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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Alegria

Orlando Silva

Alegria (samba, 1937) - Assis Valente e Durval Maia

Alegria
Pra cantar a madrugada
As morenas vão sambar
Quem samba tem alegria

Minha gente
Era triste amargurada
Inventou a batucada
Pra deixar de padecer

Salve o prazer
Salve o prazer

Da tristeza não quero saber
A tristeza me faz padecer
Vou deixar a cruel nostalgia
Vou cantar noite e dia

Esperando a felicidade
Para ver se eu vou melhorar
Vou cantando, fingindo alegria
Para a humanidade
Não me ver chorar

Alegria
Pra cantar a batucada
As morenas vão cantar
Tem samba tem alegria

Minha gente
Era triste amargurada
Inventou a batucada
Pra deixar de padecer

Salve o prazer
Salve o prazer

Alegria

Orlando Silva

Alegria (samba, 1937) - Assis Valente e Durval Maia

Alegria
Pra cantar a madrugada
As morenas vão sambar
Quem samba tem alegria

Minha gente
Era triste amargurada
Inventou a batucada
Pra deixar de padecer

Salve o prazer
Salve o prazer

Da tristeza não quero saber
A tristeza me faz padecer
Vou deixar a cruel nostalgia
Vou cantar noite e dia

Esperando a felicidade
Para ver se eu vou melhorar
Vou cantando, fingindo alegria
Para a humanidade
Não me ver chorar

Alegria
Pra cantar a batucada
As morenas vão cantar
Tem samba tem alegria

Minha gente
Era triste amargurada
Inventou a batucada
Pra deixar de padecer

Salve o prazer
Salve o prazer

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Uva de caminhão

Uva de caminhão (samba, 1939) - Assis Valente
Carmen Miranda

Já me disseram que você andou pintando o sete
Andou chupando muita uva
E até de caminhão
Agora anda dizendo que está de apendicite
Vai entrar no canivete, vai fazer operação

Oi que tem a Florisbela nas cadeiras dela
Andou dizendo que ganhou a flauta de bambu
Abandonou a batucada lá na Praça Onze
E foi dançar o pirolito lá no Grajaú

Caiu o pano da cuíca em boas condições
Apareceu Branca de Neve com os sete anões
E na pensão da dona Estela foram farrear
Quebra, quebra gabiroba quero ver quebrar

Você no baile dos quarenta deu o que falar
Cantando o seu Caramuru, bota o pajé pra brincar
Tira, não tira o pajé, deixa o pajé farrear
Eu não te dou a chupeta, não adianta chorar

O dinheiro que ganho

O dinheiro que ganho (samba, 1951) - Assis Valente
4 Ases e 1 Coringa

O dinheiro que ganho
Não dá pra ficar no meio da rua
Pra cá e pra lá, pra lá e pra cá
O dinheiro que ganho só dá pra viver
No meu barracão, sentado no chão
Comendo de mão farinha, feijão
Olhando a cabrocha mexendo o legume
Pra não azedar

O dinheiro que ganho ...

Se fico na rua lá vem um amigo
E eu sou obrigado a lhe convidar
Tomar um traguinho, bater um papinho
Dar uma voltinha pro tempo passar
Depois do passeio, lá vem o jantar
E também o café
Lá se vai meu dinheiro
E eu vou pro Salgueiro a pé
Meu dinheiro não dá

O dinheiro que ganho ...

Se fico na rua lá vem um amigo ...

Minha Embaixada chegou

Minha Embaixada chegou (samba, 1934) - Assis Valente
  C        G7       C
Minha embaixada chegou
G7 C
Deixa meu povo passar
F Fm C
Meu povo pede licença
A7 D7 G7 C
Pra na batucada desacatar
                      C Bb7 A7
Vem vadiar no meu cordão
Dm
Cai na folia meu amor
G7 C
Vem esquecer tua tristeza
A7 D7
Mentindo a natureza
G7 C
Sorrindo a tua dor
                   C    Bb7 A7
Eu vi o nome da favela
Dm
Na luxuosa academia
G7 C
Mas a favela pro doutô
A7 D7
É morada de malandro
G7 C
E não tem nenhum valor
Vem vadiar no meu cordão...
                      C    Bb7  A7
Não tem doutores da favela
Dm
Mas na favela tem doutores
G7 C
O professor se chama bamba
A7 D7
Medicina na macumba
G7 C
Cirurgia lá é samba
Vem vadiar no meu cordão...
                      C    Bb7  A7
Já não se ouve a batucada
Dm
A serenata não há mais
G7 C
E o violão deixou o morro
A7 D7
E ficou pela cidade
G7 C
Onde o samba não se faz
Vem vadiar no meu cordão...
  C        G7       C
Minha embaixada chegou
G7 C
Meu povo deixou passar
F Fm C
Ela agradece a licença
A7 D7
Que o povo lhe deu
G7 C
Para desacatar

Este samba foi feito pra você

Este samba foi feito pra você (samba, 1935) -
Assis Valente e Humberto Porto
Mário Reis

Este samba foi feito pra você
Pra você numa noite de luar
Na noite em que eu fiquei sem o teu amor
Sozinho pelas ruas a vagar

Noite em que você de mim se afastou
Tendo no riso uma condenação
Noite em que você sorrindo matou
Toda a esperança do meu coração

Este samba foi feito pra você...
E pela rua este samba a cantar
Vi um alguém na tristeza gemer
Era o amor que você quis matar
Meu coração que você fez sofrer
Este samba foi feito pra você...

Cai, cai, balão

Aurora Miranda e Francisco Alves

Cai, cai, balão (marcha junina, 1932) - Assis Valente

( Gm, D, D7, G )
Cai, cai, balão!
Você não deve subir
Quem sobe muito
Cai depressa sem sentir
A ventania
De sua queda vai zombar
Cai, cai, balão!
Não deixe o vento te levar

Numa noite na fogueira
Enviei a São João
O meu sonho de criança
Num formato de balão
Mas o vento da mentira
Derrubou sem piedade
O balão do meu destino
Da cruel realidade

Atirada pelo mundo
Eu também sou um balão
Vou subindo de mentira
No azul da ilusão
Meu amor foi a fogueira
Que bem cedo se apagou
Hoje vivo de saudade
É a cinza que ficou!

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Jeanette

Jeanette (marcha) - 1936
Lamartine Babo e Assis Valente

Jeanette, Jeanette, Jeanette!
Chega de fria, venha me ver
Eu sou também do time do Maurício, ó Jeanette
Maurício Chevalier

A minha voz é igual a do Kiepura
"que... é... pura" francamente eu não sei não!
Depende tudo da temperatura
ou de um resfriado no pulmão, coração

Eu sou o mocinho e tu és a mocinha
A Mana é sinfonia que acabou
Eu tenho a minha voz muito fininha
Tenho uns pigarrinhos na garganta, ô ô ô

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Boneca de pano

Boneca de pano (samba, 1935) - Assis Valente
4 Ases e 1 Coringa
 E7        Am
Boneca de pano
E7 Am
Gingando, num cabaré
A7 Dm
Poderia ser bonequinha de louça
E7
Tão moça
Am
Mas não é (bis)

   A            Gbm         Dbm
Um dia alguém a chamou de boneca
D Eb° A A7
E ela sendo mulher acreditou
Dm
O tempo foi se passando
Am
E ela se desmanchando
F7 E7 A7
Hoje quem olha pra ela não diz quem é
Dm Dm6
Em vez de boneca de louça
Am F7
Hoje é boneca de pano
E7 Am
Em um sombrio cabaré

terça-feira, 2 de maio de 2006

Fez bobagem

Fez bobagem (samba, 1942) - Assis Valente
Araci de Almeida
Intro: (Em7 Bb6/7) ou E7+/9

A7+ E7+/9
Meu moreno fez bobagem
Bm7 E7/9 A7+
Maltratou meu pobre coração
D7/9 G#m7
Aproveitou a minha ausência
C#7/9 F#6/7 F#5+/6 F#m B7/9- E7+/9
E botou mulher sambando no meu barracão
A6/7 E7+/9 Bm7
Quando eu penso que outra mulher
E7/9 A7+ D7/9
Requebrou pra meu moreno ver
G#m7
Nem dá jeito de cantar
C#7/9 F#7
Dá vontade de chorar
B7/9- E7+/9
E de morrer
F#m7 B7/9 F#m7 B7/9
Deixou que ela passeasse na favela com meu peignoir
E7+/9 A6/7 E7+/9
Minha sandália de veludo deu à ela para sapatear
F#m B7/9 E7+/9
E eu bem longe me acabando
Gº F#m7 B7/9 E7+/9
Trabalhando pra viver
A7+ G#m7 C#7/9 F#m7
Por causa dele dancei rumba e fox-trote
B7/9 E7+/9
Para inglês ver

sábado, 29 de abril de 2006

Brasil Pandeiro

Assis Valente
O samba "Brasil Pandeiro" foi composto por Assis Valente para Carmen Miranda, por ocasião da volta da cantora, após seu período inicial de atuação nos Estados Unidos. Mas Carmen não gostou da composição, que acabou sendo lançada pelos Anjos do Inferno.

De feitio diferente dos sambas ufanistas da época, "Brasil pandeiro" é, pode-se dizer, um samba-exaltação ao estilo de Assis Valente ( "Eu quero ver o Tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar / o Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada /(...)/ Brasil, esquentai vossos pandeiros / iluminai os terreiros / que nós queremos sambar-ô-ô...").

Preferido dos maiores conjuntos vocais de seu tempo, Assis Valente reviveria a tradição mesmo depois de morto, quando em 1972 "Brasil Pandeiro" faria enorme sucesso nas vozes dos Novos Baianos.

Brasil Pandeiro (samba, 1941) - Assis Valente

Anjos do Inferno
Int.: A7 D7+ A7 D7+
D7+                  D#°       Em
Chegou a hora dessa gente bronzeada
A7 D7+
mostrar seu valor
D7
Eu fui à Penha
G7+
e pedi à padroeira para me ajudar
A7
Salve o Morro do Vintém,
pendura a saia que eu quero ver

Eu quero ver o Tio Sam
D7+ A7
tocar pandeiro para o mundo sambar
D7+         D#°      Em            A7   D7+
O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
D7 G7+
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato
A7
Vai entrar no cuscuz, acarajé e abará
D7+
Na Casa Branca já dançou a batucada de Ioiô e Iaiá
A7                         D7+        B7         Em
Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros
A7 D7+ A7 D7+
Que nós queremos sambar
A7 D7+ B7 Em
Há quem cambe diferente, noutras terras, outra gente
A7 D7+
Um batuque de matar
A7                  D7+         B7          Em
Batucada, reuni vossos valores, pastorinhas e cantores
A7 D7+ A7
Expressões que não tem par, oh meu Brasil, Brasil
A7 D7+ B7 Em
Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros
A7 D7+ A7 D7+
Que nós queremos sambar

quinta-feira, 27 de abril de 2006

E o mundo não se acabou

Carmen Miranda
E o mundo não se acabou (samba-choro, 1938) - Assis Valente

A F#m Bm E7 A

F#m
Anunciaram e garantiram
Bm E7 A
que o mundo ia se acabar
A7
Por causa disso,
D
minha gente lá de casa começou a rezar
Bm E7
Até disseram que o sol ia nascer
A
antes da madrugada
C#
Por causa disso, nessa noite
Bm E7 A

Carmen Miranda
lá no morro não se fez batucada

E7 A
Acreditei nessa conversa mole
E7 A
Pensei que o mundo ia se acabar
A7
E fui tratando de me despedir
D
E sem demora fui tratando de aproveitar
Dm
Beijei na boca de quem não devia
A
Peguei na mão de quem não conhecia
F#7 B7
Dancei uma samba em traje de maiô
E7 A
E o tal do mundo não acabou

E7 A
Chamei um gajo com quem não me dava
E7 A
E perdoei a sua ingratidão
A7
E festejando o acontecimento
D
Gastei com ele mais de quinhentão
Dm
Agora eu soube que o gajo
A
Anda dizendo coisa que não se passou
F#7 B7
E vai ter barulho e vai ter confusão
E7 A
Porque o mundo não se acabou

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Camisa listrada

Foi pensando em Carmen Miranda, e seu estilo brejeiro e malicioso, que Assis Valente (foto) criou o melhor segmento de sua obra: os 25 sambas e marchinhas que a cantora gravou no período 1933-1940. Figuram nesse repertório alguns de seus maiores sucessos como "Camisa Listrada", um dos sambas preferidos pelos foliões de 1938.

Num flagrante da vida cotidiana, a composição descreve a aventura de um sujeito que aproveita o carnaval para, comportando-se de forma irreverente, libertar-se de suas preocupações. O tal sujeito improvisa uma vestimenta feminina - com uma camisa listrada e um pedaço de cortina servindo de saia - e de "canivete no cinto e pandeiro na mão", sai pelas ruas cantando "Mamãe Eu Quero Mamar".

O curioso é que Assis, muito mais letrista do que compositor, veste esta alegre crônica carnavalesca com uma melodia triste, toda ela no modo menor. Rejeitado pela Victor (que chegou a registrá-lo em disco não lançado, com as Irmãs Pagãs) "Camisa Listrada" permanecia inédito já havia algum tempo, quando Carmen Miranda resolveu gravá-lo, por insistência do compositor, o único que acreditava em seu sucesso.
Carmen Miranda

Em 1938, Carmen Miranda vivia o auge da popularidade, cantando sucessos como "Camisa Listada", "Na Baixa do Sapateiro" e "Boneca de Piche". Parece que ninguém nas editoras e gravadoras da época conhecia a grafia correta da palavra "listrada", pois nas primeiras edições deste samba o título aparece como "Camisa Listada", estendendo-se o erro à própria Carmen, na gravação.

Camisa listrada (samba, 1938) - Assis Valente

Am          Dm       E7       Am 
Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí
A7 Dm
Em vez de tomar chá com torrada ele bebeu parati
Eb0 Am
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
Dm E7 Am
E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega leão
Dm E7 Am
Tirou o anel de doutor para não dar o que falar
A7
E saiu dizendo eu quero mamar
Dm
Mamãe eu quero mamar, mamãe eu quero mamar
Eb0 Am
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
Dm E7 Am
E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega leão


Am E7 Am
Levou meu saco de água quente pra fazer chupeta
A7 Dm
Rompeu minha cortina de veludo pra fazer uma saia
Am
Abriu o guarda-roupa e arrancou minha combinação
Dm E7
E até do cabo de vassoura ele fez um estandarte
Am
Para seu cordão
E7 Am A7
Agora a batucada já vai começando não deixo e não consinto
Dm
O meu querido debochar de mim
Am
Porque ele pega as minhas coisas vai dar o que falar
Dm E7
Se fantasia de Antonieta e vai dançar no Bola Preta
Am
Até o sol raiar

terça-feira, 25 de abril de 2006

Maria Boa

Maria Boa (samba/carnaval, 1936) - Assis Valente

Bando da Lua

(intro) C    Dm7 G7 C

C
Que vantagem maria tem?
Dm
É boa
G7
Como é que maria vive?
C
À toa

Com quem é aue maria vive?
Comigo
Onde é que maria mora?
Não digo

C Dm G7 C
Não digo, não digo porque tenho certeza
E7 A7
Certeza porque sou escolado
Dm Fm6 C A7
Mulher é negocio de lado
Dm G7 C
E amigo é melhor separado

Que vantagem maria tem?...

