Mostrando postagens com marcador carlos jose. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carlos jose. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de novembro de 2010

Voz dos sinos

Carlos José - 1969
A voz dos sinos (samba-canção, 1961) - Othon Russo e Nazareno de Brito

Título da música: A voz dos sinos / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Carlos José / Compositores: Brito, Nazareno de - Russo, Othon / Gravadora Continental / Número do Álbum 18031 / Lado B / Disco 78 rpm:


Horas sem fim
Te apartam de mim
Minha alegria contigo morreu

Anoiteceu
E os sinos da Ave Maria
Me acompanham
Como a lamentar

Tanta solidão
A voz dos sinos
parece dizer do além
Não esperes mais
Segue também!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Carlos José


Carlos José (Carlos José Ramos dos Santos), cantor e compositor, nasceu em São Paulo SP em 22/9/1934. Filho de um funcionário público e irmão do violonista Luís Cláudio Ramos, em 1939 transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro RJ, indo morar no bairro de Santa Teresa. 

Interessado por música desde criança, aos 11 anos aprendeu a tocar violão com a mãe. Estudou nos colégios Menino Jesus, Santo Inácio e Andrews, ingressando, mais tarde, na Faculdade de Direito, no Catete. Durante todo esse tempo sempre esteve ligado a grupos musicais amadores. 

Aos 13 anos participou do programa de calouros Papel Carbono, na Rádio Clube, classificando-se em primeiro lugar. 

Sua carreira profissional começou em 1957, quando ainda cursava direito: numa das festas da faculdade, apresentou-se com um conjunto e foi ouvido por Flávio Cavalcanti, que o convidou para participar de seu programa Um Instante Maestro, na TV-Rio. Na televisão, conheceu o compositor Alcir Pires Vermelho, por meio de quem gravou um 78 rpm, na Polydor, que incluía Ouça (Maysa) e Foi a noite (Tom Jobim e Newton Mendonça). Essa gravação deu-lhe o título de cantor-revelação do ano, concedido pelos cronistas do Rio de Janeiro. O sucesso levou-o a abandonar a advocacia para dedicar-se somente à música. 

Em 1958, lançou Oferta, sua primeira composição gravada, na Polydor. Em seguida, começou a viajar, apresentando-se em todo o Brasil, na Argentina e no Uruguai. Entre seus maiores sucessos, destacam-se Esmeralda (Fernando Barreto e Filadelfo Nunes), de 1960; Lembrança (versão de Serafim Costa Almeida), de 1962; Queria (Carlos Paraná), de 1964; Guarânia da saudade (Luís Vieira), de 1966; e Oração da Mãe Menininha (Dorival Caymmi), de 1973. 

Com cerca de 25 LPs gravados, em diversas etiquetas, em 1975 lançou Meu canto de paz, álbum da RCA Victor que, além de músicas de compositores novos, incluiu composições antigas, como Arrependimento (Sílvio Caldas e Cristóvão de Alencar) e Cabelos brancos (Marino Pinto e Herivelto Martins). 

Em 1993 gravou o CD Serestas brasileiras, do projeto Academia Brasileira de Música, da Sony. Entre outras faixas, o disco contém Esses moços (Pobres moços) e Nervos de aço (ambas de Lupicínio Rodrigues), Eu sonhei que tu estavas tão linda (Lamartine Babo e Francisco Matoso), Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), Assim como os rios bravios e Modinha. 

Em 1997 regravou seus principais sucessos, entre eles Lembrança, Esmeralda e Guarânia da saudade, para a Polygram, que lançou o CD 20 Super Sucessos de Carlos José, no qual foram incluídas também versões para Olhos nos olhos (Chico Buarque), Naquela mesa (Sérgio Bittencourt) e Cabecinha no ombro (Paulo Borges), e duas músicas inéditas: Você é uma mentira (Joelma) e Menino de rua (J. Júnior). 

Fonte: Enciclopédia da Música Popular Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

Carlos José

Carlos José (Carlos José Ramos dos Santos), cantor e compositor, nasceu em São Paulo SP em 22/9/1 934. Filho de um funcionário público e irmão do violonista Luís Cláudio Ramos, em 1939 transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro RJ, indo morar no bairro de Santa Teresa. 

Interessado por música desde criança, aos 11 anos aprendeu a tocar violão com a mãe. Estudou nos colégios Menino Jesus, Santo Inácio e Andrews, ingressando, mais tarde, na Faculdade de Direito, no Catete. Durante todo esse tempo sempre esteve ligado a grupos musicais amadores. 

Aos 13 anos participou do programa de calouros Papel Carbono, na Rádio Clube, classificando-se em primeiro lugar. 

