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terça-feira, 15 de agosto de 2006

Cai, cai, balão

Aurora Miranda e Francisco Alves

Cai, cai, balão (marcha junina, 1932) - Assis Valente

( Gm, D, D7, G )
Cai, cai, balão!
Você não deve subir
Quem sobe muito
Cai depressa sem sentir
A ventania
De sua queda vai zombar
Cai, cai, balão!
Não deixe o vento te levar

Numa noite na fogueira
Enviei a São João
O meu sonho de criança
Num formato de balão
Mas o vento da mentira
Derrubou sem piedade
O balão do meu destino
Da cruel realidade

Atirada pelo mundo
Eu também sou um balão
Vou subindo de mentira
No azul da ilusão
Meu amor foi a fogueira
Que bem cedo se apagou
Hoje vivo de saudade
É a cinza que ficou!

terça-feira, 25 de abril de 2006

Cantores de Rádio

Cantores de Rádio (marcha, 1936) - Alberto Ribeiro, João de Barro e Lamartine Babo
D   
Nós somos as cantoras do rádio
Ebº A7
Levamos a vida a cantar
Gb7 Bm
De noite embalamos teu sono
E7 A7
De manhã nós vamos te acordar
D



Aurora Miranda e
Carmen Miranda
Nós somos as cantoras do rádio
D7 G
Nossas canções cruzando o espaço azul
Abº D C7 B7
Vão reunindo num grande abraço
E7 A7 D
Corações de Norte a Sul

D A7
Canto pelos espaços afora
Vou semeando cantigas
D
Dando alegria a quem chora
Bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum
D7 G
Canto, pois sei que a minha canção
Gm D C7 B7
Vai dissipar a tris.......teza
E7 A7 D
Que mora no teu coração

D A7
Canto para te ver mais contente
Pois a ventura dos outros
D
É alegria da gente
Bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum
D7 G
Canto e sou feliz só assim
Gm D C7 B7
Agora peço que can.....tes
E7 A7 D
Um pouquinho para mim

terça-feira, 4 de abril de 2006

Aurora Miranda

Aurora Miranda (Aurora Miranda da Cunha), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 20/4/1915 e faleceu em 22/12/2005. Cantava desde menina, em casa, com as irmãs Carmen e Cecília. A pedido do compositor e violonista Josué de Barros (lançador de Carmen Miranda), cantou, antes de completar 18 anos, um número na Rádio Mayrink Veiga; com o sucesso, passou a apresentar- se no Programa Casé, na Rádio Philips, e, em 1933, gravou seu primeiro disco, pela Odeon, cantando em dupla com Francisco Alves a marcha Cai, cai, balão (Assis Valente) e o samba Toque de amor (Floriano Ribeiro de Pinho).

O disco fez muito sucesso; assim, no mês seguinte, novamente com Francisco Alves, lançou pela mesma etiqueta o fox-trot Você só... mente (Noel Rosa e Hélio Rosa), que se transformou também em grande êxito.

Sempre pela Odeon, gravou a seguir os sambas Fala R.S.C. (José Evangelista) e Alguém me ama (Benedito Lacerda), e a marcha Se a lua contasse (Custódio Mesquita). Começou, então, a cantar em dupla com Carmen Miranda, apresentando-se em 1934 com ela, João Petra de Barros, Jorge Murad e Custóquio Mesquita na Rádio Record e no Teatro Santana, em São Paulo SP. Ainda em 1934, fez sucesso com o samba Sem você (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa) e o samba- canção Moreno cor de bronze (Custódio Mesquita), e lançou seu maior êxito, a marcha de André Filho Cidade maravilhosa, em dueto com o autor, que obteve o segundo lugar no concurso oficial de Carnaval de 1935 e em 1960 se tornou o hino oficial do antigo Estado da Guanabara.

Estreou no cinema, em 1935, trabalhando no filme Alô, alô, Brasil, dirigido por Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, no qual cantou Cidade maravilhosa, além de Ladrãozinho (Custódio Mesquita). Ainda nesse ano, gravou a marcha junina Onde está seu carneirinho? (de Custódio Mesquita, também cantada no filme Estudantes, de Wallace Downey, de 1935), e Nego, neguinho (Custódio Mesquita e Luiz Peixoto), e foi uma das primeiras cantoras a lançar em disco o novo gênero samba-choro (choro cantado), interpretando Fiz castelos de amores (Gadé e Valfrido Silva).

