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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Canção do pescador

Canção do pescador (canção) - Newton Mendonça

Lá onde a praia termina
mora um homem cansado da vida
queimado do sol...

E quando chega a tardinha
ele senta pertinho do mar
canta a triste canção:
bate onda na beira da praia
bate onda no meu coração
que foi moço e sonhou tantas vezes
e em noites de lua fez tanta canção.

Minha vida está perto do fim
tudo é triste, é triste pra mim
meus cabelos ja têm a cor do mar
quando é noite de lua eu não posso
sonhar

E quando o dia amanhece
o orvalho da noite a areia da praia
molhou
e quem passa por lá diz que a noite
chorou
pelo pescador.

Canção do pescador

Canção do pescador (canção) - Newton Mendonça

Lá onde a praia termina
mora um homem cansado da vida
queimado do sol...

E quando chega a tardinha
ele senta pertinho do mar
canta a triste canção:
bate onda na beira da praia
bate onda no meu coração
que foi moço e sonhou tantas vezes
e em noites de lua fez tanta canção.

Minha vida está perto do fim
tudo é triste, é triste pra mim
meus cabelos ja têm a cor do mar
quando é noite de lua eu não posso
sonhar

E quando o dia amanhece
o orvalho da noite a areia da praia
molhou
e quem passa por lá diz que a noite
chorou
pelo pescador.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Discussão

Discussão - Tom Jobim e Newton Mendonça
C7+         Am7       Dm7      Eb0
Se você pretende sustentar opinião
Em7 C7/9
E discutir por discutir
F7+ Bb7/9
Só para ganhar a discussão
C7+ Eb0
Eu lhe asseguro, pode crer
Em7/-5 A7/5+
Que quando fala o coração
D7/9
Às vezes é melhor perder,
Dm7 G7
Do que ganhar, você vai ver

C7+ Am7
Já a percebi a confusão
Dm7 Eb0
Você quer ver prevalecer
Em7 C7/9
A opinião sobre a razão
F7M Bb7/9
Não pode ser, não pode ser
C7+ Eb0
Pra que trocar o sim por não
Em7/-5 A7/5+
Se o resultado é solidão
D7/9 G7
Em vez de amor uma saudade
Fm6 C7+
Vai dizer quem tem razão

Caminhos cruzados

Caminhos cruzados - Newton Mendonça e Tom Jobim
   Amaj7         A7            
Quando um coração
Dmaj7 Dm6
Que está cansado de sofrer
Amaj7
Encontra um coração
A7 Dmaj7 Dm6
Também cansado de sofrer
Amaj7 G#7/+5 G6
É tempo de se pensar
F#7 G6
Que o amor
Gm6 Bm9/F# E13/-9
Pode de repente chegar
Amaj7 A7
Quando existe alguém
Dmaj7 Dm6
Que tem saudade de alguém
Amaj7 A7 G#m7 Db7/-9
E esse outro alguém não entender
Dmaj7 G#7/6 Dbmaj9
Deixe esse novo amor chegar
F#7/+5 Bm9/F#
Mesmo que depois
Gm6 Bm9/F# E13/-9
Seja imprescindível chorar
Amaj7
Que tolo fui eu
A7 Dmaj7 Dm6
Que em vão tentei raciocinar
Amaj7
Nas coisas do amor
A7 Ebm7/-5 Dm6
Que ninguém pode explicar
D6 G#7/+5 G6
Vem nós dois vamos tentar
Gm6 Bm9/F#
Só um novo amor
E13/-9 Amaj7
Pode a saudade apagar

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Samba de uma nota só

Samba de uma nota só - Newton Mendonça e Tom Jobim
         Dbm7/-5     C7             Bm7/-5    E7
Eis aqui este sambinha feito numa nota só
Dbm7/-5 C7 Bm7/-5 E7
Outras notas vão entrar mas a base é uma só
Em7 A7/13 D7+ Dm7 G7
Esta outra é consequência do que acabo de dizer
Dbm7/-5 C7 Bm7/-5 E7 A7+
Como eu sou a consequência inevitável de você
Dm7 G7/13
Quanta gente existe por aí que fala tanto
C7+/9
E não diz nada ou quase nada
Cm7 F7/13
Já me utilizei de toda a escala
Bb7+ Bm7/-5 E7
No final não sobrou nada não deu em nada
Dbm7/-5 C7 Bm7/-5 E7
E voltei pra minha nota como eu volto pra você
Dbm7/-5 C7
Vou contar com a minha nota
F7+ Bb7+
como eu gosto de você
Em7 A7/13 D7+ Dm7 G7
E quem quer todas as notas ré mi fá sol lá si dó
C7+ B7 Bb7+ A7+
Fica sempre sem nenhuma fique numa nota só

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Desafinado

Soando como a coisa mais estranha que aparecera até então na música brasileira, a primeira gravação de “Desafinado” (Odeon, 14426-b), lançada em fevereiro de 59, já mostrava tudo o que a bossa nova oferecia de inovador e revolucionário: o canto intimista, a letra sintética, despojada, o emprego de acordes alterados e, sobretudo, um extraordinário jogo rítmico entre o violão, a bateria e a voz do cantor.

Responsável por este jogo rítmico, seu interprete, João Gilberto, assumia assim de imediato um papel destacado no trio — completado pelo compositor Tom Jobim e o poeta Vinícius de Moraes que, criando a bossa nova, alteraria de forma irreversível o curso de nossa música popular. Apenas com Tom e Vinicius teríamos certamente uma música moderna, sofisticada, renovadora, mas que não seria o que se chamou bossa nova.

A melodia de “Desafinado” é bastante “torta” (“era mais ainda na concepção original, O João é que alterou alguma coisa na hora de gravar”, informa Tom Jobim) em razão principalmente de uma engenhosa alteração no quinto e sexto graus da escala na frase inicial (“Se você disser que eu desafino, amor”) que recai sobre as sílabas “de” (de “de-sa-fino”), “a” e “mor” (de “a-mor”).

Ao sustenizar a dominante e bemolizar a super-dominante, foram produzidos intervalos melódicos inusitados para os padrões da música brasileira da época, a ponto de dificultar a interpretação de alguns cantores menos dotados. Localizando essa alteração sobre a palavra “desafino”, os autores criaram a impressão de que o cantor semitonava, ou seja desafinava, o que levou muita gente a achar João Gilberto um cantor desafinado. Ao mesmo tempo, a batida deslocada do violão e o contratempo da percussão confundiram os músicos, provocando estupefação geral.




João Gilberto
Tanta novidade apresentada numa única composição a levaria inevitavelmente ao sucesso, que se estenderia ao exterior. Nos Estados Unidos, por exemplo, o single de “Desafinado”, com Stan Getz e Charlie Byrd, gravado em 1962, ultrapassou a marca de um milhão de cópias e recebeu o prêmio Grammy de melhor performance de jazz. O fonograma foi extraído do álbum Jazz samba, que permaneceu setenta semanas no hit-parade americano e também ultrapassou a marca de um milhão de cópias. Esta gravação é considerada o marco inicial da bossa nova nos Estados Unidos. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).


Desafinado (samba bossa, 1959) - Newton Mendonça e Tom Jobim

Tom: F7+
 F7+                          G7/5-
Se você disser que eu desafino amor
Gm7 Bb/C Cm7 D7/9-
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Gm7 A7/5+ D7+ D7/9-
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
G7 Bb/C Gb7/13
Eu possuo apenas o que Deus me deu
 F7+                      G7/5-
Se você insiste em classificar
Gm7 Bb/C Cm7 D7/9-
Meu comportamento de anti-musical
Gm7 A7/5+ F6/9 E7/9+
Eu mesmo mentindo devo argumentar
A7+ G#7/5+ Em/G D/E
Que isto é bossa-nova, isto é muito natural
   A7+          Bbº        Bm7/4         E7
O que você não sabe nem sequer pressente
A7+ Am7 Bm7/4 E7
É que os desafinados também têm um coração

C7+ C#º Dm7/4
Fotografei você na minha Roleiflex
G7 Gm7 D7/9- G7 Gb7/13
Revelou-se a sua enorme ingratidão
F7+ G7/5-
Só não poderá falar assim do meu amor
Gm7 Bb/C Cm7 D7/9-
Este é o maior que você pode encontrar
Gm7 Bbm7 Am7 G7
Você com sua música esqueceu o principal
G7
Que no peito dos desafinados
Bbm7 Eb7/9
No fundo do peito bate calado
G7 Gb7/13
Que no peito dos desafinados
F6/9 Bbm6 F6/9
Também bate um coração

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Meditação

Antecedendo em alguns meses a versão de João Gilberto, que imprimiu à canção sua marca definitiva, “Meditação” seria gravada com sucesso por Isaura Garcia. Embora acompanhada pelo conjunto do marido, Walter Wanderley, um músico avançado que participaria em 61 do terceiro elepê do João, não havia na interpretação de Isaurinha a menor conotação de bossa nova. Era, isto sim, totalmente coerente com a personalidade da cantora (o álbum chamava-se Sempre personalíssima) de sotaque ítalo-paulistano, mas, que, em compensação, exibia um extraordinário senso de divisão, incomum para quem nascera no Brás. Além do mais era passional ao extremo, o que até justifica o “ai-ai-ai” que ela comete depois do verso “e tanto que seu pranto já secou...”.

Assim se entende por que sua interpretação seria praticamente o oposto da do João, a partir do andamento, mais rápido. Com um acompanhamento de cordas, um piano discreto, um trombone — na introdução que se tornaria clássica — e uma flauta — apenas na segunda parte e no final —, a versão do cantor dá bem um exemplo da economia que caracterizou a bossa nova em vários aspectos, da 0rquestraçao à duração da faixa.

Com a participação de Tom e Newton tanto na letra como na música, conforme era próprio da parceria, “Meditação” tem a estrutura A1 - A1 - B - A2, com 16 compassos em A e oito em B. O que ressalta na composição são as sofisticadas alterações diatônicas em sílabas como “di” (“quem a-cre-ditou”), “no” (“no amor”), “a” (“e perdeu a paz”), “so” (“o amor, o sor-ri-so”) e “sa” (“se transformam de-pres-sa demais”).

Já a letra, que lançou a expressão “o amor, o sorriso e a flor” — logo vinculada à bossa nova, a


João Gilberto
princípio positivamente, mais tarde, pejorativamente —, percorre as etapas de uma tradicional história de amor: o sonho inicial, a perda, a solidão, a privação e, por fim, o reencontro como amor verdadeiro.

O enfoque de João Gilberto e o arranjo de Tom Jobim exerceram forte influência no padrão da maioria das gravações que se seguiram, fazendo de “Meditação” (“Meditation”, na versão em inglês) a terceira composição em popularidade na pequena, mas importante, obra da dupla Jobim-Mendonça (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Ed. 34).

Meditação (samba bossa, 1960) - Newton Mendonça e Tom Jobim
A6           A6
Quem acreditou no amor no sorriso na flor
C#m7 F#7(-13)
Então sonhou sonhou
Bm7 Dm7
E perdeu a paz
C#m7 F#7(-13)
O amor o sorriso e a flor
Bm7 E5+
Se transformam depressa demais

A6
Quem no coração
A6
Abrigou a tristeza de ver
C#m7 F#7(-13)
Tudo isso se perder
Bm7 Dm7
E na solidão
C#m7 F#7(-13)
Procurou a caminho a seguir
Bm7 E5+
Já descrente de um dia feliz

D7+ Dm7
Quem chorou chorou
C#m7 Bm7 E5+
E tanto que o seu pranto já secou

A6
Quem depois voltou
A6
Ao amor ao sorriso e a flor
C#m7 F#7(b13)
Então tudo encontrou
Bm7 Dm7
Pois a própria dor
C#m7 F#7(-13) Bm7 E7(9b) Am7
Revelou o caminho do amor e a tristeza acabou

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Foi a noite

De produção anterior à grande fase da parceria com Vinícius de Moraes, "Foi a Noite" é uma das mais conhecidas composições do início da carreira de Tom Jobim. Sylvia Telles, sua lançadora - na época também uma iniciante - seria tempos depois a única profissional a tomar parte no primeiro espetáculo de bossa nova, realizado por vários amadores no Grupo Universitário Hebraico do Brasil no bairro carioca do Flamengo.

Originalmente editada em 78 rpm, a gravação de Sylvinha, acompanhada pela orquestra de Jobim, foi em 1957 incluída no primeiro elepê da cantora, intitulado Carícia. Num arranjo de Tom, para orquestra de cordas, trompa e uma sessão de palhetas, sob a regência de Leo Peracchi, tanto a melodia como a interpretação de Sylvia Telles provocaram uma impressão tão forte, que o então novo diretor artístico da Odeon, Aloysio de Oliveira, hesitou em rotulá-la como samba-canção.

Ele próprio declarou (em texto publicado num folheto que acompanha a coleção de discos "Bossa Nova, sua História, sua Gente" da Philips): "A gravação havia sido preparada pela direção anterior.(...) Entrei no estúdio ignorando a música, o arranjo e a intérprete.(...) O impacto que tive é até hoje indescritível. A construção melódica era uma coisa inteiramente nova dentro dos padrões brasileiros. O arranjo simples, impecável, fornecia uma seqüência harmônica que enaltecia a melodia de um modo incomum. A interpretação era genial. Sylvia Telles conseguia com sua voz rouca e suave penetrar dentro da gente e mexer com todas as nossas emoções.


Sylvia Telles

Bem, eu estava definitivamente diante de uma coisa que não esperava encontrar. Era a bossa nova na sua maior expressão".

Realmente, há até alguns entusiastas desta gravação que a consideram o marco inaugural da bossa nova. Não o era, porém: faltava a cota de participação de João Gilberto. Nos anos seguintes, "Foi a Noite" teria sucessivas gravações (Cauby Peixoto, Helena de Lima, Almir Ribeiro, Tito Madi, Agostinho dos Santos e Carlos José), permanecendo como símbolo daquela era de reformulação de nossa música popular.

Foi a noite (samba-canção, 1956) - Tom Jobim e Newton Mendonça
A7+     Bm7    E7                 A7+  Gb7
Foi a noite . . . . . foi o mar, eu sei
Bm7 E7 A7+
Foi a lua, . . . . . que me fez pensar

Abm7 Db7 Gbm7
Que você me queria outra vez
Bm7 E5 /9- Dbm7 Gb7
E que ainda gostava de mim

Bm7 E7 A7+ Gb7
De ilusão, . . . . . eu vivi talvez
Bm7 Em A7
Foi amor, por você, bem sei

D7+ Dm7
A saudade aumenta com a distância
Dbm7 Gbm7
E a ilusão é feita de esperança
Bm7 E5 /9-
Foi a noite, foi o mar, eu sei
A7+
Foi você . . . . .

domingo, 9 de abril de 2006

Newton Mendonça

Newton Mendonça (Newton Ferreira de Mendonça), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 14/2/1927 e faleceu em 11/11/1960. Cursou o Colégio Militar. Apresentou-se como pianista em inúmeros clubes noturnos de Copacabana, Rio de Janeiro, entre os quais Ma Griffe, Dominó, Boate das Canoas, La Bohème.

Em 1953, Dora Lopes gravou na Sinter sua composição Você morreu pra mim (com Fernando Lobo). Em parceria com Tom Jobim, compôs alguns grandes sucessos da bossa nova, como Foi a noite, 1956, lançado por Sylvia Telles, na Odeon, no ano seguinte; Só saudade, 1957; Desafinado, gravado por João Gilberto, na Odeon, em 1958; Discussão, Meditação e Samba de uma nota só, pelo mesmo cantor e etiqueta, dois anos depois. Na Copacabana, gravou o LP Em cada amor uma canção.

Morreu de ataque cardíaco, quando atuava na boate Carrossel, no chamado beco do Joga a Chave, e julgava-se incompreendido por seus ouvintes e parceiros. Deixou uma obra pequena, mas de grande importância para o movimento bossa nova, do qual pode ser considerado um dos iniciadores.

Obras

Caminhos cruzados (c/Tom Jobim), 1958; Canção do pescador, canção, s.d.; Desafinado (c/Tom Jobim), 1958; Discussão (c/Tom Jobim), samba, 1960; Foi a noite (c/Tom Jobim), 1956; Incerteza (c/Tom Jobim), samba, 1953; Meditação (c/Tom Jobim), samba-canção, 1960; Samba de uma nota só (c/Tom Jobim), samba, 1960.

Veja também:

Agostinho dos Santos / Alaíde Costa / Aloysio de Oliveira / Baden Powell / Billy Blanco / Bossa Nova, Dicionário da/ Bossa Nova, História da / Bossa Nova, mais letras / Cariocas, Os / Carlos Lyra / Chico Feitosa / Edu Lobo / Elizeth Cardoso / João Gilberto / Johnny Alf / Leila Pinheiro / Luiz Bonfá / Lula Freire / Maysa / Nara Leão / Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli / Sylvia Telles / Tom Jobim / Vinícius de Moraes.

Newton Mendonça

Newton Mendonça
Newton Mendonça (Newton Ferreira de Mendonça), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 14/2/1927 e faleceu em 11/11/1960. Cursou o Colégio Militar. Apresentou-se como pianista em inúmeros clubes noturnos de Copacabana, Rio de Janeiro, entre os quais Ma Griffe, Dominó, Boate das Canoas, La Bohème.

Em 1953, Dora Lopes gravou na Sinter sua composição Você morreu pra mim (com Fernando Lobo). Em parceria com Tom Jobim, compôs alguns grandes sucessos da bossa nova, como Foi a noite, 1956, lançado por Sylvia Telles, na Odeon, no ano seguinte; Só saudade, 1957; Desafinado, gravado por João Gilberto, na Odeon, em 1958; Discussão, Meditação e Samba de uma nota só, pelo mesmo cantor e etiqueta, dois anos depois. Na Copacabana, gravou o LP Em cada amor uma canção.

Morreu de ataque cardíaco, quando atuava na boate Carrossel, no chamado beco do Joga a Chave, e julgava-se incompreendido por seus ouvintes e parceiros. Deixou uma obra pequena, mas de grande importância para o movimento bossa nova, do qual pode ser considerado um dos iniciadores.

Obras

Caminhos cruzados (c/Tom Jobim), 1958; Canção do pescador, canção, s.d.; Desafinado (c/Tom Jobim), 1958; Discussão (c/Tom Jobim), samba, 1960; Foi a noite (c/Tom Jobim), 1956; Incerteza (c/Tom Jobim), samba, 1953; Meditação (c/Tom Jobim), samba-canção, 1960; Samba de uma nota só (c/Tom Jobim), samba, 1960.

Veja também: