o caneco com o enredo "Sonhos delirantes". O samba cantado na avenida não era um legítimo samba-enredo, pois não explorava o tema em nada. Mas os pesquisadores cismam em afirmar que este foi o "primeiro samba-enredo gravado em disco", pelo cantor Gilberto Alves. E é verdade, apesar de não ser um "samba-enredo verdadeiro".

"Natureza bela", é uma obra-prima competente, que soa bem no ouvido de qualquer sambista e tem uma melodia leve como uma pluma. Existem duas versões desse samba: a de 1948 e a de 1960, ambas feitas pelo boêmio de voz grave, Gilberto Alves.

Título da música: Natureza bela!... / Gênero musical: Samba / Intérprete(s): Alves, Gilberto / Compositor(es): Martins, Felisberto - Mesquita, Henrique / Gravadora Odeon / NÚmero do Álbum: 12771 / Data de Gravação: 00/1941 / Data de lançamento: 00/1947 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm


Natureza bela!... (samba-enredo, 1936) - Felisberto Martins e Henrique Mesquita (Enredo: Sonhos delirantes / Samba cantado: Natureza bela)

Natureza bela do meu Brasil
Queira ouvir esta canção febril
Sem você, não tenho (bis)
As noites de luar pra cantar
Uma linda canção ao nosso Brasil

É um sambista apaixonado
Quem lhe pede, natureza
As noites de luar
Que vive bem perto de você
Mas sem lhe ver
Eu vejo as águas correndo
E sinto meu coração palpitar, ô ô
E o meu pinho gemendo
Vem minha saudade matar...


Fonte: O site dos Sambas-Enredo

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Violão amigo

Violão amigo (samba, 1942) - Alcebíades Barcelos e Armando Marçal

"Violão amigo" foi gravado por Gilberto Alves, em 1942 e a abertura melódica do samba parece evocada no manifesto da bossa, "Desafinado".

Título da música: Violão amigo / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Marçal, Armando - Bide / Gravadora Odeon / Número do Álbum 12189 / Data de Gravação 00/1942 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado lado A / Acervo Humberto Franceschi / Rotações Disco 78 rpm :


Violão amigo ouve os meus ais
Ouve os meus segredos
Não suporto mais

Talvez tu compreendas meu sentir
Quero exprimir nesse samba
Tudo que sofri

Quem de mim sorriu
Por certo há de chorar
Quando ouvir alguém cantar

Poeta eu fui
Embora sem querer
Cantei em versos o meu sofrer

Violão amigo
Eu canto por consolação
Trago esta mágoa sentida
No meu coração, violão

Violão amigo

Violão amigo (samba, 1942) - Alcebíades Barcelos e Armando Marçal

"Violão amigo" foi gravado por Gilberto Alves, em 1942 e a abertura melódica do samba parece evocada no manifesto da bossa, "Desafinado".

Título da música: Violão amigo / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Marçal, Armando - Bide / Gravadora Odeon / Número do Álbum 12189 / Data de Gravação 00/1942 / Data de Lançamento 00/1942 / Lado lado A / Acervo Humberto Franceschi / Rotações Disco 78 rpm :


Violão amigo ouve os meus ais
Ouve os meus segredos
Não suporto mais

Talvez tu compreendas meu sentir
Quero exprimir nesse samba
Tudo que sofri

Quem de mim sorriu
Por certo há de chorar
Quando ouvir alguém cantar

Poeta eu fui
Embora sem querer
Cantei em versos o meu sofrer

Violão amigo
Eu canto por consolação
Trago esta mágoa sentida
No meu coração, violão

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sorrir dormindo

Gilberto Alves
Sorrir dormindo (Por que sorris?) (valsa, 1911) - Juca Kalut
Versos de: Catulo da Paixão Cearense

Mas por que sorris / De me ver assim chorando?
Sorris porque não sou feliz / E não mereço teu amor
Gostas de brincar com a dor / E gostas de zombar das dores
Ri de mim, assim / Com teus gestos sedutores
Podes rir assim de mim.

Mas do som, mas sabor  /  Tem sempre o amor
Demais amargor / Oooooh.... ri... ri de mim!
É uma glória viver / A rir desta dor
Que também, sorri /  Que se sente prazer de feliz
Que vê, / Ri que tu és a pureza
É o anjo / A beleza / Não sabe gemer

Feliz quando / O trovador na lira chorando 
Tem o coração / Nos grilhões das prisões 
Do amor são as dores / a extrema 
A inspiração dos cantores / Desejo assim findar 
Cantando os meus amargores / com os teus primores rimar...

Ri de mim, assim / Com teus gestos sedutores
Podes rir assim... / De mim...

Em 1962, a canção Por que sorris?, foi relançada por Gilberto Alves no LP Gilberto Alves de sempre lançado pela gravadora Copacabana (CLP 11268). Ainda em 1969 outra edição agora pela gravadora Som (SOLP 40162).

Sorrir dormindo

Gilberto Alves
Sorrir dormindo (Por que sorris?) (valsa, 1911) - Juca Kalut
Versos de: Catulo da Paixão Cearense

Mas por que sorris / De me ver assim chorando?
Sorris porque não sou feliz / E não mereço teu amor
Gostas de brincar com a dor / E gostas de zombar das dores
Ri de mim, assim / Com teus gestos sedutores
Podes rir assim de mim.

Mas do som, mas sabor  /  Tem sempre o amor
Demais amargor / Oooooh.... ri... ri de mim!
É uma glória viver / A rir desta dor
Que também, sorri /  Que se sente prazer de feliz
Que vê, / Ri que tu és a pureza
É o anjo / A beleza / Não sabe gemer

Feliz quando / O trovador na lira chorando 
Tem o coração / Nos grilhões das prisões 
Do amor são as dores / a extrema 
A inspiração dos cantores / Desejo assim findar 
Cantando os meus amargores / com os teus primores rimar...

Ri de mim, assim / Com teus gestos sedutores
Podes rir assim... / De mim...

Em 1962, a canção Por que sorris?, foi relançada por Gilberto Alves no LP Gilberto Alves de sempre lançado pela gravadora Copacabana (CLP 11268). Ainda em 1969 outra edição agora pela gravadora Som (SOLP 40162).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Cosme e Damião

Gilberto Alves
Cosme e Damião (valsa, 1951) - Roberto Martins e Ari Monteiro

Eu era criança
E tinha esperança
De ser um dia feliz
Fiz uma promessa
Dei doce à bessa
Para os santinhos guris


Gilberto Alves
Mamãe me fazia
Os doces pedia
Que eu lhe fizesse um favor
Pedisse aos santinhos
Que o meu papaizinho
Desse a ela o seu grande amor

Cosme e Damião, ooó
Crispim, Crispiniano
Caboclinho da mata
Doces pra vocês eu dei
E a promessa que fiz já paguei
Festas e mais festas eu fiz
Desta data feliz eu me lembro
Cosme e Damião, doum, doum
Vinte e sete de setembro!

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Recordar

Recordar (samba/carnaval, 1955) - Aldacir Louro, A. Marins e Macedo
Gilberto Alves

E ------C#7--- F#m
Re.....cor......dar é viver
------B7---------------------- E---- B7
Eu ontem sonhei com você,
E------ C#7--- F#m
Re....cor......dar é viver,
------B7 ---------------------E -----B7
Eu ontem sonhei com você.

A-------- B7 ----

Eu sonhei,
--------E---- C#m
Meu grande amor,
----------------- --F#m ----
Que você foi embora,
B7------ ----- E------------ B7
E nunca mais voltou, meu amor.

sábado, 8 de abril de 2006

Gilberto Alves

Gilberto Alves Martins, cantor, nasceu no Rio de Janeiro em 15/04/1915 e faleceu em Jacareí SP, em 04/04/1992. Foi criado no subúrbio de Lins de Vasconcelos. Aos 12 anos, fugiu de casa com o irmão mais velho e arranjou emprego de carregador de marmitas, passando a viver desse serviço. Depois, começou a trabalhar como carregador de sapatos, até que aprendeu o ofício de sapateiro, ao qual passou a dedicar-se por conta própria. Paralelamente, cursava o secundário e iniciava-se em música, reunindo-se com amigos para serestas nas ruas de Lins de Vasconcelos e Meyer.

Conheceu Jacó do Bandolim, então garoto, que viria a ser seu grande amigo, e depois dos 16-17 anos começou a freqüentar os cabarés da Lapa e o Café Nice, travando conhecimento com Grande Otelo e Sílvio Caldas.

Por volta de 1935, as serestas começaram a ser proibidas, e a guarda noturna dissolvia os grupos de seresteiros que encontrava. Nessa época, conheceu Almirante, que, depois de ouvi-lo cantar, o convidou para se apresentar na Rádio Clube do Brasil. Começou a cantar naquela emissora, mas sem contrato, recebendo apenas cachê. Passou, depois, a apresentar-se na Rádio Guanabara, programa de Luís Vassalo, para onde foi levado pelos compositores Cristóvão de Alencar e Nássara, que conheceu numa seresta em Vila Isabel. Cantou ainda na Rádio Educadora, programa dos irmãos Batista (Marília e Henrique), atuando paralelamente em outras emissoras.

Em 1938 gravou seu primeiro disco, com os sambas Mulher toma juízo (Ataulfo Alves e Roberto Cunha) e Favela dos meus amores (Roberto Cunha), na Columbia. Conheceu então Roberto Martins e Mário Rossi, gravando seu segundo disco com uma música dessa dupla de compositores, Mãos delicadas, além de Duas sombras, esta de Roberto Martins e Jorge Faraj, também lançadas pela Columbia. Daí em diante gravou vários sucessos da dupla Roberto Martins e Mário Rossi, entre os quais seu primeiro êxito em disco, Tra-lá-lá, em 1940, pela Odeon.

A este seguiram-se outros sucessos, como Natureza bela (Felisberto Martins e Henrique Mesquita), em 1942, a marcha Cecília, no Carnaval de 1943, e no ano seguinte o fox Adeus, dos mesmos autores. Ainda em 1944 gravou Despedida (Tito Ramos), Algum dia te direi (Cristóvão de Alencar e Felisberto Martins), Sinfonia dos tamancos (Roberto Martins) e Capital do samba (José Ramos).

No ano seguinte, deixou a Odeon e foi para a Victor, gravando em 1948 o sucesso carnavalesco Rosa Maria (Aníbal Silva e Éden Silva). No mesmo ano, passou a atuar na Rádio Nacional. Em 1949 casou com Jurema Cardoso. No ano seguinte, transferiu-se para a Rádio Tupi, onde permaneceu até 1970, quando se aposentou. Os maiores sucessos de sua carreira foram Pombo correio (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira), Agora é tarde (Tito Ramos e Mário Rossi), Recordar é viver (Aldacir Louro e Aluísio Martins), De lanterna na mão (com Elzo Augusto e J. Sacomani), Louca pela boêmia (Alcebíades Barcelos e Armando Marçal), além de Cecília e Natureza bela.

Mesmo depois de aposentado, continuou apresentando-se em emissoras de rádio e televisão. Em 1975 completou quarenta anos de carreira; nos últimos anos de sua vida apresentava-se em churrascarias e na televisão, ao lado de cantores da chamada velha guarda.

Gilberto Alves

Gilberto Alves Martins, cantor, nasceu no Rio de Janeiro em 15/04/1915 e faleceu em Jacareí SP, em 04/04/1992. Foi criado no subúrbio de Lins de Vasconcelos. Aos 12 anos, fugiu de casa com o irmão mais velho e arranjou emprego de carregador de marmitas, passando a viver desse serviço. Depois, começou a trabalhar como carregador de sapatos, até que aprendeu o ofício de sapateiro, ao qual passou a dedicar-se por conta própria. Paralelamente, cursava o secundário e iniciava-se em música, reunindo-se com amigos para serestas nas ruas de Lins de Vasconcelos e Meyer.

Conheceu Jacó do Bandolim, então garoto, que viria a ser seu grande amigo, e depois dos 16-17 anos começou a freqüentar os cabarés da Lapa e o Café Nice, travando conhecimento com Grande Otelo e Sílvio Caldas.

Por volta de 1935, as serestas começaram a ser proibidas, e a guarda noturna dissolvia os grupos de seresteiros que encontrava. Nessa época, conheceu Almirante, que, depois de ouvi-lo cantar, o convidou para se apresentar na Rádio Clube do Brasil. Começou a cantar naquela emissora, mas sem contrato, recebendo apenas cachê. Passou, depois, a apresentar-se na Rádio Guanabara, programa de Luís Vassalo, para onde foi levado pelos compositores Cristóvão de Alencar e Nássara, que conheceu numa seresta em Vila Isabel. Cantou ainda na Rádio Educadora, programa dos irmãos Batista (Marília e Henrique), atuando paralelamente em outras emissoras.

Em 1938 gravou seu primeiro disco, com os sambas Mulher toma juízo (Ataulfo Alves e Roberto Cunha) e Favela dos meus amores (Roberto Cunha), na Columbia. Conheceu então Roberto Martins e Mário Rossi, gravando seu segundo disco com uma música dessa dupla de compositores, Mãos delicadas, além de Duas sombras, esta de Roberto Martins e Jorge Faraj, também lançadas pela Columbia. Daí em diante gravou vários sucessos da dupla Roberto Martins e Mário Rossi, entre os quais seu primeiro êxito em disco, Tra-lá-lá, em 1940, pela Odeon.

A este seguiram-se outros sucessos, como Natureza bela (Felisberto Martins e Henrique Mesquita), em 1942, a marcha Cecília, no Carnaval de 1943, e no ano seguinte o fox Adeus, dos mesmos autores. Ainda em 1944 gravou Despedida (Tito Ramos), Algum dia te direi (Cristóvão de Alencar e Felisberto Martins), Sinfonia dos tamancos (Roberto Martins) e Capital do samba (José Ramos).

No ano seguinte, deixou a Odeon e foi para a Victor, gravando em 1948 o sucesso carnavalesco Rosa Maria (Aníbal Silva e Éden Silva). No mesmo ano, passou a atuar na Rádio Nacional. Em 1949 casou com Jurema Cardoso. No ano seguinte, transferiu-se para a Rádio Tupi, onde permaneceu até 1970, quando se aposentou. Os maiores sucessos de sua carreira foram Pombo correio (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira), Agora é tarde (Tito Ramos e Mário Rossi), Recordar é viver (Aldacir Louro e Aluísio Martins), De lanterna na mão (com Elzo Augusto e J. Sacomani), Louca pela boêmia (Alcebíades Barcelos e Armando Marçal), além de Cecília e Natureza bela.

Mesmo depois de aposentado, continuou apresentando-se em emissoras de rádio e televisão. Em 1975 completou quarenta anos de carreira; nos últimos anos de sua vida apresentava-se em churrascarias e na televisão, ao lado de cantores da chamada velha guarda.