No filme Alô, alô, Carnaval, de 1936, dirigido por Ademar Gonzaga, cantou em dupla com Carmen Miranda, acompanhada pela Orquestra de Simon Bountman, a marcha Cantores de rádio (João de Barro, Lamartine Babo e Alberto Ribeiro) e sozinha, com acompanhamento do regional de Benedito Lacerda, o samba Molha o pano (Getúlio Marinho e A. Vasconcelos). Nesse mesmo ano, gravou com sucesso o samba Bibelô (André Filho) e fez seu único disco em dueto com Carmen Miranda, interpretando Cantores de rádio e o samba Rancor (Augusto Rocha e Paulo de Frontin Werneck).

Destacou-se, no Carnaval de 1937, com a marcha Trenzinho do amor (João de Barro e Alberto Ribeiro) e o samba Deixa a baiana sambar (Portelo Juno e Valdemar Pujol); e, em 1938, com os sambas Vem pro barracão (Nelson Petersen e Oliveira Freitas), Vai acabar (Nelson Petersen) e a marcha Dia sim, dia não (Alberto Ribeiro). Em 1937 excursionou com Carmen à Argentina e ao Uruguai, apresentando-se com o Bando da Lua.

Para o Carnaval de 1939, gravou pela Victor a marcha Menina do regimento (João de Barro e Alberto Ribeiro), que cantou também no filme Banana da terra, de J. Rui, do mesmo ano. Ainda em 1939, fez sucesso com o samba-canção Roubaram meu mulato (Claudionor Cruz), o samba-choro Teus olhos (Roberto Martins e Ataulfo Alves) e o samba Acarajé... ô (Ademar Santana e Leo Cardoso), em dueto com Carlos Galhardo. Com uma maneira própria de cantar um jeito contido, romântico e sentimental, foi a cantora que mais gravou no Brasil, na década de 1930, depois de Carmen Miranda.

Em 1940, em seu último disco na Victor, lançou o samba Paulo, Paulo (Gadé), em dupla com Grande Otelo (cujo nome não figura na etiqueta), e o maxixe Petisco do baile (Ciro de Sousa e Garcez). Casando-se no mesmo ano com Gabriel Richaid, fixou residência nos EUA deixando, com 25 anos de idade, sua carreira em segundo plano. Desde então, passou a cantar esporadicamente, participando, em 1944, do filme Você já foi à Bahia?, de Walt Disney, no qual cantou Os quindins de Iaiá (Ary Barroso), fazendo seis gravações pela Decca norte-americana (quatro lançadas em 1941 e as outras duas apenas em 1975, em um LP da MCA no Brasil), apresentando-se no rádio ao lado de Rudy Valee e Orson Welles, e realizando espetáculos no Teatro Roxy e boate Copacabana, em New York.

Voltou para o Brasil em 1952, quando lançou em disco Risque (Ary Barroso). Em 1956 apresentou- se no show de Carlos Machado Mr. Samba, em homenagem a Ary Barroso. No mesmo ano, regravou em LP pela Sinter oito antigos sucessos seus, e lançou dois discos pela Odeon, encerrando sua marcante carreira, em que deixou gravados 81 discos e 161 músicas em 78 rotações. Em 1990 cantou o fox Você só... mente, no filme Dias melhores virão, de Carlos Diegues. Em 1994 regravou com Sílvio Caldas o samba Quando eu penso na Bahia (Ary Barroso e Luís Peixoto), dueto lançado no CD Songbook Ary Barroso (Lumiar). Em 1995 apresentou-se em espetáculo em homenagem a Carmen promovido pelo Lincoln Center, em New York.

Aurora Miranda

Aurora Miranda (Aurora Miranda da Cunha), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 20/4/1915 e faleceu em 22/12/2005. Cantava desde menina, em casa, com as irmãs Carmen e Cecília. A pedido do compositor e violonista Josué de Barros (lançador de Carmen Miranda), cantou, antes de completar 18 anos, um número na Rádio Mayrink Veiga; com o sucesso, passou a apresentar- se no Programa Casé, na Rádio Philips, e, em 1933, gravou seu primeiro disco, pela Odeon, cantando em dupla com Francisco Alves a marcha Cai, cai, balão (Assis Valente) e o samba Toque de amor (Floriano Ribeiro de Pinho).

O disco fez muito sucesso; assim, no mês seguinte, novamente com Francisco Alves, lançou pela mesma etiqueta o fox-trot Você só... mente (Noel Rosa e Hélio Rosa), que se transformou também em grande êxito.