Sua carreira profissional começou em 1957, quando ainda cursava direito: numa das festas da faculdade, apresentou-se com um conjunto e foi ouvido por Flávio Cavalcanti, que o convidou para participar de seu programa Um Instante Maestro, na TV-Rio. Na televisão, conheceu o compositor Alcir Pires Vermelho, por meio de quem gravou um 78 rpm, na Polydor, que incluía Ouça (Maysa) e Foi a noite (Tom Jobim e Newton Mendonça). Essa gravação deu-lhe o título de cantor-revelação do ano, concedido pelos cronistas do Rio de Janeiro. O sucesso levou-o a abandonar a advocacia para dedicar-se somente à música. 

Em 1958, lançou Oferta, sua primeira composição gravada, na Polydor. Em seguida, começou a viajar, apresentando-se em todo o Brasil, na Argentina e no Uruguai. Entre seus maiores sucessos, destacam-se Esmeralda (Fernando Barreto e Filadelfo Nunes), de 1960; Lembrança (versão de Serafim Costa Almeida), de 1962; Queria (Carlos Paraná), de 1964; Guarânia da saudade (Luís Vieira), de 1966; e Oração da Mãe Menininha (Dorival Caymmi), de 1973. 

Com cerca de 25 LPs gravados, em diversas etiquetas, em 1975 lançou Meu canto de paz, álbum da RCA Victor que, além de músicas de compositores novos, incluiu composições antigas, como Arrependimento (Sílvio Caldas e Cristóvão de Alencar) e Cabelos brancos (Marino Pinto e Herivelto Martins). 

Em 1993 gravou o CD Serestas brasileiras, do projeto Academia Brasileira de Música, da Sony. Entre outras faixas, o disco contém Esses moços (Pobres moços) e Nervos de aço (ambas de Lupicínio Rodrigues), Eu sonhei que tu estavas tão linda (Lamartine Babo e Francisco Matoso), Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), Assim como os rios bravios e Modinha. 

Em 1997 regravou seus principais sucessos, entre eles Lembrança, Esmeralda e Guarânia da saudade, para a Polygram, que lançou o CD 20 Super Sucessos de Carlos José, no qual foram incluídas também versões para Olhos nos olhos (Chico Buarque), Naquela mesa (Sérgio Bittencourt) e Cabecinha no ombro (Paulo Borges), e duas músicas inéditas: Você é uma mentira (Joelma) e Menino de rua (J. Júnior). 

Fonte: Enciclopédia da Música Popular Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

sábado, 29 de abril de 2006

Eu sonhei que tu estavas tão linda

Admirador da opereta, Lamartine Babo teria por certo se dedicado ao gênero se houvesse nascido na Europa no século XIX. Daí a presença, em sua obra, de composições como "Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda", que ele pretendia incluir numa opereta inacabada, intitulada "Viva o Amor". Compositor e letrista, como Lamartine, Francisco Matoso é o autor da bela melodia desta valsa.

Segundo Almirante, Matoso mostrou-a, ainda sem letra, a Lamartine, que se apaixonou pela canção. Convidado a concluí-la, modificou algumas notas, como era de seu feitio, e colocou uma letra tão adequada que a composição ficou parecendo ser de autoria de uma só pessoa. "Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda" foi lançada por Francisco Alves em outubro de 41. Na ocasião, Matoso se encontrava bastante enfermo (morreria em 14.12.41, aos 28 anos de idade), não chegando a conhecer o seu sucesso.

Eu sonhei que tu estavas tão linda - (valsa, 1941) - Lamartine Babo e Francisco Matoso
Carlos José
D    Em             A7         D7+ D#°
Eu sonhei que tu estavas tão linda
Em A7 D7+
Numa festa de raro esplendor
F#m C#7 F#m
Teu vestido de baile lembro ainda
A E7 A A7
Era branco, todo branco, meu amor
D D° D
A orquestra tocou uma valsa dolente
Tomei-te aos braços
B7
Fomos dançando
Em B5+/7
Ambos silentes
Em B5+/7 Em
E os pares que rodeavam entre nós
D
Diziam coisas
Ab7
Trocavam juras
D/F# D
A meia voz
D° D
Violinos enchiam o ar de emoções
B7 Em
De mil desejos uma centena de corações
G Gm
Pra despertar teu ciúme
F#m7 Bm
Tentei flertar alguém
Em A7 F#m5-/7 B7
Mas tu não flertaste ninguém
Em Gm
Olhavas só para mim
F#m7 Bm
Vitória de amor cantei
Em A7 D
Mas foi tudo um sonho... acordei!