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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Geysa Bôscoli

Geysa Bôscoli (Geysa Gonzaga de Bôscoli), teatrólogo, escritor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ, em 25/1/1907, e faleceu na cidade de Caxambu, MG, em 7/11/1978. Sobrinho da compositora Chiquinha Gonzaga, estudou no Colégio Alfredo Gomas e no Ateneu Boscoli, formando-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1927.

Ainda estudante, foi revisor do Jornal do Comércio e repórter do antigo O Imparcial, estreando como autor teatral em abril de 1927, no velho Teatro Lírico, do Rio de Janeiro, com a revista em dois atos Pó-de-arroz, representada pela Companhia Trô-ló-ló.

A partir dessa época, escreveu várias outras revistas, sainetes e operetas, para diversas companhias. Fundou as revistas Ouro Verde e Show, os semanários A Comarca e Correio de Blumenau, da Santa Catarina, além de participar de vários órgãos da imprensa carioca. 

Em 1945 inaugurou o Teatro Regina, hoje denominado Dulcina, com a comédia O grande barqueiro. Em 1940 Orlando Silva gravou na Victor seu fox-blue Naná, enquanto Francisco Alves gravava na Columbia o fox Céu e mar (ambas com Custódio Mesquita e Jardel Jércolis). 

Pioneiro, levou o teatro musicado aos bairros em caráter permanente, lançando em 1948, em Copacabana, o Teatrinho Jardel, que foi o primeiro teatro de bolso, explorando musicais. Recebeu, pela sua atuação nesse teatro de 1950 a 1952, dois diplomas e duas medalhas de ouro, que o consagraram como o Melhor Produtor de Teatro Musicado. 

Foi presidente da SBAT durante seis anos consecutivos, recebendo os títulos de conselheiro benemérito da Casa dos Autores, e escreveu as duas primeiras revistas radiofônicas—consideradas como padrão para espetáculos radiofônicos — Adão e Eva e Carioca da gema, esta de parceria com Jorge Murad, ambas transmitidas pela Rádio Nacional. 

Escreveu o livro A pioneira Chiquinha Gonzaga, edição particular. Entre suas produções para o teatro musicado figuram: O gato de botas, levada no Teatro Municipal; A barca da Cantareira e O que eu quero é rosetá (ambas com Luiz Peixoto), Canta, Brasil (com Paulo Orlando e Luís Peixoto), além de É de colher e Bota o retrato do velho

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFOLHA.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Maria Chiquinha

Maria Chiquinha (canção cômica, 1961) - Guilherme Figueiredo e Geysa Bôscoli

Quê que ocê foi faze no mato
Maria Chiquinha ?
Quê que ocê foi faze no mato...
-Eu precisava cortá lenha
Genaro meu bem
Eu precisava cortá lenha...

Quem é que tava lá com ocê
Maria Chiquinha ?
Quem é que tava lá com ocê...
-Era a fia de Sá Dona
Genaro, meu bem
Era a fia de Sá Dona...

Eu nunca vi muié de culote
Maria Chiquinha
Eu nunca vi muié de culote...
-Era as saias dela amarradas nas pernas
Genaro meu bem
Era as saias dela amarradas nas pernas...

Eu nunca vi muié de bigode
Maria Chiquinha
Eu nunca vi muié de bigode...
-Ela tava comendo jamelão
Genaro meu bem
Ela tava comendo jamelão...

No mês de setembro, não dá jamelão
Maria Chiquinha
No mês de setembro, não dá jamelão...
-Foi uns que deu fora de tempo
Genaro meu bem
Foi uns que deu fora de tempo...

Então vai buscá uns, que eu quero vê
Maria Chiquinha
Então vai buscá uns, que eu quero vê...
-Os passarinho, comero tudo
Genaro meu bem
Os passarinho, comero tudo...

Então eu vô, te cortá a cabeça
Maria Chiquinha
Então eu vô, te cortá a cabeça...
-Que é que ocê vai fazê do resto
Genaro meu bem ?
Que é que ocê vai fazê do resto....

O resto ?
Pode deixá que eu aporveito !

Maria Chiquinha

Maria Chiquinha (canção cômica, 1961) - Guilherme Figueiredo e Geysa Bôscoli

Quê que ocê foi faze no mato
Maria Chiquinha ?
Quê que ocê foi faze no mato...
-Eu precisava cortá lenha
Genaro meu bem
Eu precisava cortá lenha...

Quem é que tava lá com ocê
Maria Chiquinha ?
Quem é que tava lá com ocê...
-Era a fia de Sá Dona
Genaro, meu bem
Era a fia de Sá Dona...

Eu nunca vi muié de culote
Maria Chiquinha
Eu nunca vi muié de culote...
-Era as saias dela amarradas nas pernas
Genaro meu bem
Era as saias dela amarradas nas pernas...

Eu nunca vi muié de bigode
Maria Chiquinha
Eu nunca vi muié de bigode...
-Ela tava comendo jamelão
Genaro meu bem
Ela tava comendo jamelão...

No mês de setembro, não dá jamelão
Maria Chiquinha
No mês de setembro, não dá jamelão...
-Foi uns que deu fora de tempo
Genaro meu bem
Foi uns que deu fora de tempo...

Então vai buscá uns, que eu quero vê
Maria Chiquinha
Então vai buscá uns, que eu quero vê...
-Os passarinho, comero tudo
Genaro meu bem
Os passarinho, comero tudo...

Então eu vô, te cortá a cabeça
Maria Chiquinha
Então eu vô, te cortá a cabeça...
-Que é que ocê vai fazê do resto
Genaro meu bem ?
Que é que ocê vai fazê do resto....

O resto ?
Pode deixá que eu aporveito !

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Naná

Naná (fox-blue, 1940) - Geysa Bôscoli e Custódio Mesquita
Orlando Silva

Naná
És sonho que se fez mulher
És dia em pleno amanhecer

Naná, Naná, !...
Igual a ti,
No mundo, outra não há,

Vem, aos meus braços,
Vem, vem cá,
Nasceste para mim
Naná. Tens,
Da lua a própria luz no olhar,
Quem te vê,
Deseja logo te beijar

Naná,
Primavera, sonho em flor
Nosso amor
Deslumbramento cheio de esplendor,
Teu, querida,
Serei, por toda vida !