Sempre pela Odeon, gravou a seguir os sambas Fala R.S.C. (José Evangelista) e Alguém me ama (Benedito Lacerda), e a marcha Se a lua contasse (Custódio Mesquita). Começou, então, a cantar em dupla com Carmen Miranda, apresentando-se em 1934 com ela, João Petra de Barros, Jorge Murad e Custóquio Mesquita na Rádio Record e no Teatro Santana, em São Paulo SP. Ainda em 1934, fez sucesso com o samba Sem você (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa) e o samba- canção Moreno cor de bronze (Custódio Mesquita), e lançou seu maior êxito, a marcha de André Filho Cidade maravilhosa, em dueto com o autor, que obteve o segundo lugar no concurso oficial de Carnaval de 1935 e em 1960 se tornou o hino oficial do antigo Estado da Guanabara.

Estreou no cinema, em 1935, trabalhando no filme Alô, alô, Brasil, dirigido por Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, no qual cantou Cidade maravilhosa, além de Ladrãozinho (Custódio Mesquita). Ainda nesse ano, gravou a marcha junina Onde está seu carneirinho? (de Custódio Mesquita, também cantada no filme Estudantes, de Wallace Downey, de 1935), e Nego, neguinho (Custódio Mesquita e Luiz Peixoto), e foi uma das primeiras cantoras a lançar em disco o novo gênero samba-choro (choro cantado), interpretando Fiz castelos de amores (Gadé e Valfrido Silva).

No filme Alô, alô, Carnaval, de 1936, dirigido por Ademar Gonzaga, cantou em dupla com Carmen Miranda, acompanhada pela Orquestra de Simon Bountman, a marcha Cantores de rádio (João de Barro, Lamartine Babo e Alberto Ribeiro) e sozinha, com acompanhamento do regional de Benedito Lacerda, o samba Molha o pano (Getúlio Marinho e A. Vasconcelos). Nesse mesmo ano, gravou com sucesso o samba Bibelô (André Filho) e fez seu único disco em dueto com Carmen Miranda, interpretando Cantores de rádio e o samba Rancor (Augusto Rocha e Paulo de Frontin Werneck).

Destacou-se, no Carnaval de 1937, com a marcha Trenzinho do amor (João de Barro e Alberto Ribeiro) e o samba Deixa a baiana sambar (Portelo Juno e Valdemar Pujol); e, em 1938, com os sambas Vem pro barracão (Nelson Petersen e Oliveira Freitas), Vai acabar (Nelson Petersen) e a marcha Dia sim, dia não (Alberto Ribeiro). Em 1937 excursionou com Carmen à Argentina e ao Uruguai, apresentando-se com o Bando da Lua.

Para o Carnaval de 1939, gravou pela Victor a marcha Menina do regimento (João de Barro e Alberto Ribeiro), que cantou também no filme Banana da terra, de J. Rui, do mesmo ano. Ainda em 1939, fez sucesso com o samba-canção Roubaram meu mulato (Claudionor Cruz), o samba-choro Teus olhos (Roberto Martins e Ataulfo Alves) e o samba Acarajé... ô (Ademar Santana e Leo Cardoso), em dueto com Carlos Galhardo. Com uma maneira própria de cantar um jeito contido, romântico e sentimental, foi a cantora que mais gravou no Brasil, na década de 1930, depois de Carmen Miranda.

Em 1940, em seu último disco na Victor, lançou o samba Paulo, Paulo (Gadé), em dupla com Grande Otelo (cujo nome não figura na etiqueta), e o maxixe Petisco do baile (Ciro de Sousa e Garcez). Casando-se no mesmo ano com Gabriel Richaid, fixou residência nos EUA deixando, com 25 anos de idade, sua carreira em segundo plano. Desde então, passou a cantar esporadicamente, participando, em 1944, do filme Você já foi à Bahia?, de Walt Disney, no qual cantou Os quindins de Iaiá (Ary Barroso), fazendo seis gravações pela Decca norte-americana (quatro lançadas em 1941 e as outras duas apenas em 1975, em um LP da MCA no Brasil), apresentando-se no rádio ao lado de Rudy Valee e Orson Welles, e realizando espetáculos no Teatro Roxy e boate Copacabana, em New York.

Voltou para o Brasil em 1952, quando lançou em disco Risque (Ary Barroso). Em 1956 apresentou- se no show de Carlos Machado Mr. Samba, em homenagem a Ary Barroso. No mesmo ano, regravou em LP pela Sinter oito antigos sucessos seus, e lançou dois discos pela Odeon, encerrando sua marcante carreira, em que deixou gravados 81 discos e 161 músicas em 78 rotações. Em 1990 cantou o fox Você só... mente, no filme Dias melhores virão, de Carlos Diegues. Em 1994 regravou com Sílvio Caldas o samba Quando eu penso na Bahia (Ary Barroso e Luís Peixoto), dueto lançado no CD Songbook Ary Barroso (Lumiar). Em 1995 apresentou-se em espetáculo em homenagem a Carmen promovido pelo Lincoln Center, em New York.