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quinta-feira, 29 de março de 2007

Ary Toledo

Ary Toledo (Ari Christoni de Toledo), cantor, compositor e teatrólogo, nasceu em Martinópolis SP em 22/8/1937. Interessou-se por música desde os 12 anos, quando ganhou urna gaita da mãe. Aprendeu violão com o professor Jamil Neder, em Ourinhos MG, e em 1962 compôs sua primeira música, Modinha de ser.

Gravou, em 1965, em disco RGE Fermata, Tiradentes, uma de suas composições de maior sucesso Participou de vários programas musicais da TV Record, de São Paulo SP, entre 1965 e 1967, época em que se projetou cantando Pau-de-arara (Vinícius de Moraes e Carlos Lyra), também conhecida como Comedor de gilete, música da peça Pobre menina rica.

Destacou-se também interpretando, na mesma época, composições de sua autoria, como Descobrimento do Brasil e Os ovos que a galinha pôs, com Chico de Assis, um de seus principais parceiros. Lançou em 1966, pela RGE, o LP Ary Toledo no fino da bossa, incluindo as músicas de seu repertório.

Ator e autor de seus espetáculos teatrais ficou quatro anos em cartaz com o show A criação do mundo segundo Ary Toledo (em parceria com Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal), que estreou no Teatro de Arena, de São Paulo, em 1966. Atuou durante outros quatro anos em O comportamento sexual do homem, da mulher e do etc.

Em 1974, estreou no Teatro de Arena, de São Paulo, Tamanduá come formiga, elefante leva fama, de sua autoria e de Chico de Assis. De 1986 a 1991 escreveu, produziu, dirigiu e interpretou o show Ary Toledo com a corda toda, no Teatro Zácaro, em São Paulo. Fábrica de riso, espetáculo lítero-musical de sua autoria, foi mostrado no Japão, em 1993, e nos EUA, em 1995.

Algumas músicas:


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Ary Toledo

Ary Toledo (Ari Christoni de Toledo), cantor, compositor e teatrólogo, nasceu em Martinópolis SP em 22/8/1937. Interessou-se por música desde os 12 anos, quando ganhou urna gaita da mãe. Aprendeu violão com o professor Jamil Neder, em Ourinhos MG, e em 1962 compôs sua primeira música, Modinha de ser.

Gravou, em 1965, em disco RGE Fermata, Tiradentes, uma de suas composições de maior sucesso Participou de vários programas musicais da TV Record, de São Paulo SP, entre 1965 e 1967, época em que se projetou cantando Pau-de-arara (Vinícius de Moraes e Carlos Lyra), também conhecida como Comedor de gilete, música da peça Pobre menina rica.

Destacou-se também interpretando, na mesma época, composições de sua autoria, como Descobrimento do Brasil e Os ovos que a galinha pôs, com Chico de Assis, um de seus principais parceiros. Lançou em 1966, pela RGE, o LP Ary Toledo no fino da bossa, incluindo as músicas de seu repertório.

Ator e autor de seus espetáculos teatrais ficou quatro anos em cartaz com o show A criação do mundo segundo Ary Toledo (em parceria com Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal), que estreou no Teatro de Arena, de São Paulo, em 1966. Atuou durante outros quatro anos em O comportamento sexual do homem, da mulher e do etc.

Em 1974, estreou no Teatro de Arena, de São Paulo, Tamanduá come formiga, elefante leva fama, de sua autoria e de Chico de Assis. De 1986 a 1991 escreveu, produziu, dirigiu e interpretou o show Ary Toledo com a corda toda, no Teatro Zácaro, em São Paulo. Fábrica de riso, espetáculo lítero-musical de sua autoria, foi mostrado no Japão, em 1993, e nos EUA, em 1995.

Algumas músicas:


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Pau de arara (Comedor de gilete)

Carlos Lyra ainda vivia sua fase de maior criatividade — que coincidiu com o melhor período do contemporâneo Tom Jobim — quando começou a sua parceria com Vinícius de Moraes. Então, certo dia, ao entregar ao poeta uma fita com várias melodias para serem letradas, dele recebeu a sugestão de transformarem aquele repertório num musical.

Assim surgiu “Pobre Menina Rica”, com Vinícius criando-lhe as letras, o enredo e os personagens numa estada em Petrópolis, onde também criara os versos de “Garota de Ipanema”. Com o papel título destinado a Nara Leão, a peça narrava a historinha de uma solitária menina rica, que se apaixonava por um mendigo, integrante de uma inacreditável comunidade de desvalidos, estabelecida ao lado de sua casa.

Com tal enredo servindo de pretexto para a apresentação de uma série de belas canções, como “Primavera”, “Maria Moita”, “Sabe Você” e “Samba do Carioca”, a peça foi inicialmente exibida no Teatro Maison de France, sendo depois levada para o Teatro de Bolso, quando vários atores seriam substituídos. Entre estes estava o paulista de Bauru, Ary Toledo, que pediu a Lyra para gravar “Pau de Arara”, a música que cantava no palco.

Essa composição era inspirada num tipo real, um pobre nordestino que sobrevivia dançando xaxado na praia de Copacabana e que, de repente, teve a idéia de melhorar seus rendimentos.., comendo gilete.

Em três longas estrofes, entremeadas por trechos recitados, a canção desfia espirituosamente as desventuras do personagem, que no final promete um sensato retorno às origens: “Vou-me embora pro meu Ceará / porque lá tenho um nome / e aqui não sou nada, sou um Zé-com-Fome.”

Depois de uma gravação realizada em estúdio e lançada num compacto, Ari Toledo voltou a gravar “Pau de Arara”, desta vez ao vivo, no Teatro Record, durante o programa “O Fino da Bossa”, versão que ganhou gargalhadas estrepitosas da platéia e de Elis Regina, o que acabou enriquecendo em alegria e espontaneidade a performance do intérprete.

O sucesso do disco foi tamanho, que fez muita gente pensar que Ary Toledo era realmente “um mísero cearense”, autor de “O Comedor de Gilete”, nome pelo qual a composição ficou conhecida.

Relembrando “Pobre Menina Rica”, Carlinhos Lyra conta que, ao tomar conhecimento do enredo da peça (na qual o mendigo seresteiro), ponderou com o parceiro: “Mas, Vinícius, você não acha assim meio artificial esse negócio de uma menina rica e bonitona se apaixonar por um mendigo?” Ao que o poeta respondeu: “Acontece que esse é um mendiguinho muito simpático, incrementado, arrumadinho”, e, reforçando a argumentação, fulminou: “Além do mais era primavera parceirinho, primavera, entendeu?” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Pau de arara (canção, 1965) - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

Eu um dia cansado que tava
da fome que eu tinha
eu não tinha nada
que fome que eu tinha ,
que seca danada no meu Ceará


Eu peguei e juntei
um restinho de coisas que eu tinha :
duas calças velhas e uma violinha
e num pau de arara
toquei para cá.


E de noite eu ficava na praia de Copacabana
zazando na praia de Copacabana
dançando o chachado pras moças olhá

Virgem Santa
que a fome era tanta
que nem voz eu tinha
Meu Deus quanta moça
que fome que eu tinha
Mais fome que tinha no meu Ceará


Puxa vida que num tinha uma vida
pior do que a minha
que vida danada , que fome que eu tinha
zazando na praia pra lá e pra cá


Quando eu via toda aquela gente
no come que come
eu juro que eu tinha saudades da fome
da fome que eu tinha no meu Cearà


E ai eu pegava e cantava
e dançava o xaxado
e só conseguia porque no xaxado
a gente só pode mesmo se arrastá.

Virgem Santa
que a fome era tanta
qu'inté parecia que mesmo xaxado
meu corpo subia
igual se tivesse querido voar.

Vou-me embora pró meu Ceará
porque lá tenho um nome
aqui não sou nada
sou só Zé com fome
sou só Pau de Arara


Nem sei mais canto
vou picar minha mula
vou antes que tudo rebente
porque estou achando que o tempo está quente
pior do que antes não pode ficar.

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Linda meu bem

Linda meu bem - Ary Toledo
 G          D7                    G
Linda, meu bem, que será ocê não tem
C G
Se eu já conferi dereito, não vejo
D7 G
defeito nim você, meu bem

G D7
Eu quero descobri dereito
G
qual é o defeito que o meu bem tem
C G
Meu bem tem duas perna torta
D7 G
Mas o que importa, se ela vai e vem
D7
Os óio são esbugaiado,
G
prá oiá de lado ela óia em mim
C G
Pescoço tá fora do prumo
D7 G
mas eu me arrumo co’ela mesmo assim
   
G D7
Os braço são que nem dois gancho
G
Quase me desmancho se me aperta os rim
C G
Os dente, farta dois na frente
D7 G
mas fico contente se ela ri prá mim
D7
A voz já muito mais grossa
G
e ela ainda se esforça pra suavizar
C G
Na linda não tem nada errado
D7 G
faz tudo acertado só pra agradar

   
G D7
Postiça ela só tem peruca
G
Pois perto da nuca o cabelo sumiu
C G
Mas isto não deferença
D7 G
já que é de nascença e ninguém nunca viu
D7
Idade ela tem avançada
G
mas pega na enxada e trabaia por dez
C G
Na mão não farta nenhum dedo
D7 G
Ela só faiz segredo é co’os dedo dos pés

Dona Maroca

Dona Maroca (A pirocada do gato) - Ary Toledo
E                     B7
Dona Maroca seu gato deu / Vinte e cinco pirocadas
E B7
Na bunda do meu / Dona Maroca seu gato deu
E
Vinte e cinco pirocadas na bunda do meu

A E B7
Se ele deu ele fez muito bem /Que a piroca do gato
E
Não mata ninguém (bis)

B7 E
Não mata mas machuca eta gata fia da puta (bis)

A E B7 E
Se eu pego seu bichano/ Eu pico ele pra fazer salsicha
A E
Mas isto é muito desumano
B7 E
Não tenho culpa que o seu gato é bicha