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sábado, 7 de abril de 2007

Almir Sater

Almir Sater
Almir Sater (Almir Eduardo Melke Sater) nasceu em Campo Grande, MS, em 14 de novembro de 1956. Desde os 12 anos tocava violão. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar direito no Rio de Janeiro.

Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira. Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre. Voltou para Campo Grande e formou com um amigo a dupla Lupe e Lampião, em que era o Lupe.

Em 1979 resolveu tentar a sorte em São Paulo SP, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno. Mais tarde, com o projeto Vozes & Violão, apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições.

Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, Almir Sater, em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982, RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões.

Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que durante três meses percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a musica do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais - cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés - com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador.

Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, Trem de lata e Missões naturais. Em 1989 abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville, nos EUA, onde gravou o disco Rasta bonito (1989, Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano.

Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas como Comitiva esperança (cantada em dupla com Sérgio Reis) e Um violeiro toca (gravada por Renato Teixeira) estouravam nas paradas de sucesso.

Em 1990-1991 participou da novela A historia de Ana Raio e Zé Trovão, também da TV Manchete, mas em seguida se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música.

Gravou ainda Instrumental II (1990, Eldorado), Almir Sater ao vivo (1992, Sony), Terra dos sonhos (1994, Velas) e Caminhos me levem (1997, Som Livre), além de diversas coletâneas. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo da novela O Rei do Gado, da TV Globo.

Algumas músicas cifradas:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.

Almir Sater

Almir Sater
Almir Sater (Almir Eduardo Melke Sater) nasceu em Campo Grande, MS, em 14 de novembro de 1956. Desde os 12 anos tocava violão. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar direito no Rio de Janeiro.

Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira. Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre. Voltou para Campo Grande e formou com um amigo a dupla Lupe e Lampião, em que era o Lupe.

Em 1979 resolveu tentar a sorte em São Paulo SP, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno. Mais tarde, com o projeto Vozes & Violão, apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições.

Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, Almir Sater, em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982, RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões.

Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que durante três meses percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a musica do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais - cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés - com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador.

Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, Trem de lata e Missões naturais. Em 1989 abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville, nos EUA, onde gravou o disco Rasta bonito (1989, Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano.

Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas como Comitiva esperança (cantada em dupla com Sérgio Reis) e Um violeiro toca (gravada por Renato Teixeira) estouravam nas paradas de sucesso.

Em 1990-1991 participou da novela A historia de Ana Raio e Zé Trovão, também da TV Manchete, mas em seguida se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música.

Gravou ainda Instrumental II (1990, Eldorado), Almir Sater ao vivo (1992, Sony), Terra dos sonhos (1994, Velas) e Caminhos me levem (1997, Som Livre), além de diversas coletâneas. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo da novela O Rei do Gado, da TV Globo.

Algumas músicas cifradas:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Um violeiro toca

Regional ou Sertaneja, A música

Um violeiro toca - Almir Sater e Renato Teixeira
A               
Quando uma estrela cai
A7+ D/E
Na escuridão da noite
D
E um violeiro toca suas mágoas
E
Então os olhos dos bichos

Vão ficando iluminados
D
Rebrilham neles estrelas
E D
De um sertão enluarado
A
Quando o amor termina
A7+ D/E
Perdido numa esquina
D
E um violeiro toca sua sina
E
Então os olhos dos bichos

Vão ficando entristecidos
D
Rebrilham neles lembranças
E D
Dos amores esquecidos
A
Quando um amor começa
A7+ D/E
Nossa alegria chama
D
E um violeiro toca em nossa cama
E
Então os olhos dos bichos

São os olhos de quem ama

Pois a natureza é isso
E D
Sem medo, nem dó, nem drama
A A7+
Tudo é sertão, tudo é paixão
E
Se um violeiro toca
Bm D
A viola, o violeiro e o amor
A
Se tocam

Um violeiro toca

Regional ou Sertaneja, A música

Um violeiro toca - Almir Sater e Renato Teixeira
A               
Quando uma estrela cai
A7+ D/E
Na escuridão da noite
D
E um violeiro toca suas mágoas
E
Então os olhos dos bichos

Vão ficando iluminados
D
Rebrilham neles estrelas
E D
De um sertão enluarado
A
Quando o amor termina
A7+ D/E
Perdido numa esquina
D
E um violeiro toca sua sina
E
Então os olhos dos bichos

Vão ficando entristecidos
D
Rebrilham neles lembranças
E D
Dos amores esquecidos
A
Quando um amor começa
A7+ D/E
Nossa alegria chama
D
E um violeiro toca em nossa cama
E
Então os olhos dos bichos

São os olhos de quem ama

Pois a natureza é isso
E D
Sem medo, nem dó, nem drama
A A7+
Tudo é sertão, tudo é paixão
E
Se um violeiro toca
Bm D
A viola, o violeiro e o amor
A
Se tocam

Varandas

Regional ou Sertaneja, A música

Varandas - Almir Sater
A  E    C#°      F#m
A noite é um mistério
E D A
Que eu finjo compreender
E C#° F#m D
Sentado nas varandas
A B7 E
Esperando o amanhecer
A E C#° F#m
Estrelas lá no céu
E D A
Fogueiras no sertão
E C#° F#m D
E as luzes da cidade
A B7 E
Não espantam a solidão
C F C
Dona lua já se foi
F A# C
Polvilhar outro rincão
Am Am7 Dm
Com o trigo da saudade
B E7
Que é a mana do meu pão
A E C#° F#m
A noite é um caso sério
E D A
Que eu não vou resolver
E C#° F#m D
Enquanto dormir longe
A B7 E
De quem faz meu bem querer

Varandas

Regional ou Sertaneja, A música

Varandas - Almir Sater
A  E    C#°      F#m
A noite é um mistério
E D A
Que eu finjo compreender
E C#° F#m D
Sentado nas varandas
A B7 E
Esperando o amanhecer
A E C#° F#m
Estrelas lá no céu
E D A
Fogueiras no sertão
E C#° F#m D
E as luzes da cidade
A B7 E
Não espantam a solidão
C F C
Dona lua já se foi
F A# C
Polvilhar outro rincão
Am Am7 Dm
Com o trigo da saudade
B E7
Que é a mana do meu pão
A E C#° F#m
A noite é um caso sério
E D A
Que eu não vou resolver
E C#° F#m D
Enquanto dormir longe
A B7 E
De quem faz meu bem querer

Comitiva esperança

Regional ou Sertaneja, A música

Comitiva esperança - Almir Sater e Paulo Simões
D
Nossa viagem não é ligeira
A7 D
Ninguém tem pressa de chegar

A nossa estrada é boiadeira
A7 D
Não interessa onde vai dar
G D
Onde a Comitiva Esperança
G D
Chega já começa a festança

Através do Rio Negro,
A7 D
Nhecolândia e Paiaguás

Vai descendo o Piquiri
A7 D
O São Lourenço e o Paraguai


Tá de passagem, abre a porteira
A7 D
Conforme for, pra pernoitar

Se é gente boa, hospitaleira
A7 D
A Comitiva vai tocar
G
Moda ligeira que é uma doideira
D7 G
Assanha o povo e faz dançar
A7
Ou moda lenta que faz sonhar
G D
Quando a Comitiva Esperança
G D
Chega já começa a festança

Através do Rio Negro
A7 D
Nhecolândia e Paiaguás

Vai descendo o Piquiri
A7 D
O São Lourenço e o Paraguai

E A7
Ê tempo bão que tava por lá
G A7
Nem vontade de regressar
E A7
Só voltamos vou confessar

É que as água chegaram em janeiro

Deslocamos um barco ligeiro
D

Missões naturais

Regional ou Sertaneja, A música

Missões naturais - Almir Sater e Renato Teixeira
C                     F
Vou nas asas dessa manhã
C F
E bons tempos me levarão
F C
Para Goiás, Minas Gerais e Maranhão
F
Vai, como quem pra guerra vai
C F
Que depois eu vou com você
C F C F C
Vai, pra além daqui, além dali, além de nós
F
Êta destino mais atrevido

Seguir em seguir, seguindo
C
Por aí feito um cigano
F
Eu aprendi a ver esse mundo

Com meu olhar mais profundo
C
Que é o olhar mais vagabundo
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
C F C F
Nessa vida tudo se faz sob três missões naturais
C F C
Primeiro nascer, depois viver e aprender
C F C F
Só o aventureiro é capaz de partir e não voltar mais
C F C
Se realizar, depois sonhar, então morrer
F
Disse meu pai, não lhe digo menino

Você há de aprender com o sino
C
Qual o rumo, qual a direção
F
E disse o sino: alegria garoto

Esse pai será sempre seu porto
C
Não se acanhe se houver solidão
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe

Missões naturais

Regional ou Sertaneja, A música

Missões naturais - Almir Sater e Renato Teixeira
C                     F
Vou nas asas dessa manhã
C F
E bons tempos me levarão
F C
Para Goiás, Minas Gerais e Maranhão
F
Vai, como quem pra guerra vai
C F
Que depois eu vou com você
C F C F C
Vai, pra além daqui, além dali, além de nós
F
Êta destino mais atrevido

Seguir em seguir, seguindo
C
Por aí feito um cigano
F
Eu aprendi a ver esse mundo

Com meu olhar mais profundo
C
Que é o olhar mais vagabundo
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
C F C F
Nessa vida tudo se faz sob três missões naturais
C F C
Primeiro nascer, depois viver e aprender
C F C F
Só o aventureiro é capaz de partir e não voltar mais
C F C
Se realizar, depois sonhar, então morrer
F
Disse meu pai, não lhe digo menino

Você há de aprender com o sino
C
Qual o rumo, qual a direção
F
E disse o sino: alegria garoto

Esse pai será sempre seu porto
C
Não se acanhe se houver solidão
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe

Comitiva esperança

Regional ou Sertaneja, A música

Comitiva esperança - Almir Sater e Paulo Simões
D
Nossa viagem não é ligeira
A7 D
Ninguém tem pressa de chegar

A nossa estrada é boiadeira
A7 D
Não interessa onde vai dar
G D
Onde a Comitiva Esperança
G D
Chega já começa a festança

Através do Rio Negro,
A7 D
Nhecolândia e Paiaguás

Vai descendo o Piquiri
A7 D
O São Lourenço e o Paraguai


Tá de passagem, abre a porteira
A7 D
Conforme for, pra pernoitar

Se é gente boa, hospitaleira
A7 D
A Comitiva vai tocar
G
Moda ligeira que é uma doideira
D7 G
Assanha o povo e faz dançar
A7
Ou moda lenta que faz sonhar
G D
Quando a Comitiva Esperança
G D
Chega já começa a festança

Através do Rio Negro
A7 D
Nhecolândia e Paiaguás

Vai descendo o Piquiri
A7 D
O São Lourenço e o Paraguai

E A7
Ê tempo bão que tava por lá
G A7
Nem vontade de regressar
E A7
Só voltamos vou confessar

É que as água chegaram em janeiro

Deslocamos um barco ligeiro
D

Boiadeiro do Nabileque

Regional ou Sertaneja, A música

Boiadeiro do Nabileque - Almir Sater e João Bá
       E
Vai boiadeiro, rio abaixo
A
Vai levando gado e gente
B
O sal grosso e a semente
E E4 E
Eh, porto de Corumbá

Um amor, toda leveza
A
Como um canto de nobreza
B
Deslizar na veia d'água
E E4 E
Eh, rio Paraguai
F#m G
Rio acima, peixe bom
F#m
Passarada, matagal
A G
Véio bugre entoando
E
Seu antigo ritual
E A B E
Pantaneiro...

Boiadeiro do Nabileque

Regional ou Sertaneja, A música

Boiadeiro do Nabileque - Almir Sater e João Bá
       E
Vai boiadeiro, rio abaixo
A
Vai levando gado e gente
B
O sal grosso e a semente
E E4 E
Eh, porto de Corumbá

Um amor, toda leveza
A
Como um canto de nobreza
B
Deslizar na veia d'água
E E4 E
Eh, rio Paraguai
F#m G
Rio acima, peixe bom
F#m
Passarada, matagal
A G
Véio bugre entoando
E
Seu antigo ritual
E A B E
Pantaneiro...

Boiada

Regional ou Sertaneja, A música

Boiada - Almir Sater e Renato Teixeira
A
Ele foi levando boi,
um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo,
um véu, uma bandeira, tropa viajada
A
Foram indo lentamente,
calmos e serenos, lenta caminhada
D
E sumiram lá na curva,
na curva da vida, na curva da estrada
E7
E depois dali pra frente,
não se tem notícias, não se sabe nada
A                   G
Nada que dissesse algo
D A/E
De boi, de boiada, de peão de estrada
C G/G
Disse um viajante, história mal contada
Bb D/A C
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
A
Isso foi há muito tempo,
tempo em que a tropa ainda viajava
D
Com seus fados e pelegos
no rangeu do arreio ao romper da aurora
A
Tempos de estrelas cadentes,
fogueiras ardentes, ao som da viola
D
Dias e meses fluindo,
destino seguindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu,
faz parte da história
   A                G               D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
A
Ele foi levando boi,
um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo,
um véu, uma bandeira, tropa viajada
E
Foram indo lentamente,
calmos e serenos, lenta caminhada
D
Dias e meses seguindo,
destino fluindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu,
faz parte da história
   A                G               D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada

Boiada

Regional ou Sertaneja, A música

Boiada - Almir Sater e Renato Teixeira
A
Ele foi levando boi,
um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo,
um véu, uma bandeira, tropa viajada
A
Foram indo lentamente,
calmos e serenos, lenta caminhada
D
E sumiram lá na curva,
na curva da vida, na curva da estrada
E7
E depois dali pra frente,
não se tem notícias, não se sabe nada
A                   G
Nada que dissesse algo
D A/E
De boi, de boiada, de peão de estrada
C G/G
Disse um viajante, história mal contada
Bb D/A C
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
A
Isso foi há muito tempo,
tempo em que a tropa ainda viajava
D
Com seus fados e pelegos
no rangeu do arreio ao romper da aurora
A
Tempos de estrelas cadentes,
fogueiras ardentes, ao som da viola
D
Dias e meses fluindo,
destino seguindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu,
faz parte da história
   A                G               D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
A
Ele foi levando boi,
um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo,
um véu, uma bandeira, tropa viajada
E
Foram indo lentamente,
calmos e serenos, lenta caminhada
D
Dias e meses seguindo,
destino fluindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu,
faz parte da história
   A                G               D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada