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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tum-tum-tum

Jackson do Pandeiro

Tum-tum-tum (baião, 1958) - Ari Monteiro e Cristóvão de Alencar

No tempo que eu era só
E não tinha amor nenhum
Meu coração batia mansinho:
Tum... tum... tum...
(coro repete)

Depois veio você
O meu amor número um
E o meu coração
Pôs-se a bater
Tum-tum-tum, tum-tum-tum...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Procurando tu

Procurando tu (1970) - Antônio Barros e J. Luna
Introdução- D  G C F E Am E7 Am E7 

Refrão:
Am E7
Morena diga onde é que tu tava
Am
Onde é que tu tava, onde é que tava tu
Dm Am
Passei a noite procurando tu
E7 Am
Procurando tu, procurando tu
Dm Am
Passei a noite procurando tu,
E7 Am
Procurando tu procurando tu


G7 C
Eu vivo triste, meu amor me beija
G7 C
Mesmo que não seja beijo de amor
G7 C
Esse teu beijo sei que me envenena
G7 C
Mas não tenha pena se é matador
F C
:Eu quero um beijo de lascar o cano
G7 C
Pois eu sou baiano cabra beijador:


Refrão

G7 C
Chega prá perto, me dá um arrocho
G7 C
Que eu já tô rocho de tanto roer
G7 C
Acende o fogo da minha fogueira
G7 C
Que a noite inteira eu so faltei morrer
F C
:Te procurando, meu amor te dando
G7 C
E tu me negando, fazendo eu sofrer:


Refrão

Procurando tu

Procurando tu (1970) - Antônio Barros e J. Luna
Introdução- D  G C F E Am E7 Am E7 

Refrão:
Am E7
Morena diga onde é que tu tava
Am
Onde é que tu tava, onde é que tava tu
Dm Am
Passei a noite procurando tu
E7 Am
Procurando tu, procurando tu
Dm Am
Passei a noite procurando tu,
E7 Am
Procurando tu procurando tu


G7 C
Eu vivo triste, meu amor me beija
G7 C
Mesmo que não seja beijo de amor
G7 C
Esse teu beijo sei que me envenena
G7 C
Mas não tenha pena se é matador
F C
:Eu quero um beijo de lascar o cano
G7 C
Pois eu sou baiano cabra beijador:


Refrão

G7 C
Chega prá perto, me dá um arrocho
G7 C
Que eu já tô rocho de tanto roer
G7 C
Acende o fogo da minha fogueira
G7 C
Que a noite inteira eu so faltei morrer
F C
:Te procurando, meu amor te dando
G7 C
E tu me negando, fazendo eu sofrer:


Refrão

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O velho gagá

0 velho gagá (marcha, 1961) - Jackson do Pandeiro

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

O velho gagá gagueja
No baile do Municipal
Quando arranja um broto
Que parece uma pimenta
O velho se arrebenta
E noutro dia passa mal....

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

O velho gagá

0 velho gagá (marcha, 1961) - Jackson do Pandeiro

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

O velho gagá gagueja
No baile do Municipal
Quando arranja um broto
Que parece uma pimenta
O velho se arrebenta
E noutro dia passa mal....

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vou ter um troço

Jackson do Pandeiro
Vou ter um troço (marcha/carnaval, 1962) - Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro

Garota você é umka gostosura
Foi proibida
Pela censura

Garota você é uma gostosura
Foi proibida
Pela censura

Sai de perto de mim
Olhar pra você eu não posso
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço

Vou ter um troço

Vou ter um troço (marcha/carnaval, 1962) - Provenzano, O. Lopes e Jackson do Pandeiro

Garota você é uma gostosura
Foi proibida
Pela censura

Garota você é uma gostosura
Foi proibida
Pela censura

Sai de perto de mim
Olhar pra você eu não posso
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Pisei num despacho

Pisei num despacho (samba) - Geraldo Pereira

Desde o dia em que passei
Numa esquina e pisei no despacho
Entro no samba e meu corpo está duro
Bem que procuro a cadência e não acho

Meu samba e meu verso não fazem sucesso
Há sempre um porém
Vou à gafieira
Fico a noite inteira
E no fim não dou sorte com ninguém

Mas eu vou num canto
Vou num pai de santo pedir
Qualquer dia
Que me dê um despacho
Um banho de erva e uma guia

Tenho aqui um endereço
Um senhor que eu conheço me deu
Há três dias
O mais velho é batata diz tudo na exata
É uma casa em Caxias

Pisei num despacho

Pisei num despacho (samba) - Geraldo Pereira

Desde o dia em que passei
Numa esquina e pisei no despacho
Entro no samba e meu corpo está duro
Bem que procuro a cadência e não acho

Meu samba e meu verso não fazem sucesso
Há sempre um porém
Vou à gafieira
Fico a noite inteira
E no fim não dou sorte com ninguém

Mas eu vou num canto
Vou num pai de santo pedir
Qualquer dia
Que me dê um despacho
Um banho de erva e uma guia

Tenho aqui um endereço
Um senhor que eu conheço me deu
Há três dias
O mais velho é batata diz tudo na exata
É uma casa em Caxias

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Jackson do Pandeiro

Primeiro grande artista paraibano, surgido em plena era do rádio, Jackson do Pandeiro nasceu José Gomes Filho em Alagoa Grande no dia 31 de agosto de 1919, filho de José Gomes e de Flora Maria da Conceição.

Cantava no interior da Paraíba desde sua adolescência e fez algumas duplas antes de sagrar-se como artista solo. Ainda como Jack do Pandeiro, montou primeiramente uma dupla com Zé Lacerda em Campina Grande.

Em 1947, às vésperas de começar a ganhar popularidade nas rádios locais, e de ser rebatizado artisticamente como Jackson do Pandeiro, formou a dupla Café com Leite com Rosil Cavalcanti em João Pessoa. A dupla durou apenas um ano, mas a amizade e a parceria refletiriam no início da carreira solo de Jackson.

Sebastiana fez sucesso no Carnaval de 1953 e Jackson foi contratado pela Rádio Jornal do Commercio, ganhando - já aos 34 anos de idade - uma notoriedade nacional que acabou despertando o interesse das gravadoras. É nessa época que conhece Luiz Gonzaga, que imediatamente propõe encaminhá-lo à diretoria da RCA (atual BMG Ariola) no Rio de Janeiro, mas Jackson - recém-casado com a cantora pernambucana Almira Castilho - acaba preferindo a Copacabana (atual EMI Music), por esta ter um escritório no Nordeste.

O cantor utiliza o estúdio da rádio para gravar dez faixas para a gravadora, que antes do Natal de 1953 colocou nas lojas um 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana. Há 50 anos, começava o sucesso nacional de Jackson do Pandeiro, cujo primeiro disco ultrapassaria as 50 mil cópias vendidas antes do Carnaval de 1954.

Com a boa vendagem, Jackson é então contratado pela Copacabana por dois anos. Assustado com o sucesso, isola-se no Nordeste e, somente após o sucesso do segundo 78 rpm, 1 x 1 e A mulher do Aníbal, resolve visitar o Sudeste - mas de navio, já que tinha pavor da idéia de sequer embarcar num avião. Após três dias a bordo do lendário Vera Cruz, Jackson do Pandeiro e Almira Castilho chegaram ao Rio de Janeiro em 18 de abril de 1954.

A mídia encanta-se com os dois, que - apesar de já desfrutando de uma vida mais confortável - não abriam mão de residir no Nordeste. Passam alguns meses viajando, enquanto a gravadora fecha o restante do ano lançando mais 78 rpm´s - com as outras seis faixas gravadas inicialmente. Vou Gargalhar, lançada para o Carnaval de 1955, faz enorme sucesso e beira as 50 mil cópias vendidas em poucas semanas.

Somente depois do carnaval, Jackson entra finalmente em estúdio para novas gravações e Forró em Caruaru é lançada enquanto o artista negocia a liberação de seu contrato de exclusividade com a rádio nordestina, para com isso poder trabalhar melhor a mídia nacional.

Durante a passagem pelo Recife, Jackson e Almira acabam sendo agredidos fisicamente durante uma festa e resolvem finalmente mudar-se para o Rio de Janeiro. Estabelecem-se na Glória, a poucos minutos do centro do Rio, e Jackson lança seu primeiro LP de 10 polegadas, que rende diversas aparições na televisão e convites para participações em filmes.

Um segundo álbum de 8 faixas é lançado em 1956, trazendo pela primeira vez uma foto de Jackson e Almira na capa. Mesclando com sabedoria temas carnavalescos, juninos e até natalinos, os discos passariam a animar qualquer ocasião. Jackson faz enorme sucesso no eixo Rio-São Paulo e também em Minas Gerais, numa época em que O canto da ema não parava de tocar e já garantia seu posto como um dos grandes sucessos do artista.

Após lançar um terceiro LP em 1957, ao final de quatro anos de contrato com a Copacabana, Jackson anuncia sua decisão de assinar com a Columbia (atual Sony Music) - por onde passaria a lançar discos em 1958, tão logo a Copacabana terminasse de lançar o material recentemente gravado.

Jackson gravaria na nova gravadora por apenas dois anos, e a partir de 1960 desenvolveria uma carreira de cinco anos pela Philips (atual Universal) - onde efetivamente gravou diversos LPs e compactos. Nos anos 60 ainda gravou pela Continental e pela Cantagalo, e durante os anos 70 participou de diversos projetos.

Jackson do Pandeiro faleceu aos 63 anos no Hospital de Base de Brasília no dia 10 de julho de 1982, em decorrência de um coma diabético. Outros sucessos: Chiclete com banana, Falsa patroa e Cantiga do sapo.

Sua biografia “Jackson do Pandeiro, O Rei do Ritmo”, escrita por Fernando Moura e Antônio Vicente e lançada pela Editora 34 em 2001, é referência obrigatória. (Marcelo Fróes - Janeiro, 2004)

Jackson do Pandeiro

Fonte: EMI MUSIC

Jackson do Pandeiro

Primeiro grande artista paraibano, surgido em plena era do rádio, Jackson do Pandeiro nasceu José Gomes Filho em Alagoa Grande no dia 31 de agosto de 1919, filho de José Gomes e de Flora Maria da Conceição.

Cantava no interior da Paraíba desde sua adolescência e fez algumas duplas antes de sagrar-se como artista solo. Ainda como Jack do Pandeiro, montou primeiramente uma dupla com Zé Lacerda em Campina Grande.

Em 1947, às vésperas de começar a ganhar popularidade nas rádios locais, e de ser rebatizado artisticamente como Jackson do Pandeiro, formou a dupla Café com Leite com Rosil Cavalcanti em João Pessoa. A dupla durou apenas um ano, mas a amizade e a parceria refletiriam no início da carreira solo de Jackson.

Sebastiana fez sucesso no Carnaval de 1953 e Jackson foi contratado pela Rádio Jornal do Commercio, ganhando - já aos 34 anos de idade - uma notoriedade nacional que acabou despertando o interesse das gravadoras. É nessa época que conhece Luiz Gonzaga, que imediatamente propõe encaminhá-lo à diretoria da RCA (atual BMG Ariola) no Rio de Janeiro, mas Jackson - recém-casado com a cantora pernambucana Almira Castilho - acaba preferindo a Copacabana (atual EMI Music), por esta ter um escritório no Nordeste.

O cantor utiliza o estúdio da rádio para gravar dez faixas para a gravadora, que antes do Natal de 1953 colocou nas lojas um 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana. Há 50 anos, começava o sucesso nacional de Jackson do Pandeiro, cujo primeiro disco ultrapassaria as 50 mil cópias vendidas antes do Carnaval de 1954.

Com a boa vendagem, Jackson é então contratado pela Copacabana por dois anos. Assustado com o sucesso, isola-se no Nordeste e, somente após o sucesso do segundo 78 rpm, 1 x 1 e A mulher do Aníbal, resolve visitar o Sudeste - mas de navio, já que tinha pavor da idéia de sequer embarcar num avião. Após três dias a bordo do lendário Vera Cruz, Jackson do Pandeiro e Almira Castilho chegaram ao Rio de Janeiro em 18 de abril de 1954.