Não digo, não digo porque tenho certeza
Certeza~que minha maria
Não vai com a cara do homem
Dm G7 C
Que tem a falinha macia

C
Que vantagem Maria tem?
C
Que vantagem Maria tem?
G7
Que vantagem Maria tem?
C
É boa

sábado, 22 de abril de 2006

Good bye

Good-bye (marcha/carnaval, 1933) - Assis Valente

-----------A -----------A
"Good-bye, -----good-bye, boy"
A/C# --------------- Bm
Deixa a mania do inglês
É tão feio pra você
------E7
Moreno frajola que nunca freqüentou
---------------- A
As aulas da escola

------------------------ A
"Good-bye,---- good-bye, boy"
A7--------------------- D
Antes que a vida se vá
----------------------A

Carmen Miranda
Ensinaremos cantando a todo mundo
-------D----- E7----- A
B e Bé, B e Bi, B a Ba

----------------------
Não é mais boa-noite
---------------A
Nem bom-dia
Só se fala "good morning"
---------E7
"Good night"
---Bm---------- D--------- A
Já se desprezou o lampião de querosene
-------------B7
Lá no morro
-----------------------E7
Só se usa luz da "Light"

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Boas Festas

"Boas Festas" foi composta no Natal de 32 por um Assis Valente solitário e saudoso da família, no quarto onde então morava na Praia de Icaraí (Niterói). Lançada por Carlos Galhardo com grande sucesso um ano depois, logo se tornaria nossa canção natalina mais conhecida, uma das poucas no gênero que conseguiram sobreviver. Seu sucesso foi muito importante para Valente e Galhardo (que a regravou várias vezes), ambos em início de carreira à época do lançamento.

Carlos Galhardo
Boas Festas (marcha, 1933) - Assis Valente
       A    D          A      Gb7
Anoiteceu, o sino gemeu
B7 E7 A E7
A gente ficou feliz, a rezar
A D A Gb7
Papai Noel, vê se você tem
B7 E7 A (E) (E) (A)
A felicidade pra você me dar.

A
Eu pensei que todo mundo
Cº Bm E7
Fosse filho de Papai Noel
Bm
Vem assim, felicidade
E7
Eu pensei que fosse uma
A (E) (E) (A)
Brincadeira de papel

A
Já faz tempo que eu pedi
Cº Bm E7
Mas o meu Papai Noel não vem
Bm
Com certeza já morreu
E7
Ou então, felicidade

(A) (E) (A)
É brinquedo que não tem.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Tem francesa no Morro

A primeira letra de sucesso de Assis Valente foi Tem francesa no morro, samba gravado por Araci Cortes, em 1932, em que satiriza a moda dos burgueses cariocas de infestarem suas falas de expressões francesas.

O compositor insurgiu-se, não contra os neologismos franceses, mas contra os modismos, frutos da pura exibição de quem queria mostrar que sabia francês: ''Donê muá si vu plé lonér de dancê aveque muá'', escreve ele, limitando-se a transcrever o francês falado pela gente fina e nobre.

Debochado, acrescentava o estribilho, repetido a cada dupla de versos do desjeitoso francês: ''Dance Iaiá, dance Ioiô''. ''Si vu frequentê macumbe entrê na virada e finí por sambá/ dance Iaiá, dance Ioiô''. ''Vian petite francesa, dancê lê classique em cime da mesa/ Quand la dance comece, on dance ici, on dance aculá''.

E terminava dizendo: ''si vu ne pa dancê, pardon, ma cherri, adie, je me vá''. Naturalmente, não era necessário, como não é ainda, nenhuma tradução. Aquele francês macarrônico era entendido por todos.
Tem francesa no Morro (samba, 1932) - Assis Valente

Araci Cortes

Donê muá si vu plé lonér de dancê aveque muá
Dance Ioiô / Dance Iaiá

Si vu frequenté macumbe entrê na virada e fini por sambá
Dance Ioiô / Dance Iaiá

Vian / Petite francesa
Dancê le classique / Em cime de mesa

Quand la dance comece on dance ici on dance aculá
Dance Ioiô / Dance Iaiá

Si vu nê vê pá dancê, pardon mon cherri, adie, je me vá
Dance Ioiô / Dance Iaiá

terça-feira, 4 de abril de 2006

Assis Valente

Incertezas cercam a origem de José de Assis Valente. Desde o local de seu nascimento, constando na certidão Campo da Pólvora, na Bahia, e que ele garantia ter sido entre Bom Jardim e Patioba, na mesma Bahia. Sabe-se que o dia do nascimento foi 19 de março de 1908, mas quanto ao pai, há controvérsias. Assis dizia ser filho de José de Assis Valente (fato que o tornaria Júnior), mas sua certidão de nascimento e uma meia-irmã informam ser o pai desconhecido. A mãe chamava-se Maria Esteves Valente.

Aos seis anos, foi raptado por um certo Laurindo que, achando "injusto um menino tão perspicaz viver em ambiente tão pobre", pediu para que a família Canna Brasil, de Alagoinhas, o criasse. Tudo correu bem até que o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, deixando o menino na Bahia. Encaminhado para um hospital, passou a viver ali como lavador de frascos da farmácia.

Em 1917, Assis se mudou para Bonfim, onde se tornou responsável pela farmácia do hospital. Invejosos, os farmacêuticos locais enviaram uma receita contendo poderoso veneno para ser por ele aviada. Leu a fórmula, recusou-se a prepará-la e seu prestígio cresceu. Mas a glória durou pouco: declamou um poema anticlerical em uma quermesse e foi destituído do cargo.

Passava um circo pela cidade, e o menino a ele se uniu, como comediante. Percorreu o Estado e, em Salvador, abandonou o circo, iniciando curso de prótese dentária e se empregando como desenhista em uma revista até que resolveu tentar a sorte no Sul. Desembarcou no Rio de Janeiro no final dos anos 20. Em seguida, já trabalhava como auxiliar de protético e, em pouco tempo, montava consultório próprio. Como desenhista das revistas Shimmy e Fon-Fon, aproximou-se do meio artístico. Conheceu Heitor dos Prazeres em 1932, que, ao ouvir suas primeiras músicas, incentivou-o a compor. Entre ser protético ou compositor, Assis ficou com as duas. Batucando na bancada do consultório, poesia e melodia nascendo juntas.

No mesmo 1932, Araci Cortes grava Tem francesa no morro, e ele conhece sua maior intérprete, Carmen Miranda, que grava Etc. e Good bye boy . Compõe Boas Festas, gravada por Carlos Galhardo, e Cai, cai, balão, (com Aurora Miranda e Francisco Alves), ambas sucessos até hoje. O Bando da Lua grava Brasil pandeiro. Para Assis, foi a década de glória, que terminaria com a ida de Carmen - acompanhada pelo Bando da Lua para os Estados Unidos, em 1939. Antes de partir, a cantora gravaria Camisa listrada. O compositor perdeu a intérprete e o conjunto vocal favoritos.

Em 23 de dezembro de 1939, casou com Nadyle da Silva Santos, mas não foi feliz, a união terminando em 1941. Aos poucos, suas músicas caíam no esquecimento. Afundado em dívidas, inseguro quanto ao futuro, tenta o suicídio, pulando do alto do Corcovado. Foi salvo por uma árvore, que impediu a queda. Esforça-se para recuperar a carreira, compondo baiões, rancheiras, guarânias, na moda, mas fora de seu gênero. Em vão. Era sambista de letras brilhantes, reportagens sonoras, e não encontra mais espaço.

Entrou na década de 50 em depressão e procurou mais uma vez a morte, cortando os pulsos, sem conseguir o intento. Aos poucos, mergulha na melancolia, afastando-se de todos e, por fim, no dia 11 de março de 1958, consegue o que já buscara anteriormente. Em um banco da praia do Russel, ingere cianeto com guaraná e morre.

Cifras e letras de músicas


Obra completa

Abre a boca e fecha os olhos, samba, 1933; Acabei a paciência, samba, 1933; Acorda, São João, marcha, 1934; Adivinhação, marcha, 1937; Alegria (c/Durval Maia), samba, 1937; Alegria de palhaço, marcha, 1951; Amanhã eu dou, samba, 1942; Amor de bamba, samba, 1933; Ao romper da aurora (c/Leandro Medeiros), samba, 1936; Apresentação, samba, 1956; Arara (c/Leandro Medeiros), marcha, 1938; Armei a rede (c/Arsênio Ottoni), baião, 1951; Badaladas, marcha 1935; Bate palma pra mineira, samba, 1945; Batuca no chão (c/Ataulfo Alves), batucada, 1945; Beijinhos, marcha, 1933; Bis... (c/Lamartine Babo), marcha, 1944; Boa-noite, marcha, 1935; Boas festas, marcha, 1933; Bola preta, marcha, 1938; Boneca de pano, samba, 1950; Brasil pandeiro, samba, 1940; Cadê você, meu bem, samba, 1934; Cai, cai, balão, marcha, 1933; Cai, sereno, batuque, 1939; Camisa listada, samba-choro, 1937; Cansado de sambar, samba, 1937; Cirandinha, marcha, 1936; Com água na boca, marcha, 1957; Coração bateu demais, samba, 1942; Coração que não entende, samba-choro, 1939; Dança do beliscão (c/Júlio Zamorano), marcha, 1949; Deixa comigo, samba, 1939; Deixa está, jacaré (c/Pedro Silva), marcha, 1937; Deixa isso pra lá (c/Alvinho), samba, 1956; Deixa o passado, samba, 1938; Deixe de ser palhaço, marcha, 1935; O delegado mandou (c/Osvaldo Gouveia), samba, 1953; Desprezado sonhador c/Júlio Zamorano e Osvaldo Gouveia), samba, 1953; O dia morreu (c/Oliveira Freitas), samba, 1936; O dinheiro que ganho, samba, 1951; Dona Florinda, samba, 1944; E bateu-me a chapa, samba, 1935; É do barulho (c/Zequinha Reis), marcha, 1935; É duro de se crer?, samba, 1933; É feio, mas é bom, samba, 1940; E o mundo não se acabou, samba-choro, 1938; É ordem do rei (c/Castor Vargas), samba, 1951; E por causa de você, ioiô, samba, 1934; É sacrifício demais (c/Leandro Medeiros), samba, 1939; Ela disse que dá, samba, 1942; Elogio da raça, marcha, 1933; Esquece tudo (c/Milton Valente), samba, 1940; Este samba foi feito pra você (c/Humberto Porto), samba, 1935; Etc., samba, 1933; Eu vivia no morro, samba, 1936; Fala, meu pandeiro, samba, 1936; Felismina, marcha, 1933; Fez bobagem, samba, 1942; Foi pouco, samba, 1938; A folia já chegou, marcha, 1938; Good Bye, Boy, marcha, 1933; Gosto mais do outro lado, marcha, 1935; A infelicidade me persegue, samba, 1936; Isso não se atura, samba, 1935; Já é de madrugada (c/Carlos Perry), samba, 1935; Já que está deixa ficar, samba, 1940; Jacaré, te abraça, samba, 1944; Um jarro d’água, samba, 1939; Jeannette (c/Lamartine Babo), marcha, 1936; José do rancho, rancheira, 1952; Lamento, samba, 1958; Levante o dedo, marcha, 1934; Liii... Liii, marcha, 1944; Lulu, marcha, 1934; Madame, samba, 1945; Mais um balão, marcha, 1935; Mangueira (c/Zequinha Reis), samba, 1935; Marcolina, Marcouna, marcha, 1934; Maria boa, samba, 1936; A Maria é a maior (c/A. Godinho e Júlio Zamorano), batucada, 1954; Me segure..., samba, 1943; O meu não dá, samba-choro, 1951; Minha embaixada chegou, samba, 1935; Minha intenção (c/Nelson Petersen), samba, 1937; Motivos musicais, samba, 1946; Não é proceder (c/Harold White), samba, 1935; Não quero não, batuque, 1938; Não sei pedir seu coração, marcha, 1932; Não sei se é (c/Leandro Medeiros), samba, 1938; Nega!, marcha, 1933; Negócios de família, marcha, 1936; Ninho desfeito (c/Hortênsio de Aguiar), samba, 1951; Nobreza, samba, 1939; Noite azul, marchinha, 1941; Novela (c/Leandro Medeiros), samba, 1937; Ô..., marcha, 1936; Oba! oba!, samba, 1937; Oi, Maria, samba, 1933; Olha a direita, marcha, 1933; Olhando o céu todo estrelado, marcha, 1935; Onde canta o sabiá (c/José Carlos Burle) samba, 1948; Pão de açúcar (c/Artur Costa), samba, 1934; Pão-duro (c/Luís Gonzaga), marcha, 1946; Para onde irá o Brasil?, samba, 1933; Patrulha musical, samba, 1948; Pedacinho de amor, samba, 1935; Pensei que pudesse te amar, samba, 1935; Pequena endiabrada (c/Leandro Medeiros), marcha, 1940; Põe a chave embaixo, marcha, 1933; Por causa de você, samba, 1937; Pra lá de boa, marcha, 1933; Pra que amar, samba, 1934; Pra que você me tentou (c/Nelson Petersen), samba, 1939; Pra quem sabe dar valor, samba, 1933; Procurando a Josefina, fox, 1946; Quando eu queria você (c/Milton Amaral), marcha, 1934; Que é que a Maria tem, samba, 1937; Quem dorme no ponto é chauffeur, batucada, 1944; Quem duvidar que apareça, samba, 1942; Querer bem (c/Penélope), samba, 1951; Quero um samba (c/Júlio Zamorano), samba, 1948; Recadinho de Papai Noel, marcha, 1934; Recenseamento, samba, 1940; A rosa e vento, samba, 1970; Sai de baixo (c/Álvaro da Silva), marcha, 1956; O samba começou, samba, 1937; Sapateia no chão, samba, 1934; A saudade me viu, samba, 1935; Se a gente... quando gostasse, samba, 1933; Se você deixar, marcha, 1937; Sem você não há prazer, samba, 1936; A semana findou, samba, 1950; Sinos da Penha, samba, 1934; Só conheço uma, marcha, 1937; Sodade furadeira (c/Abreu Júnior), toada, 1955; Sou da comissão de frente, samba, 1934; Tão grande, tão bobo, marcha, 1934; Té já, marcha, 1935; Té logo, sinhá, samba, 1943; Tem francesa no morro, samba, 1932; Tenho raiva do luar, marcha, 1934; Tive que me mudar, samba, 1949, Triste verão, marcha, 1935; Tristeza (c/Zequinha Reis), samba, 1937; Uva de caminhão, samba, 1939; Vem comigo (c/Jocelino Reis), marcha, 1936; Vestidinho de iaiá, marcha, 1943; A vida é boa... (c/Herivelto Martins e Francisco Sena), marcha, 1934; Viva a Penha (c/Jovaldo Dantas), batucada, 1955; Você quer ser livre desse mundo (c/Roberto Azevedo), samba, 1936; Vou espalhando por aí, marcha, 1935.

Assis Valente

Incertezas cercam a origem de José de Assis Valente. Desde o local de seu nascimento, constando na certidão Campo da Pólvora, na Bahia, e que ele garantia ter sido entre Bom Jardim e Patioba, na mesma Bahia. Sabe-se que o dia do nascimento foi 19 de março de 1908, mas quanto ao pai, há controvérsias. Assis dizia ser filho de José de Assis Valente (fato que o tornaria Júnior), mas sua certidão de nascimento e uma meia-irmã informam ser o pai desconhecido. A mãe chamava-se Maria Esteves Valente.

Aos seis anos, foi raptado por um certo Laurindo que, achando "injusto um menino tão perspicaz viver em ambiente tão pobre", pediu para que a família Canna Brasil, de Alagoinhas, o criasse. Tudo correu bem até que o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, deixando o menino na Bahia. Encaminhado para um hospital, passou a viver ali como lavador de frascos da farmácia.

Em 1917, Assis se mudou para Bonfim, onde se tornou responsável pela farmácia do hospital. Invejosos, os farmacêuticos locais enviaram uma receita contendo poderoso veneno para ser por ele aviada. Leu a fórmula, recusou-se a prepará-la e seu prestígio cresceu. Mas a glória durou pouco: declamou um poema anticlerical em uma quermesse e foi destituído do cargo.

Passava um circo pela cidade, e o menino a ele se uniu, como comediante. Percorreu o Estado e, em Salvador, abandonou o circo, iniciando curso de prótese dentária e se empregando como desenhista em uma revista até que resolveu tentar a sorte no Sul. Desembarcou no Rio de Janeiro no final dos anos 20. Em seguida, já trabalhava como auxiliar de protético e, em pouco tempo, montava consultório próprio. Como desenhista das revistas Shimmy e Fon-Fon, aproximou-se do meio artístico. Conheceu Heitor dos Prazeres em 1932, que, ao ouvir suas primeiras músicas, incentivou-o a compor. Entre ser protético ou compositor, Assis ficou com as duas. Batucando na bancada do consultório, poesia e melodia nascendo juntas.

No mesmo 1932, Araci Cortes grava Tem francesa no morro, e ele conhece sua maior intérprete, Carmen Miranda, que grava Etc. e Good bye boy . Compõe Boas Festas, gravada por Carlos Galhardo, e Cai, cai, balão, (com Aurora Miranda e Francisco Alves), ambas sucessos até hoje. O Bando da Lua grava Brasil pandeiro. Para Assis, foi a década de glória, que terminaria com a ida de Carmen - acompanhada pelo Bando da Lua para os Estados Unidos, em 1939. Antes de partir, a cantora gravaria Camisa listrada. O compositor perdeu a intérprete e o conjunto vocal favoritos.

Em 23 de dezembro de 1939, casou com Nadyle da Silva Santos, mas não foi feliz, a união terminando em 1941. Aos poucos, suas músicas caíam no esquecimento. Afundado em dívidas, inseguro quanto ao futuro, tenta o suicídio, pulando do alto do Corcovado. Foi salvo por uma árvore, que impediu a queda. Esforça-se para recuperar a carreira, compondo baiões, rancheiras, guarânias, na moda, mas fora de seu gênero. Em vão. Era sambista de letras brilhantes, reportagens sonoras, e não encontra mais espaço.

Entrou na década de 50 em depressão e procurou mais uma vez a morte, cortando os pulsos, sem conseguir o intento. Aos poucos, mergulha na melancolia, afastando-se de todos e, por fim, no dia 11 de março de 1958, consegue o que já buscara anteriormente. Em um banco da praia do Russel, ingere cianeto com guaraná e morre.

Cifras e letras de músicas


Obra completa

Abre a boca e fecha os olhos, samba, 1933; Acabei a paciência, samba, 1933; Acorda, São João, marcha, 1934; Adivinhação, marcha, 1937; Alegria (c/Durval Maia), samba, 1937; Alegria de palhaço, marcha, 1951; Amanhã eu dou, samba, 1942; Amor de bamba, samba, 1933; Ao romper da aurora (c/Leandro Medeiros), samba, 1936; Apresentação, samba, 1956; Arara (c/Leandro Medeiros), marcha, 1938; Armei a rede (c/Arsênio Ottoni), baião, 1951; Badaladas, marcha 1935; Bate palma pra mineira, samba, 1945; Batuca no chão (c/Ataulfo Alves), batucada, 1945; Beijinhos, marcha, 1933; Bis... (c/Lamartine Babo), marcha, 1944; Boa-noite, marcha, 1935; Boas festas, marcha, 1933; Bola preta, marcha, 1938; Boneca de pano, samba, 1950; Brasil pandeiro, samba, 1940; Cadê você, meu bem, samba, 1934; Cai, cai, balão, marcha, 1933; Cai, sereno, batuque, 1939; Camisa listada, samba-choro, 1937; Cansado de sambar, samba, 1937; Cirandinha, marcha, 1936; Com água na boca, marcha, 1957; Coração bateu demais, samba, 1942; Coração que não entende, samba-choro, 1939; Dança do beliscão (c/Júlio Zamorano), marcha, 1949; Deixa comigo, samba, 1939; Deixa está, jacaré (c/Pedro Silva), marcha, 1937; Deixa isso pra lá (c/Alvinho), samba, 1956; Deixa o passado, samba, 1938; Deixe de ser palhaço, marcha, 1935; O delegado mandou (c/Osvaldo Gouveia), samba, 1953; Desprezado sonhador c/Júlio Zamorano e Osvaldo Gouveia), samba, 1953; O dia morreu (c/Oliveira Freitas), samba, 1936; O dinheiro que ganho, samba, 1951; Dona Florinda, samba, 1944; E bateu-me a chapa, samba, 1935; É do barulho (c/Zequinha Reis), marcha, 1935; É duro de se crer?, samba, 1933; É feio, mas é bom, samba, 1940; E o mundo não se acabou, samba-choro, 1938; É ordem do rei (c/Castor Vargas), samba, 1951; E por causa de você, ioiô, samba, 1934; É sacrifício demais (c/Leandro Medeiros), samba, 1939; Ela disse que dá, samba, 1942; Elogio da raça, marcha, 1933; Esquece tudo (c/Milton Valente), samba, 1940; Este samba foi feito pra você (c/Humberto Porto), samba, 1935; Etc., samba, 1933; Eu vivia no morro, samba, 1936; Fala, meu pandeiro, samba, 1936; Felismina, marcha, 1933; Fez bobagem, samba, 1942; Foi pouco, samba, 1938; A folia já chegou, marcha, 1938; Good Bye, Boy, marcha, 1933; Gosto mais do outro lado, marcha, 1935; A infelicidade me persegue, samba, 1936; Isso não se atura, samba, 1935; Já é de madrugada (c/Carlos Perry), samba, 1935; Já que está deixa ficar, samba, 1940; Jacaré, te abraça, samba, 1944; Um jarro d’água, samba, 1939; Jeannette (c/Lamartine Babo), marcha, 1936; José do rancho, rancheira, 1952; Lamento, samba, 1958; Levante o dedo, marcha, 1934; Liii... Liii, marcha, 1944; Lulu, marcha, 1934; Madame, samba, 1945; Mais um balão, marcha, 1935; Mangueira (c/Zequinha Reis), samba, 1935; Marcolina, Marcouna, marcha, 1934; Maria boa, samba, 1936; A Maria é a maior (c/A. Godinho e Júlio Zamorano), batucada, 1954; Me segure..., samba, 1943; O meu não dá, samba-choro, 1951; Minha embaixada chegou, samba, 1935; Minha intenção (c/Nelson Petersen), samba, 1937; Motivos musicais, samba, 1946; Não é proceder (c/Harold White), samba, 1935; Não quero não, batuque, 1938; Não sei pedir seu coração, marcha, 1932; Não sei se é (c/Leandro Medeiros), samba, 1938; Nega!, marcha, 1933; Negócios de família, marcha, 1936; Ninho desfeito (c/Hortênsio de Aguiar), samba, 1951; Nobreza, samba, 1939; Noite azul, marchinha, 1941; Novela (c/Leandro Medeiros), samba, 1937; Ô..., marcha, 1936; Oba! oba!, samba, 1937; Oi, Maria, samba, 1933; Olha a direita, marcha, 1933; Olhando o céu todo estrelado, marcha, 1935; Onde canta o sabiá (c/José Carlos Burle) samba, 1948; Pão de açúcar (c/Artur Costa), samba, 1934; Pão-duro (c/Luís Gonzaga), marcha, 1946; Para onde irá o Brasil?, samba, 1933; Patrulha musical, samba, 1948; Pedacinho de amor, samba, 1935; Pensei que pudesse te amar, samba, 1935; Pequena endiabrada (c/Leandro Medeiros), marcha, 1940; Põe a chave embaixo, marcha, 1933; Por causa de você, samba, 1937; Pra lá de boa, marcha, 1933; Pra que amar, samba, 1934; Pra que você me tentou (c/Nelson Petersen), samba, 1939; Pra quem sabe dar valor, samba, 1933; Procurando a Josefina, fox, 1946; Quando eu queria você (c/Milton Amaral), marcha, 1934; Que é que a Maria tem, samba, 1937; Quem dorme no ponto é chauffeur, batucada, 1944; Quem duvidar que apareça, samba, 1942; Querer bem (c/Penélope), samba, 1951; Quero um samba (c/Júlio Zamorano), samba, 1948; Recadinho de Papai Noel, marcha, 1934; Recenseamento, samba, 1940; A rosa e vento, samba, 1970; Sai de baixo (c/Álvaro da Silva), marcha, 1956; O samba começou, samba, 1937; Sapateia no chão, samba, 1934; A saudade me viu, samba, 1935; Se a gente... quando gostasse, samba, 1933; Se você deixar, marcha, 1937; Sem você não há prazer, samba, 1936; A semana findou, samba, 1950; Sinos da Penha, samba, 1934; Só conheço uma, marcha, 1937; Sodade furadeira (c/Abreu Júnior), toada, 1955; Sou da comissão de frente, samba, 1934; Tão grande, tão bobo, marcha, 1934; Té já, marcha, 1935; Té logo, sinhá, samba, 1943; Tem francesa no morro, samba, 1932; Tenho raiva do luar, marcha, 1934; Tive que me mudar, samba, 1949, Triste verão, marcha, 1935; Tristeza (c/Zequinha Reis), samba, 1937; Uva de caminhão, samba, 1939; Vem comigo (c/Jocelino Reis), marcha, 1936; Vestidinho de iaiá, marcha, 1943; A vida é boa... (c/Herivelto Martins e Francisco Sena), marcha, 1934; Viva a Penha (c/Jovaldo Dantas), batucada, 1955; Você quer ser livre desse mundo (c/Roberto Azevedo), samba, 1936; Vou espalhando por aí, marcha, 1935.