Ó mulata feiticeira
Seu perfume de alecrim
Que perfuma a terra inteira
Eu te quero só pra mim
Tu tens graça, tu encantas
A dor mal de um coração
Tu pareces quando canta
A juriti lá do sertão
"Vem cá mulata"
"Não vou lá não
Vou já vestir
O meu casaco à prestação"
A toada que inebria
Tuas formas nos faz mal
Tu és a nossa alegria
Ó mulata divinal
Ó mulata tem xodó
Tens um porte majestoso
Quero ser o teu coió
Toda vida e bem ditoso
Vem ouvir o meu cantar
Vem saber o meu amor
Ouve agora o verbo amar
Dos lábios do seu cantor
Nunca deixe de me ver
Nunca queira ser ingrata
No mundo não pode haver
Outra como tu, mulata
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