A mídia encanta-se com os dois, que - apesar de já desfrutando de uma vida mais confortável - não abriam mão de residir no Nordeste. Passam alguns meses viajando, enquanto a gravadora fecha o restante do ano lançando mais 78 rpm´s - com as outras seis faixas gravadas inicialmente. Vou Gargalhar, lançada para o Carnaval de 1955, faz enorme sucesso e beira as 50 mil cópias vendidas em poucas semanas.

Somente depois do carnaval, Jackson entra finalmente em estúdio para novas gravações e Forró em Caruaru é lançada enquanto o artista negocia a liberação de seu contrato de exclusividade com a rádio nordestina, para com isso poder trabalhar melhor a mídia nacional.

Durante a passagem pelo Recife, Jackson e Almira acabam sendo agredidos fisicamente durante uma festa e resolvem finalmente mudar-se para o Rio de Janeiro. Estabelecem-se na Glória, a poucos minutos do centro do Rio, e Jackson lança seu primeiro LP de 10 polegadas, que rende diversas aparições na televisão e convites para participações em filmes.

Um segundo álbum de 8 faixas é lançado em 1956, trazendo pela primeira vez uma foto de Jackson e Almira na capa. Mesclando com sabedoria temas carnavalescos, juninos e até natalinos, os discos passariam a animar qualquer ocasião. Jackson faz enorme sucesso no eixo Rio-São Paulo e também em Minas Gerais, numa época em que O canto da ema não parava de tocar e já garantia seu posto como um dos grandes sucessos do artista.

Após lançar um terceiro LP em 1957, ao final de quatro anos de contrato com a Copacabana, Jackson anuncia sua decisão de assinar com a Columbia (atual Sony Music) - por onde passaria a lançar discos em 1958, tão logo a Copacabana terminasse de lançar o material recentemente gravado.

Jackson gravaria na nova gravadora por apenas dois anos, e a partir de 1960 desenvolveria uma carreira de cinco anos pela Philips (atual Universal) - onde efetivamente gravou diversos LPs e compactos. Nos anos 60 ainda gravou pela Continental e pela Cantagalo, e durante os anos 70 participou de diversos projetos.

Jackson do Pandeiro faleceu aos 63 anos no Hospital de Base de Brasília no dia 10 de julho de 1982, em decorrência de um coma diabético. Outros sucessos: Chiclete com banana, Falsa patroa e Cantiga do sapo.

Sua biografia “Jackson do Pandeiro, O Rei do Ritmo”, escrita por Fernando Moura e Antônio Vicente e lançada pela Editora 34 em 2001, é referência obrigatória. (Marcelo Fróes - Janeiro, 2004)

Jackson do Pandeiro

Fonte: EMI MUSIC

Falsa patroa

Jackson do Pandeiro
A7+          G#º F#7                  Bm7
Doutor delegado, eu não tive culpa
E7/9 E7/9- A7+
Foi a sua criada que me convidou
C#m7 Cº Bm7
Dizendo que o apartamento era dela
E7/9 E7/9- A7+
Me pegou pelo braço para jantar com ela
A7+ G#º F#7
O senhor compreende
Bm7
A cabrocha é boa
D7/9 A7+ Bm7 E7/9 A7+
Eu fiquei iludido pensando que ela fosse a patroa
F#7 Bm7 E7/9 A7+
Eu quero ir embora doutor, estou muito aflito
F#7 Bm7 E7/9 A7+
Não me sinto bem dentro do distrito
F#7 Bm7 E7/9 A7+ F#7
Passe um sabão nela doutor, dê isso por acabado
Bm7 Gº F#7
Eu sei, se houver processo eu serei condenado
Bm7
Que vergonha ver meu nome no jornal
D7/9 A7+ Bm7 E7/9 A7+
Sou de boa família e não quero deixar minha gente mal
(breque: doutor delegado, doutor,
pelas cinco chagas de nada, doutor,
pelo leite de mamão,
deixe eu ir embora, nego veio).

Falsa patroa

Jackson do Pandeiro
A7+          G#º F#7                  Bm7
Doutor delegado, eu não tive culpa
E7/9 E7/9- A7+
Foi a sua criada que me convidou
C#m7 Cº Bm7
Dizendo que o apartamento era dela
E7/9 E7/9- A7+
Me pegou pelo braço para jantar com ela
A7+ G#º F#7
O senhor compreende
Bm7
A cabrocha é boa
D7/9 A7+ Bm7 E7/9 A7+
Eu fiquei iludido pensando que ela fosse a patroa
F#7 Bm7 E7/9 A7+
Eu quero ir embora doutor, estou muito aflito
F#7 Bm7 E7/9 A7+
Não me sinto bem dentro do distrito
F#7 Bm7 E7/9 A7+ F#7
Passe um sabão nela doutor, dê isso por acabado
Bm7 Gº F#7
Eu sei, se houver processo eu serei condenado
Bm7
Que vergonha ver meu nome no jornal
D7/9 A7+ Bm7 E7/9 A7+
Sou de boa família e não quero deixar minha gente mal
(breque: doutor delegado, doutor,
pelas cinco chagas de nada, doutor,
pelo leite de mamão,
deixe eu ir embora, nego veio).

Cantiga do sapo

Cantiga do sapo - Jackson do Pandeiro e Buco do Pandeiro
Int.: (C7/9 G) Am7 D7/9 G

C7/9 G
Olha o sapo, está cantando na lagoa
D7/9 G
Sua toada improvisada em dez pés (2x)

- Tião
Dm7
- Oi!

- Fostes?
G
- Fui!

- Comprastes?
Dm7
- Comprei!

- Pagaste?
G
- Paguei!
Am7
- Me diz quanto foi?
D7/9 G
- Foi quinhentos réis
C7/9 G
Mas como é bom morar lá na roça
D7/9 G
Numa palhoça na beira do rio
G7 C7/9
A chuva cai e o sapo fica contente
Am7 D7/9 G
Que até alegra a gente com seu desafio

Cantiga do sapo

Cantiga do sapo - Jackson do Pandeiro e Buco do Pandeiro
Int.: (C7/9 G) Am7 D7/9 G

C7/9 G
Olha o sapo, está cantando na lagoa
D7/9 G
Sua toada improvisada em dez pés (2x)

- Tião
Dm7
- Oi!

- Fostes?
G
- Fui!

- Comprastes?
Dm7
- Comprei!

- Pagaste?
G
- Paguei!
Am7
- Me diz quanto foi?
D7/9 G
- Foi quinhentos réis
C7/9 G
Mas como é bom morar lá na roça
D7/9 G
Numa palhoça na beira do rio
G7 C7/9
A chuva cai e o sapo fica contente
Am7 D7/9 G
Que até alegra a gente com seu desafio

Orora analfabeta

Orora analfabeta - Gordurinha

Eu arrumei uma dona boa lá em Cascadura
Que boa criatura mas não sabe ler
E nem tão pouco escrever
Ela é bonitona, bem feita de corpo
É cheia da nota
Mas escreve gato com "j"
E escreve saudade com "c"
Ela disse outro dia que estava doente
Sofrendo do "estambo"
Levei um tombo... Cai durinho pra trás
Isso assim já e demais
Ela fala "aribu", "arioprano" e "motocicreta".
Diz que adora feijoada "compreta".
Ela é errada demais!
Viu uma letra "O" bordada na blusa
Eu disse é agora
Perguntei seu nome ela disse Orora
E sou filha do Arineu
Mas o azar é todo meu

Meio Termo
Eu quero você meu bem
Eu quero você com o jeito que voce tem
Sem pintura, sem vaidade
Sem orgulho, sem chiquê
Sem malícia e sem maldade
Do jeito que é
Sem brigar com a vizinhança
Sem ligar para a society
Mas sem ir pra gafieira

Meio termo é melhor
Nem alto demais
Nem querer Copacabana
Nem viver lá em Gramacho
Nem querer pegar estrelas
Nem pegar em bruxaria
Nem vagar durante a noite
Nem dormir durante o dia

Orora analfabeta

Orora analfabeta - Gordurinha

Eu arrumei uma dona boa lá em Cascadura
Que boa criatura mas não sabe ler
E nem tão pouco escrever
Ela é bonitona, bem feita de corpo
É cheia da nota
Mas escreve gato com "j"
E escreve saudade com "c"
Ela disse outro dia que estava doente
Sofrendo do "estambo"
Levei um tombo... Cai durinho pra trás
Isso assim já e demais
Ela fala "aribu", "arioprano" e "motocicreta".
Diz que adora feijoada "compreta".
Ela é errada demais!
Viu uma letra "O" bordada na blusa
Eu disse é agora
Perguntei seu nome ela disse Orora
E sou filha do Arineu
Mas o azar é todo meu

Meio Termo
Eu quero você meu bem
Eu quero você com o jeito que voce tem
Sem pintura, sem vaidade
Sem orgulho, sem chiquê
Sem malícia e sem maldade
Do jeito que é
Sem brigar com a vizinhança
Sem ligar para a society
Mas sem ir pra gafieira

Meio termo é melhor
Nem alto demais
Nem querer Copacabana
Nem viver lá em Gramacho
Nem querer pegar estrelas
Nem pegar em bruxaria
Nem vagar durante a noite
Nem dormir durante o dia

Chiclete com banana

Radicado no Rio desde 1952, o cantor e compositor baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) teve sua primeira oportunidade artística ao gravar em dupla com Léo Vilar duas músicas para o carnaval de 56. O sucesso, porém, só aconteceria um pouco adiante com “Vendedor de Caranguejo” (1958), “Súplica Cearense” (1960) e principalmente com a gravação de “Chiclete com Banana” por Jackson do Pandeiro em 1959.

Um sacudido sambabop (embora na letra declare-se “samba-rock”), a composição propõe uma divertida troca de influências entre as músicas brasileira e americana: “Eu só boto be-bop no meu samba / quando o Tio Sam tocar um tamborim / quando ele pegar num pandeiro e num zabumba / quando ele aprender que o samba não é rumba / aí eu vou misturar Miami com Copacabana / chiclete eu misturo com banana / e o meu samba vai ficar assim...”.




Jackson do Pandeiro
Além de inspirar um espetáculo de Augusto Boal, “Chiclete com Banana” deu nome a uma bem-sucedida banda baiana e às tiras de quadrinhos do cartunista Angeli. Em 1972, voltou a fazer sucesso ao ser incluída por Gilberto Gil no disco que marcou o seu retorno do exílio londrino. Assinada a princípio somente por Gordurinha, é em algumas gravações apresentada com o nome de José Gomes como co-autor e em outras com o de Almira Castilho.

Chiclete com banana (samba, 1959) - Gordurinha e Almira Castilho
Intro:

34 35/25/28/17/15/10
Bm7 E7/9- / A7/13 A7/5+ / G7/13 G7/5+
34 35/25/28/17/15/10
Bm7 E7/9- / Am7 / A7/13 / G / Eb7/9+ D7/9+
 
         G      E7/9-      A7/13
Eu só ponho bib-bop no meu samba
A7/5+ Am7 D7/9 G
Quando o Tio Sam tocar o tamborim
E7/9- A7/13
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
D7/9 G7 G7 F#7 F7 E7
Quando ele aprender que o samba não é rum-ba-a
A7 D7/9 G
Aí eu vou misturar, Miami com Copacabana
E7/9- A7/13
Chicletes eu misturo com banana
D7/9 G
Eu o meu samba vai ficar assim 
 
Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9     

Am7 D7/9 G
Eu quero ver a grande confusão
 
Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9      

Am7 D7/9 G
Olha aí o samba-rock meu irmão
G^G#º Am7^A#º
É, mas em compensação
E7/9- A7
Eu quero ver o Boogie-woogie
D7/9 Dm7/9 G7/13
De pandeiro e violão
C7+         C#º G6          E7/9-
Quero ver o Tio Sam de frigideira,
A7 D7/9 Dm7/9 G7/13
numa batucada brasileira
C7+ C#º G6 E7/9-
Quero ver o Tio Sam de frigideira,
A7 D7/9 Dm7/9 G7/13
numa batucada brasileira

Chiclete com banana

Radicado no Rio desde 1952, o cantor e compositor baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) teve sua primeira oportunidade artística ao gravar em dupla com Léo Vilar duas músicas para o carnaval de 56. O sucesso, porém, só aconteceria um pouco adiante com “Vendedor de Caranguejo” (1958), “Súplica Cearense” (1960) e principalmente com a gravação de “Chiclete com Banana” por Jackson do Pandeiro em 1959.

Um sacudido sambabop (embora na letra declare-se “samba-rock”), a composição propõe uma divertida troca de influências entre as músicas brasileira e americana: “Eu só boto be-bop no meu samba / quando o Tio Sam tocar um tamborim / quando ele pegar num pandeiro e num zabumba / quando ele aprender que o samba não é rumba / aí eu vou misturar Miami com Copacabana / chiclete eu misturo com banana / e o meu samba vai ficar assim...”.




Jackson do Pandeiro
Além de inspirar um espetáculo de Augusto Boal, “Chiclete com Banana” deu nome a uma bem-sucedida banda baiana e às tiras de quadrinhos do cartunista Angeli. Em 1972, voltou a fazer sucesso ao ser incluída por Gilberto Gil no disco que marcou o seu retorno do exílio londrino. Assinada a princípio somente por Gordurinha, é em algumas gravações apresentada com o nome de José Gomes como co-autor e em outras com o de Almira Castilho.

Chiclete com banana (samba, 1959) - Gordurinha e Almira Castilho
Intro:

34 35/25/28/17/15/10
Bm7 E7/9- / A7/13 A7/5+ / G7/13 G7/5+
34 35/25/28/17/15/10
Bm7 E7/9- / Am7 / A7/13 / G / Eb7/9+ D7/9+
 
         G      E7/9-      A7/13
Eu só ponho bib-bop no meu samba
A7/5+ Am7 D7/9 G
Quando o Tio Sam tocar o tamborim
E7/9- A7/13
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
D7/9 G7 G7 F#7 F7 E7
Quando ele aprender que o samba não é rum-ba-a
A7 D7/9 G
Aí eu vou misturar, Miami com Copacabana
E7/9- A7/13
Chicletes eu misturo com banana
D7/9 G
Eu o meu samba vai ficar assim 
 
Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9     

Am7 D7/9 G
Eu quero ver a grande confusão
 
Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9      

Am7 D7/9 G
Olha aí o samba-rock meu irmão
G^G#º Am7^A#º
É, mas em compensação
E7/9- A7
Eu quero ver o Boogie-woogie
D7/9 Dm7/9 G7/13
De pandeiro e violão
C7+         C#º G6          E7/9-
Quero ver o Tio Sam de frigideira,
A7 D7/9 Dm7/9 G7/13
numa batucada brasileira
C7+ C#º G6 E7/9-
Quero ver o Tio Sam de frigideira,
A7 D7/9 Dm7/9 G7/13
numa batucada brasileira

terça-feira, 5 de setembro de 2006

A ordem é samba

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso

A ordem é samba - Jackson do Pandeiro e Severino Ramos

 Am                D7
É samba que eles querem
Am
Eu tenho
E7
É samba que eles querem
Am
Lá vai
G
É samba que eles querem
C Bb7 A7
Eu canto
Dm E7
É samba que eles querem
Am
Nada mais
            Am
No Rio de Janeiro
D7
Todo mundo vai de samba
Dm
A pedida é sempre samba
E7
E eu também vou castigar
   D7         E7      Am
Lá vai, lá vou eu de samba
D7 E7 Am
Somente samba
D7 Am
A ordem é samba
E7 Am
E nada mais
Que deixe que digam
Que deixe que deixe que...